Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

terça-feira, 5 de maio de 2026

VIOLÊNCIA DE GÊNERO —Sindicatos repudiam agressão de senador contra técnica de enfermagem no DF


Terça, 6 de maio de 2026

VIOLÊNCIA DE GÊNERO
Sindicatos repudiam agressão de senador contra técnica de enfermagem no DF

Entidades denunciam violência durante atendimento hospitalar e cobram apuração rigorosa do caso no STF

Brasil de Fato — Brasília (DF)

Senador Magno Malta é acusado de agredir enfermeira | Crédito: Andressa Anholete/Agência Senado

Entidades representativas da enfermagem no Distrito Federal manifestaram repúdio contra o senador Magno Malta (PL-ES), acusado de agredir física e verbalmente uma técnica de enfermagem no Hospital DF Star, em Brasília. O episódio teria ocorrido na última quinta-feira (30), quando o parlamentar estava internado após sofrer um mal súbito. Segundo a denúncia, Malta teria desferido um tapa no rosto da profissional e a chamado de “imunda” e “incompetente” durante um procedimento.

A agressão teria acontecido durante um exame de angiotomografia, após um problema com a aplicação do contraste no braço do senador. Em depoimento à Polícia Civil, a técnica relatou que, ao tentar realizar a compressão necessária no local para minimizar o hematoma, o parlamentar reagiu com violência física. O caso foi registrado na delegacia da Asa Sul e encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido à prerrogativa de foro do senador.

Em sua defesa, Magno Malta nega qualquer agressão e afirma ser vítima de uma tentativa de destruição de sua reputação por motivos políticos. Por meio de seus advogados, o senador declarou que sua reação foi um reflexo instintivo ao sofrimento físico e à dor causada por um suposto erro da profissional. Malta chegou a registrar um boletim de ocorrência contra a técnica e afirmou que renunciará ao mandato caso imagens de segurança comprovem a agressão.

Por que precisamos de Raimundo Pereira



Terça, 5 de maio de 2026

Por que precisamos de Raimundo Pereira

Seus jornais vibraram com as lutas políticas e culturais que questionaram o Brasil nos anos 70, até derrotar a ditadura. O eco de suas criações estará presente quando o país perceber que deve resgatar o jornalismo. Em textos, três vivas ao seu legado


OUTRASPALAVRAS
Por Antonio Martins                 História e Memória

Publicado originalmente no OUTRASPALAVRAS DE 04/05/2026

Jornalista Raimundo Rodrigues Pereira morreu em 2 de maio, aos 85 anos | Crédito: Reprodução/Memorial da Resistência


MAIS
Leia também o obituário escrito Leandro Saraiva e a apresentação de uma biografia, por Carlos Azevedo

Em 1971, aos 30 anos, Raimundo Pereira coordenou a edição épica da revista Realidade sobre a Amazônia. Eram tempos de fartura e paixão. Uma equipe de 12 jornalistas e fotógrafos brilhantes instalou-se na região por 6 meses, percorreu 148 mil quilômetros e produziu (depois de mais três meses de edição) 328 páginas legendárias. Levaram o Esso, então o prêmio mais importante e disputado na imprensa, e são até hoje objeto de estudo obrigatório nos cursos de jornalismo. Foi por meio delas (e dos 300 mil exemplares vendidos, num país de população 2,5 vezes menor que a atual) que, por exemplo, os Yanomami tornaram-se um assunto do debate nacional.

