Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

sábado, 11 de julho de 2026

Oportunidade para regularização de débitos fiscais segue aberta até 20 de agosto

Sábado, 11 de julho de 2026

Oportunidade para regularização de débitos fiscais segue aberta até 20 de agosto


Do TJDFT
por VL — Matéria publicada originariamente no site do TJDFT em 10/07/2026

Continua aberta a oportunidade para que pessoas com débitos fiscais judicializados no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) até 31 de dezembro de 2020 negociem suas dívidas com benefícios que podem fazer a diferença.

Os editais de transação publicados pela Procuradoria do Distrito Federal (PGDF 1/2026 e PGDF 2/2026) oferecem propostas individualizadas para a quitação de débitos fiscais, pensadas de acordo com a situação de cada contribuinte.

TJDFT garante acolhimento institucional para idosa em situação de vulnerabilidade

Sábado, 11 de julho de 2026



Da Doutrina Monroe ao Make America Great Again: nada de novo no front

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Artigo de Roberto Amaral


09:01 (há 4 horas)






para mim












Da Doutrina Monroe ao Make America Great Again: nada de novo no front


Roberto Amaral*

Os EUA completam 250 anos de independência. Nada mais significativo e próprio celebrarem a efeméride sob a regência de Donald J. Trump, o presidente que, em pleno século XXI, representa, fortalece e atualiza a essência arrogante, colonialista e imperialista de sua história, como povo, nação e país. Essa essência ilumina a pretensão ideológica do destino manifesto, definido por Henry Kissinger como “a obrigação dos EUA de disseminar seus valores por todo o mundo” (Sobre a China, 2011).

As bases objetivas do imperialismo estão expressas na Doutrina Monroe (1823), consolidada pelo que ficou conhecido como “Corolário Roosevelt”. Refere-se à era da política do big stick do presidente Theodore Roosevelt (1901-1909), resumível na frase: “Fale com suavidade e carregue um grande porrete”, revista por Trump com a omissão da primeira parte.

O atual governo — intervencionista na América Latina, na Palestina, e no Irã, honrando o legado de seus antecessores — não pode ser visto como “um ponto fora da curva”.

A pretexto de fazer face às ameaças do colonialismo europeu, os EUA assumiam (entre os fins do século XIX e os primeiros anos do século XX) o papel autoatribuído de guardas pretorianos das nações americanas, virtualmente transformadas em protetorados. Na verdade, ao proclamar a consigna “América para os americanos”, a Doutrina Monroe estabelecia o vasto espaço de domínio, influência e controle exclusivo — militar, econômico e político — dos EUA, que, a partir do México, chegaria à Patagônia, agindo o país como senhor de baraço e cutelo sobre os três continentes.

O objetivo das inumeráveis intervenções, sob variados meios e justificativas, foi e tem sido proteger interesses econômicos, políticos e estratégicos da grande potência. “A América para os americanos”, uma pura retórica para sugerir resistência ao intervencionismo europeu, terminou consolidando-se como “A América para os EUA”.

Já em 1848, após uma guerra de dois anos, haviam incorporado 55% do território mexicano. Era o ponto de partida. Como se sabe, iniciava-se ali uma história de ocupações, intervenções, invasões, etc., que caminham das ações militares diretas e ocupações prolongadas às mais diversas formas de guerra híbrida (modalidade que combina meios militares e não militares), como apoio a golpes de Estado, operações secretas conduzidas pela CIA, financiamento a grupos armados insurgentes (como os “contras” na Nicarágua), sanções econômicas, bloqueios comerciais, ataques cibernéticos, campanhas de desinformação e pressões diplomáticas, tumultuando a vida política e econômica dos povos e dos países da América Central, do Caribe e da América do Sul.

Exemplos de guerra híbrida são o bloqueio econômico, político e comercial exercido sobre Cuba desde o fracasso da invasão da Baía dos Porcos (abril de 1961) e, presentemente, a “guerra tarifária” que a Casa Branca aplica contra um sem-número de países, o Brasil inclusive, entre nós sob os aplausos da extrema-direita. No que nos diz respeito, a guerra — que até o momento se dá sem tiros -- compreende ainda sanções contra ministros do STF, ataques ao PIX e a designação das grandes quadrilhas de criminosos comuns como grupos terroristas, o que no Niger, na Nigéria, no Iraque, na Somália e na região do Sahel, como na Venezuela, tem ensejado intervenções militares pelo velho império.

