“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Primeiro elefante macho de santuário em MT, Sandro escolhe área de onde consegue ver as fêmeas

 Sexta, 30 de outubro de 2026

Primeiro elefante macho de santuário em MT, Sandro escolhe área de onde consegue ver as fêmeas


Maurício Varallo

Maurício Varallo • 30 de out. de 2026

Sandro é o primeiro elefante macho a viver no Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães (MT). – Foto: Santuário dos Elefantes
Há quase um mês no Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães (MT), o elefante Sandro vem demonstrando uma mudança na rotina e escolha por recintos específicos.
Segundo a organização, o animal explorou diferentes áreas do novo habitat, mas vem preferindo passar mais tempo no pátio 1, de onde consegue enxergar as elefantas que também vivem no local.

Segundo a equipe do local, Sandro continua aproveitando diariamente os pátios 2 e 3, que têm árvores e bastante grama. Mas, os cuidadores perceberam que ele também passou a escolher com mais frequência o primeiro pátio, onde, além do lago, fica a área que permite ao elefante ter contato visual com as fêmeas.

Direito ameaçado —Justiça dá 72 horas para Secretaria de Saúde do DF garantir atendimento a vítimas de violência sexual

Sexta, 30 de outubro de 2026

Direito ameaçado

Justiça dá 72 horas para Secretaria de Saúde do DF garantir atendimento a vítimas de violência sexual

Liminar determina continuidade dos procedimentos de aborto legal; espera pelo atendimento chegou a quatro semanas

Brasil de Fato — Brasília (DF)30.out.2026

Dados da Secretaria de Segurança Pública mostram que a violência sexual foi o crime mais registrado contra mulheres e meninas | Crédito: Elza Fiúza/Agência Brasil

A Justiça do Distrito Federal determinou que o Governo do Distrito Federal (GDF) garanta, em até 72 horas após a intimação, a continuidade dos atendimentos do Programa de Interrupção Gestacional Previsto em Lei (PIGL), do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB). A decisão liminar, proferida nesta quinta-feira (29), também estabelece que a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) apresente, em até 30 dias, um plano para recompor a equipe multiprofissional do serviço.

A medida foi concedida pelo juiz Lizandro Garcia Gomes Filho, da 1ª Vara da Fazenda Pública do DF, em ação coletiva movida pelo Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal (SindEnf-DF). O programa atende pessoas que engravidaram em decorrência de violência sexual e buscam a interrupção legal da gestação.

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Extensão de patentes ameaça novamente o SUS

Quinta, 29 de outubro de 2026

Extensão de patentes ameaça novamente o SUS

Vendido como “defesa da inovação”, projeto prolongaria em 5 anos o monopólio das farmacêuticas sobre remédios – ao atrasar entrada de genéricos, custaria R$2 bilhões por ano ao país. O orçamento deve engordar lucros empresariais ou servir ao direito à saúde?


OutraSaúde                            Patentes
Publicado 29/10/2026 

                               Imagem: Ars Technica

Quanto custa manter um medicamento sem concorrência por mais cinco anos? Para o Sistema Único de Saúde (SUS), prolongar a exclusividade de medicamentos – período em que apenas uma empresa pode fabricá-los e comercializá-los – pode representar bilhões de reais em gastos adicionais, ao adiar a entrada de genéricos e de biossimilares no mercado. São recursos públicos que poderiam ampliar o acesso a tratamentos, financiar a incorporação de novos medicamentos e fortalecer a rede de atendimento, mas que acabariam consumidos pela manutenção de preços elevados, em benefício de grandes empresas farmacêuticas transnacionais.

Essa é a discussão por trás dos projetos de lei que pretendem ampliar a duração das patentes no Brasil. O tema voltou a ganhar força justamente quando o Congresso Nacional discute o orçamento da saúde para 2027. A proposta mais avançada é o PL 5.810/2025, apresentado pelos deputados Capitão Alberto Neto (PL-AM), Dr. Zacharias Calil (União-GO) e Mersinho Lucena (PP-PB). Com parecer favorável da deputada Adriana Ventura (NOVO-SP), o projeto está pronto para votação na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara (CICS) e chegou a entrar na pauta em outubro, durante o segundo turno das eleições presidenciais. Mas essa não é a única iniciativa: outras propostas na Câmara e no Senado também buscam permitir a extensão das patentes.

