“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

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 Sexta, 9 de outubro de 2026

Castro: "Reprimarização das exportações leva Brasil à nova dependência"



Sexta, 9 de outubro de 2026

Castro: "Reprimarização das exportações leva Brasil à nova dependência"

"Por não ter refinarias suficientes, país acaba exportando petróleo bruto e empregos"

Da AEPET
Publicado originalmente na AEPET em 08/10/2026
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Em virtude da reprimarização da pauta de exportações, o Brasil está vivendo uma "nova dependência": nossas vendas ao exterior estão concentradas em matérias-primas e produtos básicos como soja, minério e no petróleo cru, que acaba de superar a soja no topo da lista.

Para o presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB) José Augusto de Castro, este perfil não gera atividade econômica nem estimula o desenvolvimento tecnológico.

"No início do século, o déficit dos produtos manufaturados girava em torno de US$ 5 bilhões, hoje chega a US$ 71 bilhões (2025), fruto da desindustrialização", contabiliza, cobrando dos próximos governos uma política de comércio exterior "mais focada".

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Júri de Ceilândia condena homem a 83 anos de prisão por tentar matar companheira e filhos

Quinta, 8 de outubro de 2026

Imagem ilustrativa

Júri de Ceilândia condena homem a 83 anos de prisão por tentar matar companheira e filhos

Do TJDFT
por BEA — publicado 08/10/2026

O Tribunal do Júri de Ceilândia condenou, nessa quinta-feira, 8/10, o réu João Paulo de Oliveira Costa Pereira a pena de 83 anos, 8 meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado, por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira e por tentativa de homicídio contra os dois filhos do casal. 

Os jurados reconheceram as qualificadoras do emprego de meio cruel e emboscada no crime contra a mulher, além do uso de veneno e dissimulação nos crimes praticados contra as crianças. Para o Conselho de Sentença, ficou comprovado que o réu tentou matar a ex-companheira, em contexto de violência doméstica e familiar, e que o feminicídio não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade.

Assim se encara a ultradireita

Quinta, 8 de outubro de 2026

Assim se encara a ultradireita

Multidões saem às ruas e se engajam nas redes, desfazendo o mito de que é difícil mobilizar as maiorias. Bolsonarismo acena com corte radical nos serviços públicos, mas recua. Lula ainda resiste a reconquistar quem se decepcionou com governo

OutrasPalavras.                      Crise Brasileira
Publicado 08/10/2026


A centelha foi lançada em Niterói na segunda-feira (5/10), ainda na ressaca do resultado de domingo. Alguém propôs aos estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) tirar o nó na garganta gritando nas ruas contra as ameaças do “neo”-fascismo à democracia e à própria ideia de Brasil. Faltam registros escritos (oh, ditadura das imagens!), mas no vídeo uma voz feminina e jovem cumpre, em menos de um minuto, o que faltou a Lula 3, ao longo de quase quatro anos. Convida a lutar por uma pauta clara e popular: o fim da jornada 6×1, um orçamento digno para a Educação, “para o bandejão, para os nossos cursos”. Ressalta a submissão de Flávio a Trump. Conclui: “ser jovem é ser antifascista, é lutar pelo poder do povo”.

Sua mensagem mobiliza de imediato — e repercute. Na terça e quarta, milhares de estudantes tomam as ruas em Salvador (UFBA e Uneb) Recife (Universidades Rural e Federal, onde um incêndio suspeito consumiu um edifício e equipamentos valiosos, horas depois), Belém, Caxias-MA, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Goiânia, Santa Maria-RS, Vitória, para contar apenas as que estão documentadas nas redes da UNE e da Mídia Ninja.

Ontem (7/10), o rastilho parece ter se espalhado, por meio da ETEC-Heliópolis (em São Paulo), aos secundaristas. No mesmo dia, no Rio, uma manifestação gigante tomou a Avenida Rio Branco e desaguou na Cinelândia. Pode ter reunido 100 mil, um público que foi além dos estudantes. As iniciativas são tomadas de forma autônoma, por DCEs e Centros Acadêmicos, mas a diretoria da UNE tenta estabelecer um calendário que inclui, além de assembleias (até 9/10), panfletagens em terminais de ônibus e metrô, Universidade nos Bairros (17 e 18/10) e um dia nacional de manifestações articuladas (21 ou 23/10, a definir).

