Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

sexta-feira, 5 de junho de 2026

✊ Uma vitória contra mentira verde para marcar a história

Sexta, 5 de junho de 2026

Cabeçalho | Por Dentro - Idec
Seu informe sobre cidadania e consumo
05 de junho de 2026
Destaque

✈️ 1ª sentença da Justiça por greenwashing no Brasil

Ação civil pública que movemos contra a Gol acaba de ser julgada procedente. A Justiça reconheceu que campanhas da companhia configuraram publicidade enganosa e greenwashing por anunciar compensação ambiental sem comprovação. Mesmo após suspender os programas, tentou argumentar que a ação não teria mais utilidade. Mas o tribunal entendeu diferente: a conduta violou o direito à informação, atingiu consumidores e merece reparação. Agora, a Gol terá que pagar R$ 5 milhões por danos morais coletivos. Mais que uma vitória do Idec, é um recado para o mercado: mentira verde tem consequência. Idec

De olho na luta

FINANCEIRO

✊ Banco terá que devolver cobrança indevida

Durante quase 16 anos, clientes do banco Itaú estiveram pagando seguros sem autorizar a cobrança.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

'Sobre a vida' Em retrato autobiográfico, documentário homenageia Copan com trilha de KL Jay

Quinta, 4 de junho de 2026

'Sobre a vida'

Em retrato autobiográfico, documentário homenageia Copan com trilha de KL Jay


Carine Wallauer foi moradora por sete anos do Copan e traz história de quem vive e trabalha no famoso edifício

Brasil de Fato
4.jun.2026
Lucas Salum E Maria Teresa Cruz

                                               Cena do documentário Copan | Crédito: Divulgação


Uma obra de arte assinada por Oscar Niemeyer, imponente, monumental, com suas curvas, chama a atenção de quem caminha pelo centro de São Paulo (SP). O edifício Copan completa 60 anos em 2026 e vira protagonista de um documentário que conta com a trilha de KL Jay.

O filme “Copan”, que venceu o Festival É Tudo Verdade, retrata a rotina das mais de 5 mil que circulam pelos corredores, entre moradores e trabalhadores do prédio que tem 1.160 apartamentos.
Ao Conversa Bem Viver desta quinta-feira (4), a ex-moradora do Copan Carine Wallauer, idealizadora e diretora do filme, explica que a produção é uma homenagem que traz também muitos elementos autobiográficos. A cineasta conta sobre um personagem bastante complexo e para quem ela também dedicou o filme: Seu Afonso, o síndico do Copan. “Eu aprendi muito sobre a minha própria vida observando o seu Afonso. Ele é uma figura muito complexa. Eu acho que ele dá conta de um retrato da condição humana mesmo. Ninguém é completamente bom, completamente mau; depende muito da situação, de como a relação se estabelece entre um indivíduo e outro. E a participação dele, enquanto síndico, é muito emblemática no prédio. Ele tem essa postura firme, autoritária, muitas vezes, ao mesmo tempo em que, para os funcionários, ele era um pai”, revela.

Wallauer também fala o quanto os funcionários do Copan ajudaram a construir o filme e a ajuda que teve de um porteiro, o Wesley, para chegar até o KL Jay, morador do prédio, de quem ela é fã, para fazer o convite de assinar a trilha sonora do documentário. “A gente teve uma entrevista de mais de duas horas. No fim dessa entrevista, eu perguntei para ele se ele teria interesse em fazer a trilha sonora do filme, porque era um sonho que eu tinha, e ele topou ali mesmo”, lembra.

“É um filme sobre sentimentos, e é uma resposta àquilo que me perguntavam sempre que eu dizia que morava no Copan: ‘Como é morar no Copan?’. Então a minha ideia sempre foi passar uma sensação. Mais do que explicar qualquer coisa, era criar um ambiente, uma experiência imersiva em que fosse possível sentir esse viver no Copan”, conta.

