Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

terça-feira, 13 de abril de 2021

Tributo a Moraes Moreira. Há um ano o artista deixou de 'Balançar o chão da Praça' e de gritar: 'Chame gente! Chame gente!'

Terça, 13 de abril de 2021

Moraes Moreira Carnaval 1991
Moraes Moreira tocando a música 'Chão da Praça' no  Carnaval de 1991 em pleno encontro de trios. Observe a loucura que era. E como bom era. Vídeo postado no Youtube pelo Canal JP DroneVideo.


E para balançar o Chão da Praça, Moraes Moreira chamava gente. Como? Cantando o "Chame Gente". Vídeo postado no Youtube pelo Canal Antonio Carlos Laranjeiras Sampaio. Participações de Armandinho, Morais Moreira, Gilberto Gil, André Macedo, Caetano, Margareth Menezes, Ricardo Chaves, Durval Lelys, Bel Marques, Ivete, Daniela Mercury, Carlinhos Brown, Luis Caldas e Lazzo.

A partida de Moraes Moreira

Por Taciano

Aos 72 anos de idade, quando ainda dormia, na madrugada de 13 de abril de 2020, em sua casa no Rio de Janeiro, Moraes Moreira foi chamado para compor, cantar e tocar músicas no Céu.

Se já há um ano não pode mais balançar o chão da praça em Salvador com a sua voz e a sua guitarra, deve estar a balançar as nuvens do Céu, tendo como plateia e acompanhantes santos, anjos e arcanjos. Afinal, resistir ao seu ritmo, quem há? Ninguém, seja nós na Terra ou anjos nos Céus. 

Se os santos, anjos e arcanjos hoje não resistem as suas canções, se sacudindo lá em cima pra lá e pra cá —eu tenho certeza disso—, não era eu, um simples mortal, quando ainda garoto, adolescente ou já adulto, que conseguiria resistir. Impossível não acompanhá-lo no trio elétrico pelas avenidas, ruas, praças, ladeiras e becos da Cidade da Bahia (crédito para Jorge, o Amado, que assim se referia carinhosamente à querida e mágica Salvador). 

Imagine você se algum baiano teria forças, mesmo que quisesse, para resistir e não sair atrás do trio elétrico com Moraes Moreira, Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Luiz Galvão e Paulinho Boca de Cantor. Como resistir aos Novos Bárbaros? Nunquinha! Era ajeitar a mortalha —que era a fantasia antes da invenção do abadá—, pegar um chapéu de palha para tentar se proteger do sol do verão da Bahia, e ir atrás do trio elétrico dos Novos Bárbaros. Afinal, só não vai atrás do trio elétrico quem já morreu. 

Sim, tenho saudades, muitas saudades, dos meus Carnavais nas ruas, avenidas, ladeiras, becos e praias da Bahia. Isso da quinta-feira anterior ao início do Carnaval, que era naquela época dos anos 70, 80 e 90, o dia da abertura oficial da folia de Momo. Na noite da quinta-feira o Rei Momo recebia as chaves da cidade, normalmente das mãos do prefeito, e aí...o pau quebrava no mesmo momento. Trios, charangas, blocos, o cacete a quatro, atendiam às ordens do Rei Momo. Alegria geral, Carnaval até a manhã da quarta-feira de cinzas. E eu? Dentro dessa zorra toda. De quinta à noite, sexta, sábado, domingo, segunda, terça, madrugada de quarta e na maioria das vezes até a manhã do dia de cinzas. 

Durante os dias de Carnaval ir em casa? Só para tirar uma soneca, avisar a mãe que estava vivo e bem, dar um mergulho no mar azul e verde da Bahia para recarregar as energias, 'traçar' uma feijoada ou um sarapatel, ou um gostoso cozido com pirão, feitos pela Dona Lygia —a minha mãe— e voltar pro furdunço. Voltar com a proteção de todos os santos e Orixás da Bahia e, também, da reza e mentalização positiva da Dona Lygia que ficava com o coração na mão, agoniado, pelo desaparecimento do seu filho caçula na multidão do Centro de Salvador. E tome balançar o chão da praça.

Salve Moraes Moreira! Salve o Carnaval da Bahia!

Acadêmica de Medicina da UnB é convidada para oradora no World Pediatrics Congress que acontece em outubro em San Franciscos, EUA. Filha e moradora do Gama (DF), está rifando tablet para financiar viagem

Terça, 13 de abril de 2021

Ingrid, a acadêmica de Medicina da UnB, nasceu e mora no Gama (DF). Vai falar no World Pediatrics Congress sobre a saúde mental das crianças durante a pandemia da COVID-19, e quão elas tem sido afetadas. Mas para que possa viajar em outubro para San Francisco, Estados Unidos, ela está rifando um tablet para custear as despesas. Que tal ajudá-la?

Veja a seguir texto em que ela expõe o convite recebido e relata as dificuldades em levantar recursos para custear sua ida. Ingrid Ribeiro Soares da Mata é conhecida por este blogueiro do Gama Livre (Taciano Lemos de Carvalho). 

