Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

domingo, 31 de maio de 2015

Juiz da Ficha Limpa detona reforma de Cunha

Domingo, 31 de maio de 2015
De http://www.marlonreis.net


Idealizador da Lei da Ficha Limpa e coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), o juiz Márlon Reis vê a proposta de reforma política defendida pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), como a maior ameaça à democracia do país desde o fim da ditadura militar. “Ela promove uma oligarquização sem precedentes na política”, avalia. “Ninguém havia ousado propor algo tão nocivo para a democracia brasileira”, acrescenta.

Para Márlon, a substituição do sistema proporcional pelo majoritário na eleição de deputados e vereadores, o chamado “distritão”, e a inclusão no texto constitucional das doações eleitorais por empresas vão privilegiar apenas as oligarquias, os “poderosos locais”.

“Elege quem tem mais poder e ficarão de fora todas as minorias. Não há possibilidade de representação de grupos de minorias. Só os poderosos locais são eleitos”, critica. “É um retrocesso à República Velha”, emenda. Esses pontos foram incluídos no relatório do novo relator da reforma política, Rodrigo Maia (DEM-RJ), designado para a função após a destituição de Marcelo Castro (PMDB-PI), que relatou a proposta na comissão especial.

Desde 2013, o MCCE tem liderado ao lado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) um projeto de reforma política que foi ignorado pelo Congresso. A proposta foi articulada por meio de uma coalizão pró-reforma política que juntou outras entidades, como a CNBB, a Central Única dos Trabalhadores e a União Nacional dos Estudantes (UNE). Pelo modelo proposto, a reforma política incluiria a proibição do financiamento por empresa, a criminalização do caixa dois e o fim da reeleição, além de votação em dois turnos para a eleição de deputados.

Confira a entrevista que Márlon Reis concedeu ao Congresso em Foco.
 
Congresso em Foco – A reforma política, do jeito que o presidente da Câmara defende e tem articulado para que seja aprovada, é boa ou ruim para o país?

Márlon Reis – Ela é uma medida totalmente antidemocrática. É a maior ameaça à democracia brasileira desde o final da ditadura militar. Ela promove uma oligarquização sem precedentes na política. Não é à toa que esse é um modelo rechaçado por todas as grandes democracias. E ele ainda tem essa componente de destruir os partidos políticos. Ninguém havia ousado propor algo tão nocivo para a democracia brasileira. 

Mas por qual motivo ele é tão nocivo?
Elege quem tem mais poder e ficarão de fora todas as minorias. Não há possibilidade de representação de grupos de minorias. Só os poderosos locais são eleitos. Aliás, nem todos os poderosos locais. Só os poderosos regionais, os caciques políticos regionais, detentores de grandes fortunas, é que serão eleitos. O modelo encarece muito a disputa eleitoral. As eleições para deputado vão ser pequenas eleições para governador. Esse modelo alijará de vez as pessoas idôneas do processo. 


Mas os defensores do sistema afirmam que ele é mais legítimo porque serão eleitos somente os mais votados…
Isso é um argumento primário, simplório. O Congresso não é representação de pessoas. O Congresso é uma representação do povo, representação de propostas e de ideias. O “distritão” foca o voto no indivíduo. Os eleitos pelo “distritão” não representam o povo, representam apenas os poderosos. Esse argumento a favor do “distritão” é infantil e simplório. Não é possível um modelo que não assegure, que não dê garantias de que as minorias tenham participação parlamentar. 


Na sua opinião, o que é mais nocivo: o distritão ou o financiamento privado?
As duas são igualmente noviças e muito noviças. Sendo que as duas juntas são uma combinação tóxica que vai comprometer por muitas décadas a qualidade da democracia brasileira. Na Velha República, as eleições eram baseadas em sistemas majoritários que não asseguravam participação de minorias. Essa foi a causa da Revolução de 30. Se o “distritão” e o financiamento empresarial forem aprovados, teremos que aguardar uma nova revolução como a de 1930 para mudar o modelo. Porque o Parlamento vai ser dominado por oligarcas. Não será mais possível uma mudança no plano puramente parlamentar. 


Literalmente, o Brasil retrocede 100 anos?
É um retrocesso à República Velha. 


A institucionalização do financiamento privado após as revelações da Lava Jato é uma sinalização de que o Congresso compactua com a corrupção? 
Esse modelo de financiamento é péssimo porque influencia decisivamente as eleições. O financiamento de campanha como está, e que se quer proteger via PEC, assegura a eleição apenas dos escolhidos pelas empresas. É um modelo igualmente pernicioso. E precisamos de eleições baratas. Não é possível se garantir a higidez mínima nas campanhas e o equilíbrio nas chances de disputa mantendo as ações empresariais. Por isso, nós precisamos que o Congresso rejeite essa medida também.