TJDFT confirma passe livre a acompanhante de criança em deslocamentos escolares

Quinta, 8 de outubro de 2026

Imagem ilustrativa

TJDFT confirma passe livre a acompanhante de criança em deslocamentos escolares

Do TJDFT
por ML — originalmente publicado 07/10/2026

A 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve liminar que garantiu gratuidade no transporte público a acompanhante de criança de 5 anos, beneficiária do Passe Livre Estudantil. A medida vale para os trajetos escolares feitos em conjunto.

A criança está matriculada na rede pública e mora a 1,5 km da escola, distância que supera o limite de 1 km previsto na lei distrital para a concessão do benefício. Segundo a autora, apesar de titular do passe, a Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade do DF não cadastra acompanhante, e a mãe paga diariamente a própria passagem para levar a filha, que não pode usar sozinha o transporte coletivo. A reclamação apresentada ao órgão não teve resposta que esclarecesse a situação.

Milícias, Faria Lima e governos: a zona cinza

Quinta 8 de outubro de 2026

Milícias, Faria Lima e governos: a zona cinza

Como o declínio dos serviços públicos abriu, na Itália e no Brasil, caminho para o controle do crime sobre os territórios. Por que o rentismo quase sempre abre as portas aos recursos ilícitos. Qual o papel de políticos como Flávio na trama

OutrasPalavras                    Crise Brasileira

Matéria originalmente postada no OUTRASPALAVRAS em 07/10/2026 às 18:39


A leitura dominante do crime organizado cai numa armadilha liberal e moralista: trata narcotráfico e milícias como desvios, anomalias do mercado, invasores que corrompem um Estado originalmente sadio. Essa leitura oculta o dado fundamental. O crime organizado territorial, em suas formas consolidadas, é fração do capital e tecnologia de gestão urbana e política.

Para situar a milicianização brasileira às vésperas de 2027, o paralelo com a Itália do fim do século XX é útil, desde que preciso. A lição italiana não é a de um político que entregou o Estado à máfia, mas a de um sistema político em colapso que normalizou uma contiguidade já existente entre capital legal e capital violento.

O fio condutor desta leitura é a obra de Roberto Saviano. Em Gomorra, os camorristas não chamam sua organização de máfia, mas de Sistema: o crime não é exceção à ordem econômica, é um de seus modos de funcionamento. A lógica do empresário criminoso e o pensamento dos chefões, escreve Saviano, coincidem com o neoliberalismo mais radical.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Meio século de terrorismo impune: um avião, uma bomba e 73 vidas perdidas

Quarta, 7 de outubro de 2026

Meio século de terrorismo impune: um avião, uma bomba e 73 vidas perdidas

6 de outubro de 2026

Embora o destino final da aeronave fosse a capital cubana, o voo incluiu escalas em Trinidad, Barbados e Jamaica . Dessa rota, os pilotos conseguiram pousar apenas em Porto de Espanha e Bridgetown, onde, pouco depois da decolagem para Kingston — às 17h24, horário local — para horror da tripulação e dos passageiros, uma bomba explodiu a 3.000 metros de altitude, acionando um alerta de emergência a bordo.

EMPRESÁRIO —Aliado de Flávio Bolsonaro, senador eleito por MT Mauro Mendes rejeita fim da 6×1 e defende jornadas de até 16 horas

Quarta, 7 de outubro0 de 2026

EMPRESÁRIO
Aliado de Flávio Bolsonaro, senador eleito por MT Mauro Mendes rejeita fim da 6×1 e defende jornadas de até 16 horas

Mauro Mendes (União Brasil) considera um absurdo que trabalhador brasileiro não possa trabalhar 11 horas direto

BRASIL DE FATO — São Paulo (SP)

Mauro Mendes, Flávio Bolsonaro e o suplente de senador Cidinho Santos (PP) | Crédito: Reprodução/Instagram/Mauro Mendes

O senador eleito por Mato Grosso Mauro Mendes (União Brasil) rejeitou nesta terça-feira (6) a proposta de redução da jornada de trabalho, com o fim da escala 6×1, defendendo que seja realizada uma maior flexibilização das leis trabalhistas no Brasil, o que favorece os empresários.

Para ele, a redução da jornada e o fim da escala 6×1 “podem ser muito ruins e graves para o país”.

