Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Decisão do Supremo acaba com chance brasileira no Conselho de Segurança da ONU, diz Fábio Konder

Sexta, 30 de abril de 2010
Da Agência Brasil
Gilberto Costa*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O jurista Fábio Konder Comparato, que formulou ação contestando a Lei da Anistia (Lei 6.683/79), acredita que a decisão de não revisar a legislação que perdoou crimes comuns cometidos por agentes do Estado durante o período militar é um “escândalo internacional”. Ontem (29), o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou a ação proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

“O Brasil é um país de duas faces. Lá no exterior, nós somos civilizados e respeitadores dos direitos humanos, sorridentes e cordiais. Por dentro, nós somos de um egoísmo feroz”, analisou. “Isso é um escândalo internacional. Nós somos o único país da América Latina que não julgou inválidas essas anistias.”

No Peru e no Chile, as leis de anistia foram revistas após julgamento na Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Comparato acredita que o Estado brasileiro será condenado, na Corte Interamericana de Direitos Humanos, por causa da prisão arbitrária, tortura e desaparecimento de 70 pessoas na Guerrilha do Araguaia, na década de 1970. O julgamento na Corte está previsto para os dias 20 e 21 de maio.

Na avaliação do jurista, a condenação na Corte vai afetar pretensões da chancelaria brasileira. “Com isso cai por terra todo o projeto do Itamaraty de fazer com que o Brasil ocupe uma cadeira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.”

O relatório da OEA, acatando a denúncia apresentado pela seção brasileira do Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL/Brasil) e pela Human Rights Watch/Americas (HRWA), está disponível no link: http://www.cidh.org/annualrep/2000port/11552.htm

Para Criméia Almeida, da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos de São Paulo, o resultado do julgamento “era esperado”. “O Poder Judiciário tem a postura a favor da impunidade”, afirmou.

Segundo ela, a decisão de ontem “faz o que o João Batista de Oliveira Figueiredo [último presidente militar, que assinou a Lei da Anistia] não teve coragem de fazer”. “O ex-presidente foi mais dissimulado. A lei não diz que estão anistiados quem cometeu crime comum.”

Para o presidente do Clube Militar, general Gilberto Barbosa de Figueiredo, o Supremo não poderia tomar outra decisão. Em sua opinião, “ficaria complicado” rever o alcance da Lei da Anistia. “Seria uma reviravolta”, comentou.

*Colaborou Carina Dourado, repórter da TV Brasil
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Contos da Resistência

A CLDF enrola. A Justiça age e bloqueia bens de Eurides Brito e Brunelli

Sexta, 30 de abril de 2010
A Justiça determinou hoje à tarde o bloqueio dos bens da deputada Eurides Brito (PMDB) e do ex-distrital Júnior Brunelli.
Eurides é a da grana na bolsa. A Justiça diz que ela deve pagar mais de R$4 milhões. Brunelli meteu o dinheiro no bolso e Jesus numa Oração da Propina. Ele deve pagar mais, acima de R5,5 milhões. Isto é, aqui no reino dos homens. No Reino do Homem, só ele —o Homem— é que sabe o castigo que dará.
O bloqueio dos bens é por conta do que foi descoberto pela Operação Caixa de Pandora.
Testemunhas ouvidas hoje na CLDF e que foram indicadas por Eurides, acabaram comprometendo a deputada.
Eurides, líder do partido ao qual pertence o governador-tampax do DF, o PMDB, indicou ontem o deputado Agnaldo de Jesus (PRP) para a CPI da Corrupção. Estão falando por aí que essa indicação foi em defesa própria. A deputada Erika Kokay (PT) acusa Agnaldo de Jesus de estar trabalhando para dificultar as apurações que possam chegar à distrital Eurides.
O bloqueio dos bens dos acusados pela Operação Caixa de Pandora foi determinado pelo juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública do DF, Álvaro Ciarlini, o mesmo que bloqueou os bens do  ex-deputado Leonardo Prudente.




Estadão: ONU critica decisão do STF de manter a Lei da Anistia no Brasil

Sexta, 30 de abril de 2010
do jornal O Estado de São Paulo
'Não queremos impunidade e sempre lutaremos contra leis que proíbem investigações e punições', disse a alta comissária da ONU para Direitos Humanos
30 de abril de 2010 | 15h 21
Jamil Chade - O Estado de S.Paulo
A principal autoridade das Nações Unidas para direitos humanos, a sul-africana Navi Pillay, criticou nesta sexta-feira, 30, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a Lei da Anistia e pediu o fim da impunidade no Brasil. "Essa decisão é muito ruim. Não queremos impunidade e sempre lutaremos contra leis que proibem investigações e punições", disse a alta comissária da ONU para Direitos Humanos. 
Na quinta-feira, 29, o Supremo decidiu, por 7 votos a 2, rejeitar uma ação impetrada pela Ordem dos Advogados do Brasil que pedia uma revisão da lei de 1979. No ano passado, durante sua primeira visita ao Brasil, Pillay já havia alertado que o País precisava "lidar com seu passado". Há dois meses, em um encontro com o ministro de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, voltou a falar do assunto em Genebra, dando apoio a iniciativas que levassem a um fortalecimento da ideia de acabar com a Lei de Anistia.
Pillay, que foi também quem julgou os casos de crime de guerra no Tribunal da ONU para Ruanda, confirmou que havia sido informada da decisão do Supremo e não disfarçava que a decisão não havia sido bem recebida na ONU. "Fiquei sabendo sobre isso hoje pela manhã", disse, em tom de desagrado.
Ela se disse surpresa com o fato de o Brasil estar seguindo uma direção diferente ao que ocorre na Argentina e outros países latino-americanos em termos de investigações contra os responsáveis por torturas durante os regimes militares.
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Movimento "Fora Arruda" quer impugnação de eleição do novo governador do DF

Sexta, 30 de abril de 2010
Do Contas Abertas
Leandro Kleber
Ainda descontentes com a situação política do Distrito Federal, integrantes do “Movimento Fora Arruda e Toda Máfia” querem a impugnação da eleição indireta realizada na Câmara Legislativa do DF. No pleito, no qual votaram os 23 deputados distritais, Rogério Rosso (PMDB) saiu vitorioso. O movimento, formado basicamente por estudantes, movimentos sociais, sindicatos e partidos políticos, exige também que a população tenha acesso a todos os vídeos do inquérito da operação Caixa de Pandora e a demissão do coronel da Polícia Militar Silva Filho, comandante da operação que conteve violentamente o movimento em frente ao palácio do governo local, no fim do ano passado.

Em entrevista ao Contas Abertas (CA), o movimento alega que “está sofrendo forte repressão por parte da máquina estatal devido a suas ações serem direcionadas a figuras políticas influentes de Brasília”. Quanto à critica de que não agiram diante de outros escândalos como o do mensalão do PT, por exemplo, o grupo se defende: “somos contra qualquer tipo de mensalão, seja do PT ou do DEM, mas nossa luta não considera a corrupção como algo pontual, mas sim como um problema estrutural do capitalismo”.

Confira a entrevista na íntegra

Mãe não só se tem uma. Banqueiro tem duas

Sexta, 30 de abril de 2010
Pelo relatório divulgado hoje pelo Banco Central os gastos com juros de janeiro a março deste ano ficaram em US$44,979 bilhões. Em reais esses valores correspondem a 77 bilhões, 363 milhões e 880 mil. Dividindo-se este valor pelos 90 dias (de janeiro a março) chegamos a um gasto diário com juros de 859 milhões, 598 mil e 667 reais.
É por isso que Lula se tornou a mãe dos banqueiros. FHC, quando no governo, também era uma mãezona (sem trocadilho) dos banqueiros. Não poderia ser diferente, pois a política econômica de um é o prosseguimento da do outro.

Setor público tem resultado negativo pela primeira vez no ano

Sexta, 30 de abril de 2010
da Agência Brasil
Kelly Oliveira

Repórter da Agência Brasil
Brasília - O setor público registrou, pela primeira vez no ano, déficit primário de R$ 216 milhões em março, segundo informou hoje (30) o Banco Central (BC), o pior resultado da série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2001. No mesmo mês de 2009, foi observado superávit primário de US$ 7,929 bilhões.

O superávit primário é a diferença entre as receitas e as despesas, excluídos os juros da dívida pública. Quando as despesas são maiores que as receitas, o resultado é déficit primário. Em março, o resultado negativo foi puxado pelo déficit primário de R$ 3,912 bilhões do Governo Central, formado pelo Tesouro, Banco Central e pela Previdência.

Os governos regionais – estaduais e municipais – apresentaram superávit primário de R$ 3,342 bilhões. As empresas estatais tiveram resultado primário também positivo de R$ 354 milhões.

No mês passado, os gastos com juros nominais somou R$ 16,857 bilhões, contra US$ 14,672 bilhões registrados em março de 2009.

Ao serem incluídos os gastos com juros, tem-se o resultado nominal. Em março, foi registrado déficit nominal de US$ 17,073 bilhões, ante US$ 6,743 bilhões observados no mesmo mês do ano passado.

De janeiro a março, o BC mostra que houve superávit primário de R$ 16,827 bilhões, contra US$ 18,810 bilhões em igual período de 2009. No trimestre, o governo central registrou superávit primário de US$ 8,925 bilhões e os regionais, de R$ 9,179 bilhões. As empresas estatais tiveram déficit nominal de R$ 1,276 bilhão.

