“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Na Bahia, fascista não se cria

Quinta, 15 de outubro de 2026

Na Bahia, fascista não se cria

Combativa e criativa, juventude cria movimento antifascista de baixo para cima, muito além dos partidos e suas direções. Um mote cada vez repetido entre os baianos chama a atenção para a necessidade de estender a política muito além das eleições


OutrasPalavras                              Crise Brasileira


Nesse segundo turno das eleições, os enormes atos e manifestações de massa em apoio à reeleição de Lula, que vêm ocorrendo em todo o Brasil, têm uma marca comum, qual seja: os jovens brasileiros são a “ponto de lança” dessas manifestações. A sua disposição de luta, combatividade e criatividade está criando um poderoso movimento antifascista de baixo para cima, que vai muito além dos partidos de esquerda e de suas direções, e que poderá produzir novas lideranças populares nos próximos anos.

A ameaça do fascismo chegar à Presidência da República mais uma vez, tendo em vista a trágica experiência dos quatro anos do Governo Bolsonaro e a ameaça de uma nova tentativa de um golpe de Estado, acendeu o alerta para amplos segmentos do povo brasileiro, em especial parte significativa de sua juventude. Esse protagonismo tem sido decisivo para a articulação das ruas com as redes sociais, uma nova forma de fazer política, que as gerações mais velhas de militantes têm dificuldade de entender e acompanhar, mas que estão aprendendo no calor da luta.

Além do trabalho Vitória de Lula e do povo: PEC do fim da escala 6×1 é aprovada no Senado

Quinta, 15 de outubro de 2026

ALÉM DO TRABALHO
Vitória de Lula e do povo: PEC do fim da escala 6×1 é aprovada no Senado

Com 75 votos favoráveis, o Senado aprovou a semana de 40 horas e dois dias de folga após cinco meses de espera

BRASIL DE FATO — São Paulo (SP)



Manifestantes reivindicam o fim da escala 6×1 em São Paulo | Crédito: Elineudo Meira/@fotografia.75

O Senado Federal aprovou o fim da escala 6 por 1, em dois turnos, nesta quarta-feira (14). Bandeira histórica dos movimentos sindicais e populares e do presidente Lula, o projeto foi aprovado cinco meses depois de ter uma votação histórica na Câmara dos Deputados.

A partir da promulgação pelo Congresso Nacional, passa a valer o limite de 40 horas semanais de trabalho em cinco dias semanais e dois de descanso, com a manutenção dos salários. Para a adaptação das empresas, a medida terá uma transição, diminuindo para 42 horas dentro de dois meses e para 40 horas dentro de um ano.

Em primeira votação, a PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada com 75 votos a favor e um contra. O único voto contrário foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Não compareceram os senadores Rogério Marinho (PL-RN), Sergio Moro (PL-PR), Márcio Bittar (PL-AP) e Ciro Nogueira (Republicanos-PI). Antes da votação, o PL e o partido Progressista liberaram a bancada para que cada deputado votasse como desejasse. Os outros partidos orientaram pelo voto sim.

Na segunda votação, a PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada com os mesmos 75 votos a favor e um contra. O único voto contrário foi novamente do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Piketty: o Brasil precisa vencer

Quarta, 14 de outubro de 2026

Piketty: o Brasil precisa vencer

Seria trágico sucumbir ao bolsonarismo, quando Trump se fragiliza. País e Lula podem ter grande papel na luta para mudar o sistema financeiro global. Mas sem enfrentar o rentismo e a injustiça tributária, governo sempre estará de mãos atadas

OutrasPalavras                             Crise Brasileira
Matéria postada originalmente no OutrasPalavras em 13/10/2026 às 18h15