A violência stricto sensu jamais é descartada. No curso da já longa história de preeminência sobre os povos da América Latina, contam-se mais de 70 intervenções, as mais variadas ações clandestinas (como sabotagens e golpes de Estado), pressões políticas ou econômicas, compreendendo mesmo o bloqueio e a expropriação de divisas e bens de outros países depositados em bancos dos EUA. Esse cardápio de violência e desrespeito aos mais comezinhos princípios da convivência entre países independentes chega aos nossos dias com a recente invasão da Venezuela, o sequestro de seu presidente e primeira-dama, hoje recolhido a uma prisão em Nova York, onde responde a processo criminal segundo as leis dos EUA, numa evidente afronta ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas.

Ademais, ao final de um bloqueio naval, apropriam-se do petróleo venezuelano e alardeiam ameaças de sequestro e prisão do ex-presidente cubano Raúl Castro.

Em novembro de 1903, os EUA, após o fracasso das negociações com a Colômbia visando à construção de um canal interoceânico, passaram a intervir na política colombiana, apoiando e estimulando o movimento separatista da Povíncia do Panamá. Prestaram respaldo estratégico e diplomático aos insurgentes, garantiram o reconhecimento imediato do novo Estado e enviaram navios de guerra para impedir o desembarque de tropas colombianas destinadas a sufocar a revolta de 3 de novembro de 1903.

Dias depois, por razões óbvias, o recém-independente Panamá assinou o Tratado Hay-Bunau-Varilla, que concedia aos EUA, em caráter perpétuo, o direito de construir, administrar, defender e exercer poderes equivalentes aos de um soberano sobre a Zona do Canal. Concluído em 1914, o Canal do Panamá tornou-se um dos principais ativos geoestratégicos do século XX, permitindo a Washington projetar poder naval entre os oceanos Atlântico e Pacífico e consolidar sua influência no hemisfério.

Nos anos da Guerra Fria (1947-1991), essa fúria intervencionista voltou-se contra governos democráticos tidos pelo Departamento de Estado como simpáticos à URSS. Agora, esse intervencionismo seria rotulado como “Doutrina Truman”, homenagem ao presidente que detonou duas bombas atômicas sobre populações civis do Japão (Hiroshima e Nagasáqui) ao final de uma guerra já definida ao seu favor.

O rol de golpes de Estado promovidos é extenso e registra, como os mais significativos, as deposições de Salvador Allende no Chile (1973), a que se seguiu a ditadura comandada pelo general Pinochet (sanguinária e corrupta), e o golpe de 1º de abril de 1964, que depôs o presidente João Goulart e abriu as sendas para uma ditadura militar de longos e custosos 21 anos.

Pete Hegseth — secretário da Defesa (que a atual administração rebatizou como Secretaria de Guerra) — foi explícito sobre o projeto da Casa Branca para nosso continente. Em abril deste ano, em entrevista à Fox News, referindo-se à América Latina, declarou sem rebuços: “Estamos recuperando nosso quintal”.

Para o império, a América Latina está destinada ao papel de reserva estratégica de sua geopolítica, vis-à-vis o crescimento político, econômico, tecnológico e militar da China (a “fábrica do mundo”), liderando a Eurásia, o centro geopolítico mais importante do planeta, reunindo 70% da população mundial, recursos naturais (a maior parte das reservas de petróleo, gás e minerais estratégicos), rotas estratégicas, grandes economias industriais e importantes centros tecnológicos, financeiros e militares, caso da Rússia, com seu estoque estimado em 5.459 ogivas nucleares, o maior do planeta.

Zbigniew Brzezinski (Conselheiro de Segurança Nacional do presidente Jimmy Carter entre 1977 e 1981), na abertura de O grande tabuleiro de xadrez (1997), apresentava a Eurásia como o continente “geopoliticamente axial”, para, em seguida, como que falando para os senhores da guerra, prevenir (ou incitar) seus pares: “Quem lograr exercer predominância sobre a Eurásia terá grande influência sobre a política e a economia mundiais”.

A Eurásia se apresenta hoje sob a liderança da China, que, investe na “Nova Rota da Seda”, projeto de integração planetária compreendendo, na travessia de meio mundo, a construção de ferrovias, portos, rodovias, gasodutos, oleodutos, cabos digitais e corredores logísticos. Ou seja, a “nova Rota” é uma rede geoestratégica e um instrumento de projeção de poder que dispensa milhares de bases militares, navios de guerra e submarinos espalhados por todo o mundo, preço do permanente estado de guerra dos EUA.

Ademais, os EUA perdem espaço no Oriente Médio, com sua derrota na guerra contra o Irã: ao fracasso militar soma-se o fracasso político. O regime dos aiatolás, que antes da agressão parecia em crise, ressurge com massivo apoio popular. E permanecem tensas as relações de Washington com a OTAN.
Daí o Departamento de Defesa proclamar a retomada de seu “quintal”.