Hora de dar outro rumo ao BNDE

Quinta, 29 de outubro de 2026

Hora de dar outro rumo ao BNDE

Como o banco que deveria financiar o desenvolvimento virou ponta de lança das privatizações. As lógicas desconcertantes do neoliberalismo: usar dinheiro público para se apropriar da infraestrutura do país. A urgência de novo projeto, em Lula 4

OutrasPalavras                                 OUTRAS CIDADES
Publicado 29/10/2026



Carlos Vainer em entrevista a Carina Serra e Rôney Rodrigues

Um banco criado para ampliar a capacidade de investimento do Estado pode utilizar sua estrutura e seu conhecimento técnico para reduzir a presença do próprio Estado? No BNDES, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, essa pergunta não é retórica: ela define o futuro do Brasil.

Em 2025, o banco tinha R$ 962 bilhões em ativos, aprovou R$ 237,9 bilhões em novos financiamentos e registrou o maior lucro recorrente de sua história: R$ 15,2 bilhões. Mas é um dos principais operadores do tripé chamado “desestatização”: venda de empresas, concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs). Para o economista e sociólogo Carlos Vainer, a palavra correta é outra, “curta e reta”: privatização. “O BNDES está atuando como agente de promoção e financiamento dos processos de privatização das nossas cidades, tanto daqueles que decorrem de grandes projetos quanto da privatização de serviços públicos que, inclusive pela Constituição, são obrigação do Estado”.

Justiça garante transporte escolar para alunos do DF que moram em área rural de Cidade Ocidental (Goiás)

Quinta, 29 de outubro de 2026

Imagem ilustrativa

Justiça garante transporte escolar para alunos do DF que moram em área rural de Cidade Ocidental

Do TJDFT

A 8ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios manteve sentença que determinou ao Distrito Federal o fornecimento de transporte escolar gratuito, integral e contínuo a três estudantes da rede pública distrital que residem em área rural de Cidade Ocidental/GO. O colegiado entendeu que, no caso concreto, a restrição territorial prevista em norma administrativa não pode impedir o acesso de crianças e adolescentes ao serviço quando há viabilidade técnica para o atendimento.

Os menores estudam em escolas públicas de Santa Maria e passaram a morar no município goiano, após o pai, militar da Marinha, deixar imóvel funcional localizado no Distrito Federal. Segundo os autos, a família enfrentou dificuldades para garantir o deslocamento diário dos estudantes às unidades de ensino, pois não há transporte público regular na região e o pedido de transporte escolar foi negado pela Secretaria de Educação com base em regra que limita o benefício a alunos residentes no DF.

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Maioridade penal

Quarta, 28 de outubro de 2026

Maioridade penal

Encarceramento de adolescentes não é resposta à violência, defendem organizações

Em audiência internacional, organizações e governo brasileiro criticam a redução da maioridade penal

Brasil de Fato — Brasília (DF)
28.out.2026

Audiência temática sobre a redução da maioridade penal reuniu organizações da sociedade civil e representantes do Estado brasileiro na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), na Cidade do Panamá | Crédito: Reprodução CIDH

A redução da maioridade penal não pode ser tratada como resposta à violência enquanto adolescentes negros seguem entre as principais vítimas da violência no Brasil. O argumento marcou a audiência temática realizada nesta quarta-feira (28) na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), na Cidade do Panamá, com a participação de organizações brasileiras de defesa dos direitos humanos e representantes do Estado brasileiro.

Durante o encontro, representantes da sociedade civil e do governo federal apresentaram argumentos contrários à redução da maioridade penal e defenderam o fortalecimento das políticas de prevenção à violência e do sistema socioeducativo. A audiência ocorreu em meio à retomada de propostas legislativas que buscam reduzir de 18 para 16 anos a idade de responsabilização penal no país.

“A juventude negra brasileira não pode continuar sendo tratada exclusivamente como ameaça à segurança pública, quando ela própria está entre as principais vítimas da violência”, afirmou Carla Moura, representante do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca) do Ceará.

