Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

domingo, 29 de março de 2026

Como Ricardo Nunes desmonta o SUS em São Paulo

Domingo, 29 de março de 2026

Como Ricardo Nunes desmonta o SUS em São Paulo

Moradores do centro da cidade estão sem hospitais e com a atenção básica desmantelada. Prefeitura tenta abafar escândalo com OSS ao mesmo tempo em que promove ataque aos movimentos sociais que a questionam. Manifestação está marcada para a próxima segunda

No dia 10 de março, a prefeitura de São Paulo publicou o Decreto 64.999, que trata da reorganização administrativa do SUS na cidade. Dividida em cinco zonas administrativas, a nova medida faz a chamada Supervisão Técnica da Sé ser absorvida pelo seu equivalente da zona norte. A medida causou indignação e tem sua própria legalidade questionada pelo movimento social de saúde.

A iniciativa da prefeitura de Ricardo Nunes se dá em razão do estouro de mais um escândalo de corrupção em sua gestão. No caso, veio à tona denúncia de que a Associação Filantrópica Nova Esperança (AFNE), organização social (OS) que administra Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do centro, tem uma folha de pagamentos de funcionários fantasmas, o que levou à suspensão do contrato.

sábado, 28 de março de 2026

Cultura, memória e a necessidade de resgatar um arquiteto na história de Brasília

Sábado, 28 de março de 2026




A criação do Instituto dos Arquitetos do Brasil, departamento do Distrito Federal (IAB-DF), antecedeu a inauguração de Brasília, em 21 de abril de 1960. Ao longo desses anos, o IAB-DF assumiu o compromisso de contribuir para o desenvolvimento e preservação da capital, sempre com a preocupação voltada para a formação e exercício da profissão do arquiteto, uma das premissas de todos os departamentos do instituto no País.

Em Brasília, desde a sua criação, o IAB-DF participou da construção e consolidação da nova capital. Seu quadro de associados era formado por arquitetos que vieram construir e participar da obra monumental que se erguia no Centro-Oeste brasileiro trazendo desenvolvimento para o interior do País.

Cultura, memória e a necessidade de resgatar um arquiteto na história de Brasília

Do Brasil de Fato (DF)

Capital federal é tombada como patrimônio mundial da humanidade pela Unesco | Crédito: Joédson Alves/Agência Brasil

"Resgatar Wilson Reis Netto é reconhecer as camadas apagadas da história de Brasília"

Março de 1960. Um mês antes da inauguração da nova capital, Wilson Reis Netto fundava o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) no Planalto Central, entidade que completou 66 anos no último dia 20 de março. Isso pode parecer trivial à primeira vista. Mas não é.

Líder indígena brasileiro é anistiado 43 anos após sua morte



Sábado, 28 de março de 2026

Líder indígena brasileiro é anistiado 43 anos após sua morte

Marçal Souza Tupã-Y, da etnia Guarani-Kaiowá, foi assassinado em 1983

Agência Brasil
Publicado na Agência Brasil em 27/03/2026 - 20:09
Rio de Janeiro

Brasília - DF - 28/03/2026 - A Comissão de Anistia, pelos poderes que lhe são conferidos, declara anistiado político brasileiro, pós-mortem, Marçal Souza Tupã-Y . Foto: Washington Costa
© Washington Costa

A Comissão de Anistia declarou anistiado nesta sexta-feira (27), post-mortem, Marçal Souza Tupã-Y, renomado líder indígena brasileiro da etnia Guarani-Kaiowá. 

A decisão unânime dos conselheiros da Comissão de Anistia ocorre 43 anos após o assassinato do indígena, ocorrido em 25 de novembro de 1983. 

A anistia política post mortem foi concedida com base na lei que repara pessoas atingidas por atos de exceção com motivação política entre 1946 e 1988.

O pedido de anistia foi encaminhado em 2023 pela família de Marçal, em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF).