Foto: Ed Alcock/The Guardian

Thomas Piketty em entrevista a Thiago Gama. Colaboração: Antonio Martins

Thomas Piketty defendeu a tese de doutorado aos vinte e dois anos e foi dar aula no Massachusetts Institute of Technology, de onde voltou à França convencido de que a economia estadunidense sabia muito de modelos e quase nada de história. Desde 2000 é diretor de estudos na École des hautes études en sciences sociales. Ajudou a fundar a Paris School of Economics, dirigiu a escola entre 2005 e 2007, leciona ali até hoje e passou pela London School of Economics como Visiting Centennial Professor. Ao lado de Lucas Chancel, Emmanuel Saez e Gabriel Zucman, codirige o World Inequality Lab e a World Inequality Database, o laboratório que reconstruiu, país por país e século por século, para onde foi o dinheiro do mundo. O capital no século XXI vendeu dois milhões e meio de exemplares em quarenta línguas. Vieram depois Capital e ideologia, Uma breve história da igualdade, Une histoire du conflit politique, escrito com Julia Cagé, e Nature, culture et inégalités. Em junho deste ano o laboratório lançou em Paris o Global Justice Report, que apresenta ao mundo uma estratégia para ser alcançada até 2100 com teto de 1,8 grau para o aquecimento global e rendas convergentes, financiada por um imposto global sobre as grandes fortunas.

Foi esse homem que o Outras Palavras ouviu por videoconferência na manhã de 9 de outubro, pela segunda vez em quatro meses, cinco dias depois de o Brasil acordar com Flávio Bolsonaro à frente de Lula no primeiro turno, 47,03% contra 45,16%, e com a maior abstenção desde 1998. Piketty conhece os números brasileiros de perto, porque é o laboratório dele que os produz. A conversa inteira girou em torno de 25 de outubro.

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Master, filme, PIX e mais: as mentiras que Flávio Bolsonaro já contou

Terça13 de outubro de 2026


REPORTAGEM
Master, filme, PIX e mais: as mentiras que Flávio Bolsonaro já contou

Estratégia ou deslizes "humanos"? Mentiras e incoerências de Flávio Bolsonaro vão além de reação a denúncias

14 de maio de 2026
Por Dyepeson Martins
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PODER SOCIEDADE
Horas antes do vazamento de mensagens de áudio e texto que mostram o pré-candidato à presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociando com o banqueiro Daniel Vorcaro apoio ao filme Dark Horse, o parlamentar negou publicamente a relação entre o longa-metragem e o dono do Banco Master, preso pela Polícia Federal. “É mentira! De onde você tirou essa informação?”, respondeu ao repórter do Intercept Brasil, site que revelou as conversas nesta quarta (13).

A negação imediata ao ser questionado sobre a cinebiografia do pai, Jair Bolsonaro (PL), reflete uma conduta identificada também em outros episódios: a mentira sobre fatos consolidados. Ainda na noite de quarta, no próprio vídeo publicado por Flávio Bolsonaro para se defender das denúncias, ele admite e normaliza o que horas antes tentou negar e busca atacar a base governista com outra informação falsa, reiterada por apoiadores: que o filme não teria recebido recursos públicos.

Flávio Bolsonaro assumiu a missão de liderar a ultradireita na corrida eleitoral diante do impedimento de Jair Bolsonaro, condenado e preso por tentativa de Golpe de Estado. A Agência Pública identificou outros momentos recentes em que o congressista mente, uma estratégia negacionista que parece escalar em ano eleitoral.

Justiça decreta prisão preventiva de suspeito de duplo homicídio em Ceilândia

Terça, 13 de outubro de 2026

Imagem ilustrativa

Justiça decreta prisão preventiva de suspeito de duplo homicídio em Ceilândia

Do TJDFT
por ML — publicado 13/10/2026

O Núcleo de Audiências de Custódia (NAC) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) decretou a prisão preventiva de João Victor Rodrigues Alves de Oliveira, suspeito de duplo homicídio qualificado, em Ceilândia/DF. 

Durante a audiência, o juiz entendeu que a liberdade imediata não seria adequada, uma vez que "elementos constantes dos autos revelam a existência de fundada suspeita de autoria, suficiente para a continuidade das investigações e para análise da custódia cautelar".

