Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

domingo, 1 de março de 2026

Caso master: Vice-governadora do DF processa estudantes por críticas a rombo no BRB

Domingo, 1º de março de 2026

Caso master
Vice-governadora do DF processa estudantes por críticas a rombo no BRB

Jovens do coletivo Kizomba enfrentam ação judicial de R$ 30 mil após manifestação

Brasil de Fato — Brasília (DF)

A vice-governadora Celina Leão move ação judicial contra três estudantes, pedindo R$ 30 mil após protesto. | Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Do Brasil de Fato
A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (Progressistas), entrou com ação judicial contra três estudantes do movimento de juventude Kizomba. O processo no valor de R$ 30 mil alega danos morais em razão de uma manifestação realizada por jovens que questionaram a gestão do BRB e a tentativa de compra do Banco Master pelo governo.

A ação ocorre em meio a críticas sobre o rombo financeiro de R$ 12 bilhões que afetaria serviços públicos essenciais, como saúde e educação, e gerou ampla repercussão entre movimentos estudantis e partidos políticos.

Os estudantes participaram de um ato público com cartazes contendo frases como “Crime Master”, “Quem vai pagar a conta?”, “Fora Ibaneis” e “Fora Celina Leão”. A manifestação foi organizada para chamar atenção sobre o escândalo do Banco Master e suas consequências para o patrimônio público do Distrito Federal. Integrantes do movimento afirmam que se tratou de uma manifestação política legítima, protegida pela liberdade de expressão, um direito constitucional garantido a todos os cidadãos brasileiros.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

24 ANOS DE PÁTRIA LATINA


24 ANOS DE PÁTRIA LATINA

18 de fevereiro de 2026


O mundo entrava no século XXI com uma terrível farsa: o 11 de setembro de 2001 e a queda das torres gêmeas em Nova Iorque. Vinte anos já se haviam passado com o mundo conquistado pelo capitalismo financeiro e as desregulações que apenas lhe beneficiavam. Em Havana, jornalistas reunidos por Fidel Castro discutiam o que fazer pela pátria comum, a latino americana.

Era um início da oposição se formando ao fim da história, ao domínio neoliberal, que impunha o fim da industrialização e do trabalho, ao despertar do Sul Global, dos BRICS, da nova História da Ásia. Nascia também, em fevereiro de 2002, o Pátria Latina, em Cuba, e que se criaria no Brasil, a partir de então.

A Era dos Impérios, que tanto mal fizera à China, o século, que aquele mais de bilhão de pessoas denominava, das humilhações, cairia pelos seus próprios males, entre eles aquele que caberia ao Pátria Latina denunciar persistentemente: a falsa informação, a fake new.

O capitalismo, por seu turno, despia-se de camuflagens; revelava-se como escravagista: microempreendedor industrial (sic) e uber, pagando para o exterior, por absolutamente nada que dele recebesse!

Oriente médio —Com mais de 200 mortos após ataques, Irã anuncia fechamento do Estreito Ormuz e reivindica ‘direito de responder com toda a força’

Sábado, 28 de fevereiro de 2026

Com mais de 200 mortos após ataques, Irã anuncia fechamento do Estreito Ormuz e reivindica ‘direito de responder com toda a força’


Em resposta aos ataques, o Irã lançou uma ofensiva contra Israel e 14 bases militares dos Estados Unidos

Brasil de Fato — São Paulo (SP)
28.fev.2026
O Crescente Vermelho do Irã – que faz parte da organização humanitária internacional Cruz Vermelha – informou que pelo menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas após os ataques dos Estados Unidos e Israel, neste sábado (28). 

As ofensivas atingiram 24 províncias iranianas, e mais de 220 equipes de resgate foram mobilizadas para atuar nas áreas atingidas, onde as operações continuam.

As Forças de Defesa de Israel, por sua vez, afirmaram que cerca de 200 caças participaram da operação e atacaram aproximadamente 500 alvos em todo o Irã, incluindo sistemas de defesa e lançadores de mísseis. Segundo os militares, os bombardeios tiveram como objetivo estruturas consideradas estratégicas. Não se pronunciaram, porém, sobre o ataque à escola primária que vitimou ao menos 85 meninas.

Em entrevista à Al Jazeera, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, declarou que o país tem o direito de se defender. “Temos todo o direito, de acordo com o direito internacional, de nos defendermos com todas as nossas forças. É isso que as nossas forças armadas estão fazendo neste momento. Elas estão defendendo a soberania nacional e a integridade territorial do Irã contra este ato bárbaro de agressão”, disse Baghaei.