Três décadas depois, Raimundo comandava, numa sala na Rua Fidalga, zona oeste de São Paulo, a revista Reportagem — de escassa visibilidade e notável empolgação. Temas contemporâneos cruciais, como a perda de soberania energética ou o entrelaçamento do Minha Casa, Minha Vida com a especulação imobiliária, foram tratados pioneiramente lá, relata Leandro Saraiva. O trabalho diário de pesquisa era aberto, entre as 6h e as 10h, com uma prática denominada “desmonte do jornal burguês”, que não é possível descrever neste espaço. Mas apesar da ambição invicta, a equipe fixa do projeto era formada basicamente por estagiários. As tiragens eram exíguas; as agruras financeiras, constantes.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

ENTREVISTA ‘As pessoas têm mais medo da mudança do que da mudança do clima’, diz Ana Toni

Segunda, 4 de maio de 2026


ENTREVISTA
‘As pessoas têm mais medo da mudança do que da mudança do clima’, diz Ana Toni

CEO da COP30 diz que debate sobre fim dos combustíveis fósseis gera insegurança, mas guerra trouxe urgência ao assunto

4 de maio de 2026
   
A Primeira Conferência para a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, que ocorreu no fim de abril em Santa Marta, na Colômbia, deu início a um processo de discussões que pode ajudar a amadurecer, enfim, os esforços para acelerar a transição energética no mundo.

A opinião é da economista Ana Toni, diretora-executiva da 30ª Conferência do Clima da ONU, a COP30, que conversou com a Agência Pública ao final do encontro histórico na cidade caribenha. Pela primeira vez desde o início das negociações climáticas globais, há mais de 30 anos, um grupo de países se reuniu para tentar enfrentar a principal causa do aquecimento global – o uso desenfreado de carvão, petróleo e gás natural.

Após uma tentativa frustrada de avançar sobre esse tema na COP30, em Belém — oficialmente as COPs são o espaço formal onde os quase 200 países signatários da Convenção do Clima da ONU buscam tomar decisões coletivas e globais para o combate às mudanças climáticas —, a reunião na Colômbia foi proposta como uma forma de discutir o assunto com mais liberdade e franqueza. Sem as amarras de um processo negociador, representantes de quase 60 países se encontraram dispostos a lidar com a questão de forma mais pragmática.

O futuro das cidades, segundo Milton Santos

Segunda, 4 de maio de 2026

O futuro das cidades, segundo Milton Santos

Pensador brasileiro, que revolucionou a Geografia a partir do Sul global e propôs uma outra globalização, faria cem anos. Como suas ideias ajudam a compreender os desafios urbanos de hoje, os impactos da Era Digital nos territórios e as insurgências que brotam das periferias?

OUTRASPALAVRAS                
  OUTRAS CIDADES
Publicado 03/05/2026

Foto: Claudio Rossi / Abril Comunicações S.A. 

Thiago Adriano Machado em entrevista a Rôney Rodrigues e Raíssa Araújo Pacheco

Nas cidades abaixo da linha do Equador, há uma “fome de outra coisa”. O geógrafo Milton Santos, que faria cem anos neste 3 de maio, não cansava de sugerir isso. Afinal, a humanidade hoje se reúne em poucos lugares — consequência direta de um processo de urbanização no Sul global que foi um turbilhão: revolução industrial, demográfica, urbana, democrático-institucional, comportamental, tudo junto e misturado. Desse choque nasceu um fenômeno inédito na história, uma “mistura extraordinária de povos, raças, cheiros, gostos”, como já disse o pensador brasileiro, numa escala nunca antes vista. E essa aglomeração, longe de ser mero aspecto demográfico, exerce papel extraordinário na cultura e na produção de ideias. “O que temos de forte na América Latina é a ideia de futuro”, afirmou. Não o futuro como promessa vazia, mas como matéria-prima do pensamento, acreditava ele.

Num país de feridas abertas da escravidão, eis um pensador negro e nordestino que, como poucos, revolucionou um campo de estudos atravessando fronteiras — entre países, disciplinas e, não raro, pagando o preço. “Como intelectual, eu tenho que me habituar a estar sozinho. Não tenho que me preocupar com quem me acompanha. Não é próprio de um intelectual se preocupar se tem apoio ou não. São a produção das ideias, a coragem de defendê-las até o fim”, afirmou Milton Santos, que faria cem anos neste 3 de maio, em entrevista ao Roda Viva de 1997.