“Eu, particularmente, defendo que o trabalhador no Brasil possa trabalhar como se trabalha nos Estados Unidos. Lá nos Estados Unidos nós temos milhares e milhares, centenas de milhares de brasileiros que fogem daqui, entram clandestinamente nos Estados Unidos para trabalhar 12, 14, 16 horas por dia”, afirmou Mendes.

MANASSÉS DE SOUSA APRESENTA SEU NOVO ÁLBUM NO CTJ HALL (Casa Thomas Jefferson)

Quarta, 7 de outubro de 2026

MANASSÉS DE SOUSA APRESENTA SEU NOVO ÁLBUM NO CTJ HALL

Considerado uma das maiores referências da música instrumental no Brasil e em grande parte do mundo, o violonista Manassés de Sousa sobe ao palco da Casa Thomas Jefferson na próxima sexta-feira, 9 de outubro, acompanhado por excelentes instrumentistas.

Dono de uma extensa carreira profissional, amplamente reconhecida no Brasil e no exterior, o arranjador, compositor, produtor musical e multi-instrumentista Manassés de Sousa se apresenta na próxima sexta-feira, sempre ladeado por músicos de excelência. O músico, incrível arquiteto de canções bem elaboradas, interpreta obras icônicas do repertório brasileiro e mundial, além de compartilhar algumas histórias que marcaram sua trajetória profissional. Na ocasião, o compositor vai apresentar um pouco de seu mais novo álbum.

terça-feira, 6 de outubro de 2026

VISIBILIDADE NEGRA —Ancestralidade e resistência dos povos de terreiro na educação são temas do terceiro episódio do podcast Vozes e Territórios

Terça, 6 de outubro de 2026

VISIBILIDADE NEGRA
Ancestralidade e resistência dos povos de terreiro na educação são temas do terceiro episódio do podcast Vozes e Territórios

A jornalista Maria Helena conversa sobre juventude, tradição e os desafios para levar esses temas para a Universidade

Brasil de Fato — Porto Alegre (RS)
6.out.2026 

Iyá Vera Soares conversa com a jornalista e educadora Maria Helena sobre juventude, educação e tradição de matriz africana | Crédito: Katia Marko

A jornalista e professora Maria Helena destacou a importância da ancestralidade, da resistência e da representatividade dos povos de terreiro na educação no terceiro episódio do podcast Igualdade e Cultura Negra – Vozes e Territórios. Apresentado por Iyá Vera Soares, o programa pode ser assistido nas quintas-feiras, 19h, no YouTube da TV Josimo, do Brasil de Fato RS e nacional e no Vida no Sul. O podcast também será exibido nas sextas-feiras, às 11h, na TV Mais.

Neste episódio, a convidada tratou sobre juventude, tradição de matriz africana, racismo e os desafios para levar esses conhecimentos às escolas e universidades.

Maria Helena destacou que o ensino sobre a visão de mundo da matriz africana a jovens se tornou parte de uma busca para combater o preconceito racial. Ela destacou que a educação sobre a matriz africana é também uma forma de resistência e de combate ao racismo.

FICOU DE FORA —Após ser acusado de forçar companheira a abortar, Guto Zacarias (Missão) não consegue se eleger em São Paulo

Terça, 6 de outubro de 2026

VIOLÊNCIA
Quem é Guto Zacarias, deputado do Missão (SP) acusado de coagir a ex-companheira a abortar

Deputado é neto de líder do movimento negro e quer disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados

BRASIL DE FATO — São Paulo (SP)

Guto Zacarias anunciou que é pré-candidato a deputado federal em 2026 | Crédito: Reprodução/Alesp

Nesta quinta-feira (2), o Brasil de Fato noticiou que o deputado estadual Guto Zacarias (Missão) é acusado de ter coagido sua ex-companheira a abortar em 2024. O parlamentar é um dos principais nomes do Movimento Brasil Livre (MBL) no estado de São Paulo.

Eleito deputado estadual em 2022, pelo União Brasil (UB), com 152 mil votos, Zacarias é neto de José Benedito Correia Leite, jornalista e importante intelectual que fundou a Frente Negra Brasileira em 1931.

Até o início deste ano, era vice-líder do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Presidiu a Frente Parlamentar em Apoio à Privatização da Sabesp.

