“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."
(Millôr Fernandes)
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Suspeito —PT, PV, Rede, PCdoB e PDT protocolam pedido de afastamento do governador Ibaneis Rocha no STJ
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Por que a bolha de IA precisa estourar
Por que a bolha de IA precisa estourar
A nova tecnologia vista pelo prisma da luta de classes. Como ferramentas potencialmente úteis são usadas para destruir empregos e serviços – e concentrar riquezas. Por que o colapso aproxima-se. Será possível salvar algo dos destroços?

Por Cory Doctorow | Tradução: Antonio Martins
Sou escritor de ficção científica, o que significa que meu trabalho é criar parábolas futuristas sobre nossos arranjos tecnológicos atuais para questionar não apenas o que um dispositivo faz, mas para quem ele o faz e a quem ele se destina.
O que não faço é prever o futuro. Ninguém consegue prever o futuro, o que é bom, pois se o futuro fosse previsível, isso significaria que não podemos mudá-lo. Nem todos entendem a distinção. Pensam que os escritores de ficção científica são oráculos. Até mesmo alguns dos meus colegas vivem na ilusão de que podemos “ver o futuro”.
Além disso, há fãs de ficção científica que acreditam estar lendo o futuro. Parte dessas pessoas parece ter se tornado fanáticos por IA. Não param de falar sobre o dia em que sua engenhosa máquina de autocompletar vai despertar e nos transformar em clipes de papel , o que levou muitos jornalistas e organizadores de conferências confusos a tentarem me fazer comentar sobre o futuro da IA.
Gama: MPDFT obtém prisão preventiva de homem acusado de matar a própria mãe
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
O futuro que aguarda a civilização do homo sapiens
Segunda, 26 de janeiro de 2026
O futuro que aguarda a civilização do homo sapiens
“O que fazer diante de sociedades cada vez mais injustas, racistas e autoritárias? O que fazer num mundo em que as crueldades humanas são exibidas em meio a uma repugnante impunidade pública? O que fazer face à “ordem” internacional selvagem em que a brutalidade da força é a única lei que prevalece? É uma época em que os Estados, tal como as aves Fênix da mitologia grega, erguem-se novamente dos escombros dos mercados globais enfraquecidos e lançam-se, como leviatãs geopolíticos enfurecidos, uns contra os outros em guerras tarifárias, invasões e chantagem. Mas são também esses Estados, essas “bestas magníficas” (Foucault), que centralizam a riqueza comum, as conquistas coletivas e os direitos de todos; então hoje eles são essenciais para sobreviver como sociedades. E, claro, apoiar novos direitos e justiça social emergentes das próximas lutas coletivas” (Álvaro Garcia Linera, vice-presidente da Bolívia (2006-2019), ¿Qué hacer? Telesur, 25/1/2026).
Duas mentes brilhantes, o diplomata José Maurício de Figueiredo Bustani (1945) e o economista Paulo Nogueira Batista Junior (1955) defenderam em artigo recente – “Se queres a paz, prepara-te para guerra”, Viomundo, 22/1/2016 – a necessidade de o Brasil se preparar para a inevitável guerra, onde serão amplamente usados armamentos nucleares e recursos digitais não tripuláveis, para defesa e para ataque. E concluem com a menção de Tucídides sobre a Guerra do Peloponeso: o clássico confronto de valores (o liberalismo) com o realismo no campo das relações internacionais: “Temos de nos opor a um novo diálogo de Melos”.
domingo, 25 de janeiro de 2026
Igrejas evangélicas —R$ 1,5 mi em desvios: quem são os pastores suspeitos de ter ligação com a fraude no INSS
Brasil de Fato — Brasília DF)
sábado, 24 de janeiro de 2026
Assim os rentistas dissolvem a democracia
Quando os loucos conduzem os cegos
Sábado, 24 de janeiro de 2026
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Crime de ódio —No mês de combate à intolerância religiosa, terreiro no DF é apedrejado. O terreiro é localizado no Gama
Especialistas dissecam ação dos EUA na Venezuela

