“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."
(Millôr Fernandes)
domingo, 1 de março de 2026
Caso master: Vice-governadora do DF processa estudantes por críticas a rombo no BRB
sábado, 28 de fevereiro de 2026
24 ANOS DE PÁTRIA LATINA
Oriente médio —Com mais de 200 mortos após ataques, Irã anuncia fechamento do Estreito Ormuz e reivindica ‘direito de responder com toda a força’
Com mais de 200 mortos após ataques, Irã anuncia fechamento do Estreito Ormuz e reivindica ‘direito de responder com toda a força’
Quando o recuo vira destino
Gabriel Cohn (Cuba, a Espanha no século XXI)
Em 1938, regressando de Munique, aonde fôra negociar com Adolf Hitler, o primeiro-ministro Neville Chamberlain declara ao Parlamento britânico haver conquistado o que denominava como “a paz para o nosso tempo”. Enganado ou não, enganava os ingleses e despistava o mundo, em especial o mundo europeu, mal saído da Primeira Guerra Mundial e já se vendo ameaçado por um novo conflito para o qual não estava preparado, como se veria logo depois.
Eram tempos de medo, dominados pela retórica do pacifismo para enfrentar as ameaças do rearmamento alemão comandado pela ascensão do nazifascismo. Ao entregar os Sudetos (parte da então Tchecoslováquia) à Alemanha como compensação pela promessa de Berlim de não reivindicar mais territórios (mote da doutrina do “espaço vital”, que tudo justificava), a monarquia decadente aplainava os avanços das tropas de Hitler: o “acordo de paz” é firmado em 1938 e, já em 1939, a Polônia era invadida. Avança a guerra que a Inglaterra, não podendo enfrentar, tentava não ver, simplesmente ignorando a agressão que vinha a galope.
É história contada. Aquele não era, porém, o primeiro recuo, nem seria o último registro nos conflitos do século passado e nos conflitos de nossos dias, ensinando que nem sempre a estratégia do passo atrás, anunciando outro passo atrás, é a melhor arte da guerra dos que se veem ameaçados por agressores mais poderosos. O agressor sempre avança onde há menor custo. Como ensinavam os argonautas, “navegar é preciso”.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
Anielle Franco afirma que julgamento dos mandantes da morte de Marielle deixou o ‘bueiro do RJ aberto’
Justiça
Anielle Franco afirma que julgamento dos mandantes da morte de Marielle deixou o ‘bueiro do RJ aberto’
Em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, a ministra da Igualdade Racial também falou sua gestão à frente da pasta
Brasil de Fato
27.fev.2026
Beatriz Drague Ramos
Anielle Franco é ministra da Igualdade Racial | Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasi
Diante disso, para a família, o momento é de exaustão física e emocional, mas também de uma sensação de justiça em um caso que envolve figuras de alto escalão da política fluminense.
CNJ afasta desembargador que absolveu homem acusado de estupro contra menina de 12 anos em MG
Investigado
CNJ afasta desembargador que absolveu homem acusado de estupro contra menina de 12 anos em MG
O magistrado Magid Láuar é investigado por abusos sexuais; denúncias vieram à público após a repercussão do julgamento
Brasil de Fato
27.fev.2026
São Paulo (SP)
Redação

O desembargador Magid Nauef Láuar | Crédito: Juarez Rodrigues/TJMG
O desembargador Magid Nauef Láuar, integrante da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, foi afastado do cargo após determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Láuar é investigado por crimes sexuais contra pelo menos cinco pessoas durante o período em que atuou como juiz de direito nas comarcas das cidades mineiras de Ouro Preto e Betim. Ao menos uma das vítimas, um primo do desembargador, era menor de idade quando teria sofrido os abusos.
As denúncias vieram à público após o magistrado ganhar destaque nas notícias nacionais ao absolver um homem de 35 anos acusado de estupro contra uma menina de 12, no município de Indianópolis (MG).
No julgamento, desembargadores citaram “vínculo consensual” para justificar a absolvição do acusado. Somente a desembargadora Kárin Emmerich, única mulher a compor o colegiado, votou pela condenação.
Após ampla repercussão do caso em redes sociais e portais de notícias, o desembargador voltou atrás na decisão, mantendo a condenação. O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) também recorreu da decisão de segunda instância que absolveu o investigado. Na última quarta-feira (25), o homem e a mãe da menina, responsabilizada por omissão, foram presos.
Descaso Falta de monitores marca início do ano letivo na rede pública do Distrito Federal
Sexta, 27 de fevereiro de 2026
descaso
Falta de monitores marca início do ano letivo na rede pública do Distrito Federal
A Secretaria afirma que ausência não gera prejuízo aos estudantes, pois as escolas seguem contando com professores, equipes pedagógicas e outros profissionais que garantem o atendimento e o suporte necessários. | Crédito: Divulgação/ SEGOVA Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) afirma que a situação é pontual e decorrente de ajustes operacionais no programa, argumento contestado por responsáveis dos alunos.
