quarta-feira, 5 de agosto de 2026

💛 Proteger a amamentação também é enfrentar a indústria

Quarta, 5 de agosto de 2026

Na Semana Mundial do Aleitamento Materno, nós lembramos: amamentar não é uma responsabilidade individual. É um direito que precisa de apoio, políticas públicas e proteção contra os interesses da indústria.

Amamentação é direito, não oportunidade de mercado

Na Semana Mundial do Aleitamento Materno de 2026, o convite é direto: fortalecer o que funciona. Para nós, isso significa reconhecer que a amamentação não depende apenas da vontade de quem amamenta. Ela precisa de informação confiável, atendimento de saúde qualificado, licença-maternidade, apoio no trabalho e em casa, políticas públicas e proteção contra interesses comerciais.

Não há espaço para culpa nessa conversa. Cada pessoa e cada família vivem condições diferentes. O problema que queremos enfrentar aparece quando empresas transformam necessidades, dúvidas e inseguranças em oportunidades de venda e usam estratégias de publicidade para competir com a amamentação.

Como a indústria interfere desde os primeiros meses

A indústria de ultraprocessados investe em embalagens parecidas, alegações emocionais, brindes, descontos, conteúdos patrocinados e publicidade digital para apresentar seus produtos como escolhas modernas, práticas ou equivalentes ao leite humano. Essa comunicação pode confundir mães, pais, cuidadores e profissionais de saúde, além de incentivar o uso de fórmulas, compostos lácteos, bicos, chupetas e mamadeiras.

No ambiente digital, o desafio cresce. A publicidade pode aparecer em vídeos, perfis de influenciadores, aplicativos e conteúdos que parecem apenas educativos. Quando a mensagem comercial não é identificada com clareza, ficamos mais vulneráveis a recomendações guiadas pelo lucro e não pelo melhor interesse das crianças e das famílias.

Fortalecer a NBCAL é fortalecer o que funciona

O Brasil possui uma ferramenta essencial para enfrentar esse problema: a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras, a NBCAL. Ela estabelece limites para a promoção comercial e a rotulagem de produtos que podem interferir na amamentação, incluindo a proibição da publicidade de fórmulas infantis, bicos, chupetas e mamadeiras, além de restrições para outros tipos de produtos.

Mas uma regra só protege quando é conhecida, fiscalizada e cumprida. Por isso, nós atuamos para fortalecer a NBCAL, monitorar irregularidades, encaminhar denúncias aos órgãos competentes e responsabilizar empresas por práticas enganosas e abusivas.

Entre nossas ações está o enfrentamento à chamada promoção cruzada, quando embalagens de fórmulas infantis e compostos lácteos são produzidas para parecer parte da mesma linha. A estratégia dificulta a diferenciação entre os produtos e pode induzir famílias a erro na hora da compra. Nós já acionamos judicialmente a Nestlé, a Danone e a Mead Johnson por práticas desse tipo.

Uma luta que também acontece no ambiente digital

Nossa luta chegou ao debate internacional. Em 2025, a Assembleia Mundial da Saúde (AMS) aprovou uma resolução para enfrentar o marketing digital de produtos que competem com a amamentação. A proposta foi apresentada pelo Brasil e pelo México e teve apoio de muitos outros países.

Nós, por meio da Comunidade de Prática América Latina e Caribe Nutrição e Saúde, a Colansa, e ao lado de organizações parceiras, como a Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar (IBFAN Brasil) contribuímos para a construção da proposta e para a mobilização dos países da região e do mundo. A aprovação foi uma vitória importante, mas agora é necessário transformar o compromisso internacional em regras, fiscalização e proteção concreta.

Proteger a amamentação é uma responsabilidade coletiva

Fortalecer o que funciona também é investir nos bancos de leite humano, nos serviços de saúde, na formação profissional, nas redes de apoio e em condições dignas para que as pessoas que desejam amamentar possam fazê-lo. Não basta dizer “amamente” quando faltam tempo, renda, acolhimento e proteção no trabalho.

Nesta Semana Mundial do Aleitamento Materno, nós reforçamos: proteger a amamentação é defender o direito à saúde, à informação e a um começo de vida saudável e sustentável.



Proteger a amamentação também é impedir que interesses comerciais falem mais alto que o direito à saúde.

É por isso que monitoramos empresas, denunciamos abusos e pressionamos pelo cumprimento da lei.

Ao se associar ao Idec, você fortalece essa atuação independente e ajuda a garantir que a proteção às famílias vá muito além do discurso.