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Leonel de Moura Brizola, o brasileiro patriota derrotado pelos entreguistas.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Em Davos, império, arrogância e… declínio
OutrasPalavras Crise Civilizatória
Por Mariana Mazzucato
Por Mariana Mazzucato | Tradução: Antonio Martins
Enquanto o Fórum Econômico Mundial (FEM) se reúne em Davos sob o lema “Um Espírito de Diálogo”, os Estados Unidos assumiram o controle da infraestrutura petrolífera da Venezuela, instalando o que o presidente Donald Trump chama de administração norte-americana “indefinida” das reservas de petróleo do país, ao mesmo tempo que chantageiam países europeus com sua exigência pela Groenlândia. A desconexão entre o apelo do FEM ao diálogo e a agressão unilateral norte-americana é, no mínimo, chocante.
A intervenção dos EUA na América Latina pode estar assumindo novas formas, mas a apropriação da infraestrutura petrolífera ecoa antigas apropriações de recursos. Enquanto os participantes de Davos analisam as nuances do “capitalismo de partes interessadas” [stakeholder capitalism], as antigas regras da política de poder e da extração de recursos estão sendo ativadas novamente.
Em 2019, o historiador holandês Rutger Bregman desvendou o espetáculo de Davos com precisão cirúrgica: “Impostos, impostos, impostos. Todo o resto é conversa fiada.” Com essas nove palavras, ele expôs o abismo entre a retórica e a realidade, entre a linguagem da prosperidade compartilhada e a prática da concentração de riqueza.
Falta de médicos no Hospital Veterinário Público do DF impacta atendimento a animais abandonados e famílias vulneráveis
Do Brasil de Fato — Brasília (DF)
Racismo, discurso de ódio e extrema direita: por que os terreiros lutam e não recuam
Encruzilhadas exigem posições em diálogo com as lutas históricas por democracia, direitos e políticas públicas
21.jan.2026 -
Francisco Nonato do Nascimento Filho
Povos de terreiro conquistaram políticas públicas no Brasil no último período| Crédito: Freepik
A luta e a presença ancestral de Mãe Gilda de Ogum constituem fundamento necessário que impulsiona, em todo o país, iniciativas voltadas ao fortalecimento dos coletivos de terreiro e à incidência institucional, com o objetivo de garantir a promoção de políticas públicas específicas de enfrentamento ao racismo religioso. Dados sistematizados em 2025 indicam que 80% dos terreiros no país já sofreram algum episódio de racismo religioso, violência física ou material.
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
IA: A China tem outro projeto
Portal do MPDFT orienta pais sobre como identificar e enfrentar a violência infantil
Terça, 20 de janeiro de 2026
Portal do MPDFT orienta pais sobre como identificar e enfrentar a violência infantil
Plataforma reúne informações sobre identificação da violência, denúncia e fortalecimento dos vínculos familiares
Pais de crianças e adolescentes podem contar com uma nova ferramenta com informações para identificar sinais de violência, saber como agir e conhecer a rede de proteção. O Portal Criança e Adolescente, lançado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), em dezembro de 2025, foi criado para fortalecer a garantia de direitos.
A plataforma apresenta mudanças de comportamento que podem indicar situações de risco e orienta sobre as providências a serem adotadas. A denúncia é garantida por lei, e todos os canais oficiais asseguram o sigilo. Ao denunciar, o responsável aciona uma rede integrada que atua na proteção da criança, do adolescente e da família. Pelo portal, também é possível consultar o fluxo simplificado desse atendimento.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
A espantosa vitória da desigualdade
Brasil: a Defesa necessária contra Trump
SEGUNDA, 19 DE JANEIRO DE 2026
Brasil: a Defesa necessária contra Trump
A guerra chegou à América do Sul. Mas Forças Armadas brasileiras estão concebidas como extensão do Pentágono. Transformá-las, preparando-as à defesa da soberania e livrando-as do combate ao “inimigo interno”, precisa estar na agenda nacional