REAÇÃO—Irã divulga mapa com nova zona de controle do Estreito de Ormuz após Trump anunciar operação militar para travessia de navios

Segunda, 4 de maio de 2026

REAÇÃO
Irã divulga mapa com nova zona de controle do Estreito de Ormuz após Trump anunciar operação militar para travessia de navios

Teerã alertou que interferência dos EUA seria violação de cessar-fogo e que militares serão atacados

Brasil de Fato — São Paulo (SP)
4.maio.2026

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou uma nova zona de controle marítimo no Estreito de Ormuz | Crédito: Divulgação/Guarda Revolucionária do Irã

O governo do Irã anunciou, nesta segunda-feira (4), a criação de uma nova zona de controle marítimo no Estreito de Ormuz em resposta à operação militar dos Estados Unidos para escoltar navios na região. A medida foi divulgada pela Guarda Revolucionária Islâmica, que classificou a iniciativa como parte do gerenciamento da segurança da região.

Segundo comunicado oficial iraniano, a nova área de “controle inteligente” abrange pontos estratégicos entre o território do país e a costa dos Emirados Árabes Unidos, ampliando a capacidade de monitoramento e intervenção das Forças Armadas iranianas sobre a passagem.

No domingo (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o início do “Projeto Liberdade”, operação que prevê a escolta de embarcações no Estreito de Ormuz a partir desta segunda. Segundo Washington, a ação contará com cerca de 15 mil militares, mais de 100 aeronaves e navios de guerra.

domingo, 3 de maio de 2026

Milton Santos, 100 anos: geógrafo negro teorizou sobre desigualdades. Estudos do intelectual seguem atuais no Brasil e no mundo

Domingo, 3 de maio de 2026

Milton Santos, 100 anos: geógrafo negro teorizou sobre desigualdades

Estudos do intelectual seguem atuais no Brasil e no mundo

Rafael Cardoso - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 03/05/2026 - 09:00
Rio de Janeiro

© Acervo Milton Santos/Divulgação
Acervo Milton Santos/Divulgação

Em meio às grandes redes de supermercados em São Luís, no Maranhão, surgem mercadinhos e feiras populares adaptados à realidade de quem tem poucos recursos. O contraste entre os tipos de estabelecimentos e os modos de consumo revelam dinâmicas de exclusão e de desigualdade na cidade.

O cenário foi objeto de estudo de Livia Cangiano, pós-doutoranda na Universidade de São Paulo (USP), e professora colaboradora na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Ela recorreu a uma teoria formulada na década de 1970 por Milton Santos.

Neste dia 3 de maio, são comemorados os 100 anos de nascimento do geógrafo. Ele faleceu em 2001, aos 75 anos, mas suas ideias continuam sendo referências para análises socioeconômicas no Brasil e no mundo.

Rio de Janeiro (RJ), 03/05/2026 –  Livia Cangiano, pós-doutoranda na Universidade de São Paulo (USP), e professora colaboradora na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) Milton Santos, 100 anos: geógrafo negro teorizou sobre desigualdades
Foto: Livia Cangiano/Arquivo pessoal

Livia Cangiano, pós-doutoranda na Universidade de São Paulo (USP), e professora colaboradora na Universidade Estadual do Maranhão. Foto: Livia Cangiano/Arquivo pessoal

A teoria de Milton divide a economia urbana em dois circuitos: superior, concentrado nas grandes empresas, com alto nível de tecnologia, capital e organização; e inferior, formado por pequenos comércios e serviços, com menor acesso a recursos, mas altamente adaptável às necessidades da população.

Sexta é o Novo Sábado: 41 empresas em Portugal reduzem escala para 4x3

Domingo, 3 de maio de 2026

Sexta é o Novo Sábado: 41 empresas em Portugal reduzem escala para 4x3

Especialista defende que modelo é viável e pode "salvar a economia"

Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil
Matéria originalmente publicada na Agência Brasil em 29/04/2026
Brasília

Com o livro Sexta-Feira é o Novo Sábado, o professor de economia da Universidade de Londres, o português Pedro Gomes, tem divulgado os casos de 41 empresas em Portugal que decidiram, por conta própria, reduzir a escala para quatro dias de trabalho por três de descanso (4x3).

