Sexta, 24 de julho9 de 2026
Olá,
Amanhã, 25 de julho, é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado por países da América Latina e do Caribe desde 1992 e no Brasil conhecido também como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, instituído pela Lei nº 12.987, sancionada em junho de 2014.
O dia também faz homenagem à Tereza de Benguela, liderança quilombola histórica que, no século XVIII, comandou o Quilombo do Quariterê, o maior quilombo da região que hoje corresponde ao estado do Mato Grosso.
Assim como Tereza, a resistência das lideranças femininas dos quilombos continua reverberando na busca por justiça, equidade, terra e bem viver para diversas comunidades quilombolas em todo o Brasil.
Integrantes do Quilombo Cangume durante apresentação de dança na 16ª Feira de Troca de Sementes e Mudas Tradicionais das Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira.
Júlio César Almeida / ISA
Mas o enfrentamento ao racismo, que hoje permanece gerando desigualdades, é uma luta de todos nós.
Por isso, falar sobre a luta de mulheres negras nas salas de aula é uma forma de reparação histórica com essa população subjugada historicamente. O que contribui para a justiça curricular, a construção de uma educação mais plural, democrática e comprometida com o enfrentamento do racismo estrutural e das desigualdades de gênero, permitindo que estudantes conheçam diferentes protagonistas da história brasileira e se reconheçam como sujeitos dela.
Em 2003, foi sancionada a Lei Federal nº 10.639, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira em todas as escolas do país. Em 2008, com a Lei nº 11.645, as histórias e culturas indígenas também foram incluídas no currículo nacional. Tais normativas ampliam o acesso a conteúdos qualificados sobre a população negra e quilombola, também a respeito dos povos indígenas e das comunidades tradicionais, bem como suas trajetórias históricas, sociais e culturais.
Para celebrar essa data e o protagonismo das mulheres negras e quilombolas, hoje o ISA compartilha com você o “Kit Didático: Mulheres quilombolas no foco da educação”, apresentado para uso em sala de aula, já disponível no Acervo do ISA.
Apoie a luta das mulheres quilombolas e uma educação antirracista.Socioambiental se escreve junto. 
Leonor Costa
Instituto Socioambiental (ISA)
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