A legislação brasileira, incluindo a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), assegura atendimento educacional especializado e apoio escolar aos estudantes da educação especial. No DF, parte desse suporte é realizado por monitores da carreira pública e, majoritariamente, por meio do Programa Educador Social Voluntário. A situação, relatada por mães e professores desde a primeira semana de aula, reacende o debate sobre planejamento, financiamento e prioridade política da educação inclusiva na capital do país.
“Todo ano é a mesma angústia”
Andrea Medrado, mãe de uma estudante com deficiência matriculada em escola pública do DF, relata que o início das aulas é acompanhado de insegurança. “Todo começo de ano é a mesma pergunta: cadê o monitor? Cadê o apoio garantido por lei? Educação é direito, não é favor!”, afirma.
Segundo ela, a escola onde a filha estuda iniciou o semestre com apenas um educador disponível para atender estudantes que demandam apoio. “Na escola que minha filha está, só tem um educador e ele ficou com ela porque eu sou a ‘mãe chata’ que não deixa passar. Mas isso não pode depender da insistência de uma mãe.”
No caso da filha, Adriana afirma possuir decisão judicial que assegura a presença de um monitor concursado, integrante da carreira pública, e não apenas educador voluntário. “Eu tenho um processo judicial que garante que seja um profissional da rede. Não um voluntário que pode sair a qualquer momento. Mesmo assim, todo ano é essa luta.” Ainda assim, a escola não disponibiliza o tutor garantido por lei.
Ela também relata que, em conversas, professores da rede pública descrevem salas superlotadas, sobrecarga de trabalho e esgotamento físico e emocional. Parte dos docentes também apontam dificuldades na implementação do sistema Educa-DF às vésperas do início das aulas, sem formação adequada e sem escuta prévia da comunidade escolar.
Para Adriana, o problema vai além de uma falha pontual. “Educação inclusiva não pode ser improviso anual. Quando a inclusão entra no planejamento, ela deixa de ser improviso e passa a ser política pública. Inclusão é lei. Planejamento é obrigação.”
Substituição de monitores por voluntários
De acordo com a diretora do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), Márcia Gilda, o modelo adotado pelo governo local tem se apoiado na figura do Educador Social Voluntário, em detrimento da ampliação do quadro efetivo de monitores.
“O acompanhamento dos Educadores Sociais Voluntários (ESV) nas turmas inclusivas é extremamente importante. Eles dão suporte aos estudantes e aos professores. O problema é que estão substituindo os monitores da carreira, que deveriam estar em todas as escolas, porque a rede pública do DF é oficialmente inclusiva”, afirma.
Segundo ela, a maioria dos ESVs atua em condições consideradas precárias. “Trabalham com ajuda de custo baixíssima e sem vínculo empregatício. Mesmo assim, se dedicam e fazem um trabalho excelente. Mas isso não substitui a necessidade de profissionais concursados, com estabilidade e formação contínua. A ausência desse suporte causa prejuízo enorme para toda a comunidade escolar.”
Câmara Legislativa
A situação foi levada à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) pelo deputado distrital Gabriel Magno (PT-DF), que relatou denúncias durante sessão ordinária realizada na última quarta-feira (25).
“Nós estamos na terceira semana de aulas e recebemos denúncias de que estudantes não estão conseguindo ter aula. Já oficiamos a Secretaria de Educação e estamos acionando os órgãos de controle. A denúncia é muito grave”, declarou.
O parlamentar citou relatos de escolas onde estudantes teriam sido dispensados por falta de condições adequadas de atendimento, destacando que a responsabilidade não seria das unidades escolares, mas da gestão central pela demora na alocação de profissionais.
Outro lado
Em nota enviada ao Brasil de Fato DF, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal afirmou que “não há ausência estrutural de Educadores Sociais Voluntários na rede”.
Segundo a pasta, o que ocorre neste início de ano letivo é um período de organização e adequação do programa às novas normativas que regulamentam a formação específica para atuação na educação especial.
“A Secretaria destaca que não houve prejuízo aos estudantes, uma vez que as escolas contam com professores, equipes pedagógicas e demais profissionais que garantem o atendimento e o suporte necessários”, diz a nota.
Embora o governo sustente que a situação será normalizada em curto prazo, famílias relatam que a ausência de apoio nas primeiras semanas de aula compromete a adaptação, aprendizagem e permanência dos estudantes com deficiência. “Quando o Estado falha, quem sofre são os estudantes com deficiência que querem e têm direito à escola”, resume Andrea Medrado.
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Editorial — Finalmente, justiça por Marielle e Anderson
Hoje o mundo sabe quem matou e quem mandou matar Marielle e Anderson. A justiça, enfim, foi feita.
Brasil de Fato — São Paulo (SP)
Nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, a poucos dias de se completarem oito anos do assassinato da parlamentar carioca e do motorista Anderson Gomes, a justiça, finalmente, se fez valer. Os irmãos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, foram condenados como mandantes do assassinato que interrompeu precocemente a vida da vereadora, em 14 de março de 2018.
Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, recebeu pena de 18 anos de prisão pelos crimes de obstrução de Justiça e corrupção. Ronald Alves de Paula, major da Polícia Militar, foi condenado a 56 anos de prisão. Robson Calixto, ex-policial militar, recebeu pena de nove anos.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
25/2 — A crise brasileira e a reconstrução da Escola Pública










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