Em 12 meses encerrados em março (resultado anualizado), o superávit primário é de R$ 62,535 bilhões, que correspondem a 1,94% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de bens e serviços produzidos no país. A meta do governo para o ano é de 3,3% do PIB.

De janeiro a março, os gastos com juros nominais ficaram em US$ 44,979 bilhões. Nesse período, foi registrado déficit nominal de R$ 28,151 bilhões.

A explosão

Sexta, 30 de abril de 2010
A dívida líquida do setor público vem aumentando de modo acelerado nos últimos anos. Em março ela atingiu R$1 bilhão e 366 milhões, o que representa mais de 42 por cento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil. O PIB é o valor dos bens e serviços produzidos num país.
De acordo com as informações divulgadas hoje (30/4) pelo Banco Central houve, com relação aos dados de fevereiro, um acréscimo de 0,3 pontos percentual.

A Receita e os que pagam

Sexta, 30 de abril de 2010 
Por Ivan de Carvalho
O contribuinte pessoa física que perder o prazo – que termina às 24 horas de hoje – de entrega de sua de declaração de renda pagará a multa de R$ 165,74 ou a multa máxima de 20 por cento do imposto devido. Veja como o governo capricha incompreensivelmente nos detalhes, no caso, os centavos.
Há tempos atrás, a Receita Federal orientava os contribuintes a desprezarem os centavos, coisinhas desimportantes para a jamanta que é o Estado brasileiro. E muito incômodos, os centavos, para os contribuintes os levarem em conta em seus cálculos. Também seriam irritantes para os funcionários da Receita, na hora de conferir as contas e constatar incontáveis erros em conseqüência dos centavos. A máquina de arrecadação seria fatalmente prejudicada.
Mas então veio chegando e se impondo, ocupando todos os espaços, a informática. Os computadores fazem os cálculos, lidam com centavos com a mesma facilidade com que lidam com bilhões de reais. Então, nós contribuintes passamos a ser obrigados, não mais a desprezar, mas a prezar os centavos, pois o Estado brasileiro, tributariamente insaciável, terá visto que a informática lhe dava a oportunidade de aplicar o aforisma de que “de grão em grão a galinha enche o papo”. E também dar curso a uma palavra de ordem: “Se mata, esfola”.
Mas naqueles antigos e menos estressados tempos, todo mundo sabia que o prazo para a entrega das declarações não terminava no dia e hora que terminava. Sempre havia uma prorrogação, primeiro por 15 dias, depois mais 15. Passou o tempo, o Leão ficou mais bravo e entendeu de prorrogar o prazo por 15 dias e fim. Havia um número enorme de contribuintes que deixavam para fazer e entregar suas declarações “na prorrogação”, tão certa era ela.
Foi então que Everardo Maciel, um ex-secretário da Receita Federal, disse êpa, já chega, vamos moralizar, não vai ter mais prorrogação. E quem não acreditou quebrou a cara. Não teve mais, nem daquela vez, nem nunca mais. Desde então, há um prazo, rígido e improrrogável, até o fim do qual o contribuinte pode enviar sua declaração à Receita pela Internet.
Ora, se o prazo é rígido e improrrogável e sua inobservância gera punição, a Receita tem a obrigação de estar apta a receber e passar recibo mesmo que todos os contribuintes resolvam transmitir suas declarações no último dia, ou na última hora, ou mesmo no último minuto. Eles estariam tentando transmitir no prazo legal determinado pelo Estado. Este que se vire para receber e absorver o bombardeio.
Mas não é assim. De 1 hora às 5 horas da madrugada, o site da Receita não recebe declarações. Quatro horas diárias de folga para as máquinas. Mesmo só uma parte dos contribuintes “retardatária” – retardatária nada, está dentro do prazo – deixando para as horas finais a transmissão da declaração, dá sobrecarga no site da Receita. Por insuficiência de capacidade do site. Muita gente acaba não conseguindo transmitir. Insuficiência estatal para garantir os direitos dados por seu próprio prazo. Daí que, como estão hoje as coisas, a prorrogação seria de justiça e não um prêmio à preguiça, conforme a impressão que a Receita Federal tenta passar. Mas leão não é justo – ele mata e come. É como carcará.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta sexta.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

Falar a verdade dá cadeia

Sexta, 30 de abril de 2010
Charles Magalhães, tenente-coronel da PM do DF, foi preso por falar a verdade. Ele disse o que o povo de Brasília há muito vem falando. Que os postos policiais conhecidos como “kinder ovos” são ineficientes. Aqueles postinhos que o governador cassado anunciou com todo alarde como programa de segurança. O pior é que eles continuam sendo implantados, apesar da fortuna que cada um custa e da ineficiência quase que total.

O tenente-coronel deveria ter falado tudo. Que nem só os postinhos policiais são ineficientes, mas também toda a política de segurança no DF.

No Brasil, torturadores soltos. Na Argentina, cadeia

Sexta, 30 de abril de 2010

 Da Agência Brasil
Ex-ministro argentino da época da ditadura é proibido de deixar o país
 Brasília – O ex-ministro argentino das Finanças da época da ditadura José Alfredo Martinez de Hoz está proibido de deixar o país. O juiz federal Norberto Oyarbide emitiu comunicado com a proibição a todos os órgãos governamentais, em resposta a um pedido do Secretariado do Direitos Humanos da Argentina. As informações são da Agência Telam.

Martinez de Hoz, que está alojado em uma prisão comum, é acusado de participar do sequestro do empresário da indústria têxtil, Frederico Gutheim e de seu filho, Miguel Ernesto, em 1976. Ambos ficaram cinco meses e dois dias sequestrados e só foram libertados após concordarem em assinar um acordo que envolvia negociações em Hong Kong. A assinatura do acordo representou uma abertura do comércio virtual para os mercados internacionais, onde a ditadura tinha interesses.

O Secretariado dos Direitos Humanos lembrou que entrou com processo contra Martinez de Hoz por seu envolvimento no golpe de 1976 e pelo desaparecimento de João Carlos Casariego da Bel, funcionário do ministério da Economia.

Antônio Nóbrega - Lunário Perpétuo

Quinta, 29 de abril de 2010
Lunário Perpétuo
Antonio Nóbrega
Composição: Antonio Nóbrega, Wilson Freire e Bráulio Tavares


Meu lunário tem antigas
Alquimias de almanaque.
Já enfrentou intempéries,
Roubos, incêndios e saques:
Dos homens, das traças, das garras das eras.
Carrega segredos, decifra quimeras,
Venceu todos os ataques

O meu lunário perpétuo
Sob o sol é luzidio.
Meu lunário foi forjado
Num fogo de desafio,
Que vibra, esquenta, atiça, aperreia,
Faísca, enlouquece, que pega na veia.
Pelos séculos a fio.

O meu lunário perpétuo
Guarda as vozes seculares
Do profeta de canudos
E do mártir dos palmares,
Sonhando com o reino do espírito santo
Na terra, no céu, em todo recanto.
Nos terreiros e altares.

O meu lunário perpétuo
É meu livro precioso,
Minha cartilha primeira,
Minha bíblia de trancoso.
João grilo, chico, malazartes, mateus,
Os órfãos da terra, os filhos de deus,
Heróis do maravilhoso.

Meu lunário é a memória
De um país que vai passando
Diante dos nossos olhos,
Rindo, mexendo, cantando.
Mestiço, latino, caboclo, nativo.
É velho, é criança, morreu e tá vivo...
Presente, mas até quando?

Meu lunário é conselheiro,
Meu folheto, é meu missal,
Atravessando os milênios,
Cada ponto cardeal.
De norte a sul, de pai para filho,
De lá para cá, meu livrinho andarilho,
Fabuloso romançal.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Estados Unidos em fuga. Acabava, há 35 anos, a Guerra do Vietnan

Qinta, 29 de abril de 2010
Em 29 de abril de 1975 acabava a Guerra do Vietnan. Os Estados Unidos eram derrotados e saiam às pressas de Saigon, a capital do Vietnan.
Último dia da guerra do Vietnã

Torturadores à solta

Quinta, 29 de abril de 2010
O Brasil continuará como o único país da América que ainda não julgou criminalmente os torturadores e assassinos que atuaram durante ditadura militar. Por sete votos a dois o STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitou hoje (29/4) o pedido da OAB Nacional para que revisasse a Lei da Anistia.

Por toda a América Latina temos torturadores e assassinos, inclusive ex-ditadores, na cadeia. Aqui, no Brasil, continuarão soltos. Parece que só a justiça que vem depois da morte alcançará os torturadores e assassinos da ditadura implantada em 1964.

O Brasil preferiu, mais uma vez, jogar sua história para debaixo do tapete. Triste é constatar que o governo Lula se esforçou para que a impunidade continue.

Ayres Britto empata em 2 a 2 a votação sobre a Lei da Anistia. Diz que o torturador é um monstro

Quinta, 29 de abril de 2010
Segundo Ayres Britto, "em homenagem ao princípio constitucional da dignidade da pessoa humana, devem ser excluídos da anistia garantida pela Lei 6.683/79 todos os crimes de tortura, hediondos e equiparados a eles, se cometidos por agentes do estado durante o regime militar".
Ministro Ricardo Lewandowski foi o primeiro a divergir e votar pela revisão da Lei da Anistia
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi o primeiro a abrir divergência e votar pela revisão da Lei da Anistia, votando pela procedência parcial da ação em julgamento. Para ele, crimes políticos praticados pelos opositores do regime de exceção e crimes comuns praticados pelos agentes do regime não podem ser igualados. Por isso, os agentes do Estado não estão automaticamente abrangidos pela anistia. Ainda segundo o ministro, juízes devem analisar os casos concretos para aplicar ou não a lei da anistia a agentes do regime acusados de cometer crimes comuns.

