Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

🫘 Você conhece toda a diversidade dos feijões brasileiros?



Quinta, 13 de agosto de 2025


Nem todo feijão é preto ou carioca. Quando ampliamos nosso olhar para a diversidade de feijões produzidos no Brasil, descobrimos novos sabores, histórias e formas de fortalecer uma alimentação mais diversa, saudável e sustentável.


Muito além do carioca: a diversidade dos feijões brasileiros

Quando pensamos em feijão, é comum lembrarmos primeiro do carioca ou do preto. Eles realmente fazem parte da rotina de milhões de brasileiros, mas estão longe de representar toda a riqueza que existe nas lavouras, feiras e cozinhas do país.

O Brasil abriga uma enorme diversidade de feijões. Além dos mais conhecidos, encontramos variedades como fradinho, branco, jalo, vermelho, rosinha, rajado, manteiguinha, verde, azuki e muitas outras cultivadas em diferentes territórios. Cada uma carrega características próprias de sabor, textura, tempo de cozimento e modos tradicionais de preparo.

Conhecer essa diversidade é também conhecer um pouco mais da nossa própria cultura alimentar.

Muito mais do que um acompanhamento

Embora todos pertençam ao mesmo grupo de alimentos, cada variedade de feijão oferece sabores, texturas e possibilidades diferentes na cozinha.

Segurança: Punitivismo já não une os brasileiros

Quinta, 13 de agosto de 2026

Segurança: Punitivismo já não une os brasileiros

Pesquisa nacional revela: população rechaça o crime, sente-se ameaçada e muda de hábitos. Mas descarta ideias como “bandido bom é bandido morto”, repele o armamento pessoal e defende, por ampla margem, câmeras corporais na polícia


OutrasPalavras                                  Crise Brasileira

Matéria originariamente publicada no OUTRASPALAVRAS de 12/08/2026 às 18:28


O debate sobre a segurança pública no Brasil contemporâneo é frequentemente mediado por um simulacro: a premissa de que o corpo social, sitiado pela violência urbana, clama de forma homogênea pela suspensão das garantias constitucionais e pela institucionalização da letalidade estatal. Esse consenso manufaturado colide frontalmente com a realidade empírica. Sob a ótica da sociologia urbana e da crítica da economia política da violência, investiga-se aqui a clivagem entre o discurso punitivista hegemônico — alavancado nas plataformas digitais e pela extrema-direita — e a racionalidade prática das classes trabalhadoras no espaço urbano. A análise dos dados empíricos da pesquisa nacional inédita do Instituto Sou da Paz em parceria com a Oma Pesquisa (maio de 2026) revela um cenário de alta complexidade sociológica: o medo opera como vetor de expropriação do tempo e confisco do rendimento real, sem, contudo, suprimir a surpreendente racionalidade jurídica que persiste na base da sociedade.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Impasse —Fundo Garantidor de Créditos cobrou balanços do BRB para analisar empréstimo, diz oposição na CLDF


Quarta, 12 de agosto de 2026

IMPASSE
Fundo Garantidor de Créditos cobrou balanços do BRB para analisar empréstimo, diz oposição na CLDF

Deputados leram trechos de ofício enviado ao GDF em sessão na Câmara Legislativa da última terça-feira (11)

Brasil de Fato — Brasília (DF)
12.ago.2026
Sessão ordinária da CLDF desta terça-feira (11) teve debates sobre a situação financeira do BRB, a Defensoria Pública e renúncias fiscais no DF. | Crédito: ourenço Cardoso/Agência CLDF

A situação financeira do Banco de Brasília (BRB) esteve entre os principais temas da sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) de terça-feira (11). Deputados da oposição leram em plenário trecho de um ofício do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), enviado ao GDF, dando falta de informações necessárias para analisar a operação de crédito destinada à capitalização do banco.