Quando o recuo vira destino

Sábado, 28 de fevereiro de 2026


Quando o recuo vira destino
 
“A inação diante de Cuba repete o erro fatal de Munique: apaziguar o agressor só adia a guerra e a torna mais devastadora — a história não perdoa os que se calam diante do fascismo renascente”.  
Gabriel Cohn (Cuba, a Espanha no século XXI)
 
     Roberto Amaral *

Em 1938, regressando de Munique, aonde fôra negociar com Adolf Hitler, o primeiro-ministro Neville Chamberlain declara ao Parlamento britânico haver conquistado o que denominava como “a paz para o nosso tempo”. Enganado ou não, enganava os ingleses e despistava o mundo, em especial o mundo europeu, mal saído da Primeira Guerra Mundial e já se vendo ameaçado por um novo conflito para o qual não estava preparado, como se veria logo depois.

Eram tempos de medo, dominados pela retórica do pacifismo para enfrentar as ameaças do rearmamento alemão comandado pela ascensão do nazifascismo. Ao entregar os Sudetos (parte da então Tchecoslováquia) à Alemanha como compensação pela promessa de Berlim de não reivindicar mais territórios (mote da doutrina do “espaço vital”, que tudo justificava), a monarquia decadente aplainava os avanços das tropas de Hitler: o “acordo de paz” é firmado em 1938 e, já em 1939, a Polônia era invadida. Avança a guerra que a Inglaterra, não podendo enfrentar, tentava não ver, simplesmente ignorando a agressão que vinha a galope.

É história contada. Aquele não era, porém, o primeiro recuo, nem seria o último registro nos conflitos do século passado e nos conflitos de nossos dias, ensinando que nem sempre a estratégia do passo atrás, anunciando outro passo atrás, é a melhor arte da guerra dos que se veem ameaçados por agressores mais poderosos. O agressor sempre avança onde há menor custo. Como ensinavam os argonautas, “navegar é preciso”.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Anielle Franco afirma que julgamento dos mandantes da morte de Marielle deixou o ‘bueiro do RJ aberto’

Sexta, 27 de fevereiro de 2026

Justiça

Anielle Franco afirma que julgamento dos mandantes da morte de Marielle deixou o ‘bueiro do RJ aberto’

Em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, a ministra da Igualdade Racial também falou sua gestão à frente da pasta

Brasil de Fato
27.fev.2026
Beatriz Drague Ramos

Anielle Franco é ministra da Igualdade Racial | Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasi


A semana foi marcada por um desfecho aguardado há quase oito anos por grande parte da população brasileira e sobretudo pelas famílias da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por unanimidade, os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão a 76 anos de prisão or serem mandantes do assassinato da vereadora, ocorrido em março de 2018.

Também foram condenados Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar por duplo homicídio e homicídio tentado, e Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão, condenado pelo crime de organização criminosa. Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro foi condenado por obstrução à justiça corrupção passiva. Todos estão presos preventivamente.

Diante disso, para a família, o momento é de exaustão física e emocional, mas também de uma sensação de justiça em um caso que envolve figuras de alto escalão da política fluminense.

Em entrevista ao Brasil de Fato, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, relatou o impacto do julgamento sobre seus pais e sobre a filha de Marielle, Luyara. Segundo a ministra, a leitura dos votos, especialmente o da ministra Cármen Lúcia, causou forte comoção e problemas de saúde momentâneos nos familiares devido à tensão acumulada. “Ouvir os votos fez minha mãe chorar muito. Eles passaram mal, os três tiveram um pico de pressão alta durante o julgamento”, revelou Anielle.

CNJ afasta desembargador que absolveu homem acusado de estupro contra menina de 12 anos em MG

Sexta, 27 de fevereiro de 2026

Investigado
CNJ afasta desembargador que absolveu homem acusado de estupro contra menina de 12 anos em MG

O magistrado Magid Láuar é investigado por abusos sexuais; denúncias vieram à público após a repercussão do julgamento

Brasil de Fato
27.fev.2026
São Paulo (SP)
Redação


O desembargador Magid Nauef Láuar | Crédito: Juarez Rodrigues/TJMG

O desembargador Magid Nauef Láuar, integrante da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, foi afastado do cargo após determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Láuar é investigado por crimes sexuais contra pelo menos cinco pessoas durante o período em que atuou como juiz de direito nas comarcas das cidades mineiras de Ouro Preto e Betim. Ao menos uma das vítimas, um primo do desembargador, era menor de idade quando teria sofrido os abusos.

As denúncias vieram à público após o magistrado ganhar destaque nas notícias nacionais ao absolver um homem de 35 anos acusado de estupro contra uma menina de 12, no município de Indianópolis (MG).

No julgamento, desembargadores citaram “vínculo consensual” para justificar a absolvição do acusado. Somente a desembargadora Kárin Emmerich, única mulher a compor o colegiado, votou pela condenação.