UFBA: um projeto para superar a universidade neoliberal


Quinta, 4 de junho de 2026

UFBA: um projeto para superar a universidade neoliberal

Em eleição inédita para reitoria, comunidade acadêmica reafirma recusa ao ideário travestido de “moderno” e “eficiente”. Propõe a luta pelo orçamento público, o resgate da mobilização permanente, a importância do convívio presencial e o sentido de soberania

Do OUTRASPALAVRAS                              Além da Mercadoria


Foto: Aristides Alves/UFBA

O resultado da primeira eleição direta para a Reitoria das universidades federais, realizada na Universidade Federal da Bahia (UFBA), conforme a nova regra que aboliu a lista tríplice a partir da qual o Presidente de República escolhia o seu indicado dentre os mais votados em uma consulta à comunidade universitária, consagrou a vitória de uma conquista democrática histórica, reafirmando a autonomia das universidades.

No dia 22 de maio, após dois dias de votação, com a participação recorde de 13.211 votantes, foi proclamada a vitória da chapa “Somos UFBA” formada pelos professores João Carlos Salles (Filosofia) e Jamile Borges (Educação), que obteve 68% do total de votos e foi vencedora nas três categorias, com o comparecimento de 77% dos docentes, 65% dos técnicos administrativos e 25% dos estudantes. As demais chapas concorrentes obtiveram a seguinte votação: 23,4% (chapa 1); 3% (chapa 3) e 4,4% (chapa 4); os votos nulos e brancos representaram 1,6%.

Chapa 2 “Somos Ufba” proclamada vitoriosa na eleição para os cargos de Reitor e Vice-Reitora da UFBA. Imagem: Reprodução/Ufba.br

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Gama: MPDFT denuncia homem por tentativa de feminicídio contra namorada

Quarta, 3 de junho de 2026

Gama: MPDFT denuncia homem por tentativa de feminicídio contra namorada



Do MPDFT
Publicado: 03/06/2026.  Denúncia

Crime ocorreu em maio de 2026. Acusado, que possui histórico de condenações por violência contra a mulher, está preso preventivamente

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou, nesta quarta-feira, 3 de junho, Felipe Helder Ferreira Santos, conhecido como "Trombada", por tentativa de feminicídio qualificado contra a namorada. O crime ocorreu na madrugada de 23 de maio de 2026, no Gama. O denunciado encontra-se preso preventivamente.

De acordo com a denúncia apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri e Delitos de Trânsito do Gama, Felipe tentou matar a vítima mediante golpe de faca desferido no pescoço.

VIOLAÇÃO —Especialistas da ONU acusam EUA de ‘práticas coloniais’ contra Cuba



Quarta, 3 de junho fr 2026

VIOLAÇÃO
Especialistas da ONU acusam EUA de ‘práticas coloniais’ contra Cuba

Relatores afirmam que sanções e ameaças de Washington à ilha violam princípios do direito internacional

Brasil de Fato — Havana (Cuba)
3.jun.2026

Bloqueio energético dos EUA tem levado Cuba a sucessivos apagões

Especialistas independentes em direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmaram que as pressões exercidas pelos Estados Unidos contra Cuba reproduzem práticas da era colonial, violam princípios fundamentais do direito internacional e representam uma ameaça à soberania da ilha. Em comunicado divulgado na terça-feira (2), os relatores instaram Washington a interromper imediatamente as medidas coercitivas e as ameaças dirigidas ao país caribenho.

O documento foi assinado por Ben Saul, relator especial sobre a promoção e proteção dos direitos humanos e das liberdades fundamentais na luta contra o terrorismo; Zaina Jallad, relatora especial sobre o impacto negativo das medidas coercitivas unilaterais; e George Katrougalos, especialista independente sobre a promoção de uma ordem internacional democrática e equitativa.

📚 Sistemas alimentares: o Brasil que existe no prato

Quarta, 3 de junho de 2026

Cabeçalho | Tá na Mesa - Idec - Sua porção semanal de alimentação saudável e sustentável

Quando falamos sobre alimentação, também falamos sobre território, cultura e relações de poder. No novo relatório do Idec, mostramos que existem muitos Brasis possíveis quando o assunto é construir sistemas alimentares mais saudáveis, justos, sustentáveis e conectados com a vida real das pessoas e com a preservação do meio ambiente.

GIF animado - Destaque

Sistemas alimentares: por que não existe uma solução única para o Brasil?