A UERJ e o ovo da serpente

Domingo, 31 de maio de 2015
Por Luiz Eduardo Soares, no Facebook
Mesmo afastado da UERJ, me angustia profundamente o que está acontecendo na instituição, à qual tanto devemos, à qual tanto deve a democracia no Brasil. Sou professor universitário há 40 anos. Comecei, com carteira assinada, em janeiro de 1976. Tornei-me docente da UERJ em 1991, há 24 anos. Tenho muito orgulho da imensa maioria dos alunos de ciências sociais e considero um privilégio ser colega de meus colegas e conviver com um grupo extraordinário de funcionários dedicados, competentes e cooperativos. A UERJ esteve à frente de seu tempo, assumindo políticas afirmativas, adotando cotas para negros, aceitando registrar travestis, e quem se sentisse estigmatizado, pelo nome que escolhessem. Com o ingresso de cotistas, o ambiente da universidade melhorou muito, a experiência acadêmica enriqueceu-se, qualificou-se, valorizou-se. Eu senti que meu trabalho cotidiano ganhara um sentido renovado e recarregava baterias ao encontrar @s estudantes. A primeira geração a chegar à universidade não veio à vida a passeio. Seriedade e entusiasmo com os estudos e as descobertas impuseram a nós, docentes, um grau superior de saudável exigência intelectual e profissional. Não por acaso, inaugurou-se o Instituto de Ciências Sociais, antiga reivindicação de quem sonha com o aperfeiçoamento acadêmico em nossa área. Fui honrado com o convite dos colegas para falar na mesa de abertura, semana passada. Preparo agora minha retirada: uma licença prêmio –à qual tinha direito havia bastante tempo, mas jamais solicitara-- e, na sequência, a aposentadoria. Pois justamente neste momento, enfrentamos desafios extremos que colocam em risco a convivência acadêmica, civil e pessoal, e a própria instituição.


Por tudo isso, com tristeza e desapontamento, considero que tenho o dever de me pronunciar. Como professor há bastante tempo, como ex-coordenador da pós, no ano em que formulamos nosso projeto de criação do doutoramento (projeto que foi aprovado), como simples membro de uma comunidade com a qual compartilhei o cotidiano por décadas, como cidadão, intelectual, militante dos direitos humanos, como indivíduo. Eis o que gostaria de dizer:



Nem sempre o quebra-quebra é vandalismo. Em minha luta pelos direitos humanos na segurança pública, testemunhei inúmeras situações em que representantes do Estado assassinaram inocentes, nas favelas e periferias. O discurso oficial abençoava a barbárie institucionalizada do modo mais torpe, covarde e cínico. Em várias ocasiões, o desespero, a dor e o sentimento de impotência de familiares e vizinhos, ante a tragédia dupla, material e moral, derramaram-se sobre o asfalto, sob a forma de gritos, choro e as mais diversas explosões de ódio. A coreografia selvagem da fúria popular só poderia ser desqualificada como vandalismo por quem, à distância, não tinha a menor ideia do que se passara ali, não tinha a mínima noção do que significa viver por anos, por décadas, assistindo ao massacre continuado e impiedoso de jovens negros e pobres, moradores de territórios vulneráveis. Desprezar a manifestação orgânica, visceral do desespero, coletivo ou individual, revela a mais grotesca insensibilidade e corresponde à adoção de uma postura cúmplice da brutalidade que vitimiza as comunidades. Em vez de se horrorizar com o assassinato arbitrário de um ser humano, em lugar de denunciar mais uma execução extra-judicial, o crítico da reação popular feroz focaliza, unilateralmente, a resposta, relegando a segundo plano o coração das trevas, o ato criminoso original.


Não se trata de avaliar a revolta explosiva como método de luta por direitos ou como tática política, nem mesmo como estratagema de comunicação, porque ela não é nada disso. Ela é o pranto incontido da mãe ante a suprema violência que se abateu sobre seu filho, contagiando uma comunidade no momento culminante do sofrimento e na ausência de canais institucionais por onde fazer fluir a indignação e o clamor por justiça. Ela é a linguagem do desamparo mais radical, na falta de instrumentos políticos disponíveis e acessíveis, que metabolizassem a dor e a convertessem em pressão efetiva por mudança real. Por isso, nada mais abjeto, a meu ver, do que a desqualificação das manifestações de dor de uma coletividade aviltada de modo cruel e extremo.


Greve de ônibus a partir do dia 8 de maio. Rodoviários rejeitam proposta e mantém indicativo de greve geral

Domingo, 31 de maio de 2015
Deu no Jornal de Brasília 
Eles reivindicam o aumento de 20% nos salários e reajuste de 30% no tíquete-alimentação e na cesta básica
 
Cerca de 600 rodoviários se reuniram, na manhã deste domingo (31), em uma assembléia no sindicato da categoria, próximo ao Conic, para decidir uma possível paralisação. No entanto, depois de votação, por volta das 11h, ficou acordado uma greve geral a partir do dia 8 de junho. Eles reivindicam o aumento de 20% nos salários e reajuste de 30% no tíquete-alimentação e na cesta básica.