“É irrelevante que a Lei [da Anistia], no tocante à conexão a crimes comuns e políticos, tenha sido reproduzida na Emenda Constitucional 26/85”, acrescentou.

O pedido de revisão foi feito pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na Arguição de Descumprimento de Preceito Constitucional (ADPF) 153.
(Com informações do site do STF)

Brasil: O museu da tortura

Estadão: ''Sarney'' aparece em caixa 2 de Arruda

Quinta, 29 de abril de 2010
Operação Caixa de Pandora. Documento de contabilidade paralela registra a anotação de um valor e quanto teria sido de fato pago - '250/150 PG' -, mas apontamento isolado do nome não permite indicar a quem da família do senador supostamente se refere
Leandro Colon / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Um documento da contabilidade de caixa 2 da campanha do ex-governador José Roberto Arruda lista o nome "Sarney". A anotação manuscrita foi feita pelo próprio Arruda, como comprova perícia feita a pedido do Estado. À frente do nome "Sarney", o documento registra a anotação de uma quantia e quanto teria sido efetivamente pago: "250/150 PG".
O apontamento isolado do nome "Sarney" não permite indicar a quem da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), supostamente se refere. Segundo a perícia, as letras "PG" foram escritas pelo tucano Márcio Machado, um dos arrecadadores do caixa 2 do governador cassado que, depois de vencida a eleição, virou secretário de Obras do Distrito Federal.
Em janeiro de 2007, no mês em que Arruda (ex-DEM, hoje sem partido) tomou posse, o secretário Márcio Machado esqueceu em cima da mesa de uma emissora de televisão, em Brasília, duas planilhas. A primeira, publicada pelo Estado no dia 4 de dezembro do ano passado, continha os nomes de 41 empresas que teriam doado para o esquema de caixa 2 da campanha de 2006 do então candidato do DEM ao governo do Distrito Federal. Machado admitiu que era o autor das anotações.
A segunda planilha, com nove nomes, é que foi submetida ao laboratório de perícia de Ricardo Molina. O perito afirma que foi escrita pela mão do ex-governador Arruda a relação de cinco desses nove nomes onde, na quinta anotação, aparece "Sarney - 250/150 PG". Para chegar a essa conclusão, Molina comparou o documento da contabilidade do caixa 2 com uma carta escrita recentemente por Arruda, também de próprio punho, no dia 11 de fevereiro. A carta, com horário registrado das 17 horas e intitulada "Aos amigos do GDF", foi escrita minutos depois de Arruda ter a prisão decretada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Veja a matéria completa
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Comentário do Gama Livre: Tem gente enxergando o nome de um ex-deputado de Brasília na lista publicada pelo Estadão. É aquela história, o pau que dá em Chico dá em Francisco.

Instituto Tortura Nunca Mais considera conservador parecer sobre Lei de Anistia

Quinta, 29 de abril de 2010
Da Agência Brasil
Brasília - A vice-presidente do Instituto Tortura Nunca Mais, Vitória Grabois, afirmou hoje (29) que o Brasil é o país da América Latina mais atrasado no que se refere à punição de militares. Ela considera conservador o parecer do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Eros Grau no julgamento da revisão da Lei de Anistia.

“Depois que uma pessoa do campo democrático e ex-preso político dá um parecer favorável à manutenção da lei, espero que vamos ser derrotados fragorosamente”, disse durante entrevista ao programa Revista Brasil. Ontem (28), o ministro relator do processo julgou a ação improcedente. Para ele, não é competência do Poder Judiciário legislar sobre uma lei elaborada pelo Congresso Nacional. O julgamento será retomado na tarde de hoje (29).

Segundo ela, as entidades que defendem a modificação da lei buscam uma maior transparência e divulgação dos crimes que aconteceram no regime militar. “A nação precisa saber o que fizeram essas pessoas que cometeram crimes de lesa humanidade, prenderam, mataram e torturaram dezenas de brasileiros. Não somos revanchistas, nós queremos justiça e verdade”, destacou.

A presidente do instituto questiona também o cenário público em que foi criada a lei. “Gostaria de lembrar que a lei foi votada em 1979 quando ainda estávamos em plena ditadura militar e que o Congresso não era favorável à sociedade brasileira. O Brasil mudou, nós estamos em outro contexto histórico. A lei tem que ser mutável de acordo com a sociedade.”

A Lei de Anistia perdoou todas as pessoas que cometeram crimes políticos no período da ditadura militar, entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979. Foi um dos passos em direção à redemocratização do regime político do país. A OAB federal pede a revisão da lei para que sejam punidos torturadores, policiais e autoridades que cometeram abusos aos direitos humanos durante a ditadura.

Jesus!

Quinta, 29 de abril de 2010
Cada dia que passa a coisa fica pior. Agora é a deputada distrital Eurides Brito, aquela da bolsona cheia de dinheiro que, na condição de líder do PMDB, o partido do governador-tampax, indicou Agnaldo de Jesus (PRP) para integrar a CPI da Corrupção. Jesus! Entra Agnaldo, mas Paulo Roriz (Demo) sai. Cumpre-se as orientações para não deixar a CPI funcionar.
E a CPI permanece incompleta, inerte, morta. Para alegria dos corruptos denunciados pela Operação Caixa de Pandora.

O remédio é amargo, mas se não for tomado logo o doente morre

Quinta, 29 de abril de 2010
Cooperativas, construtoras, servidores públicos e até deputados distritais são suspeitos de irregularidades na distribuição de lotes às cooperativas habitacionais.
Ministério Público também investiga a cobrança de propinas por servidores comissionados do GDF ligados a deputado distrital para entregas de lotes a militares da PM e Bombeiros em passagens de pedestres do Gama e de outras cidades do DF, inclusive em áreas já proibidas pela Justiça de serem ocupadas.
Contratos de prestação de serviços são fechados sem a necessária e legal licitação. Aditivos permitem a prorrogação irregular de contratos que carregam milhões e milhões de reais dos cofres públicos para os bolsos de empresários.
Pacientes são obrigadas a terem filhos em bancos e banheiros de hospitais. Exames médicos não são realizados porque faltam etiquetas para identificação das amostras. Outros exames não se realizam porque os equipamentos não foram distribuídos para as unidades de saúde. Cirurgias não são realizadas por falta de anestesistas ou uma simples linha de sutura.
O VLT —Veículo Leve sobre Trilhos (não seria Veículo Leva Tudo?)— descarrilha e despeja um bocado de suspeitas de trambiques.
A CPI da Corrupção, indevidamente denominada de CPI da Codeplan, que deveria apurar as denúncias de Durval Barbosa, sequer tem sua formação completa. Dos cinco membros apenas três estão nomeados. CPI que, por total vontade da CLDF, não ouve os acusados e testemunhas. Esta tomando o depoimento “por escrito”. Faz as perguntas, envia para o “depoente” e, dias depois, recebe as respostas. Uma graça. Cômico, até.
Articulações pesadas são realizadas na CLDF (Câmara Legislativa do DF) para salvar o mandato de parlamentar apanhada enchendo a bolsa.
Denúncias sobre possíveis propinas recebidas por distritais para aprovarem a Lei do Passe Livre, e também do PDOT (Plano Diretor de Ordenamento Territorial), passam batidas na CLDF. Ninguém fala, ninguém comenta, ninguém se movimenta.
Grandes empresários que manteem negócios e interesses —e que negócios, e que interesses— na área de construção e prestação de serviços terceirizados, a grande mídia e mais algumas pessoas que, por isso mesmo, desejam que as coisas continuem como d’antes no quartel de Abrantes, fazem tudo para que não aconteça a intervenção federal em Brasília.
Diante de tudo acima e de muita coisa mais que aqui não foi dita, inclusive sobre a Operação Caixa de Pandora, só resta a intervenção.
Que venha a intervenção, o remédio amargo que pode recuperar a saúde do organismo estatal do Distrito Federal.

Livre para a campanha

Quinta, 29 de abril de 2010
A senadora Marina Silva (PV-AC) se licencia hoje do Senado. Quer ficar livre para fazer sua campanha, trabalhar pela organização do Partido Verde e também na elaboração do seu plano de governo.
Ela encaminhou hoje o pedido de licença, sem ônus para o Senado. Inicialmente deverá ficar afastada desta quinta-feira (29/4) até o dia 17 de junho.

Dia Internacional da Dança

Quinta, 29 de abril de 2010
Danse classique

Evolução da Dança

Danças Brasileiras - Jongo (1 de 3)

Danças Brasileiras - Jongo (2 de 3)

Danças Brasileiras - Jongo (3 de 3)

Permuta de censura continua de pé

Quinta, 29 de abril de 2010
do Blog do Pannunzio
Com a decisão da Quinta Câmara do Tribunal de Justiça, que manteve sob censura o blog Prosa e Política, continua vigorando o esquema de permuta de manterial censurado entre este Blog e a página eletrônica de Adriana Vandoni. Toda informação ou opinião que Adriana Vandoni não puder publicar em seu espaço virtual será postada aqui. A decisão dos juízes de Mato Grosso, que mantiveram a mordaça imposta pelo deputado estadual José Geraldo Riva, afeta apenas o Prosa e Política. Não constitui desbediência, portanto, a postagem feita em outra publicação da Web. O objetivo da troca de material censurado é deixar claro que não se pode violar a Constituição da República, que impede expressamente a censura prévia em seu artigo 221, quer ela seja imposta por carrascos, autoridades ou juízes togados.