Datado de 6 de agosto e endereçado à governadora Celina Leão (PP), o documento confirma que o GDF formalizou o pedido de contratação de R$ 6,6 milhões. No entanto, aponta ausência de documentos sobre a situação da instituição, como as demonstrações financeiras auditadas referentes a 2025 e ao primeiro semestre de 2026.

Sem as informações e impedido de concluir a análise, o FGC afirma estar impedido de atestar se o montante solicitado é suficiente para assegurar a viabilidade da operação envolvendo o banco público.

Lei Maria da Penha —Enfrentamento à violência contra mulheres é luta política, econômica e cultural, destaca parlamentar

Quarta, 12 de agosto de 2026

Lei Maria da Penha

Enfrentamento à violência contra mulheres é luta política, econômica e cultural, destaca parlamentar


Em sessão na Câmara para comemorar 20 anos da Lei, deputadas e ministra cobram estrutura, orçamento e prevenção

Brasil de Fato — Brasília (DF)
12.ago.2026
Kennedy Cruz
Sessão solene marcou duas décadas da legislação na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (12) | Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Lei Maria da Penha completou 20 anos no dia 7 de agosto, mas a proteção criada pela legislação ainda não chega de forma rápida a todas as mulheres vítimas de violência. Em sessão solene realizada nesta quarta-feira (12) na Câmara dos Deputados, parlamentares que participaram da construção da lei e representantes do governo destacaram os avanços das duas décadas, mas cobraram orçamento, estrutura do Judiciário e políticas de prevenção e atendimento.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), relatora da Lei Maria da Penha durante a tramitação no Congresso, afirmou que a legislação mudou o tratamento dado à violência doméstica ao retirar os casos da lógica dos crimes de menor potencial ofensivo. “Antes, todo mundo achava que era um problema de quatro paredes, um problema privado. A mulher não tinha onde recorrer. As mulheres não tinham nenhuma medida de proteção. E a punição era uma cesta básica. A nossa vida não vale uma cesta básica”, afirmou.

Para a deputada, o avanço jurídico não pode ser confundido com a resolução do problema. Ela destacou que a Lei Maria da Penha foi construída para atuar também antes da agressão e do feminicídio, por meio de prevenção, educação, proteção e estrutura de atendimento. “A lei não é apenas sobre: agrediu, prendeu. Ela é muito mais ampla, tem muitos mecanismos de prevenção. Nós precisamos prevenir essa violência. E isso é uma luta cultural, uma luta econômica e política”, argumentou.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

O grupo Mamulengo Presepada apresenta “O Romance do Vaqueiro Benedito” no Gama, no dia 15 de agosto, com entrada gratuita

Terça, 11 de agosto de 2026

Agenda Cultural




Anexos13:02 (há 6 horas)


Teatro de bonecos anima a programação de agosto do Ponto de Cultura Espaço Cultural Bagagem

O grupo Mamulengo Presepada apresenta “O Romance do Vaqueiro Benedito” no Gama, no dia 15 de agosto, com entrada gratuita

A programação cultural de agosto do Ponto de Cultura Espaço Cultural Bagagem segue com atrações gratuitas para toda a família. No próximo sábado, 15 de agosto, às 17h, a Praça das Artes, no Gama, recebe o espetáculo “O Romance do Vaqueiro Benedito”, apresentado pelo Mestre Mamulengueiro Chico Simões.

Para entender a financeirização da Big Pharma

Terça, 11 de agosto de 2026

Para entender a financeirização da Big Pharma

Mudança recente mais crítica, no setor, foi a tomada de controle das corporações farmacêuticas pelas três maiores gestoras de ativos do mercado especulativo. Agora, sua missão é remunerar acionistas, com fortes consequências éticas – e explosão nos preços


OutraSaúde                             Indústria da Saúde

Texto originariamente postado no OUTRASAÚDE em 10/08/2026
Ilustração: Institute for New Economic Thinking

Por Reinaldo Guimarães, autor convidado

Título original: A finança e os remédios

“O capitalismo é a crença espantosa de que os homens mais perversos farão as coisas mais perversas para o bem maior de todos.”