A decisão aponta morte de duas vítimas por múltiplos disparos de arma de fogo, com grande quantidade de estojos e projéteis calibre 380 no local.

POR TRÁS DO NEGÓCIO —PF aponta interferência de Ibaneis Rocha na tentativa de compra do Banco Master

Terça, 13 de outubro de 2026

Relatório encaminhado ao STF aponta que decisões do banco público passavam pelo então governador

Brasil de Fato — Brasília (DF)
13.out.2026

Ibaneis Rocha | Crédito: Renato Alves / Agência Brasília

A Polícia Federal (PF) aponta que o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) teve participação direta nas articulações para a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 28 de setembro, no qual o sigilo foi retirado na sexta-feira (9), os investigadores afirmam que decisões estratégicas da instituição financeira pública eram submetidas previamente ao então governador.

O documento atribui a Ibaneis participação na autorização de valores para aumento de capital do BRB, na definição da estratégia de expansão do banco, na validação de decisões operacionais consideradas críticas e na articulação com agentes privados envolvidos no negócio. Entre os elementos analisados pela PF estão mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro, proprietário do Master, e Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB.

Em 25 de outubro de 2024, meses antes de o BRB anunciar a tentativa de aquisição do Master, Vorcaro e Paulo Henrique conversaram sobre a reestruturação do banco privado, a entrada de novos sócios e a estratégia de comunicação sobre a futura integração das instituições.

Cultura popular chega à Taquara, em Planaltina, com cortejo de bonecos gigantes e teatro gratuito. Será nesta quarta-feira (14 de outubro) às 16 horas

Terça, 13 de outubro de 2026
Divulgação de ação cultura

Agenda Cultural

Cultura popular chega à Taquara, em Planaltina, com cortejo de bonecos gigantes e teatro gratuito

Taquara, em Planaltina, recebe no dia 14 de outubro de 2026, a partir das 16h, uma programação gratuita do projeto Boneco na Vila, com cortejo de bonecos gigantes e apresentações de teatro de bonecos.

A programação conta com o cortejo de bonecos gigantes Bonecaço, inspirado em personagens da cultura popular. O cortejo percorrerá o local convidando o público a acompanhar as apresentações dos espetáculos Varal de Bonecos e O Vaqueiro e o Boizinho.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Vídeo mostra homem negro amarrado em abordagem da PM em SP; BO omite uso de cordas

Segunda, 12 de outubro de 2026

Vídeo mostra homem negro amarrado em abordagem da PM em SP; BO omite uso de cordas


09/10/2026 6h10 Pedro Stropasolas

Na audiência de custódia, juíza registrou indicação de possível violência e determinou exame de corpo de delito. Ministério Público aponta lacunas na investigação e pede novas diligências

Homem negro com mãos e pés amarrados por cordas, cercado por policiais militares durante abordagem na Rua Major Sertório, no centro de São Paulo, em 27 de setembro de 2026. O boletim de ocorrência não menciona o uso de cordas | Foto: Reprodução

Da

Resumo

Vídeo obtido pela Ponte mostra um homem negro com as mãos e pernas amarradas durante uma abordagem da PM no centro de São Paulo. O uso de cordas não consta no boletim de ocorrência.

Preso por suspeita de tentativa de furto, o homem recebeu liberdade provisória. Na audiência de custódia, a Justiça registrou indicação de possível violência e determinou exame de corpo de delito.

O Ministério Público pediu novas diligências diante de lacunas da investigação. Especialistas alertam para os riscos da contenção com mãos e pés presos entre si.

Um homem negro deitado na calçada da Rua Major Sertório, no centro de São Paulo, com as mãos e as pernas amarradas. Ao redor dele, vários policiais militares.