Quando pensamos em alimentação saudável e sustentável, é comum imaginar que existe um único caminho possível. Mas a realidade é muito mais complexa. O Brasil é atravessado por diferentes culturas, territórios, modos de vida e relações com a comida. E isso também significa que os sistemas alimentares no país são plurais.

É justamente essa reflexão que aparece no nosso novo relatório de experiências exitosas, construído a partir de iniciativas reais espalhadas por diferentes regiões do Brasil. Mais do que apresentar conceitos, o material mostra experiências exitosas concretas de transformação alimentar acontecendo nos territórios, conectadas à agricultura familiar, à cultura alimentar local, ao acesso à alimentação saudável e à mobilização coletiva.

Ao longo da pesquisa, nós reforçamos uma ideia importante: não existe transição verdadeiramente justa, saudável e sustentável dos modelos de produção e consumo alimentar sem considerar as desigualdades sociais, econômicas e regionais do país.

Alimentação também é território

terça-feira, 2 de junho de 2026

Senadores do DF assinam PEC que pode abrir caminho para escala 7x0

Terça, 2 de junho de 2026

RETROCESSO
Senadores do DF assinam PEC que pode abrir caminho para escala 7×0

Proposta permite contratação por horas trabalhadas e reduz peso das negociações coletivas

Brasil de Fato — Brasília (DF)

Damares Alves (Republicanos-DF) e Izalci Lucas (PL-DF) apoiam a PEC 12/2026, proposta que altera as regras da jornada de trabalho. | Crédito: Saulo Cruz e Waldemir Barreto/Agência Senado

Os senadores Damares Alves (Republicanos-DF) e Izalci Lucas (PL-DF) estão entre os 40 parlamentares que assinaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que altera as regras da jornada de trabalho no país e amplia a possibilidade de acordos individuais entre patrões e empregados.

O texto cria um modelo alternativo ao regime tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permitindo que trabalhadores optem por uma jornada flexível baseada em horas efetivamente trabalhadas. A proposta também estabelece que contratos individuais possam prevalecer sobre convenções e acordos coletivos em temas relacionados à compensação de horários e à redução da jornada.

Crescimento para poucos: a armadilha do capitalismo

Terça, 2 de junho de 2026

Crescimento para poucos: a armadilha do capitalismo

Roberto Amaral*

“O empresário tende inevitavelmente a se transformar em rentista e a dominar cada vez mais aqueles que só possuem sua força de trabalho. Uma vez constituído, o capital se reproduz sozinho, mais rápido do que cresce a produção. O passado devora a produção.” — Thomas Piketty, O capital no século XXI.

Ao contrário do que afirma Paulo Gala em seu excelente “Rumo a 2050” (Carta Capital, 27/05/2026), o crescimento da economia, por si, não altera a estrutura distributiva. Ao contrário, não apenas convive com alta concentração de renda, como a promove. 

Trata-se, simplesmente, de determinismo da lógica de acumulação do capitalismo, e sua consequência irrecorrível é a concentração da riqueza, na contramão da valorização do trabalho como um dos fatores da produção. Mesmo o aumento da produtividade não implica aumento proporcional dos salários. De um lado, os lucros do capital são reinvestidos, ampliando a escala do capital e, como em um círculo vicioso, reforçando sua concentração; doutra parte, o desemprego estrutural — alimento do exército industrial de reserva — pressiona os salários para baixo, quadro tendencial da globalização do capitalismo, a que se somam o desenvolvimento científico e as novas tecnologias, poupadoras de mão de obra e intensivas em capital, e a articulação de grandes e poucas corporações operando em escala global, de forma oligopolista, transitando para o monopólio, com níveis inéditos de concentração de mercado e de poder político, frequentemente avançando sobre as soberanias nacionais.

A história testemunha que o crescimento da renda per capita pode conviver com estagnação relativa ou perda do poder aquisitivo dos trabalhadores. Marx, no século XIX, explicou a contradição entre a expansão das forças produtivas e as relações sociais de produção. Tal disfunção se agrava na periferia do capitalismo contemporâneo, onde o desenvolvimento econômico se conjuga com setores altamente atrasados. Celso Furtado, ainda nos anos 1960, referia-se ao que denominou “difusão restrita do progresso técnico”: os ganhos de produtividade concentram-se em setores modernos, todavia sem irradiar para o conjunto da economia, acentuando as desigualdades.

