Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Brasil perde R$ 94 bilhões ao ano com exclusão de pessoas LGBTQIA+ no trabalho



Quinta, 11 de junho de 2026







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REPORTAGEM

Brasil perde R$ 94 bilhões ao ano com exclusão de pessoas LGBTQIA+ no trabalho



Pesquisa mostra que índices de desemprego são maiores que média da população


10 de junho de 2026

Por Agência Diadorim

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GÊNERO E DIVERSIDADE SOCIEDADE

A exclusão de pessoas LGBTQIA+ do mercado profissional brasileiro provoca perdas anuais estimadas em R$ 94,4 bilhões — o equivalente a 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. O dado faz parte do estudo “O Custo Econômico da Exclusão Baseada em Orientação Sexual, Identidade e Expressão de Gênero e Características Sexuais no Mercado de Trabalho Brasileiro”, divulgado pelo Banco Mundial.




Além do impacto econômico direto, a pesquisa estima perdas fiscais anuais de R$ 14,6 bilhões em arrecadação e gastos públicos ligados à exclusão dessa população.




O levantamento aponta que pessoas LGBTQIA+ enfrentam taxas mais altas de desemprego, menor participação profissional e experiências frequentes de discriminação no ambiente de trabalho. A taxa de desemprego entre entrevistados LGBTQIA+ foi estimada em 15,2%, praticamente o dobro da média nacional, de 7,7%. Já a taxa de inatividade chegou a 37,4%, acima dos 33,4% registrados na população geral.




Pessoas trans, não binárias e intersexo foram as que mais relataram episódios de discriminação e exclusão profissional, segundo o relatório.




O estudo foi produzido a partir de uma pesquisa inédita realizada em 2025 com pessoas LGBTQIA+ em diferentes regiões do Brasil. O levantamento reuniu informações sobre renda, emprego, participação profissional e experiências de discriminação e estigma. Grupos focais aprofundaram os impactos da exclusão social e econômica.




A pesquisa foi conduzida pelo Banco Mundial em parceria com organizações como Instituto Matizes, Mais Diversidade, Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) e Fundação Pan-Americana para o Desenvolvimento (PADF).


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Pessoas LGBTQIA+ enfrentam taxas mais altas de desemprego, menor participação profissional e experiências frequentes de discriminação no ambiente de trabalho

Traduzir discriminação em números concretos pode mudar a forma como o tema é tratado no debate público, diz Ricardo Sales, presidente do Instituto Mais Diversidade. “Estamos falando de um tema de direitos humanos, mas também de uma questão de desenvolvimento econômico. A pesquisa tem potencial para ampliar nosso repertório semântico e argumentativo, além de apontar caminhos para o diálogo com o Estado e as empresas”, afirma.

Segundo os pesquisadores, a discriminação afeta diretamente a permanência e o crescimento profissional da população LGBTQIA+. O relatório sustenta que o estigma reduz a participação no mercado profissional, limita o retorno de investimentos em educação e restringe oportunidades de renda e ascensão profissional.


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As perdas econômicas atingem de forma mais intensa mulheres lésbicas, bissexuais, trans e intersexo. O estudo calcula perdas anuais de R$ 54,3 bilhões entre mulheres, ante R$ 40,1 bilhões entre homens. A pesquisa também destaca que desigualdades de gênero, raça e território aprofundam os impactos da exclusão no Brasil.

Na leitura de Samuel Araujo, coordenador da pesquisa no Instituto Matizes, os resultados ajudam a desmontar a ideia de que a população LGBTQIA+ vive experiências homogêneas no mundo do trabalho. Pessoas trans, não binárias e intersexo, explica ele, acumulam múltiplas vulnerabilidades sociais e enfrentam barreiras maiores de acesso à educação e ao emprego.

A discriminação, acrescenta o pesquisador, atravessa toda a trajetória profissional. “Muitos trabalhadores ocultam suas identidades por medo de preconceito, o que aumenta o estresse, reduz o sentimento de pertencimento e afeta negativamente produtividade e permanência no emprego”, diz Samuel Araujo.

O relatório relaciona a exclusão econômica a barreiras anteriores ao ingresso no mercado profissional. Entre pessoas trans e travestis, aproximadamente 70% não concluíram o ensino médio e apenas 0,02% estão matriculadas no ensino superior, segundo dados citados pela pesquisa.

Os responsáveis pelo estudo defendem que os dados podem orientar políticas públicas e mudanças no setor privado. Ricardo Sales resume o impacto da exclusão em uma frase: “quando o preconceito ganha toda a sociedade perde”. Segundo ele, a exclusão da população LGBTQIA+ reduz consumo, arrecadação e crescimento econômico.

