Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

terça-feira, 7 de julho de 2026

Forças armadas no Brasil — o que será do amanhã? Artigo de Pedro Augusto Pinho

Terça, 7 de julho de 2026

Forças Armadas no Brasil – o que será do amanhã?

A formação das Forças Armadas brasileiras, a soberania nacional e os desafios para o futuro do País.

André Gunder Frank (The Political Economy of Development and Underdevelopment, 1979) escreveu, na tradução do embaixador e professor Adriano Benayon do Amaral: “A história do Brasil é talvez o caso mais claro de desenvolvimento do subdesenvolvimento, tanto nacional como regional. A expansão da economia mundial desde o século 17 converteu, sucessivamente, o Nordeste, o interior de Minas Gerais, o Norte e o Centro-Sul (Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná) em economia de exportação e os incorporou à estrutura e ao desenvolvimento do sistema capitalista mundial. Cada uma das regiões teve o que podia parecer desenvolvimento econômico durante a respectiva era dourada. Mas era desenvolvimento de satélite, nem autogerador nem capaz de se perpetuar”.

“À medida que declinava o mercado ou a produtividade das três primeiras regiões, murchava o interesse econômico estrangeiro e local, e elas iam sendo deixadas a desenvolver o subdesenvolvimento em que vivem. Na 4ª região, a economia cafeeira sofreu destino similar, conquanto não tão sério. Todas as provas históricas contradizem a tese, geralmente aceita, de que a América Latina padece de uma sociedade dual e da sobrevida de instituições feudais e de que esses são obstáculos importantes ao seu desenvolvimento.”

E prossegue Gunder Frank, na tradução do professor Benayon:

Dia de cultura no Ponto de Cultura Bagagem

Terça, 7 de julho de 2026

O Ponto de Cultura Espaço Cultural Bagagem oferece apresentações gratuitas abertas ao público, reunindo artistas e grupos de teatro, circo e cênico musical para crianças e famílias.


No próximo 11 de julho (sábado), a partir das 17h, na Praça das Artes (Quadra 40, Setor Central — Gama/DF), com duas atrações especiais: a Cia Circo Boneco e Riso, que apresenta o espetáculo "Herdeiras do Mestre, As Donas do Circo", e o grupo cênico-musical COMBOIO KIDS, com o show "Músicas que Brincam".


"Herdeiras do Mestre, As Donas do Circo" é uma emocionante homenagem à história, à memória e ao legado da tradicional Cia Circo Boneco e Riso. Inspirado na trajetória da família Zezito, o espetáculo reúne cenas marcantes e números circenses que percorrem diferentes momentos da companhia, celebrando a força da cultura popular, a tradição circense e a magia do teatro.

REVOLUÇÃO SOCIALISTA —Em entrevista exclusiva, Díaz-Canel afirma: ‘Não somos uma nação em disputa e não somos uma colônia’


Terça, 7 de julho de 2027

REVOLUÇÃO SOCIALISTA
Em entrevista exclusiva, Díaz-Canel afirma: ‘Não somos uma nação em disputa e não somos uma colônia’

Conversa com presidente cubano faz parte da apuração de novo documentário produzido pelo Brasil de Fato

BRASIL DE FATO — HAVANA (Cuba)
Havana (Cuba)

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato | Crédito: Rodrigo Chagas/Brasil de Fato

Os corredores do Palácio da Revolução em Havana, capital de Cuba, estão vazios. Do lado de fora, o governo percorre municípios e bairros da ilha, mantendo contato direto com uma população que enfrenta diversas dificuldades no dia a dia.

O presidente Miguel Díaz-Canel recebe o Brasil de Fato logo após retornar de uma dessas caminhadas que fazem parte da rotina de sua gestão, nas quais ele conversa com moradores e ouve reivindicações, preocupações e propostas. Enquanto se acomoda para a entrevista, que faz parte de um documentário que o BdF está produzindo, ele conta que, além dessas agendas na capital, todos os meses visita alguma região remota do interior da ilha.

No momento da conversa, a Revolução atravessa um dos períodos mais difíceis de sua história. Desde o fim de janeiro deste ano, Washington intensificou suas medidas de agressão ao ameaçar qualquer país que venda ou forneça petróleo ou combustíveis à ilha e ao ampliar, de forma sem precedentes, o alcance extraterritorial do bloqueio. Essas medidas agravaram a guerra econômica que Cuba enfrenta há mais de 60 anos.