Grécia: Tsipras espera que não vença a "estratégia de divisão da UE"

Domingo, 31 de maio de 2015

Do ESQUERDA.NET
Num artigo publicado este domingo no Le Monde, o primeiro-ministro grego afirma que a decisão dos líderes europeus sobre o acordo com a Grécia vai ditar se vence a estratégia da integração europeia ou da divisão da UE.
31 de Maio, 2015 - 18:34h
Foto Die Linke/Flickr

O cenário de divisão da zona euro e da própria União Europeia é apontado por Alexis Tsipras como uma possibilidade caso os líderes europeus rejeitem o acordo negociado nos últimos meses. O primeiro-ministro grego explica nesteartigo no Le Monde como decorreram as negociações com os credores e aponta o dedo aos que sempre pretenderam o seu fracasso.

PMDB e oposição querem quebra de sigilos de Dirceu

Domingo, 31 de maio de 2015
Do Congresso em Foco
por Wilson Lima
Em nova ofensiva, integrantes do PMDB e da oposição pretendem juntar forças para que a CPI da Câmara que investiga o esquema de corrupção na Petrobras quebre os sigilos bancário e fiscal do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Deputados também querem convocá-lo para que ele dê mais detalhes sobre o pagamento de contratos firmados pelo “clube” de empreiteiras enquadradas na Operação Lava Jato a uma empresa de sua propriedade, a JD Consultoria. Continue lendo

Professora é presa por ser contra a terceirização; truculência policial

Domingo, 31 de maio de 2015
Professora AILMA: PRESA!
Hoje, 30 de maio, cinco horas da manhã, encerrando o mês que celebramos a LUTA DA CLASSE TRABALHADORA, me pego refletindo sobre a prisão que sofri ontem, dia 29\05\2015 às 05 horas da manhã, na porta da empresa Rápido Araguaia.

Por Ailma Oliveira


Quase todos os dias desse mês, estive participando de lutas em defesa da Classe Trabalhadora (Essa tem sido a minha rotina durante os últimos 30 anos).

Durante toda a semana fiz panfletagem nos terminais de ônibus e em espaços públicos denunciando a TERCEIRIZAÇÃO, projeto nefasto que retira direitos da classe trabalhadora. Mas, o dia de ontem, me faz ficar sem dormir.

Fui presa, em um ato pacífico! Fui presa por defender trabalhador!

Ser preso não é nenhuma excepcionalidade para vida dos sindicalistas combativos em Goiás. Aqui, a polícia, não só prende, mas, bate e muitas vezes, cria crimes absurdos para um trabalhador que queira questionar o sistema.
Fonte: Blog do Arretadinho

Arquitetura: Ícone da capital, Catedral de Brasília completa 45 anos

Domingo, 31 de maio de 2015
Da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger


Uma das peças mais importantes do acervo de Oscar Niemeyer, à Catedral de Brasília completa 45 anos neste domingo (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)


A Catedral foi projetada por Oscar Niemeyer e os vitrais foram desenhados pela artista francesa Marianne Peretti
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Um dos monumentos mais conhecidos da capital federal, a Catedral Metropolitana de Brasília completa hoje (31) 45 anos. Projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a construção tem 16 pilares em curvas, cujo formato se assemelha a mãos voltadas para o alto, em sinal de súplica, e guarda um acervo extenso de obras de artistas consagrados.

Localizada na Esplanada dos Ministérios, região central da capital, a obra arquitetônica chama atenção por destoar dos demais prédio ao redor, na opinião do professor de arquitetura da Universidade de Brasília Antônio Carlos Carpintero. Especialista na construção de Brasília, ele diz que o templo é impactante por todos os aspectos.

“Ela tem uma forma no mínimo inusitada na arquitetura mundial para as igrejas, que é o formato circular. E está cravada na Esplanada dos Ministérios, local das decisões políticas, mas em uma praça autônoma, porque Lúcio Costa [responsável pelo projeto urbanístico da nova capital] queria mostrar que a igreja não é parte do Estado”, explicou.

Construída em dois anos, foi finalizada em 1960, porém, inaugurada apenas dez anos depois. Ainda hoje, suas formas e características únicas fazem da Catedral um dos principais cartões postais da cidade.
Logo na entrada, um túnel negro dá acesso ao espaço principal, onde predomina a luz natural e o reflexo dos vitrais desenhados pela artista francesa Marianne Peretti. As cores azul, verde e marrom, que compõem os vidros que servem de cobertura para a Catedral, ganham destaque com os pilares brancos e piso revestido em mármore.


No teto da Catedral estão suspensos três anjos – Gabriel, Rafael e Miguel – obras de Alfredo Ceschiatti e o maior deles chega a pesar 300 quilos. Do lado de fora, antes da entrada ao túnel negro, há esculturas dos quatro evangelistas João, Lucas, Marcos e Mateus. “Os anjos pendurados dão uma sensação de imensidão, de leveza, para a catedral. Aumenta a percepção do espaço e melhora muito o visual lá dentro”, diz Carpintero.


