Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes, que faria 91 anos em 16/8/2014)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Canto a Oxalá

Quinta, 31 de dezembro de 2009
Canto a Oxalá, regente do ano que se inicia.

Propaganda enganosa

Quinta, 31 de dezembro de 2009
Por Ivan de Carvalho
O governador José Serra, aspirante tucano à presidência da República, atribuiu aos investimentos de sua administração a criação de 800 mil empregos diretos e indiretos em São Paulo, em 2009. O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, responsabilizou a “aflição” de Serra, ante as eleições que ocorrerão daqui a pouco mais de nove meses, pela declaração do governador.
Segundo Berzoini, a declaração de Serra “é uma tentativa desesperada de ficar sócio do sucesso do PT. A geração de emprego vem da política de estímulo à economia”, afirmou o presidente do PT, explicando didaticamente: a tentativa de Serra, disse, “não resiste à menor análise do que é decisivo. Certamente a ação do governo federal é a parte mais forte da geração de emprego em todo o Brasil”.
Ora, seria bem melhor se os políticos, sejam tucanos ou petistas, governistas ou oposicionistas, fossem sinceros e verdadeiros ao se dirigirem à sociedade para fazerem avaliações de seus próprios governos e dos governos alheios.
A sociedade merece a verdade ou, se ainda não merece, pelo menos tem direito a ela para desacostumar-se da propaganda enganosa, o que acontecerá quando gradualmente aprender – se algum dia aprender, porque já é longa a história humana e até hoje tal aprendizado está apenas engatinhando – a escolher seus líderes políticos. Eventualmente, acertos nessas escolhas têm ocorrido, mas são raros, no Brasil e no mundo.
Serra não tem razão quanto aos 800 mil empregos criados graças, segundo ele, aos investimentos do seu governo. Quem cria os empregos é a economia, não o governo e, para acabar de estraçalhar a gabolice do governador, vale registrar que é a sociedade que paga os tributos que sustentam o Estado e até lhe permitem fazer os investimentos alegados. Estes são mera devolução do que o governo tomou à sociedade, são retirados da própria economia.
Berzoini também não tem razão. O governo federal não é – como ele tolamente supõe, ou quer que todos nós suponhamos, tranformando-nos em bobos alegres, gratos e tietes do presidente Lula e seus auxiliares (inclusive, talvez, também aos “aloprados” e os do Mensalão) “a parte mais forte da geração de emprego em todo o Brasil”.
Na verdade, talvez não existam mais postos de trabalho, muito mais, e melhor remunerados, porque o governo toma da sociedade e da economia quase 40 por cento do PIB com tributos, que, aliás, aplica muito mal – fazendo justiça, fenômeno não exclusivo do governo Lula, mas comum e inerente a quase toda (ou toda?) a história da República. Quanto a Lula, de que se jacta Berzoini, quantos empregos criou, além dos pendurados nos muitos cabides estatais de uma administração severamente inchada pelo acréscimo de pessoal em seu período? Fez, na crise, algumas renúncias fiscais pontuais para facilitar o consumo de algumas linhas de produtos, estimulando o consumo e, assim, ajudando produtores e comerciantes, o que cria vagas. Ora, se pôde operar essas renúncias fiscais é que estava ganhando (e gastando, geralmente mal) prá lá da conta, graças à sufocação da sociedade com a pesada carga tributária.

Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta quinta.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

Como transformar vaias em aplausos

Quinta, 31 de dezembro de 2009
Hoje tem festança na Esplanada dos Ministérios. É a virada de ano. Só com cachês artísticos o governo do DF está gastando uma fortuna. Mas tem uma pessoa que não poderá por lá aparecer. É o governador Arruda. Ele não vai querer ser alvo de protestos espontâneos de milhares e milhares de brasilienses indignados com o que vem acontecendo em Brasília.
Bem que ele poderia tentar a estratégia de um ex-político do DF, Múcio Ataíde, o Homem do Chapéu, o que tentou comprar consciências com a distribuição de um litro de leite (outros tentam fazer o mesmo com outras coisas. Panetones, por exemplo). Múcio ao ser vaiado em comícios do PMDB pegava o microfone, mandava o técnico de som aumentar a potência até o máximo e ficava urrando enquanto cerrava os punhos. Fingia que aquelas vaias, e gritos eram em apoio à sua candidatura ao Senado. Múcio desistiu de Brasília, “vendeu” quase de papel passado seus cabos eleitorais para outro político, para um deputado federal. Tanto um quanto o outro já não existem em Brasília. Um foi embora, o deputado morreu.

Ele continua o mesmo

Quinta, 31 de dezembro de 2009
Lula lançou com pompa o terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos, onde não faltaram ex-militantes de esquerda que lutaram contra a ditadura imposta em 31 de março de 1964. O plano desagradou a alguns militares saudosos da chamada Gloriosa Revolução (chamada por eles, claro).
O ministro da Defesa Nelson Jobim tomou as dores dos militares e, juntos, foram pressionar o presidente. E o que fez Lula? Como sempre disse que não sabia de nada. Apesar de ter assinado o Plano Nacional de Direitos Humanos veio com a desculpa esfarrapada de que não o teria lido antes de colocar sua assinatura no documento.
De acordo com o que noticia a imprensa, Lula teria prometido rever pontos do Plano. Nos vários países sul-americanos cujos povos sofreram com ditaduras, os então chefes militares estão sendo julgados e muitos deles já foram condenados pelas brutalidades que cometeram. E nenhum desses países onde isso ocorre sofreu qualquer abalo institucional. Por que então a preocupação de Nelson Jobim e o vacilo de Lula? A respeito do ministro da Defesa leia a coluna de hoje do jornalista carioca Helio Fernandes.

Carreirista dos três poderes

Quinta, 31 de dezembro de 2009
“É a mediocridade mais bem remunerada e nomeada de toda a história brasileira. Um fracasso completo e irrefutável, pertenceu ao Legislativo, (deputado), ao Executivo (Ministro da Justiça) e ao Judiciário. (Ministro do Supremo). Agora é novamente Executivo, (Ministro da Defesa) e será outra vez Legislativo (Deputado), o cargo que sobrará para ele, depois da desincompatibilização.
Além do fato inédito de pertencer aos Três Poderes, a constatação que o perseguiu mas não o invalidou para novas e repetidas escolhas, em cargos sempre mais importantes. Sua participação em cada um dos Poderes foi marcada pela indignidade, irregularidade, até mesmo pela calamidade, confessada por ele.”

(Do jornalista Hélio Fernandes sobre Nelson Jobim, o ministro da Defesa. Você pode ler o texto completo clicando no link Tribuna da Imprensa, que está na coluna da direita deste blog, no grupo “Minha lista de blogs”. Ou então clique aqui)

E o troféu vai para...

Quinta, 31 de dezembro de 2009
O Gama Livre gostaria de “entregar” troféus virtuais a algumas figuras de Brasília. Quem deveria receber cada um dos seguintes troféus?
Troféu Panetone de Ouro? ________________________
Troféu Meia de Ouro? ___________________________
Troféu Bolsa de Ouro? ___________________________
Troféu “Cinegrafista” de Ouro?_____________________
Troféu Oração da Propina? _______________________
(vale dois ou mais ganhadores)
Troféu mensalão de ouro? ________________________
(vale uns dez ganhadores)

Olha a Beija-Flor aí, gente!

Quinta, 31 de dezembro de 2009
A escola de samba Beija-Flor, que está recebendo milhões do governo do DF para cantar, tão somente durante 80 minutos, no Sambódromo do Rio uma Brasília que não existe, poderia inovar, como sempre inovou, e colocar como seu carro abre-alas um enorme panetone. No alto do carro, a exibição de meias, sacos, bolsas, bolsos, malas e cuecas. E aqueles políticos lá em cima distribuindo sorrisos e dando passinhos. Todos deixando aparecer notas de dinheiro, muito dinheiro. Pensando bem, não queremos isso. Desejamos é que todos eles dancem. Mas não no sambódromo, claro.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A imagem da CLDF enrolada numa meia

Quarta, 30 de dezembro de 2009
O deputado distrital Leonardo Prudente, o da meia, que havia se licenciado da presidência da Câmara Legislativa do DF (CLDF) quando apareceu para o Brasil todo (e o mundo) recheando suas meias com grana repassada pelo “cinegrafista” da Pandora, o ex-secretário Durval Barbosa, reassumiu hoje (30/11) o cargo de presidente da casa legislativa de Brasília. O ato suspendendo a sua licença e o entronizando novamente na presidência da câmara foi publicado hoje no DCL (Diário da Câmara Legislativa).
Com isso ele estará à frente dos processos de impeachment do governador Arruda, aquele que foi também filmado recebendo dinheiro de Durval Barbosa. Estará ainda presidindo a Casa quando da apuração dos processos contra dez deputados distritais apontados como mensaleiros pelo mesmo denunciante de Arruda.
A esperança é que, com a chegada do ano novo, ressurjam com todo vigor a indignação e os atos de protestos da população contra a bandalheira no Distrito Federal. Para os primeiros dias de janeiro estão previstos arrastões da limpeza em vários pontos do DF, para mandar para o lixo algumas meias, bolsas, bolsos, maletas, sacos e, claro, algumas cuecas também e, com tudo isso, a vida política de determinados “artistas” da safadeza política.
Veja também: Coroa tem cada idéia