RESPONSABILIDADE —Milton Hatoum: ‘Flávio Bolsonaro será pior e mais cruel que o pai dele’

Segunda, 12 de outubro de 2026

RESPONSABILIDADE
Milton Hatoum: ‘Flávio Bolsonaro será pior e mais cruel que o pai dele’

Escritor alerta para riscos de retrocessos e convoca a população a ir às urnas em defesa da democracia

Brasil de Fato
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Hatoum lançou recentemente o livro Dança dos Enganos, terceiro volume da trilogia O Lugar Mais Sombrio, série de livros que trata sobre o período da ditadura militar no Brasil | Crédito: TV Brasil

Desde o encerramento da apuração do primeiro turno das eleições, no último domingo (4), metade do Brasil que não quer o retorno do bolsonarismo na presidência procura entender o que está acontecendo. O resultado obrigou uma mudança dos rumos da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e as previsões do segundo turno variam entre a esperança de virar o jogo e o entendimento do retrocesso que um novo governo bolsonarista vai representar.

Ao Conversa Bem Viver, o escritor Milton Hatoum tem uma visão crítica sobre o cenário e, mais que isso, de um certo modo de um futuro desesperançoso. “De acordo com o que ele [Flávio Bolsonaro] tem falado ele será muito pior, muito mais cruel que o pai”, afirma.

“A classe média ficará mais pobre, assim como vem acontecendo na Argentina que é o modelo que será adotado pela possível futura ministra da Fazenda do Flávio. A classe média vai ficar mais pobre e o pobre mais pobre ainda. Isso não é fake news, está sendo dito pela economista que Flavio vai indicar ao ministério caso ganhe”, aponta.

Ao alertar para o perigo de retrocessos democráticos, o escritor recupera sua memória dos impactos da ditadura militar e enfatiza que a privação da liberdade deixa marcas. “Porque eu vivi, a minha juventude e a da minha geração viveu durante mais de 20 anos sob a ditadura. E não é fácil, é horrível”. Para ele, qualquer tentativa de enfraquecer o Estado de direito ou tensionar as instituições compromete gravemente a estabilidade social e o desenvolvimento do país. “O investidor estrangeiro não está interessado em investir num país conflagrado, num país com tensões políticas fortes, num país em que as instituições são questionadas. O investimento estrangeiro no Brasil aumentou durante o governo Lula exponencialmente. As pessoas querem uma tranquilidade política e social”, pondera.

'NÓS PODEMOS' —Em vídeo, teólogo Leonardo Boff defende voto em Lula: ‘Se trata de ter lado’

Segunda, 12 de outubro de 2026

NÓS PODEMOS
Em vídeo, teólogo Leonardo Boff defende voto em Lula: ‘Se trata de ter lado’

Em leito hospitalar, escritor e teólogo defendeu a preservação de programas sociais, do SUS e da Amazônia

BRASIL DE FATO — São Paulo (SP)
10.out.2026

Teólogo, escritor e filósofo Leonardo Boff | Crédito: Divulgação

O teólogo, escritor e filósofo Leonardo Boff publicou um vídeo nas redes sociais neste sábado (10) em que manifesta apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das Eleições 2026.

“Nesse momento se trata de ter lado: votar em Lula para garantir todos os benefícios e ao mesmo tempo um Brasil aberto ao mundo, porque nós podemos, com as riquezas que temos na nossa terra, ser a mesa posta para as fomes do mundo inteiro, para a sede de milhões e milhões que sob aquecimento global vão sofrer. Então, votem em Lula número 13”, disse o teólogo.

Na gravação, Boff aparece deitado em um leito hospitalar e convoca eleitoras e eleitores a se posicionarem na disputa eleitoral. Até a publicação desta matéria, não foram divulgadas informações sobre a causa da internação ou o estado de saúde do escritor.