Este papel que nos é destinado, de reserva estratégica, projeta evidentes ameaças à nossa soberania e a um desenvolvimento autônomo, além de pôr em xeque a presença brasileira no tabuleiro internacional.

O atual governo dos EUA já vem claramente intervindo na política de nossos países (como ocorreu recentemente no Peru e na Colômbia), e não esconde seu apoio à extrema-direita brasileira, que, insuperável no servilismo, lhe oferta obediência bovina. A “retomada do quintal” traz em seu bojo o controle ideológico-político dos governos da região. Na América do Sul, os dois únicos países fora dessa órbita são, hoje, o Brasil e o Uruguai.
Muitas águas ainda rolarão antes de outubro. Quem tiver barbas, que as ponha de molho.

* **

Quinta coluna I – Após defender, junto à Casa Branca, o tarifaço de 25% sobre as exportações brasileiras para os EUA, o principal candidato da direita à Presidência da República regressa a Washington para pedir que o novo tarifaço, com o qual Trump nos ameaça, tenha seu anúncio adiado para após as eleições brasileiras, assim não prejudicando suas pretensões políticas.

Quinta coluna II – Entre outros compromissos assumidos contra os interesses nacionais, o principal candidato da direita anuncia que, se eleito, retirará o Brasil do Mercosul. Trata-se de nada menos que um dos maiores ativos econômicos e estratégicos de nossa política externa: um mercado de quase 300 milhões de consumidores, liderado pelo Brasil, e plataforma para acordos comerciais de grande alcance. O bloco já concluiu acordo com a União Europeia e firmou tratado com a Associação Europeia de Livre Comércio, além de presentemente abrir negociações com a Coreia do Sul. Romper com o Mercosul seria trocar um projeto de integração e fortalecimento da soberania nacional pelo isolamento e subordinação do Brasil nas negociações internacionais. É a opção pelo atraso.

Cuba resiste I – Voltando de mais uma viagem à ilha caribenha, Frei Betto relata (Cuba, nuevas medidas de la Revolución) se reporta ao ilegal e desumano bloqueio econômico e energético imposto pelos EUA ao povo cubano, enfrentando escassez de combustíveis, alimentos, medicamentos e divisas, numa das mais graves crises desde o “Período Especial”. Para preservar o projeto socialista, relata Frei Beto, o governo de Miguel Díaz-Canel aprovou amplo pacote de 176 reformas que flexibiliza o modelo econômico, com medidas como abertura ao investimento privado e estrangeiro, descentralização da economia, autorização para o funcionamento de bancos privados e transformação de empresas estatais em sociedades por ações. Embora essas mudanças introduzam instrumentos típicos do capitalismo e despertem apreensão quanto ao risco de aumento das desigualdades, o governo sustenta que se trata de um ajuste pragmático destinado a fortalecer — e não abandonar — o socialismo, à semelhança das experiências da China e do Vietnã.

Cuba resiste II – Um fator é óbvio; segundo Frei Beto: “Apesar das múltiplas dificuldades atuais, a resiliência do povo é incontestável. É como se os cubanos, que enfrentaram tantas ameaças e crises do imperialismo ao longo de 67 anos de Revolução, agora estivessem seguros de que não serão derrotados. Como me disse um amigo em Havana: não temos eletricidade, mas nos sobra energia.”

A Faria Lima e o crime organizado – O encontro do Banco Master com o Banco Digimais (acusado de gestão fraudulenta, manipulação de balanços e demonstrações financeiras maquiadas para ocultar sua real situação patrimonial) põe na mesma trilha Daniel Vorcaro e o autointitulado “bispo” Edir Macedo, CEO de uma empresa evangélica e de uma rede de rádio e televisão (é o que está à mostra, talvez apenas a ponta de um iceberg). A descoberta das fraudes foi, como no caso do Master, fruto de investigações da Polícia Federal. E expõe a indisposição do Banco Central para fiscalizar o sistema financeiro. Esse desvio de função não será superado enquanto o BC for uma representação da Faria Lima.

*Com a colaboração de Pedro Amaral.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

MPDFT obtém condenação de empresas por perda de testes de Covid-19 destinados ao SUS

Sexta, 10 fr julho de 2026

Do MPDFT
Publicado: 09/07/2026

TJDFT manteve sentença que determinou o pagamento de mais de R$ 1,4 milhão por danos materiais, morais coletivos e sociais. Procedimento incorreto inutilizou 9.600 kits

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) obteve, nesta quarta-feira, 8 de julho, decisão favorável da 7ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). O acórdão manteve a condenação das empresas Titanlog Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo e GRU Airport, concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), por falhas na cadeia logística de insumos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

As duas empresas foram condenadas ao pagamento de mais de R$ 1 milhão por danos materiais, além do pagamento de R$ 250 mil por danos morais coletivos e de R$ 150 mil por danos sociais, destinados ao Fundo de Direitos Difusos (FDD).