De dia falta água, de noite falta luz

Quarta, 30 de dezembro de 2009
O Guará ficou sem água por 56 horas, graças à Caesb, aquela que de quando em vez gasta fortunas em propaganda nos jornais e na TV. Propaganda para quê, se detém o monopólio da distribuição de água no Distrito Federal? A empresa informou que todo o problema no Guará foi gerado por uma válvula e um registro da adutora da cidade. Não sabemos ao certo quanto custa esses troços, mas que se o foco da empresa estivesse de fato no respeito ao consumidor, e não na tentativa de tentar vender que o atual governo do DF realiza os sonhos da população, sonho que a Operação Caixa de Pandora mostrou que são pesadelos, situações como essas possivelmente não aconteceriam, e se acontecessem não perdurariam por 56 horas.
Já quanto à CEB...basta ventar ou chuviscar para que a distribuição de energia seja interrompida por horas e horas. É outra empresa monopolista que gasta milhões e milhões em propaganda. Mais até, talvez, que a Caesb. Que não nos dêem o mote para cantarmos, com a substituição do Rio por Brasília, a antiga música dos tempos dos nossos pais (ou avós): Brasília, cidade que nos seduz / De dia falta água / De Noite falta luz

O projeto econômico de Lula e Serra é o mesmo. Entrevista especial com Leda Paulani

Quarta, 30 de dezembro de 2009

 Do site Instituto Humanitas Unisinos - IHU*
A economista Leda Paulani concedeu à IHU On-Line a entrevista que segue. Nela, a professora analisa o desenvolvimento da economia brasileira nos últimos anos, trazendo dados importantes como a passagem do primeiro para o segundo mandato de Lula, a crise econômica, as perspectivas para 2010 e a atual taxa cambial brasileira. “Dada a forma que a sociedade se organiza hoje, se simplesmente desacelerar o crescimento no mundo todo, se joga bilhões de pessoas na miséria. É uma contradição enorme. Como vai se defender, num país como o Brasil, que o país não cresça mais?”, disse ela na entrevista que concedeu por telefone.

Leda Paulani é doutora em Teoria Econômica pelo Instituto de Pesquisas Econômicas da universidade de São Paulo. Em 2004, recebeu o título de Livre-docência da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, onde, atualmente, é professora. É presidente da Sociedade Brasileira de Economia Política e pesquisadora Sênior da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. Escreveu Lições da Década de Oitenta (Sao Paulo: EDUSP, 1995), A Nova Contabilidade Social (São Paulo: Editora Saraiva, 2000), Modernidade e Discurso Econômico (São Paulo: Boitempo Editorial, 2005) e Brasil Delivery: Servidão financeira e estado de emergência econômico (São Paulo: Boitempo Editorial, 2008).

Confira a entrevista.

IHU On-Line – É possível que a economia brasileira alcance, em 2010, o padrão de crescimento da China?

Leda Paulani – Creio que não. Os 8% que a China cresceu esse ano? Não. Deve ficar, se nada acontecer, perto dos 4,5%.

IHU On-Line – O que explica, no caso brasileiro, a rápida retomada do crescimento logo após a grave crise econômica internacional?

Leda Paulani – Na realidade, a economia brasileira já vinha com uma aceleração do crescimento por conta desse aumento da oferta de crédito para a população de renda mais baixa, o crédito consignado, e o aumento do salário mínimo real. Tudo isso fez o mercado crescer. O consumo estava crescendo, o investimento estava, ainda que pouco, reagindo. A economia vinha nesta toada e a crise deu uma “brecada” nisso. Agora, passada essa fase mais aguda da crise, o crescimento foi retomado em função dessas variáveis, que já estavam colocadas desde antes da crise.

IHU On-Line – Diante da atual taxa cambial brasileira, podemos dizer que estamos diante de uma excessiva valorização do real diante do dólar?

Leda Paulani – Esta é uma questão muito controversa. Sempre há quem diga que não há taxa de câmbio
"Se nossa moeda se valoriza demais, como vem acontecendo, começamos a perder mercado interno e externo"

tecnicamente correta. Eu não concordo com isso. Acho que um país como o Brasil teria que tomar cuidado com esse preço, que é extremamente importante. Se nossa moeda se valoriza demais, como vem acontecendo, começamos a perder mercado interno e externo. Outras conseqüências num médio prazo podem advir daí, como a desindustrialização etc. Acho que, como a moeda brasileira vem de um processo de quase cinco anos de valorização ininterrupta, não podemos dizer que não há conseqüências.

IHU On-Line – O BNDES tem fornecido sucessivos aportes de recursos. Qual é o papel que o banco joga hoje na estratégia do governo?

Leda Paulani – O BNDES é um instrumento múltiplo, pode ser utilizado de várias formas e, para o governo brasileiro, é um privilégio ter um instrumento como esse. O banco tem um papel importante porque pode, num contexto de retração completa do crédito, acabar melhorando um pouco essa situação, tornando-a menos drástica. Por outro lado, ele também pode ser usado, como foi, por exemplo, na época das privatizações do governo FHC, para financiar os compradores das empresas estatais brasileiras.

IHU On-Line – Pode-se falar em um “Lula 2”, a partir do segundo mandato, sob a perspectiva da política econômica?

Leda Paulani – Se compararmos a segunda gestão com a primeira, digamos que há o chamado desenvolvimentismo ou políticas desenvolvimentistas que começaram a ter um espaço nesse segundo período. A crise, de certa forma, acabou praticamente exigindo esta mudança de postura do governo. Se o governo tivesse se mantido durante a crise com a mesma postura que tinha no primeiro mandato, a crise teria sido muito profunda aqui no Brasil.

IHU On-Line – Como a senhora avalia as teses de que o crescimento econômico progressivo, a obsessão em aumentar o PIB, está na contramão da crise climática?

Leda Paulani – Acho que esta tese é absolutamente correta. A lógica do sistema capitalista é contrária a qualquer uso racional dos recursos naturais, simplesmente porque, para o sistema, quanto mais vende melhor. Mesmo para o trabalhador isso também é verdade, pois o emprego depende disso. Na realidade, a vida da maior parte das pessoas do planeta depende do sucesso dos negócios capitalistas. Um exemplo: uma pessoa pode ter quatro pares de sapato, seria o suficiente para ela ter satisfeitas suas necessidades de agasalhar o pé. Porém, evidentemente, que para quem produz sapato o interessante é essa pessoa ter 40 ou 400 sapatos, ainda que para viabilizar a produção nesse nível se tenha que destruir muitos recursos naturais, alterar o clima ou produzir gases tóxicos. Então, essa tese é absolutamente verdadeira. Acho que esta questão ambiental vai se tornar cada vez mais a grande questão a ser discutida. Como se acomoda a lógica do sistema capitalista, levando em conta o capitalismo global, com a finitude dos recursos do planeta?

IHU On-Line – A partir disso, o mundo deveria de fato desacelerar o crescimento econômico?

Leda Paulani – Dada a forma que a sociedade se organiza hoje, se simplesmente desacelerar o
"Como vai se defender, num país como o Brasil, que o país não cresça mais? E os milhões e milhões de pessoas que não tem outro jeito de viver a não ser arrumando emprego?"
crescimento no mundo todo, bilhões de pessoas serão jogadas na miséria. É uma contradição enorme. Como vai se defender, num país como o Brasil, que o país não cresça mais? E os milhões e milhões de pessoas que não tem outro jeito de viver a não ser arrumando emprego? Este é o grau da contradição.

IHU On-Line – Como a senhora vê a opção brasileira em investir pesadamente em matrizes energéticas que exigem enormes estruturas: hidrelétricas, nuclear e o pré-sal?

Leda Paulani – Acho que energia é um bem estratégico, então o governo de cada país tem a obrigação de cuidar de seu abastecimento energético. Já vivemos dois apagões para saber como é complicado quando essas coisas falham. Evidentemente que hoje, tendo em vista este cenário de problemas ambientais cada vez mais agravados, tem que se procurar as fontes menos poluidoras e gerar energia da forma menos poluidora possível. O Brasil, neste ponto, é privilegiado porque tem “n” quantidades de água e pode produzir energia hidrelétrica, que é muito barata para o país e polui muito menos que a energia térmica, por exemplo.

Nós também temos a possibilidade do etanol, mas aí já existem uma série de outras conseqüências. Com relação ao pré-sal, a questão é que o mundo ainda vai continuar precisando de petróleo durante muito tempo, e por mais que seja muito mais caro extrair petróleo nessas camadas, ele vai se viabilizar economicamente. Para o Brasil isso não é ruim, a não ser pelo fato de que se pode, por conta de se tornar um país exportador de petróleo, acabar sofrendo daquilo que chamamos, na macroeconomia, de “Doença holandesa”, e acabar só produzindo petróleo e se tornar dependente de produção externa para tudo mais. Isso acontece com os países produtores de petróleo hoje, tanto os árabes quanto a Venezuela, por exemplo.