“Você percebe como o povo cubano reage. Não há apagão que apague a nossa vontade, nem escassez que destrua a nossa esperança”, afirma.

LUTA ANTIRRACISTA —‘A desigualdade é a nossa cocaína social’, afirma Hélio Santos ao lançar livro sobre racismo

Terça, 7 de julho de 2026

LUTA ANTIRRACISTA
‘A desigualdade é a nossa cocaína social’, afirma Hélio Santos ao lançar livro sobre racismo

Em entrevista, autor questiona o legado da Lei Áurea e classifica concessão de terras a imigrantes europeus como 'cotas'

Brasil de Fato
6.JUL.2026
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O professor Hélio Santos | Crédito: Mauro Figa

Livro recém-lançado pela editora Companhia das Letras, “14 de Maio: Lições de Resistência ao Racismo”, de Hélio Santos, apresenta reflexões sobre o dia seguinte à abolição da escravatura no Brasil, que o autor caracteriza como “o dia mais longo da nossa história”.

“A escravidão inaugura um processo de desigualdade que a sociedade brasileira normalizou. Esta cocaína social, que é a desigualdade, alimentada e retroalimentada, é exatamente o que faz com que o nosso país tenha uma baixa calibragem democrática. Nós temos que avançar, e a questão racial é um obstáculo”, disse o professor, doutor em Administração pela Universidade de São Paulo (USP), em entrevista ao programa Conversa Bem Viver, da Rádio Brasil de Fato.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

TJDFT mantém cobertura de tratamento com canabidiol para paciente com síndrome de Rett

Segunda, 6 de julho de 2026

Imagem ilustrativa

TJDFT mantém cobertura de tratamento com canabidiol para paciente com síndrome de Rett

Do TJDFT
por BEA — publicado 06/07/2026

A 4ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve a obrigação da Bradesco Saúde custear medicamento à base de canabidiol e THC, além de terapias multidisciplinares prescritas para paciente com síndrome de Rett em forma atípica e encefalopatia epiléptica de difícil controle. O colegiado, no entanto, afastou a condenação por danos morais.

Segundo o processo, a operadora havia negado a cobertura do medicamento e das terapias indicadas pela equipe médica responsável pelo tratamento da paciente. Entre os procedimentos prescritos estavam fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, musicoterapia, psicomotricidade e acompanhamento especializado, considerados indispensáveis para o controle da doença e para o desenvolvimento da criança.

O Brasil de empreendedores desamparados

Segunda, 6 de julho de 2026

O Brasil de empreendedores desamparados

Há um desejo difuso de autonomia, claro. Mas “negócio próprio” é mais retrato da precarização do que sonho, mostra pesquisa sobre MEIs. Maioria é da periferia, vive de bicos e “empreende” como saída ao desemprego. E 70% preferiria a CLT…

OUTRASPALAVRAS 
       Trabalho e Precariado








     
Matéria publicada originariamente no Portal OUTRASPALAVRAS em 06/07/2026
Foto: Mateus Bruxel/Agencia RBS
Em maio de 2026, o jornal O Estado de S. Paulo publicou uma reportagem com o título “Novo cenário do trabalho expõe descompasso de políticas oficiais”. A tese central, apoiada em pesquisa da Quaest, era direta: o governo federal estaria desconectado da realidade ao insistir na regulação do trabalho e na expansão da carteira assinada, enquanto os trabalhadores brasileiros aspirariam, cada vez mais, ao negócio próprio. Na voz de Felipe Nunes, cientista político e sócio da Quaest, a conclusão se formulava com precisão: “ao propor regulação e carteira assinada, o governo fala para um eleitor que cada vez mais existe em menor proporção”.

A narrativa tem força retórica considerável. Ela mobiliza dados reais — 84% dos brasileiros precisam de mais de um trabalho para complementar a renda, 73% se dizem cansados, e a “saída” aspirada pela maioria é o negócio próprio — para construir uma inferência política: a de que a agenda de proteção trabalhista estaria em declínio histórico, substituída por uma nova cultura empreendedora que o Estado deveria acompanhar, não resistir.