John Maynard Keynes

A financeirização da atividade industrial está disseminada por praticamente todos os segmentos da indústria e está na raiz e no centro da macro estratégia do modo de produção capitalista em sua etapa atual. Na indústria farmacêutica em sua modalidade estabelecida, grosso modo, neste século — a Big Pharma — a financeirização está 100% consolidada, embora o capitalismo financeirizado tenha uma história mais longa. A financeirização nas farmacêuticas multinacionais não apresenta diferenças de fundo quanto à lógica e os métodos observados nos demais setores da indústria de transformação. Entretanto, sua resultante sobre os sujeitos apresenta especificidades, como se verá adiante.

Aliás, o rótulo “multinacionais” deve ser qualificado, pois embora essas empresas vendam seus produtos em muitos países e suas matrizes se localizem em uma meia dúzia deles (EUA, Suíça, Grã Bretanha, França e Japão principalmente), todas elas negociam suas ações na Bolsa de Nova Iorque. Lá é o lugar onde a prática dessa financeirização acontece. Além disso, como escrevi em texto já publicado em Outra Saúde, se a indústria farmacêutica é uma invenção principalmente alemã, a Big Pharma é uma invenção norte-americana.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

ESCÂNDALO FINANCEIRO —Novas revelações do Banco Master apontam repasses de R$ 870 mi sob suspeita e rombo em previdência no interior de SP

Segunda, 10 de agosto de 2026

ESCÂNDALO FINANCEIRO
Novas revelações do Banco Master apontam repasses de R$ 870 mi sob suspeita e rombo em previdência no interior de SP

Levantamento revela repasses para empresas de fachada e perda integral de aportes após liquidação da instituição em 2025

Brasil de Fato — São Paulo (SP)
10.ago.2026

Cerca de R$ 870 milhões foram repassados pelo Banco Master para empresas criadas a partir de 2021, sob suspeita de serem negócios de fachada. As transações, declaradas à Receita Federal como pagamentos por serviços prestados, envolvem firmas com dados falsos e administradores que foram beneficiários de auxílio emergencial.

Essas informações partem de um levantamento feito pela Folha de S.Paulo com base em documentos do Fisco enviados à CPI do Crime Organizado. De acordo com a apuração, das 117 firmas que receberam ao menos R$ 5 milhões do banco, 35 (quase 30%) foram abertas apenas após a instituição começar a operar com o nome Master e ao menos uma dúzia dessas empresas recebeu os recursos poucos meses após serem fundadas.

NADA COM ISSO? Em primeiro debate, Celina Leão tenta se desvincular do ex-governador Ibaneis Rocha ao ser cobrada sobre crise do BRB

Segunda, 10 de agosto de 2026

NADA COM ISSO?
Em primeiro debate, Celina Leão tenta se desvincular do ex-governador Ibaneis Rocha ao ser cobrada sobre crise do BRB

Realizado na noite deste domingo (9), evento reuniu os seis pré-candidatos ao Governo do Distrito Federal

Brasil de Fato — Brasília (DF)
10.ago.2026

Debate realizado pela Band Brasília neste domingo (9) reuniu os seis pré-candidatos ao governo do Distrito Federal no Teatro do Sesc Ceilândia | Crédito: Heitor Lopes/Comunicação Paula Belmonte

A governadora Celina Leão (PP) tentou se desvincular da gestão de Ibaneis Rocha (MDB) e das decisões relacionadas à crise do Banco de Brasília (BRB), durante o primeiro debate realizado pela Band Brasília entre os pré-candidatos ao governo do Distrito Federal. O debate ocorreu neste domingo (9), no Teatro do Sesc Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal, e reuniu os seis pré-candidatos ao governo do Distrito Federal: Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Leandro Grass (PT), Ricardo Cappelli (PSB), Paula Belmonte (PSDB) e Kiko Caputo (Novo).

