Terça, 5 de junho de 2012
Da Agência BrasilAmanda Cieglinski, repórter
Estudantes que estavam reunidos na frente do Ministério da
Educação (MEC) em manifestação de apoio à greve dos professores das
universidades federais quebraram a vidraça da portaria e de algumas
janelas do térreo do prédio. Houve confronto com policias militares que
acompanhavam a manifestação.
De acordo com o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE),
Daniel Iliescu, o grupo que depredou o prédio era uma “minoria” que agiu
sem que houvesse nenhuma deliberação do movimento. Apesar disso,
criticou a “truculência” dos policiais.
Um grupo de cerca de mil estudantes do ensino superior se concentrou na
manhã de hoje na porta do ministério em apoio à greve dos docentes das
universidades federais que dura 20 dias.
Em algumas instituições, os alunos também declararam greve estudantil.
De acordo com Iliescu, existe a possibilidade de uma greve nacional dos
estudantes, que será votada durante reunião do Conselho Nacional de
Entidades Gerais (Coneg) que reunirá os diretórios centrais estudantis
das universidades federais neste mês.
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, se reuniu hoje com o
comando de greve nacional e informou que na semana que vem haverá uma
reunião para retomar as negociações. Ele voltar a dizer que considera a
greve precipitada e que considera normal o engajamento dos estudantes no
movimento. Entretanto, condenou o quebra-quebra.
A principal reivindicação dos docentes é a revisão do plano de
carreira. Em acordo firmado no ano passado, o governo prometeu um
reajuste de 4%, a incorporação de parte das gratificações e a revisão do
plano para 2013.
Os dois primeiros pontos já foram atendidos, mas não houve avanço na
revisão da carreira. De acordo com o último balanço divulgado pelo
Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior
(Andes), professores de 48 instituições aderiram à paralisação.