Veja o texto

Eu, Ingrid Ribeiro Soares da Mata, 28 anos, acadêmica de Medicina da Universidade de Brasília, no dia 06 de abril de 2021 recebi um e-mail do World Pediatrics Congress, para ser oradora honorária do congresso, será realizado entre os dias 11 a 13 de outubro de 2021, em San Francisco — Estados Unidos da América. Nesse congresso irei falar sobre a saúde mental das crianças durante a pandemia da COVID-19, e quão elas tem sido afetadas. Fui verificar os custos e vi que eram altos, algo entorno de 15 mil reais, entrei em contato com o congresso para saber se haveria a possibilidade de ajuda de custo, mas infelizmente não terá. Procurei editais na FAP-DF (Fundação de Apoio a Pesquisa do Distrito Federal) e não tem a possibilidade de ajudas de custo esse ano devido a cortes. A CAPES  (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) não tem mais programa de auxílio para estudantes da graduação. Sendo assim, resolvi fazer uma rifa online no valor de 10 reais, será sorteada no dia 12 de junho, um tablet. Assim que realizado o pix, será disponibilizado o número da sorte. Por fim, peço a sua contribuição para eu poder participar do congresso e ter essa troca de experiências sobre a saúde infanto-juvenil.

PIX: ingriddamata@gmail.com

Conta: NUBANK: AGÊNCIA: 0001 CONTA: 20610830-7

Número da conta Banco do Brasil: AGÊNCIA: 1239-4 CONTA:68995-5

Telefone: 61 98494-9475

Site do congresso: 

https://suntextmeetings.com/pediatrics/ 

https://suntextmeetings.com/pediatrics/speakers/







Não soubemos ver você


Convento de Mani de Iucatã, no México.
Imagem da internet
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Abril
13

Não soubemos ver você

No ano de 2009, no átrio do convento de Mani de Iucatã [México], quarenta e dois frades franciscanos cumpriram uma cerimônia de desagravo à cultura indígena:

– Pedimos perdão ao povo maia, por não haver entendido sua cosmovisão, sua religião, por negar suas divindades; por não ter respeitado sua cultura, por haver imposto durante muitos séculos uma religião que não entendiam, por haver satanizado suas práticas religiosas, e por haver dito e escrito que eram obra do Demônio e que seus ídolos eram o próprio Satanás materializado.

Quatro séculos e meio antes, naquele mesmo lugar, outro frade franciscano, Diego de Landa, havia queimado os livros maias, que guardavam oito séculos de memória coletiva.

Eduardo Galeano, no livro ‘Os Filhos dos dias’, 2ª edição, 2012, pág. 127, L&PM Editores

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Covid-19: vacinados devem observar intervalo entre imunizantes

 Segunda, 12 de abril de 2021

Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

Médicos recomendam prazo entre vacinas contra covid-19 e influenza

Por Jonas Valente — Repórter Agência Brasil — Brasília

Com a vacinação de pessoas contra a covid-19 avançando, é importante ficar atento ao intervalo entre essa aplicação e a de outros imunizantes. Médicos recomendam um prazo entre essas duas vacinas para não prejudicar os efeitos delas.

Segundo o infectologista Hemerson Luz, o intervalo sugerido pelos profissionais é de 14 dias. A orientação médica vale para qualquer vacina do calendário ou para influenza no caso dos grupos que serão imunizados contra a covid-19.

OIT: governos devem fazer mais para proteger a saúde mental de trabalhadores de saúde

Segunda, 12 de abril de 2021

OMS Síria. Os trabalhadores de saúde têm um papel fundamental em assegurar saúde e bem-estar para a população.

12 abril 2021

Profissionais na linha de frente da resposta à pandemia, há mais de um ano, são afetados em seu bem-estar físico e psicológico após vivenciarem grande quantidade de mortes, sofrimento, riscos de infecção e até episódios de violência e estigmas. 

A Organização Internacional do Trabalho, OIT, alerta para as consequências arrasadoras da crise de saúde global sobre os funcionários do setor em mais de um ano de pandemia. 

Num vídeo, divulgado em sua página na internet, a OIT ressalta que os governos precisam centralizar o bem-estar dos trabalhadores de saúde e cuidados médicos em qualquer política de resposta à pandemia. 

OPS/Karen Gonzalez
Mais de 10% de todos os casos de Covid-19 no mundo foram notificados entre os profissionais do setor.

Vacinas 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, OMS, mais de 10% de todos os casos de Covid-19 no mundo foram notificados entre os profissionais do setor. 

Na linha de frente das operações de socorro e salvamento dos pacientes, eles estão no centro da pandemia desde o início. 

E com a chegada das vacinas, são os agentes de saúde, mais uma vez, que assumem o protagonismo das ações para conter o novo coronavírus. 

Para a OIT, uma nova pandemia emergiu após um ano de crise global, com a piora das condições de saúde mental das pessoas que atuam neste setor assim como uma deterioração de seu bem-estar. 

ONU Cuba
Para os profissionais de saúde, as jornadas de trabalho estão cada dia mais longas e mais pesadas.

Jornadas longas 

A especialista em Saúde da OIT, Christiane Wiskow, lembrou que com a pandemia, muitos cuidadores e trabalhadores de saúde passaram a ter jornadas mais longas e mais pesadas. Segundo ela, a insuficiência de tempo para descanso e recuperação resulta na fatiga crônica. 

Os agentes de saúde também trabalham sob pressão psicológica e com medo de contraírem a Covid-19 e contaminarem seus familiares e entes queridos. 