Ao ser questionada sobre sua atuação no período em que ocupava como vice-governadora, Celina Leão afirmou que era contrária à aquisição do Banco Master e disse que não teve participação na decisão. Segundo a governadora, ela soube da operação pela imprensa e considerava que o BRB deveria manter seu caráter de banco regional. “Na época, eu fiquei sabendo pelo jornal. Não fui a favor porque eu acho que o BRB tem que ser o banco regional, não o banco nacional, como era o intuito à época”, afirmou Celina.

Defesa nacional, um imperativo existencial

Segunda, 10 de agosto de 2026

Defesa nacional, um imperativo existencial 

Brasil, enfim, acorda para a necessidade de investir em Defesa. Ataque dos EUA à Venezuela foi alerta. Não precisamos deixar de ser país pacífico. Mas, como mostra o Irã, é possível resistir a uma guerra assimétrica – mesmo sem armas nucleares

Foto: Sérgio Lima/Poder360
Começo com uma citação. Nietzsche disse: A natureza não pune os maus, ela pune os fracos. E podemos acrescentar: A história também não pune os maus, pune os fracos. Não pune Netanyahu, pune Maduro. Não pune Israel, pune a Venezuela.

Antes de prosseguir, abro um rápido parêntese: parece que Nietzsche não disse isso, infelizmente. Mas poderia e deveria ter dito, a meu ver, pois a frase parece ilustrar bem, e com força, um aspecto central do seu pensamento. É impressionante, diga-se de passagem, como é grande o número de frases apócrifas interessantes. Poderia dar vários exemplos, mas isso tornaria a digressão longa demais.

domingo, 9 de agosto de 2026

Mitos do folclore brasileiro

Domingo, 9 de agosto de 2026

Mitos do folclore brasileiro

Por Diony Sanabia

Correspondente no Brasil

É uma memória viva transmitida de geração em geração, capaz de explicar a relação do ser humano com a natureza, preservando tradições ancestrais e revelando a identidade de um povo que fez da mestiçagem uma de suas principais características culturais.

Embora a modernidade, a urbanização e as novas tecnologias tenham transformado profundamente a sociedade brasileira, personagens como Saci-Pererê, Curupira, Iara e Boto permanecem presentes no imaginário popular, nas escolas, na literatura, no cinema e nas festas tradicionais.

Longe de desaparecerem, essas figuras continuam se reinventando e conquistando novos públicos.

Matéria Reportagem —Ex-PM réu por morte de jovem negro muda advogado e deixa júri sob ameaça de ter quinto adiamento

Domingo, 9 de agosto de 2026

Ex-PM réu por morte de jovem negro muda advogado e deixa júri sob ameaça de ter quinto adiamento

06/08/2026 6h08

Após conseguir quatro adiamentos em dois anos, advogado do réu Gilberto Eric Rodrigues deixou o caso a uma semana do julgamento. Mudança abre margem para novo advogado alegar falta de tempo hábil e violação do direito de ampla defesa


Guilherme Guedes foi morto em 2020, após ter sido sequestrado em São Paulo | Foto: Arthur Stabile/Ponte Jornalismo

A Justiça de São Paulo negou um pedido para que os ex-policiais militares Adriano Fernandes de Campos e Gilberto Eric Rodrigues pudessem adiar pela quinta vez o julgamento no qual devem responder pela morte de Guilherme Silva Guedes, um adolescente negro de 15 anos assassinado em 2020 após ser injustamente acusado de roubo.

O júri popular de ambos está marcado para a próxima terça-feira (11/8), após praticamente dois anos de tentativas para que seja realizado.