MPDFT ajuíza ação contra Blaze e Virgínia Fonseca por publicidade de apostas

Sexta, 10 de julho de 2026


Ação Civil Pública pede condenação solidária de R$ 120 milhões por danos morais, além da retirada de conteúdos considerados enganosos e medidas para proteger consumidores

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ajuizou, nesta quarta-feira, 8 de julho, Ação Civil Pública (ACP) com pedido de tutela de urgência antecipada contra a Foggo Entertainment Ltda., operadora da plataforma de apostas Blaze, e a influenciadora Virgínia Fonseca. O objetivo é garantir a responsabilização por supostas práticas abusivas na divulgação de apostas esportivas e a adoção de medidas imediatas para impedir a repetição de abusos publicitários. Na ação, foi requerida a condenação solidária de R$ 120 milhões por danos morais coletivos.

O pedido de tutela de urgência antecipada leva em conta a elevada capacidade de replicação em ambiente virtual e alcance massivo, impondo riscos, a cada divulgação, de captação de consumidores hipervulneráveis. A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) defende que a plataforma Blaze utilizaria estratégias publicitárias capazes de transmitir a falsa impressão de ganhos fáceis ou garantidos, além de recorrer a mecanismos que reduziriam a percepção dos riscos inerentes às apostas.

Traidores do Brasil buscam apoio de Trump com venda do Brasil

Sexta, 10 de julho de 2026

Traidores do Brasil buscam apoio de Trump com venda do Brasil

Pedro Augusto Pinho*

Poderíamos pensar que o governo de Donald J. Trump (Nova Iorque, 1946), empresário e personalidade televisiva, é um problema dos estadunidenses. Mas a influência dos Estados Unidos da América (EUA) pelo mundo e, principalmente, no Brasil, onde tem um candidato a candidato para presidente da República e diversos candidatos a deputado federal e senador, nos obriga a refletir sobre seu significado e o real perigo para o nosso País.

Sua fala, em 8/julho, após o encerramento da reunião dos chefes de governo dos Estados-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), 39ª Reunião de Cúpula da OTAN, foi um verdadeiro acinte aos jornalistas presentes e a todos que, pelo mundo, tiveram que a assistir. A absoluta falta de compromisso com a verdade levou-o a afirmar que “o mundo já não ri dos EUA como ria há dois anos”, como se a vitória eleitoral sobre a vice de Joe Biden, estivesse marcada por dúvidas. No mínimo mostrou falta de compostura ao agredir ausentes.

Hoje, sim, os EUA já não tem a confiança da Europa, como este encontro da cúpula da OTAN demonstrou. Trump reclamou da falta de apoio europeu no conflito contra o Irã e classificou o atual caminho com a OTAN como “ridículo e unilateral”. Então o que foi fazer ali?

quinta-feira, 9 de julho de 2026

TJDFT mantém adicional de insalubridade para profissionais de enfermagem do HRG

Quinta, 9de julho de 2026

Imagem ilustrativa

TJDFT mantém adicional de insalubridade para profissionais de enfermagem do HRG

Do TJDFT
por BEA — 

A 2ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve sentença que determinou ao Distrito Federal o pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo a enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam na Clínica Médica do Hospital Regional do Gama (HRG). Com a decisão, os servidores passam a receber o benefício no percentual de 20% sobre o vencimento básico, em vez dos 10% pagos anteriormente.

Os profissionais ajuizaram ação sob o argumento de que trabalham em ambiente com exposição habitual a agentes biológicos e contato frequente com pacientes portadores de doenças infectocontagiosas. Segundo eles, as atividades envolvem atendimento a pessoas com enfermidades como tuberculose, hepatite, H1N1, Covid-19 e outras doenças transmissíveis, além do contato constante com sangue e secreções.