Após ampla repercussão do caso em redes sociais e portais de notícias, o desembargador voltou atrás na decisão, mantendo a condenação. O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) também recorreu da decisão de segunda instância que absolveu o investigado. Na última quarta-feira (25), o homem e a mãe da menina, responsabilizada por omissão, foram presos.

Descaso Falta de monitores marca início do ano letivo na rede pública do Distrito Federal

Sexta, 27 de fevereiro de 2026

descaso

Falta de monitores marca início do ano letivo na rede pública do Distrito Federal


Famílias denunciam ausência de apoio a estudantes com deficiência; GDF atribui situação a ajustes no programa

Brasil de Fato — Brasília (DF)
A Secretaria afirma que não houve prejuízo aos estudantes, pois as escolas seguem contando com professores, equipes pedagógicas e outros profissionais que garantem o atendimento e o suporte necessários.A Secretaria afirma que ausência não gera prejuízo aos estudantes, pois as escolas seguem contando com professores, equipes pedagógicas e outros profissionais que garantem o atendimento e o suporte necessários. | Crédito: Divulgação/ SEGOV

O início do ano letivo de 2026 na rede pública do Distrito Federal foi marcado por denúncias de ausência de monitores e de Educadores Sociais Voluntários (ESVs) em escolas que atendem estudantes com deficiência. Mães, professores e representantes sindicais relatam dificuldades para garantir o suporte previsto na legislação.

A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) afirma que a situação é pontual e decorrente de ajustes operacionais no programa, argumento contestado por responsáveis dos alunos.

A legislação brasileira, incluindo a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), assegura atendimento educacional especializado e apoio escolar aos estudantes da educação especial. No DF, parte desse suporte é realizado por monitores da carreira pública e, majoritariamente, por meio do Programa Educador Social Voluntário. A situação, relatada por mães e professores desde a primeira semana de aula, reacende o debate sobre planejamento, financiamento e prioridade política da educação inclusiva na capital do país.

“Todo ano é a mesma angústia”

Andrea Medrado, mãe de uma estudante com deficiência matriculada em escola pública do DF, relata que o início das aulas é acompanhado de insegurança. “Todo começo de ano é a mesma pergunta: cadê o monitor? Cadê o apoio garantido por lei? Educação é direito, não é favor!”, afirma.

Segundo ela, a escola onde a filha estuda iniciou o semestre com apenas um educador disponível para atender estudantes que demandam apoio. “Na escola que minha filha está, só tem um educador e ele ficou com ela porque eu sou a ‘mãe chata’ que não deixa passar. Mas isso não pode depender da insistência de uma mãe.”

No caso da filha, Adriana afirma possuir decisão judicial que assegura a presença de um monitor concursado, integrante da carreira pública, e não apenas educador voluntário. “Eu tenho um processo judicial que garante que seja um profissional da rede. Não um voluntário que pode sair a qualquer momento. Mesmo assim, todo ano é essa luta.” Ainda assim, a escola não disponibiliza o tutor garantido por lei.

Ela também relata que, em conversas, professores da rede pública descrevem salas superlotadas, sobrecarga de trabalho e esgotamento físico e emocional. Parte dos docentes também apontam dificuldades na implementação do sistema Educa-DF às vésperas do início das aulas, sem formação adequada e sem escuta prévia da comunidade escolar.

Para Adriana, o problema vai além de uma falha pontual. “Educação inclusiva não pode ser improviso anual. Quando a inclusão entra no planejamento, ela deixa de ser improviso e passa a ser política pública. Inclusão é lei. Planejamento é obrigação.” 

Substituição de monitores por voluntários

De acordo com a diretora do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), Márcia Gilda, o modelo adotado pelo governo local tem se apoiado na figura do Educador Social Voluntário, em detrimento da ampliação do quadro efetivo de monitores.

“O acompanhamento dos Educadores Sociais Voluntários (ESV) nas turmas inclusivas é extremamente importante. Eles dão suporte aos estudantes e aos professores. O problema é que estão substituindo os monitores da carreira, que deveriam estar em todas as escolas, porque a rede pública do DF é oficialmente inclusiva”, afirma.

Segundo ela, a maioria dos ESVs atua em condições consideradas precárias. “Trabalham com ajuda de custo baixíssima e sem vínculo empregatício. Mesmo assim, se dedicam e fazem um trabalho excelente. Mas isso não substitui a necessidade de profissionais concursados, com estabilidade e formação contínua. A ausência desse suporte causa prejuízo enorme para toda a comunidade escolar.”

Câmara Legislativa

A situação foi levada à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) pelo deputado distrital Gabriel Magno (PT-DF), que relatou denúncias durante sessão ordinária realizada na última quarta-feira (25).