Com o que o Brasil perde com a exclusão de pessoas LGBTI+ no mercado laboral seria possível, numa analogia, custear transporte público gratuito para toda a população

Ricardo Sales

Presidente do Instituto Mais Diversidade

Mapear uma população historicamente invisibilizada nas estatísticas oficiais foi um dos principais desafios da pesquisa. Como não existe um cadastro amostral da população LGBTQIA+ no Brasil, os pesquisadores combinaram entrevistas online e presenciais, além de campanhas em territórios vulneráveis e parcerias com organizações locais.

A estratégia buscou evitar a sub-representação de pessoas em situação de maior vulnerabilidade, especialmente pessoas trans e travestis, moradores de periferias e áreas rurais. Samuel Araujo explica que, por isso, o estudo utilizou pesquisadores das próprias comunidades e ações presenciais em diferentes territórios.


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Apesar de avanços legais recentes — como o reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo, a criminalização da LGBTfobia pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o direito de pessoas trans alterarem documentos sem necessidade de cirurgia — o estudo aponta que a exclusão permanece presente em diferentes dimensões da vida social e econômica.

A pesquisa coloca o Brasil em uma agenda internacional do Banco Mundial voltada à medição dos impactos econômicos da discriminação contra pessoas LGBTQIA+ em diferentes países. Metodologias semelhantes já foram aplicadas em pesquisas realizadas na Índia, na Sérvia e na Macedônia do Norte.

Mais do que produzir um diagnóstico, o desafio agora é transformar os resultados em políticas concretas, afirma Lucas Bulgarelli, diretor-executivo do Instituto Matizes. Segundo ele, o Brasil avança com iniciativas como o Plano Nacional do Trabalho Digno LGBTQIA+, mas ainda precisa ampliar a produção de dados oficiais, fortalecer políticas públicas e expandir ações de inclusão profissional.

“O relatório apresenta um conjunto de recomendações para os setores públicos e privado, que incluem diferentes aspectos como o fortalecimento das políticas em curso, expandir a produção de dados sobre pessoas LGBTI+ nos registros administrativos e pesquisas oficiais”, afirma Bulgarelli.



Essa reportagem foi publicada originalmente pela Diadorim e republicada em parceria pela Agência Pública.




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Quinta, 11 de junho de 2026

Logo Idec - Instituto de Defesa de Consumidores

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Recentemente, o Ceará aprovou uma lei histórica: ultraprocessados agora estão banidos das escolas públicas e privadas do estado. Uma vitória concreta contra interesses poderosos da indústria alimentícia para proteger a saúde de crianças e adolescentes.

Mas isso não teria acontecido sem pressão.

Há anos nós pesquisamos, produzimos evidências, participamos de debates, mobilizamos e conseguimos convencer legisladores junto com outras organizações.

Para seguir fazendo esse trabalho, contamos com pessoas que sustentam essa causa. O Idec não atua em nome de empresas ou governos. Nossa força vem justamente da independência para defender o que acreditamos, mesmo quando isso significa enfrentar grandes corporações.

A próxima lei pode ser a do seu estado

A vitória no Ceará é o modelo. Agora, seguiremos pressionando por esse avanço em todo país.

Os dados são urgentes: mais de 50% da oferta nas cantinas escolares são ultraprocessados. Oito em cada dez crianças de até 5 anos já consomem esses produtos. Mais de 30% das crianças brasileiras têm excesso de peso.

NOS AJUDE A APROVAR MAIS LEIS COMO ESSA

quarta-feira, 10 de junho de 2026

WikiFavelas: Quem aprova as chacinas em favelas?

Quarta, 10 de junho de 2026

WikiFavelas: Quem aprova as chacinas em favelas?


Levantamento autônomo no Rio mostra ampla consciência do terror imposto às periferias – e lança dúvidas sobre pesquisas que afirmam apoio à violência policial. Produção cidadã de dados e “epistemologias dos becos” são cruciais para derrubar falsos consensos

OUTRASPALAVRAS                          OUTRAS CIDADES
Publicado 10/06/2026

As megaoperações policiais são um ator importante no jogo político no Rio de Janeiro e em todo o Brasil. Na última semana, um grupo de moradores, pesquisadores, ativistas e instituições de favelas publicou um estudo chamado “Por que moradores de favelas aprovam ou reprovam operações policiais com confronto armado?“, no qual apresentam que mais de 70% dos moradores de favelas desaprovam as megaoperações, especialmente pelos seus efeitos na vida de quem mora nesses territórios.