A agência da ONU informou que o número de incidentes como assédio moral e violência a trabalhadores da saúde aumentou desde o início da pandemia assim como casos de estigmatização e discriminação. 

OIM/Nate Webb
Com a pressão da pandemia, muitos profissionais tiveram a saúde mental abalada, chegando até mesmo a pedirem demissão.


Depressão

As pressões sobre os profissionais por causa da Covid-19 têm levado a casos de insônia, ansiedade, depressão, estresse pós-traumático e até ao suicídio. 

Com a pressão mental, muitos agentes de saúde começaram a faltar ao trabalho, baixar a performance e até mesmo a pedirem demissão por não conseguirem responder aos novos fardos da pandemia. 

Com isso, houve uma demanda maior sobre a escassez, que já existia, de profissionais de saúde em várias partes do mundo. 

A OIT lembra que condições adequadas de trabalho na área da saúde fortalecem a resiliência do setor. 

A agência afirma que políticas de apoio para prevenir o estresse sobre os agentes de saúde e outros cuidados de médico devem ser parte integral das respostas de governos à pandemia.

A fabricação do culpado

Abril
12

A fabricação do culpado

Num dia como o de hoje do ano 33, dia a mais, dia a menos, Jesus de Nazaré morreu na cruz.

Seus juízes o condenaram por incitação à idolatria, blasfêmia e superstição abominável.

Alguns séculos depois, os índios das Américas e os hereges da Europa foram condenados por estes mesmos crimes, exatamente os mesmos, e em nome de Jesus de Nazaré foram castigados com açoite, forca ou fogo.

                      Eduardo Galeano, no livro ‘Os Filhos dos dias’,
2ª edição, 2012, pág. 126, L&PM Editores

domingo, 11 de abril de 2021

Covid-19: Sul e Centro-Oeste tendem a cenário crítico nas próximas semanas, diz Fiocruz

Domingo, 11 de abril de 2021


Por Regina Castro (Agência Fiocruz de Notícias)

O novo Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz mostra que, segundo o perfil demográfico, as faixas etárias de 30 a 39, de 40 a 49, e 50 a 59 anos continuaram sendo aquelas com aumento mais notável de casos da enfermidade: respectivamente, 1.218,33%, 1.217,95% e 1.144,94%. Além da manutenção do rejuvenescimento da pandemia no Brasil, a comparação entre a Semana Epidemiológica 1 (3 a 9 de janeiro de 2021) e a 12 (21 a 27 de março) sinalizou um aumento global da doença de 701,58%. O boletim é um iniciativa do Observatório Covid-19 da Fiocruz: Informação para ação

Para os óbitos, a comparação entre as semanas epidemiológicas 1 e 12 mostrou um crescimento global de 468,57%. As faixas que mantiveram crescimento superior ao global foram 20 a 29 (872,73%); 30 a 39 (813,95%); 40 a 49 (880,72%); 50 a 59 (877,46%); e 60 a 69 anos (566,46%).

CPI da Covid complica ainda mais situação do genocida

 Domingo, 11 de abril de 2021

Imagem: Aroeira


STF derrota manobra vergonhosa do presidente do Senado, que tentou proteger Bolsonaro. Comissão poderá convocar depoentes e quebrar sigilos. E mais: em torno do Orçamento, Centrão e Planalto preparam-se para briga de bandidos


por 

Publicado no Outra Saúde em 09/04/2021

Por Maíra Mathias e Raquel Torres, no Outra Saúde | Imagem: Aroeira

CPI DA COVID

No dia em que o Brasil registrou 4.249 mortes, atingindo um novo recorde na pandemia, o ministro do STF Luís Roberto Barroso determinou a instauração da CPI da Covid no Senado. A decisão atende ao pedido dos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO) que conseguiram coletar 31 assinaturas a favor da comissão –quatro a mais do que o necessário para sua abertura – mas, no meio do caminho, encontraram Rodrigo Pacheco (DEM-MG). 

Então recém-eleito, com apoio do governo, o presidente do Senado resolveu segurar o início da investigação que mira exatamente as omissões e sabotagens de Jair Bolsonaro e sua equipe ao longo da crise sanitária. Ontem, o pedido completou 63 dias dormitando na sua gaveta.  

Acontece que, como explicou Barroso, a CPI é um direito das minorias parlamentares garantido pela Constituição brasileira. Para ser instaurada, precisa de apoio de pelo menos um terço dos membros da casa legislativa; indicação de um fato determinado a ser apurado; e prazo certo de duração. Cumpridos os três requisitos, não cabe ao presidente da casa legislativa travar a CPI.

Trabalho Infantil: GDF, SLU e empresas de serviços ambientais são multados por irregularidades no Lixão

Domingo, 11 de abril de 2021

Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna. Com informações da Ascom do Tribunal Regional do Trabalho – 10ª Região

Foto: Ivaldo Cavalcante

A penalidade imposta pelo TRT-DF é o pagamento de multa no valor de R$ 19,5 milhões em indenizações por permitirem trabalho infantil no Lixão

Por Bianca Nascimento, da Ascom do Tribunal Regional do Trabalho – 10ª Região

A Justiça do Trabalho da Décima Região, com jurisdição sobre o Distrito Federal e o Tocantins, condenou o Governo do Distrito Federal (GDF), o Serviço de Limpeza Urbano (SLU) e as empresas Valor Ambiental Ltda. e Quebec Construções e Tecnologia Ambiental S/A a pagarem indenização por danos morais coletivos, devido à comprovação de que crianças e adolescentes frequentavam o Lixão da Estrutural – localizado a cerca de 20 quilômetros do Plano Piloto -, em condições sub-humanas, para trabalho infantil, perigoso, insalubre, em convivência com a prostituição, a criminalidade e as drogas.