Segurança, Serra e Dilma

Quinta, 29 de abril de 2010 
Por Ivan de Carvalho
Na última vez que esteve na Bahia para uma visita a Feira de Santana, o principal candidato de oposição à presidência da República, José Serra (da coligação que reúne, por enquanto, PSDB-DEM-PPS), comprometeu-se publicamente a criar o Ministério da Segurança Pública, caso, evidentemente, seja eleito. A escolha da Bahia para esse anúncio foi emblemática. Aqui houve nos últimos anos um aumento extremamente veloz da criminalidade e da violência. É verdade que enquanto Serra fazia o anúncio, na presença do ex-governador Paulo Souto, candidato do DEM, PSDB e outros partidos a governador, do ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, candidato das mesmas forças a senador, e de outros políticos importantes da oposição baiana, o governo expunha na Avenida Luiz Viana Filho (Paralela) mais de três centenas de viaturas policiais a serem distribuídas entre as polícias Militar e Civil. Abro um parêntesis para assinalar que se essas viaturas não estivessem em exposição, como que num stand de propaganda a céu aberto, mas em operação, possívelmente alguns crimes não teriam sido cometidos ou autores de crimes cometidos teriam sido presos. Mas impõe a verdade que se diga que essa prática de exposição de viaturas policiais – também ambulâncias estão sujeitas a este proceder – não é uma exclusividade do governo Wagner. Ela foi utilizada também no governo de Paulo Souto e em outros, anteriores. Neste assunto de perda de tempo com exposição de veículos, ninguém pode jogar a primeira pedra. Nem é isto que eu desejaria, mas sim que haja alguém, afinal, que venha a dizer: “O Estado comprou – ou alugou – umas viaturas (ou ambulâncias) e elas entraram em operação imediatamente, por isto vocês não podem vê-las expostas na Paralela, onde estariam inúteis para cumprir sua função”. Mas, voltando ao compromisso de Serra de criar um Ministério da Segurança Pública, dona Dilma Benguell, desculpem esse descuido recorrente, Rousseff, que não teve a idéia primeiro porque segurança nunca foi prioridade nem verdadeira preocupação do governo de que ela participou até poucos dias atrás, procurou desdenhar da boa idéia do adversário. Dilma afirmou que “não vê com importância” – sinceramente, está mais míope do que eu – o compromisso de Serra e acrescentou que “o Ministério da Justiça tem um caráter forte de segurança pública”. Claro, está subordinada a ele a Polícia Federal e aquela tal Força Nacional de Segurança, que é uma colcha costurada a cada necessidade com retalhos de polícias militares estaduais. Ora, a PF e a FNS iriam, claro, para o Ministério de Segurança Pública, enquanto o Ministério da Justiça continuaria cuidando de suas outras funções, inclusive a administração do sistema prisional federal. Nos Estados, há sempre uma Secretaria da Segurança Pública e uma Secretaria da Justiça. Um sinal, aliás, invocado por Serra para mostrar a lógica da criação do Ministério da Segurança Pública, desimportante para Dilma Rousseff.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta quinta.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

O Dia da Caatinga

Quinta, 29 de abril de 2010
Ontem, 28 de abril, foi O Dia da Caatinga.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Tudo na mesma

Quarta, 28 de abril de 2010
Com tanta notícia que evidencia a necessidade de intervenção federal no Executivo e Legislativo do DF e lá vem mais notícia ruim envolvendo a situação. O Blog da Ana Maria Campos publicou no final da noite de ontem (27/4) que a Subsecretaria Extraordinária de Educação Integral será chefiada por servidora indicada pela deputada Eurides Brito. A servidora teve contra si pedido de indiciamento, por corrupção, concussão, prevaricação e advocacia administrativa.
O pedido foi do relator da CPI da Educação na CLDF, deputado Paulo Tadeu (PT). Agora ela, a servidora, vai dirigir área tão importante no governo-tampão de Rogério Rosso.

Pacientes do SUS portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) têm direito aos remédios

Quarta, 28 de abril de 2010
Justiça obriga governos a fornecerem aos pacientes do SUS os remédios para doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).  A decisão foi da 4ª Região (TRF-4), que manteve a decisão de um juiz federal de Maringá, no Paraná. O governo da União e do Estado do Paraná recorreram da decisão do juiz, mas foram derrotados no TRF-4.

Normalidade no DF é apenas aparente, diz o procurador-geral da República

Quarta, 28 de abril de 2010
Procurador-geral da República reafirma necessidade de intervenção no DF.
Enquanto o TJDFT faz desmoronar várias espertezas que foram inseridas no PDOT, declarando inconstitucionais 60 dispositivos do Plano Diretor de Ordenamento Territorial; enquanto continua o caos na segurança, na educação, na saúde, nos transportes públicos; enquanto as articulações políticas estão fervendo para salvar o mandato da deputada apanhada enchendo a bolsa de dinheiro repassado por Durval Barbosa, o que indica que a maioria dos distritais não está nem aí para o povo; o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, voltou ontem a defender a intervenção federal no Executivo e Legislativo do DF.
Ontem (27/4), Gurgel declarou ao portal iG que o DF continua necessitando da intervenção, pois a normalidade é apenas aparente.
E ele está com a razão.

Dispositivo do PDOT que previa implantação da Cidade do Catetinho em área de conservação ambiental é declarada inconstitucional

Quarta, 28 de abril de 2010
Mais 59 dispositivos foram declarados inconstitucionais pelo Conselho Especial do TJDF
A criação da chamada Cidade do Catetinho, na Região Administrativa do Gama, não sairá do papel. Ainda bem! O crime ambiental não acontecerá. Essa pelo menos é a determinação do Conselho Especial do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios). Ele declarou a inconstitucionalidade de 60 dispositivos do PDOT (Plano Diretor de Ordenamento Territorial), dentre os quais a criação da Cidade do Catetinho.
Quando a cidade do Gama estava para ser implantada, os estudos indicaram que não poderia ser construída no local onde deputados distritais, por interesses eleitoreiros, e outros impublicáveis, 48 anos mais tarde decidiram jogar a Cidade do Catetinho. A área é de proteção ambiental, possui inúmeros mananciais e a implantação de uma cidade no local contaminaria e destruiria o lençol freático. Mas esses riscos não foram suficientes para sensibilizar os distritais.
Espera-se que o governo e a Câmara Legislativa não insistam com a idéia da cidade naquele local. Quem está danado da vida é o parlamentar distrital que até adesivos espalhou pela cidade dando vivas à criação da Cidade do Catetinho. Sua estratégia eleitoreira terá que mudar.

Não Deixe o Samba Morrer

Quarta, 28 de abril de 2010

O jeito franco de Marina

Quarta, 28 de abril de 2010 
Por Ivan de Carvalho
Se o voto não fosse secreto, eu que sou jornalista político, com a obrigação de buscar ser isento no relato dos fatos e nas análises, mas sem perder o meu direito de cidadão e de jornalista de expressar minhas opiniões, estaria a um passo de dizer que estou a um passo (a estratégia do passo-a-passo) de votar em Marina Silva para presidente da República.
A senadora do PV, que rompeu com o PT e saiu do Ministério do Meio Ambiente porque para suas idéias e convicções lugar não mais achava no governo e no partido de Lula, saiu em defesa de outro que foi usado pelo presidente e o PT enquanto isso foi interessante para eles e depois alvejado pelo que Marina chama de uma “operação de guerra” para afastar Ciro da eleição presidencial.
    Marina ataca aqueles que só têm “democracia no discurso” e condena a utilização, pelo presidente Lula, pelo PT e pela cúpula do PSB, “às velhas formas de operar para eliminar possíveis concorrentes”.
    Esse ataque de Marina agrada porque ela deixou de lado aquela velha desculpa de tantos, que para evitar embates alegam não querer comentar “assuntos de outros partidos”, quando deles se esperaria exatamente que comentassem os assuntos tanto dos outros partidos quanto dos deles. E usou uma linguagem direta, coisa que poucos políticos de destaque fazem quando falam sobre questões polêmicas.
    Mas não é a defesa que fez de Ciro que me leva a simpatizar, como cidadão, com a candidatura de Marina Silva. É também a hombridade com que abandonou o ministério para não abandonar suas convicções e deixou o PT para não deixar-se submeter a um jugo partidário que tem inequívocas componentes autoritárias, ainda que tenha também outras que não estão nesta linha. Aliás, neste aspecto, o PT está mesmo em cima do muro, mas infelizmente doidinho pra pular pro lado de lá.
    E foi isto que mais me sensibilizou em Marina. Ela condenou a política brasileira em relação a Cuba e ao Irã. Ora, eu já o havia feito tantas vezes que cansara. Então vem Marina e reanima. E de uma maneira arrasadora, deixando-me indignado comigo mesmo por não ter encontrado antes dela as duas frases lapidares que ela usou para lapidar – no velho e punitivo sentido de apedrejar – a política externa brasileira e, por tabela, os regimes iraniano e cubano.
    Faço questão de transcrever. Sobre a “nossa” política para o Irã: “O Brasil é a única democracia ocidental que tem dado audiência a Ahmadinejad”. E mais inspirada ainda na abordagem da questão cubana: “Se os direitos humanos são importantes para os brasileiros, também são importantes para os cubanos”.
    Some-se a isso a conhecida posição de Marina Silva contra o aborto, admitindo, no máximo, um plebiscito para que a sociedade decida – sou mais radical contra este mal, minha consciência não admite que uma maioria, mesmo em âmbito nacional, dê a mães e médicos o poder de sentenciar à morte seres humanos totalmente inocentes e indefesos – e, então entendam como é pequena a distância que, neste momento, separa meu voto de Marina Silva.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta quarta.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Lula, Dilma e a cabeça. Não de Benguell, mas de Ciro

