Quarta, 3 de junho fr 2026
“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."
(Millôr Fernandes)
quarta-feira, 3 de junho de 2026
VIOLAÇÃO —Especialistas da ONU acusam EUA de ‘práticas coloniais’ contra Cuba
Quarta, 3 de junho fr 2026
📚 Sistemas alimentares: o Brasil que existe no prato
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terça-feira, 2 de junho de 2026
Senadores do DF assinam PEC que pode abrir caminho para escala 7x0
Crescimento para poucos: a armadilha do capitalismo
Terça, 2 de junho de 2026
“O empresário tende inevitavelmente a se transformar em rentista e a dominar cada vez mais aqueles que só possuem sua força de trabalho. Uma vez constituído, o capital se reproduz sozinho, mais rápido do que cresce a produção. O passado devora a produção.” — Thomas Piketty, O capital no século XXI.
Ao contrário do que afirma Paulo Gala em seu excelente “Rumo a 2050” (Carta Capital, 27/05/2026), o crescimento da economia, por si, não altera a estrutura distributiva. Ao contrário, não apenas convive com alta concentração de renda, como a promove.
A história testemunha que o crescimento da renda per capita pode conviver com estagnação relativa ou perda do poder aquisitivo dos trabalhadores. Marx, no século XIX, explicou a contradição entre a expansão das forças produtivas e as relações sociais de produção. Tal disfunção se agrava na periferia do capitalismo contemporâneo, onde o desenvolvimento econômico se conjuga com setores altamente atrasados. Celso Furtado, ainda nos anos 1960, referia-se ao que denominou “difusão restrita do progresso técnico”: os ganhos de produtividade concentram-se em setores modernos, todavia sem irradiar para o conjunto da economia, acentuando as desigualdades.
REVISÃO —Comissão conclui que Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura: ‘Tornou-se um obstáculo’
PRESSÃO ECONÔMICA —econômica Governo Trump ameaça Brasil com tarifaço de 25% após concluir investigação que mira Pix, regulação das redes e comércio
segunda-feira, 1 de junho de 2026
‘Era um trabalhador com sonhos’: pedreiro morto pela PM no Rio comprou casa própria há um mês
Espaço para amamentação em shoppings para filhos de empregadas de lojas é destaque no Supremo na Semana
Espaço para amamentação em shoppings para filhos de empregadas de lojas é destaque no Supremo na Semana
Episódio #192 está disponível nas principais plataformas de áudio e no Youtube
A decisão do Plenário que reconheceu que os shopping centers devem fornecer espaço de amamentação para empregadas das lojas é um dos destaques do podcast Supremo na Semana. Por unanimidade, o STF entendeu que a proteção à maternidade, à infância e ao mercado de trabalho da mulher devem orientar a interpretação do dispositivo da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que prevê que estabelecimentos com mais de 30 empregadas devem instalar local que lhes permita guardar seus filhos, sob vigilância e assistência, no período da amamentação.
Episódio #192 está disponível nas principais plataformas de áudio e no Youtube
Turma afasta negativa de pedido de adoção por avós de adulta com deficiência
Maio Laranja: rede de proteção participa de seminário sobre escuta protetiva
Maio Laranja: rede de proteção participa de seminário sobre escuta protetiva
- Do MPDFT —Publicado: 01/06/2026
Palestrante convidado foi o professor Jean Von Hohendorff, doutor em Psicologia e especialista no tema


O evento reuniu centenas de integrantes da rede para a formação em escuta protetiva. Esse tipo de atendimento é previsto na Lei 13.431/2017 e busca acolher e garantir proteção, evitando que a criança ou o adolescente tenha que repetir sua história e reviver a violência sofrida. O palestrante convidado foi o professor Jean Von Hohendorff, doutor em Psicologia e especialista no tema.
domingo, 31 de maio de 2026
EM DEBATE —Que os ricos paguem a conta do Bolsomaster: rombo do BRB não pode penalizar os mais pobres
Gabriel Santos Elias
Quem lutará pela transformação do Brasil?
Gaza: “Moralmente, a gente saiu intacto”, diz pediatra brasileiro sobre tortura por Israel
ENTREVISTA
Gaza: “Moralmente, a gente saiu intacto”, diz pediatra brasileiro sobre tortura por Israel
Médico relata sequestro de membros da missão humanitária da Flotilha Global Sumud que levava ajuda à Faixa de Gaza
31 de maio de 2026
Por Andrea DiP, Sofia Amaral, Ricardo Terto, Stela Diogo
A Marinha de Israel atacou ilegalmente, em águas internacionais, navios em missão humanitária que tentavam romper o bloqueio à Faixa de Gaza no dia 18 de maio. A ação resultou na apreensão dos barcos da Flotilha Global Sumud e no sequestro de ativistas de diversos países, incluindo o Brasil.