UNHA E CARNE —Nova fase de operação da PF mira ex-secretário da Polícia Civil e ex-prefeito de Belford Roxo

Quinta, 9 de julho de 210126

UNHA E CARNE
Nova fase de operação da PF mira ex-secretário da Polícia Civil e ex-prefeito de Belford Roxo

Márcio Canella e Marcus Amin são investigados por lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis

BRASIL DE FATO — Rio de Janeiro (RJ)
Matéria postada originariamente no Brasil de Fato de 7.jul.2026

Marcus Amim (esq.) é delegado e ex-secretário de Polícia Civil no governo Castor; Márcio Canella é pré-candidato ao Senado pelo União Brasil e já declarou apoio a Flávio Bolsonaro | Crédito: Reprodução/Redes Sociais/Marcus Amim e Márcio Canella

*Essa matéria foi atualizada às 11h58 com o título Nova fase de operação da PF mira ex-secretário da Polícia Civil e ex-prefeito de Belford Roxo

A Polícia Federal iniciou a 6ª fase da Operação Unha e Carne na manhã desta terça-feira (7), após um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificar uma movimentação de R$ 7,6 bilhões, nos últimos seis anos, relacionada à lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo a investigação, estão envolvidos no esquema o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Márcio Canella, e Marcus Amin, ex-secretário da Polícia Civil entre 2023 e 2024, durante a gestão de Cláudio Castro (PL). Já Canella é aliado da família Bolsonaro.

No total, os agentes da PF cumprem 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense, além de medidas de sequestro de bens e valores e de suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

CADÊ O DINHEIRO? TCDF aponta irregularidades no FAC e exige recomposição de R$ 60 milhões do GDF

Quarta, 8 de julho de 2026

CADÊ O DINHEIRO?
TCDF aponta irregularidades no FAC e exige recomposição de R$ 60 mi do GDF

Decisão obriga o Governo do Distrito Federal a ressarcir recursos do Fundo de Apoio à Cultura

Brasil de Fato — Brasília (DF)

Plenário do Tribunal de Contas do DF | Crédito: Divulgação/Assessoria de Comunicação TCDF

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) acatou à denúncia apresentada pelo deputado distrital Gabriel Magno (PT-DF), admitida por meio da Decisão nº 641/2026, que aponta inúmeras irregularidades na gestão do Fundo de Apoio à Cultura (FAC). O processo acusa o Governo do Distrito Federal (GDF) de descumprir a aplicação mínima de recursos em 2024 e de utilizar manobras orçamentárias, como a desvinculação de verbas, para não atingir o orçamento mínimo previsto na lei orçamentária de 2025.

Segundo a análise do TCDF, o FAC tem um valor acumulado de R$ 60,7 milhões que precisa ser recomposto. Dessa quantia, R$ 20,5 milhões são de repasses que não foram feitos entre 2017 e 2024. Já os outros R$ 40,2 milhões estão relacionados ao cancelamento de despesas que haviam sido reservadas para pagamento entre 2022 e 2024, mas não foram quitadas. O relatório também apontou que o orçamento do FAC para 2025 está R$ 30,1 milhões abaixo do valor mínimo exigido por lei.

🧂 Temperar também é um ato político: descubra por quê; Tá Na Mesa — Idec

Quarta, 8 de julho de 2026


Nós nem sempre pensamos nisso, mas um punhado de ervas, um dente de alho ou uma pitada de cominho podem transformar muito mais do que o sabor da comida. Temperar também é uma forma de descobrir novos sabores, preservar memórias e fortalecer nossa autonomia.



Uma pitada de autonomia: por que temperar também é um ato político

Temperar é um gesto tão comum que, muitas vezes, passa despercebido. Abrimos o armário, escolhemos as ervas e os condimentos, refogamos alho e cebola ou acrescentamos aquele ingrediente que faz parte das receitas da família. Mas esse hábito vai além do sabor: ele nos aproxima da comida de verdade, da cultura alimentar e das escolhas que fazemos todos os dias.

Em um cenário em que produtos ultraprocessados ocupam cada vez mais espaço nas prateleiras, na publicidade e na rotina das pessoas, cozinhar e temperar a própria comida também se tornam formas de exercer autonomia. Não porque exista uma receita perfeita, mas porque preparar uma refeição nos permite conhecer melhor os ingredientes, experimentar combinações e construir uma relação mais próxima com aquilo que chega ao prato.

O sabor também se aprende

terça-feira, 7 de julho de 2026

Forças armadas no Brasil — o que será do amanhã? Artigo de Pedro Augusto Pinho

Terça, 7 de julho de 2026

Forças Armadas no Brasil – o que será do amanhã?

A formação das Forças Armadas brasileiras, a soberania nacional e os desafios para o futuro do País.

André Gunder Frank (The Political Economy of Development and Underdevelopment, 1979) escreveu, na tradução do embaixador e professor Adriano Benayon do Amaral: “A história do Brasil é talvez o caso mais claro de desenvolvimento do subdesenvolvimento, tanto nacional como regional. A expansão da economia mundial desde o século 17 converteu, sucessivamente, o Nordeste, o interior de Minas Gerais, o Norte e o Centro-Sul (Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná) em economia de exportação e os incorporou à estrutura e ao desenvolvimento do sistema capitalista mundial. Cada uma das regiões teve o que podia parecer desenvolvimento econômico durante a respectiva era dourada. Mas era desenvolvimento de satélite, nem autogerador nem capaz de se perpetuar”.