Terça, 27 de abril de 2010
PSB, a pedido de Lula, cortou hoje a cabeça de Ciro Gomes. Agora não adianta mais espernear. Submeta-se, ou não.
Terça, 27 de abril de 2010
“O Brasil é o único país da América Latina que ainda não julgou criminalmente os homens que se excederam na ditadura, torturando ou matando”. (Senador Pedro Simom, do PMDB-RS, ao discursar sobre a votação que terá amanhã no STF sobre a Lei da Anistia)

Todo mundo atrás de uma "boquinha"

Terça, 27 de abril de 2010
Passadas as “eleições” indiretas para governador-tampão fica claro, mais uma vez, que a intervenção federal do DF é cada dia mais necessária. Agora eleitores indiretos de Rogério Rosso, mas não só eles, se lançam com todo afã para pegar seu naco no butim.
O governador eleito —com maioria de votos de distritais filmados recebendo dinheiro repassado por Durval Barbosa, ou acusados por ele de corrupção por terem recebido dinheiro em troca da aprovação do PDOT (Plano Diretor de Ordenamento Territorial)— quase nada mudou no governo do DF.
Poucos foram os auxiliares que ele trocou. Melhor, alguns trocaram apenas de lugar, a famosa dança das cadeiras. Manteve até agora quase todos os auxiliares que foram de Arruda, que passaram a auxiliares de Wilson Lima, governador interino que antecedeu às eleições indiretas. Resumindo, a equipe é, na essência, a montada por Arruda e seu grupo político, grupo que, aliás, Rogério Rosso fez (?) parte.
Mas há um movimento também de outros políticos que apoiaram Rogério Rosso para governador-tampão. Eles se jogam com toda a ousadia para ter a sua parte no butim. Pobre Brasília!
Também nomes que deixaram o governo Arruda quando estourou a Operação Caixa de Pandora estão sendo lembrados para o secretariado do governador-tampão.
São políticos de vários partidos, inclusive do PT, agremiação que apresentou um candidato para concorrer às eleições do dia 17 de abril. Mas para a acumulação de poder, com vistas à disputa de 3 de outubro de 2010, vale tudo. O que menos conta é a ideologia e os programas partidários.
Geraldo Magela, deputado federal (PT), é um dos que defendem a não participação de integrantes do seu partido no governo-tampão. Mas a coisa está rachada lá para as bandas do PT. O diretório regional do partido decide esta noite se vai ou não para o colo de Rogério Rosso.
Já a saúde pública, a segurança, a educação, os transportes públicos, continuam abandonados.

Receita para o ministro da Saúde

Terça, 27 de abril de 2010
Receita do ministro da Saúde para quem tem hipertensão: sexo cinco vezes por semana.
Receita para o ministro que "gerencia" o caos na saúde pública no Brasil: competência pelo menos cinco dias por semana.

Herança maldita

Terça, 27 de abril de 2010 
Por Ivan de Carvalho   
Vale a pena relacionar certas coisas.
Falando a investidores em Nova York, ontem, o presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, disse que o sucessor do presidente Lula deve evitar manipular o câmbio para manter a inflação sob controle.
    Meirelles falou ao investidores depois de uma pesquisa haver mostrado mais uma alta nas expectativas de inflação no Brasil. O presidente do Banco Central brasileiro disse que ninguém tem dúvida de que o Brasil é capaz (de que?) e está comprometido em conter a alta dos preços. Ele acrescentou que “flutuações de curto prazo” nas expectativas do mercado são normais, mas manifestou sua suposição de que os investidores ainda acreditam que a inflação caia nos próximos anos.
    Bem, deixemos um pouco Meirelles e seu investidores de Nova York e invoquemos o cearense de Pindamonhangaba, Ciro Gomes, que queria ser presidente da República, já deu como certo que seu partido, o PSB, lhe negará hoje a legenda e anunciou que vai espernear até a manhã de hoje, dia em que a direção do PSB se reúne para “decidir” a questão, isto é,  para aderir publicamente à candidatura da petista Dilma Rousseff e negar a Ciro a legenda para que se candidate a presidente da República.
    Pois é que numa rumorosa entrevista ao portal iG, na semana passada, Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, disse que em 2011 ou 2012 o Brasil vai sofrer “uma crise cambial e fiscal”, avisando que, na presidência da República, o tucano José Serra (de quem não gosta) é mais preparado para enfrentar isso do que a petista Dilma Rousseff, de quem Ciro gosta, ou pelo menos gostava.
    Agora, juntando. Ciro anuncia para o ano que vem ou para 2012 uma crise cambial e fiscal, da qual evidentemente está percebendo os dados preliminares. E no rastro de suas declarações o severo presidente do Banco Central adverte que o próximo presidente da República deve evitar manipular o câmbio com o objetivo de manter a inflação sob controle.
    Qual é a cesta de maldades anunciada ou vislumbrada nessa história toda? Crise cambial, crise fiscal, inflação tentando sair de controle e criando o risco de um presidente da República resolver manipular o câmbio para conter a alta dos preços. Em tudo isso aí cabe mencionar uma coisa que nem Ciro nem Meirelles explicitaram, ainda que certamente estivessem pensando nela quando falavam das outras. A dívida pública. Não a dívida externa, da qual o governo gosta de falar e de dizer que tem divisas suficientes para pagá-la (déficits na balança comercial e no balanço de pagamentos podem corroer tais divisas).
    A dívida pública chegou a um nível calamitoso. Ela consome hoje mais de três centenas de bilhões de reais em “serviço da dívida” e deixa menos de uma centena para investimentos. Daí que a infraestrutura do país e os serviços do Estado brasileiro (saúde, segurança, educação) estão uma porcaria. A dívida pública pode gerar uma crise fiscal e uma crise cambial, além de elevação de preços até um perda do controle da inflação.
    Acho que Meirelles e sobretudo Ciro, ambos na mesma linha embora com intensidades e maneiras diferentes, estiveram falando de uma possível futura “herança maldita” para o governo que sucederá o de Lula.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta terça.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

Carona

Terça, 27 de abril de 2010
Veja no vídeo “cabeça e pescoço” de Dilma Rouseff sobre os ombros de Norma Benguell. Que peso, meu Deus!
Entre um minuto e 5 segundos e um minuto e 7 segundos do vídeo, você pode ver, da esquerda para a direita, as atrizes Tônia Carrero, Eva Wilma, Odete Lara, Dilma Benguell, perdão, Norma Rousseff, hiiiiiiiiiiiiiiii, pô, Norma Benguell e Ruth Escobar.
Quando acima aparece uma foto com seis mulheres de mãos dadas na manifestação, "Dilma Benguell" é a última da direita, com parte do corpo fora do enquadramento da foto.

Governo gasta R$ 3,3 milhões para avaliar popularidade de programas

Terça, 27 de abril de 2010
Amanda Costa
Do Contas Abertas
O Palácio do Planalto pagou R$ 3,3 milhões no ano passado por estudos que medem a popularidade dos programas de governo. As pesquisas, qualitativas e quantitativas, encomendadas pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), avaliaram a eficiência das peças publicitárias sobre programas federais. Entre os alvos das pesquisas encontram-se projetos com forte apelo eleitoral, como o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que tem oficialmente como “mãe” a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff.

Mais de 30 políticas públicas ou programas vinculados ao Poder Executivo Federal já foram avaliados, desde março de 2009, quando a Secretaria de Comunicação Social da Presidência firmou contrato com a empresa Instituto de Pesquisas e Opinião. O maior custo das pesquisas foi com a análise dos “Hábitos de Informação”, que se dispõe a conhecer como o brasileiro se informa e forma opinião (veja tabela). O estudo custou R$ 330,4 mil e ainda está em fase final de conclusão, motivo pelo qual o relatório ainda não foi divulgado.

Os politicos ladrões desse país são iguais aos bandidos traficantes

Terça, 27 de abril de 2010
O repente nordestino na denúncia contra a corrupção no país.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ministro nega representação do PT que pedia multa a José Serra por propaganda antecipada

Segunda, 26 de abril de 2010
do site do TSE
O ministro auxiliar Henrique Neves negou seguimento à representação em que o Diretório do Partido dos Trabalhadores (PT) em São Bernardo do Campo (SP) pedia ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a aplicação de multa no valor de R$ 25 mil contra o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB), por suposta propaganda eleitoral antecipada de sua eventual pré-candidatura à presidência da República. 

De acordo com o Diretório, a propaganda teria sido feita por meio de diversos outdoors em São Bernardo do Campo, contendo as fotos do então governador José Serra e do deputado estadual Orlando Morando Junior e os dizeres “Seu presente chegou! RODOANEL – O nosso trabalho você vê!”. Para o Diretório do partido, os outdoors caracterizam clara propaganda eleitoral antecipada de Serra. 

 Segundo a legenda, José Serra buscaria, com a mensagem do outdoor, mostrar aos eleitores que a construção do trecho do Rodoanel em São Paulo somente ocorreu “em razão de sua luta, visando, com isso, angariar a simpatia da população e posteriormente seus votos”. 