IHU On-Line – Estaríamos ainda presos a uma concepção de desenvolvimento tributária da sociedade industrial?

Leda Paulani – Sim, com certeza. O padrão de vida e sociedade que temos hoje ainda está moldado à indústria, a grande revolução do Ocidente no final do século XVIII. Isto pauta tudo, até hoje.

IHU On-Line – O governo está mais ‘desenvolvimentista’ e menos ‘monetarista’?

Leda Paulani – Eu diria que o governo está mais desenvolvimentista, mas não diria que está menos monetarista. Acho que o governo ainda tem uma postura muito conservadora e nossa taxa de juros ainda é uma das mais elevadas do mundo. Nossa taxa de juros caiu, só que na maior parte do mundo desenvolvido as taxas de juros são praticamente negativas, então nossas taxas de juros ficam extremamente atrativas, para o capital estrangeiro, por exemplo. As taxas de juros foram realmente muito elevadas e continuaram elevadas, apesar da queda em termos absolutos. Não diria que o governo está menos monetarista. Está mais desenvolvimentista, mas não é contraditório continuar a ser monetarista, de certa forma.

IHU On-Line – Pensando 2010, a senhora vê diferenças entre o projeto econômico de Serra e Dilma?

Leda Paulani – Não, nenhuma diferença. Para mim é o mesmo projeto há muito tempo. Quando o Lula se elegeu pela primeira vez, se imaginava que seria outro projeto, mas não era verdade, e cada vez mais está ficando claro que é o mesmo projeto. São administrações competentes da realidade capitalista, num contexto de transformações mundiais, mas não acho que tenha realmente nenhuma diferença substantiva.

*"O principal objetivo do IHU é apontar novas questões e buscar respostas para os grandes desafios de nossa época, a partir da visão do humanismo social cristão, participando, ativa e ousadamente, do debate cultural em que se configura a sociedade do futuro. Para isso, o Instituto assume cinco grandes eixos orientadores de sua reflexão e ação, os quais constituem-se em referenciais inter e retrorrelacionados, capazes de facilitar a elaboração de atividades transdisciplinares: Ética, Trabalho, Sociedade Sustentável, Mulheres: sujeito sociocultural, e Teologia Pública."

Coroa tem cada idéia

Quarta, 30 de dezembro de 2009

O “da meia” diz a jornal que colocar dinheiro na meia é um hábito de adolescente. Nada contra, mas tinha que ser dinheiro repassado pelo Durval Barbosa? E depois de já estar coroa?

Olha só a cara do adolescente

TJDF indefere pedido de convocação extraordinária da CLDF. Decisão do Cabo Patrício é entendida como adesão à proposta que decidiu pelo recesso dos distritais até o dia 11

Quarta, 30 de dezembro de 2009
Do site do TJDF
“Pedido de convocação extraordinária da CL-DF é indeferido

O Desembargador Vice-Presidente do TJDFT, de plantão nesta semana, decidiu no fim da tarde, desta terça-feira, 28/12, indeferir, liminarmente, o Mandato de Segurança, impetrado pela Ordem dos advogados do Brasil - OAB/DF, que solicitava a convocação extraordinária da CL- DF.

Segundo a decisão a Mesa Diretora pode convocar extraordinariamente a Câmara Legislativa; podendo 1/3 (um terço) da Câmara requerer essa convocação, porém "nessa última hipótese depende de deliberação da maioria." "Até onde os autos revelam", ressalta o magistrado "não consta tenha a Câmara deliberado a respeito do requerimento formulado por 8 (oito) Deputados, até porque 14 (quatorze) Deputados apresentaram idêntico requerimento e obtiveram a declaração da Presidência de que a Câmara estava convocada para sessão extraordinária a partir de 11 de janeiro"

Na decisão destacasse que "dos 8 (oito) signatários do requerimento que a impetrante pretende tenha prevalência é exatamente o Deputado Cabo Patrício. Se assim é verdade tem-se como certo que o Deputado Cabo Patrício aderiu à proposta subscrita por 16 (dezesseis) Deputados, tanto que sem qualquer discussão deu-a por aprovada."

No pedido a OAB-DF afirmava que o Partido dos Trabalhadores, juntamente com outros Deputados, apresentaram à Mesa da Câmara Legislativa requerimento de convocação extraordinária durante todo o recesso parlamentar, requerimento esse assinado por 1/3 (um terço) dos membros da Casa, 8 (oito) Deputados Distritais, lido em Plenário, tendo como propósito e fundamentos a apuração de fatos gravíssimos que devem ser investigados a fundo.

Na semana passada, o Desembargador Corregedor, de plantão na ocasião, determinou a impetrante a comprovação do requerimento de convocação extraordinária da Câmara Legislativa por 1/3 (um terço) de seus membros e se foi protocolada naquela Casa. Na data de hoje, 28/12, a impetrante apresentou a documentação solicitada.


Turbantes arrepiados

Quarta, 30 de dezembro de 2009
Por Ivan de Carvalho
Os turbantes dos ayatollahs iranianos estão arrepiados. Os protestos e manifestações recrudesceram. Eles haviam chegado a um clímax na sequência da reeleição fraudulenta do presidente Mahmoud Ahmadinejad, representante no governo da hierarquia muçulmana xiita mais radical do Irã. Morreram então nos protestos de rua 70 pessoas, segundo admitido pelo governo, além da ocorrência de centenas de prisões e cinco condenações à morte.

As manifestações diminuíram significativamente durante um pouco de tempo, mas a oposição continuou questionando as eleições e chama Ahmadinejad de ditador, acusando de não haver sido reeleito pelos votos, e sim pela fraude, graças à qual não teria vencido o oposicionista Mir Hossein Mousavi.

Mas a morte e o adeus popular ao grão ayatollah Montazeri, um influente moderado simpatizante da oposição, desatou uma nova série de grandes manifestações de rua. Logo em seguida veio um agitado fim de semana, com manifestações violentas desencadeadas pela comemoração do luto da Ashura, a cerimônia religiosa mais importante para os xiitas.

Ontem, neste espaço, indaguei para onde vai o Irã. E não tinha uma resposta, salvo a constatação de que há um crescente cansaço com a ordem imperante e a inevitável conclusão de que a ditadura teocrática lá instalada, como tudo mais neste mundo, “vai passar”. Continuo hoje neste ponto – com essas constatações e sem a resposta.

Mas os ayatollahs e o governo sentem o perigo. Ontem, o ayatollah Abas Vaez Tabasi, um dos representantes regionais do ayatollah Ali Khamenei, o líder supremo, sucessor de Komeini, disse à TV estatal que “os líderes da oposição são uns mohareb (inimigos de Deus)”, acrescentando que devem ser tratados como prevê a sharia – a lei para os xiitas. A sharia fixa a pena de morte para os mohareb. Trata-se de uma ameaça, a mais grave feita até agora por um regime em crise e talvez desespero e não há garantia de que não levem a ameaça à prática. Dezenas de milhares de seguidores do governo fazem agora manifestações, pedindo punições aos “responsáveis” pelo protesto, ao tempo em que, contraditoriamente, acusam Israel e os Estados Unidos pelos protestos. Vão aplicar a sharia a esses dois países? Gostariam, mas...

No jogo sinistro das intimidações, o governo de Ahmadinejad, “presidente” que foi tão bem recebido pelo governo Lula recentemente, incluiu entre os presos três integrantes da oposição próximos a Mousavi e uma irmã da ativista Shirin Ebadi, Prêmio Nobel da Paz. “Minha irmã é dentista, não está de forma alguma ativa nos direitos humanos ou na política e ela não participou de nenhum protesto”, disse Ebadi, acrescentando que a prisão é uma tentativa de silenciá-la. Ontem, Ahmadinejad falou pela primeira vez sobre os protestos, qualificando as grandes manifestações de domingo como “um roteiro escrito por sionistas e americanos”. Disse também que “é um espetáculo que dá ânsia de vômitos”.

Ou dá arrepios?

Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta quarta-feira.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano

PAC: obras concluídas somam R$ 210,3 bilhões

Quarta, 30 de dezembro de 2009
Do site Contas Abertas
De um total de 12.520 empreendimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) distribuídos nas 27 unidades federativas do país, 1.229 foram concluídos pelo governo federal até agosto deste ano. O montante investido nessas obras soma R$ 210,3 bilhões, o que representa apenas um terço do total de R$ 646 bilhões previstos para o PAC entre 2007 e 2010. Se excluídos os R$ 112,5 bilhões de empréstimos a pessoas físicas, incluídos nos cálculos do governo como parte dos projetos habitacionais concluídos, a proporção é ainda menor: 18% (R$ 97,9 bilhões desembolsados) diante do valor global, sem os financiamentos (veja a tabela).
As obras concluídas no eixo de infraestrutura energética receberam um total de R$ 57,8 bilhões, valor que representa somente 20% do total de R$ 295 bilhões previstos para o setor no quadriênio. De acordo com o último balanço do PAC, os empreendimentos energéticos finalizados até agosto incluíam R$ 18 bilhões em campos de petróleo e gás natural, 6,7 mil km de linhas de transmissão de energia elétrica, 2 mil km de gasodutos, 76 usinas de combustíveis renováveis e outros. Leia mais

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A droga

Terça, 29 de dezembro de 2009
De Helio Fernandes na Tribuna da Imprensa
Sérgio Cabral fez acordo com as milícias para garantirem a segurança do Panamericano. Agora se acerta com os “barões da droga”, e retumba: “AS FAVELAS LIVRES DA DROGA”. Leia a coluna

Coisas do Brasil

Terça, 29 de dezembro de 2009
Homem foi preso ontem (28/12) ao tentar roubar um par de tênis em loja de Brasília. Se estivesse recebendo 30 ou 50 mil reais de propina de prestador de serviço do governo nada o teria acontecido.