Este texto contesta essa narrativa. Não os dados de partida — que são reais —, mas a operação que os transforma em argumento político. A distinção é fundamental: trabalhadores exaustos, com múltiplos bicos e renda insuficiente, que aspiram ao negócio próprio não estão expressando rejeição à proteção trabalhista. Estão descrevendo uma fuga da precariedade. E confundir essa fuga com vocação, ou esse desamparo com espírito empreendedor, oculta os mecanismos de subordinação real do trabalho autônomo. Não se trata apenas de um erro analítico, mas de uma operação ideológica com consequências políticas bem identificáveis.

Proregs do MPDFT reforçam orientação sobre bens e servidores públicos em período eleitoral

Segunda, 6 de julho de 2026

Recomendação destaca regras sobre publicidade institucional, uso de bens públicos e atuação de servidores considerando a proximidade das eleições

As Promotorias de Justiça Regionais de Defesa dos Direitos Difusos (Proregs) encaminharam recomendação a todos os administradores regionais. O documento orienta sobre o cumprimento de normas relacionadas à publicidade de atos oficiais e ao uso de bens públicos. O objetivo é prevenir irregularidades e atos de improbidade administrativa, considerando a proximidade das eleições.

A orientação já havia sido expedida em fevereiro deste ano. Porém, em 1º de junho, foi reencaminhada, pois as Proregs receberam a notícia de suposta utilização servidores para a participação em campanha de candidatos. Além disso, ocorreu a descompatibilização de muitos administradores regionais.

‘Ele disse que ia mostrar quem manda’: PM invade terreiro em Manaus e leva itens religiosos

Segunda, 6 de julho de 2026

Da 


‘Ele disse que ia mostrar quem manda’: PM invade terreiro em Manaus e leva itens religiosos

Matéria postada originalmente na Pública em 03/07/2026 Paulo Batistella
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Sem mandado judicial, policiais entraram em centro religioso de matriz africana e apreenderam tambores em noite de celebração a São João e Xangô. Espaço terá de ser fechado por luto de profanação, segundo sacerdote afirmou à Ponte

PMAM invadiu terreiro e apreendeu itens religiosos em Manaus | Foto: Reprodução

Nascido e criado em um terreiro de matriz africana, o sacerdote Heriberto Sales Júnior, de 34 anos, diz que cresceu sendo forçado a se acostumar com episódios de intolerância religiosa nas ruas. No último domingo (28/6), no entanto, ele viu o preconceito chegar ao ponto de invadir a casa em que vive e reúne seus filhos de santo.

“Infelizmente, o racismo estrutural que aflige a nossa sociedade, que acomete os nossos irmãos de axé, torna inevitável não sofrermos intolerância. Somos tolhidos de sair na rua com nossas vestes e costumes tradicionais de matriz africana, porque já começam os olhares, aquelas expressões de que ‘está repreendido’ ou ‘queima no fogo do inferno’. Sabemos que a doutrinação cristã faz com que isso continue. Desde criança, fui acostumado a conviver com isso, a me calar”, conta Heriberto.