DE OLHO NA INDÚSTRIA
Como a indústria travou alertas na publicidade

Uma investigação revela como a pressão empresarial e ações judiciais impediram que a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 24 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) entrasse em vigor. A norma exigiria alertas sanitários na publicidade de produtos com muito açúcar, sódio e gorduras. Dezesseis anos depois, nós seguimos sem essa proteção, enquanto o Idec defende regras públicas e fiscalização efetiva. O Joio e o Trigo


TENDÊNCIA SAUDÁVEL PELO MUNDO
Agroecologia alimenta saúde e futuro

A agroecologia conecta produção de comida de verdade, proteção ambiental e saúde pública. Ao valorizar a agricultura familiar, a biodiversidade e os saberes dos territórios, ela fortalece a segurança alimentar e nutricional e ajuda a construir sistemas alimentares mais saudáveis, sustentáveis e justos. EcoDebate


DIREITO À ALIMENTAÇÃO
Brasil avança no combate à fome

O Brasil segue fora do Mapa da Fome e reduziu a insegurança alimentar e nutricional grave ao menor nível da série histórica. A conquista mostra a importância de políticas públicas de renda, acesso à comida de verdade e fortalecimento da agricultura familiar. Mas ainda há desigualdades a enfrentar para garantir alimentação adequada a todas as pessoas. G1

Camila da Silva Pereira

Nutricionista - Mãe do Luiz Francisco – Mestranda em Alimentação e Nutrição pela Universidade Federal do Paraná – Especialista em Pediatria e Consultora de Amamentação – Membro da Rede IBFAN Brasil (Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar – International Baby Food Action Network) - @nutricamila

Fortalecer o que funciona é um chamado urgente para a proteção da amamentação. Desde 1999, a SMAM acontece no Brasil e, desde 2017, o Agosto Dourado marca o mês dedicado ao incentivo ao aleitamento materno. Ainda assim, as evidências mostram repetidamente que essa proteção segue falhando: a indústria desenvolve continuamente novas estratégias para lucrar com o desmame e transformar a vulnerabilidade das famílias em negócio.

Sem proteção efetiva contra o marketing abusivo de substitutos do leite materno, especialmente nos meios digitais, continuaremos repetindo o discurso que culpabiliza as mães e impedindo avanços essenciais para fortalecer o que realmente funciona: o cumprimento da NBCAL, nossa rede de Bancos de Leite Humano, a capacitação das equipes da atenção primária à saúde, a formação de profissionais de saúde livres de conflitos de interesse e, principalmente, uma sociedade que reconheça proteção, a promoção e o apoio à amamentação e ao acesso ao leite humano como políticas públicas fundamentais de alimentação, saúde, economia e desenvolvimento sustentável.

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O perfume delicado do morango

Pequeno, perfumado e fácil de combinar, o morango pode aparecer no café da manhã, nos lanches, nas sobremesas e até em preparações salgadas. Na hora da compra, vale observar se as frutas estão firmes, sem partes amassadas, manchas escuras ou sinais de mofo.

Como o morango é delicado, devemos lavá-lo apenas perto do momento do consumo. Para conservar, podemos mantê-lo seco na geladeira, em um recipiente forrado com papel absorvente. Também é possível retirar as folhas, higienizar, secar bem e congelar para usar depois em vitaminas, geleias e molhos.
A cremosidade da abóbora japonesa

Conhecida também como cabotiá, a abóbora japonesa tem casca verde-escura, polpa firme e sabor levemente adocicado. Podemos utilizá-la em sopas, purês, ensopados, refogados, assados, pães e recheios, aproveitando sua textura cremosa em preparações simples do cotidiano.

Quando está inteira, a abóbora pode ser mantida em um local seco, fresco e sem exposição ao sol. Depois de cortada, deve ser guardada na geladeira, bem protegida. Para congelar, podemos cozinhar a polpa e armazená-la em pedaços ou amassada, facilitando o preparo de futuras refeições.


Morangos também podem virar um pão caseiro cheio de sabor! Nesta receita, a fruta entra na massa e deixa o preparo macio, levemente adocicado e perfeito para acompanhar o café da manhã ou o lanche. Uma forma diferente e gostosa de aproveitar a fruta da estação.



Crocantes por fora e macios por dentro, os bolinhos de inhame são uma opção prática para o lanche ou como acompanhamento. A receita valoriza esse ingrediente da época e ajuda a variar os preparos do dia a dia.



Folhas que muitas vezes iriam para o descarte ganham sabor e leveza neste suflê. A receita incentiva o aproveitamento integral dos ingredientes e transforma folhas e talos em uma preparação simples para qualquer refeição.



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