REVISÃO —Comissão conclui que Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura: ‘Tornou-se um obstáculo’

Terça, 2 de junho de 2026

REVISÃO
Comissão conclui que Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura: ‘Tornou-se um obstáculo’

Historiador André Fernandes define como 'acontecimento importante' o reconhecimento de que JK foi vítima de atentado

Brasil de Fato — São Paulo (SP)

Juscelino Kubitschek | Crédito: Arquivo

A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) e o Ministério Público Federal (MPF) apresentaram, nesta sexta-feira (29), o relatório que conclui que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura em 1976, contestando a conclusão da época de que ele teria sido vítima de um acidente automobilístico.

A principal conclusão foi de que a premissa na qual muitos se baseavam para justificar o acidente como fatalidade, ou seja, a batida de um ônibus na traseira do veículo, jamais ocorreu. Na coletiva, todas as provas serão detalhadas.

Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, André Fernandes, mestre em história pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), destaca que o acontecimento desta sexta-feira é importante por restabelecer a verdade dos fatos de um período marcado por muitas violações e, posteriormente, por versões falaciosas para sustentar a narrativa dos apoiadores da ditadura. “A gente sabe que é uma memória que está em constante disputa. A ditadura foi um regime brutal e muitas das mortes, desaparecimentos e afins foram ocultados pelo Estado, que tinha seu monopólio da violência, controlado pelos militares e com apoio dos setores econômicos”, pontua.

PRESSÃO ECONÔMICA —Governo Trump ameaça Brasil com tarifaço de 25% após concluir investigação que mira Pix, regulação das redes e comércio

Terça, 2 de junho de 2026

PRESSÃO ECONÔMICA
Governo Trump ameaça Brasil com tarifaço de 25% após concluir investigação que mira Pix, regulação das redes e comércio

Escritório de Comércio dos EUA encerra investigação contra o país e sugere nova rodada de sanções comerciais

BRASIL DE FATO — São Paulo (SP)
2.jun.2026

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (1º) a conclusão da investigação comercial aberta contra o Brasil em 2025 e propôs a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida ainda depende de decisão do presidente Donald Trump.

A investigação foi conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que concluiu que políticas e práticas adotadas pelo Brasil seriam “irrazoáveis” e estariam restringindo ou onerando empresas estadunidenses. O órgão informou que abrirá uma consulta pública antes da publicação do relatório definitivo, prevista para 15 de julho.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

‘Era um trabalhador com sonhos’: pedreiro morto pela PM no Rio comprou casa própria há um mês

‘Era um trabalhador com sonhos’: pedreiro morto pela PM no Rio comprou casa própria há um mês

Da Ponte Jornalismo
01/06/2026 1h06 Samara Oliveira, do jornal O Catarinão, e Paulo Batistella

Marcelo da Cruz Silva estava empolgado com mudança e reformava imóvel que pretendia pagar aos poucos. Ele e o vizinho, o ajudante de obras Edivan Felipe de Assis, foram mortos por policiais quando iam trabalhar em uma construção

Marcelo da Cruz Silva (à esquerda) e Edivan Felipe de Assis (à direita) foram mortos pela PMERJ | Foto: Reprodução

O pedreiro Marcelo da Cruz Silva, um homem negro de 41 anos, estava empolgado com uma obra recente: a da própria casa. Há cerca de um mês, ele havia se mudado com a companheira para um imóvel que conseguiram comprar no Jardim Catarina, um bairro de São Gonçalo, município da região metropolitana do Rio de Janeiro. A ideia era reformar o novo lar aos poucos, no mesmo ritmo em que pretendia pagar pela nova conquista.

Não houve tempo para Marcelo ver a própria casa do jeito que sonhava. Na manhã da última quarta-feira (27/5), quando se deslocava de moto para trabalhar em uma outra obra no bairro onde sempre viveu, ele foi morto a tiros pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ).

“Ele era um trabalhador, um cara cheio de sonhos, não fazia mal para ninguém”, afirmou, à Ponte, um familiar de Marcelo. “Ele não teve direito de se defender.”