No País de Todos: R$283 bilhões para os banqueiros e apenas R$57 bilhões para a saúde dos brasileiros

Terça, 29 de dezembro de 2009
R$283 bilhões do orçamento de 2010 do governo Lula será para pagamento de juros e amortizações da dívida. Pagamento, portanto, a algumas poucas pessoas, os banqueiros. Para a saúde, que atende milhões e milhões de brasileiros, restaram apenas míseros R$57 bilhões. É o que consta do orçamento da União para 2010, orçamento aprovado no congresso no último dia 22.
Em termos percentuais os banqueiros, no país que é uma mãezona para eles, vão abocanhar 24 por cento de todos os recursos previstos no orçamento. Já a saúde receberá cinco (isso mesmo, cinco) vezes menos. A educação, seis vezes menos (R$45 bilhões). A reforma agrária mereceu apenas R$5 bilhões, isto é, 57 vezes menos que o pagamento que deverá ser feito à banqueirada. Para o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) “Mais uma vez, os gastos com a dívida pública representam o principal gasto do orçamento, comprometendo os gastos sociais”.
No “País de Todos”, a saúde, a educação e a reforma agrária corresponde tão somente a 37,8 por cento do que o país pagará aos banqueiros. Pode? No Brasil pode!

Nojo

Terça, 29 de dezembro de 2009.
Diante dos argumentos usados pelo até agora governador de Brasília em “artigo” publicado ontem  na página de opinião do maior jornal da capital, onde tentou se defender e se colocar como vítima de tramas mil e não dos seus próprios atos e comportamentos quanto à ética e seriedade, apenas um sentimento: nojo!

Pedida a derrubada de Magela

Terça, 29 de dezembro de 2009.
Foi protocolado ontem no Senado o pedido do deputado federal Ronaldo Caiado (Demo-GO), líder dos democratas na Câmara, em que ele pede que Sarney, presidente do senado e do congresso, não assine e não envie a Lula o projeto do orçamento para 2010, aprovado por deputados e senadores na última terça-feira (22/12).
Caiado argumenta no ofício que Geraldo Magela (PT-DF), que foi o relator do projeto, descumpriu acordo feito com a oposição no plenário do congresso, agindo, assim, com “abuso de suas prerrogativas”. No acordo, segundo Caiado, Magela ficou de transferir para as emendas das bancadas estaduais todas as emendas de investimentos feitas pelo relator-geral (Magela). Caiado ainda quer que Sarney também destitua Magela do cargo de relator-geral do orçamento e deseja que o acordo seja cumprido.

Vai passar

Terça, 29 de dezembro de 2009
Por Ivan de Carvalho
 O Conselho Superior de Segurança Nacional do Irã confirmou ontem que pelo menos oito pessoas morreram no domingo, nos confrontos entre manifestantes oposicionistas e a forças de segurança (ou insegurança) do governo. Vale notar que são números oficiais e não conferidos por fontes independentes. Aliás, a esse respeito, o governo iraniano proibiu a presença da imprensa internacional nas áreas em que ocorram manifestações. Entre os mortos está um sobrinho do líder da oposição, Mousavi, que disputou a eleição presidencial com Ahmadinejad. Isto preparou o cenário para mais protestos de rua.
É o segundo episódio mais grave desde a suposta reeleição do presidente Ahmadinejad, aquele que tem a sem-vergonhice (vamos usar a expressão certa para a coisa errada) de reiteradamente negar o Holocausto, a matança de seis milhões de judeus pelo nazismo durante a Segunda Guerra Mundial. O mesmo Ahmadinejad recentemente recebido no Brasil com rapapés e salamaleques do presidente Lula e do Itamaraty. Nos protestos anteriores, contra a fraude, morreram 70 pessoas, centenas foram presas e alguns manifestantes condenados à morte.
Há mais de uma semana os manifestantes ocupam as ruas das principais cidades do país, entre elas a capital, Teerã e a “cidade santa” de Qom, onde se concentram os religiosos da alta hierarquia muçulmana xiita que manda no país – desde a “revolução islâmica” liderada pelo ayatollah Ruhollah Komeini em 1979 –, diretamente em muitas coisas e em outras por intermédio do presidente (?) Ahmadinejad, desde sua reeleição chamado de ditador pela oposição, que considera a reeleição resultado de uma imensa fraude eleitoral. A nova crise começou com as grandes manifestações de adeus ao grão ayatollah Montazeri, considerado liberal e de tendência simpática à oposição e seu líder Mousavi. Montazeri morreu em idade avançada. Ontem, a Guarda Revolucionária, elite das forças armadas iranianas, e a “milícia islâmica” anunciaram (ameaçaram) que estão “totalmente prontas” para intervir contra os manifestantes.
Mas o que está realmente acontecendo no Irã? Difícil analisar ou especular no espaço restrito que me é reservado neste jornal. Mas está evidente que a “revolução islâmica”, com sua ditadura teocrática em nome de Allah (que certamente abomina essas coisas), cansou grande parte da população. Até as mulheres, sujeitas a normas extremamente rígidas, reagem. A barra dos vestidos sobe disfarçadamente, centímetro a centímetro. O véu vai gradualmente descobrindo o rosto, recuando até deixar à vista o rosto e parte do cabelo. Então a repressão é acionada e tudo volta ao que era, à espera do momento de nova tentativa.
A situação atual lembra o governo Costa e Silva, no Brasil. Uma atenuação do autoritarismo, manifestações, um estudante morto no Calabouço, no Rio de Janeiro, a passeata dos cem mil, um discurso mal pensado, e, então, de volta a repressão, os mais pesados anos de chumbo, do AI-5 até o fim do governo Médici. Mas isto passou. Um dia passará também no Irã.

Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta terça-feira.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

PAC: em 32 meses, apenas 10% das obras foram concluídas

Terça, 29 de dezembro de 2009
Do Site Contas Abertas
Novo levantamento realizado pelo Contas Abertas (CA), a partir dos relatórios estaduais apresentados pelo comitê gestor do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na penúltima semana, revela que 1.229 projetos foram concluídos após dois anos e oito meses do lançamento do programa - incluindo os três eixos: infraestruturas logística, energética e social-urbana. O número representa 9,8% de um total de 12.520 empreendimentos listados nos relatórios, previstos nas 27 unidades da federação para o período 2007-2010 e pós 2010. Cerca de 62%, que equivalem a 7.715 projetos, ainda não saíram do papel, ou seja, estão em fase de “contratação”, “ação preparatória” (estudo e licenciamento) ou “licitação” (desde o edital até o início do projeto). Outras 3.576 ações (29%) estão em execução ou em obra. Em 15 estados, o percentual de obras concluídas não ultrapassa o índice de 10% (veja a tabela).

Se excluídas do cálculo as 11.180 obras de saneamento e habitação, que representam 89% da quantidade física total de projetos listados no PAC, o percentual de obras concluídas, de acordo com os relatórios estaduais, sobe para 31%. A metodologia de divulgação dos números usada pela Casa Civil nas cerimônias de balanço oficial realizadas quadrimestralmente exclui as duas áreas desde o primeiro anúncio, apesar de estarem previstas no orçamento do programa, R$ 646 bilhões até 2010. Ainda excluindo as duas áreas, cerca de 39%, que representam 525 projetos, estão em ação preparatória ou licitação. Outros 405 (30%) empreendimentos estão em andamento.
Leia mais em PAC: em 32 meses, apenas 10% das obras foram concluídas


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Para não esquecer

Segunda, 28 de dezembro de 2009
Faz um mês que estourou a Operação Caixa de Pandora. Os jornais do Distrito Federal, pendurados em milhões da publicidade oficial, arrefeceram as matérias sobre a bandalheira, como se esperava. Aliás, foi uma marca dos jornais de Distrito Federal a estratégia de não deixar no foco o governador Arruda. Manchetes falavam em "legislativo" e "autoridades do governo". Quando muito, perdido pelo meio da reportagem havia alguma referência a Arruda. Para que não nos esqueçamos, abaixo vai alguma das obras cinematográficas do "diretor de cinema" Durval Barbosa, além de outras coisas mais.


Arruda recebendo grana, muita grana.


A lição da professora


Oração da Propina. Pai, castigai-os.


Prudente fazendo seu pé-de-meia



A violência da polícia de Arruda contra o povo























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O corregedor. O que apura deslizes dos distritais.