A fala colocou no centro do debate a relação entre violência, racismo e atuação do Estado na garantia dos direitos de crianças e adolescentes. Para Moura, a ausência de proteção também precisa ser considerada na discussão sobre segurança pública. “O Estado falha na proteção de adolescentes negros e, posteriormente, amplia os mecanismos de controle e punição dirigidos a essa mesma população”, declarou.

Massacre do Alemão e da Penha: câmeras policiais não registraram nenhuma das 123 mortes

Quarta, 28 de outubro de 2026

Massacre do Alemão e da Penha: câmeras policiais não registraram nenhuma das 123 mortes


28/10/2026  Mariana Rosetti

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Relatório da Human Rights Watch analisou 4.400 horas de imagens e identificou 278 episódios de obstrução de câmeras; gravações de agentes do Bope foram interrompidas no momento mais letal da operação

Corpos de vítimas do Massacre do Alemão e da Penha foram colocados em uma rua, cercados por moradores | Foto: Eusébio Gomes/TV Brasil

Da 

Resumo
Nenhuma das 123 mortes da Operação Contenção aparece nas 4.400 horas de gravações de câmeras corporais analisadas pela Human Rights Watch (HRW), um ano após a ação policial mais letal da história do Rio de Janeiro.

Investigação identificou 278 episódios de obstrução de câmeras corporais, sendo 146 com suspeita de manipulação intencional. No Bope, policiais que utilizavam os equipamentos tiveram gravações interrompidas no momento mais crítico da ação.

Nenhum policial foi denunciado pelo uso ilegal da força durante a operação, apesar dos indícios de violência identificados pela HRW. Até a publicação do relatório, 19 agentes haviam sido denunciados por outros crimes, incluindo furto, invasão de domicílio e manipulação de câmeras.

Nenhuma das mortes, seja de civis ou militares, durante o Massacre do Alemão e da Penha, aparece nas 4.400 horas de imagens captadas por 532 câmeras corporais da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ). É o que revela a investigação Uma estratégia de morte, da Human Rights Watch (HRW), obtida antecipadamente pela Ponte e publicada nesta quarta-feira (28/10), um ano após a operação que deixou pelo menos 123 mortos.

Lula vitorioso promete participação popular e crescimento voltado ao futuro

Quarta, 28 de outubro de 2026

Lula vitorioso promete participação popular e crescimento voltado ao futuro

Presidente defende a participação popular no desenvolvimento nacional, enquanto a experiência chinesa levanta questões sobre educação, governança e soberania no Brasil

Artigo de 27 de outubro de 2026

Lula, vitória em 2026 (foto de Paulo Pinto, ABr)


O Brasil tem população 6,59 vezes menor do que a República Popular da China (China). Somos levados a crer que medidas adotadas pela China, que a levaram a segunda maior economia do mundo, seriam facilmente aplicadas ao Brasil. Ledo engano.

Se a população chinesa é tão maior, a homogeneidade desta população é notável; 91,1% pertencem à etnia “Han”. Enquanto o Brasil se caracteriza por imensa diversidade em sua população miscigenada. Aqui, os primitivos habitantes receberam os europeus, africanos e asiáticos constituindo um país verdadeiramente único em tipos humanos e culturas.

Uma solução que facilmente seria adotada pelos chineses necessitaria verdadeira tradução para ser aplicada na Amazônia, ao norte, e nos Pampas, ao sul. E considerando apenas a variedade de biomas, o que se dirá pelas culturas que se formaram por todo um território, bem próximo da China.

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Sérvia: Os estudantes no poder?

Terça, 27 de outubro de 2026

Sérvia: Os estudantes no poder?

Lista formada em assembleias universitárias vence eleições parlamentares, supera 14 anos de autoritarismo e será governo. Não tem projeto claro, mas sua força está nas ruas. Poderá somar-se às lutas antineoliberais que despontam pelo mundo?

