Domingo, 6 de outubro de 2024
Para historiador da UFF, o caminho é a negociação. "Mas é preciso criar um ambiente para isso".
Da AEPET —Associação dos Engenheiros da Petrobrás
Publicado em 04/10/2024 na AEPET

O professor de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF), Bernardo Kocher, não acha possível que a ofensiva de Israel no Oriente Médio possa ser detida sem o fim do que ele chama de "subsídio" dos Estados Unidos aos sionistas.
Kocher aponta para as raízes históricas do conflito. "Os sionistas foram se instalando numa terra onde eram minoria e que já estava habitada, ao contrário do slogan Uma terra sem povo para um povo sem terra". Segundo ele, a própria partilha da Palestina proposta pela ONU foi injusta, já que os judeus eram minoria, ficaram com 52% do território e com as terras de melhor potencial agrícola. Para ele, a aspiração dos judeus era justa, mas lembra que os primeiros sionistas pensaram em criar um estado na Argentina ou em Uganda.
Além disso, os árabes não foram responsáveis pelo que aconteceu aos judeus. "Os países árabes recusaram a proposta da ONU porque perceberam que o objetivo dos sionistas era a ampliação do território, que ficou evidente com a expulsão de 750 mil palestinos", disse, acrescentando que após a aprovação da partilha da Palestina Israel jamais respeitou as resoluções seguintes da ONU, em especial a que determinava o retorno dos refugiados.