“À medida que declinava o mercado ou a produtividade das três primeiras regiões, murchava o interesse econômico estrangeiro e local, e elas iam sendo deixadas a desenvolver o subdesenvolvimento em que vivem. Na 4ª região, a economia cafeeira sofreu destino similar, conquanto não tão sério. Todas as provas históricas contradizem a tese, geralmente aceita, de que a América Latina padece de uma sociedade dual e da sobrevida de instituições feudais e de que esses são obstáculos importantes ao seu desenvolvimento.”

E prossegue Gunder Frank, na tradução do professor Benayon:

Dia de cultura no Ponto de Cultura Bagagem

Terça, 7 de julho de 2026

O Ponto de Cultura Espaço Cultural Bagagem oferece apresentações gratuitas abertas ao público, reunindo artistas e grupos de teatro, circo e cênico musical para crianças e famílias.


No próximo 11 de julho (sábado), a partir das 17h, na Praça das Artes (Quadra 40, Setor Central — Gama/DF), com duas atrações especiais: a Cia Circo Boneco e Riso, que apresenta o espetáculo "Herdeiras do Mestre, As Donas do Circo", e o grupo cênico-musical COMBOIO KIDS, com o show "Músicas que Brincam".


"Herdeiras do Mestre, As Donas do Circo" é uma emocionante homenagem à história, à memória e ao legado da tradicional Cia Circo Boneco e Riso. Inspirado na trajetória da família Zezito, o espetáculo reúne cenas marcantes e números circenses que percorrem diferentes momentos da companhia, celebrando a força da cultura popular, a tradição circense e a magia do teatro.

REVOLUÇÃO SOCIALISTA —Em entrevista exclusiva, Díaz-Canel afirma: ‘Não somos uma nação em disputa e não somos uma colônia’


Terça, 7 de julho de 2027

REVOLUÇÃO SOCIALISTA
Em entrevista exclusiva, Díaz-Canel afirma: ‘Não somos uma nação em disputa e não somos uma colônia’

Conversa com presidente cubano faz parte da apuração de novo documentário produzido pelo Brasil de Fato

BRASIL DE FATO — HAVANA (Cuba)
Havana (Cuba)

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato | Crédito: Rodrigo Chagas/Brasil de Fato

Os corredores do Palácio da Revolução em Havana, capital de Cuba, estão vazios. Do lado de fora, o governo percorre municípios e bairros da ilha, mantendo contato direto com uma população que enfrenta diversas dificuldades no dia a dia.

O presidente Miguel Díaz-Canel recebe o Brasil de Fato logo após retornar de uma dessas caminhadas que fazem parte da rotina de sua gestão, nas quais ele conversa com moradores e ouve reivindicações, preocupações e propostas. Enquanto se acomoda para a entrevista, que faz parte de um documentário que o BdF está produzindo, ele conta que, além dessas agendas na capital, todos os meses visita alguma região remota do interior da ilha.

No momento da conversa, a Revolução atravessa um dos períodos mais difíceis de sua história. Desde o fim de janeiro deste ano, Washington intensificou suas medidas de agressão ao ameaçar qualquer país que venda ou forneça petróleo ou combustíveis à ilha e ao ampliar, de forma sem precedentes, o alcance extraterritorial do bloqueio. Essas medidas agravaram a guerra econômica que Cuba enfrenta há mais de 60 anos.

“Você percebe como o povo cubano reage. Não há apagão que apague a nossa vontade, nem escassez que destrua a nossa esperança”, afirma.

LUTA ANTIRRACISTA —‘A desigualdade é a nossa cocaína social’, afirma Hélio Santos ao lançar livro sobre racismo

Terça, 7 de julho de 2026

LUTA ANTIRRACISTA
‘A desigualdade é a nossa cocaína social’, afirma Hélio Santos ao lançar livro sobre racismo

Em entrevista, autor questiona o legado da Lei Áurea e classifica concessão de terras a imigrantes europeus como 'cotas'

Brasil de Fato
6.JUL.2026
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O professor Hélio Santos | Crédito: Mauro Figa

Livro recém-lançado pela editora Companhia das Letras, “14 de Maio: Lições de Resistência ao Racismo”, de Hélio Santos, apresenta reflexões sobre o dia seguinte à abolição da escravatura no Brasil, que o autor caracteriza como “o dia mais longo da nossa história”.