A HISTÓRIA DO GENOCIDA ISRAEL E DO ASSASSINO EUA CONTADA POR SEU CRIADOR INGLÊS PARA INVERTER A RESPONSABILIDADE DA AGRESSÃO AO IRÃ

Sábado, 28 de março de 2026

A HISTÓRIA DO GENOCIDA ISRAEL E DO ASSASSINO EUA CONTADA POR SEU CRIADOR INGLÊS PARA INVERTER A RESPONSABILIDADE DA AGRESSÃO AO IRÃ

 

Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado.

 

Era uma vez um bando de malfeitores que vivia nas florestas de uma ilha, assaltando os que passavam. Eles eram muito toscos e acreditavam nas mágicas que um espertalhão fazia para comer de graça o que eles caçavam.

Nada estou inventando, estou simplesmente dando redação menos elaborada do que um deles, David Hume, nascido há 315 anos no norte da ilha, onde também morreu, escreveu dando o título “História da Inglaterra”. Confira:

“Os autores antigos são unânimes em representar os primeiros habitantes da Britânia como uma tribo de gauleses ou celtas oriunda do continente, que ao migrar para essa ilha teria trazido consigo língua, maneiras, governo e superstição, com pequenas variações introduzidas pelo tempo ou pelo contato com nações vizinhas”.

Esta questão do contato vem da crença de Hume que todo conhecimento provém da experiência sensorial, que os intelectuais denominam empirismo clássico.

Prosseguindo com a História de Hume.

O ataque ao Irã e o colonialismo do século XXI

Sábado, 28 de março de 2026

O ataque ao Irã e o colonialismo do século XXI

Por Roberto Amaral*

A guerra está aí, se espalhando pelo mundo. O que ninguém ignora foi proclamado como novidade há uns poucos dias pelo Secretário-Geral da ONU, instituição que mais e mais vê ausentes as razões justificadoras de sua criação, em 1945 (manutenção da paz e da segurança internacionais), quando mal saíamos da Segunda Guerra Mundial e os tambores já rufavam no vestíbulo da Guerra Fria — que, aparentemente finda com a autodissolução da URSS, volta à cena, por outros meios e com novos atores.

Aquele pós-guerra nos deu um mundo em guerra, e a guerra que os EUA promovem, mais acentuadamente hoje, é, nada obstante a tragédia humana que implica, um só episódio em processo guerreiro que não começou agora, nem se limita ao Golfo Pérsico, não só como teatro das ações, mas igualmente em suas repercussões tanto políticas quanto econômicas. Essas pervadem o mundo e já chegaram ao nosso continente e ao Brasil.

Trata-se de uma guerra diferenciada, mais sofisticada do que os modelos conhecidos e vividos, e mais complexa, em face das experiências passadas. Ela não se restringe ao teatro das operações bélicas no sentido estrito — por exemplo, as agressões dos EUA e do Estado sionista de Israel, que, repetindo o assalto às Colinas de Golan (em 1967), anuncia a ocupação e posse, ou seja, a rapina de algo como 10% do território do Líbano, que não cessa de atacar, matando civis, destruindo o país, sob o pretexto (a prepotência nem sempre se empenha em construir pretextos, como a humanidade aprendeu com as lições da Alemanha hitlerista) de estar combatendo o Hezbolah.

sexta-feira, 27 de março de 2026

E agora, falastrão?

Sexta, 27 de março de 2026

E agora, falastrão?

Guerra ameaça a Economia do Ocidente. Cresce o abismo entre as declarações de vitória do presidente e sua incapacidade de sufocar o Irã. Pesadelo do Vietnã ressurge. Agora a Casa Branca teme (e ameaça) as eleições de novembro

OUTRASPALAVRAS                  Geopolítica & Guerra

Por Séamus Maleckafzali

Matéria postada no OUTRASPALAVRAS em 27/03/2026 às 18:50
Foto: Reprodução/The Nation

Por Séamus Malekafzali, no The Nation | Tradução: Antonio Martins

Após semanas de bombardeios contra instalações militares, navios de guerra e cidades iranianas, o presidente Trump declarou a guerra contra o Irã “vencida” em 24 de março. Uma conquista tão importante poderia ter sido anunciada em um discurso grandioso — em um porta-aviões com uma faixa anunciando “missão cumprida” —, mas a declaração passou despercebida.