O leite e o mel de Dom Bosco e o fel do Satanás nas terras de Brasília

Segunda, 6 de julho de 2026

Que falta nesta cidade?… Verdade.
Que mais por sua desonra?… Honra.
Falta mais que se lhe ponha?… Vergonha. 
O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.
Quem a pôs neste rocrócio?… Negócio.
Quem causa tal perdição?… Ambição.
E no meio desta loucura?… Usura.
(Gregório de Matos)
Por Taciano
Acho que, no mínimo, Dom Bosco se confundiu nas suas profecias sobre o surgimento aqui no Planalto Central do Brasil de uma “terra prometida, onde jorrará leite e mel”. Por enquanto, especialmente nos últimos tempos, o que tem jorrado é sujeira, lama fedorenta, esgoto podre, políticos safados. Muito político safado. A maior concentração desse tipo de político por metro quadrado do Brasil
Ou Dom Bosco errou, ou o Satanás entrou no meio da história e subverteu o caminho da Brasília das visões do santo italiano. Não é possível que, sendo Santo, errasse tanto. Alguma força maligna obrou (isso mesmo) em sentido contrário às profecias.
Jorrar por enquanto por essas bandas de meu Deus, só a corrupção, o mau-caratismo de governantes e políticos, a falta de seriedade de gestores públicos. Se apropriam do leite e do mel que o santo se referiu e que deveriam servir de alimento e conforto para a população de um modo geral.
Manipulam as consciências dos eleitores com ‘sermões’ e o uso de bilhões de reais em propaganda, como o Capiroto manipula a alma dos inocentes com o uso de suas diversas formas de apresentação. Aliás, dizem, ninguém mais do que “o Pé de Bode” exerce um marketing tão eficaz, tão envolvente, para convencer almas a se comprometerem com seus interesses diabólicos.
São políticos que se dizem católicos, usam a cruz do Cristo, mas se enterram em trambicagens mil, caindo, melhor, permanecendo, em eterno pecado. Outros se dizem evangélicos, mas negam os princípios defendidos pelo Filho do Homem, e compram agentes públicos (ou se vendem, sendo vendilhões da própria alma e da alma do povo), sempre atendendo à usura e ao cada vez mais enriquecer. Verdade que de quando em vez um passa alguns dias na cadeia. Não na cadeia dos pobres, mas em celas só para eles e com a assistência de um batalhão de famosos advogados. As celas para as quais são levados uma vez na vida e outra na morte sequer se constituem em purgatório, vez que são incapazes de purgar tanto pecado, tanta maldade, tanta estupidez. Será que terão advogados famosos quando estiverem prestando contas à Deus? Não acredito. E nem o Homem se deixará enganar, pois a tudo vê e tudo sabe.
E o Inferno deverá receber novos e ‘nobres’ moradores. Mas enquanto isso não acontece, o povo vive aqui na terra de Dom Bosco o seu próprio inferno. Inferno nos hospitais, inferno nas escolas, inferno no transporte, inferno na segurança, inferno na política local e nacional. É o Inferno!
Obs.: Texto publicado originariamente aqui no Blog Gama Livre em maio de 2014.
Alguma coisa mudou para melhor de lá para cá? Ou piorou? Responda quem quiser.

domingo, 5 de julho de 2026

Gigante continua adormecido ignorando sua força e grandeza

Domingo, 5 de julho de 2026

Do PÁTRIA LATINA
PAPO DO DIA — Domingo, 5 de julho de 2026

Gigante continua adormecido ignorando sua força e grandeza

Foto: Reprodução da internet

Pedro Augusto Pinho*

A “Canção do Subdesenvolvido”, composta em 1961 por Carlos Lyra e Chico de Assis para o Centro Popular de Cultura (CPC), da União Nacional de Estudantes (UNE), assim começa:

“O Brasil é uma terra de amores

Atapetada de flores

Onde a brisa fala amores

Em lindas tardes de abril

Correi pras bandas do sul

Debaixo de um céu de anil

Encontrareis um gigante deitado

Santa Cruz. hoje o Brasil.

Mas um dia o gigante despertou

Deixou de ser gigante adormecido

E dele um anão se levantou

Era um país subdesenvolvido”

Passados 65 anos, o povo brasileiro ainda não tomou consciência de ser um anão, ou seja, ignorante de sua força, de suas riquezas, da prioridade de promover a vida digna para todos os que aqui nascem.

A competente e arguta jornalista da GloboNews, Flávia Oliveira, ao analisar o salvamento de um homem, após oito dias soterrado nos escombros de um prédio demolido pelos terremotos que abalaram o território venezuelano, chamou a atenção para a falta de uma sociedade civil organizada, aqui e lá, para administrar os recursos voluntários num evento trágico, como o terremoto na Venezuela.

Aqui, no Brasil, as ocorrências nas cidades de Mariana (Minas Gerais), em 5/11/2015, com rompimento da Barragem de Fundão, controlada pela empresa privada Samarco, e em Sobradinho (Distrito Federal), em outubro de 2015 e abril de 2019, os deslizamentos de terra no Morro do Sansão e desmoronamentos em áreas da Vila Basevi e Fercal.

E Flávia Oliveira atribuiu aos governos autoritários, repressivos, esta ausência. Como aqui nos 21 anos de governos militares.

EM LAMPEDUSA —Papa Leão reza por imigrantes e manda recado aos EUA e à Europa

Domingo, 5 de julho de 2026

EM LAMPEDUSA
Papa Leão reza por imigrantes e manda recado aos EUA e à Europa

Pontífice visitou ilha europeia que se tornou símbolo de mortes de pessoas refugiadas no mar

Do Brasil de Fato — São Paulo (SP)
Redação
Matéria postada originalmente no Brasil de Fato de 4.jul.2026

“Jesus era um imigrante”, diz cartaz levantado por um fiel na missa celebrada pelo papa.