Ao analisar o cenário político do país, o intelectual afirmou que o pleito coloca em confronto projetos históricos distintos. Boff pontuou que forças democráticas de direita e de esquerda mantêm o diálogo civilizado e apresentam seus respectivos projetos, mas alertou para a ameaça representada por grupos extremistas que buscam desmantelar conquistas populares consolidadas, como a Farmácia Popular, o Sistema Único de Saúde (SUS), o Bolsa Família, o programa Pé-de-Meia, o Luz para Todos, as cotas universitárias para estudantes de baixa renda e as políticas de proteção da Amazônia e dos povos indígenas.

FÉ —Entre a urna e Nossa Senhora Aparecida: 12 de outubro ganha tom político com ameaças da extrema direita aos católicos

Segunda, 12 de outubro de 2026

FÉ
Entre a urna e Nossa Senhora Aparecida: 12 de outubro ganha tom político com ameaças da extrema direita aos católicos

Falas polêmicas, projetos antigos e ataques à Igreja Católica mobilizam debate religioso na reta final das eleições

Brasil de Fato — São Paulo (SP)

Imagem de Nossa Senhora da Aparecida | Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

No próximo 12 de outubro, respeita-se o dia de Nossa Senhora Aparecida, que carrega o título de padroeira do Brasil. Neste ano, a data trará outros valores, para além do simbolismo religioso. Com os ataques recentes promovidos pela extrema-direita, em especial o bolsonarismo, à Igreja Católica, a efeméride ganha também um peso político.

Em setembro, foram veiculados nas redes sociais e na imprensa conteúdos que associavam o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a um projeto que previa a retirada de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do país.

Um mês antes, Flávio Bolsonaro, que é evangélico e se cerca de pastores e outras lideranças desse mesmo grupo religioso, afirmou que “quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”, causando um incômodo nos católicos do país.

domingo, 11 de outubro de 2026

APOIO DE 3 MILHÕES —Corregedor do TSE derruba decisão de Nunes Marques e mantém canal ‘Exército do Lula’

Domingo, 11 de outubro de 2026

APOIO DE 3 MILHÕES
Corregedor do TSE derruba decisão de Nunes Marques e mantém canal ‘Exército do Lula’

Criado pelo deputado federal André Janones, canal do WhatsApp reúne mais de 3,5 milhões de seguidores

Brasil de Fato  — Rio de Janeiro
11.out.2026

Mobilização em São Paulo pela reeleição de Lula levou 1 milhão às ruas 
Crédito: Ricardo Stuckert

O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, derrubou neste domingo (11) a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que suspendeu o canal “Exército do Lula”. A plataforma foi criada no WhatsApp pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O canal registra, neste domingo, mais de 3,5 milhões de seguidores.

No sábado (10), Vilas Bôas Cuêva, relator do processo, pediu que Flávio Bolsonaro, autor da ação, apresentasse esclarecimentos sobre o pedido em 72 horas. Na decisão, o corregedor-geral eleitoral considerou que a petição não tinha elementos suficientes para a suspensão do canal, sendo necessárias informações adicionais, por exemplo, sobre as irregularidades atribuídas a cada conteúdo citado na petição. O ministro também pediu a indicação sobre a possível sobreposição, com pedidos similares em outros processos.

Desconsiderando a posição do corregedor-geral, o presidente do TSE proferiu decisão neste domingo (11) sobre o mesmo tema e determinou a suspensão do canal. A censura, pela decisão de Kassio Nunes Marques, deveria permanecer até a homologação do resultado do segundo turno.

Vilas Bôas Cuêva, ao ser citado da movimentação de Nunes Marques, determinou, em caráter preliminar, o retorno do canal e a submissão do tema à apreciação do plenário do TSE. De acordo com Bôas Cueva, a questão deve ser analisada com base em “procedimento mais cauteloso”.