Na ocasião, o ajudante de obras Edivan Felipe de Assis, um homem também negro de 46 anos, que o acompanhava na garupa da moto, foi outra vítima assassinada a tiros pela PMERJ. Os dois haviam se tornado vizinhos mais próximos há pouco tempo, quando Marcelo se mudou para a nova casa e passou a chamar Edivan, dono de um bar na região, para fazer “bicos” com ele em construções.

Espaço para amamentação em shoppings para filhos de empregadas de lojas é destaque no Supremo na Semana

Segunda, 1 de junho de 2026

Espaço para amamentação em shoppings para filhos de empregadas de lojas é destaque no Supremo na Semana 


Episódio #192 está disponível nas principais plataformas de áudio e no Youtube


A decisão do Plenário que reconheceu que os shopping centers devem fornecer espaço de amamentação para empregadas das lojas é um dos destaques do podcast Supremo na Semana. Por unanimidade, o STF entendeu que a proteção à maternidade, à infância e ao mercado de trabalho da mulher devem orientar a interpretação do dispositivo da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que prevê que estabelecimentos com mais de 30 empregadas devem instalar local que lhes permita guardar seus filhos, sob vigilância e assistência, no período da amamentação.

Turma afasta negativa de pedido de adoção por avós de adulta com deficiência

Segunda, 1 de junho de 2026



Turma afasta negativa de pedido de adoção por avós de adulta com deficiência

Do TJDFT
por BEA — publicado 29/05/2026

A 4ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) decidiu que o pedido de adoção feito por avós deve ser analisado de forma mais aprofundada, mesmo havendo regra que, em geral, proíbe a adoção. No caso, os magistrados entenderam que a situação envolve mulher adulta com deficiência intelectual e autismo, criada pelos avós desde bebê, o que exige avaliação detalhada.

Segundo o processo, os avós pediram a adoção da neta, que vive com eles desde os três meses de idade. Afirmaram que sempre exerceram o papel de pais e que a medida traria mais segurança jurídica para a filha, especialmente por ela ser interditada e depender de cuidados contínuos.

Maio Laranja: rede de proteção participa de seminário sobre escuta protetiva

Segunda, 1 de junho de 2026

Palestrante convidado foi o professor Jean Von Hohendorff, doutor em Psicologia e especialista no tema

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) realizou, nesta sexta-feira, 29 de maio, o seminário “Escuta Protetiva e Redes de Proteção: diálogos para a efetivação de direitos de crianças e adolescentes”. O evento é parte das atividades do Maio Laranja, voltado ao enfrentamento do abuso e da exploração sexual infantojuvenil.

O evento reuniu centenas de integrantes da rede para a formação em escuta protetiva. Esse tipo de atendimento é previsto na Lei 13.431/2017 e busca acolher e garantir proteção, evitando que a criança ou o adolescente tenha que repetir sua história e reviver a violência sofrida. O palestrante convidado foi o professor Jean Von Hohendorff, doutor em Psicologia e especialista no tema.

domingo, 31 de maio de 2026

EM DEBATE —Que os ricos paguem a conta do Bolsomaster: rombo do BRB não pode penalizar os mais pobres

Domingo, 31 de maio de 2026

EM DEBATE
Que os ricos paguem a conta do Bolsomaster: rombo do BRB não pode penalizar os mais pobres

Antes de qualquer austeridade, outras frentes rendem mais sem tirar um centavo de quem ganha pouco

Brasil de Fato — Brasília (DF)
Gabriel Santos Elias

“O “azarão” converteu-se em instrumento conveniente de um sistema que sempre combateu qualquer tentativa de democratização econômica e social do país” | Crédito: PT/ Reprodução

Quebraram o Banco de Brasília (BRB) para tentar salvar o irmãozão do Flávio. Agora querem que os pobres de Brasília paguem a conta. Em 2025, o banco público controlado pelo Governo do Distrito Federal, então sob o bolsonarista Ibaneis Rocha (MDB), comprou carteiras de crédito do Banco Master, de Daniel Vorcaro, que se revelaram sem lastro e hoje são investigadas por fraude.

