Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

sábado, 4 de abril de 2026

A sanha intervencionista do “Grande Irmão” está longe do fim

Sábado, 4 de abril de 2026

A sanha intervencionista do “Grande Irmão” está longe do fim


  

Roberto Amaral *

Desde o final da Segunda Guerra Mundial, os EUA respondem por algo como 80 intervenções militares em outro tanto de países, até então soberanos. Tudo em nome de uma farisaica “defesa da democracia”, disfarce da disputa estratégica com a URSS. O ponto de partida dessa fase do imperialismo, que guarda rigorosa coerência com sua história, desde a formação colonial até nossos dias, foi dado pelo que se passou a chamar de “Doutrina Truman” (1947), porque proclamada pelo presidente que lançara duas bombas atômicas sobre as populações civis de Hiroshima e Nagasaki, quando a guerra já estava perdida pelo Japão. Ela estabelecia o princípio do containment do comunismo, com apoio político, econômico e militar a países de sua órbita. O Plano Marshall de reconstrução da Europa Ocidental, do mesmo ano, fornece a base econômica. A doutrina militar se corporifica na OTAN, criada em 1949. Seu alvo era  a defesa coletiva contra a URSS. São os três pilares sobre os quais se assentará a estratégia global dos EUA no pós-guerra. 

Sua primeira intervenção remonta a 1947, no apoio militar à monarquia grega  — fustigada pela guerrilha republicana de esquerda — e à Turquia, carente de apoio para conservar sua soberania sobre os estreitos de Bósforo e Dardanelos, quando a URSS reivindicava o direito de acesso ao mar Mediterrâneo.

Mas as bases ideológicas da Guerra Fria, dos tempos de confronto com a URSS, comandada no lado ocidental pelos EUA, já haviam sido formuladas por Winston Churchill em discurso no Westminster College (1946): “De Stettin, no Báltico, a Trieste, no Adriático, uma cortina de ferro desceu sobre o continente.” Era o início de uma política intervencionista global, e a justificativa  para ingerência em outros países.

MARCHA INTERROMPIDA —MST refaz marcha em Eldorado do Carajás após 30 anos do massacre

Sábado, 4 de abril de 2026

MARCHA INTERROMPIDA
MST refaz marcha em Eldorado do Carajás após 30 anos do massacre

Movimento também organizará um acampamento com a participação de aproximadamente 500 jovens na Curva do S

Brasil de Fato — SÃO PAULO (SP)

Velório dos 19 mortos após o ataque da Polícia Militar em 1996 | Crédito: J.R. Ripper

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vai refazer a marcha pela BR-150 entre Curionópolis e Eldorado do Carajás, no Pará, três décadas após o Massacre de Eldorado do Carajás. A caminhada está prevista para ocorrer entre os dias 13 e 17 de abril.

Segundo Ayala Ferreira, integrante da Direção Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Pará, a mobilização tem como referência a chamada Marcha Interrompida, em alusão ao 17 de abril de 1996. “Agora, nesses 30 anos, estamos chamando de a marcha interrompida, referindo-se àquele final de tarde do dia 17 de abril de 1996”, disse. Segundo ela, famílias acampadas do sul e sudeste do Pará estão sendo mobilizadas para o trajeto entre Curionópolis e Eldorado do Carajás.

Em 1996, cerca de 1,5 mil pessoas estavam acampadas na Curva do S, em Eldorado do Carajás, com o objetivo de marchar até a capital Belém e conseguir a desapropriação da fazenda Macaxeira, ocupada por 3,5 mil famílias sem-terra.

ATL 2026 —Acampamento Terra Livre começa neste domingo (5) em Brasília; confira a programação

Sábado, 4 de abril de 2026

ATL 2026
Acampamento Terra Livre começa neste domingo (5) em Brasília; confira a programação

Mobilização indígena debate demarcação de terras, eleições e desafios na preservação ambiental

Brasil de Fato — BRASÍLIA (DF)

Acampamento Terra Livre é a maior Assembleia dos Povos e Organizações Indígenas do Brasil e acontece anualmente desde 2004, em Brasília | Crédito: MPI/Mre Gavião

O Acampamento Terra Livre (ATL), maior mobilização indígena da América Latina, acontece em Brasília (DF) a partir deste domingo (5) com o tema “Nosso futuro não está à venda: A resposta somos nós”. A programação traz diferentes eixos temáticos para mobilizar a comunidade diante do agravamento da crise climática e das propostas legislativas.