O especialista da Escola de Negócios da universidade londrina sustenta que a redução da jornada não só é viável, como pode “salvar a economia”, sendo benéfica para o conjunto da economia e da sociedade.

Em relação ao Brasil, o especialista avalia que o país tem condições de reduzir a jornada para 40 horas semanais e acabar com a escala 6x1. A pesquisa de Gomes aponta que a mudança reduz as faltas ao trabalho, diminui a rotatividade nos empregos e incentiva a indústria do lazer e do entretenimento.

sábado, 2 de maio de 2026

SEM POLÍTICA PÚBLICA —Governo do DF destinou 100% do Fundo Antidrogas às comunidades terapêuticas em 2025, afirma especialista


Sábado, 2 de maio de 2026

Sem política pública

Governo do DF destinou 100% do Fundo Antidrogas às comunidades terapêuticas em 2025, afirma especialista

Levantamento da UnB aponta repasse de R$ 2,46 milhões a entidades privadas

Brasil de Fato — Brasília (DF)

Especialistas criticam a concentração de recursos e defendem investimento no SUS e na redução de danos. | Crédito: Jorge William/O Globo

O Fundo Antidrogas do Distrito Federal (Funpad-DF) destinou, no ano de 2025, a totalidade de seus recursos para o financiamento de comunidades terapêuticas (CTs). Levantamento realizado pelo Grupo de Pesquisa e Saúde Mental da Universidade de Brasília (UnB) identificou que mais de R$ 2,460 milhões foram utilizados de forma exclusiva para custear essas instituições privadas, ignorando qualquer outro dispositivo da rede pública de saúde. Em 2024 foram destinados mais de R$ 1,66 milhão.

Os dados estão disponíveis no Portal da Transparência e revelam uma tendência de concentração de recursos destinados às CTs que se arrastam há mais de uma década. A pesquisa rastreou os recursos do Funpad entre 2012 e 2025 e constatou que o valor total de repasse para as CTs somam aproximadamente R$ 33,369 milhões e se consolidou como um fundo “das e para as” comunidades terapêuticas, funcionando à margem dos princípios da Reforma Psiquiátrica.

Coordenador do grupo de pesquisa e professor do curso de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), Pedro Henrique Antunes da Costa, corrobora a análise de que as CTs funcionam como uma amálgama de “manicômios, prisões, igrejas e senzalas”. Segundo ele, essas instituições voltam-se majoritariamente para a população negra e pobre, submetendo-as a condições degradantes.

CUBA RESISTE —Presidente cubano rebate novas ameaças de Trump: ‘Nenhum agressor encontrará rendição em Cuba’

Sábado, 2 de maio de 2026

CUBA RESISTE
Presidente cubano rebate novas ameaças de Trump: ‘Nenhum agressor encontrará rendição em Cuba’

Díaz-Canel conclamou comunidade internacional a reagir as ameças que, segundo ele, não tem precedentes

Díaz-Canel destacou que o trabalho dessas pessoas é uma expressão genuína de dedicação, esforço e patriotismo diante do complexo cenário que a nação atravessa | Crédito: Reprodução/X/@PresidenciaCuba

Brasil de Fato — Recife (PE)
2.maio.2026
Redação

Cubanos se reúnem em frente à embaixada dos Estados Unidos em Havana no Dia do Trabalhador

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, rebateu neste sábado (2), em publicação na rede social X, as novas ameaças contra o país feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No dia anterior, o magnata voltou a afirmar que, após encerrar a guerra contra o Irã, iria tomar Cuba.

Em resposta, o líder cubano ressaltou a soberania da Ilha e afirmou que “nenhuma agressor encontrará rendição em Cuba”.