Publicado 16/01/2026 às 18:03 - Atualizado 16/01/2026 às 18:31
A capacidade militar do Brasil, desde a Segunda Guerra Mundial, é concebida como extensão do poderio do Pentágono. Uma nova conflagração generalizada se desenha e, seja qual for o seu desenrolar, obedecendo ou contrariando Washington, seremos afetados.
Se, na melhor hipótese, forem usadas armas convencionais a carnificina se prolongará por tempo indeterminável. Na pior, armas nucleares encurtarão a guerra e o resultado será inimaginável.
Nas últimas décadas, orientações de nossa Defesa Nacional (DN) foram reescritas sem novidades substantivas. Consistem em generalidades e truísmos sobre o quadro geopolítico acompanhadas de proposições rotineiras das Forças Armadas.
Esses documentos mostram a DN como matéria da alçada militar. Revelam que as armas mais complexas são importadas e o desenvolvimento de tecnologia própria não acompanha o ritmo frenético dos grandes atores internacionais. Parcerias tradicionais são preservadas. As fileiras estão prontas para preservar a Lei e a Ordem e cumprir múltiplas funções. Finalmente, concluem que a DN estaria melhor, não fosse a avareza do Estado.
sábado, 17 de janeiro de 2026
A política externa do império: projeção e produto de sua história
Por Roberto Amaral *
Nada do que estamos assistindo é estranho à história da formação da sociedade estadunidense, marcada pela violência da colonização, que é a semente de suas relações com o mundo, dos tempos ingleses e espanhóis dos primeiros aventureiros até aqui: animus de beligerância à beira da barbárie sem descanso, que, aos olhos da humanidade de hoje, apenas se aprofunda, pragmaticamente desapartada de limites éticos ou de cuidados semânticos, aposentado o vencido cinismo liberal do discurso “politicamente correto”.
O big stick permanece a postos; variável é tão-só a fala.
O far west não é um só momento da saga dos pioneiros. É uma ideologia de expansão e domínio. É o direito (ou a força que se transforma em direito) que se legitima pela efetividade. Ou, para usar termos mais amenos, que se efetiva pela sua naturalização. Frantz Fanon já nos falou sobre a alienação do colonizado, reproduzindo como seus os interesses do colonizador. Há pouco nos foi dado conhecer as incursões mais ou menos bem-sucedidas de políticos brasileiros de extrema-direita obrando junto à Casa Branca contra interesses nacionais. Igualmente são públicas as tratativas de plantadores de soja e exportadores de carne negociando, em nosso nome, em Washington, o tarifaço de Trump.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
A Pax Americana: o império sem máscara
ESTADO FEDERADO E UNITÁRIO. VARGAS E LULA. DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
O Irã que você não vê
O Irã que você não vê
Multidões tomam as ruas para apoiar governo que resiste à ameaça de Trump. Livro revela, em profundidade, riquezas, impasses e desafios de um país que se orgulha de cultura singular, da história que a constituiu e de sua autonomia preservada
Publicado no OUTRASPALAVRAS 13/01/2026 às 18:43 - Atualizado 13/01/2026 às 19:08

Por Natalia Maia Calfat
MAIS:
O texto que você lerá após a apresentação é o prefácio de
Por dentro do Irã, de Media Benjamin
Uma publicação da Autonomia Literária, parceira editorial de Outras Palavas

De súbito, fez-se o silêncio. Desde 28 de dezembro, os jornais do Ocidente reportavam, com entusiasmo e expectativa crescentes, a onda de protestos que ganhava corpo no Irã. A radicalização de alguns deles, que resultou em queima de mesquitas, cinemas e centros comerciais, foi vista como um prenúncio. Um regime que, apesar de suas contradições, desafiou por cinco décadas o supremacismo orgulhoso do Ocidente, aparentava estar nas cordas. Mas a partir desta segunda-feira (12/1) a crescente euforia deu lugar ao ocultamento.

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