Organizado pela Articulação de Povos Indígenas do Brasil (Apib), a mobilização chega à sua 22ª edição e deve reunir milhares de indígenas das cinco regiões do país, que ficarão localizados no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte). O tema deste ano foi definido durante o Fórum de Lideranças Indígenas da entidade e reforça a resistência frente a interesses econômicos e institucionais que ameaçam territórios e modos de vida tradicionais.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

As mentiras que colocam no nosso prato (e o que escondem)

 Sexta, 3 de abril de 2026

Do Idec

Caso não esteja visualizando corretamente esta mensagem, acesse este link



Vivemos cercados de informações sobre alimentação, mas nem tudo que circula por aí é verdade.

Muitas dessas ideias parecem inofensivas, mas confundem e dificultam escolhas mais saudáveis.

Hoje, vamos desmontar algumas das mentiras mais comuns sobre o que comemos.



As mentiras que colocam no nosso prato

Quando o assunto é alimentação, informação não falta. O problema é que, ao mesmo tempo em que existem orientações baseadas na ciência e no Guia Alimentar para a População Brasileira, também circulam narrativas que confundem, simplificam ou escondem problemas importantes do nosso sistema alimentar.

Muitas dessas ideias ajudam a deslocar a discussão para escolhas individuais, quando, na prática, estamos falando de um tema coletivo, que envolve políticas públicas, indústria, acesso e direito à alimentação adequada.

Nesta edição, reunimos algumas das mentiras mais comuns sobre comida e explicamos o que está por trás delas.

Seminário “Financeirização, Sistema da Dívida e os reflexos das fraudes do Banco Master para a classe trabalhadora.” Participe!!

Sexta, 3 de abril de 2026


Da ACD, Auditoria Cidadã da Dívida

A Auditoria Cidadã da Dívida e a Frente Parlamentar pelo Limite dos Juros e Auditoria Integral da Dívida Pública convidam movimentos sociais, entidades, sindicatos, coletivos, estudantes e toda a cidadania comprometida com a justiça social a participarem do seminário “Financeirização, Sistema da Dívida e os reflexos das fraudes do Banco Master para a classe trabalhadora”.

Em um momento decisivo para o país, é fundamental ampliar o debate sobre como a financeirização tem impactado a economia brasileira, aprofundando desigualdades e afetando direitos. O seminário reunirá importantes vozes comprometidas com a transformação social, como a deputada federal Fernanda Melchionna, coordenadora da Frente Parlamentar, a coordenadora nacional da ACD Maria Lucia Fattorelli, o economista Miguel Bruno e o pesquisador Mathias Seibel Luce.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Lucro acima de tudo —Com guerra no Irã, refinarias privatizadas por Bolsonaro vendem diesel até 76% mais caro que a Petrobras

Quinta, 2 de abril de 2026

Lucro acima de tudo
Com guerra no Irã, refinarias privatizadas por Bolsonaro vendem diesel até 76% mais caro que a Petrobras

No Amazonas, preço praticado é de R$ 6,45; na Bahia, R$ 6,00; Petrobras cobra R$ 3,65 pelo diesel
 
Guerra no Irã e modelo de privatização ampliam impacto da alta do petróleo nos preços dos combustíveis no Brasil | Crédito: José Cruz/Agência Brasil

Brasil de Fato — São Paulo (SP)
31 de março de 2026
Rodrigo Chagas

Entre 27 de fevereiro e 31 de março, período marcado pela escalada da guerra no Irã e pela disparada do petróleo no mercado internacional, refinarias privatizadas no governo Jair Bolsonaro (PL) elevaram o preço do diesel muito acima da Petrobras. 

A Refinaria da Amazônia (Ream), no Amazonas, elevou o preço do diesel para R$ 6,45, um aumento de 71% em relação ao preço praticado anteriormente, chegando a um valor 76% superior ao ofertado pela Petrobras atualmente. No mesmo intervalo, a estatal passou a vender o diesel por R$ 3,65, um reajuste de 12% em relação a fevereiro.