“Tropeçará com um povo decidido a defender a soberania e a independência em cada palmo do território nacional”, declarou, nas redes sociais

O líder estadunidense afirmou na sexta que poderia “assumir” Cuba rapidamente após o fim de uma eventual guerra contra o Irã. A fala aconteceu na Flórida, durante um evento e em meio a um comentário a respeito da origem de um dos convidados.

Estado genocida —Israel mantém presos brasileiro e palestino integrantes da flotilha de ajuda humanitária a Gaza

Sábado, 2 de maio de 2026

Estado genocida

Israel mantém presos brasileiro e palestino integrantes da flotilha de ajuda humanitária a Gaza

Demais ativistas do grupo foram levados para a Grécia após serem interceptados por militares israelenses
Brasil de Fato — São Paulo (SP)
Postado no BdF em 1.maio.2026




Global Sumud Flotilha busca abrir corredor humanitário em Gaza | Crédito: Divulgação

O governo israelense anunciou nesta sexta-feira (1º) que o brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek, integrantes da flotilha de ajuda humanitária a Gaza, capturados na quinta-feira (30) junto com outros 175 ativistas, vão permanecer presos e serão levados a Israel para serem interrogados.

Em uma mensagem publicada na rede social X, o ministério israelense afirmou que Thiago Ávila é “suspeito de atividade ilegal”. E disse que Abu Keshek é “suspeito de filiação a uma organização terrorista”. Ambos “serão levados a Israel para serem interrogados”

Os demais ativistas capturados por Israel desembarcaram nesta sexta-feira (1º) em um porto no sudeste da ilha de Creta, na Grécia. Eles foram escoltados pela guarda costeira grega e conduzidos a quatro ônibus. Não se sabe o destino dos detidos.

PSOL e Rede acionam STF contra derrubada do veto de Lula ao PL da Dosimetria

Sábado, 2 de maio de 2026
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados


PSOL e Rede acionam STF contra derrubada do veto de Lula ao PL da Dosimetria

Postado pelo PSOL em 30 de abril de 2026

A Federação PSOL-Rede apresenta uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a derrubada do veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria, que reduz penas e na prática anistia uma série de golpistas que participaram e comandaram os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

O presidente nacional da federação, Juliano Medeiros, fez o anúncio da ação nas redes sociais logo após a aprovação da derrubada do veto pelo Congresso.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Escola não é lugar de ultraprocessado! Por uma alimentação nota 10 nas escolas

 Sexta, 1º de maio de 2026

 
 
Cabeçalho | Por Dentro - Idec
Seu informe sobre cidadania e consumo
1 de maio de 2026
Destaque

📢 Escola não é lugar de ultraprocessado!

Já conseguimos tirar os ultraprocessados nas escolas do Ceará recentemente, bem como em várias localidades. Agora, queremos levar essa conquista para todo o Brasil! A cidade de São Paulo e o estado do Pará já possuem projetos tramitando e, com sua ajuda, aumentamos nossa pressão para que políticos aprovem essas leis que promovam um ambiente escolar favorável a escolhas mais saudáveis e protejam a saúde de crianças e adolescentes. Assine a petição, compartilhe e apoie nossa campanha. Comer Bem na Escola

De olho na luta

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E SUSTENTÁVEL

🤱 Proteger a amamentação no ambiente digital

Estivemos no XVII Encontro Nacional de Aleitamento Materno, em Campo Grande (MS). O evento trouxe um desafio urgente: como proteger a amamentação e a alimentação saudável num ambiente dominado por algoritmos, influenciadores e publicidade agressiva da indústria de ultraprocessados. Seguimos firmes defendendo que a amamentação não é negócio! O ambiente online e o marketing digital não podem ser terra sem lei quando o assunto é a saúde de crianças, mães e outros responsáveis. Linkedin