GOLPE ELEITORAL —Defesa de Vorcaro desconhece áudio; PF e PGR desmentem relato da Veja sobre Lula


Domingo, 11 de outubro de 2026

GOLPE ELEITORAL
Defesa de Vorcaro desconhece áudio; PF e PGR desmentem relato da Veja sobre Lula

Advogado do ex-banqueiro afirma ao ICL Notícias que desconhece gravação e supostos anexos; órgãos negam depoimento

BRASIL DE FATO
9.out.2026 - 16:44

Daniel Vorcaro após sua segunda prisão | Crédito: Reprodução

O advogado Daniel Bialski, responsável pela defesa de Daniel Vorcaro, afirmou ao ICL Notícias nesta sexta-feira (9) que desconhece a gravação e as acusações atribuídas ao ex-banqueiro pela revista Veja sobre um suposto financiamento irregular de um documentário a respeito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As declarações ocorrem no mesmo dia em que a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) divulgaram notas oficiais negando que Vorcaro tenha prestado o depoimento descrito na publicação.

“Desconheço a gravação e desconheço o teor dessa história”, afirmou Bialski à coluna.

O advogado também negou ter recebido ou mantido sob sua guarda o suposto HD e os anexos relacionados às acusações. Segundo ele, Vorcaro não prestou nenhum novo depoimento à Polícia Federal ou a qualquer outro órgão sobre o assunto.

“Eu não estava na defesa do Daniel Vorcaro quando foram apresentadas as propostas de colaboração e, o que posso afirmar é que ele não prestou nenhum novo depoimento à Polícia Federal ou a qualquer outro órgão discorrendo sobre isso”, declarou.

VIGILÂNCIA? Professores denunciam ordem para retirar cartazes sobre o caso BRB/Master das escolas do DF

Domingo, 11 de outubro de 2026

VIGILÂNCIA?
Professores denunciam ordem para retirar cartazes sobre o caso BRB/Master das escolas do DF

Memorando da Secretaria de Educação também orienta impedir novas afixações e comunicar a retirada às regionais

BRASIL DE FATO — Brasília (DF)

Cartaz expõe parlamentares que aprovaram compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) | Crédito: Sinpro-DF

O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) denunciou uma ordem do governo Celina Leão (PP) para a retirada de cartazes sobre o caso Banco BRB-Master das escolas públicas. A medida é objeto de um memorando da Secretaria de Educação do DF (SEEDF) que orienta as equipes gestoras a localizar o material e impedir novas afixações.

Segundo Márcia Gilda, diretora do Sinpro-DF, a orientação também estabelece o acompanhamento da circulação do material nas unidades. Os cartazes estavam fixados nos murais do sindicato desde o primeiro semestre. Para o sindicato, a orientação é eleitoreira, pois atinge a liberdade de expressão e a autonomia das comunidades escolares sobre um tema de interesse público.

“O memorando orienta a retirar os cartazes, a não permitir a fixação de novos materiais e a comunicar à Regional de Ensino quais cartazes foram retirados das escolas. Também determina que seja observada a circulação desse material dentro das unidades escolares”, diz Gilda.

sábado, 10 de outubro de 2026

Tesouraço de Flávio pode ser mortal para o SUS

Sábado, 10 de outubro de 2026

Tesouraço de Flávio pode ser mortal para o SUS

Candidato propõe corte de R$250 bilhões. Ele nega, mas só conseguirá fazê-lo se comprimir aposentadorias, BPC e orçamento da Saúde – ignorando envelhecimento da população e crise climática. Analistas preveem retrocessos e militarização do Ministério

OutraSaúde

Artigo originalmente postado no OutraSaúde em 09/10/2026 às 12h05 - Atualizado 09/10/2026 às 19h20

Créditos: Magnific

Uma matéria do jornal Folha de S.Paulo, publicada nesta quarta-feira (7), mostra um apanhado das medidas que a equipe econômica do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) tem prometido à Faria Lima em um eventual governo. A meta seria realizar um ajuste inicial da ordem de 2% do PIB, o equivalente a cerca de R$ 250 bilhões.