Já a Refinaria de Mataripe, Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, passou a cobrar R$ 6,00, equivalente a um reajuste de 83% em relação ao preço de fevereiro e 64% acima do praticado pela estatal. Os dados foram levantados pelo Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps), com base em informações das próprias empresas.

DE OLHO NAS ELEIÇÕES —Trump demite procuradora-geral Pam Bondi após criticas por não protegê-lo no Caso Epstein

Quinta, 2 de abril de 2026

DE OLHO NAS ELEIÇÕES
Trump demite procuradora-geral Pam Bondi após criticas por não protegê-lo no Caso Epstein

Ex-aliada é acusada de proporcionar vitórias a oponentes; caso pode ter implicações no pleito de novembro

Brasil de Fato — São Paulo (SP) — 2.abr.2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu, nesta quinta-feira (2), a procuradora-geral Pam Bondi, uma aliada fiel, após uma gestão controversa de temas como os arquivos do criminoso sexual Jeffrey Epstein e investigações políticas. O vice-procurador-geral Todd Blanche, ex-advogado pessoal de Trump, assumirá o cargo de procurador-geral interino, anunciou o mandatário em sua plataforma, Truth Social.

Trump havia manifestado meses antes sua frustração com o que considerava um compromisso insuficiente de Bondi em levar a julgamento vários inimigos políticos da época em que ele quase foi para a prisão por diversos casos, após seu primeiro mandato presidencial.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Não vote em nenhum candidato ou partido que não respeite a CF 88 e os Direitos Humanos!

Quarta, 1º de abril de 2026


O blog do sindicalista Emanuel Cancella, que aqui coloca seus textos, vídeos e novidades.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Não vote em nenhum candidato ou partido que não respeite a CF 88 e os Direitos Humanos!

Por Emanuel Cancella, ex-presidente do Sindipetro-RJ e ex-Coordenador da Federação Nacional dos Petroleiros – FNP.


Exija que o partido do seu candidato respeite a Constituição (Cidadã) de 1988 e subscreva a Declaração Universal dos Direitos Humanos publicada pela ONU em 1948 (12)!

A Constituição (Cidadã) de 1988 e a Declaração da ONU precisa ser imposta a todos os governantes, políticos e partidos políticos e visa proteger homens e mulheres, civis e militares, negros, brancos, índios, pessoas de direita e esquerda e, principalmente, os portadores de alguma deficiência.
O voto é uma conquista poderosa que iguala todos, ricos e pobres. O seu voto tem poder!

Não vote em governantes e partidos que colocam e que mantêm pedra pontiaguda embaixo dos viadutos, como no Rio de Janeiro (1).

Não vote em políticos e partidos como os de São Paulo que propuseram multa para quem distribui quentinhas para famintos (2).

Não vote em políticos e partidos ligados à atual prefeitura que, em São Paulo, tentaram fechar a Instituição do Padre Júlio Lancelotti, centro de convivência que distribui comida (3).

terça-feira, 31 de março de 2026

A insegurança estrutural da juventude brasileira


Terça, 31 de março de 2026

A insegurança estrutural da juventude brasileira

Ela é mais instruída que as gerações anteriores. Mas deprime-se nas telas, num país estagnado há 40 anos e em pouca esperança de vida florescente. Há duas saídas: ou o ultraindividualismo, ou um novo engajamento político, ainda por construir

OUTRASPALAVRAS                         Crise Brasileira

Publicado originalmente no OUTRASPALAVRAS em 31/03/2026


Título original:
Juventude brasileira entre o realismo capitalista e a formação do novo sujeito coletivo

A crescente incidência de sofrimento psíquico entre jovens brasileiros, registrada pela Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo IBGE com apoio dos ministérios da Saúde e da Educação, já não pode ser tratada como um problema isolado ou passageiro. Ela expressa uma mudança mais profunda na sociedade brasileira que resulta da perda de dinamismo econômico, enfraquecimento das promessas de mobilidade social e a transformação das formas de poder e de socialização.