Uma das peças mais importantes do acervo de Oscar Niemeyer, à Catedral de Brasília completa 45 anos neste domingo (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)


Os anjos Rafael, Gabriel e Miguel são obras do artista Alfredo Ceschiatti e ficam suspensos no meio da Catedral. O maior deles pesa 300 quilos Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Para o pároco da igreja, padre George Albuquerque, a Catedral de Brasília tem características diferentes das principais igrejas do mundo. “A catedral, por essa estrutura moderna e futurista, traz uma nova perspetiva da fé. Pelo conjunto que representa, pelos elementos que a compõe, como vitrais e colunas, ela traz consigo esse apelo novo. Diferente das igrejas europeias, que são fechadas e escuras, a catedral tem um telhado de vidro, com vitrais coloridos”, disse o padre.

O local é o ponto turístico mais visitado de Brasília, segundo a Secretaria de Turismo do Distrito Federal. Daqueles que chegam à capital, 27,5%, elegem o local como favorito na cidade. Moradora de Campinas, em São Paulo, a esteticista Telma Lira veio pela primeira vez à cidade e se impressionou com as cores do templo.

“Sempre me falavam desse lugar, mas não imaginava ser tão bonita, ecumênica. É uma obra de arte. Vou tirar fotos e mostrar para todo mundo. É parada obrigatória para quem vem de Brasília”, recomenda Telma.

Mas a igreja não é visitada só por quem vem de fora. A estudante Mariana Sena mora em Brasília e diz que vai com frequência à Catedral. “É linda. Não tem como descrevê-la de outra forma. É um lugar que dá uma sensação de paz, tranquilidade”, disse.

Turista vindo de São Luiz (MA), o vendedor Eduardo Reis não perdeu a oportunidade para tirar muitas fotos. "É muito bonita vista de dentro, de longe, de perto, além de ser um grande símbolo religioso", afirmou.

Já não se fazem comunistas como antigamente

Domingo, 31 de maio de 2015
Da Tribuna da Internet
Carlos Chagas
A grande novidade da semana que passou foi o comparecimento, sexta-feira, da presidente Dilma ao congresso do PC do B, em São Paulo. Dias atrás ela fugiu das comemorações pela participação do Brasil na II Guerra Mundial, assim como negou-se a estar presente à reunião do PT de São Paulo, apesar de prometer que irá ao congresso nacional dos companheiros, semana que vem em Salvador. Imagina-se que Madame tenha perdido o receio de vaias e panelaços ou, pelo menos, se encontre disposta a enfrentá-los.

Quinhentos comunistas aplaudiram Dilma durante mais de sessenta minutos em que ela discursou desmentindo os principais dogmas do partido. Porque começou afirmando que seu governo perdeu a capacidade de utilizar recursos para proteger nossa economia. Marx, Lenin, Stalin e tantos outros denunciariam esse reconhecimento como a falência de sua ideologia, mas mais se espantariam com a defesa feita pela presidente da supressão de direitos trabalhistas, do seguro desemprego ao abono salarial e às pensões das viúvas.

Abandonariam o recinto, se lá estivessem, ao ouvir a apologia do ajuste fiscal. Como já não se fazem comunistas como antigamente, a plateia permaneceu e até bateu palmas. Quer dizer, saudou o neoliberalismo, coisa que não é surpresa, pois a bancada do PC do B tem votado em favor das medidas provisórias do arrocho.

Estado corrupto e estado violento: a conjunção

Domingo, 31 de maio de 2015
Do Observatório da Imprensa
http://observatoriodaimprensa.com.br
Por Alberto Dines em 30/05/2015 na edição 852
Hora de mudar hábitos e trocar rotinas: acostumados a acompanhar os escândalos nas páginas de política, a violência urbana no noticiário local e os desmandos no futebol nos cadernos de esporte, agora se tornou impossível escapar do confronto com a totalidade.

Estamos condenados ao holismo, não há alternativas: o tamanho e concomitância das nossas desgraças nos obriga encará-las como aberração única, expandida e integrada. A complacência e, sobretudo, a impunidade colocaram ao lado do gigante adormecido outro gigante, desperto e esperto que maliciosamente juntou num único pacote aquilo que por comodismo sempre tratamos de forma descuidada e fragmentada.