Citando a jurisprudência do tribunal, o ministro Henrique Neves afirma em sua decisão que a representação perante o TSE, no âmbito da eleição presidencial, só pode ser realizada por intermédio do Diretório Nacional da legenda. Além disso, Henrique Neves ressalta que não foi apresentada prova da autoria ou do prévio conhecimento de José Serra sobre os outdoors. Dessa forma, negou seguimento à representação por estarem ausentes as condições para o regular desenvolvimento do processo.

Inauguração 
Em outra ação, que está sendo analisada pelo ministro auxiliar Joelson Dias, o Diretório do partido em São Bernardo do Campo (SP)  também pede a aplicação de multa a José Serra, alegando  que na inauguração do trecho sul do Rodoanel, na cidade de São Bernardo do Campo, no dia 30 de março, integrantes da legenda foram impedidos e cerceados no seu “direito de ir e vir”, de chegar ao local da cerimônia pública. 

Além disso, o partido afirma que, durante a solenidade, um caminhão (trio elétrico) “trazia enormes fotos” de José Serra e de Orlando Morando Junior. Sustenta ainda o PT que houve no evento distribuição de folhetos com dizeres promovendo as imagens do então governador e do deputado estadual.

Quase certa a candidatura de Maurício Corrêa para governador

Segunda, 26 de abril de 2010
Está tudo praticamente certo entre José Serra e o ex-ministro do STF Maurício Corrêa. As eleições para governador do DF terá o ex-ministro como candidato do PSDB. Além de armar o palanque para Serra, Maurício Corrêa poderá surpreender nas próximas eleições. Ele, que estava afastado do dia-a-dia da política de Brasília, não teve sua imagem chamuscada por qualquer envolvimento na corrupção revelada no Distrito Federal. A seu favor terá ainda um grande tempo no horário eleitoral da TV e do rádio.
Maurício foi presidente da OAB-DF nos tempos da repressão do general Newton Cruz, senador constituinte, ministro da Justiça de Itamar Franco, ministro e presidente do STF (Supremo Tribunal Federal). Nas eleições de 2006, pelo PSDB, foi candidato a vice na chapa de Maria de Lurdes Abadia.

Comunicação aloprada

Segunda, 26 de abril de 2010 
Por Ivan de Carvalho
    No “ato público” de lançamento das candidaturas do senador Aloizio Mercadante e da ex-prefeita e ex-ministra Marta Suplicy, respectivamente para governador de São Paulo e para o Senado, a candidata do PT a presidente da República, Dilma Rousseff, não esteve bem.
    Fez um discurso evidentemente lido no teleprompter (ponto eletrônico), procedimento bastante comum, mas no qual se exige dos oradores que leiam sem parecer que estão lendo, que passem ao telespectador a impressão de que o discurso é de improviso. O orador tem que parecer “natural” e parecer olhar para o telespectador, não para um objeto posto fora da visão deste, o teleprompter. A falta de experiência aliou-se à falta de treinamento para produzir a má performance da candidata. Ou então ela é dasajeitada mesmo.
    Mas este não foi o único componente da má performance. Outro foi que ela parecia perdida no palco-palanque, aparentando não saber muito bem o que fazer, para onde olhar e, pior, para qual câmera de TV olhar. Observações de um atento jornalista que estava lá. Não estava bem orientada ou não absorvera as orientações que lhe foram dadas.
    Na verdade, há um forte ruído na comunicação – na área de comunicação da campanha. O jornalista, publicitário e especialista em marketing político João Santana é responsável pela parte de rádio e televisão. A parte de Internet está subordinada a Marcelo Branco. E os rumores ou ruídos dão sinais de que as duas partes da propaganda na campanha de Dilma não estão revelando afinidade. Faltaria sintonia, o que frequentemente ruídos na comunicação. Fala-se até que esses ruídos estariam até mesmo perturbando as meditações do presidente Lula e da candidata Dilma Rousseff, que não teriam igual modo de ver o que acontece no comando de comunicação da campanha.
    E a parte do comando que tem a autoridade sobre o setor da Internet perpetrou um fato notável. Em site oficial de Dilma Rousseff, a página de abertura traz uma trinca de fotos. Dilma menina, Dilma jovem, Dilma atual. O problema é a foto de Dilma jovem (cabeça e pescoço apenas), abaixo de um cartaz “Contra a Censura/ pela Cultura”, numa passeata. Ao lado das três fotografias, a expressão “Minha Vida” e um pequeno enunciado: “Coragem, competência e sensibilidade social: três características muito presentes em toda a vida de Dilma”, observou ontem o blog do jornalista Josias de Souza, da Folha de S. Paulo online. Claro que a foto do meio era muito importante para justificar esse enunciado.
    Isto se a foto do meio fosse da candidata Dilma. Não é. É da atriz Normal Benguell, nos seus tempos de juventude. Se não houvessem dado o corte na foto para que só aparecessem a cabeça e o pescoço de Dilma Bengell e umas figuras indistintas em segundo plano, a foto seria reconhecida como uma fotografia famosa, feita e publicada no jornal Correio da Manhã em 1968. Famosa porque na foto aparecem Tônia Carreiro, Eva Wilma, Odete Lara, Norma Rousseff e Ruth Escobar, linha de frente feminina da arte de representação no Brasil, na época.
    O jornalista Ricardo Boechat notou e divulgou, na sua coluna na última edição da revista Isto É, que a foto do meio não é de Dilma. É da atriz Normal Bengell. Então, o site “Gente que Mente”, considerado ligado ao PSDB, publicou a foto integralmente, com as atrizes de corpo inteiro. Inclusive Norma Bengell, com a mesma cabeça e o mesmo pescoço que representaram Dilma Rousseff no site da candidata.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta segunda.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano

Intervenção

Segunda, 26 de abril de 2010
O jornalista Carlos Chagas está sempre comentando sobre a situação degradante a que chegou a política (e os cofres) do Distrito Federal. Em sua coluna de hoje, publicada em vários jornais e sites brasileiros, ele volta ao assunto. Veja o que ele escreveu.
Agora ou nunca
Já sob o comando do ministro Cézar Peluso, o Supremo Tribunal Federal tem pela frente questão imediata, que se for protelada dissolverá como sorvete no sol as derradeiras esperanças de recuperação ética de Brasília. Trata-se da intervenção federal, solicitada e reforçada pelo procurador-geral da República. A eleição de um governador-tampão, semana passada, só fez aumentar os índices de frustração do povo do Distrito Federal.
Primeiro porque quem elegeu Rogério Rosso foram os trambiqueiros flagrados recebendo dinheiro podre. Depois porque,  com todo o respeito, o novo governador não inspira confiança: serviu a Joaquim Roriz e a José Roberto Arruda, mantendo até agora os mesmos personagens desses dois governos envolvidos na corrupção.  O presidente Lula torce pela rejeição do pedido de intervenção, mas não se furtará em indicar um interventor capaz de substituir até 31 de dezembro os poderes Executivo e Legislativo locais. Alguém capaz de desviar algum rio e limpar as cavalariças do rei Áugias…”

Norma é Benguell, não é Rousseff

Segunda, 26 de abril de 2010
Já que o twitter oficial de Dilma Rousseff colocou uma foto de Norma Benguell como se fosse da candidata a presidente da República, vai aí um vídeo com Dick Farney e Norma Benguell.  Benguell é atriz, cineasta, cantora e compositora. Foi a primeira atriz brasileira a mostrar nu frontal em filme nacional.

domingo, 25 de abril de 2010

Para votar em outubro o eleitor tem prazo até o próximo dia 5 para transferir ou tirar título

Domingo, 25 de abril de 2010
O prazo para transferência e inscrição de título de eleitor termina em 5 de maio. A transferência e emissão são feitas nos cartórios eleitorais, e o eleitor deve levar a carteira de identidade e comprovante de residência. Veja aqui os cartórios eleitorais do Distrito Federal.

A pessoa pode também iniciar o requerimento de alistamento, transferência ou revisão de dados cadastrais pela internet. Mas o requerimento terá que ser concluído em uma unidade de atendimento da Justiça Eleitoral em até cinco dias corridos, local em que o título será entregue.

A partir desta segunda-feira os cartórios e postos eleitorais estarão abertos das 9 às 18 horas, ininterruptamente, inclusive sábados, domingos e feriados. Esse plantão para alistamento e transferência de títulos vai até o dia 5 de maio, quando serão encerradas as inscrições de novos eleitores e também a transferência de títulos de zonas eleitorais ou de outras unidade da federação


Ficha Limpa será votada na quarta-feira na CCJ

Domingo, 25 de abril de 2010
Deverá acontecer na próxima quarta-feira (28/4), na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados a votação das 28 emendas ao projeto Ficha Limpa. O projeto, que tenta proibir as candidaturas de políticos com ficha suja, é de iniciativa popular.
Como a votação não será apenas com deputados de ficha limpa, não se sabe o que poderá surgir da decisão de quarta-feira.

Desembargador salva Blog da censura

Domingo, 25 de abril de 2010
Por Adriana Vandoni, do Blog Prosa e Política

O Desembargador Orlando Perri, do TJ de MT, impediu mais um ato de censura a um blogueiro de Mato Grosso. A decisão foi tomada esta semana no julgamento do Agravo de Instrumento nº. 33070/2010, referente à censura que o vice-prefeito de Várzea Grande/MT, Tião da Zaeli, pediu contra o site de notícias VGN. No pedido Tião alegou que as “notícias veiculadas [no site VGN] atingem diretamente sua vida íntima, porque não possuem qualquer sentido informativo, tendo apenas como destino achacar a sua imagem”.