Nesse sentido, a ansiedade revelada em setor crescente da parcela juvenil da nova sociedade de serviços, hiperconectada na era digital, deixa de ser vista apenas como um problema individual ou psicológico. Ela passa a ser compreendida como expressão social de um tempo histórico marcado pela incerteza. Desde os anos 1990, com a adoção de políticas neoliberais, o Brasil perdeu dinamismo econômico, sofreu a desindustrialização, aprisionou-se na financeirização e fragilizou os mecanismos de ascensão social. O resultado tem sido a formação de nova geração cuja subjetividade é atravessada pela instabilidade.

A nação que não quer ser um país: de 1951 ao neoliberalismo

Terça, 31 de março de 2026

A nação que não quer ser um país: de 1951 ao neoliberalismo


Pedro Augusto Pinho*
Este artigo foi originalmente postado no  Pátria Latina de 31de março de 2026

O Golpe de 1945 encontrou o Brasil importador de US$ 460 milhões, mais da metade (US$ 265 milhões) de bens de consumo não duráveis, de acordo com os dados apresentados por Cibilis da Rocha Viana (“Reformas de Base e a Política Nacionalista de Desenvolvimento – De Getúlio a Jango”, 1980). Após cinco anos, em 1950, as importações brasileiras ascenderam a US$ 8.694 milhões (Conjuntura Econômica, abril de 1951 – Fundação Getúlio Vargas), fundamentalmente devidos ao Governo Dutra, 31/1/1946 a 31/1/1951. Cibilis Viana, na obra citada, ao analisar este período histórico, chama atenção às “medidas fiscais e de contenção da despesa pública”, com objetivo de equilibrar a execução orçamentária nos governos Dutra.

Como se vê, o teto de gasto sempre foi o meio de evitar o desenvolvimento nacional e, ainda pior, a educação pública universal, obrigatória, gratuita e laica.


segunda-feira, 30 de março de 2026

Brasil privatizou refinarias e postos para pagar “Dívida Pública”, agora não consegue segurar o preço dos combustíveis

Segunda, 30 de março de 2026


Brasil privatizou refinarias e postos para pagar “Dívida Pública”, agora não consegue segurar o preço dos combustíveis


A Guerra EUA X Irã fez explodir os preços de petróleo no mundo, porém, não deveria impactar os preços do setor de combustíveis no Brasil, em grande parte auto-suficiente, e que ainda exportou US$ 29,6 bilhões mais do que importou em 2025. Ou seja, seria uma questão de matemática que, mantidos os lucros do setor de combustíveis, os preços não precisariam subir.

Porém, as privatizações ocorridas nesse setor — que é estratégico — realizadas, sobretudo, nos governos Temer e Bolsonaro (BR Distribuidora e Refinarias) fragmentaram a cadeia do petróleo e abriram espaço para que interesses privados passassem a aumentar os preços, mesmo quando não há motivo para isso.

Sucessão —Celina Leão assume o GDF com defesa de golpistas e alinhamento à extrema direita


Segunda, 30 de março de 2026

Sucessão
Celina Leão assume o GDF com defesa de golpistas do 8 de janeiro e alinhamento à extrema direita

Posse nesta segunda (30) na CLDF foi marcada por discursos religiosos e reafirmação de aliança com Michelle Bolsonaro

Brasil de Fato — Brasília (DF)
30.mar.2026

Celina Leão toma posse como governadora do DF na CLDF, em cerimônia marcada por discursos políticos e religiosos. | Crédito: Felipe Ando/Agência CLDF

Em uma cerimônia marcada por forte simbolismo religioso e político, Celina Leão (PP) tomou posse como governadora do Distrito Federal nesta segunda-feira (30), na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Em seu discurso, a nova governadora fez críticas ao Judiciário e adotou um tom alinhado a setores da extrema direita.

Celina assume o cargo após a renúncia de Ibaneis Rocha (MDB), que deixa o governo para disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro. Durante sua despedida, Ibaneis criticou gestões anteriores, classificando como um “desastre” os governos de José Roberto Arruda (PSD-DF), Agnelo Queiroz (PT-DF) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). Ele também afirmou que entrega um governo organizado e cheio de conquistas para sua sucessora.

domingo, 29 de março de 2026

Considerado ‘frágil’, relatório final é rejeitado em derrota da oposição na CPMI do INSS

Domingo, 29 de março de 2026

Considerado ‘frágil’, relatório final é rejeitado em derrota da oposição na CPMI do INSS

Para o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), o texto apresentado pelo relator não sustentava as investigações realizadas

Brasil de Fato —São Paulo (SP)
Redação

INSS | Crédito: INSS/Divulgação

A CPMI do INSS foi encerrada na madrugada deste sábado (28) sem a aprovação de um relatório final, o que representa uma vitória da base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso. Por 19 votos a 12, os parlamentares rejeitaram o documento apresentado pelo deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), que pedia o indiciamento de 216 pessoas e a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente.