O GDF deverá pagar R$ 10 milhões, o SLU pagará R$ 5 milhões, a Valor Ambiental, R$ 3,5 milhões e a Quebec Construções, R$ 1 milhão. A decisão foi da juíza do Trabalho Naiana Carapeba Nery de Oliveira, coordenadora da Coordenadoria de Apoio ao Juízo Conciliatório e Execuções Especiais (CDJUC), unidade responsável por analisar e julgar a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho do DF (MPT-DF). Segundo a magistrada, as indenizações serão revertidas a favor de instituições não-governamentais sem fins lucrativos a serem indicadas pelo MPT-DF, que deverão ser localizadas no DF e destinadas à qualificação de trabalhadores e também direcionadas ao cuidado a infância e da juventude.

Meios de comunicação

 Abril

11

Meios de comunicação

No dia de hoje do ano de 2002, um golpe de Estado transformou o presidente dos empresários em presidente da Venezuela.
Pouco durou a sua glória. Um par de dias depois, os venezuelanos, esparramados pelas ruas, restituíram o presidente eleito pelos seus votos.
As grandes emissoras de televisão e as rádios de maior difusão da Venezuela haviam celebrado o golpe, mas não perceberam que o povo havia devolvido Hugo Chávez ao seu devido lugar.
Por se tratar de uma notícia desagradável, os meios de comunicação não comunicaram nada.

Eduardo Galeano, no livro ‘Os filhos dos dias’. 2ª edição. 2012, página 125. L&PM Editores.
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Foto: EBC

sábado, 10 de abril de 2021

REPRESSÃO. Memórias da Resistência | A história de Dom Hélder, o “Arcebispo Vermelho” do Recife

Sábado, 10 de abril de 2021
A Arquidiocese de Olinda e Recife espera que Dom Hélder seja canonizado, reconhecido como Santo - Reprodução

Religioso é o brasileiro que mais vezes foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz, sendo a 1ª das quatro em plena ditadura

Vinícius Sobreira
Brasil de Fato | Recife (PE)
10 de Abril de 2021

Hélder Pessoa Câmara nasceu em Fortaleza (CE) no dia 7 de fevereiro de 1909, filho de uma professora e um jornalista e crítico teatral. Aos 14 anos ingressou no Seminário da Prainha, onde fez ensino médio, filosofia e teologia. O ensino era bastante conservador. Até os ideais do iluminismo e da Revolução Francesa eram vistos com rejeição. O comunismo era abominado

Foi ordenado padre em 1931, aos 22 anos. E recebeu a tarefa de acompanhar os Círculos Operários Cristãos e a Juventude Operária Católica (JOC), onde contribuiu com a alfabetização de adolescentes pobres e ajudou na organização sindical de mulheres das camadas populares, como lavadeiras, passadeiras, empregadas domésticas e outras categorias.

Com viés nacionalista, somada à formação ideológica recebida no seminário, o padre Hélder simpatizou com movimentos como a Legião Cearense do Trabalho (1931), grupo político-sindical e religioso que rejeitava o capitalismo e o comunismo, buscando ideais da Idade Média. Dom Hélder também militou na Ação Integralista Brasileira, movimento de inclinações fascistas que reuniu brasileiros sob o lema “Deus, Pátria, Família”.

Além da luta por transformações internas da igreja e de sua atuação como educador popular e alfabetizador, o padre Hélder se destacava principalmente por ser um dirigente político.

Uma vida de luta pelos que menos têm / Instituto Dom Helder Câmara

Conseguiu resultados expressivos para a Liga Eleitoral Católica no Ceará, foi secretário estadual de Educação e aos 27 anos (1936) já trabalhava no Ministério da Educação, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, quando Getúlio Vargas instaurou a ditadura do “Estado Novo”, Hélder Câmara desvinculou-se da AIB.

Ficou por mais de 10 anos no Rio, onde foi ordenado bispo aos 43 anos (1952). Passou a dedicar-se principalmente a reformas na Igreja para aproximá-la de compromissos sociais com o povo pobre. Fundou o projeto “Cruzada São Sebastião” e o “Banco da Providência”, para viabilizar moradias populares.

Foi Dom Hélder que conseguiu autorização do Vaticano para fundar a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM, 1955). No Concílio Vaticano II (1965), Dom Hélder foi propositor do “Pacto das Catacumbas”, documento com 13 compromissos, como colocar os pobres no centro da atividade pastoral e levar uma vida simples, rejeitando símbolos de privilégio e poder. Este documento influenciou a criação do movimento da Teologia da Libertação.