OutrasPalavras                  Movimentos e Rebeldias



Por Dragan Plavsic, no Brave New Europe
Tradução: Antonio Martins

A vitória da Lista Estudantil nas eleições parlamentares da Sérvia é estrondosa. Candidatando-se pela primeira vez, conquistou a maioria, garantindo cerca de 140 das 250 cadeiras no Parlamemento. O domínio de 14 anos do presidente autoritário Aleksandar Vučić, que esperava assumir o cargo de primeiro-ministro sem dificuldades, levando o poder consigo, foi quebrado por um movimento de massas liderado por estudantes. Iniciado há dois anos, após o desabamento da cobertura de uma estação ferroviária em reconstrução na cidade de Novi Sad, que matou 16 pessoas, o movimento forçou a renúncia de um primeiro-ministro em 2025. Agora, derrotou o presidente.

As mobilizações desde 2024 têm sido determinadas e incansáveis. Exploram um profundo descontentamento popular não apenas com Vučić, mas também com a oposição. Demonstraram que um sistema político estabelecido pode ser derrubado quando as pessoas que perderam a fé na política convencional se organizam de forma independente.

Mas, por mais extraordinária que seja, a vitória levanta uma questão crucial: o que acontece quando um movimento construído pela ação coletiva e pela participação democrática entra nas instituições estatais? A resposta precisará surgir agora, e oscila entre a possibilidade de uma nova fase progressista na política sérvia e o perigo de mais uma oportunidade perdida. Muito dependerá de o movimento se manter enraizado nas mobilizações de massa que o levaram ao poder, mas também de sua capacidade de se conectar com a revolta social mais ampla contra o neoliberalismo que se espalha pela Europa.

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Butler vê o sentido global da vitória de Lula

Segunda, 26 de outubro de 2026

Butler vê o sentido global da vitória de Lula

Brasil pode ser decisivo contra o colonialismo recrudescido de Trump, diz filósofa. Virada expressa mesmo desejo de futuro que move juventude na Europa, e revela a importância de buscar formas de democracia além das instituições e do liberalismo

OutrasPalavras                                        Pós-Capitalismo

Por


Judith Butler não sabia quem venceria as eleições brasileiras quando esta entrevista foi gravada. Ninguém sabia. Eram onze da manhã de domingo no Rio de Janeiro, 15h em Florença, e faltavam seis horas para o fechamento das seções no horário então previsto. A conversa durou 45 minutos, e nenhuma das onze respostas se protegeu atrás do futuro do pretérito.

A filósofa que desafia as concepções essencialistas de corpo, gênero e sexo – mas o faz em constante diálogo com as ideias do socialismo – frisou a importância internacional da então incerta vitória de Lula. Argumentou que um triunfo da ultradireita significaria medo permanente para a esquerda brasileira, as favelas, os corpos das mulheres e dos trans. Mas lembrou: o “neo”-fascismo cresce em todo o Ocidente. A mesma insegurança vitima os imigrantes nos Estados Unidos. E agora até os adolescentes que saem às ruas pelo Comum, na França e Itália, enfrentam os cassetetes e o gás lacrimogênio da polícia, interessada em produzir violência. Por isso, o fato de mobilizações sociais potentes abrirem uma alternativa, num país relevante como o Brasil, tem relevo mais amplo.

Morre Dona Zilda, mãe de Osasco e mulher negra referência na luta contra a violência de Estado

Domingo, 25 de outubro de 2026

Da Ponte Jornalismo

Morre Dona Zilda, mãe de Osasco e mulher negra referência na luta contra a violência de Estado

Postagem originalmente realizada no site da  PONTE em 24/10/2026

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Zilda Maria de Paula morreu nesta sexta-feira (23/10), aos 74 anos. Fundadora da Associação 13 de Agosto, ela teve o único filho, Fernando Luiz de Paula, morto na Chacina de Osasco e Barueri, em 2015. Em vida, recebeu o Prêmio Marielle Franco.

Dona Zilda foi homenageada em 2024 com o Prêmio Marielle Franco | Foto: Daniel Arroyo/Ponte Jornalismo

Resumo

Morreu nesta sexta-feira (23/10), aos 74 anos, Zilda Maria de Paulo, conhecida como Dona Zilda, uma das principais referências na luta contra a violência de Estado em São Paulo.

Dona Zilda perdeu seu único filho, Fernando Luiz de Paula, na Chacina de Osasco e Barueri, em 2015, quando 17 pessoas foram assassinadas.

Fundadora da Associação 13 de Agosto, Dona Zilda recebeu, em 2024, o Prêmio Marielle Franco de Direitos Humanos, concedido pela Câmara Municipal de São Paulo.