🥘 O que é da terra fica na terra

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação prepara uma resolução para garantir que escolas em territórios indígenas e quilombolas possam comprar direto dos povos e comunidades tradicionais. Na prática, o alimento produzido ali mesmo vai parar no prato dos alunos. A norma respeita o modo próprio de plantar, conservar e cozinhar. Alimentação escolar não é só nutrição: é cultura, autonomia, geração de renda e proteção do território. Criança que come o que vem do seu próprio território aprende desde cedo que comida de verdade alimenta o corpo e a alma. O Joio e o Trigo

SAÚDE

💊 Superbactérias matam 5 milhões por ano

BRASIL DO SÉCULO XXI PERMANECE NO SÉCULO XIX MAS NÃO É BRASILEIRO

 Sexta, 1º de maio de 2026

BRASIL DO SÉCULO XXI PERMANECE NO SÉCULO XIX MAS NÃO É BRASILEIRO


Pedro Augusto Pinho*

 

Os cinquenta anos da Era Vargas, com o suicídio do único Estadista brasileiro, Getúlio Dornelles Vargas, não deixaram o Brasil soberano, nem mesmo no século XX.


Mantiveram-nos, as forças do atraso, o país na escuridão da ignorância, da escravidão, do analfabetismo e da absoluta ausência de algo tão fora de moda que muitos desconhecem totalmente o significado dos vocábulos “civismo”, “ética”, “nacionalismo”, “moral”.


Quem demonstra este incrível retrocesso do Brasil de Vargas, em 2026, é o denominado Poder Legislativo, principalmente pelas ações dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, as atuações de alguns Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e quase todos presidentes de partidos políticos, legalmente registrados na Justiça Eleitoral.

Antes de analisarmos a situação presente, façamos breve recordação histórica.

Rumo a uma Bandung dos Povos



Sexta, 1 de abril de 2026

Rumo a uma Bandung dos Povos

Há 70 anos, Conferência na Indonésia forjou ideia de Sul global. Hoje, inspira: diante da ordem neoliberal e avanço do fascismo, mais que reformar instituições multilaterais, é hora de construir alternativas. Em 2027, uma oportunidade se abre


OUTRASPALAVRAS
Publicado 30/04/2026

Arte: Faith Ringgold – 1987 – grafite

Por Brid Brennan, Gonzalo Berrón, Juliana Rodrigues de Senna e Sol Trumbo Vila, no TNI | Tradução: Rôney Rodrigues

Introdução

“O Sul não conhece o Sul: o que acontece em seus países, quais são as ideias de seus povos, qual é o seu potencial e como a cooperação Sul-Sul pode ampliar as opções de desenvolvimento para todos. Cada país é forçado a cometer seus próprios erros, sem poder aprender com a experiência de outros em situações similares nem se beneficiar da experiência de seus êxitos.”
– O desafio para o Sul, Relatório da Comissão do Sul

Vivemos em um mundo em transformação. À medida que o capitalismo entra em um novo ciclo de acumulação e o fascismo cresce, as elites globais pressionam para remodelar a ordem mundial para que continue servindo aos interesses do imperialismo. Ao mesmo tempo, essas mudanças oferecem uma oportunidade para que os povos e as nações encontrem e desenvolvam novos caminhos rumo à solidariedade internacionalista e ao poder popular.

Mas esses caminhos não se abrirão espontaneamente. A mudança intencional requer estratégia, ideias e um entendimento comum, em escala global, dentro da diversidade de atores sociais e políticos progressistas. Não partimos do zero: os movimentos socialistas e de libertação nacional foram as lutas políticas mais inspiradoras do século passado.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

VERGONHA —Congresso derruba veto de Lula sobre PL da dosimetria e alivia penas de golpistas

Quinta, 30 de abril de 2026

VERGONHA
Congresso derruba veto de Lula sobre PL da dosimetria e alivia penas de golpistas

Votação foi marcada por embates entre governo e oposição sobre condução do processo legislativo e impactos da proposta

Brasil de Fato — 
Brasília (DF)
30.abr.2026

O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil), liderou a derrubada do veto presidencial | Crédito: Carlos Moura/Agência Senado

O Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei da Dosimetria, que beneficia os condenados pelos atos golpistas do 8 de janeiro de 2023, inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e militares condenados por tentativa de golpe de Estado.