sábado, 30 de maio de 2015

Uma Outra Constituição. Artigo de Adriano Pilatti

Sábado, 30 de maio de 2015
Há um verdadeiro sindicato do crime eleitoral em fase de reorganização para nos reconduzir a uma repaginada “República Velha” do cabresto financeiro-midiático e dos currais empresariais.
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Instituto Humanitas Unisinos
"Assistimos hoje, “bestializados”, a uma avassaladora ofensiva regressista que, em todos os planos, se dedica a subverter os conteúdos civilizatórios e até mesmo as promessas de justiça social e isonomia da Constituição-Cidadã. Não nos deixamos paralisar, antes, pela força das armas; não nos deixaremos paralisar agora pela avalanche de cambalachos, coações, negociatas, manipulações e tramoias das ratazanas que infestam a Praça dos Três Poderes, com o “auxílio luxuoso” das raposas que os financiam eleitoralmente e acobertam midiaticamente", escreve Adriano Pilatti, professor de Teoria do Estado e Direito Constitucional da PUC-Rio, em artigo publicado no sítio Empório do Direito, 29-05-2015. 
Eis o artigo. 
“Con$tituição da República Corporativa do Brasil
Art. 1º. A República Corporativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos bancos, do agronegócio, das grandes empreiteiras, das franquias neopentecostais e da imprensa comercial, constitui-se em Estado Plutocrático de Direito e tem como fundamentos:
I – a hipocrisia;
II – a oligarquia;
III – a venalidade da pessoa humana;
IV – os valores antissociais da privatização do público e da exploração do trabalho;
V – o mercantilismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do Capital, que o exerce por meio de representantes comprados ou diretamente, nos termos desta Constituição.”

Da Ponte: “Se você não sair agora, vou dar um tiro bem na sua barriga, matar você e seu filho”

Sábado, 30 de maio de 2015
Da Ponte
“Se você não sair agora, vou dar um tiro bem na sua barriga, matar você e seu filho” | Ponte Jornalismo
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O enterro do jovem foi realizado no Cemitério Jardim São Luiz| Foto: Rafael Bonifácio

Da fogueira ao altar

Maio

30

 

Da fogueira ao altar

 

Neste dia de 1431 uma jovem de dezenove anos foi queimada viva no velho mercado de Rouen.

Ela subiu ao cadafalso com um enorme gorro, onde estava escrito:


Herética,

Reincidente,

Apóstata,

Idólatra.


Depois de queimada, foi atirada no rio Sena, do alto de uma ponte, para que as águas a levassem longe.

Ela havia sido condenada pela Igreja católica e pelo Reino da França.

Se chamava Joana d’Arc.

Ouviram falar?

 

                       Eduardo Galeano, no livro 'Os filhos dos dias'. 2ª Edição, pág. 176. Editora L&PM.

Fenapef: Caso CBF retorna ao palco

Sábado, 30 de maio de 2015
Deu no site da  Federação Nacional dos Policiais Federais

O Brasil pergunta: Por que as investigações sobre a CBF não deram em nada?
E a Fenapef responde...
Após a prisão de José Maria Marin, ex-Presidente da Confederação Brasileira de Futebol, pelo FBI norte-americano e policia da Suiça, o Brasil voltou a questionar a falta de capacidade, eficiência  ou mesmo a isenção da sua estrutura de investigação criminal nos casos envolvendo corrupção nas entidades que cuidam do futebol nacional.
É fato que nem Polícia Federal nem a CPI apelidada de “CPI da Nike” resultaram em prisão ou condenação de pessoas ligadas ao futebol brasileiro, em que pesem as graves denúncias veiculadas por jogadores, imprensa e diversos profissionais do ramo.
Mas por que a Policia Federal norte-americana chegou a essas prisões, e nós no Brasil não?
Em vários sites de jornais de grande circulação, matérias veiculadas à época das investigações pátrias retornaram às manchetes e, de certa forma, ajudam – e muito – a desvendar a incrível inoperância do modelo de investigação brasileiro e o envolvimento direto entre a CBF e aqueles que, em tese, seriam os responsáveis pelas investigações.
“Em 15 anos, a Polícia Federal, no Rio, abriu 13 inquéritos contra a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e o seu ex-presidente Ricardo  Teixeira. Nenhum deles obteve resultado até hoje.”
Neste período, segue a reportagem, “a CPF patrocinou congressos, viagens, e até cedeu a Granja Comary , centro de treinamento da seleção brasileira, para um torneio de futebol de delegados .”

Partidos protocolam no STF pedido de suspensão da reforma política

Sábado, 30 de maio de 2015
Do Jornal de Brasília
Um grupo de 61 deputados federais de seis partidos protocolaram neste sábado, 30, um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da votação da Proposta e Emenda Constitucional 182/2007, a PEC da Reforma Política. O documento ainda não distribuído para nenhum ministro.

O grupo é liderado por 36 parlamentares do PT que acusam o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de "ato coator" contra as regras da Casa para conseguir aprovar uma emenda aglutinativa no âmbito da PEC para conseguir aprovar o financiamento empresarial a partidos. O documento é assinado por parlamentares de mais cinco partidos: PPS (8 deputados), PSB (6), PCdoB (6), PSOL (4) e PROS (1). Leia a íntegra

David Harvey: “O Syriza e o Podemos abriram um espaço político”