Entre as iniciativas listadas para alcançar essa meta estão a desvinculação dos reajustes da Previdência Social e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) do salário mínimo, podendo receber abaixo do valor que o governo considera o básico para sobreviver. Também estaria nos planos o fim dos pisos constitucionais que estabelecem a obrigatoriedade de investimentos na Saúde e na Educação.

Oficialmente, o candidato nega. “Vocês (aposentados) vão ter reajuste, sim, acima da inflação das suas aposentadorias, que é uma coisa sagrada”, disse nesta quinta-feira (8). O que ele considera “sagrado” não foi respeitado durante o governo do pai, Jair Bolsonaro, que apenas repôs a inflação do salário mínimo e das aposentadorias, sem nunca ter dado aumento real. A fala também contrasta com o que disse o coordenador de campanha do candidato do PL em uma entrevista concedida em março. “O modelo está estourando. Só posso dizer que a gente vai ter que revisitar a Previdência”, disse o senador Rogério Marinho (PL-RN).

O novo Brasil que a política (ainda) ignora

Sábado, 10 de outubro de 2026

O novo Brasil que a política (ainda) ignora


Digitalização é cada vez mais dominante, mas convive com imensa desigualdade e condição subalterna do país. Não é mais possível transformá-lo sem examinar tudo o que muda na base da sociedade – e sem lutar por soberania tecnológica
OutrasPalavras                            Crise Brasileira

Artigo originalmente publicado no OutrasPalavras em 09/10/2026



Por Marcio Pochmann

O resultado eleitoral de 2026 pode ser lido para além da disputa entre candidatos e partidos. Ele revela uma sociedade que mudou profundamente nas últimas décadas e cuja transformação ainda não foi plenamente incorporada pela política, pelas instituições e pelas próprias categorias convencionais utilizadas para compreender o Brasil.

O país que vota hoje já não é mais o mesmo daquele para o qual foram desenhadas muitas das instituições econômicas, trabalhistas e políticas da Nova República. Durante grande parte do século XX, o desenvolvimento brasileiro foi pensado a partir da sociedade urbana e industrial, como fábricas, grande empresa, emprego assalariado, sindicato, estabelecimento comercial, jornada de trabalho, previdência e Estado regulador.

Esse mundo não desapareceu. Mas deixou de ser suficiente para explicar a totalidade do país. A economia brasileira tornou-se predominantemente de serviços, enquanto a digitalização modificou a própria forma de produzir e distribuir. A residência pode ser simultaneamente moradia, escritório, cozinha produtiva, loja, estúdio e espaço de prestação de serviços. O telefone celular transformou-se em instrumento de trabalho, comercialização, pagamento, publicidade e relacionamento com clientes.

☝️ Bancos, bets e golpes: estamos de olho!

Sábado, 10 de outubro de 2026


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Seu informe sobre cidadania e consumo
9 de outubro de 2026
De olho na luta

SERVIÇOS FINANCEIROS

🎰 Bets: quem aposta é consumidor ou refém?

Em entrevista ao vivo, nosso diretor-executivo, Igor Britto, trouxe um alerta: o estrago das bets vai muito além do bolso. Dívidas, ansiedade, depressão e até pensamentos autodestrutivos! E quem tenta reclamar esbarra em empresas com nota média 2 no consumidor.gov.br. Nós defendemos que o setor seja tratado como questão de saúde pública, a exemplo do tabaco. Exigimos proteção de verdade e um Estado preparado para lidar com o problema! Assista à entrevista completa My NEWS

💳 Bancos cortam limites sem avisar

Clientes do Banco do Brasil e do Bradesco relatam o bloqueio de cartões de débito e a zeragem de limites de crédito sem orientação prévia. Ter o cartão travado na hora de pagar uma compra sem receber explicações é um desrespeito. Nós alertamos que o cancelamento repentino de serviços essenciais como o débito configura falha na prestação de serviço. Exigimos transparência e respeito ao Código de Defesa do Consumidor: os bancos são obrigados a notificar o cliente com 30 dias de antecedência antes de suspender limites ou cancelar produtos. Msn