Em 2025, logo depois da operação no Alemão e na Penha, uma pesquisa produzida pela Quaest apontou que mais de 60% da população fluminense aprovaria a chacina e defenderia ações semelhantes em outras favelas. Na ocasião, o Presidente Lula classificou a operação como desastrosa e afirmou que houve matança. O então governador do estado, afirmou que os policiais mortos eram heróis, sem lamentar a morte dos mais de 120 moradores que foram executados pelo Estado. Diante do discurso punitivista quase hegemônico na sociedade, parte dos envolvidos decidiu promover campanhas em torno das mortes, como o então governador do Rio de Janeiro que anunciou mais dez operações semelhantes.

Por que o dado atual é importante? Em 2025, logo após a chacina nos Complexos da Penha e do Alemão, o Dicionário de Favelas Marielle Franco publicou, no Outras Palavras, um texto discutindo o papel eleitoreiro daquela operação. No texto, chamado “A direita convida à política do medo”, discutimos as relações da operação policial, que se tornou a mais letal da história do Brasil, com o cenário político pré-eleitoral que enfrentamos aqui no Rio de Janeiro. Desde então, diferentes pesquisas confirmam a grande preocupação nacional com a segurança pública.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Tiro que matou soldado após assalto em Sorocaba (SP) partiu da própria PM, indica perícia

Terça, 9 de junho de 2026


Tiro que matou soldado após assalto em Sorocaba (SP) partiu da própria PM, indica perícia

09/06/2026 5h06 Paulo Batistella

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Investigação já apurava possível “fogo amigo” contra Matheus Almeida Rodrigues, seja de modo acidental ou em tentativa de colegas de forjarem confronto. Vídeo e relatos conflitantes de PMs já derrubavam hipótese de tiroteio com assaltantes

Matheus, ao centro da imagem, foi baleado quando os disparos já haviam cessado | Foto: Reprodução

Uma perícia feita pela Polícia Técnico-Científica indicou que o tiro que matou o soldado Matheus Almeida Rodrigues, de 28 anos, em uma ocorrência em Sorocaba (SP) em abril deste ano, partiu da própria Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP). A descoberta se junta a outras provas do caso de que o policial militar foi morto por “fogo amigo” — resta saber se isso ocorreu de modo acidental ou não.

Confirmada pela Ponte, a informação foi revelada pelo site Metrópoles, segundo o qual a Polícia Civil já investigava se Matheus pode ter sido atingido em uma tentativa dos colegas de forjarem um confronto.

A princípio, o caso era tratado com uma morte decorrente de um suposto confronto com assaltantes que roubaram uma farmácia na cidade naquela ocasião. No entanto, conforme publicou a Ponte, um vídeo da ocorrência registrou que Matheus só foi baleado um minuto depois de colegas policiais terem dado vários disparos contra quatro criminosos em um carro — três deles morreram no local.

Idec —⚠️ Tem marca te enganando e você precisa saber disso. De Olho no Greenwashing; c

Terça, 9 de junho de 2026

Idec —⚠️ Tem marca te enganando e você precisa saber disso. De Olho no Greenwashing; Nem tudo que parece sustentavel realmente é

Caso não esteja visualizando corretamente esta mensagem, acesse este link
Logo Idec - Instituto de Defesa de Consumidores

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Você já teve a sensação de estar fazendo a escolha certa para o planeta…

e depois descobriu que era só marketing bem feito?

Pois é. Isso tem nome: GREENWASHING.

Empresas dizem que são responsáveis, conscientes, comprometidas com a natureza…

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Thomas Piketty vislumbra o pós-capitalismo

Segunda, 8 de junho de 2026

Thomas Piketty vislumbra o pós-capitalism

Relatório coordenado pelo economista sugere: é possível eliminar pobreza, reduzir jornadas de trabalho à metade e frear o aquecimento global. Pré-requisitos: ataque frontal à desigualdade e transformação política e econômica. Quais os caminhos?


OUTRASPALAVRAS                                              Desigualdades
Publicado 08/06/2026 às 19:48

Foto: Ed Calcock/“The New York Times”

Thomas Piketty, Anmol Somanchi e Gastón Nievas em entrevista a Thiago Gama

Só as lutas sociais podem produzir transformações nas estruturas de poder e de riqueza, sugere a História — mas onde está a centelha capaz de mobilizar as sociedades para tanto? Numa época em que a ordem capitalista está em crise, mas o vaticínio de Margaret Thatcher (“Não há alternativas”), ainda insuperado, produz angústia e desencanto, vale atentar para um trabalho lançado neste fim de semana pelo Laboratório Mundial das Desigualdades, liderado pelo economista francês Thomas Piketty.

Chama-se Relatório para a Justiça Global. Propõem objetivos que só podem ser classificados como pós-capitalistas — ainda que não tenham sintonia direta com os distintos programas socialistas dos séculos passados. Propõem basicamente três objetivos, que requerem transformar as relações políticas e econômicas hoje existentes — daí o caráter disruptivo e mobilizador da proposta.