“A escravidão inaugura um processo de desigualdade que a sociedade brasileira normalizou. Esta cocaína social, que é a desigualdade, alimentada e retroalimentada, é exatamente o que faz com que o nosso país tenha uma baixa calibragem democrática. Nós temos que avançar, e a questão racial é um obstáculo”, disse o professor, doutor em Administração pela Universidade de São Paulo (USP), em entrevista ao programa Conversa Bem Viver, da Rádio Brasil de Fato.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

TJDFT mantém cobertura de tratamento com canabidiol para paciente com síndrome de Rett

Segunda, 6 de julho de 2026

Imagem ilustrativa

TJDFT mantém cobertura de tratamento com canabidiol para paciente com síndrome de Rett

Do TJDFT
por BEA — publicado 06/07/2026

A 4ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve a obrigação da Bradesco Saúde custear medicamento à base de canabidiol e THC, além de terapias multidisciplinares prescritas para paciente com síndrome de Rett em forma atípica e encefalopatia epiléptica de difícil controle. O colegiado, no entanto, afastou a condenação por danos morais.

Segundo o processo, a operadora havia negado a cobertura do medicamento e das terapias indicadas pela equipe médica responsável pelo tratamento da paciente. Entre os procedimentos prescritos estavam fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, musicoterapia, psicomotricidade e acompanhamento especializado, considerados indispensáveis para o controle da doença e para o desenvolvimento da criança.

O Brasil de empreendedores desamparados

Segunda, 6 de julho de 2026

O Brasil de empreendedores desamparados

Há um desejo difuso de autonomia, claro. Mas “negócio próprio” é mais retrato da precarização do que sonho, mostra pesquisa sobre MEIs. Maioria é da periferia, vive de bicos e “empreende” como saída ao desemprego. E 70% preferiria a CLT…

OUTRASPALAVRAS 
       Trabalho e Precariado








     
Matéria publicada originariamente no Portal OUTRASPALAVRAS em 06/07/2026
Foto: Mateus Bruxel/Agencia RBS
Em maio de 2026, o jornal O Estado de S. Paulo publicou uma reportagem com o título “Novo cenário do trabalho expõe descompasso de políticas oficiais”. A tese central, apoiada em pesquisa da Quaest, era direta: o governo federal estaria desconectado da realidade ao insistir na regulação do trabalho e na expansão da carteira assinada, enquanto os trabalhadores brasileiros aspirariam, cada vez mais, ao negócio próprio. Na voz de Felipe Nunes, cientista político e sócio da Quaest, a conclusão se formulava com precisão: “ao propor regulação e carteira assinada, o governo fala para um eleitor que cada vez mais existe em menor proporção”.

A narrativa tem força retórica considerável. Ela mobiliza dados reais — 84% dos brasileiros precisam de mais de um trabalho para complementar a renda, 73% se dizem cansados, e a “saída” aspirada pela maioria é o negócio próprio — para construir uma inferência política: a de que a agenda de proteção trabalhista estaria em declínio histórico, substituída por uma nova cultura empreendedora que o Estado deveria acompanhar, não resistir.

Este texto contesta essa narrativa. Não os dados de partida — que são reais —, mas a operação que os transforma em argumento político. A distinção é fundamental: trabalhadores exaustos, com múltiplos bicos e renda insuficiente, que aspiram ao negócio próprio não estão expressando rejeição à proteção trabalhista. Estão descrevendo uma fuga da precariedade. E confundir essa fuga com vocação, ou esse desamparo com espírito empreendedor, oculta os mecanismos de subordinação real do trabalho autônomo. Não se trata apenas de um erro analítico, mas de uma operação ideológica com consequências políticas bem identificáveis.

Proregs do MPDFT reforçam orientação sobre bens e servidores públicos em período eleitoral

Segunda, 6 de julho de 2026

Recomendação destaca regras sobre publicidade institucional, uso de bens públicos e atuação de servidores considerando a proximidade das eleições

As Promotorias de Justiça Regionais de Defesa dos Direitos Difusos (Proregs) encaminharam recomendação a todos os administradores regionais. O documento orienta sobre o cumprimento de normas relacionadas à publicidade de atos oficiais e ao uso de bens públicos. O objetivo é prevenir irregularidades e atos de improbidade administrativa, considerando a proximidade das eleições.

A orientação já havia sido expedida em fevereiro deste ano. Porém, em 1º de junho, foi reencaminhada, pois as Proregs receberam a notícia de suposta utilização servidores para a participação em campanha de candidatos. Além disso, ocorreu a descompatibilização de muitos administradores regionais.