Talvez a reação tenha sido tão discreta porque Trump já havia proclamado a vitória diversas vezes antes — como três semanas atrás, quando disse acreditar que a “guerra estava praticamente terminada”, ou há duas semanas, quando afirmou em um comício no Kentucky que os Estados Unidos haviam vencido “na primeira hora”.

Eleições: ainda é possível salvar a Amazônia?

Sexta, 27 de março de 2026

Eleições: ainda é possível salvar a Amazônia?

Com Lula, desmatamento recuou de modo sensível – mas ainda insuficiente. Pior: Congresso está a um passo de lançar blitzkrieg contra a floresta. Uma grande mobilização social pode impedi-la e livrar o Legislativo das bancadas da devastação

OUTRASPALAVRAS                              Terra e Antropoceno
Por Luiz Marques

Este artigo foi oribinalmente publicado no OUTRASPALAVRAS em 26/03/2026 às 19:09 



Título original:
É ainda possível evitar um ponto de não retorno na Amazônia?

Um ponto de não retorno em uma floresta é o ponto em que sua resiliência é vencida pela combinação das pressões que se exercem sobre ela. No caso da Amazônia, essas pressões são a supressão, degradação e fragmentação do tecido florestal, os incêndios, a biodiversidade, o empobrecimento dos solos, as secas, as inundações, tudo isso agravado pelas mudanças climáticas. Uma vez vencida essa resiliência, a floresta transita rapidamente para a morte ou para outro estado de equilíbrio, muito adverso à sua permanência.

A resposta à pergunta que dá título a este artigo é clara: não é possível evitar um ponto de não retorno na floresta amazônica, mantida a atual composição do Congresso Nacional. A batalha pela Amazônia entrou em sua fase mais decisiva. Por isso, é imperativo se preparar para as eleições de outubro, unidos em torno da palavra de ordem: defender a Amazônia. Pois a Amazônia é, antes de mais nada, um valor intrínseco e um componente maior da biosfera. De sua permanência dependem, além disso, a sobrevivência da sociedade brasileira e, em grande medida, a conservação do que resta dos equilíbrios planetários. É preciso, portanto, mandar de volta para casa todos os deputados e senadores que votaram a favor do “PL da devastação” (Lei nº 15.300/2025), elegendo um Congresso comprometido com a Amazônia.

Agressão —Secundaristas são agredidos por policiais militares durante ato em Brasília

Sexta, 27 de março de 2026

Agressão
Secundaristas são agredidos por policiais militares durante ato em Brasília

Adolescentes faziam manifestação pacífica em frente a secretaria de educação do DF na tarde desta quinta feira (26)

Brasil de Fato — Brasília (DF)
Postado pelo BdF em 26.mar.2026 - 18:28

PMs agrediram estudantes menores de idade que homenageavam Edson Luis. | Crédito: Divulgação/Beatriz Nobre

Na tarde desta quinta feira (26), estudantes secundaristas foram agredidos por policiais militares da gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB) durante manifestação pacífica, em frente a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), localizada no shopping ID, no Setor Comercial Norte (SCN).

Os estudantes vítimas da agressão estavam em um ato organizado pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e pela União dos Estudantes Secundaristas do Distrito Federal (UESDF) que fazia uma homenagem a Edson Luiz, estudante assassinado durante a ditadura militar brasileira, por reivindicar melhores condições em sua escola. O ato pedia o fim das escolas cívico-militares, e a retomada de recursos desviados da educação.

