 SAÚDE Saúde suplementar precisa de controle social forte
Estivemos na 380ª reunião do Conselho Nacional de Saúde (CNS), representando o segmento de usuários. Defender a presença de consumidores no CNS e na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é garantir que suas demandas sejam ouvidas. Reforçamos a importância da Comissão Intersetorial de Saúde Suplementar (CISS) e defendemos o enfrentamento de questões estruturais: a diferença de regulação entre planos coletivos e individuais, a regulação dos cartões de desconto e o combate a retrocessos. Seguiremos ocupando esses espaços para que a saúde suplementar sirva ao interesse público, e não ao contrário. LinkedIn SERVIÇOS FINANCEIROS 5 anos sem regras
As apostas online foram legalizadas em 2018, mas só começaram a ser regulamentadas em 2024. Durante cinco anos, o mercado operou sem critérios, fiscalização ou limites. Apresentamos no Senado dados de um levantamento inédito no Reclame Aqui. Analisamos 600 reclamações contra 30 plataformas e encontramos publicidade enganosa, bloqueio de contas sem justificativa, retenção de prêmios e relatos de dependência. Pessoas venderam carros, pegaram empréstimos e perderam o controle. A regulamentação tardia priorizou debates econômicos, mas deixou a proteção das pessoas em segundo plano. A aposta pode parecer individual, mas o preço é coletivo. LinkedIn TELECOMUNICAÇÕES E DIREITOS DIGITAIS Livro correalizado pelo Idec no Prêmio Jabuti
A obra "Proteção de dados pessoais em serviços de saúde digital", realizada em parceria com a Fiocruz e o Intervozes, é semifinalista da 3ª edição do Prêmio Jabuti Acadêmico, na categoria Ciência e Cultura — enfermagem, saúde coletiva e serviço social. O livro reúne análises baseadas em uma pesquisa feita entre 2021 e 2022 sobre digitalização e tratamento de dados na saúde, tendo a LGPD como referência. Nós celebramos a indicação. É o reconhecimento de um trabalho coletivo que une ciência, defesa de consumidores e direito à privacidade. A produção acadêmica e a divulgação científica são essenciais para ampliar o debate público e fortalecer a proteção de direitos. Prêmio Jabuti Anúncios na Copa sem dados de transparência
Levantamento da BBC mostra que as 10 maiores bets do Brasil dispararam centenas de anúncios no Facebook e Instagram durante a Copa, sem divulgar gastos, público-alvo ou alcance. A ausência desses dados impede a sociedade de verificar se a publicidade está sendo direcionada a menores de 18 anos, como manda a lei. Nós alertamos: a falta de transparência dificulta o monitoramento de um setor que já causa superendividamento, perda de renda e impactos à saúde mental. O argumento de que os dados são "estratégicos" não pode se sobrepor à saúde pública. A publicidade de bets precisa de regras tão rígidas quanto as do tabaco e transparência não é favor, é condição para que a sociedade possa fiscalizar. BBC Brasil Biometria facial falha mais com idosos
Estudos mostram que a taxa de erro saltou de 1% para até 5% após os 70 anos. O envelhecimento altera os traços usados pelos algoritmos, e a maioria dos sistemas não foi treinada para lidar com rostos mais velhos. Além disso, a falta de dispositivos, o acesso limitado à internet e baixo letramento digital agravam a exclusão. Nossa campanha “Quem vê cara não vê permissão” aborda justamente esse problema. Quando a biometria trava, o acesso a serviços essenciais, como bancos, benefícios e documentos fica comprometido. O governo oferece alternativas no gov.br, mas elas ainda são insuficientes. É preciso garantir que a digitalização dos serviços não deixe ninguém para trás. Exame ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E SUSTENTÁVEL Copa não combina com ultraprocessado
A campanha global "Tirem o Refrigerante de Campo" pede à Fifa que encerre a parceria com a Coca-Cola. Mais de 100 organizações, incluindo nós, alertam que associar bebida açucarada ao esporte é sportswashing: usar a paixão pelo futebol para normalizar produtos que causam obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. Para cada aumento de 250 ml no consumo diário de refrigerante, o risco de obesidade cresce 12% e o de diabetes tipo 2, 19%. A Fifa precisa decidir se está do lado da saúde ou do lucro. A Copa é do povo, não da indústria. O futebol merece mais. Agência Brasil |