A votação foi realizada primeiro na Câmara dos Deputados. Foram 318 votos pela derrubada do veto, 144 pela manutenção e 5 abstenções. No Senado, o veto também foi rejeitado, com 49 votos pela derrubada e 24 a favor da manutenção, consolidando a decisão do Congresso Nacional.

Com a decisão, as penas dos condenados pelos atos golpistas, de Bolsonaro e dos que articularam a tentativa de golpe de Estado podem ser reduzidas, já que as punições pelos diferentes crimes não podem mais ser somadas.

Hoje, o Supremo Tribunal Federal (STF) entende que as penas pelas condenações por tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, que tem pena de quatro a oito anos de prisão, e a de tentativa de golpe de Estado, que tem pena de quatro a 12 anos, podem ser somadas.

Pochmann: Além da regressão e ressentimento



Quinta, 30 de abril de 2026

Pochmann: Além da regressão e ressentimento

Num país que se reprimarizou por décadas, até a ascensão social marcada por desigualdade refluiu. Sobrou a frustração dos empobrecidos e atomizados, ainda que em conexão. Reconstruir a coletividade crítica e transformadora: eis o desafio

OUTRASPALAVRAS                            Crise Brasileira

Matéria publicada originalmente no OUTRASPALAVRAS em29/04/2026 às 19:20 - Atualizado 30/04/2026 às 15:38
Crédito: Reprodução/A Terra é Redonda

Por Márcio Pochmann

Título Original:

Ressentimento como último vínculo: novo sujeito coletivo e mutação política na era digital

Há um equívoco na afirmação de que o Brasil vive hoje uma crise de engajamento sociopolítico. O que caracteriza o presente não é a apatia, mas uma nova forma de mobilização que se apresenta contínua, intensa e, ao mesmo tempo, incapaz de produzir transformação estrutural. Trata-se de uma mobilização politicamente estéril, marcada pelo ressentimento como afeto dominante e como base do novo sujeito coletivo que emerge da sociedade de serviços hiperconectada da era digital.

A tese é desconfortável, mas necessária, pois o sujeito coletivo não desapareceu. Ele se degradou e se reconfigurou negativamente, tornando-se expressão convergente de frustrações estruturais. Entre os anos de 1930 e 1980, o capitalismo industrial no Brasil organizou não apenas a produção, mas também as expectativas sociais. Mesmo de forma desigual, a promessa de mobilidade ascendente funcionava como eixo de integração. O conflito existia, mas era mediado por sindicatos, partidos e movimentos sociais. Havia antagonismo, mas também horizonte de transformação superior.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Após pressão da greve, GDF exonera reitora da UnDF e nomeia nova gestora

Quarta, 29 de abril de 2026

EDUCAÇÃO PÚBLICA
Após pressão da greve, GDF exonera reitora da UnDF e nomeia nova gestora

Mudança no comando da universidade foi publicada em edição extra do Diário Oficial nesta terça (28)

Brasil de Fato — 
Brasília (DF)
29.abr.2026

Comunidade acadêmica cobra diálogo, permanência estudantil e reorganização da universidade do DF. | Crédito: Jhoni Alvim/Estudante da UnDF

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), exonerou nesta terça-feira (28) a reitora da Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF), Simone Pereira Costa Benck, em meio à crise instalada na instituição e após semanas de pressão de estudantes e professores em greve.

