sexta-feira, 1 de maio de 2026

BRASIL DO SÉCULO XXI PERMANECE NO SÉCULO XIX MAS NÃO É BRASILEIRO

 Sexta, 1º de maio de 2026

BRASIL DO SÉCULO XXI PERMANECE NO SÉCULO XIX MAS NÃO É BRASILEIRO


Pedro Augusto Pinho*

 

Os cinquenta anos da Era Vargas, com o suicídio do único Estadista brasileiro, Getúlio Dornelles Vargas, não deixaram o Brasil soberano, nem mesmo no século XX.


Mantiveram-nos, as forças do atraso, o país na escuridão da ignorância, da escravidão, do analfabetismo e da absoluta ausência de algo tão fora de moda que muitos desconhecem totalmente o significado dos vocábulos “civismo”, “ética”, “nacionalismo”, “moral”.


Quem demonstra este incrível retrocesso do Brasil de Vargas, em 2026, é o denominado Poder Legislativo, principalmente pelas ações dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, as atuações de alguns Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e quase todos presidentes de partidos políticos, legalmente registrados na Justiça Eleitoral.

Antes de analisarmos a situação presente, façamos breve recordação histórica.

Rumo a uma Bandung dos Povos



Sexta, 1 de abril de 2026

Rumo a uma Bandung dos Povos

Há 70 anos, Conferência na Indonésia forjou ideia de Sul global. Hoje, inspira: diante da ordem neoliberal e avanço do fascismo, mais que reformar instituições multilaterais, é hora de construir alternativas. Em 2027, uma oportunidade se abre


OUTRASPALAVRAS
Publicado 30/04/2026

Arte: Faith Ringgold – 1987 – grafite

Por Brid Brennan, Gonzalo Berrón, Juliana Rodrigues de Senna e Sol Trumbo Vila, no TNI | Tradução: Rôney Rodrigues

Introdução

“O Sul não conhece o Sul: o que acontece em seus países, quais são as ideias de seus povos, qual é o seu potencial e como a cooperação Sul-Sul pode ampliar as opções de desenvolvimento para todos. Cada país é forçado a cometer seus próprios erros, sem poder aprender com a experiência de outros em situações similares nem se beneficiar da experiência de seus êxitos.”
– O desafio para o Sul, Relatório da Comissão do Sul

Vivemos em um mundo em transformação. À medida que o capitalismo entra em um novo ciclo de acumulação e o fascismo cresce, as elites globais pressionam para remodelar a ordem mundial para que continue servindo aos interesses do imperialismo. Ao mesmo tempo, essas mudanças oferecem uma oportunidade para que os povos e as nações encontrem e desenvolvam novos caminhos rumo à solidariedade internacionalista e ao poder popular.

Mas esses caminhos não se abrirão espontaneamente. A mudança intencional requer estratégia, ideias e um entendimento comum, em escala global, dentro da diversidade de atores sociais e políticos progressistas. Não partimos do zero: os movimentos socialistas e de libertação nacional foram as lutas políticas mais inspiradoras do século passado.