quarta-feira, 17 de junho de 2026

⚽ Copa, figurinhas e publicidade: o que entra em campo?

 Quarta, 17 de junho de 2026

⚽ Copa, figurinhas e publicidade: o que entra em campo?


Cabeçalho | Tá na Mesa - Idec - Sua porção semanal de alimentação saudável e sustentável

Tem Copa, torcida, álbum de figurinhas e muita emoção no ar. Mas também vale olhar para quem está aproveitando esse momento para vender mais produtos ultraprocessados. Nesta edição, conversamos sobre como o futebol se transforma em uma poderosa vitrine de publicidade.

GIF animado - Destaque

Copa do Mundo 2026: quando o jogo também vira vitrine para ultraprocessados

A Copa do Mundo é um dos eventos mais aguardados do planeta. Ela mobiliza torcidas, cria memórias afetivas, movimenta economias e ocupa conversas em todos os cantos. Mas, junto com a paixão pelo futebol, também entra em campo uma disputa menos visível: a das marcas que querem associar seus produtos às emoções despertadas pelo futebol.

Nós acompanhamos com atenção como grandes eventos esportivos vêm sendo utilizados para promover produtos ultraprocessados por meio de campanhas publicitárias, patrocínios, influenciadores digitais e ações promocionais que associam consumo, diversão e pertencimento.

Quando a emoção vira estratégia de marketing

Não é novidade que marcas busquem se conectar às emoções das pessoas. A publicidade sabe que momentos de celebração coletiva geram lembranças duradouras e fortalecem vínculos com produtos e empresas.

Durante a Copa do Mundo, essa estratégia ganha ainda mais força. O futebol passa a representar amizade, família, alegria, identidade cultural e orgulho nacional. Nesse cenário, produtos ultraprocessados aparecem frequentemente associados à experiência de torcer, criando uma relação simbólica entre consumo e diversão.

O problema é que essa associação pode transmitir mensagens contraditórias. O desempenho esportivo de atletas profissionais está ligado a treinamento, descanso e alimentação adequada. Ainda assim, campanhas publicitárias continuam utilizando o universo esportivo para promover produtos que não fazem parte desse contexto.

Futebol, figurinhas e consumo

Nesta edição da Copa do Mundo FIFA 2026™, uma campanha promocional da Coca-Cola em parceria com a Panini chamou atenção ao vincular figurinhas exclusivas do álbum oficial da competição à compra de refrigerantes. Diante dessa estratégia, acionamos o Procon de Minas Gerais e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, questionando a prática e alertando para seus impactos sobre crianças e adolescentes.

A denúncia aponta que 14 figurinhas especiais da coleção só podem ser obtidas por meio da compra de garrafas participantes da promoção. Para nós, a estratégia configura venda casada, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor, além de associar o consumo de produtos ultraprocessados a uma experiência de forte apelo emocional ligada ao futebol, ao colecionismo e à exclusividade.

Completar um álbum de figurinhas faz parte da memória afetiva de muitas famílias brasileiras. Trocar figurinhas na escola, colecionar jogadores e acompanhar cada partida são experiências que atravessam gerações. Justamente por isso, campanhas que utilizam esse universo despertam sentimentos de pertencimento, diversão e identificação com o esporte.

Segundo a análise técnica da denúncia, os produtos envolvidos na promoção são classificados como ultraprocessados de acordo com a classificação Nova de alimentos, adotada pelo Guia Alimentar para a População Brasileira. Também foi avaliada a comunicação digital da campanha e foram identificadas mensagens que reforçam a necessidade de adquirir os refrigerantes para acessar as figurinhas especiais.

Mais do que uma ação promocional, o caso reacende um debate importante sobre os limites da publicidade associada a produtos ultraprocessados, especialmente quando ela alcança crianças e adolescentes. Ao conectar o desejo de completar uma coleção a produtos de consumo, campanhas como essa mostram como grandes eventos esportivos também podem se transformar em vitrines para estratégias de marketing que merecem atenção.

O que o Guia Alimentar nos ensina

O Guia Alimentar para a População Brasileira nos lembra que nossas escolhas alimentares não acontecem isoladamente. Elas são influenciadas por fatores sociais, culturais, econômicos e também pela publicidade.

Por isso, compreender como campanhas publicitárias utilizam símbolos culturais, ídolos esportivos e experiências afetivas é uma forma importante de fortalecer escolhas mais conscientes.

Nós acreditamos que o debate sobre alimentação saudável e sustentável também passa pela discussão dos ambientes alimentares e das estratégias de marketing que influenciam o consumo. Afinal, tão importante quanto o que colocamos no prato é entender quem está disputando nossa atenção fora dele.