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que o relatório era uma “peça frágil, que não se sustenta e não reflete as quase 40 sessões da comissão realizadas desde agosto de 2025.”

Como Ricardo Nunes desmonta o SUS em São Paulo

Domingo, 29 de março de 2026

Como Ricardo Nunes desmonta o SUS em São Paulo

Moradores do centro da cidade estão sem hospitais e com a atenção básica desmantelada. Prefeitura tenta abafar escândalo com OSS ao mesmo tempo em que promove ataque aos movimentos sociais que a questionam. Manifestação está marcada para a próxima segunda

No dia 10 de março, a prefeitura de São Paulo publicou o Decreto 64.999, que trata da reorganização administrativa do SUS na cidade. Dividida em cinco zonas administrativas, a nova medida faz a chamada Supervisão Técnica da Sé ser absorvida pelo seu equivalente da zona norte. A medida causou indignação e tem sua própria legalidade questionada pelo movimento social de saúde.

A iniciativa da prefeitura de Ricardo Nunes se dá em razão do estouro de mais um escândalo de corrupção em sua gestão. No caso, veio à tona denúncia de que a Associação Filantrópica Nova Esperança (AFNE), organização social (OS) que administra Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do centro, tem uma folha de pagamentos de funcionários fantasmas, o que levou à suspensão do contrato.

sábado, 28 de março de 2026

Cultura, memória e a necessidade de resgatar um arquiteto na história de Brasília

Sábado, 28 de março de 2026




A criação do Instituto dos Arquitetos do Brasil, departamento do Distrito Federal (IAB-DF), antecedeu a inauguração de Brasília, em 21 de abril de 1960. Ao longo desses anos, o IAB-DF assumiu o compromisso de contribuir para o desenvolvimento e preservação da capital, sempre com a preocupação voltada para a formação e exercício da profissão do arquiteto, uma das premissas de todos os departamentos do instituto no País.

Em Brasília, desde a sua criação, o IAB-DF participou da construção e consolidação da nova capital. Seu quadro de associados era formado por arquitetos que vieram construir e participar da obra monumental que se erguia no Centro-Oeste brasileiro trazendo desenvolvimento para o interior do País.

Cultura, memória e a necessidade de resgatar um arquiteto na história de Brasília

Do Brasil de Fato (DF)

Capital federal é tombada como patrimônio mundial da humanidade pela Unesco | Crédito: Joédson Alves/Agência Brasil

"Resgatar Wilson Reis Netto é reconhecer as camadas apagadas da história de Brasília"

Março de 1960. Um mês antes da inauguração da nova capital, Wilson Reis Netto fundava o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) no Planalto Central, entidade que completou 66 anos no último dia 20 de março. Isso pode parecer trivial à primeira vista. Mas não é.

Líder indígena brasileiro é anistiado 43 anos após sua morte



Sábado, 28 de março de 2026

Líder indígena brasileiro é anistiado 43 anos após sua morte

Marçal Souza Tupã-Y, da etnia Guarani-Kaiowá, foi assassinado em 1983

Agência Brasil
Publicado na Agência Brasil em 27/03/2026 - 20:09
Rio de Janeiro

Brasília - DF - 28/03/2026 - A Comissão de Anistia, pelos poderes que lhe são conferidos, declara anistiado político brasileiro, pós-mortem, Marçal Souza Tupã-Y . Foto: Washington Costa
© Washington Costa

A Comissão de Anistia declarou anistiado nesta sexta-feira (27), post-mortem, Marçal Souza Tupã-Y, renomado líder indígena brasileiro da etnia Guarani-Kaiowá. 