O pedido de um novo adiamento partiu de Adriano, segundo o qual seus dois advogados estariam impedidos de participar do júri — um deles estará de licença médica e o outro teria de ir a outro julgamento popular previsto para a mesma data.

sábado, 8 de agosto de 2026

PRESSÃO NAS RUAS —CUT convoca mobilização nacional nos dias 10, 12 e 13 de agosto por redução da jornada de trabalho e fim da escala 6×1


Sábado, 8 de agosto de 2026

PRESSÃO NAS RUAS
CUT convoca mobilização nacional por redução da jornada de trabalho e fim da escala 6×1

Manifestações marcadas para segunda (10) buscam pressionar o Senado a analisar proposta aprovada pela Câmara

Brasil de Fato — Brasília (DF)
Matéria originariamente postada no Brasil de Fato (DF) em 7.ago.2026

População manifesta pelo fim da escala 6×1 na Esplanada dos Ministérios | Crédito: Reprodução/CUT-DF

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais realizam, na próxima segunda-feira (10), uma mobilização nacional para pressionar o Senado Federal a votar a proposta que reduz a jornada de trabalho sem diminuição de salários e extingue a escala 6×1. Os atos ocorrerão em diversas cidades do país, marcando a retomada das atividades do Congresso Nacional após o recesso parlamentar.

No Distrito Federal, os atos começam na segunda, às 10h, no Setor Bancário Sul, Quadra 1. As atividades continuam na quarta (12) e quinta-feira (13), a partir das 14h, em frente ao Anexo II do Senado Federal (via N2).

O dia em que Jânio Quadros renunciou

Sábado, 8 de agosto de 2026

O dia em que Jânio Quadros renunciou

O telex começa a chacoalhar furioso, vomitando resmas de notícias. Onde está o presidente? Ninguém sabe. No Sul emerge a figura de Brizola. Diz que respeitará a Constituição e prenderá qualquer oficial que sugira o contrário

Foto: Presidente Jânio da Silva Quadros (Arquivo)
O texto a seguir abre a série Passageiro da História, em que o Outras Palavras passa a publicar as memórias do grande jornalista brasileiro, Carlos Azevedo.

Por Carlos Azevedo, em Passageiro da História

25 de agosto de 1961, um mês de agosto quente. Dia do Soldado. Parada militar em Brasília. Tudo tranquilo na redação do jornal “O Estado de S.Paulo”, na sua majestosa sede na esquina da rua Martins Fontes com Major Quedinho, centro da capital. São duas da tarde. De repente o luminoso da frente do jornal para de dar notícias. O jornalista Raul Bastos, chefe do sistema de comunicação por telefone, rádio e telex, que se comunica com cerca de 400 correspondentes no país e no Exterior, sai de sua cabine apressado. Tem uma bomba nas mãos: o presidente da República renunciou

Comunica a notícia a Perseu Abramo, o chefe de reportagem. Como assim? Deve ser boato. Qual é a fonte? Você confirmou? A fonte era o chefe da sucursal do jornal na capital federal que está ao telefone aos gritos. O telex começa a chacoalhar furioso, vomitando resmas de notícias que vão se estendendo pelo chão.

Lançamento –Brasil de Fato lançará documentário sobre legado de Fidel Castro no centenário de seu nascimento

Sábado 8 de agosto de 2026

LANÇAMENTO
Brasil de Fato lançará documentário sobre legado de Fidel Castro no centenário de seu nascimento

Filme estreia em 13 de agosto e reúne Díaz-Canel, cientistas, agricultores e artistas para discutir o legado de Fidel

Brasil de Fato — São Pulo (SP)
Matéria postada originariamente no Brasil de Fato de 7.ago.2026 - 12:41
São Paulo (SP)

O Brasil de Fato lança, na próxima quinta-feira (13), o documentário Queimar os Céus: Fidel e Cuba Socialista, que revisita a trajetória, as ideias e o legado de Fidel Castro a partir dos desafios enfrentados atualmente por Cuba. O filme será disponibilizado gratuitamente no canal do Brasil de Fato no YouTube.