Sábado, 30 de maio de 2015
Transcrito do ESQUERDA.NET
Para o geógrafo, os partidos tradicionais tornaram-se incapazes de enfrentar o capitalismo reconfigurado. Mas grupos como o Syriza e o Podemos multiplicam o alcance das “políticas do quotidiano” praticadas pela juventude anti-sistema. Myke Watson entrevista David Harvey, para a Verso Books .
29 de Maio, 2015
Conhecido pela abordagem não convencional que introduziu no debate sobre o Direito à Cidade e pela sua leitura heterodoxa da obra de Karl Marx, o geógrafo David Havey parece cada vez mais disposto a participar do esforço pela renovação do pensamento e lutas anticapitalistas. A partir de 2011, já examinara atentamente movimentos como a Primavera Árabe, os Indignados e o Occupy. Agora, aos 79 anos, segue com atenção formações políticas que, embora tendo o marxismo como fonte (não única…) de inspiração, diferem em muito dos partidos tradicionais de esquerda — nos programas, práticas e métodos de organização. Volta os olhos, em especial, para o Syriza grego e Podemos espanhol.
Na entrevista a seguir, Harvey fala brevemente — porém de forma incisiva — sobre estes novos movimentos-partidos. Vale a pena reter três pontos suscitados pelo geógrafo: a) Segundo ele, o cenário das lutas políticas e culturais é menos sombrio do que vezes parece. A esquerda histórica perdeu a capacidade de dialogar com os novos movimentos. No entanto, eles multiplicam-se, ao reunir um número crescente de pessoas que, no meio de um mundo desumanizado, “procuram uma forma de existência não-alienada e esperam trazer de volta algum sentido à própria vida”; b) Syriza e Podemos não se definem como anticapitalistas, mas isso é o que menos importa. Eles dão sentido e força à revolta de quem se sente desamparado pela redução dos direitos sociais. Ao fazê-lo desafiam o principal projeto do sistema: uma nova ronda de reconcentração de riquezas, expressa nas políticas de “austeridade” ou “ajuste fiscal”; c) Talvez o calcanhar-de-aquiles das políticas hoje hegemónicas esteja na Europa. Ao empurrarem a Grécia para fora do euro, a oligarquia financeira pode produzir uma tempestade de consequências imprevisíveis. Segue a entrevista (A.M.).
No seu último livro, afirma que Marx optou pelo humanismo revolucionário em vez do dogmatismo teleológico. Onde seria possível encontrar um espaço para a concretização deste humanismo revolucionário?

DF muda sistema de cadastramento para visitas de apenados da Papuda

Sábado, 30 de maio de 2015
Aline Leal - Repórter da Agência Brasil
A partir de hoje (30) quem for visitar presos de regime fechado do Sistema Penitenciário da Papuda pode se cadastrar no posto Na Hora do Riacho Fundo 1. Para a presidente da Associação de Familiares e Amigos dos Apenados do Distrito Federal, Nina Barros, essa mudança para os visitantes é pequena.

O Brasil, a manipulação e a especulação financeira

Sábado, 30 de maio de 2015
 
Por Mauro Santayana
A informação, recentemente divulgada, de que o Real teve sua cotação descaradamente manipulada, por bancos que acabam de ser multados em 5,6 bilhões de dólares por fraude cambial nos Estados Unidos, corrobora aquilo que sempre se afirmou nos meios mais nacionalistas, e que é ridicularizado e tratado como uma fantasia esquerdista pelo público conservador e de extrema direita: A economia brasileira é constantemente pressionada e manipulada, institucionalmente, por parte do chamado sistema financeiro internacional. Dele fazem parte jornais, revistas e outros meios de comunicação "especializados", sediados em Londres e em Nova Iorque.

Veículos "normais", muitos deles ligados a instituições financeiras, com edições em português e já instalados no Brasil, como o El Pais (que conta entre seus acionistas, com o Santander e o HSBC. E os "analistas" de sempre, as agências de "classificação", os escritórios de "auditoria", bancos estrangeiros e mega especuladores de toda ordem. Temos nossas vidas diuturnamente controladas e diretamente influenciadas por um esquema "azeitado", integrado e estreitamente coordenado em que espertos fazem verdadeiras fortunas, da noite para o dia, manipulando fatores de variação, muitas vezes "cruzados", da taxa SELIC, da cotação da moeda, do valor das principais commodities brasileiras e das ações de empresas brasileiras no Bovespa e em bolsas do exterior. Muitos podem alegar que não há nada a fazer, já que o que acabamos de descrever não passa de um bem acabado retrato da sociedade capitalista atual, que a cada dia gera novos escândalos, como foi o caso do relacionado ao próprio HSBC, estranhamente "desaparecido" dos meios de comunicação nas últimas semanas, ou da manipulação da taxa LIBOR, que envolveu também bancos agora denunciados no esquema de manipulação cambial.
Fonte: maurosantayana.com

Abraji repudia agressão de PM a fotógrafo da Folha de S.Paulo; é o 11º caso do tipo em 2015

Sábado, 30 de maio de 2015
A Abraji considera inaceitável a agressão de um policial militar ao repórter fotográfico da Folha de S.Paulo Danilo Verpa, ocorrida na manhã desta sexta-feira (29.mai.2015) em São Paulo. Verpa cobria uma manifestação de estudantes e funcionários da USP, parte do Dia Nacional de Paralisação e Manifestações organizado por centrais sindicais.

Um policial militar que não portava identificação (contrariando regra da própria PM) golpeou a panturrilha do fotógrafo com um cassetete quando ele passou em frente a um grupo de agentes para mudar de posição.