Corruptores e corruptos


Os jornais domesticados


Bolachada em Arruda

domingo, 27 de dezembro de 2009

Marcha dos Mortos

Domingo, 27 de dezembro de 2009


Computador e internet ainda são subutilizados nas escolas, aponta pesquisa

Domingo, 27 de dezembro de 2009
 Da Agência Brasil
Amanda Cieglinski - Repórter

Brasília - Pesquisa realizada em 400 escolas públicas em 13 capitais brasileiras mostra que o tradicional problema de falta de infraestrutura está sendo superado pela falta de preparo para lidar com as novas tecnologias. As escolas possuem computadores, mas falta treinamento para melhorar o uso das máquinas. Entre as instituições de ensino, 98% tem computador e 83% acesso a internet com conexão banda larga. Mas em poucas escolas os equipamentos são utilizados de forma eficiente na melhoria da aprendizagem.

“A formação inicial não prepara os professores para isso. Você precisaria combinar a disponibilidade dos recursos com a melhor formação para que a tecnologia fique a serviço da aprendizagem dos conteúdos escolares”, explica Ângela Danneman, diretora executiva da Fundação Victor Civita, responsável pela pesquisa.

Entre os professores entrevistados, 74% diz que foi pouco ou nada preparado para utilizar o computador como ferramenta pedagógica durante a sua formação. E mais da metade não participou de nenhum tipo de curso de atualização em tecnologias no último ano.

Nas escolas, os computadores se concentram em áreas administrativas ou no laboratório de informática. Em apenas 4% delas há máquinas nas salas de aula. Mesmo que a pesquisa indique que mais de 90% das escolas estão equipadas com computadores, Ângela aponta que não é possível dizer que o problema da infraestrutura foi superado.

“Seria simplista dizer que o problema não está na infraestrutura. A média de alunos das escolas nas capitais brasileiras é de 1 mil. E a minoria delas têm mais do que 30 computadores, então ainda temos a necessidade de ampliar a infraestrutura”, aponta. Apenas 15% das escolas têm mais de 30 máquinas, 28% entre 21 e 30, 29% entre 11 e 20 e 28% têm de um a dez.

A especialista destaca que é importante que os professores dominem não só o uso de ferramentas, mas saibam como utilizá-las na transmissão de conteúdos de forma a motivar o aprendizado. “Os jovens estão muito avançados no uso da internet, eles se comunicam em redes sociais, usam blogs, a escola precisa acompanhar isso. Mas precisa acompanhar fazendo o que é papel da escola, ou seja, na aprendizagem dos conteúdos”, defende.

O couro vai comer

Domingo, 27 de dezembro de 2009
O ano ia acabando e havia uma aparente calma lá para os lados da Operação Caixa de Pandora, melhor para as bandas dos deputados distritais. Não apareciam mais vídeos, as reportagens em jornais e TVs sobre o assunto a cada dia diminuíam de tamanho e impacto. Aqueles deputados que ainda não haviam aparecido como integrantes do esquema se fingiam de mortos. Mas eis que agora surge a informação de que as investigações se debruçaram para valer sobre as terríveis acusações feitas pelo delator Durval Barbosa a 19 (isso mesmo, dezenove) deputados distritais. Pronto! Acabou a paz no grupo de distritais que ainda não havia aparecido na fita, mas que faz parte da base parlamentar do governador Arruda. Que rezem, que orem, mas que não seja novamente a Oração da Propina. Orem, pois o couro vai voltar a comer.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Brasil, a mãe dos bancos

Sábado, 26 de dezembro de 2009
Sabemos que há muito tempo o Brasil é uma mãe para os banqueiros, especialmente nos períodos dos governos de FHC e Lula. Veja abaixo trecho da reportagem do jornal O Estado de São Paulo, cuja manchete é “Spread bancário custa R$ 261 bi aos brasileiros em 12 meses”, e que revela um estudo da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) que aponta que o spread no Brasil é o maior entre 40 países com igual metodologia de cálculo. A reportagem é de Marcelo Rehder.

“SÃO PAULO - Em 12 meses de crise financeira global, o chamado spread bancário custou R$ 261,7 bilhões às empresas e consumidores brasileiros, cujo pagamento deve ser feito ao longo de dois anos. Se a diferença entre a taxa de juros cobrada por bancos e financeiras e a taxa que eles pagam para captar recursos (spread) seguisse os padrões internacionais, esse custo cairia para R$ 71,5 bilhões, o que representa uma redução de R$ 190,2 bilhões.

As informações são de um estudo inédito feito por José Ricardo Roriz Coelho, diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
 Feito com base em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), o trabalho mostra que o spread médio brasileiro é o maior em um grupo de 40 países cujas metodologias de cálculo dos juros se assemelham à adotada pelo Banco Central do Brasil (média ponderada).
 Em agosto, o spread médio cobrado no País era de 26,77 pontos porcentuais, enquanto no Chile estava em 6,04 pontos e na Itália, em 4,39 pontos (veja gráfico abixo). O custo mais baixo foi apurado no Japão, onde o spread representava apenas 1,28 ponto porcentual. “Confirmamos o que já é um consenso: o spread brasileiro é uma aberração”, afirma Roriz Coelho.” Leia mais

Arrudagate: "se puxar o fio, será um tsunami político", diz especialista

Sábado, 26 de dezembro de 2009
Do Site Contas Abertas
O suposto esquema de pagamento de propinas envolvendo membros do Executivo e Legislativo do Distrito Federal é uma prática que ocorre, neste momento, em outros lugares do país, porque o problema central está na apropriação do orçamento público para fazer negócios privados. Essa constatação é do experiente cientista político de Brasília Antônio Flávio Testa, que em entrevista ao Contas Abertas ainda afirmou que os deputados da Câmara Legislativa do DF, salvo “muito poucas exceções, apresentam uma performance política e ética muito aquém do mínimo aceitável numa democracia”. “É difícil avaliar a atuação de políticos que se corrompem e utilizam meias para guardar dinheiro de propina e justificam esse ato como se fosse para preservar sua integridade física”, diz.

“Esse tipo de político [que fez a 'oração da propina'], desprovido de qualquer dosagem de escrúpulo, de ética, de senso crítico, deveria ser banido do sistema político e do religioso. Pois desonram, com essas práticas, tanto o Parlamento como o tabernáculo, que lhe dá sustentação eleitoral. Os péssimos exemplos são muitos. As boas ações ainda são invisíveis, se é que existem”, avalia. Segundo Testa, o sistema de governo no país está bem corrompido. "Mensalões são usuais na prática política brasileira. No Brasil, política é a disputa entre grupos privados pelo controle do patrimônio público. Se puxar o fio de meada, com transparência, o efeito será de um dominó caindo sobre o outro. Um tsunami político", acredita.
Confira a entrevista

O elo perdido

Sábado, 26 de dezembro de 2009
Por Ivan de Carvalho
Antes de começar a escrever, estive lendo o noticiário político deste Natal e não fiquei estimulado a uma análise. Segundo a pesquisa Datafolha, que buscou saber a avaliação de dez governadores, o governador da Bahia, Jaques Wagner, subiu uma posição, aumentando um décimo de ponto em sua nota (as notas variam de zero a dez). A modesta escalada de Wagner na lista (não seu décimo de ponto, claro) deveu-se à queda brusca do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, provocado pelas assombrações da Operação Caixa de Pandora. O fato não me pareceu relevante.
Li também que o presidente Lula está atenazado com as dificuldades para montar um palanque forte para a candidata do PT a presidente, Dilma Rousseff. Lula acha que o homem para isto é o senador Aloísio Mercadante, já que o PT se mostra alérgico à hipótese da candidatura a governador de São Paulo de Ciro Gomes, do PSB. Exatamente porque Ciro (que prefere disputar a presidência da República, o que Lula não deseja) não é do PT. E o PT tem alergia ao que não é do PT.
Acontece que o candidato a governador preferido por Lula, Mercadante, não quer correr o enorme risco da eleição para governador e ficar sem mandato. Por isto, prefere o risco menor, de tentar a reeleição para o Senado, com duas vagas em jogo. A única observação séria que se pode fazer ante essa situação de Mercadante é lembrar que o líder do PT no Senado é aquele do renuncio, e renuncio mesmo, mas não renuncio mais porque Lula pediu. Quem sabe, Lula faz uma nova carta ao senador e ele aceita disputar o governo? Coisa para 2010, que ainda não chegou.
Enquanto não chega, vamos ficar com 2009. Ou, se quiserem, com a macaca. É que em seu balanço do ano que finda, a revista Science considerou como o evento científico mais importante do ano a apresentação do esqueleto (remontado em trabalho de mais de uma década) de uma fêmea de Ardipithecus ramidus, Ardi para os íntimos. Ardi, de 1,20 metro, viveu há 4,4 milhões de anos e é, no momento, considerada pela ciência o ancestral mais antigo da espécie humana, desqualificando dessa honrosa posição Lucy, um fóssil de Australophitecus aferensis, um milhão de anos mais jovem.
Os pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Berkeley, mostraram (segundo a Science) que os hominídeos da época de Ardi tinham pouco a ver com os chimpanzés, já apresentando anatomia e hábitos bem distintos.
Aí, sim, há uma questão a ser levantada seriamente. Por enquanto, ninguém pode garantir que Ardi foi um ancestral da espécie humana e não apenas um exemplar de um ramo da macacada, bem diferenciado dos chimpanzés, mas que – claro que não se trata de uma certeza, mas de uma hipótese que não dá para descartar – teve sua evolução truncada por um evento qualquer, o que impossibilitaria sua proclamada condição de ser o mais antigo ancestral do homem até aqui conhecido. Mesma hipótese que vale para Lucy. O que manteria perdido o Elo Perdido.

Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia deste sábado.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

Earth Song

Sábado, 26 de dezembro de 2009

Veja o vídeo  Earth Song de Michael Jackson.  Boicotado nos Estado Unidos, o vídeo foi o maior sucesso de Michel Jackson no Reino Unido. O boicote se deu em razão da letra e das cenas que falam e mostram a destruição do planeta que, em grande parte, é provocada pelos Estados Unidos. Apesar de tal boicote o vídeo ganhou um prêmio, mas fora dos EEUU. Veja se você já havia visto o vídeo e se pergunte o porquê da resposta. As cenas foram feitas na Amazônia, na África, na Croácia e em New York.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

A corrupção mata. No DF, matou a recém-nascida Yasmin aos 2 meses de idade

Natal, 25 de dezembro de 2009
Do Blog do Pannunzio
 Leia a postagem de ontem (25/12) do Blog do Pannunzio em que o jornalista conta como a corrupção pode matar. Ele relata a história da pequenina Yasmin Thauane que poderia ter sido salva se o dinheiro público de Brasília não fosse roubado da saúde. É a triste história de uma vida que se apagou em razão do apagão ético dos homens públicos. Vá para a postagem

Gestão Arruda agora enfrenta denúncia por desmatamento

Natal, 25 de dezembro de 2009
Publicado no Estadão
Polêmico desde o seu lançamento, com o metro quadrado avaliado em R$ 12 mil - um dos mais caros do Brasil -, o setor Noroeste, nova área residencial do Distrito Federal, já causou seu primeiro impacto ambiental. Uma área de 600 mil metros quadrados foi desmatada esta semana no parque ecológico Burle Marx - que fica ao lado - por ordem da Novacap, companhia de urbanização de Brasília, para a construção das galerias pluviais no novo bairro.
Existe uma estreita ligação entre o Setor Noroeste, o mais lucrativo negócio imobiliário de Brasília, e os escândalos que envolvem a Câmara Legislativa - com dinheiro em meias, bolsas e cuecas. A Polícia Federal e o Ministério Público já encontraram indícios de que, para aprovar a criação do novo setor habitacional, parlamentares teriam recebido propinas de empreiteiras que atuam no ramo da construção civil, em Brasília. De acordo com informação de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo e autor das gravações que resultaram no escândalo do "mensalão do DEM", cada deputado da base governista teria recebido R$ 420 mil para votar a favor do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT). Este plano deu outra configuração às áreas rurais e urbanas de Brasília. Leia mais

O Espírito de Natal

Natal, 25 de dezembro de 2009
Natal é época em que fica mais sensível nas pessoas o espírito de solidariedade, da piedade, do amor ao próximo. Mas tenho cá minhas dúvidas de tudo isso quando se trata de mensaleiros e de financiadores de mensaleiros, dos ladrões do dinheiro público. Como está neste período a consciência das autoridades e empresários que participam do assalto aos cofres do povo?

Estariam tais ladrões com alguma dor na consciência, com algum remorso, ao lembrar que os milhões e milhões roubados causaram centenas de mortes pela falta do remédio, do médico, do auxiliar de saúde, do equipamento, de material nos hospitais públicos? Que provocaram o aumento da criminalidade, em razão dos recursos que não chegaram à polícia e à Justiça para o combate e a punição ao crime, às drogas? Alguma preocupação com o caos do serviço público de transporte urbano? Com as deficiências e carências da escola pública, que penalizam o filho do trabalhador comum?

Não, nem dor na consciência e nem remorso. Quem rouba o dinheiro do povo certamente não tem qualquer dor de consciência. O que tem é mau-caratismo, a sensação de que se tornou mais rico, e por isso mais poderoso. E enquanto não for julgado pelos seus crimes, melhor, não for filmado em seus crimes, sua consciência estará tranqüila, continuará “dormindo bem e sem perder noites de sono”. Só descobrirá que tudo aquilo de corrupção que praticou e do mal que fez ao seu povo não valerá um tostão, um miligrama de felicidade, ao se encontrar diante do Julgamento Daquele que nasceu numa manjedoura em Jerusalém no dia 25 de dezembro. Nessa hora, a do julgamento, não adiantará mais orações, muito menos a Oração dos Corruptos.

A Ceia dos corruptos

Natal, 25 de dezembro de 2009
Na hora da Ceia de Natal muitas famílias fazem uma prece, uma oração. Qual foi a oração feita pelos mensaleiros da Pandora? A Oração dos Corruptos novamente?

O susto

Sexta, 25 de dezembro de 2009
Sabe aquela deputada? Tomou o maior susto quando viu no noticiário da TV que a Bolsa estava caindo.

É Natal

Sexta, 25 de dezembro de 2009

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Quinta, 24 de novembro de 2009
Véspera de Natal e nada de chegar aquele panettone

Frustrada a jogada para cassar Heloísa Helena

Quinta, 24 de dezembro de 2009
A Comissão de Ética da Câmara de Vereadores de Maceió, capital de Alagoas, em sessão de hoje, arquivou o processo de quebra de decoro parlamentar contra Heloisa Helena, que é vereadora. Quem não deve ter gostado foi o senador Renan Calheiros. O relator e mais os outros cinco integrantes da Comissão votaram pelo arquivamento do processo.
Heloisa Helena respondia ao processo de cassação por ter, em junho último, chamado da tribuna da Câmara outra vereadora de “porca trapaceira” e por ter insinuado que a colega seria “ladra de prótese de crianças deficientes”. Os coronéis da política de Alagoas viram a oportunidade de eliminar a presidente nacional do PSOL das eleições de 2010. Não conseguiram. Ela deverá ser candidata ao Senado em 2010.

Esses ladrões!

Quinta, 24 de dezembro de 2009
Na madrugada de sexta-feira para sábado (19/12) ladrões entraram numa casa em construção na Quadra 22 do Setor Leste do Gama. Acondicionaram as ferramentas que lá encontraram, as depositando junto ao portão, certamente para voltarem ao interior da casa e afanarem mais alguma coisa. Não se sabe a exata razão de terem abandonado as ferramentas, talvez tenham descoberto que a casa vizinha é do deputado distrital Wilson Lima (PR), mas que se mudou de lá há muito tempo. Desistiram das ferramentas e furtaram objetos do interior da propriedade do distrital. Da base parlamentar do governador Arruda, o deputado foi alertado do ocorrido por um dos seus cabos eleitorais e registrou ocorrência na 14ª delegacia de polícia, no Gama. No sábado podia-se ver o deputado aguardando a chegada da perícia na frente da casa na qual morou.

OAB: “Impeachment de Arruda só deve ser votado em seis meses”

Quinta, 24 de dezembro de 2009
Do site Contas Abertas
A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal (OAB-DF), Estefânia Viveiros, afirma que o processo de impeachment do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), só será votado na Câmara Legislativa do DF no mínimo daqui a seis meses. Isso porque os deputados distritais voltarão do recesso parlamentar apenas em janeiro do próximo ano. “Da forma como foi apresentado o segundo requerimento [que decreta recesso até o dia 10 de janeiro], o impeachment será votado no mínimo daqui a seis meses”, avalia Estefânia Viveiros em entrevista exclusiva ao Contas Abertas. Segundo ela, se os parlamentares suspendessem o recesso e voltassem agora, o prazo para votação do impeachment seria menor.

A OAB-DF entrou, na última segunda-feira (21), com um mandado de segurança com pedido de liminar no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) pedindo a suspensão do recesso da Câmara Distrital, para que o processo de impeachment contra o governador Arruda pudesse tramitar em janeiro.

A ação alega a ilegalidade e a inconstitucionalidade da segunda autoconvocação aprovada pela Câmara Legislativa (CLDF) para o dia 11 de janeiro. Oito deputados apresentaram um primeiro requerimento pedindo autoconvocação imediata para análise dos processos. O requerimento chegou a ser lido em plenário. Não obstante ter cumprido todas as exigências legais, a base governista aprovou outro texto, com 16 assinaturas, e decretou recesso até o dia 10 de janeiro. “A OAB-DF entende que o segundo requerimento é inconstitucional, uma vez que fere o direito da minoria à investigação e protela a análise de impeachment, criando ritos ilegais”, enfatiza.

Malha fina, mas nem tanto

Quinta, 24 de dezembro de 2009
Um milhão caiu na malha fina da Receita Federal. Se é tão fina assim, por que não pegou as empresas que deram dinheiro para o mensalão do Demo de Brasília?

A peça íntima do deputado

Quinta, 24 de dezembro de 2009

Leonardo Prudente, deputado distrital, alegou “foro íntimo” para deixar o Demo e evitar a expulsão. Parece que confundiu “peça íntima” com “foro íntimo”. Mas... acho que se forçarmos a barra podemos admitir que meia possa ser considerada peça íntima, especialmente quando está recheada de alguma coisa a mais que simplesmente o .