A estreia ocorre no dia em que Fidel completaria 100 anos. Nascido em 13 de agosto de 1926, o líder histórico da Revolução Cubana morreu em novembro de 2016. O documentário foi produzido pelos jornalistas Igor Carvalho e Rodrigo Chagas.

Tesourada Ideb abaixo da meta e corte de R$ 25,5 milhões revelam crise nas escolas públicas do DF

Sábado, 8 de agosto de 2026

TESOURADA
Ideb abaixo da meta e corte de R$ 25,5 milhões revelam crise nas escolas públicas do DF

Comissão de Educação da CLDF tenta barrar tesourada de Celina Leão no Tribunal de Contas

Brasil de Fato — Brasília (DF)

DF tem baixo desempenho em indicador de qualidade de ensino no Brasil | Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Distrito Federal ficou abaixo da meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025. Os resultados divulgados nesta quinta-feira (6) pelo Ministério da Educação (MEC) mostram que apenas os anos iniciais do ensino fundamental mantiveram estabilidade, enquanto os anos finais e o ensino médio tiveram desempenho abaixo do esperado.

O resultado chega uma semana após a Secretaria de Educação do DF anunciar uma redução de R$ 25,5 milhões de recursos destinados ao Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF) da rede pública, conforme apurado pelo Brasil de Fato DF.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

O martírio cubano no centenário de Fidel Castro

Sexta, 7 de agosto de 2026

O martírio cubano no centenário de Fidel Castro

Roberto Amaral*

Ainda saboreávamos o Ano-Novo — era o réveillon de 1958-1959 — quando nos chegou, em Fortaleza, a notícia de que caíra, em Cuba, a ditadura de Fulgêncio Batista, de quem pouca ou nenhuma notícia tínhamos. O fato era este, tão só, mas sugeria algo de inusitado: não se tratava de mais uma quartelada dentre tantas que faziam e fazem a história do poder da classe dominante latino-americana, interferindo na governança para que tudo permanecesse como dantes no castelo de Abrantes: uma periódica recomposição oligárquica.

Desta feita, surpreendentemente, nos era dado conhecer uma insurgência de base popular que, descendo de Sierra Maestra, encontrava a consagração em Havana. Entre os líderes não se contavam nem sargentos, nem coronéis, nem generais. Este era seu caráter inusitado, principalmente no Caribe e na América Central dos anos 1950-60, uma virtual fazenda da United Fruit Company

Ela denunciou. A Justiça agiu. O ciclo de violência se encerrou

Sexta, 7 de agosto de 2026

Ela denunciou. A Justiça agiu. O ciclo de violência se encerrou








por TT — publicado 07/08/2026

Em alguns momentos da vida, uma decisão separa duas histórias possíveis. Ana*, 34 anos, mãe, escolheu viver. Ameaças, agressões e medo. O silêncio parecia mais seguro do que denunciar, mas havia uma lembrança que nunca saía de sua cabeça. 

A mãe de Ana nunca procurou ajuda. Nunca registrou ocorrência. Nunca pediu medida protetiva. Foi assassinada com dezenas de facadas. "Eu perdi minha mãe com 72 facadas. Eu não queria ser mais uma vítima nas estatísticas. Talvez hoje eu estivesse em um caixão debaixo da terra", relata.

Quando decidiu procurar a Justiça, Ana não buscava apenas um documento. Procurava a chance de continuar viva. E encontrou.  

O dia em que tudo mudou 

Um dia, Ana criou coragem e decidiu enfrentar o medo. Saiu de casa, foi até a delegacia e pediu ajuda. "Avaliei os riscos e deferi imediatamente as medidas protetivas de urgência para garantir sua segurança", conta a juízaGislaine Campos. O agressor foi proibido de manter contato, aproximar-se dela e frequentar seu local de trabalho.