Verpa foi ao 34º Distrito Policial para registrar um boletim de ocorrência da agressão, mas não pôde fazê-lo. Segundo o escrivão, o documento não poderia ser feito sem o nome do policial que o agrediu. Mesmo depois de o fotógrafo oferecer imagens do agente e informar ao escrivão que ele não estava identificado, o funcionário manteve a negativa.

É o 19º caso de agressão contra um jornalista durante manifestações registrado pela Abraji em 2015. Dentre eles, a maioria -- 11, contando com este -- foi cometida pela polícia, sendo cinco intencionais (ou seja, o agressor sabia que estava atingindo um profissional da imprensa).

A Abraji lastima que o Estado brasileiro continue a lidar com o trabalho da imprensa por meio de forças de segurança pública, agredindo jornalistas quando eles estão a serviço do interesse público e do direito de a sociedade se informar. Causa ainda mais indignação que, uma vez violentado, um cidadão não possa denunciar formalmente seu agressor -- perpetuando-se, assim, a impunidade já estabelecida em casos como este.

Diretoria da Abraji, 29 de maio de 2015
Fonte: Abraji

Apanhar da polícia virou rotina. Feito comprar pão

Sábado, 30 de maio de 2015
Leia aqui a coluna do Blog do Sakamoto

Mirian França: “Sou a prova de que, pra polícia brasileira, culpa tem cor”

Sábado, 30 de maio de 2015
Do Portal Forum
Mirian França: “Sou a prova de que, pra polícia brasileira, culpa tem cor”
Em janeiro, a farmacêutica carioca Mirian França ficou duas semanas presa em Fortaleza por suspeita de envolvimento na morte de uma turista italiana, ainda que nenhum fato concreto a incriminasse: “A polícia despreparada e racista insiste em enxergar o negro como culpado mesmo quando não existem provas, evidência, motivação ou testemunha”

Por Mirian França, no Mamapress
Filha de uma negra solteira, pobre, costureira aposentada, que jogou uma negra doutora na cara da sociedade. Uma negra que estuda e trabalha pra caralho pra garantir o direito de ser livre e viver como quiser.

Essa sou eu, MIRIAN FRANÇA, a negra encarcerada no Ceará em Dezembro de 2014 por suspeita de assassinar uma turista italiana.

Graça aos amigos e a população, a policia foi obrigada a me libertar do meu cárcere. Cárcere sim! Pois se tratando de uma prisão sem fundamentos, trata-se de uma prisão ilegal. Cometida por uma polícia despreparada e racista, que insiste em enxergar o negro como culpado mesmo quando não existem provas, evidência, motivação ou testemunha. Que insiste em dizer que têm “CONVICÇÃO” de que somos culpados mesmo quando não há nenhuma prova da nossa culpa. Se tratando dos negros a polícia se esquece do nosso direito básico de que somos inocentes até que ELES provem o contrário, não somos nós que precisamos provar nossa inocência.

Ser negra é ser chamada de estranha quando você sai de férias e passa o dia na beira da piscina lendo, porque uma negra gostar de ler “é muito contraditório, provavelmente está forjando um álibi”.
Ser negra é ser questionada sobre como teria dinheiro para tirar férias no Ceará (um estado do MEU país, onde apenas turistas estrangeiros parecem ser bem vindos). Ser negra é ter a obrigação de andar com um macho a tira colo; não poder viajar sozinha; não ter o direito de trepar com quem quiser, sem ser chamada de puta (alias, essa é a sina de todas nós mulheres).

Ser negra é ter medo de parir uma criança que já nasce como um alvo para o genocídio. Que precisa ser preparado pra violência policial, pra chacota na escola, no teatro, na vida toda.

O RACISMO no Brasil É UM CRIME PERFEITO. É o crime sem corpo, sem prova, sem testemunha. Mas é nítido quando a polícia tem “convicção de que você é culpado”, apenas com base no seu “comportamento suspeito” (Gostar de ler? Gostar de escutar musica? Gostar da introspecção? Gostar de viajar? Ser solteira?).

Não precisa chamar o negro de macaco pra ser racista não. Basta abrir os olhos e ver quem é preso por engano, basta ver quem precisa provar a inocência (quando a lei é clara que se é inocente até que se prove o contrario). Quem é assassinado nos autos de resistência nunca é um branco. Eu nunca soube de um branco preso em manifesto por portar uma garrafa de desinfetante (Daniel Braga). E nem uma branca ser arrastada por viatura policial (Claudia Ferreira).

Eu sou a prova viva de que a redução da maioridade no Brasil é pretexto pra prender criança negra. Sou prova viva de que pena de morte no Brasil é consentimento jurídico para o Estado assassinar mais negros. Eu sou a prova de que pra polícia brasileira a culpa tem cor.

(Leia mais sobre o caso de Miriam França)

Sandra Starling, sobre Gim Argello: "Não sei como dar um título a coisas como estas . . ."