O ato começou com uma marcha da Torre de TV até a Secretaria de Educação, localizada dentro do shopping no SCN, um detalhe que, segundo os estudantes, evidencia as prioridades do governo do Distrito Federal. Ao chegar ao local, a segurança do shopping fechou o espaço, impedindo a entrada e saída de pessoas.

Ativista brasiliense detido no Panamá já retornou ao Brasil

Sexta, 27 de março de 2026


Thiago Ávila estava voltando a Brasília, em um voo Cuba/Panamá/Brasil e na conexão, às 8h17 (horário local), do dia 25, no aeroporto internacional de Tocumen, foi detido por autoridades panamenhas. De acordo com informações divulgadas por sua equipe de comunicação, ele foi levado para interrogatório e permaneceu por mais de seis horas sob custódia e incomunicável. Procurado por esse blog, o Itamaraty informou que a embaixada brasileira no Panamá prestou assistência consular a Thiago, mas não comentou esta postura que aquele país vem adotando com relação a brasileiros com atuação politica.

Por Chico Sant’Anna

Chegou a Brasília na madrugada dessa quinta-feira o brasiliense, Thiago Ávila, ativista humanitário brasileiro e coordenador internacional da Coalizão da Flotilha da Liberdade de Gaza. Thiago retornava de outra missão humanitária, desta vez em ajuda a Cuba, mas foi detido por mais de seis horas, no aeroporto da cidade do Panamá. Esta é a segunda vez que autoridades policiais panamenhas detêm brasileiros com atividade política. Há poucos dias, aconteceu com o ex-ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, que se dirigia a um seminário na Guatemala. Tanto agora, quanto da vez anterior, analista entendem que as autoridades panamenhas estariam atuando em parceria com agências de inteligência dos Estados Unidos.

Leia mais no Gama Livre

quinta-feira, 26 de março de 2026

06/04 está chegando: ou agimos agora ou o crime vence


Quinta, 26 de março de 2026


06/04 está chegando: ou agimos agora ou o crime vence



....... , a petição abaixo está em alta na Change.org e acreditamos que você pode se interessar em assiná-la, considerando as causas que você apoia: “Assine e apoie o Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas — o Brasil precisa!".

Assine e Compartilhe!




10.032 pessoas já assinaram o abaixo-assinado de ADPF Nacional Comunicação. Vamos chegar a 15.000!

STF veda concessão de florestas em terras indígenas e quilombolas

Quinta, 26 de março de 2026

Foto: TV Brasil

STF veda concessão de florestas em terras indígenas e quilombolas 

Decisão foi tomada na análise de dispositivo de lei federal que trata da matéria 

STF —26/03/2026 
O Supremo Tribunal Federal (STF) fixou entendimento de que a gestão de florestas situadas em áreas ocupadas por povos indígenas, remanescentes quilombolas ou demais comunidades tradicionais não pode ser concedida à iniciativa privada. A decisão foi tomada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7394, na sessão plenária virtual encerrada em 20/3.

Gaza: Há luz no fim do túnel para o Ocidente?

Quinta, 26 de março de 2026

Gaza: Há luz no fim do túnel para o Ocidente?

Não haverá mais vida na Faixa – casas reconstruídas, escolas, hospitais –, porque Israel não pode tolerar a memória do que praticou. Igualmente brutais são a censura e o silêncio frente ao terror. Há redenção enquanto o sionismo existir?


OUTRASPALAVRAS                        Crise Civilizatória

Foto: Jehad Alshrafi/AP

Livros utilizados pelo autor: Didier Fassin, Moral Abdication: How the World Failed to Stop the Destruction of Gaza, Londres, Verso, 2024, 128 pp. | Pankaj Mishra, The World After Gaza, Londres, Fern Press, 2025, 292 pp.

