segunda-feira, 22 de junho de 2026

Proibição à mutilação genital feminina sob ameaça?

Segunda, 22 de junho de 2026
Proibição à mutilação genital feminina sob ameaça?

Fatou e Avaaz



URGENTE: Em apenas três semanas, nós, o povo da Gâmbia, teremos uma última chance de defender a proibição da mutilação genital feminina. Quando eu era bem pequena, fui imobilizada enquanto parte dos meus órgãos genitais era mutilada. Isso agora é ilegal. Mas lideranças que são a favor da prática estão contestando a proibição na Justiça. Estamos nos mobilizando para defendê-la, e o apoio global junto às vozes das sobreviventes pode ser decisivo. Junte-se a nós!

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Queridos amigos e amigas,

Você pode me ajudar a lutar por um mundo em que nenhuma menina seja submetida à mutilação genital?

Eu me chamo Fatou Baldeh e, quando era pequena, fui imobilizada no chão enquanto parte dos meus órgãos genitais era mutilada.

É um instante que muda sua vida para sempre.

Conseguimos que a mutilação genital feminina fosse proibida em 2015. E, junto com a Avaaz, defendemos essa conquista em 2024. Mas crianças ainda estão sendo submetidas a esse procedimento — no ano passado, duas bebês morreram. Agora, os defensores da prática estão atacando a proibição de novo, desta vez na Suprema Corte.

Faltam apenas três semanas para a audiência final – é nossa última chance de defender a proibição. E a pressão global, aliada às vozes das sobreviventes da Gâmbia, pode fazer toda a diferença, forçando o governo a defender a lei e mostrando à Suprema Corte que o mundo está de olho.

Assine agora, e vou lutar junto com a Avaaz para que mulheres de todo o país compareçam à audiência e para que as vozes das sobreviventes sejam ouvidas! Também vamos encher a capital de anúncios e reportagens na mídia para que as autoridades saibam que o mundo está do nosso lado.




Na Gâmbia, minha história não é um caso isolado. Uma em cada duas meninas e mais de 70% das mulheres já passaram por isso, muitas vezes antes mesmo de completarem cinco anos. A cultura não é desculpa, a tradição não é escudo — trata-se simplesmente de violência, da normalização do abuso contra corpos jovens e de vidas transformadas para sempre.

Essa questão importa não só para a Gâmbia. O enfraquecimento da lei pode encorajar esforços para reduzir proteções às meninas também em outros lugares. Defender a proibição pode ser um exemplo poderoso para a região. Para mim, não é algo abstrato, é algo muito pessoal. É sobre saber se realmente acreditamos que toda menina tem o direito de crescer em segurança, íntegra e a salvo de qualquer violência.

Carrego minha história não como um fardo, mas como um chamado à ação. Não podemos ignorar. Precisamos nos solidarizar com as meninas, exigir responsabilização e garantir que a lei não fique apenas no papel, mas que seja cumprida. Adicione seu nome e se junte a nós mais uma vez:


Já lutamos incansavelmente para proteger as meninas da Gâmbia no passado e vencemos. Agora, precisamos fazer isso mais uma vez. Junte-se a mim, defenda a proibição e salve todas as crianças que estão em perigo.

Com esperança e determinação,

Fatou Baldeh e todo o time da Avaaz



Mais informações:






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