Porém, para o relator do AI, desembargador Orlando Perri, a decisão de censurar é “descabida”, pois o ”acolhimento representaria evidente violação aos preceitos constitucionais” estabelecidos no § 1º do Artigo 220: “nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV”; e no § 2º do mesmo artigo 220, que veda “toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”. E violar esses preceitos, para o desembargador Orlando Perri, “é inadmissível”.

Este caso é semelhante à censura pedida pelo deputado estadual José Riva (PP) contra os blogs Prosa e Política e a Página do E, acatada no dia 13 de novembro de 2009, pelo juiz titular da Vara Agrária, Pedro Sakamoto (que pretende ser desembargador), e reiterada pelo desembargador Carlos Alberto da Rocha, que negou o pedido liminar impetrado pela defesa dos blogs. Na próxima quarta-feira será julgado o mérito do nosso Agravo de Instrumento, mas como cada cabeça uma sentença, vamos aguardar qual será a decisão do desembargador Carlos Alberto da Rocha, relator do Agravo.

Secretaria de Saúde já gastou este ano R$205 milhões em contratos sem licitação

Domingo, 25 de abril de 2010
Os gastos, levantados pelo distrital Chico Leite (PT), são do período 1º de janeiro—16 de abril deste ano.

Apesar de todas as denúncias, como as da Operação Caixa de Pandora, que atingem o governo do Distrito Federal, os governantes e os distritais ainda não tomaram as providências que deveriam tomar. Sempre com o argumento falacioso da “maior agilidade” para resolver problemas emergenciais —que normalmente não são emergenciais, mas fruto da incompetência ou coisas piores dos administradores— o Estado contrata sem licitação, o que, na grande maioria das vezes acarreta grandes prejuízos aos cofres públicos.
Estoques de remédios, instrumentos, gazes, seringas, agulhas, fios para sutura, coisas assim, são facilmente planejados. Mas isto somente quando o administrador realmente quer fazer as coisas como elas devem ser feitas.
Hoje nos hospitais públicos de Brasília, que já foram os melhores do Brasil, falta do auxiliar técnico ao médico, da seringa ao remédio, do fio de sutura à agulha para fazer a própria sutura. Falta até etiqueta para identificar os exames médicos. Falta vergonha!
A única coisa que sobra, parece, é a falta de vergonha das autoridades que sempre ao serem apanhados pela imprensa, afirmam coisas como “na próxima semana o problema está resolvido”. E o pobre coitado do contribuinte continua levando 12 ou 14 horas para ser atendido no pronto-socorro. E dias ou meses para fazer um exame.
E nunca se resolve o problema dos hospitais e postos de saúde de Brasília. E ainda tem gente que diz, para afastar o risco (risco para eles) da intervenção federal, que o governo encontra-se na normalidade. O governo, o que eles entendem por governo, pode até estar na “normalidade”, a população não. A “normalidade” do governo em Brasília, infelizmente, é diferente da normalidade dos serviços públicos prestados pelo governo.

A Revolução dos Cravos

Quinta, 25 de abril de 2010
Há 36 anos, no dia 25 de abril de 1974, o regime fascista implantado por Oliveira Salazar em 1933 em Portugal chegava ao fim. Era a Revolução dos Cravos, movimento de jovens oficiais portugueses que retiraram do governo o substituto do ditador  Salazar, Marcello Caetano, que havia assumido o governo em 1968.

sábado, 24 de abril de 2010

Gasto de Lula com publicidade sobe 48% em 6 anos

Sábado, 24 de abril de 2010
do jornal O Estado de São Paulo
Desde 2003, início do governo, houve aumento de 1.300% no número de meios de comunicação com propaganda oficial

Rodrigo Rangel / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
A propaganda do governo Luiz Inácio Lula da Silva chegou, no ano passado, a 7.047 veículos de comunicação de todo o País. O número é 1.312% superior ao de 2003, primeiro ano do governo Lula, quando 499 veículos receberam verba para divulgar a publicidade oficial.
De 2003 a 2009, a Presidência da República, ministérios e estatais gastaram R$ 7,7 bilhões com propaganda. Os gastos do ano passado, de R$ 1,17 bilhão, superaram em 48% os R$ 796,2 milhões investidos no primeiro ano de governo.
O aumento expressivo do número de órgãos em que a publicidade oficial é veiculada se deve a uma mudança de estratégia da comunicação do Palácio do Planalto: desde que Lula chegou ao governo, a ordem é regionalizar a propaganda e diversificar as maneiras de fazer o marketing governamental chegar à população. Os veículos que divulgaram publicidade federal em 2009 estão espalhados por 2.184 municípios, contra 182 em 2003.
Valor triplicado. Só com a publicidade institucional da Presidência da República, destinada a difundir a marca e os feitos do governo, foram gastos R$ 124 milhões no ano passado.
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Governo gastou R$ 1,2 bilhão em publicidade no ano passado

Sábado, 24 de abril de 2010
Do Contas Abertas
Amanda Costa

Com o argumento de informar a sociedade sobre medidas adotadas pelos órgãos públicos, o governo federal gastou R$ 1,2 bilhão no ano passado com propaganda oficial. Nos últimos dez anos, as campanhas publicitárias do governo e empresas estatais custaram R$ 10,8 bilhões aos cofres públicos, uma média de R$ 1,1 bilhão por ano, já descontada a inflação acumulada no período (veja tabela). A cifra refere-se a todos os ministérios, autarquias, fundações, empresas estatais e sociedades de economia mista.
A mídia preferida dos órgãos federais é a televisão. A TV respondeu por R$ 6,5 bilhões, ou 60% de todos os anúncios feitos nos últimos dez anos. Já em publicidade nos jornais foi investido R$ 1,4 bilhão, o que representa 13% do total. O rádio ficou com a fatia de R$ 1,1 bilhão (10%). As revistas foram responsáveis por R$ 1 bilhão (9%) dos gastos com propaganda. A Internet e os outdoors receberam em anúncios R$ 197,5 milhões e R$ 118 milhões, respectivamente. A publicidade governamental em cinema, mobiliário urbano, carro de som, telas digitais em shopping, elevadores, supermercado e aeroportos respondeu por R$ 497,7 milhões, ou 5% do total investido no período.
Os números foram divulgados ontem (23) pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e incluem a aplicação de recursos em campanhas publicitárias de todos os órgãos da administração direta e indireta. Estão abrangidas no levantamento as ações de publicidade realizadas pelas empresas estatais, propaganda de utilidade pública conduzida por ministérios e outros órgãos da administração direta e, ainda, anúncios de caráter institucional ao encargo da Secom. Os dados, contudo, não incluem informações sobre publicidade legal, produção e patrocínio.
A publicidade institucional e a de utilidade pública, objetos do levantamento da Secom, diferenciam-se nos fins almejados. Enquanto a publicidade de utilidade pública prevê informar, orientar, prevenir ou alertar a população para que adote um comportamento específico, visando benefícios sociais, a publicidade institucional se limita a divulgar informações sobre atos, obras, programas, metas e resultados do órgão público.
Leia Governo gastou R$ 1,2 bilhão em publicidade no ano passado

Tudo contaminado. A intervenção federal é o caminho

Sábado, 24 de abril de 2010
Como a CLDF apenas faz de conta que apura casos de corrupção dos seus parlamentares e do governo, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) está apurando o rumoroso caso da corrupção que teria envolvido a aprovação da “Lei do Passe-Livre”.
A CLDF (Câmara Legislativa do Distrito Federal) se fingiu de morta quando o empresário Valmir Amaral, dono de empresas de ônibus que operam em Brasília, irrompeu na sala do na época presidente do Legislativo do DF, "o deputado das meias" Leonardo Prudente. Nessa ocasião ele denunciou que houve corrupção braba de distritais para que emendassem o projeto da “Lei do Passe-Livre”, para que empresários de ônibus fossem beneficiados com milhões do dinheiro público.
Com toda a imprensa na sala esperando as “explicações” de Leonardo Prudente sobre as indecentes cenas filmadas por “Produções Durval Barbosa”, que mostraram o deputado enchendo bolsos e meias com dinheiro de propina, Valmir Amaral aproveitou a oportunidade e declarou que deputados tinham recebido grana, muita grana, para aprovar o projeto. E depois teriam recebido outra bolada para derrubar veto do governador ao projeto.
Além de ir à CLDF fazer as denúncias à imprensa, Valmir Amaral foi ao Ministério Público e contou a história. Agora o MPDF, que não enrola, como faz a Câmara, quer ouvir os acusados pelo empresário. Já ouviu o deputado Leonardo Prudente que, no depoimento, teria ficado em dúvida se ele era ele mesmo. Isto é, achava que o Leonardo acusado de corrupção pelo empresário seria outro.
O Núcleo de Combate ao Crime Organizado (Ncoc), do PMDFT, vai convocar os distritais Eurides Brito (PMDB), Benício Tavares (PMDB) e o deputado federal Alberto Fraga (DEM). Fraga disse que se for convocado não comparece.
O Correio Braziliense de hoje, com reportagem da jornalista Lilian Tahan, trás importantes informações sobre o caso. Leia “MP investiga suposta propina”