REPRESENTAÇÃO —Keka Bagno será primeira mulher negra de esquerda na Câmara Legislativa do DF

Terça, 6 de outubro de 2026

REPRESENTAÇÃO
Keka Bagno será primeira mulher negra de esquerda na Câmara Legislativa do DF

Candidata do Psol foi eleita com 40.569 votos; quatro anos antes, havia disputado o Palácio do Buriti

Brasil de Fato — Brasília (DF)

Keka Bagno disputou o governo do DF em 2022, quando recebeu 13.613 votos | Crédito: Flavia Quirino/Brasil de Fato DF

Quatro anos depois de disputar o Governo do Distrito Federal (GDF), Keka Bagno (Psol-DF) foi eleita deputada distrital com 40.569 votos. Ela ficou em oitavo lugar entre os 24 eleitos para a Câmara Legislativa (CLDF) e assumirá o mandato em 2027.

A eleição leva para o Legislativo uma trajetória construída em movimentos sociais, no Conselho Tutelar e na defesa dos direitos humanos. Keka é assistente social, mestre em Políticas Públicas pela Universidade de Brasília (UnB), feminista, bissexual e se identifica como ecossocialista.

A atuação política começou ainda na universidade. Em 2008, participou das mobilizações estudantis da UnB em defesa da educação pública e, naquele período, iniciou a parceria política com Fábio Felix. Os dois seguiram caminhos próximos na defesa dos direitos humanos. Em 2026, após dois mandatos como deputado distrital, Felix foi eleito deputado federal pelo Psol com 224.224 votos, a maior para o cargo no Distrito Federal.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Löwy: Lula e a corrida pela virada

Segunda, 5 de outubro de 2026

Löwy: Lula e a corrida pela virada

1º turno derrotou as esquerdas. Pensador ecossocialista adverte: democracia está em risco e mesmo contraditório, Lula é a única opção para deter o “trem suicida” do fascismo. Freá-lo é ganhar tempo para a construção de outros horizontes políticos
Foto: Marcelo Elias/Gazeta do Povo
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Michael Löwy em entrevista a Thiago Gama

Michael Löwy respondeu por escrito às perguntas desta entrevista quatro dias antes do primeiro turno. Quando escreveu que precisamos ganhar tempo, ninguém sabia ainda como terminaria a noite de domingo. Terminou com Flávio Bolsonaro em 47,03% dos votos válidos, 56.104.503 eleitores, e Lula em 45,16%, 53.879.538. Pouco mais de dois milhões de votos separam um do outro, e três semanas separam o país do dia 25 de outubro. No Congresso que toma posse em 2027, o PL terá a maior bancada que uma única legenda já teve desde 1988, com 121 deputados, e elegeu dezenove senadores de uma vez. A federação PSOL/Rede ficou a 185 votos de cumprir a cláusula de barreira no Espírito Santo, 1,49% onde precisava de 1,5%, e perdeu o fundo partidário e o tempo de televisão. Com ela caíram o PDT, o Avante, o Solidariedade. Dos dez partidos e federações que passaram a cláusula, um só é de esquerda.

O que fazer? —Esquerda deve ocupar seu lugar e falar seu nome claramente, diz Safatle sobre 2º turno

Segunda, 5 de outubro de 2026

O QUE FAZER
Esquerda deve ocupar seu lugar e falar seu nome claramente, diz Safatle sobre 2º turno

Filófoso analisou resultados eleitorais e disse ao BdF que PT terá que fazer 'o maior trabalho político da história'

Brasil de Fato — São Paulo (SP)
Publicado originalmente no BdF de 4.out.2026 — 20h51
José Eduardo Bernardes

Vladimir SafatleO filósofo Vladimir Safatle | Crédito: Arquivo pessoal

Na campanha do segundo turno presidencial, a esquerda deve “ocupar seu lugar e falar seu nome claramente”. Essa é a opinião do filósofo Vladimir Safatle, que reagiu aos resultados do primeiro turno das eleições presidenciais neste domingo (4) que colocam Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para definir a disputa no dia 25 de outubro.
Em conversa com o Brasil de Fato, Safatle afirmou que, até o segundo turno, o Partido dos Trabalhadores deverá fazer “o maior trabalho político da história brasileira” para virar a eleição. “[É um] trabalho que vai decidir profundamente o que vai ser esse país nos próximos dez, 15 anos. Porque, se o Flávio Bolsonaro realmente ganhar, isso não será um projeto de quatro anos”, explica.