Morreu nesta sexta-feira (23/10), aos 74 anos, Zilda Maria de Paula. Ela foi fundadora da Associação 13 de Agosto, um movimento que reúne mães e outros familiares das vítimas da chacina policial de Osasco e Barueri, que deixou, em 2015, 17 vítimas fatais. Dona Zilda, como era conhecida, teve seu único filho, Fernando Luiz de Paula, assassinado na ocasião, aos 34 anos.

sábado, 24 de outubro de 2026

Quatro anos em dois dias

Sábado, 24 de outubro de 2026

Quatro anos em dois dias


O país descobriu tardiamente a capacidade manipuladora das big techs. O fascismo jogará as forças disponíveis na batalha do fim de semana. O levante heroico das redes e nas ruas enfrentará o teste mais duro – e pode vencer. Agora o extremismo perdeu a vantagem do susto


OutrasPalavras                                   Tecnologia em Disputa

Publicado 24/10/2026 às 12:13

Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação


No primeiro turno das eleições de 2022, os institutos de pesquisa levaram um tombo dos números apurados. Pela explicação mais amena, as últimas enquetes da campanha teriam sido realizadas antes de uma convergência abrupta e unilateral de votos para a extrema-direita, principalmente nas disputas ao Senado e à Presidência.

Esse fenômeno eleitoral retornou no primeiro turno de 2026, embora mais ou menos sugerido pelas pesquisas. E o problema sobrevive: o que justificaria a passagem massiva de eleitores, às vésperas do pleito, para o mesmo lado ideológico das disputas?

Justiça condena dirigentes do IGESDF e empresário por corrupção

Sábado, 24 de outubro de 2026

Justiça condena dirigentes do IGESDF e empresário por corrupção

Do TJDFT
por ML — Matéria originalmente publicada no site do TJDFT em 21/10/2026

A 8ª Vara Criminal de Brasília condenou dois integrantes da alta administração do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF) por corrupção passiva e um empresário por corrupção ativa. Um quarto acusado foi absolvido por falta de provas suficientes.

Segundo o Ministério Público, o IGESDF firmou, em 2021, contrato com a Salutar Alimentação e Serviços Ltda. para fornecer refeições a hospitais públicos. O representante da empresa teria pago vantagens indevidas a três dirigentes do instituto em troca de favorecimentos, como antecipação de pagamentos e adiamento de descontos. Os valores apontados somaram R$ 1,02 milhão, R$ 309 mil e R$ 73 mil.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Domingo e depois

Sexta, 23 de outubro de 2026

Domingo e depois

Quem promove Flávio deseja um nada no comando do país. Uma peça vazia a ponto de oferecer moeda, títulos, empresas públicas, serviços sociais, biomas e territórios. Mas as torrentes de manifestantes abriram fissuras imprevistas no projeto. Bora, Lula! Bora, frente antifascista e antissistêmica para tudo o que virá!

Não é apenas por Flávio, é sobretudo pelo que não é. Quanto pode valer um nada na cadeira presidencial?  A candidatura-tampão do bolsonarismo nasceu com a marca de ter um preço. A soltura de Bolsonaro pai era apenas o valor de face do entreguismo.  Na verdade, o que se oferece em troca é um valor sem face na forma de transações futuras com moeda, títulos, empresas públicas, serviços sociais, biomas e territórios. Uma desconstituinte que desamarre o Estado de obrigações sociais e ambientais e a subordinação econômico-militar do país como área anexa do Império

Como o Brasil detém autonomia real e potencial para travar o projeto super-imperialista norte-americano, nada melhor para Trump que a fulguração de um holograma programável na Presidência da República do maior país da América Latina. A guerra híbrida promovida por agências do Império e por plataformas digitais busca fazer com que as eleições consagrem no segundo turno uma peça oca e insubstancial no centro das cadeias de comando do país.

Estrella: “Brasil é a joia da coroa da reorganização mundial”

Sexta, 23 de outubro de 2026

Estrella: “Brasil é a joia da coroa da reorganização mundial”

“Pai do pré-sal”, geólogo está lançando o livro “Energia e Soberania”, no qual destaca a vontade política do presidente Lula para o descobrimento daquelas reservas.