O Master foi liquidado em novembro, Vorcaro preso e o Banco Central calcula que o BRB precisará provisionar mais de R$ 5 bilhões para cobrir o rombo. É custo do Bolsomaster: o mesmo Vorcaro que bancou com cerca de R$ 61 milhões o filme sobre Jair Bolsonaro, negócio tratado diretamente por Flávio Bolsonaro um dia antes da prisão do banqueiro. Flávio lhe escreveu: “irmão, estou e estarei contigo sempre”. E quem está com o povo do DF agora que a conta chegou?

E não venham falar em cofre vazio. No Distrito Federal, não existe desculpa de pobreza para socorro nenhum. Brasília tem o maior orçamento público por habitante do país: R$ 74,4 bilhões em 2026 para menos de 3 milhões de pessoas, cerca de R$ 25 mil por habitante. São Paulo, o estado mais rico, gasta em torno de R$ 8,5 mil por pessoa; o Rio, perto de R$ 8 mil; Minas, cerca de R$ 7 mil. É quase o triplo do que gastam os maiores estados.

Quem lutará pela transformação do Brasil?



Domingo, 31 de maio de 2026

Quem lutará pela transformação do Brasil?


Depois de passar do sertão à fábrica e à luta por direitos, país mergulhou na era do trabalho fragmentado e dos conflitos sem projeto. Rendeu-se à agroexportação e ao algoritmo. Como encontrar, neste caos, um novo sujeito social das mudanças?

 
Do OUTRASPALAVRAS                      Crise Brasileira

Comemoração de 1 de maio, em São Bernardo do Campo, na década de 1980 Foto: SMABC

Título original:
Do sertão ao algoritmo: a mutação dos conflitos no Brasil

O Brasil atravessou, em pouco mais de um século, três formas históricas de conflito social. Cada uma delas correspondeu a uma etapa distinta do capitalismo brasileiro. No país agrário da República Velha, prevaleceram guerras camponesas, messianismos e rebeliões regionais. No Brasil urbano-industrial desenvolvimentista, ganharam força o sindicalismo, as greves gerais, os movimentos de massa e as guerrilhas ideológicas. Já na sociedade de serviços hiperconectada da Era Digital, o Brasil neoliberal produziu algo novo representado pelo conflito fragmentado, financeirizado e emocionalmente mobilizado por algoritmos e redes sociais.

Da mesma forma, a violência mudou de forma, acompanhando as alterações na trajetória do capitalismo. Na República Velha, o conflito vinha do abandono. O sertão rebelava-se contra um país que praticamente não existia fora das oligarquias exportadoras. A Guerra de Canudos não foi apenas uma rebelião religiosa, mas a explosão de um Brasil excluído da modernização oligárquica. O mesmo ocorreu na Guerra do Contestado, no cangaço e nas revoltas tenentistas. Aquele Brasil ainda era territorialmente fraturado. O Estado era pequeno, regionalizado e incapaz de integrar a maioria da população. O conflito tinha cheiro de terra, fome e abandono.

Gaza: “Moralmente, a gente saiu intacto”, diz pediatra brasileiro sobre tortura por Israel

ENTREVISTA

Gaza: “Moralmente, a gente saiu intacto”, diz pediatra brasileiro sobre tortura por Israel

Médico relata sequestro de membros da missão humanitária da Flotilha Global Sumud que levava ajuda à Faixa de Gaza

31 de maio de 2026

Por Andrea DiP, Sofia Amaral, Ricardo Terto, Stela Diogo  

A Marinha de Israel atacou ilegalmente, em águas internacionais, navios em missão humanitária que tentavam romper o bloqueio à Faixa de Gaza no dia 18 de maio. A ação resultou na apreensão dos barcos da Flotilha Global Sumud e no sequestro de ativistas de diversos países, incluindo o Brasil.

O médico pediatra Cássio Pelegrini, que atua no atendimento a imigrantes em São Paulo, era um dos integrantes da flotilha. Pelegrini é o entrevistado do Pauta Pública desta semana e faz um relato detalhado do horror físico e psicológico vivido nas mãos dos militares israelenses, incluindo momentos de espancamentos, choques, privação de água e exposição ao frio e ao calor.