Entre 2018 e 2022, afirmou o filófoso, foram as instituições que barraram os avanços da extrema direita no Brasil, como o Supremo Tribunal Federal e até o Congresso. Mas, para Safatle, “a gente não tem mais certeza nenhuma de institucionalidade democrática que possa suportar um governo Bolsonaro”.

“Não vai ter mais o sistema de contenção que o primeiro governo Bolsonaro teve. Quando o fascismo volta, como a gente está vendo com Trump, ele volta com muito mais força, muito mais força de destruição. Ele sabe muito bem onde estão os campos de resistência e ele trabalha nesse sentido”, completo

Ao analisar este terceiro mandato do presidente Lula, Safatle explicou que “a política foi para os extremos, só que o Brasil só tem um extremo, que é a extrema direita”.

“Não dá para a esquerda fazer esse papel mais. A esquerda tem que ocupar o seu lugar, tem que falar o seu nome claramente”, completa.

O filósofo faz uma relação importante sobre as recentes vitórias da esquerda no mundo e cita especificamente dois locais emblemáticos: Nova York, com a vitória de Zohran Mamdani, e a recente conquista do partido Die Linke, na prefeitura de Berlim, na Alemanha.

“O que os Socialistas Democráticos da América nos ensinam em Nova York? Eles apresentaram pautas substantivas, congelamento de aluguel. Nunca no Brasil uma prefeitura de esquerda fez congelamento de aluguel, e ele [Mamdani] fez em Nova York”.

Editado por: Lucas Estanislau

Editado por: Lucas Estanislau

VITÓRIA FEMININA —Erika Hilton é reeleita com quase 1,6 milhão de votos e se torna a mulher mais votada da história para a Câmara

Segunda, 5 de outubro de 2026

VITÓRIA FEMININA
Erika Hilton é reeleita com quase 1,6 milhão de votos e se torna a mulher mais votada da história para a Câmara

Deputada do Psol teve 1,59 milhão de votos, segunda maior votação do país, no mesmo dia em que recebeu ameaça de morte

Brasil de Fato — SÃO PAULO (SP)
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Matéria originalmente postada no BdF (SP) em 4.OUT.2026 - 22h32
A deputada federal Erika Hilton (Psol | Crédito: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Erika Hilton (Psol) foi reeleita deputada federal por São Paulo neste domingo (4) com 1.596.383 votos e se tornou a mulher mais votada da história para a Câmara dos Deputados. Com 99,99% das urnas apuradas, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ela teve a segunda maior votação do país, ficando atrás apenas de Lucas Pavanato (PL), também de São Paulo, que somou 3.038.271 votos.

A marca supera a de Joice Hasselmann, eleita em 2018 com 1.078.666 votos. Hilton também multiplicou por mais de seis o resultado que teve em 2022, quando recebeu 256.903 votos.

Entre as mulheres, a nível nacional, aparecem em seguida Sâmia Bomfim (Psol-SP), com 583.048 votos, e Julia Zanatta (PL-SC), com 560.223.

HISTÓRICO —Fábio Félix é eleito deputado federal mais votado do Distrito Federal nas eleições de 2026

Segunda, 5 de outubro de 2026

HISTÓRICO
Fábio Félix é eleito deputado federal mais votado do Distrito Federal nas eleições de 2026

Deputado distrital do Psol soma 222 mil votos e deixa a Câmara Legislativa para assumir uma cadeira no Congresso

BRASIL DE FATO — Brasília (DF)
A texto original deste artigo foi postado no BdF (DF) em 4.out.2026 - 20:00

Deputado distrital Fábio Félix no ato final de sua campanha pela Câmara Federal, em 27 de setembro | Crédito: Vitor Jr. / @vitorbrjr

O deputado distrital Fábio Félix (Psol), que exerceu dois mandatos na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), deixa a Casa para ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Com mais de 99% das urnas apuradas, ele é o candidato mais votado para deputado federal no DF, com 223 mil votos, quase o dobro da votação do segundo colocado, Rafael Prudente (MDB), que soma 118 mil votos.