A destruição de Gaza, o extermínio da sua sociedade, terminará antes de ambos se completarem absolutamente? Não, se o governo de Israel, a maioria dos seus cidadãos e os Estados Unidos conseguirem o que querem. Israel nunca fará as pazes com o povo palestino, nem em Gaza, nem em Jerusalém, nem na Cisjordânia. Enquanto houver palestinos entre o rio e o mar, eles serão um obstáculo para Israel e a missão não estará cumprida. Na verdade, agora, após dois anos de massacres e extermínio, a paz, sejam quais forem os seus termos, não seria mais do que uma catástrofe nacional para Israel, uma derrota devastadora. A paz teria que pôr fim ao bloqueio de Gaza, que já dura quase duas décadas, subsidiado por quatro presidentes estadunidenses: Bush, Obama, Biden e Trump. Os habitantes da Faixa de Gaza teriam que ser libertados da sua prisão ao ar livre e deveria ser permitida a entrada de visitantes. Muitas mais imagens viriam a público do que as que têm surgido até agora de uma paisagem devastada, cujas casas, escolas, hospitais, igrejas e universidades foram irremediavelmente danificadas. Seriam contadas histórias de crianças sem pais, de pais sem filhos, de famílias sem mães ou pais, de seres definhados, famintos, aleijados no corpo e na alma. Seriam iniciadas investigações, e não apenas por parte da corrupta Autoridade Palestiniana paga por Israel: testemunhas seriam ouvidas, memórias registradas, acontecimentos reconstituídos, os comandantes israelenses responsáveis pelos piores crimes seriam identificados e o genocídio deixaria de ser uma abstração jurídica. O Estado de Israel acabaria finalmente por se tornar um Estado pária, como a Alemanha teria sido depois de 1945, não fosse porque os seus amigos estadunidenses precisavam de um aliado vassalo contra a União Soviética e que fosse também funcional para lançar a Guerra da Coreia. “Desfruta da guerra, a paz será terrível”, costumavam sussurrar os alemães entre si, quando a Segunda Guerra Mundial chegava ao fim.

quarta-feira, 25 de março de 2026

AXIOMAS: Uma proposição que é aceita como verdadeira na Venezuela sem necessidade de provas

Quarta, 25 de março de 2026

AXIOMAS: Uma proposição que é aceita como verdadeira na Venezuela sem necessidade de provas

24 de março de 2026

TEMA: OS AXIOMAS REVELADOS

Nestor Azuaje

Ao longo desses anos, nós, membros do PSUV, fomos motivados emocionalmente, organizacionalmente e politicamente por três axiomas fundamentais, que internalizamos profundamente como verdades inabaláveis. Esses três axiomas são:

"A unidade cívico-militar-policial “indestrutível e inequívoca”.

"Quem vier atacar a Venezuela poderá entrar, mas não poderá sair".

“Sempre leais, jamais traidores”.

Bem, acredito que nenhum desses três axiomas resistiu ao teste da madrugada de 3 de janeiro. Os três se provaram falsos. Vejamos:

– O axioma da unidade cívico-militar-policial:

Uma semana após aqueles eventos ignominiosos, encontrei dois camaradas do partido (cujos nomes não me recordo) no Parque Sanz. Em meio à raiva reprimida que todos sentíamos, perguntei o que havia acontecido com todos os nossos preparativos. Para onde tinham ido os quatro milhões de milicianos que se alistaram nas praças públicas deste país, supostamente para defender a pátria? Para onde tinha ido o nosso glorioso exército, herdeiro dos nossos libertadores? Quanto à polícia… bem. A resposta que recebi de um dos camaradas foi permeada de fria frustração: estávamos dormindo.