A decisão unânime dos conselheiros da Comissão de Anistia ocorre 43 anos após o assassinato do indígena, ocorrido em 25 de novembro de 1983. 

A anistia política post mortem foi concedida com base na lei que repara pessoas atingidas por atos de exceção com motivação política entre 1946 e 1988.

O pedido de anistia foi encaminhado em 2023 pela família de Marçal, em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF).

A HISTÓRIA DO GENOCIDA ISRAEL E DO ASSASSINO EUA CONTADA POR SEU CRIADOR INGLÊS PARA INVERTER A RESPONSABILIDADE DA AGRESSÃO AO IRÃ

Sábado, 28 de março de 2026

A HISTÓRIA DO GENOCIDA ISRAEL E DO ASSASSINO EUA CONTADA POR SEU CRIADOR INGLÊS PARA INVERTER A RESPONSABILIDADE DA AGRESSÃO AO IRÃ

 

Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado.

 

Era uma vez um bando de malfeitores que vivia nas florestas de uma ilha, assaltando os que passavam. Eles eram muito toscos e acreditavam nas mágicas que um espertalhão fazia para comer de graça o que eles caçavam.

Nada estou inventando, estou simplesmente dando redação menos elaborada do que um deles, David Hume, nascido há 315 anos no norte da ilha, onde também morreu, escreveu dando o título “História da Inglaterra”. Confira:

“Os autores antigos são unânimes em representar os primeiros habitantes da Britânia como uma tribo de gauleses ou celtas oriunda do continente, que ao migrar para essa ilha teria trazido consigo língua, maneiras, governo e superstição, com pequenas variações introduzidas pelo tempo ou pelo contato com nações vizinhas”.

Esta questão do contato vem da crença de Hume que todo conhecimento provém da experiência sensorial, que os intelectuais denominam empirismo clássico.

Prosseguindo com a História de Hume.

O ataque ao Irã e o colonialismo do século XXI

Sábado, 28 de março de 2026

O ataque ao Irã e o colonialismo do século XXI

Por Roberto Amaral*

A guerra está aí, se espalhando pelo mundo. O que ninguém ignora foi proclamado como novidade há uns poucos dias pelo Secretário-Geral da ONU, instituição que mais e mais vê ausentes as razões justificadoras de sua criação, em 1945 (manutenção da paz e da segurança internacionais), quando mal saíamos da Segunda Guerra Mundial e os tambores já rufavam no vestíbulo da Guerra Fria — que, aparentemente finda com a autodissolução da URSS, volta à cena, por outros meios e com novos atores.

Aquele pós-guerra nos deu um mundo em guerra, e a guerra que os EUA promovem, mais acentuadamente hoje, é, nada obstante a tragédia humana que implica, um só episódio em processo guerreiro que não começou agora, nem se limita ao Golfo Pérsico, não só como teatro das ações, mas igualmente em suas repercussões tanto políticas quanto econômicas. Essas pervadem o mundo e já chegaram ao nosso continente e ao Brasil.

Trata-se de uma guerra diferenciada, mais sofisticada do que os modelos conhecidos e vividos, e mais complexa, em face das experiências passadas. Ela não se restringe ao teatro das operações bélicas no sentido estrito — por exemplo, as agressões dos EUA e do Estado sionista de Israel, que, repetindo o assalto às Colinas de Golan (em 1967), anuncia a ocupação e posse, ou seja, a rapina de algo como 10% do território do Líbano, que não cessa de atacar, matando civis, destruindo o país, sob o pretexto (a prepotência nem sempre se empenha em construir pretextos, como a humanidade aprendeu com as lições da Alemanha hitlerista) de estar combatendo o Hezbolah.

sexta-feira, 27 de março de 2026

E agora, falastrão?

Sexta, 27 de março de 2026

E agora, falastrão?

Guerra ameaça a Economia do Ocidente. Cresce o abismo entre as declarações de vitória do presidente e sua incapacidade de sufocar o Irã. Pesadelo do Vietnã ressurge. Agora a Casa Branca teme (e ameaça) as eleições de novembro

OUTRASPALAVRAS                  Geopolítica & Guerra

Por Séamus Maleckafzali

Matéria postada no OUTRASPALAVRAS em 27/03/2026 às 18:50
Foto: Reprodução/The Nation

Por Séamus Malekafzali, no The Nation | Tradução: Antonio Martins

Após semanas de bombardeios contra instalações militares, navios de guerra e cidades iranianas, o presidente Trump declarou a guerra contra o Irã “vencida” em 24 de março. Uma conquista tão importante poderia ter sido anunciada em um discurso grandioso — em um porta-aviões com uma faixa anunciando “missão cumprida” —, mas a declaração passou despercebida.