Da AEPET
Publicado em 22/10/2026

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O geólogo Guilherme Estrella, diretor da Petrobrás entre 2003 e 2012 - época do descobrimento do pré-sal - está lançando Energia e Soberania, livro no qual indaga se o Brasil será capaz de transformar sua riqueza natural em desenvolvimento socioeconômico para seu povo. Editada pelo Senge-RJ com apoio da Fisenge, do Clube de Engenharia e da FUP, a publicação denuncia a destruição do arcabouço legal construído em torno do pré-sal, cujo ápice se deu com a promulgação da chamada Lei de Partilha, que garantia à Petrobrás o papel de operadora única do pré-sal e parte da renda petroleira para a Educação e Saúde, por exemplo.

Elaborada com apoio técnico da AEPET, a Lei de Partilha hoje está desfigurada. “Desde o seu nascimento, a AEPET representa a alma da Petrobrás”, disse Estrella nesta entrevista exclusiva, acrescentando que esta tradição que está completando 65 anos tem sua importância renovada neste angustiante contexto geopolítico.

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Notícia do ICL sobre o Banco Master escancara envolvimento de economista que atacou a ACD (Auditoria Cidadã da Dívida)

Quinta, 22 de outubro de 2026

Notícia do ICL sobre o Banco Master escancara envolvimento de economista que atacou a ACD


O economista Paulo Gala, que já gravou vídeos acusando publicamente a Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) de “erros” e dizendo que a ferramenta da auditoria seria algo inútil, é o personagem central da notícia publicada pelo ICL, nesta segunda (19) sob o título “Com patrocínio de R$ 10 mi por ano, Master exigiu combinar perguntas de entrevista na CNN”.

https://iclnoticias.com.br/patrocinio-10-milhoes-vorcaro-cnn-entrevista/

Conforme trecho que transcrevemos a seguir, o banqueiro Daniel Vorcaro afirma que treinou Gala — então economista do Banco Master — para a entrevista à CNN, sobre o balanço do Banco, veiculada em 3 de abril de 2025 – https://www.youtube.com/watch?v=vekp4iBabnQ – enfatizando uma evolução positiva e lucro crescente:

PDT questiona no STF regras de distribuição de sobras eleitorais nas eleições proporcionais

Quinta, 22 de outubro de 2026

PDT questiona no STF regras de distribuição de sobras eleitorais nas eleições proporcionais

Para o partido, método das maiores médias pode gerar distorções na distribuição de cadeiras e comprometer a representatividade política

Do STF —22/10/2026

                       Foto: Rosinei Coutinho/STF

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar as regras do Código Eleitoral que disciplinam a distribuição das vagas remanescentes nas eleições proporcionais, conhecidas como sobras eleitorais. O tema é objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8036, relatada pelo ministro Gilmar Mendes.

Tesouraço, tragédia social

Quinta, 22 de outubro de 2026

Tesouraço, tragédia social

Estudo examina efeitos da proposta econômica de Flávio. Aposentados perderão 25% do poder de compra. Cortes na Saúde produzirão 200 mil mortes. Criação de creches será interrompida. Objetivo: pagar aos rentistas R$ 1 trilhão por ano

OutrasPalavras                           Direita Assanhada

Matéria originalmente publicado no OutrasPalavas em 21/10/2026 às 18:50 - Atualizado 21/10/2026 às 21:53



Nota técnica do IFFD (Instituto de Finanças Funcionais para o Desenvolvimento) | Apresentação: Antonio Martins


Baixe a Nota Técnica na íntegra aqui, ou acesse-a ao final desta Apresentação

Durante parte da campanha pela Presidência, Flávio Bolsonaro ostentou com orgulho, na lapela, o emblema de uma tesoura. Jubiloso, empunhou o mesmo instrumento na forma de um molde gigante de metal, ao encontrar-se em 25/7 com Javier Milei durante a convenção nacional do PL, em São Paulo. O sentido da mensagem era claro: haveria no Brasil uma versão potente da motosserra argentina. Os mercados financeiros compreenderam. As bolsas subiram e o real ganhou fôlego frente ao dólar sempre que as pesquisas eleitorais apontaram algum avanço do candidato da Faria Lima sobre Lula.