“Nós estamos na terceira semana de aulas e recebemos denúncias de que estudantes não estão conseguindo ter aula. Já oficiamos a Secretaria de Educação e estamos acionando os órgãos de controle. A denúncia é muito grave”, declarou.

O parlamentar citou relatos de escolas onde estudantes teriam sido dispensados por falta de condições adequadas de atendimento, destacando que a responsabilidade não seria das unidades escolares, mas da gestão central pela demora na alocação de profissionais.

Outro lado

Em nota enviada ao Brasil de Fato DF, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal afirmou que “não há ausência estrutural de Educadores Sociais Voluntários na rede”.

Segundo a pasta, o que ocorre neste início de ano letivo é um período de organização e adequação do programa às novas normativas que regulamentam a formação específica para atuação na educação especial.

“A Secretaria destaca que não houve prejuízo aos estudantes, uma vez que as escolas contam com professores, equipes pedagógicas e demais profissionais que garantem o atendimento e o suporte necessários”, diz a nota.

Embora o governo sustente que a situação será normalizada em curto prazo, famílias relatam que a ausência de apoio nas primeiras semanas de aula compromete a adaptação, aprendizagem e permanência dos estudantes com deficiência. “Quando o Estado falha, quem sofre são os estudantes com deficiência que querem e têm direito à escola”, resume Andrea Medrado.

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Editado por: Clivia Mesquita

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STF condena envolvidos na morte de Marielle Franco e Anderson Gomes | Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

Brasil de Fato — São Paulo (SP)
Quem mandou matar a vereadora Marielle Franco (Psol) não podia imaginar que ela era semente. Provavelmente também não imaginava que um dia estaria sentado no banco dos réus e, mais do que isso, condenado a 76 anos de prisão.

Nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, a poucos dias de se completarem oito anos do assassinato da parlamentar carioca e do motorista Anderson Gomes, a justiça, finalmente, se fez valer. Os irmãos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, foram condenados como mandantes do assassinato que interrompeu precocemente a vida da vereadora, em 14 de março de 2018.

Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, recebeu pena de 18 anos de prisão pelos crimes de obstrução de Justiça e corrupção. Ronald Alves de Paula, major da Polícia Militar, foi condenado a 56 anos de prisão. Robson Calixto, ex-policial militar, recebeu pena de nove anos.

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Em meio a seu fracasso educacional, país debate, há muito, “projetos pedagógicos”. Não é disso que se trata. A transformação do ensino não pode partir dele mesmo, mas de uma opção radical pela igualdade. Há caminhos para tanto


Do OUTRASPALAVRAS

Texto publicado no OUTRASPalavras em 25/02/2026

 
Foto: Sebastião Salgado

“A equidade na educação não é apenas uma questão de justiça social;
é condição para a coesão democrática”
Andreas Schleicher [1]

MAIS
Este artigo integra uma série de quatro textos dedicados a discutir os impasses estruturais da educação brasileira e as condições políticas para uma reforma educacional de longo prazo. Neste primeiro texto da série, como a escola pública deve ser entendida como infraestrutura democrática e pacto de cidadania.

Educação além da política setorial

Há momentos históricos em que sociedades percebem que a escola pública não pode continuar a ser tratada como um mero serviço administrativo do Estado. Em contextos de reconstrução nacional, transições econômicas profundas ou risco de fragmentação social — como ocorreu na Finlândia e no Japão no pós-guerra, ou na Coreia do Sul após o conflito coreano — a educação passa a ser vista como infraestrutura estratégica de coesão social, mobilidade e pertencimento cívico, e não apenas como política setorial [1, 2].

Quando a desigualdade social é profunda, o direito formal à educação torna-se insuficiente. Crianças entram pela mesma porta da escola, mas saem para mundos radicalmente distintos. Nessas condições, a escola deixa de ser um espaço de encontro e passa a operar como um mecanismo silencioso de triagem social. Não é apenas a mobilidade que se rompe, mas sim a própria ideia de comunidade política compartilhada.

🩺 Se planos negarem seu tratamento: saiba como agir!

Quinta, 26 de fevereiro de 2026

Caso não esteja visualizando corretamente esta mensagem, acesse este link
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Taciano

Imagine precisar de um tratamento indicado pelo seu médico e ouvir do plano de saúde que ele não o cobrirá.

É sobre isso que precisamos falar.

O entendimento sobre o que será coberto teve uma alteração. E, na prática, isso pode facilitar novas negativas por parte das operadoras.

👀 O que está acontecendo?

No fim de 2025, após muitas disputas sobre o que deve ser coberto pelos planos, o STF (Supremo Tribunal Federal) alterou um entendimento sobre consultas, exames e tratamentos que estão fora da “lista obrigatória da ANS” (Agência Nacional de Saúde Suplementar).