‘Ele disse que ia mostrar quem manda’: PM invade terreiro em Manaus e leva itens religiosos

Segunda, 6 de julho de 2026

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‘Ele disse que ia mostrar quem manda’: PM invade terreiro em Manaus e leva itens religiosos

Matéria postada originalmente na Pública em 03/07/2026 Paulo Batistella
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Sem mandado judicial, policiais entraram em centro religioso de matriz africana e apreenderam tambores em noite de celebração a São João e Xangô. Espaço terá de ser fechado por luto de profanação, segundo sacerdote afirmou à Ponte

PMAM invadiu terreiro e apreendeu itens religiosos em Manaus | Foto: Reprodução

Nascido e criado em um terreiro de matriz africana, o sacerdote Heriberto Sales Júnior, de 34 anos, diz que cresceu sendo forçado a se acostumar com episódios de intolerância religiosa nas ruas. No último domingo (28/6), no entanto, ele viu o preconceito chegar ao ponto de invadir a casa em que vive e reúne seus filhos de santo.

“Infelizmente, o racismo estrutural que aflige a nossa sociedade, que acomete os nossos irmãos de axé, torna inevitável não sofrermos intolerância. Somos tolhidos de sair na rua com nossas vestes e costumes tradicionais de matriz africana, porque já começam os olhares, aquelas expressões de que ‘está repreendido’ ou ‘queima no fogo do inferno’. Sabemos que a doutrinação cristã faz com que isso continue. Desde criança, fui acostumado a conviver com isso, a me calar”, conta Heriberto.

O leite e o mel de Dom Bosco e o fel do Satanás nas terras de Brasília

Segunda, 6 de julho de 2026

Que falta nesta cidade?… Verdade.
Que mais por sua desonra?… Honra.
Falta mais que se lhe ponha?… Vergonha. 
O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.
Quem a pôs neste rocrócio?… Negócio.
Quem causa tal perdição?… Ambição.
E no meio desta loucura?… Usura.
(Gregório de Matos)
Por Taciano
Acho que, no mínimo, Dom Bosco se confundiu nas suas profecias sobre o surgimento aqui no Planalto Central do Brasil de uma “terra prometida, onde jorrará leite e mel”. Por enquanto, especialmente nos últimos tempos, o que tem jorrado é sujeira, lama fedorenta, esgoto podre, políticos safados. Muito político safado. A maior concentração desse tipo de político por metro quadrado do Brasil
Ou Dom Bosco errou, ou o Satanás entrou no meio da história e subverteu o caminho da Brasília das visões do santo italiano. Não é possível que, sendo Santo, errasse tanto. Alguma força maligna obrou (isso mesmo) em sentido contrário às profecias.
Jorrar por enquanto por essas bandas de meu Deus, só a corrupção, o mau-caratismo de governantes e políticos, a falta de seriedade de gestores públicos. Se apropriam do leite e do mel que o santo se referiu e que deveriam servir de alimento e conforto para a população de um modo geral.
Manipulam as consciências dos eleitores com ‘sermões’ e o uso de bilhões de reais em propaganda, como o Capiroto manipula a alma dos inocentes com o uso de suas diversas formas de apresentação. Aliás, dizem, ninguém mais do que “o Pé de Bode” exerce um marketing tão eficaz, tão envolvente, para convencer almas a se comprometerem com seus interesses diabólicos.
São políticos que se dizem católicos, usam a cruz do Cristo, mas se enterram em trambicagens mil, caindo, melhor, permanecendo, em eterno pecado. Outros se dizem evangélicos, mas negam os princípios defendidos pelo Filho do Homem, e compram agentes públicos (ou se vendem, sendo vendilhões da própria alma e da alma do povo), sempre atendendo à usura e ao cada vez mais enriquecer. Verdade que de quando em vez um passa alguns dias na cadeia. Não na cadeia dos pobres, mas em celas só para eles e com a assistência de um batalhão de famosos advogados. As celas para as quais são levados uma vez na vida e outra na morte sequer se constituem em purgatório, vez que são incapazes de purgar tanto pecado, tanta maldade, tanta estupidez. Será que terão advogados famosos quando estiverem prestando contas à Deus? Não acredito. E nem o Homem se deixará enganar, pois a tudo vê e tudo sabe.
E o Inferno deverá receber novos e ‘nobres’ moradores. Mas enquanto isso não acontece, o povo vive aqui na terra de Dom Bosco o seu próprio inferno. Inferno nos hospitais, inferno nas escolas, inferno no transporte, inferno na segurança, inferno na política local e nacional. É o Inferno!
Obs.: Texto publicado originariamente aqui no Blog Gama Livre em maio de 2014.
Alguma coisa mudou para melhor de lá para cá? Ou piorou? Responda quem quiser.