No dia em que os Estados Unidos comemoram o 250º aniversário de independência, o Papa Leão 14 visitou a ilha de Lampedusa, na Itália, que é símbolo da crise migratória global. Diante de milhares de pessoas, ele celebrou uma missa com forte mensagem política, em que apontou a indiferença do mundo em relação ao tema e cobrou proteção às pessoas mais vulneráveis.

Segundo informações da imprensa internacional, a visita do Papa ao local no dia da Independência estadunidense não é aleatória. A defesa do pontífice a soluções mais justas e humanas para as questões migratórias ocorrem em meio a tensões com o governo de Donald Trump.

Leão 14 tem criticado abertamente a ofensiva da atual administração dos EUA contra a população de imigrantes no país e classifica o tratamento dispensado a esse grupo como “desumano”. Na semana passada, o vice-presidente estadunidense, JD Vance, classificou as posições do Vaticano sobre a imigração como “preocupantes”.

sábado, 4 de julho de 2026

LUTO E COMOÇÃO —Multidões marcam segundo dia do velório do aiatolá Ali Khamenei em Teerã

Sábado, 4 de julho de 2026

LUTO E COMOÇÃO
Multidões marcam segundo dia do velório do aiatolá Ali Khamenei em Teerã

Cerimônia na Grande Mosalla atrai milhares, enquanto país prepara cortejo e transforma homenagens em resistência

BRASIL DE FATO — São Paulo (SP)
4.jul.2026

Organização já contabilizava 10 milhões de pessoas no local nas primeiras horas da manhã

O Irã iniciou o segundo dia das cerimônias fúnebres do líder supremo aiatolá Ali Khamenei com uma multidão de pessoas reunidas.

Khamenei foi assassinado em fevereiro, no primeiro ataque aéreo da guerra lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o país persa.

Neste sábado (4), a população se reuniu na Grande Mosalla, principal complexo religioso e cultural do país, que fica na capital Teerã.

As cerimônias começaram oficialmente às 6h da manhã no horário local, mas multidões já se reuniam nos arredores da mesquita durante a madrugada.

TJDFT mantém indisponibilidade de bens de condenados na Operação Caixa de Pandora

Sábado, 4 de julho de 2026

TJDFT mantém indisponibilidade de bens de condenados na Operação Caixa de Pandora

Do TJDFT
por BEA — publicado originalmente no site do TJDFT em 03/07/2026

A 6ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve indisponibilidade de bens de José Roberto Arruda, José Geraldo Maciel, José Celso Valadares Gontijo, Call Tecnologia e Serviços Ltda. e Durval Barbosa Rodrigues, réus condenados em ação de improbidade administrativa relacionada à Operação Caixa de Pandora. O colegiado entendeu que a medida é necessária para garantir o cumprimento de obrigações patrimoniais decorrentes da condenação, entre elas o ressarcimento ao erário.

O caso envolve ação cautelar proposta pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para assegurar o resultado útil de ação de improbidade administrativa. Na origem, a Justiça determinou a indisponibilidade dos bens dos investigados. Posteriormente, ao julgar a ação principal, manteve a restrição patrimonial em relação aos réus condenados e revogou a medida para os absolvidos, condicionando, porém, a liberação dos bens ao trânsito em julgado da decisão, quando não cabe mais recurso.

Gama: cumprimento de ação civil ajuizada pelo MPDFT garante construção de novo Caps

Sábado, 4 de julho de 2024


Gama: cumprimento de ação civil ajuizada pelo MPDFT garante construção de novo Caps

Publicado originalmente no site do MPDFT em 03/07/2026 às 18:09

Do MPDFT
Gama
Saúde
Regionais de Defesa dos Direitos Difusos

Unidade funciona 24h e amplia o atendimento em saúde mental para moradores do Gama e de Santa Maria, simbolizando um avanço na Rede de Atenção Psicossocial do DF

A rede de atenção psicossocial do DF ganhou mais um reforço nesta quinta-feira, 2 de julho, com a inauguração do Centro de Atenção Psicossocial (Caps III) do Gama. A construção decorre do cumprimento da sentença obtida em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que determinou ao Distrito Federal a implantação de 19 novos Caps.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