Semanas antes do golpe militar de 1964, Dom Hélder foi designado arcebispo na Arquidiocese de Olinda e Recife, cargo que ocuparia por 21 anos, mesmo período que perdurou a ditadura. Em terras pernambucanas, fortaleceu as comunidades eclesiais de base (CEBs).

Sempre se colocou publicamente em oposição à ditadura. Os meios de comunicação foram proibidos, a partir do AI-5 (1968), de entrevistá-lo. Dom Hélder seguia falando em conferências e meios de comunicação internacionais, denunciando os crimes do regime ditatorial brasileiro.

Em 1969 o auxiliar de Dom Hélder, o padre Antônio Henrique Pereira Neto, foi assassinado por uma milícia armada apoiada pela ditadura. O Padre Henrique, que era professor, teve uma reunião com pais de estudantes na noite de 26 de maio. Quando retornava para casa, já na madrugada do dia 27, o Comando de Caça aos Comunistas (CCC) – grupo paramilitar apoiado pelo regime militar e por empresários locais – sequestrou o Padre Henrique, torturou e assassinou.

Seu corpo foi encontrado nas ruas do bairro da Várzea, próximo das terras de uma família notável do estado e que apoiava o CCC. Dias antes a milícia havia metralhado o centro educacional onde o Padre Henrique trabalhava, o Juvenato Dom Vidal (atualmente é as costas do prédio antigo do ShoppingBoa Vista). Nesta ação do CCC o estudante Cândido Pinto ficou paraplégico.


Com o papa João Paulo II / Divulgação

Dom Hélder passou a ser reconhecido mundialmente como liderança contra o autoritarismo e em defesa dos Direitos Humanos. Foi premiado com 32 títulos de doutor honoris causa em universidades brasileiras e estrangeiras, além de prêmios internacionais. O regime militar muitas vezes o acusou de ser comunista e até de contrabandear armas para grupos de guerrilha contra a ditadura.

Dom Hélder é o brasileiro que mais vezes foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz, com quatro indicações. Desde a primeira, em 1970, a ditadura militar brasileira empreendeu uma dura campanha difamatória sobre o religioso no exterior, associando-o num momento ao integralismo, noutro ao comunismo. Dom Hélder perderia o prêmio para o criador do “milho híbrido”. Dom Hélder ainda seria indicado nos três anos seguintes, sem sucesso.

Aos 76 anos de idade, em 1975, deixou o comando da Arquidiocese de Olinda e Recife. Ele seguiu vivendo na capital pernambucana, numa pequena casa aos fundos da Igreja de Nossa Senhora das Fronteiras, na rua Henrique Dias, bairro da Boa Vista. Morreu aos 90 anos, em 27 de agosto de 1999.

Desde 2015 o Vaticano o reconhece como “Servo de Deus”, primeira etapa do processo de beatificação. A Arquidiocese de Olinda e Recife espera que Dom Hélder seja canonizado, reconhecido como Santo, processo que leva décadas.

Entre as homenagens, “Dom Hélder” hoje dá nome a diversas organizações educacionais, sociais, políticas e religiosas, sempre vinculados à defesa dos Direitos Humanos. No Recife ele também dá nome a dois conjuntos habitacionais (Iputinga e Vasco da Gama), um centro de saúde (Nova Descoberta), a duas escolas (Barro e Espinheiro), uma praça (Torrões), um centro cultural e esportivo (Ilha de Joana Bezerra), além de diversos logradouros.


Fonte: BdF Pernambuco

Edição: Vanessa Gonzaga


Saúde do DF está voltando à idade média. Paciente de Covid-19 está intubado e sem sedativo e foi amarrado ao leito de UTI no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), no DF.

Sábado, 10 de abril de 2021

No vídeo acima, sobrinha de paciente que está intubado e AMARRADO no leito de UTI no HRSM, hospital "gerido" pelo IgesDF —Instituto de Gestão Estratégica da Saúde do DF faz denúncia/apelo. O tio está com Covid-19. E amarrado porque no Hospital Regional de Santa Maria não há o indicado e necessário medicamento para a sedação. O sofrimento é terrível.

É o caos, ou não é o caos? Seria mimimi? Não, não é mimimi. É o caos.


Puta que pariu! Expressão dura, que não se deve pronunciar, e que, por isso, peço perdão às putas. E perdão também aos leitores que porventura estejam lendo essa postagem.

Aos governantes, aos gestores da pandemia —não são gestores da luta contra a pandemia da covid-19, parecem mais gestores da pandemia, gestores da covid-19— não posso desculpá-los, pois o mínimo (o mínimo) que se pode considerá-los é que são incompetentes. 

Incompetentes (no mínimo, no mínimo) no suprimento de vacinas contra a Covid-19. Não compraram na hora certa, não se sabe se por negacionismo ou brutal (brutal, sim) incompetência. 

Incompetentes (no mínimo, no mínimo) no suprimento de leitos e de kit de intubação em UTI para atendimento aos brasileiros contaminados por esse maldito vírus. Maldito vírus, mas auxiliado pela postura negacionista do presidente da República, que o considera gripezinha, resfriadinho, que usar máscara não funciona, coisas que provocavam um mimimi do povo, dos brasileiros que ele chamou de maricas por ficar, segundo ele, de mimimi. Como já disseram por aí, mimimi é a dor que não é nossa. É coisa dita por gente (gente???) que sequer não tem capacidade de empatia.