STF aprova tese que unifica teto salarial e extingue pagamentos extras para magistratura e MP

Quarta, 25 de março de 2026

STF aprova tese que unifica teto salarial e extingue pagamentos extras para magistratura e MP 

Decisão estabelece limites para verbas extras, extingue auxílios criados por decisões administrativas e impõe transparência total na folha de pagamento

STF —25/03/2026 

Foto: Gustavo Moreno/STF

Do STF

Em um julgamento concluído nesta quarta-feira (25), o Supremo Tribunal Federal (STF) fixou as balizas para o regime remuneratório da magistratura e do Ministério Público até que seja editada a lei nacional prevista no artigo 37, parágrafo 11, da Constituição Federal. A tese de repercussão geral aprovada reafirma o teto constitucional de R$ 46.366,19 e estabelece uma organização nas folhas de pagamento, proibindo a criação de auxílios e verbas indenizatórias sem lei federal específica aprovada pelo Congresso Nacional.

A decisão tem caráter estrutural e será acompanhada pela Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As novas regras começam a valer já no mês-base de abril, impactando a remuneração a ser paga em maio.

TJDFT mantém indenização por abuso de direito em denúncia contra criança de dois anos

Quarta, 25 de março de 2026



TJDFT mantém indenização por abuso de direito em denúncia contra criança de dois anos

Do TJDFT
A 4ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve condenação ao pagamento de R$ 4 mil, por danos morais, por abuso de direito ao registrar boletim de ocorrência e apresentar denúncia ao Conselho Tutelar contra criança de dois anos e sua mãe.

Segundo o processo, o réu registrou ocorrência policial, no qual relatou lesão corporal e descreveu a criança como “algoz contumaz”, além de atribuir-lhe “histórico de violência dentro e fora da escola”. Ele também apresentou denúncia ao Conselho Tutelar por suposta negligência materna, o que levou a genitora a ser convocada para esclarecimentos. Afirmou ter agido para proteger o filho e pediu a improcedência da ação ou redução da indenização.

MPDFT obtém decisão que suspende compra de aparelhos sem licitação pelo TCDF

Quarta, 25 de março de 2026

Do MPDFT

Corte de Contas pagava quantia mensal diretamente no salário de autoridades e servidores sem exigir comprovação dos gastos

A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) obteve decisão que proíbe o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) de repassar valores mensais para que seus integrantes comprem aparelhos de uso pessoal, como celulares, tablets e notebooks, com dinheiro público. A sentença, publicada nesta terça-feira, 24 de março, anula uma resolução interna que permitia a aquisição desses equipamentos sem licitação e sem a obrigação de devolvê-los ao órgão ao final do uso.

A norma anulada, a Resolução nº 377/2024, permitia a autoridades e servidores de alto escalão do TCDF comprar aparelhos e contratar serviços de internet e telefonia em nome próprio. Para cobrir os custos, o tribunal pagava uma quantia fixa mensal diretamente no salário dos beneficiários, sem exigir a apresentação de notas fiscais ou comprovantes de que o dinheiro foi realmente gasto com os equipamentos. Os itens passavam a pertencer permanentemente aos agentes públicos, integrando seus patrimônios particulares.

Tá na Mesa — Idec — Sua porção semanal de alimentação saudável e sustentável

Quarta, 25 de março de 2026

Tá Na Mesa - Idec

amente esta mensagem, acesse este link
 
 
Cabeçalho | Tá na Mesa - Idec - Sua porção semanal de alimentação saudável e sustentável

A gente costuma pensar na comida só quando ela chega ao prato.

Mas e tudo o que acontece antes disso?

Hoje, vamos olhar para nossa alimentação e os impactos que ela deixa em cada etapa.

GIF animado - Destaque

Do campo ao prato: o que a gente não vê na alimentação

Quando falamos de alimentação adequada e saudável, não estamos falando apenas de comida ou alimentos. Também estamos falando de pessoas produtoras rurais, de meio ambiente e de como os alimentos são produzidos.

O que chega ao nosso prato carrega histórias — e, muitas vezes, impactos socioambientais que não aparecem na embalagem.

Quando olhamos para a origem dos alimentos

Diferentes análises chamam atenção para o avanço do desmatamento ligado à produção de commodities como soja e carne bovina, uma problemática central no agravamento da crise climáticaE, apesar de parecer distante, esse problema está diretamente conectado ao sistema que sustenta o que comemos todos os dias.