MEMÓRIA E JUSTIÇA —Estado brasileiro pede desculpas por desaparecimento de Paulo de Tarso na ditadura

Sexta, 3 de julho de 2026

MEMÓRIA E JUSTIÇA
Estado brasileiro pede desculpas por desaparecimento de Paulo de Tarso na ditadura

Ato na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília reconhece responsabilidade do estado em crimes cometidos

Brasil de Fato — Brasília (DF)
Postado em 3.jul.2026

Autoridades, familiares, estudantes e representantes de organizações de memória participaram da cerimônia realizada no auditório da Faculdade de Direito da UnB. | Crédito: Kennedy Cruz/Brasil de Fato DF

O Estado brasileiro, por meio do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), realizou nesta quinta-feira (2) um ato público de pedido de desculpas pelas violações cometidas contra o estudante e militante Paulo de Tarso Celestino da Silva. A cerimônia aconteceu no auditório da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), local onde Paulo se formou, marcou o reconhecimento da responsabilidade do estado pelo seu desaparecimento em 1971.

Paulo de Tarso foi uma das principais lideranças estudantis da Federação dos Estudantes Universitários de Brasília e militante da Ação Libertadora Nacional (ALN). Ele foi preso e levado para a “Casa da Morte”, em Petrópolis, onde foi torturado e morto pela repressão militar. Durante o evento, autoridades e companheiros de luta destacaram a importância do reconhecimento das violações cometidas durante a ditadura e da preservação da memória.

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, destacou que a redemocratização não eliminou os traumas e as estruturas autoritárias do país. Para ela, o reconhecimento das atrocidades cometidas é um passo indispensável para a reconciliação nacional.

Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) abre inscrições para curso à distância: O SISTEMA DA DÍVIDA NO BRASIL E A NECESSIDADE DE AUDITORIA INTEGRAL

Sexta, 3 de julho de 2026

Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) abre inscrições para curso à distância: O SISTEMA DA DÍVIDA NO BRASIL E A NECESSIDADE DE AUDITORIA INTEGRAL



O que a chamada “dívida pública” tem a ver com sua vida? TUDO!!!

Por que não existem creches ou ensino em tempo integral para todas as crianças? Por que os ônibus e trens são superlotados? Por que muitas vezes temos filas enormes para termos acesso a consultas e exames médicos nos hospitais públicos? Por que pagamos pedágios caros nas rodovias? Você sabia que em 2025 o governo federal gastou mais de 40% do seu orçamento para pagar juros e amortizações dessa chamada “dívida pública”, enquanto destinou fatias muito menores para importantes áreas sociais, como Educação (3,18%), Saúde (4,27%) e Transportes (0,25%) ?

Mas que “dívida” é essa, cujos juros consomem grande parte do orçamento público? Os empréstimos têm servido para o governo fazer investimentos sociais? O povo tem visto a cor desse dinheiro? Ou essa “dívida” surge de mecanismos financeiros, nos quais os únicos beneficiários são grandes bancos e pessoas super ricas que vivem de juros às nossas custas?

quinta-feira, 2 de julho de 2026

A independência incomum da Bahia

Quinta, 2 de julho de 2026

A independência incomum da Bahia

Neste 2 de julho, o estado celebra emancipação onde o povo foi protagonista – não figurante de uma transição negociada. O Recôncavo Baiano conta outra história. Lutaram vaqueiros, lavradores, negros e mulheres. Entre elas, Maria Felipa, Maria Quitéria e Joana Angélica

OUTRASPALAVRAS                         História e Memória
Publicado 02/07/2026

Em 2 de julho, baianos comemoram a expulsão das tropas portuguesas e a independência do Estado. Foto: Camila Souza/BBC Brasil

Há uma pergunta incômoda que o calendário cívico brasileiro se recusa a responder: como pode um país ter se tornado independente em 7 de setembro de 1822 se, dez meses depois, tropas portuguesas ainda ocupavam Salvador, a cidade que fora por mais de dois séculos a capital da América portuguesa? A resposta exige admitir aquilo que a historiografia oficial, forjada no Sudeste imperial e republicano, sempre tratou como nota de rodapé: a independência do Brasil não foi um ato, foi uma guerra. E essa guerra foi decidida na Bahia.