Reverter o resultado do 1º turno é possível – e está em nossas mãos

Sábado, 10 de outubro de 2026


Artigo de Roberto Amaral*



Reverter o resultado do 1º turno é possível – e está em nossas mãos

Artigo de Roberto Amaral*


“O erro da ditadura foi torturar e não matar”- Jair Bolsonaro (Jovem Pan, Junho de 1960)

“Não houve golpe militar em 1964” - Jair Bolsonaro (Roda Viva, 30 julho de 2018)

“Esta é a encruzilhada que a América enfrenta: ou vocês [os EUA] têm o aliado mais poderoso do hemisfério ocidental, ou um antagonista que se alinha com adversários americanos e torna qualquer política americana para a região impossível.” - Flávio Bolsonaro (Folha de S. Paulo, 28/03/2026)

De um famoso e formoso discurso de Otávio Mangabeira, pronunciado em 1945, a história recolheu uma frase que saltou de seu entrecho para correr mundo. Uma advertência que chega aos nossos dias carregada de dramática atualidade: “A democracia é uma flor tenra que precisa de muito cuidado para crescer e para se firmar”. A advertência do tribuno baiano era uma peça em sua campanha contra o Estado Novo.

Mangabeira era um liberal, fauna de há muito em extinção na política brasileira. Foram-se os liberais, mas o projeto permaneceu vigente, mas hoje manipulado exatamente pelos seus mais insidiosos inimigos. Veja-se a injúria que é a promessa liberal, que já foi a bandeira de Raul Pila, ser utilizada na denominação da sigla que abriga o clã Bolsonaro.

A frase lapidar de Mangabeira, contudo, ganhou vida própria e percorre inumeráveis discursos parlamentares desde 1946. Ganhou força e ilustrou e ainda ilustra a eloquência de tribunos, juristas e jornalistas sempre que a democracia é ameaçada pelos seus inimigos de sempre.

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Teatro de bonecos gratuito no Ponto de Cultura Espaço Cultural Bagagem; confira a programação deste sábado (10/10) “Turminha mais Segura”

Sexta, 9 de outubro de 2026






Teatro de bonecos gratuito no Ponto de Cultura Espaço Cultural Bagagem; confira a programação deste sábado

“Turminha mais Segura”

A programação do Ponto de Cultura Espaço Cultural Bagagem em outubro com atrações gratuitas para toda a família. Neste sábado, 10 de outubro, às 17h, a Praça das Artes, no Gama, recebe o espetáculo de teatro de bonecos

O espetáculo promove

A trilha sonora, reforça a narrativa e contribui para criar uma atmosfera de apresentado e afetuosos

OCUPAR AS RUAS —Após assembleias, estudantes da UnB convocam ato contra extrema direita para terça-feira (13)

Sexta, 9 de outubro de 2026

OCUPAR AS RUAS
Após assembleias, estudantes da UnB convocam ato contra extrema direita para terça-feira (13)

Assembleia do DCE reuniu cerca de 700 estudantes nesta quinta (8) e definiu mobilização no Museu Nacional

Brasil de Fato — Brasília (DF)
Matéria originalmente postada no BdF (DF) em 8.OUT.2026

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Encontro realizado nesta quinta-feira (8) definiu uma agenda de atividades para o segundo turno das eleições | Crédito: Edu Dias, comunicação Fábio Felix

Estudantes da Universidade de Brasília (UnB) aprovaram, nesta quinta-feira (8), a realização de um ato contra a extrema direita na próxima terça-feira (13), em Brasília. A convocação ocorreu durante duas assembleias organizadas pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), que reuniu centenas de estudantes no período da manhã e da noite.

Com o tema “DF por Bolsonaro nunca mais”, a mobilização terá concentração a partir das 16h, no Museu da República, e início previsto para as 18h. A atividade integra uma série de ações definidas pelo movimento estudantil para o segundo turno das eleições.

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 Sexta, 9 de outubro de 2026