Enquanto acompanhamos cada lance da Copa, vale a pena refletir: quais mensagens estão sendo transmitidas junto com o espetáculo esportivo? E como elas impactam nossas escolhas alimentares?

Enquanto acompanhamos cada lance da Copa, vale a pena olhar também para o que acontece fora das quatro linhas. Porque, quando futebol, publicidade e consumo entram em campo juntos, entender as estratégias por trás das campanhas também faz parte do jogo.

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PUBLICIDADE EM JOGO

🚨 Figurinhas da Copa e venda casada em debate

O Idec denunciou uma campanha que condiciona o acesso às figurinhas exclusivas do álbum da Copa à compra de refrigerantes. A discussão envolve direitos das pessoas consumidoras e os limites da publicidade associada a produtos ultraprocessados durante grandes eventos esportivos. O Joio e o Trigo

TENDÊNCIA SAUDÁVEL PELO MUNDO

🏫 A escola também ensina a comer

Restringir ultraprocessados nas escolas é importante, mas especialistas alertam que isso não basta. Garantir alimentação escolar de qualidade também exige investimento, planejamento e nutricionistas suficientes para acompanhar cardápios, compras e a execução das refeições oferecidas aos estudantes. O Estado de S.Paulo

POLÍTICAS QUE ALIMENTAM

🍽️ Brasil fora do Mapa da Fome: conquista que exige continuidade

Durante encontro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), lideranças destacaram a saída do Brasil do Mapa da Fome como um marco importante, mas reforçaram que o desafio está longe de acabar. O debate destacou a necessidade de fortalecer políticas públicas que garantam o acesso à alimentação adequada, saudável e sustentável para toda a população. Governo Federal

Cultura Alimentar
Cultura Alimentar

Paulo Henrique

Advogado do Idec especializado em Direito do Consumidor. Mestre e doutorando em Direito do Estado e Sociedade – @idecbr

Todo mundo que já comprou um álbum de figurinhas da Copa sabe que aquilo não é só papel, é pertencimento, é memória. É lidando com essa emoção que a campanha Coca-Cola e Panini busca vender bebidas açucaradas para crianças e adolescentes. A Copa do Mundo é um dos momentos de maior pressão consumista sobre crianças e adolescentes no Brasil. Quando uma campanha condiciona o acesso às figurinhas exclusivas à compra repetida de um refrigerante, ela não está apenas vendendo um produto, está explorando o desejo de pertencimento, o impulso colecionista e a hipervulnerabilidade de um público que ainda não tem capacidade plena de discernir estratégias de marketing. É por isso que denunciamos a Coca-Cola e a Panini à Secretaria Nacional do Consumidor (SENACON) e ao Procon: para que as autoridades reconheçam que publicidade abusiva e venda casada não têm exceção só porque estamos no clima de Copa. Proteger crianças e adolescentes de apelos comerciais desse tipo é obrigação constitucional, e também uma escolha política de saúde pública.

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Tá na Época
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O abacate vai muito além da vitamina

O abacate é uma fruta bastante versátil e pode ser consumido de diversas formas, tanto em preparações doces quanto salgadas. Cremoso e saboroso, ele combina com vitaminas, pastas, saladas e até molhos.

Para conservar melhor depois de aberto, uma dica é adicionar algumas gotas de limão sobre a polpa e armazenar em recipiente fechado na geladeira. Também é possível congelar a polpa amassada para usar posteriormente em diferentes receitas.

A cenoura que não pode faltar na cozinha

A cenoura está presente em diversas preparações do dia a dia, como saladas, refogados, sopas, bolos e assados. Seu sabor suave e sua versatilidade fazem dela um ingrediente fácil de incorporar às refeições.

Para aumentar sua durabilidade, armazene as cenouras inteiras e sem lavar na gaveta de legumes da geladeira. Também podem ser descascadas, cortadas em cubos e congeladas para facilitar o preparo de receitas ao longo da semana.

Caderno de Receita

Creme de abacate gelado
Cremoso, refrescante e fácil de preparar, o creme de abacate é uma ótima opção para dias mais quentes. A receita valoriza o sabor natural da fruta e pode ser servida como sobremesa ou lanche nutritivo.

 

Cozido nordestino
Com ingredientes frescos e muito sabor, o cozido nordestino reúne legumes, verduras e carnes em uma preparação tradicional que aquece e alimenta. Uma receita que valoriza a diversidade da culinária brasileira.

 

Rabada com agrião
Um clássico da culinária brasileira, a rabada com agrião combina sabores marcantes e ingredientes tradicionais. O agrião traz frescor ao prato e mostra como as verduras também podem brilhar em receitas robustas.

  

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