O médico pediatra Cássio Pelegrini, que atua no atendimento a imigrantes em São Paulo, era um dos integrantes da flotilha. Pelegrini é o entrevistado do Pauta Pública desta semana e faz um relato detalhado do horror físico e psicológico vivido nas mãos dos militares israelenses, incluindo momentos de espancamentos, choques, privação de água e exposição ao frio e ao calor.
No relato a Andrea Dip, o médico relembra as cenas de tortura e violência sexual, alguns confirmados por manifestações do próprio ministro de Segurança Nacional de Israel, que chegou a divulgar em seu perfil nas redes sociais vídeos de ativistas amarrados e ajoelhados, com a legenda “bem-vindos a Israel”.
Pelegrini diz que os ativistas seguem firmes no apoio ao povo palestino: “eles fraturaram muitos corpos e foram violentos com a gente psicologicamente, mas em nenhum momento tivemos dúvida de que era o correto estar ali. Então, moralmente, a gente saiu intacto”, afirma.
Leia o relato e ouça o podcast completo:
sábado, 30 de maio de 2026
Quando a CNBB enfrentava o atraso
TJDFT garante transplante de córnea por plano de saúde e indenização por dano moral
Sábado, 30 de maio de 2026
TJDFT garante transplante de córnea por plano de saúde e indenização por dano moral
A 3ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) decidiu que o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal (INAS-DF) deve custear transplante de córnea indicado ao paciente, além de pagar indenização de R$ 5 mil por danos morais. No caso, o procedimento havia sido negado sob a justificativa de que não estava previsto nas regras internas do plano de saúde.
De acordo com o processo, o autor já havia passado por transplante de córnea anteriormente e voltou a apresentar problemas de visão, com indicação médica para novo procedimento. Ele solicitou a autorização ao plano de saúde, que negou a cobertura. Diante disso, o paciente recorreu à Justiça para garantir o tratamento e pedir indenização.
Absolvição de ex-presidente da UDR perpetua 28 anos de impunidade e expõe manobra jurídica no PR
Absolvição de ex-presidente da UDR perpetua 28 anos de impunidade e expõe manobra jurídica no PR
Após três condenações anuladas e sucessivos recursos da defesa, novo júri popular mantém impune o ruralista autor do disparo que assassinou o camponês Sebastião Camargo há 28 anos
*Por Lizely Borges (Terra de Direitos) e Ednubia Ghisi (MST-PR)

O Tribunal do Júri de Curitiba absolveu o ruralista e ex-presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Marcos Prochet, da acusação de assassinato do trabalhador rural Sem Terra Sebastião Camargo. O julgamento foi concluído na madrugada desta sexta-feira (29), na capital paranaense. Com um resultado apertado, o ruralista não foi responsabilizado pelo crime, ainda que sete testemunhas tenham reconhecido Prochet na cena do crime. Responsável pela acusação, o Ministério Público do Paraná relatou que deve avaliar se recorrerá da decisão.
A batalha por justiça, que já se arrasta por 28 anos desde o crime em 1998, expõe duas realidades opostas. De um lado, a luta por justiça com permanente denúncia nacional e internacional contra a impunidade do latifúndio. Exemplo disso foi a manifestação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em 2009, que responsabilizou o Estado brasileiro pelo assassinato do trabalhador, criticando abertamente a lentidão e a incapacidade do sistema de justiça nacional em punir os envolvidos.
A evolução da Dívida Pública no Brasil: do Primeiro Reinado à República, segundo a ACD
O artigo de Paulo Lindesay, coordenador do Núcleo RJ da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), apresenta uma ampla reconstrução histórica da dívida pública brasileira, analisando desde a formação do Estado nacional até os mecanismos contemporâneos de financeirização da economia. O texto demonstra como o endividamento do país se consolidou ao longo de diferentes períodos históricos, frequentemente associado à transferência de recursos públicos para o sistema financeiro, em detrimento dos investimentos sociais e do desenvolvimento nacional.
Ao percorrer momentos decisivos da história econômica brasileira, o autor evidencia a permanência de estruturas que aprofundam a dependência financeira do país. O artigo também aborda temas centrais do debate econômico contemporâneo, como a DRU, o teto de gastos, o arcabouço fiscal, a renegociação das dívidas estaduais e os impactos da elevada taxa de juros sobre o orçamento público.
Mais do que uma análise histórica, o texto propõe uma reflexão crítica sobre o Sistema da Dívida e reforça a importância da realização de uma auditoria ampla, transparente e com participação popular, conforme previsto na Constituição Federal de 1988. Trata-se de uma contribuição relevante para o debate sobre soberania econômica, justiça fiscal e prioridades do orçamento público brasileiro.
sexta-feira, 29 de maio de 2026
Preço de remédios pode subir até 27 vezes sem violar regras do CMED, aponta pesquisa do Idec
Idec —Seu informe sobre cidadania e consumo; Novos resultados, velhos problemas
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O tamanho da brecha da indústria farmacêutica
Por justiça sem barreiras a consumidores