A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal no mesmo dia em que a comunidade acadêmica realizou mobilização na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), cobrando a saída da gestora e medidas urgentes para enfrentar os problemas administrativos e acadêmicos da universidade.

terça-feira, 28 de abril de 2026

O presidente tem toda a razão

Terça, 28 de abril de 2026

O presidente tem toda a razão

Em Barcelona, Lula faz discurso contundente contra o neoliberalismo – e pondera: falta coragem aos governos progressistas. Em ano crucial, poderia ser coerente com seu diagnóstico: abandonar a “austeridade” e construir um projeto nacional que inspire outras nações

OUTRASPALAVRAS                        Mercado x Democracia
Publicado 28/04/2026


Lula participou, em 18 de abril de 2026, de um importante evento em Barcelona, capital da Catalunha, na Espanha. O presidente brasileiro falou durante a 1ª Reunião da Mobilização Progressista Global, iniciativa que esteve a cargo de lideranças socialistas europeias, tais como Pedro Sanchez (Presidente do governo da Espanha) e Stefan Lövfen (Presidente do Partido Socialista Europeu). A Mobilização Progressista Global tem por lema a bandeira: “Unindo as forças progressistas do mundo por um futuro mais justo, igualitário e sustentável”.

A intervenção de Lula chamou a atenção das forças políticas presentes no evento por suas críticas contundentes ao modelo econômico e social imposto pelo neoliberalismo aos povos e países do mundo. Tendo em vista a amplitude da divulgação do conclave, por todo o planeta as palavras do líder foram registradas com atenção e entusiasmo. Em aparente oposição às políticas públicas levados a cabo pelas próprias forças progressistas quando chegavam ao poder, ele deixou aberta uma leitura de que se tratava também de uma autocrítica por tudo aquilo que vem sendo realizado em seu terceiro mandato à frente da república brasileira.

GENOCÍDIO NÃO PARA —Israel usa acesso à água como arma em Gaza; crianças palestinas vêm perdendo habilidade de falar

Terça, 28 de abril de 2025

GENOCÍDIO NÃO PARA
Israel usa acesso à água como arma em Gaza; crianças palestinas vêm perdendo habilidade de falar

Mutismo é manifestação física de um colapso psicológico infantil, além de consequência de traumas corporais

Brasil de Fato — São Paulo (SP)
28.abr.2026

As autoridades israelenses utilizam o acesso à água como arma contra a população de Gaza, privando os moradores do recurso essencial no âmbito de uma “campanha de punição coletiva”, denuncia um relatório da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) publicado nesta terça-feira (28).

Entre a destruição de infraestruturas e os obstáculos ao abastecimento, “a privação deliberada de água infligida aos palestinos é parte integrante do genocídio perpetrado por Israel“, afirma a MSF em um comunicado publicado em conjunto com o relatório que recebeu o título “A água como arma: a destruição e a privação de água e saneamento por parte de Israel em Gaza”.

AGRONEGÓCIO —Trabalho escravo responde por 52% dos conflitos fundiários no Brasil, revela Observatório Socioambiental

Terça, 28 de abril de 2026

Área de monocultura em Correntina (BA) contrasta com trecho preservado do Cerrado e evidencia pressão sobre terra e recursos hídricos. Crédito: Felipe Abreu/Acervo ISPN

AGRONEGÓCIO
Trabalho escravo responde por 52% dos conflitos fundiários no Brasil, revela Observatório Socioambiental

Plataforma lançada em Brasília reúne dados sobre violência no campo, desmatamento e avanço da soja

Brasil de Fato — Brasília (DF)
Esta matéria foi postada originalmente no Brasil de Fato de 27.abr.2026

Morador de Correntina (BA), onde a expansão da soja intensifica conflitos por terra e água; comunidades tradicionais resistem e preservam o Cerrado. | Crédito: Felipe Abreu/Acervo ISPN

Nesta segunda-feira (27), o Observatório Socioambiental realizou o lançamento oficial, na sede da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, de uma ferramenta inédita para o monitoramento de violações no campo. A iniciativa reúne 15 organizações da sociedade civil e sistematiza dados coletados entre 1980 e 2023.

A Plataforma Socioambiental integra informações sobre desmatamento, produção de commodities e direitos humanos. Os números revelam que, de um total de 89.537 conflitos socioambientais registrados entre 2002 e 2023, 46.912 casos referem-se ao trabalho escravo.