Brasil precisa de dono e China vence século de humilhações

Quarta, 25 de março de 2026

Brasil precisa de dono e China vence século de humilhações

Entre dependência histórica e projeto nacional, o contraste entre o Brasil e a China revela caminhos distintos de desenvolvimento, educação e soberania no século 21


Mapa - China
Mapa da China (foto de Christian Lue na Unsplash)


Pedro Augusto Pinho*

A análise dos eventos e das ações que, em seu conjunto, constituem a política internacional e, em consequência, a definição da estratégia de inserção do Brasil dependem da visão que se faz da estrutura, da dinâmica e das tendências do sistema internacional e, de outro lado, das características e dos desafios da sociedade brasileira” são palavras de um dos maiores intelectuais brasileiros, um embaixador, por profissão, e das mais finas e sutis inteligências e amor ao Brasil que conheci em meus mais de oitenta anos.

Samuel Pinheiro Guimarães Neto, carioca, inicia, com as mesmas palavras que começo este artigo, seu capítulo “Quinhentos anos de periferia: a inserção”, de “Desafios Brasileiros na Era dos Gigantes” (2006).

Samuel (1939–2024) foi exonerado de suas funções de diretor da Assessoria de Cooperação Internacional da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) por resistir à interferência da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). Já o cearense Roberto Átila Amaral Vieira, Roberto Amaral, nascido no mesmo ano — ambos formados em Direito — foi ministro de Ciência e Tecnologia de janeiro de 2003 a 2004, no governo Lula, além de conselheiro do BNDES e da Itaipu Binacional, membro do Pen Clube do Brasil e da International Political Science Association, bem como da International Association of Judicial Methodology.

terça-feira, 24 de março de 2026

Como os EUA podem tornar-se potência obsoleta

Terça, 24 de março de 2026

Como os EUA podem tornar-se potência obsoleta

Diante de adversário muito menos poderoso, porém coeso e sagaz, maior máquina militar da História sofre e hesita. O que isso revela sobre a mudança nos campos de batalha e – muito mais importante – a inconsistência dos planos de Trump

OUTRASPALAVRAS                           Geopolítica & Guerra



James Galbraith, entrevistado por Thiago Gama

Ao começar a quarta semana da guerra, Donald Trump piscou – ou por insegurança, ou por ardil. Na madrugada de 23/3, os mercados financeiros estavam em pânico, com quedas que poderiam ter efeitos devastadores. O presidente precisava agir. Pouco depois das 7 da manhã, ele “anunciou” em rede social que os EUA haviam aberto negociações com o Irã; que desejava um acordo; e que, por isso, resolvera suspender os ataques à infraestrutura do país. As autoridades iranianas negaram, em poucas horas, a existência de negociações. Mas os cassinos globais estavam sedentos de boas notícias – verdadeiras ou falsas. O barril de petróleo recuou um pouco, para a faixa dos 100 dólares (com alta 40% desde o inicio da guerra) e as bolsas, que despencavam, amenizaram as perdas.

Um conjunto de sobressaltas alarma a economia do Ocidente, desde que Trump interrompeu negociações e agrediu com selvageria o Irã em 28/2, esperando uma vitória rápida. A interrupção do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz afetou 33% do comércio mundial de petróleo, 20% do de gás natural liquefeito, 40% do de fertilizantes e quase metade do de hélio e enxofre, indispensáveis para a produção de microchips. A revista “Economist” prevê que, ainda que a guerra terminasse hoje, o abastecimento de petróleo tardaria meses para se normalizar e o cenário seria catastrófico. As grandes empresas de aviação, cuja receita ampara-se em boa medida nas receitas dos ricos e movimentadíssimos aeroportos dos Emirados Árabes, temem uma crise semelhante à da pandemia.