No relato a Andrea Dip, o médico relembra as cenas de tortura e violência sexual, alguns confirmados por manifestações do próprio ministro de Segurança Nacional de Israel, que chegou a divulgar em seu perfil nas redes sociais vídeos de ativistas amarrados e ajoelhados, com a legenda “bem-vindos a Israel”.

Pelegrini diz que os ativistas seguem firmes no apoio ao povo palestino: “eles fraturaram muitos corpos e foram violentos com a gente psicologicamente, mas em nenhum momento tivemos dúvida de que era o correto estar ali. Então, moralmente, a gente saiu intacto”, afirma.

Leia o relato e ouça o podcast completo:

sábado, 30 de maio de 2026

Quando a CNBB enfrentava o atraso



Sábado, 30 de maio de 2026

Quando a CNBB enfrentava o atraso

De 1950 até a interrupção em 1964, liderados por Helder Câmara, bispos católicos se reuniram para pensar o Nordeste e “banir o subdesenvolvimento”. A história de uma Igreja que articulava políticas públicas e mobilizou até o presidente JK


Publicado 29/05/202


Dom Hélder, um influente líder religioso brasileiro em uma das grandes celebrações litúrgicas em Recife, no Pernambuco. Imagem: Divulgação.

Por Ramon Feliphe Souza para a coluna da Biblioteca Virtual do Pensamento Social (BVPS) | Edição: Maurício Ayer (TEL/UnB), no Projeto Caminho de Formiga

Há 70 anos, o Nordeste tornou-se palco de um evento singular na história política brasileira: a primeira edição do Encontro dos Bispos do Nordeste, realizada em 1956, em Campina Grande (PB). Três anos depois, em 1959, foi a vez da capital potiguar, Natal (RN), sediar a segunda edição do encontro. Embora frequentemente mencionados pela historiografia, esses eventos permanecem pouco explorados em sua gênese, dinâmica interna e efeitos mais duradouros.

Convocados por bispos nordestinos articulados pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em plena experiência democrática do período 1945–1964, os encontros reuniram lideranças religiosas, técnicos do Estado e o presidente da República, Juscelino Kubitschek (1956–1961), em torno de uma agenda ambiciosa: o enfrentamento do subdesenvolvimento brasileiro, com foco especial no Nordeste. O jornal potiguar, Diário da Noite, destacou que as duas edições dos encontros dos bispos do Nordeste resultaram na assinatura de 49 decretos presidenciais e na mobilização de cerca de 1,2 bilhão de cruzeiros em recursos públicos, envolvendo 37 órgãos federais, bancos estatais e instituições de assistência técnica. Esses dados evidenciam uma dimensão ainda pouco analisada no pensamento social brasileiro: a influência de segmentos da Igreja Católica na formulação e execução de políticas públicas durante o governo Juscelino Kubitschek (1956–1961) e na definição do que veio a se constituir como “Nordeste subdesenvolvido”. Mais do que uma nova postura pastoral inspirada por uma nova doutrina social da Igreja Católica (Rerum Novarum, 1891), tratava-se da construção de uma proposta política própria de desenvolvimento, o chamado desenvolvimento integral[1], que articulava dimensões econômicas, sociais, sanitárias e também espirituais.

Em um país majoritariamente rural e marcado por profundas desigualdades regionais, os bispos do Nordeste emergiram como mediadores entre o Estado e a população.

TJDFT garante transplante de córnea por plano de saúde e indenização por dano moral

Sábado, 30 de maio de 2026

TJDFT garante transplante de córnea por plano de saúde e indenização por dano moral

Do TJDFT —  por BEA — publicado 29/05/2026

A 3ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) decidiu que o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal (INAS-DF) deve custear transplante de córnea indicado ao paciente, além de pagar indenização de R$ 5 mil por danos morais. No caso, o procedimento havia sido negado sob a justificativa de que não estava previsto nas regras internas do plano de saúde. 

De acordo com o processo, o autor já havia passado por transplante de córnea anteriormente e voltou a apresentar problemas de visão, com indicação médica para novo procedimento. Ele solicitou a autorização ao plano de saúde, que negou a cobertura. Diante disso, o paciente recorreu à Justiça para garantir o tratamento e pedir indenização.