Talvez a reação tenha sido tão discreta porque Trump já havia proclamado a vitória diversas vezes antes — como três semanas atrás, quando disse acreditar que a “guerra estava praticamente terminada”, ou há duas semanas, quando afirmou em um comício no Kentucky que os Estados Unidos haviam vencido “na primeira hora”.

Eleições: ainda é possível salvar a Amazônia?

Sexta, 27 de março de 2026

Eleições: ainda é possível salvar a Amazônia?

Com Lula, desmatamento recuou de modo sensível – mas ainda insuficiente. Pior: Congresso está a um passo de lançar blitzkrieg contra a floresta. Uma grande mobilização social pode impedi-la e livrar o Legislativo das bancadas da devastação

OUTRASPALAVRAS                              Terra e Antropoceno
Por Luiz Marques

Este artigo foi oribinalmente publicado no OUTRASPALAVRAS em 26/03/2026 às 19:09 



Título original:
É ainda possível evitar um ponto de não retorno na Amazônia?

Um ponto de não retorno em uma floresta é o ponto em que sua resiliência é vencida pela combinação das pressões que se exercem sobre ela. No caso da Amazônia, essas pressões são a supressão, degradação e fragmentação do tecido florestal, os incêndios, a biodiversidade, o empobrecimento dos solos, as secas, as inundações, tudo isso agravado pelas mudanças climáticas. Uma vez vencida essa resiliência, a floresta transita rapidamente para a morte ou para outro estado de equilíbrio, muito adverso à sua permanência.

A resposta à pergunta que dá título a este artigo é clara: não é possível evitar um ponto de não retorno na floresta amazônica, mantida a atual composição do Congresso Nacional. A batalha pela Amazônia entrou em sua fase mais decisiva. Por isso, é imperativo se preparar para as eleições de outubro, unidos em torno da palavra de ordem: defender a Amazônia. Pois a Amazônia é, antes de mais nada, um valor intrínseco e um componente maior da biosfera. De sua permanência dependem, além disso, a sobrevivência da sociedade brasileira e, em grande medida, a conservação do que resta dos equilíbrios planetários. É preciso, portanto, mandar de volta para casa todos os deputados e senadores que votaram a favor do “PL da devastação” (Lei nº 15.300/2025), elegendo um Congresso comprometido com a Amazônia.

Agressão —Secundaristas são agredidos por policiais militares durante ato em Brasília

Sexta, 27 de março de 2026

Agressão
Secundaristas são agredidos por policiais militares durante ato em Brasília

Adolescentes faziam manifestação pacífica em frente a secretaria de educação do DF na tarde desta quinta feira (26)

Brasil de Fato — Brasília (DF)
Postado pelo BdF em 26.mar.2026 - 18:28

PMs agrediram estudantes menores de idade que homenageavam Edson Luis. | Crédito: Divulgação/Beatriz Nobre

Na tarde desta quinta feira (26), estudantes secundaristas foram agredidos por policiais militares da gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB) durante manifestação pacífica, em frente a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), localizada no shopping ID, no Setor Comercial Norte (SCN).

Os estudantes vítimas da agressão estavam em um ato organizado pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e pela União dos Estudantes Secundaristas do Distrito Federal (UESDF) que fazia uma homenagem a Edson Luiz, estudante assassinado durante a ditadura militar brasileira, por reivindicar melhores condições em sua escola. O ato pedia o fim das escolas cívico-militares, e a retomada de recursos desviados da educação.

O ato começou com uma marcha da Torre de TV até a Secretaria de Educação, localizada dentro do shopping no SCN, um detalhe que, segundo os estudantes, evidencia as prioridades do governo do Distrito Federal. Ao chegar ao local, a segurança do shopping fechou o espaço, impedindo a entrada e saída de pessoas.