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Dem: só falta Paulo Octávio

Quarta, 23 de dezembro de 2009
Com o pedido de desfiliação feito pelo distrital Leonardo Prudente nesta noite, resta agora ao Dem exigir a desfiliação do vice-governador Paulo Octávio. Arruda há alguns dias já havia se desligado da legenda.
Já o PMDB se finge de morto. Até agora não tomou qualquer providência efetiva para apurar a postura de seus parlamentares distritais: Eurides Brito e Benício Tavares, filmados por Durval, o cinegrafista do mensalão, e também Rôney Nemer que é citado no processo que corre no STJ como possível participante do esquema da propina. Já o PSC também está caladinho, sem apurar a possível participação de seu distrital Júnior Brunelli. Aliás, só o Dem e o PSB agiram com certa rapidez, e assim mesmo ainda tem gente do Dem que está fora de qualquer investigação do partido.
Para o PP e o PR, partidos que também tiveram seus parlamentares citados na Operação Caixa de Pandora, parece que não há crise. Benedito Domingos e Berinaldo Pontes, os dois do PP, além de Aylton Gomes e Pedro do Ovo (os dois do PR) continuam num mar de tranqüilidade dentro de seus partidos. Desconfia-se que esse mar de tranqüilidade não existe junto ao eleitorado.
Vale a pena ver de novo alguns vídeos da distribuição dos "panetones"




Deputado Wilson Lima é o campeão. De uso da verba indenizatória

Quarta, 23 de dezembro de 2009
Segundo o site Contas Abertas, o campeão de gastos da verba indenizatória na Câmara Legislativa do DF, no período de 2007/2009, é o deputado Wilson Lima (PR), que concentra o uso de tal verba principalmente na “divulgação do mandato parlamentar” e no consumo de combustível.
Se Wilson Lima é o que mais gasta de verbas indenizatórias, o deputado Reguffe (PDT) é o que menos gastou no período.

Entregooooouuuuu!

Ufa! Prudente, porém não muito, entregou a tempo sua defesa aos democratas de Brasília. Agora é esperar para ver se o caso não termina em panetone ou então é esquecido em algum pé de meia.

Forte cheiro de chulé no ar

Quarta, 23 de dezembro de 2009
Faltando menos de 30 minutos para terminar o prazo que o Demo de Brasília deu ao distrital Leonardo Prudente, o do recheio de grana na meia, para entregar sua defesa à direção do partido quanto ao panetonegate, nada aconteceu até agora.
Mas o pior não é isso, e sim o forte cheiro de chulé, ou de panetone, ou ainda de pizza, que está vindo lá das bandas do partido. Parece que nada vai acontecer, pelo menos na reunião prevista para hoje às 20 horas e que apreciaria a defesa (defesa?) do presidente licenciado da Câmara Legislativa e também decidiria sobre o futuro partidário do deputado.  O jogo agora é para não dar quorum para sequer permitir a abertura da reunião da executiva do Demo-DF. O quorum mínimo é de 11, e esse número possivelmente não será atingido. Essa situação demonstraria muito bem o “interesse” em decidir sobre o caso.
A esperança talvez seja o que defende o deputado federal Ronaldo Caiado de Goiás, e que é líder do Demo na Câmara dos Deputados (a federal). Se o partido em Brasília não decidir hoje, a executiva nacional poderá intervir no processo e expulsar por inteiro o deputado da meia. Verdade seja feita, no caso de Arruda, que é o governador, a direção nacional do partido agiu com rapidez. Resta agora ver como agirá com Prudente e depois com o vice-governador Paulo Octávio.
Tem defesa um negócio desse?

Terceirização é para isso mesmo

Quarta, 23 de dezembro de 200
Nenhuma palavra talvez defina melhor o resultado da terceirização no Brasil do que a usada há alguns dias por Lula para tentar definir em que local se encontra o povo. A terceirização de serviços públicos no Brasil, em qualquer nível de governo que se observe, e em especial nos tais serviços de informática, resulta sempre em MER-DA. É isso, está provado que terceirização no Brasil é merda e só serve para autoridades fazerem a dita cuja com o patrimônio do povo. Provas? É só observar o fedor que exala das mãos (e também dos bolsos, bolsas, meias, cuecas e das consciências) dos acusados pelo ex-secretário de Arruda, Durval Barbosa. E como fedem também as coisas que esse sujeito andou fazendo por longos e longos anos com o nosso dinheiro. Que possamos limpar Brasília e jogar na fossa, local de onde devem ter saído, todas essas “autoridades” que debocham com a inteligência dos cidadãos de Brasília e, claro, comprometem o futuro das pessoas do povo, pois das pessoas das suas famílias...

Polícia Federal recolhe papéis de ONG dirigida por mulher de Arruda

Quarta, 23 de dezembro de 200
Do Estado de São Paulo
Instituto Fraterna virou alvo porque Durval Barbosa afirmou, em depoimento, que entidade recebia propina
Rodrigo Rangel e Vannildo Mendes
Em novos mandados de busca e apreensão cumpridos na tarde de segunda-feira, a Polícia Federal voltou a fechar o cerco em torno do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, principal investigado da Operação Caixa de Pandora. Autorizados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), os agentes vasculharam endereços de pessoas próximas ao governador. Um dos alvos foi uma empresa de turismo que tinha entre seus sócios Fábio Simão, ex-chefe de gabinete de Arruda. Os policiais também apreenderam documentos e computadores no Instituto Fraterna, ONG presidida pela primeira-dama do Distrito Federal, Flávia Peres Arruda.

Os Inimigos do Rei

Quarta, 23 de dezembro de 2009
 Do blog Os Inimigos do Rei (um blog que critica impiedosamente a hipocrisia, o autoritarismo e a impostura nos mais variados setores)

Um país desmoralizado

Alex Ferraz

A "Justiça", em sua instância superior, não só inocentou o banqueiro Daniel Dantas, como extinguiu seu precesso e anulou totalmente a tal Operação Satyagraha (será que escrevi certo?) e ainda pretende expulsar o juiz que condenou o banqueiro!!!!!

Dilma Rousseff perdoou os mensaleiros.

Sarney é protegido do PT.

Como é que se pode viver numa merda desta, Lula, FHC, Itamar, Médici, Geisel, Castelo Branco?

Demo vacila

Quarta, 23 de dezembro de 2009
Depois de forçar a auto-expulsão do governador Arruda de suas fileiras, o Demo de Brasília vacila. Vacila nas decisões sobre o que deve ser feito com o deputado distrital Leonardo Prudente, o do pé-de-meia, e também com referência ao vice-governador Paulo Octávio, que diz que não deixará a presidência do Demo-DF. Arruda também dizia que não deixaria os democratas, mas deixou.

PSB expulsa o distrital Rogério Ulysses

 Quarta, 23 de dezembro de 2009
O deputado Rogério Ulysses, citado por Durval Barbosa, o grampeador-mor de Brasília, como participante do mensalão do Demo do DF, foi expulso ontem pela direção do Partido Socialista Brasileiro, PSB. A decisão foi unânime.

O distrital já vinha sendo olhado com certa desconfiança pelos militantes do PSB desde a sua atuação na fracassada CPI dos Cemitérios. Ele começou a CPI com todo o gás, mas teria no decorrer dos trabalhos, segundo alguns militantes do partido, fraquejado, mesmo sendo o presidente da comissão. É apontado inclusive como o maior responsável pelo fiasco, pelo enterro (sem trocadilho)  daquela CPI. O distrital vai tentar derrubar a expulsão, recorrendo à direção nacional do PSB. Se não reverter a decisão ele estará fora das eleições de 2010.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Tocou terror novamente em Brasília. PF faz novas buscas

Terça, 22 de dezembro de 2009
A coisa está ruça para os mensaleiros do Distrito Federal e seus pagadores. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal não dão descanso. Foi deflagrada hoje (22/12) novas buscas com apreensões de documentos, em continuidade à Operação Caixa de Pandora, a que é feita contra o chamado mensalão do Demo de Brasília. Tem gente do esquema da corrupção em Brasília que está à base de calmantes. E não consegue ficar calmo. Também pudera, com a PF no encalço...
Terça, 22 de dezembro de 2009
Ah, se o Saidão de Natal fosse o saidão do governo daqueles apontados como saqueadores dos cofres públicos! Mas um em que não houvesse volta.

Derrapagens no DFTrans e descarrilamento do VLT

Terça, 22 de dezembro de 2009 
É, Caixa de Pandora é uma caixa de surpresas, de onde saem coisas ruins e cada dia mais estragos faz. A operação Caixa de Pandora, deflagrada pela PF, parece que está atingindo toda a estrutura do governo do Distrito Federal, pelo menos é o que se depreende se verdadeiras forem as acusações do ex-secretário Durval Barbosa.
Agora os depoimentos de Durval, o grampeador-mor do DF, envolvem a área de transporte urbano da cidade. Segundo ele, a corrupção também atingiu em cheio o DFTrans. E novamente teria sido a área de informática a preferida para as maracutaias. Aquelas coisas já manjadas de prestação de serviços de tecnologia, aquelas coisas virtuais.
Não bastasse a derrapagem do DFTrans, há também a ameaça de descarrilamento do VLT, o chamado Veículo Leve sobre Trilhos. Esse projeto que seria coisa pra turista ver, levando gente do aeroporto de Brasília até o centro da cidade, passando pelo hoje canteiro da avenida W3 Sul, teve suas obras (sem trocadilho) iniciadas. Os financiadores franceses estão espantados com os escândalos em Brasília. Meteram o pé no freio e esperam alterações nos termos dos contratos. Só assim estariam dispostos a participarem do investimento.