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Observação do Blog Gama Livre: Já com 100% dos votos apurados, Fábio Félix (PSOL) continua como sendo o mais votado, agora com 224.224 votos (13,41) do total dos votos. Rafael Prudente (MDB) agora alcançou 119.427 dos votos, o que significa 7,14 do total dos votos. 
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“Essa é uma vitória histórica que prova que a população do DF quer ser representada por parlamentares independentes, que tenham coragem de enfrentar grandes interesses em defesa da classe trabalhadora e de grupos vulneráveis, como as mulheres e as pessoas LGBTI+”, declarou o deputado federal eleito.

domingo, 4 de outubro de 2026

Quem controla o sistema de transporte do DF, e para quem?

Domingo, 4 de outubro de 2026


O Observatório das Metrópoles é um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), sediado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que trabalha de forma sistemática e articulada sobre os desafios metropolitanos colocados ao desenvolvimento nacional. Atualmente organizado em 21 núcleos pelo Brasil, o Observatório das Metrópoles tem como um dos eixos centrais a incidência no debate público de forma a contribuir para a democratização do conhecimento, sempre de forma articulada à excelência acadêmica e ao compromisso com o desenvolvimento econômico e social do país.

Quem controla o sistema de transporte do DF, e para quem?

BRASIL DE FATO — Brasília (DF)
Matéria originalmente postada no BdF de 2.out.2026

Metrô-DF atende diariamente cerca de 170 mil passageiros | Crédito: Renato Araújo/Agência Brasília
Quanto à qualidade do transporte público, em 2026 o sucateamento do metrô ficou mais evidente com interrupções no serviço e redução na frota
Diferentemente do que ocorre na disputa à Presidência da República, nas eleições para o Governo do Distrito Federal (GDF) a mobilidade urbana tem se destacado nos debates e nas campanhas dos candidatos. Em um território caracterizado pelo histórico espraiamento urbano, pelos constantes aumentos de tarifas de ônibus e pela priorização do deslocamento rodoviário, não são poucas as críticas possíveis ao modelo de organização vigente.

Nesse sentido, um questionamento surge em meio aos problemas diários enfrentados pela população e às promessas de campanha: quem controla o sistema de transporte do DF, e em benefício de quem?

Eleições: A ameaça invisível das big techs

Domingo, 4 de outubro de 2026

Eleições: A ameaça invisível das big techs

A um passo das urnas, resta um ponto cego: qual será o papel das redes sociais, turbinadas por IA? Corporações têm meios técnicos para desviar votos manipulando os medos e desejos de cada eleitor. Para impedi-las, é preciso ação política. Haverá?

Por Reynaldo Aragon e Eden Cardim* | Arte: Claudius Ceccon

A Eleição Invisível

A eleição brasileira de 2026 já começou — e ela não está acontecendo no território físico, mas no território cognitivo. Enquanto o debate público olha para pesquisas, candidatos e alianças partidárias, a disputa real se desenrola em outra camada da realidade: a arquitetura invisível das plataformas digitais, onde algoritmos e capital privado constroem aquilo que chamo de gerrymandering digital. Trata-se de uma técnica sofisticada, capaz de reorganizar o eleitorado não por regiões geográficas, como no gerrymandering clássico, mas por regiões emocionais, grupos de comportamento, padrões de vulnerabilidade psicológica e tendências de engajamento afetivo. Em vez de redesenhar distritos no mapa, as plataformas redesenham o mapa mental do país.

O funcionamento é simples e brutal. Cada pessoa, ao interagir nas redes, deixa um rastro contínuo de sinais: medos, crenças, preferências, horários de maior fragilidade, temas que provocam raiva, conteúdos que geram prazer imediato, assuntos que disparam indignação moral. Esses sinais são processados por algoritmos que segmentam milhões de indivíduos em distritos cognitivos, grupos invisíveis definidos não pela rua onde moram, mas pelo perfil emocional que apresentam. Assim, uma pessoa que engaja com vídeos de violência urbana, notícias policialescas e conteúdos religiosos tende a ser colocada em um distrito mental do medo. Esse distrito recebe, de maneira sistemática, um fluxo contínuo de mensagens sobre “caos”, “invasões”, “corrupção das instituições”, “guerra cultural” e “necessidade de força”. O objetivo não é informá-la — é manter seu estado emocional ativado para direcionar sua percepção política.