Governo tenta disfarçar

Sábado, 24 de abril de 2010 
Por Ivan de Carvalho
    Nos últimos dias, a sucessão presidencial passa por uma mudança importante, ainda que já esperada – o enterro da candidatura do ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes pelo PSB para atender à estratégia do Palácio do Planalto de fazer uma campanha bipolarizada, com debate centrado somente na comparação dos governos FHC e Lula, como se a história do Brasil andasse para trás.
    Há todo um esforço do presidente Lula, do PT e do próprio PSB com o objetivo de passar à opinião pública a impressão de que tanto Lula quanto sua candidata Dilma Rousseff, bem como o governo e o PT, nada têm a ver com o fim da candidatura de Ciro (seria a terceira vez que ele disputaria a presidência da República, caso não o houvessem barrado).
    O esforço é para que o fim da candidatura, à revelia do candidato, pareça de responsabilidade apenas do PSB, de modo a reduzir os estragos que uma reação forte de Ciro contra o jogo montado pelo presidente da República e o PT, em conjunto com a direção do PSB, possa causar, digamos, indiretamente, à candidatura de Dilma Rousseff à sucessão de Lula.
    Provavelmente para impedir, tanto quanto possível, que esta falsa versão de uma decisão solo do PSB acabe se impondo pela força da repetição, Ciro Gomes já deixou absolutamente claro que sua candidatura morreu e deu estocadas, em entrevista ao portal iG, no presidente Lula e em dirigentes do seu partido, chegando ainda a afirmar que o candidato José Serra (PSDB) é mais preparado que a candidata Dilma Rousseff (PT) para enfrentar eventuais crises econômicas que venham a surgir.
    Este elogio contido a Serra em contexto em que o tucano é com vantagem comparado à candidata governista a presidente pode ser um rompante de ira política de Ciro ao ver-se traído – é assim que ele vem se considerando, ante a ação bem sucedida do Planalto para por fim à sua candidatura – mas não se pode descartar que represente algo mais na posição do ex-candidato do PSB.
     Ciro Gomes e José Serra eram não somente adversários políticos como havia entre eles uma inimizade pessoal. Sombras da sucessão presidencial de 2002. Há poucos dias, vendo o golpe que o governismo no Planalto e no PSB ultimava contra Ciro, Serra deu declaração afirmando que Ciro tem “uma pinimba comigo, mas é de mão única” e que ele, Serra, nada tem “que se oponha” a Ciro.
    Resta esperar um pouco mais de tempo para ver que rumo tomará Ciro, ver se aprofunda o rompimento já aberto com o governismo – disse que Lula “viaja na maionese” e “está se sentindo o todo-poderoso e acha que vai batizar Dilma presidente da República”.
O PSB se prepara para formalizar na terça-feira a decisão de não ter candidato próprio à sucessão de Lula e para apoiar Dilma Rousseff. Depois disso, Ciro – que impedido de concorrer a presidente, não disputará qualquer outro mandato nas eleições de outubro – ficará mais à vontade para aprofundar, ou não, seu rompimento com o governo.
No caso de uma pessoa com o temperamento e o caráter dele, só esperando para ver.
 Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia deste sábado.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

Saga da Amazonia

Sexta, 23 de abril de 2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Em homenagem a Jorge

Sexta, 23 de abril de 2010
23 de abril, dia de Jorge.

Marina Silva: A saída de Ciro e o retrocesso democrático

Sexta, 23 de abril de 2010
Lula e o PT pressionaram tanto o PSB, que Ciro vai sobrar. Não terá a legenda para disputar a Presidência da República. Veja a seguir postagem de Marina Silva, candidata a Presidente da República, hoje, em seu site.
"A saída de Ciro e o retrocesso democrático

Qual o sentido político da democracia? É a liberdade de escolha bem informada. Numa eleição em dois turnos, como a presidencial, o primeiro foi concebido para oferecer ao eleitor um leque de alternativas políticas. A partir da diversidade de idéias e do debate entre elas, compete ao cidadão escolher as que entende serem as melhores para si e para o país.

É particularmente perverso que esse processo, que está no cerne da democracia, seja instrumentalizado para impedir abalos na manutenção de projetos de poder. Não é admissível que se queira manipular o direito de escolha por meio da redução forçada do leque de opções.

Assistimos agora, com o veto à candidatura de Ciro Gomes, a uma expressão exemplar desse tipo de intolerância democrática. É fácil prever que os mesmos grupos que trabalharam para tirar Ciro da disputa presidencial tentarão agora assimilá-lo.

Os que costumam agir dessa maneira são aqueles que têm dificuldade em transformar a visão democrática em ação e não admitem a alternância de poder. Primeiro, buscam eliminar os adversários que querem disputar legitimamente a preferência dos eleitores. Depois, tentam se colocar como o único hospedeiro possível para que os expurgados consigam sobreviver na vida pública.

Aquele que foi empurrado para fora do processo passa então a ser apontado como bom companheiro, patriota, desde que aceite ser assimilado por aqueles que articularam o seu expurgo.

Perde o país, perde a democracia."

Leia também artigo de Ivan de Carvalho, jornalista baiano, que hoje trata das pressões do Planalto para conseguir eliminar Ciro da corrida pela Presidência da República.

Passo de Tartaruga

Sexta, 23 de abril de 2010
Na velocidade (ou falta de) que vai, o governador-tampão chegará a dezembro —se é que não chega antes a intervenção— e não conseguirá substituir a equipe herdada de Wilson Lima, que foi herdada de Paulo Octávio, que por sua vez foi herdada de Arruda.

Novo governador do DF fez doações a distritais que o elegeram

Sexta, 23 de abril de 2010
Leandro Kleber e Amanda Costa
Do Contas Abertas
O novo governador do Distrito Federal, Rogério Rosso (PMDB), eleito por deputados da Câmara Legislativa do Distrito Federal no último sábado (17), fez doações na campanha de 2006 a parlamentares que o elegeram para ocupar o comando da capital federal. Segundo dados das prestações de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosso, que concorria a uma vaga de deputado federal naquele ano, declarou ter doado pelo menos R$ 398,8 mil a candidatos distritais. Três beneficiados, Benício Tavares (PMDB), Eurides Brito (PMDB) e Odilon Aires (PMDB), são citados por Durval Barbosa como supostos envolvidos no esquema de pagamento de propinas revelado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, conhecido como mensalão do DEM.

Tavares, que recebeu R$ 220,3 mil (67% de sua arrecadação total), e Eurides, beneficiada com R$ 60 mil (29% da sua receita), votaram em Rosso. Já a distrital Jaqueline Roriz (PMN), que optou por Wilson Lima (PR) na eleição para governador “tampão” até dezembro, também foi beneficiada por Rosso em 2006. A filha do ex-governador Joaquim Roriz (ex-PMDB) recebeu R$ 38,5 mil, valor que representou 10% da receita de sua campanha.

A contribuição aos parlamentares foi incluída nas despesas da campanha de Rosso a deputado federal. Ele não se elegeu, mas ficou entre os suplentes da sigla na Câmara dos Deputados. Segundo a contabilidade oficial registrada no TSE, Rogério Rosso arrecadou quase R$ 1,5 milhão e gastou praticamente a mesma quantia.

Para o cientista político Antonio Flávio Testa, a informação de que Rosso doou recursos a deputados que votaram nele mostra que o mesmo grupo político, na prática, continua no comando do GDF. Segundo ele, a diferença agora é que há outros rostos, de perfil aparentemente mais técnico. “Mas a forma de fazer política não mudou. Basta olharmos a migração intensa de votos, pretensamente para Wilson Lima [ex-governador e candidato ao cargo], que foram destinados, em poucas horas, para Rosso. Como se consegue um milagre desses em política, e na boca da urna? Difícil responder, não?”, questiona.

Testa acredita que o governo de Rosso será a continuidade da gestão Arruda. “Ele já declarou isso e é esperto o suficiente para tirar proveito das inaugurações de muitas obras, regadas a muita publicidade”, diz. O cientista político disse ainda que até as eleições deste ano haverá “muitas mudanças e tensões políticas”.

O governador do Distrito Federal afirmou, por meio de sua assessoria, que as doações em 2006 foram feitas para distritais do mesmo partido. Segundo ele, é natural que candidatos a cargos federais apóiem os que competem em um cenário menos expressivo. “Quanto a um eventual conflito de interesses, entre os que receberam doações e votaram em Rosso, o governador acredita não haver nenhum problema. A prioridade da nossa gestão é fazer nomeações técnicas para compor a equipe de governo”, disse a assessoria.

 A distrital Eurides Brito afirmou à reportagem que não há qualquer problema quanto ao recebimento da doação em 2006 e a votação em Rosso neste ano. “Não há nenhum impedimento legal. Além disso, em 2006, havia um apoio simultâneo entre as nossas candidaturas. Éramos da mesma chapa”, afirmou. O distrital Benício Tavares não retornou os contatos feitos pela reportagem.
Acesse o site do Contas Abertas

Que sigam o compromisso do escoteiro

Sexta, 23 de abril de 2010
A CLDF (Câmara Legislativa do DF) em sessão de hoje (23/4) homenageou a comunidade escoteira do Distrito Federal.
Com tanto escândalo envolvendo deputados distritais, que a Promessa Escoteira, uma espécie de juramento, sirva pelo menos para uma reflexão dos parlamentares de Brasília. A seguir a Promessa Escoteira.
Prometo pela minha honra fazer o melhor possível para:
Cumprir meus deveres para com Deus e minha Pátria;
Ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião.
 
Enquanto no escotismo temos "Lobinhos", na CLDF, na política de Brasília, encontramos lobos.