Juiz do TJDFT analisa papel do Formulário Rogéria na proteção da população LGBTQIA+ no ConJur

Segunda, 8 de junho de 2026

Juiz do TJDFT analisa papel do Formulário Rogéria na proteção da população LGBTQIA+ no ConJur

Do TJDFT
por DS sob supervisão de RM — publicado 08/06/2026

O portal jurídico ConJur publicou, na sexta-feira, 5/6, o artigo “Formulário Rogéria e papel do sistema de Justiça na proteção de direitos LGBTQIA+”, de autoria de do juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Fábio Francisco Esteves, conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no biênio 2026-2028 e doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), e coautoria do procurador da República e procurador regional dos Direitos do Cidadão no Acre, Lucas Costa Almeida Dias.

No texto, é analisada a relevância do Formulário Rogéria como instrumento para identificar situações de risco e fortalecer a atuação institucional voltada à proteção da população LGBTQIA+. O artigo também destaca o papel do sistema de Justiça na promoção dos direitos humanos e na construção de respostas mais efetivas para o enfrentamento da violência e da discriminação.

MPDFT recomenda aplicação obrigatória de protocolo antirracista nas escolas do DF

Segunda, 8 de junho de 2026


MPDFT recomenda aplicação obrigatória de protocolo antirracista nas escolas do DF

Do MPDFT
Publicado no site do MPDFT em 08/06/2026


Medida exige registro de casos de racismo, capacitação de gestores e inclusão de ações antirracistas no projeto pedagógico

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) expediu recomendação à Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) para que todas as escolas da rede pública do DF adotem o Protocolo Antirracista da Secretaria de Educação. A medida consta da Recomendação Conjunta nº 01/2026, assinada pelas Promotorias de Justiça Regionais de Defesa dos Direitos Difusos (Proregs), Promotorias de Justiça de Defesa da Educação (Proeducs) e Núcleo de Enfrentamento à Discriminação (NED).

O documento determina que as Coordenações Regionais de Ensino garantam a implementação de fluxos para identificação, registro, acolhimento e encaminhamento de casos de racismo no ambiente escolar. Segundo o MPDFT, nenhum episódio de discriminação étnico-racial deve deixar de ser registrado ou tratado institucionalmente.

Ação do MPDFT garante retomada da ecoendoscopia na rede pública do DF

Segunda, 9 de junho de 2026



Ação do MPDFT garante retomada da ecoendoscopia na rede pública do DF

Do MPDFT
Publicado originalmente no site do MPDFT em 08/06/2026

Serviço deve ser restabelecido em até 120 dias pela SES e Iges-DF

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) obteve decisão judicial que obriga o Distrito Federal e o Instituto de Gestão Estratégica em Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) a retomarem a realização do exame de ecoendoscopia na rede pública de saúde no prazo de 120 dias. Em caso de descumprimento, será aplicada multa diária de R$ 20 mil, limitada inicialmente a R$ 2 milhões. A sentença é de 19 de maio.

A sentença, proferida pela 6ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, é resultado de ação civil pública ajuizada pela 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) em novembro de 2025. Na decisão, o magistrado concluiu que a interrupção prolongada do serviço viola o direito fundamental à saúde assegurado pela Constituição Federal.

SEMANA CHEIA —Congresso terá semana de debates sobre direitos sociais e combate à intolerância; pressão pelo fim da 6×1 chega aos senadores

Segundo, 8 de junho de 2026

Semana cheia
Congresso terá semana de debates sobre direitos sociais e combate à intolerância; pressão pelo fim da 6×1 chega aos senadores

Na pauta: bolsa família, racismo religioso, cultura indígena, violência contra idosos e valorização do trabalho

Brasil de Fato — Brasília (DF)
8.jun.2026

Sede do Congresso Nacional, em Brasília | Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

A semana no Congresso Nacional começa com expectativa sobre os próximos passos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho e põe fim à escala 6×1. Sob pressão crescente de trabalhadores, sindicatos e da mobilização nas redes sociais, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deve ser cobrado a indicar qual será o andamento da matéria nos próximos dias.

O tema ganhou ainda mais repercussão após declarações recentes de Alcolumbre defendendo que a proposta seja debatida com o setor empresarial antes de qualquer avanço, além de sinalizar que o tema precise passar por uma outra comissão além da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a fim de atrasar o debate. O senador também participou de encontros com representantes do empresariado, o que gerou críticas de parlamentares e movimentos favoráveis à redução da jornada, que acusam a cúpula do Senado de retardar uma discussão já respaldada por ampla mobilização popular.

A pressão nas redes sociais pela tramitação da proposta que extingue a escala 6×1 no Senado já começa a gerar desconforto entre parlamentares.