Sábado, 30 de maio de 2015
Da Tribuna da Internet
Sandra Starling, no jornal O Tempo
O ex-senador Gim Argello agora se chama Jorge Afonso
 
Pensei em intitular como um circo o que anda acontecendo no Congresso. Mas os circos merecem meu respeito e minha saudade. Um mau teatro? Deles podemos escapar: é só não ir. Se a novela é ruim, a gente desliga a televisão. Mas o que fazer com essas excelências?! Vejam só.

Ex-senador pelo PTB, Gim Argello – é aquele mesmo, apadrinhado por Dilma e Renan que seria sabatinado por seus pares para ocupar uma vaga de ministro do TCU e renunciou antes – mudou de nome parlamentar no fim de seu mandato. Se alguém tentar saber algo sobre ele, no Senado Federal, nada mais encontrará nas páginas oficiais. Teria morrido? Não! Está vivinho da silva, mas não adota mais esse apelido de guerra. Voltou a ser o cidadão Jorge Afonso Argello, seu nome de batismo. Até aí, tudo bem.

Todo mundo que usa um apelido – registrado na Justiça Eleitoral –, como Chico Vigilante ou Tiririca, ou que só usa um sobrenome, tem todo o direito de voltar a ser um cidadão comum e, como tal, readotar seu nome completo. Eu mesma só assino Sandra Starling, quando, na verdade, sou Sandra Meira Starling e, até hoje, tomo um susto ou não me reconheço quando, na fila do médico ou de algum exame laboratorial, sou chamada por Sandra Meira. Mas nunca vi ninguém mandar sumir de seu prontuário na Câmara dos Deputados ou no Senado o nome que usou como parlamentar. Pois foi isso o que o Gim fez.

APAGANDO OS RASTOS
No dia 26 de dezembro do ano passado, requereu em ofício ao presidente da Casa que fosse expungido de atas, projetos, relatórios, requerimentos e discursos o nome que usava ao tempo em que circulava como pajem-mor. Você, talvez, não se recorde: era aquele que, na campanha presidencial de 2010, costumava acompanhar a candidata Dilma em suas caminhadas matinais e andanças por missas nas cidades-satélite de Brasília. Deferido o ofício em janeiro por Renan Calheiros, de Gim não resta rastro algum nos registros oficiais do Senado. Talvez – quem sabe? – para não deixar evidências que lhe criem embaraços em investigações judiciais a que já está submetido. Ou evitar que possa ser mencionado na operação Lava-Jato, o que, aliás, já ocorreu. Detalhe: o agora cidadão comum Jorge Afonso foi vice-presidente da CPI da Petrobras do ano passado, aquela que nada concluiu sobre o que investigava.

Tudo isso posto, cabe perguntar: que nome dar a isso aí?!

Terceirização: Força Sindical é condenada por fraude na contratação de coordenador do Centro de Solidariedade ao Trabalho (CST)

Sábado, 30 de maio de 2015-05-30
Paulinho da Força, presidente licenciado da central condenada pelo TST
Resultado de imagem para quem é o atual presidente da força sindical

Força, na fraude da terceirização
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Do TST
A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a agravo de instrumento da Força Sindical contra decisão que reconheceu o vínculo de emprego de um ex-coordenador do Centro de Solidariedade ao Trabalho (CST) diretamente com a central. "Por mais de oito anos, a central sindical terceirizou mão de obra, e esse trabalhador foi contratado por distintas cooperativas ao longo desses anos", afirmou o relator do agravo, ministro João Oreste Dalazen.

Venda do BRB e outras estatais antecipa o inferno astral de RR

Sábado, 30 de maio de 2015
Do Notibras
Por José Seabra
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O ‘inferno astral’ Rodrigo Rollemberg tem data para começar, e será fixada pelo Sindicato dos Bancários de Brasília. Embora os astrólogos costumem associar esse período aos 30 dias que antecedem o aniversário do nativo de cada signo, o do governador de Brasília tende a chegar 40 dias antes. Rollemberg aniversaria no dia 13 (número cabalístico do PT, também sugerido como de mau agouro), mas já nos primeiros dias de junho uma tempestade política deve desabar sobre a cabeça do ocupante do Palácio do Buriti.

"Se o objetivo for desmoralizar a esquerda, o Plano Levy faz sentido"

Sábado, 30 de maio de 2015
Do blog Náufrago da Utopia
Por Celso Lungaretti 
Senador Roberto Requião (PMDB/Paraná)


Nunca prestei maior atenção ao que escreve o senador paranaense Roberto Requião (PMDB), pois dois momentos de sua carreira política o haviam tornado muito antipático para mim: uma fraude eleitoral impune e uma batalha jurídica para receber pensão de marajá. Abordei ambos os assuntos neste artigo.  


Mas, não conheço um personagem sequer da política oficial brasileira cuja conduta tenha sido sempre irrepreensível. Então, ultimamente venho acolhendo neste blogue alguns textos alheios que, a meu ver, tenham pegado no breu, independentemente de seus autores não serem cidadãos acima de qualquer suspeita.