Terça, 3 de março de 2026
Mundo desinformado conduzido por pedófilo senil e um genocida
Pessoas transitam receosas pelas ruas do Oriente Médio, norte da África e mesmo das cidades no sul da Europa. Por que esta situação de medo e perigo?
Em primeiro lugar pela desinformação que se divulga pela imprensa e redes de convivência neste século. E qual a causa desta unanimidade? Todas têm os mesmos donos, os gestores de ativos que se formaram com a desregulação financeira da década de 1980, que se concluiu com a constituição da globalização, o decálogo denominado Consenso de Washington (1989). Consenso entre quem?
Entre estes gestores de ativos: BlackRock (US$ 11,5 trilhões), Vanguard (US$ 8,7 trilhões), Fidelity (US$ 4,2 trilhões), State Street (US$ 4 trilhões), Morgan Stanley (US$ 3,3 trilhões) e outros menos votados.
Ligue sua televisão, caro leitor: nos canais do Sistema Globo, da CNN, ou da Bandeirantes, todos darão as mesmas notícias e com as mesmas mentiras. Afinal o que varia são as percentagens: uns são 20% da BlackRock, 15% da Vanguard e 10% da Fidelity; outro tem 30% da State Street, 10% da BlackRock e 5% da Morgan Stanley e assim toda comunicação de massa.
E com este poder financeiro eles impõem a ideologia neoliberal. Em que consiste esta ideologia? Que a única ação verdadeiramente importante é a que transfere para os mais ricos o resultado do trabalho de todos os demais. Daí não se aprovar o 5 por 2, ou seja, na semana, você – empregado com carteira, MEI ou uber – irá trabalhar seis dias e, tendo sorte, folgar um dia.
Os ricos ficam mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. As escolas públicas são leiloadas e se transformam em privadas, ou seja, você não consegue colocar seu filho numa escola ou o coloca numa escola cívico-militar. Qual a diferença? Na escola pública você aprende, na cívico-militar você é doutrinado. Simples assim. E aí vai achar que um velho pedófilo possa estar declarando guerra para tirar da imprensa sua deformidade moral.
O que se vê nos dias de hoje no Oriente Médio? E por que no Oriente Médio?
Ora caro leitor, das dez maiores reservas de petróleo do mundo, reservas de petróleo, não de folhelhos betuminosos que não é a mesma coisa, seis se encontram no Oriente Médio e norte da África, uma na Rússia, outra na Nigéria (também já bombardeada pela dupla Trump-Netanyahu) e a 10ª no Cazaquistão, como se segue:
1) Venezuela (já agredida), 303 bilhões de barris de petróleo na faixa do Orinoco;
2) Arábia Saudita, 297 bilhões de barris de petróleo;
3) Irã, 209 bilhões de barris de petróleo;
4) Iraque, 150 bilhões de barris de petróleo;
5) Emirados Árabes Unidos, 113 bilhões de barris de petróleo;
6) Rússia, 103 bilhões de barris de petróleo;
7) Kuwait, 101 bilhões de barris de petróleo;
8) Líbia, 49 bilhões de barris de petróleo;
9) Nigéria, 37 bilhões de barris de petróleo; e
10) Cazaquistão, 30 bilhões de barris de petróleo.
Não se deixe enganar a respeito do petróleo, em 2025 os insumos energéticos mundiais estavam assim classificados pelas fontes:
1) Petróleo e Derivados (Fóssil): mantém a maior participação no total de energia primária, com a demanda crescendo em mercados emergentes.
2) Carvão (Fóssil): embora perca um pouco na geração elétrica para o conjunto das renováveis, continua sendo a fonte mais importante na Ásia.
3) Renováveis (Solar, Eólica, Hídrica): representam cerca de 40% da geração de baixo carbono e apresentaram crescimento em 2025.
4) Gás Natural (Fóssil): em princípio deveria estar somando ao petróleo e derivados, mas esta estatística é favorável às fontes renováveis, principalmente para a matriz elétrica.
5) Nuclear: apresenta estabilidade, com leve declínio em certas regiões, mas mantendo contribuição constante.
Se não fossem tão significativos os Estados Unidos da América (EUA) não estariam fazendo guerra ao mundo onde existem reservas comprovadas de petróleo, petróleo e gás natural, energia fóssil.
E quem ganha com as guerras?
Os de sempre, aqueles que fabricam e vendem armas e munições.
E quem perde? Também os de sempre; o povo que quer trabalhar e viver feliz seu dia a dia.
Não fosse a desinformação que acompanha o mundo ocidental desde a invenção do deus dos judeus, já estaríamos observando a imensa distância que separa a China de Xi Jin Ping dos EUA de Trump, da França de Macron, do Reino Unido da mais cruel e tirânica aristocracia da face da Terra, e do genocida Benjamin Netanyahu, assassino de palestinos.
A China tem um milhão de quilômetros quadrados a mais do que o Brasil e uma população que supera em mais de seis vezes a nossa. Apesar disso, lá não há analfabetos, não há moradores de rua, não há desempregados e produz bens da mais elevada tecnologia existente no Planeta. Mas a China não declara guerra a qualquer país; ao contrário, desenvolveu um sistema de cooperação internacional denominado Iniciativa do Cinturão e Rota que já celebrou Memorandos de Entendimentos com cerca de 149 países, em todos os continentes, totalizando, desde 2013, cerca de US$ 1 trilhão. Para 2026 estão previstos desenvolvimentos nas áreas digitais e da infraestrutura verde.
Mas estes fatos não estão nas telinhas das globos.
Enquanto a China cresce, a Ucrânia de Zelensky vai desaparecendo, a dupla genocida Trump-Netanyahu, em busca do petróleo e para apagar seus feitos inomináveis, vai ampliando a guerra que a jornalista Angela Carrato assim descreveu no artigo “Uma Reportagem Deplorável”: “O Conflito no Oriente Médio não corresponde à realidade dos fatos e esconde a atuação criminosa dos Estados Unidos e de Israel no ataque ao Irã, em meio a negociações que deveriam ter continuidade em Viena”.*
*Pedro Augusto Pinho é administrador aposentado e membro do Conselho Editorial do PÁTRIA LATINA.
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Artigo postado originalmente no dia 2 de março de 2026 no Pátria Latina.
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