Ainda sobre Lincoln Gordon, o golpista

Terça, 22 de dezembro de 2009
Excelente a coluna do jornalista Helio Fernandes na Tribuna da Imprensa desta terça-feira. Relata fatos ligados à nefasta participação do embaixador americano no Brasil, Lincoln Gordon, morto esta semana, na articulação do golpe de 31 de março de 1964, golpe que implantou a ditadura que levou 21 longos anos de sofrimento ao povo brasileiro, morte, tortura e banimento de milhares de cidadãos. Em sua coluna , sob o título "A morte e a morte de Lincoln Gordon. A traição que durou 45 anos e não serviu à nossa História nem a dos EUA", o jornalista Hélio Fernandes escreve:
"Agora será enterrado mesmo. Da primeira vez, apareceu no Brasil como embaixador, ressalvando que vinha como “professor de Harvard”. Ilusão fugaz. Da mesma linha dos outros que chegavam fingindo “amizade e respeito”, mas mandavam da mesma forma. Só que Gordon enganou mesmo.

Em 1962, um importante líder do PTB, (já morto) que morava no Parque Guinle, num edifício bem em frente ao Palácio Laranjeiras, me dizia da varanda, com mais dois amigos do presidente João Goulart: “Tivemos sorte de receber como embaixador, um professor como esse, 100 por cento democrata”.

Se lessem seus relatórios, saberiam o que preparava junto com generais americanos. Sem o embaixador Gordon, a “Operação Brother Sam” não teria obtido tanto sucesso."
Leia a coluna completa

Três pontos fracos

Terça, 22 de dezembro de 2009
Por Ivan de Carvalho
Dados da pesquisa Datafolha que não constaram da divulgação feita no domingo vieram a público, ontem, por intermédio do jornalista Gilberto Dimenstein, da Folha online. Ele destaca a avaliação ruim, dada pelos entrevistados, ao setor de saúde. Para 24 por cento deles, é a saúde “a área mais vulnerável da gestão Lula”, seguida pela violência, setor em que o desempenho do governo foi condenado por 15 por cento dos entrevistados e, em terceiro lugar, nesta lista negra, está o combate à corrupção.
    Este último ponto mostra que os eleitores e a sociedade não se deixaram sensibilizar muito por operações pirotécnicas da Polícia Federal. Talvez hajam até percebido o triste fim dado na PF ao delegado Protógenes Queiroz, afastado da presidência do inquérito que envolveu o banqueiro Daniel Dantas, o mega-investidor Naji Nahas e o ex-prefeito paulista Celso Pita, morto há poucos dias.
Protógenes atualmente está em outra, em busca de um mandato no Congresso pelo PC do B, um partido aliado do governo que o pôs para escanteio. E diz que poderia aceitar ser secretário de Esportes deste mesmo governo. Durma o entrevistado na pesquisa com um barulho destes. E durma também ao som da charanga do PT, sob a maestra Dilma Rousseff, executando o convite para reabilitar plenamente (praticamente reabilitados eles já estão) os petistas do Mensalão.
Mas isto é “apenas” o terceiro item da lista negra. O segundo é a questão da violência e da criminalidade que a gera. O governo Lula criou o Pronasci, mas o Pronasci não criou até agora quase nada, ressalvada a propaganda em torno do próprio programa, uma maneira de parecer que está cumprindo sua obrigação, sem cumprir. A criminalidade cresce rapidamente no país.
Apesar da enormidade desses dois problemas – a violência e a corrupção – o ponto mais grave é a saúde, segundo a pesquisa. Em outras palavras, o SUS. Não é de admirar. Há dinheiro para quase tudo (para um reajuste digno nas aposentadorias, não há, nem para corrigir a tabela do Imposto de Renda) ou pelo menos parece, ante certos gastos escandalosos e políticas estranhas e custosas, mas para a saúde só é possível aumentar o desembolso do Tesouro se for criado um novo imposto para substituir a provisória e extinta CPMF. Chantagem.
    No domingo, num desses programas populares de televisão, vi uma mulher chorando. Problemas nos olhos, com descolamento de retina em ambos, risco iminente de cegueira total, precisando operá-los a laser imediatamente. Pedia ajuda. Precisava de R$ 10 mil para a cirurgia, “porque o SUS não paga essa operação”. Ah, o SUS também não paga o stent com rapamicina, droga que reduz fortemente o risco de reentupimento (os médicos dizem reestenose) nas artérias do coração em que a prótese é feita. Paga somente o stent “convencional”, que custa cerca de um terço do preço e aumenta (aí não sei quantas vezes) o risco de reestenose e, eventualmente, morte da pessoa. Em síntese: o SUS, “um sistema de saúde quase perfeito”, segundo o presidente Lula, mata por dinheiro.

Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta terça-feira.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

A Mensagem de Natal dos Inimigos do Rei

Terça, 22 de dezembro de 2009
Alex Ferraz, jornalista baiano e um dos editores de Os Inimigos do Rei, “um blog que critica impiedosamente a hipocrisia, o autoritarismo e a impostura nos mais variados setores”, publicou sua mensagem de Natal. Diz ele a certa altura: “Que a paz do Senhor esteja convosco, neste limiar de um novo ano, o glorioso 2010, quando, depois do filho, provavelmente a mãe do Brasil assumirá o Planalto para nos trazer a glória, o êxtase.”
Como manda o espírito de Natal, ele pede desculpas pelas críticas feitas a algumas figuras e entidades da política brasileira. Leia a mensagem completa

Ministério do Meio Ambiente ainda tem R$ 662 milhões para aplicar em 2009

Terça, 22 de dezembro de 2009
Do Contas Abertas
Enquanto na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 15) os líderes mundiais afirmaram que é necessário aplicar bilhões de dólares em políticas de meio ambiente para diminuir a emissão de gases estufa na atmosfera, as aplicações do Ministério do Meio Ambiente brasileiro não estão no ritmo desejado por ambientalistas. Dos R$ 2 bilhões autorizados em orçamento para uso neste ano (já excluindo o montante de R$ 1,5 bilhão retido na reserva de contingência), a pasta desembolsou apenas R$ 1,4 bilhão até o último dia 14; isto é, 68% do total. Ou seja, faltando menos de 15 dias para acabar o ano, o ministério ainda tem um orçamento previsto de R$ 662 milhões para utilizar (veja tabela).

O ritmo de execução aquém do ideal se reflete nos principais programas administrados pela pasta. No programa de “prevenção e combate ao desmatamento, queimadas e incêndios florestais – Florescer”, por exemplo, um dos mais importantes em termos de volume de recursos do MMA, com dotação de R$ 111 milhões para 2009, a pasta desembolsou, incluindo os chamados “restos a pagar” (dívidas de anos anteriores), apenas R$ 67 milhões, quantia que representa 60% do total. Já com a rubrica de “conservação e recuperação de biomas brasileiros”, também um dos mais contemplados em termos de dotação prevista, a pasta aplicou R$ 55 milhões de um montante orçado de R$ 81 milhões (68%). Clique aqui para ver todos os programas do ministério. Leia mais

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

OAB luta para que tudo não acabe em panettone

Segunda, 21 de dezembro de 2009
A população de Brasília aguarda ansiosa a decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) sobre o mandado de segurança impetrado pela OAB hoje à tarde (21/12) e que pede liminarmente para que os deputados voltem ao trabalho e dêem andamento aos processos de impeachment de Arruda, bem como aos processos contra os distritais denunciados por quebra de decoro parlamentar.

A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Brasília, defende junto ao TJDF a tese de que há ilegalidade na segunda convocação que foi aprovada na CLDF e que autoconvocava os deputados para o dia 11 de janeiro. Para a OAB-DF a convocação que deve valer é a feita em primeiro lugar, a do dia 15 de dezembro, assinada por oito deputados, e que requeria a autoconvocação imediata para que houvesse a tramitação dos processos de impeachment. Como Arruda controla pelo menos 18 deputados, sua base parlamentar decidiu “aprovar” outro requerimento em que decretava o recesso até 10 de janeiro.

Para melhor preparar a pizza, isto é, o panetone, deixando-o em banho-maria, no segundo requerimento, o contestado pela OAB, os deputados da base arrudista determinaram que a análise dos pedidos de impeachment só aconteceria depois de uma CPI e também do julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) do inquérito da Operação Caixa de Pandora. A Ordem dos Advogados aponta essa “jogada” como totalmente ilegal e protelatória.
Caberá agora ao Tribunal de Justiça do DF decidir a questão. A população de Brasília torce que a decisão venha rápida e no sentido de fazer os distritais cumprirem suas obrigações diante de fatos tão graves.