Administradores públicos incompetentes (no mínimo, no mínimo, incompetentes) por abandonarem o conhecimento proporcionado pela ciência e se agarrarem (no mínimo, no mínimo) nas loucuras dos negacionistas, terraplanistas e dos antivacinadores. Se agarrarem ao negacionismo do filósofo que não é filósofo, Orvalho de Cavalo. O cara que diz que vacina só faz mal.

Lembremos do monta/desmonta hospitais de campanhas. Do monta UTIs em hospital de campanha e depois se descobre que de UTI nada ou quase nada, mas apenas leitos de enfermaria. Lembremos que apesar de todas os alertas, muitos deles alertas veementes de especialistas e instituições em infectologia —brasileiros e estrangeiros— afirmando que uma nova onda atingiria o Brasil e vários dos alertas de que o DF seria duramente atingido se as coisas continuassem a acontecer (ou não acontecer) como se observava...nada ou quase nada acontecia/aconteceu. 

Só depois que o Distrito Federal voltou a ser um dos líderes nacionais em mortes e contaminação por covid-19 —proporcionalmente à sua população, claro— é que o governo do DF voltou a se mexer mais um pouquinho. Quem não sabe se mexer na hora apropriada, remexe e a coisa desanda, ou não anda. Agora corre o governo do DF, literalmente, atrás do prejuízo —ninguém deve correr atrás do prejuízo ou déficit, mas sim atrás do lucro, melhor do superávit. Mas o governo do DF corre agora para tentar ser 'menos pior' na carreira ao superávit, na cura de pacientes de covid-19. 

Correndo atrás do superávit —falo superávit para frisar que saúde não pode ser mercadoria, mas um direito de todas as pessoas. Lucro é linguajar daqueles que em tudo, seja na saúde ou na morte, no enterro, visa enriquecer.

Mas voltando ao mexido, melhor, ao 
xenhenhém (coisa que só é bom no forró) na saúde do DF o sistema continua um caos. Ou não é caos um paciente de covid-19 que se encontre intubado ser AMARRADO ao leito de UTI? Isto para que permaneça imóvel, pois a dor é enorme, mas no Hospital Regional de Santa Maria (DF) não há o necessário medicamento para sedar pacientes intubado. Então...voltamos em marcha batida à era medieval, em que anestesia, sedativo, essas coisas, não se usava. Lá atrás, não se usava porque não existia. Nos tempos de agora, não se usa por incompetência ou sei lá o quê. Mais não falo, para conter-me em não...

As verdadeiras cores do FMI

Sábado, 10 de abril de 2021

Do site Pátria Latina, com informações do resistir.info

Por Prabhat Patnaik [*]



Cartoon de Leon Kuhn.Cartoon de Leon Kuhn.

A crise do Covid-19 provocou uma resposta muito diferenciada entre os países avançados e os países do terceiro mundo. Os primeiros desenvolveram pacotes orçamentais significativos para salvamento e recuperação, ao passo que os segundos ficaram presos à austeridade orçamental. Entre os países do terceiro mundo, o pacote orçamental da Índia talvez tenha sido o mais mesquinho, ascendendo a não mais de um por cento do PIB; mas mesmo outros países do terceiro mundo não se têm saído muito melhor. Em contraste, os EUA sob Trump desenvolveram um pacote de resgate de US$ 2 trilhões, o que representa 10% do seu PIB; e Biden anunciou um pacote adicional de US$1,9 trilhões, dos quais pelo menos um trilhões de dólares é transferência orçamental direta para o povo. No seu conjunto, estes dois pacotes atingem cerca de 20% do PIB dos EUA (embora repartidos por mais de um ano). A União Europeia também desenvolveu pacotes orçamentais significativos para o salvamento e recuperação da pandemia.

O que é digno de nota é que o Fundo Monetário Internacional tem encorajado e apoiado ativamente tais pacotes, afastando-se da sua insistência habitual sobre austeridade orçamental. Em relação aos países do terceiro mundo o FMI também se exprimiu a favor de despesas públicas mais amplas no contexto da pandemia. Mas, segundo uma análise da Oxfam, enquanto concedia empréstimos a países do terceiro mundo durante a pandemia, o FMI retratou-se destas piedosas palavras e mais uma vez impôs austeridade orçamental a estes países!

A análise da Oxfam descobriu que dos 91 empréstimos negociados pelo FMI com 81 países após março de 2020, 76 encorajam ou exigiam medidas de austeridade. Tais medidas incluíam cortes nas despesas públicas que implicavam níveis reduzidos de despesa com cuidados de saúde pública e pagamentos de pensões. Eles envolviam congelamentos salariais ou cortes salariais que reduziriam os rendimentos de médicos, enfermeiros e outros trabalhadores em instalações públicas de saúde, bem como cortes em benefícios de desemprego e pagamentos por doença.