Nas semanas que precederam o primeiro turno, quando o barco de Flávio parecia navegar a todo vapor, sua campanha deu um passo a mais. Em uma sequência de reuniões com especuladores financeiros, a equipe de possíveis assessores econômicos do candidato anunciou planos para um corte de R$ 250 bilhões nos gastos públicos. Conversou-se inclusive sobre os detalhes. As aposentadorias e o BPC deixariam de ser protegidos pelas políticas que os vinculam ao salário-mínimo. Seriam revogados, além disso, os dispositivos constitucionais (EC-29/2000) e legais (PLP 141/21) que obrigam a União a destinar parte de sua receita à Saúde e Educação. O “tesouraço” — apelido dado aos cortes, por sua grandeza — seria imposto por meio de uma “superPEC da transição”, uma proposta de emenda constitucional a ser apresentada ainda ao atual Congresso.

A ideia soou como música aos ouvidos dos rentistas e da mídia. Ao longo de todo o ano, eles sustentaram a ideia de que um novo “ajuste fiscal”, ainda mais profundo que o “arcabouço” em vigor, é indispensável para “evitar o descontrole das finanças públicas”. O argumento é 100% falso, como se verá adiante. Mas quais as consequências sociais de tal projeto, que as mídias corporativas tratam como algo natural e, portanto, inquestionável?

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Jango incomoda até hoje

Quarta, 21 de outubro de 2026

Jango incomoda até hoje 

Por que João Goulart, o Jango, um presidente deposto há 62 anos, ainda desperta tanto ódio? Por Henrique Pinheiro


Do Monitor Monitor Mercantil

Em plena campanha eleitoral, quando deveríamos discutir projetos para o futuro do Brasil, assistimos à radicalização dos discursos, à transformação dos adversários em inimigos e ao desprezo pela nossa própria história.

Mas uma pergunta não me sai da cabeça: por que Jango incomoda tanto? Será ignorância? Falta de conhecimento histórico? Quantos daqueles que atacam sua memória conhecem realmente o projeto de país que João Goulart defendia?

Flávio Bolsonaro & família: as perguntas que a Pública já respondeu e você precisa saber

Quarta, 21 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro & família: as perguntas que a Pública já respondeu e você precisa saber


REPORTAGEM
Flávio Bolsonaro & família: as perguntas que a Pública já respondeu e você precisa saber
Rumor? Exagero? Mentira? Reunimos um guia de questionamentos que estão na cabeça do eleitor para nossas investigações


Originalmente postada em 20 de outubro de 2026 às 20h31

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Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou à disputa pela Presidência da República carregando um sobrenome que dispensa apresentações, e uma série de controvérsias que vão muito além dos seus discursos de campanha. O filho 01 de Jair Bolsonaro tenta transformar a herança política do pai em votos, enquanto episódios que marcaram a trajetória política de sua família voltam ao centro do debate eleitoral na disputa do segundo turno das eleições de 2026.

Mas você sabe o que realmente aconteceu? Qual é a relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro? O senador defendeu um policial acusado de matar uma menina de cinco anos? Seu pai, Jair Bolsonaro, sabia do plano para assassinar Lula? Reunimos o que você precisa saber sobre o candidato, o que é fato e o que é mentira, para te ajudar a esclarecer dúvidas antes de ir às urnas no domingo, 25 de outubro.


1. Jair Bolsonaro mandou matar Lula? O que era o plano Punhal Verde Amarelo?
O plano Punhal Verde e Amarelo previa o assassinato das três autoridades antes da posse de Lula, em janeiro de 2023. Sua execução envolveria militares das Forças Especiais do Exército, conhecidos como kid pretos, treinados para operações de alto risco.

O plano foi descoberto durante as investigações sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, e detalhado em reportagem da Pública de abril de 2025. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o documento foi elaborado pelo general da reserva Mário Fernandes, ex-integrante do governo Bolsonaro.

De acordo com a denúncia da PGR, Fernandes apresentou o plano a Jair Bolsonaro. As investigações da Polícia Federal também identificaram reuniões clandestinas, compra de celulares para comunicação entre os envolvidos e operações de monitoramento a Alexandre de Moraes.