A Oxfam dá um certo número de exemplos específicos. No caso do Equador, o FMI recentemente acordou um empréstimo de US$6,5 bilhões, mas a condição foi o seu “conselho” ao Equador para cortar as despesas de saúde, cortar subsídios do combustível de que as pessoas pobres dependem fortemente, e para parar as transferências de dinheiro para as pessoas que não conseguem encontrar trabalho. Nove países, os quais incluem Angola e a Nigéria, foram convidados a aumentar ou introduzir impostos de valor acrescentado que oneram fortemente os pobres, uma vez que se aplicam a alimentos, vestuário e artigos domésticos. Em 14 países que incluem Barbados, El Salvador, Lesoto e Tunísia, é provável que haja cortes ou congelamentos nos salários e empregos do sector público. Tais cortes significariam menos médicos, enfermeiros e trabalhadores da saúde do governo, e isso também em países que já têm um número extremamente reduzido desse pessoal por habitante.

Esta insistência na austeridade da parte do FMI mostra duas coisas: primeiro, que ele discrimina claramente entre países, contra os pobres pois distintos dos ricos. Ele pode estar disposto a evitar medidas de austeridade para os países ricos, mas nunca para os subdesenvolvidos. Em segundo lugar, independentemente do que declare, por mais “razoável” que pareça ocasionalmente, pressiona invariavelmente em todas as ocasiões a mesma agenda, de austeridade e privatização, em relação aos países do terceiro mundo. Os seus ocasionais pronunciamentos “sensatos”, que contrariam a lógica das suas “condicionalidades”, encorajam economistas progressistas a abrigar a crença de que o FMI pode estar a mudar e a tornar-se mais humano. Mas estes pronunciamentos, muitas vezes sob a forma de artigos de investigação do seu pessoal publicados na sua revista, são apenas uma fachada por trás da qual o FMI continua a fazer o que sempre fez.

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Confiança no SUS dispara e 61% consideram o sistema público melhor que o privado

Sexta, 9 de aril de 2021
A pesquisa também perguntou qual instituição o brasileiro aprendeu a confiar mais durante a pandemia. O SUS foi a resposta de 35% dos entrevistados - Foto: Agência Brasi


Pesquisa mostra que Bolsonaro tem pior avaliação na pandemia e que militares também perderam confiança da população

Redação
Brasil de Fato | São Paulo (SP)
09 de Abril de 2021

Pesquisa Exame/Ideia divulgada nesta quinta-feira (9) aponta que, para 61% dos entrevistados, o Sistema Público de Saúde (SUS) tem mais competência para lidar com os problemas da pandemia do que a rede privada de Saúde. 

A pesquisa também perguntou qual instituição o brasileiro aprendeu a confiar mais durante a pandemia. O SUS foi a resposta de 35% dos entrevistados; 24% acreditam na prefeitura de suas cidade; outros 23%, nos governadores; 12% citaram o Congresso Nacional; 3% o STF. O governo Federal foi citado por 2%, e os militares, em último, por 1%.

Ainda sobre a pandemia, apenas 9% considera que o trabalho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em relação a pandemia de Covid-19, é ótimo. Para 39%, é péssimo, e 16% consideram ruim.


A avaliação dos governadores, criticados por Bolsonaro, está melhor que a do presidente. 20% consideram péssima a postura dos governos estaduais, durante a crise, e 18% declararam que é ruim.

O general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde: ele e seus colegas de farda recebem a confiança de 1% da população no que se refere ao combate à pandemia / Agência Brasil

O levantamento também perguntou como os entrevistados consideram que será o desenvolvimento do vírus no mês de abril. Para 41%, não será nem melhor nem pior; 32% analisam que será pior, e 27% consideram que será melhor que março.

A Exame/Ideia aproveitou a votação do Projeto de Lei 948/2021, que autoriza a compra de vacina pela iniciativa privada, para perguntar aos entrevistados se eles concordam com a medida. Para 23%, as empresas podem contribuir com a pandemia se comprarem vacinas para imunizar seus familiares e funcionários. Outros 40% consideram que os empresários devem doar equipamentos e insumos para os hospitais.


Governo mal avaliado

Fora do âmbito da pandemia, o governo Bolsonaro segue mal avaliado. Para 51,5%, a gestão é ruim ou péssima; ótimo ou bom para 24%; regular para 22% e 2,5% não souberam opinar. Entre os evangélicos, o desempenho é ainda pior. Somente 40% acham que o governo é ótimo ou bom.


Edição: Vinícius Segalla

GDF: Propaganda oficial descumpre normas de proteção à Covid.

Sexta, 9 de abril de 2021
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna



Especialistas em Saúde e em Comunicação criticam campanha publicitária lançada pelo GDF em que nenhum dos protagonistas aparece portando máscaras. O mau exemplo cívico e sanitário e a possibilidade de transmitir ideia falsa de normalidade são os equívocos apontados na propaganda.


Por Chico Sant’Anna

Imagine uma propaganda governamental onde os protagonistas dirigem um carro em alta velocidade, desrespeitam as normas de trânsito, não usam cinto de segurança e crianças pequenas estão a bordo, no banco da frente, sem proteção das cadeirinhas obrigatórias. Inadmissível, não é? Pois o Governo do Distrito Federal colocou no ar uma campanha sobre as obras de urbanização de Vicente Pires em que todas as pessoas que nela aparecem não respeitam as normas legais de prevenção à Covid-19, notadamente sem usar máscaras protetoras.

A propaganda vai ao ar no momento em que o Distrito Federal registra 355.327 casos de Covid-19, sendo 6.772 em Vicente Pires, onde 142 moradores da cidade vieram a falecer vítima da covid-19. Em todo o DF, onde há uma enorme fila de espera por leitos de UTI, 6.621 óbitos foram registrados até o dia 8 de abril.

É bom lembrar que além de norma federal determinando o uso de máscaras, o governador Ibaneis Rocha, em março de 2020, editou o decreto nº 40831 que, logo no seu primeiro artigo, estabelece:

ONU: Pesquisa brasileira apoiada pela OPAS aponta efetividade da Coronavac contra nova variante da COVID-19

Sexta, 9 de abril de 2021

Da ONU Brasil

Um estudo feito no estado do Amazonas pelo grupo Vaccine Effectiveness in Brazil Against COVID-19 (Efetividade de vacina contra COVID-19 no Brasil, VEBRA COVID-19, na sigla em inglês) mostrou que a vacina Coronavac tem efetividade de 50% na prevenção de adoecimento pelo vírus após 14 dias da primeira dose.

A pesquisa, apoiada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), envolveu 67.718 trabalhadores de saúde residentes no município de Manaus. 

O estudo foi o primeiro a avaliar a efetividade da Coronavac em locais onde há predomínio da variante P.1.

Hospital Santa Lúcia (Rede D'Or) é condenado a indenizar paciente que teve prótese extraviada

 Sexta, 9 de abril de 2021

O Hospital Santa Lúcia terá que indenizar um paciente pelo extravio de prótese dentária. A juíza do 6ª Juizado Especial Cível de Brasília entendeu que o hospital agiu com desídia no dever de guarda.

STJ suspende decisão do TRF1 que determinava lockdown no DF

 Sexta, 9 de abril de 2021

Do STJ

​​​​​O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, suspendeu nesta sexta-feira (9) os efeitos de decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) que determinava a interrupção de uma série de atividades econômicas no Distrito Federal em razão da pandemia da Covid-19.

TIM: STJ confirma condenação milionária contra operadora de telefonia; ação foi movida pelo PMDF

 Sexta, 9 de abril de 2021

Empresa terá que pagar indenização por danos morais pela prática abusiva de interrupção de ligações

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a condenação da empresa de telefonia TIM obtida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em outubro de 2018. O  STJ manteve a decisão que reconheceu como prática abusiva a interrupção automática das chamadas da promoção Infinity e manteve o pagamento de indenização por danos morais coletivos. Na época, o valor fixado foi de R$ 50 milhões.

De acordo com a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon), o valor da condenação corrigido pode chegar a R$100 milhões. Para o promotor Paulo Binicheski, a decisão do STJ é histórica e uma grande vitória para o consumidor. “Acredito que seja a maior indenização por danos morais a ser paga por uma empresa de telefonia no Brasil”.

A boa saúde

 Abril

9
A boa saúde

No ano de 2011, pela segunda vez a população da Islândia disse não às ordens do Fundo Monetário Internacional.
O FMI e a União Europeia tinham decidido que os trezentos e vinte mil habitantes da Islândia deveriam assumir a bancarrota dos banqueiros e pagar suas dívidas internacionais na base de doze  mil euros por cabeça.
Essa socialização pelo avesso foi rejeitada em dois plebiscitos:
— Essa dívida não é nossa. Por que vamos pagar?
Num mundo enlouquecido pela crise financeira, a pequena ilha perdida nas águas do norte nos deu, a todos nós, uma saudável lição de bom-senso.

Eduardo Galeano, no livro Os filhos dos dias. 2ªEdição, 2012, página 123. L&PM Editores.

quinta-feira, 8 de abril de 2021

As falácias do vice de Bolsonaro

Quinta, 8 de abril de 2021








As falácias do vice de Bolsonaro

O general vice-presidente da república acaba de romper o “silencio respeitoso” imposto pelos amuos do capitão seu chefe e deita falação política, naquele tom imperativo com que os sargentos se dirigem nos quartéis aos recrutas de primeiro dia. Pois apenas isso somos nós, os civis, que eles julgam incompetentes para cuidarmos de nós mesmos. Daí a curatela a que nos submetem. Todo cadete sonha em ser um Floriano Peixoto; quando chegam ao generalato e tomam comando de tropas, os oficiais tornam-se perigosos. É quando resolvem fazer política, abolindo-a. Tratam de interditá-la e delas afastar os políticos, isto é, os civis, por definição (segundo eles) corruptos e incompetentes, responsáveis por todas as desgraças que se abatem sobre o país. Pensam assim desde os tempos remotos do “tenentismo” que instaurou as insurreições de 1922 e 1924. 
Impedidos por desvio ideológico de enxergar a realidade econômico-social do país e as causas estruturais da pobreza, filha da concentração de renda, participaram da revolução de 1930 e, como dissidentes, dos levantes de 1932 e 1935; deram o golpe de 1937 e instauraram o “Estado Novo” que derrogou a constituição liberal de 1934, e ficaram no poder absoluto até 1945, quando apeiam do poder o ditador ao qual haviam servido por 15 anos. No regime democrático, após a segunda deposição de Getúlio Vargas, tentaram o golpe seguidamente em 1955 (impedimento da posse de Juscelino Kubitscheck) e 1961 (veto à posse de João Goulart), para afinal assumir as rédeas plenas do poder sem limites, a partir de 1964.