O 2 de Julho de 1823 — dia em que o Exército Pacificador entrou em Salvador após a fuga das tropas do general Inácio Luís Madeira de Melo — não é um episódio regional pitoresco. É o momento em que a independência deixou de ser uma proclamação e passou a ser um fato. Mais do que isso: é o único capítulo do processo de emancipação em que o povo — no sentido mais concreto e menos retórico da palavra — aparece como protagonista, e não como figurante de uma transição negociada entre elites.

Uma guerra, não um grito

A narrativa do Ipiranga tem a conveniência de todas as fábulas fundacionais: um príncipe, um cavalo, uma espada erguida, nenhum sangue. Ela consagra a leitura de que o Brasil nasceu de um arranjo — a continuidade da casa de Bragança nos trópicos, a preservação da escravidão, a unidade territorial garantida de cima para baixo. Não por acaso, essa é a versão que interessava ao Império e que a República, apesar de todos os seus rearranjos simbólicos, jamais teve interesse em revisar.

Um manifesto contra o mito do “crescimento”

Quinta, 2 de julho de 2026

Um manifesto contra o mito do “crescimento”

Por décadas, pensamento econômico sustentº®ou: “estabilidade fiscal” e “respeito ao ambiente de negócios” garantiriam vida digna para todos. Então, explodiram a desigualdade e a devastação. É hora de buscar outros caminhos. Eles existem

 OUTRASPALAVRAS                                                               Mercado x Democracia
Publicado 02/07/2026



Por Joseph Stiglitz, Thomas Piketty, Jayati Ghosh, Kate Raworth, Jason Hickel e Oliver de Schutter | Tradução: Antonio Martins

MAIS:

O texto a seguir apresenta uma iniciativa mais ampla. Redes de ativistas e pensadores que buscam superar o padrão de “desenvolvimento” hegemônico articularam-se a partir de um chamado de Oliver De Schutter, ex-relator especial da ONU para direitos humanos e extrrema pobreza. Seu esforço conjunto produzir, além do manifesto, estudos de políticas alternativas, encontros e apelos à mobilização. O conjunto da obra, denominado Novas Economias para erradicar a pobreza, pode ser encontrado aqui.

Vivemos em uma era de escassez fabricada. Num mundo mais rico do que nunca, cerca de um décimo da população mundial ainda vive em extrema pobreza . Milhões de pessoas não têm condições de comprar comida suficiente, ter moradia adequada ou acesso a cuidados básicos de saúde, enquanto uma pequena minoria acumula riqueza e poder sem precedentes. Ao mesmo tempo, secas, incêndios de grandes proporções, inundações e ondas de calor nos lembram que nossas economias estão levando o planeta além de seus limites.

Essas não são crises isoladas. São sintomas de um modelo econômico que chegou ao fim da linha. A pobreza e a desigualdade não são acidentes; são consequências previsíveis de escolhas políticas: como montamos os sistemas tributários, regulamentamos os mercados de trabalho, valorizamos o cuidado, estruturamos os serviços públicos e decidimos quais necessidades e vozes importam – e que outras podem ser descartadas. Fundamentalmente, se os governos podem criar pobreza, também podem erradicá-la.

Tem veneno nesse pacote: o que nem sempre aparece no rótulo; idec: Tá na mesa. Sua porção semanal de alimentação saudável e sustentável

Quinta, 2 de julho de 2026

 
Cabeçalho | Tá na Mesa - Idec - Sua porção semanal de alimentação saudável e sustentável

A gente olha o rótulo, lê os ingredientes, tenta escolher melhor. Mas e quando parte do risco nem aparece na embalagem? Nesta edição, nós mostramos o que a nova pesquisa ‘Tem Veneno Nesse Pacote’ revela sobre produtos ultraprocessados voltados à primeira infância.

GIF animado - Destaque

Tem veneno nesse pacote: o que nem sempre aparece no rótulo

Quando escolhemos um produto na prateleira do supermercado, esperamos encontrar informações suficientes para fazer uma escolha consciente. Conferimos ingredientes, olhamos a tabela de informação nutricional e, quando existe, prestamos atenção no alerta da rotulagem nutricional frontal. Mas há um aspecto importante que continua praticamente invisível para quem consome: a presença de resíduos de agrotóxicos em produtos ultraprocessados.

É justamente esse tema que investigamos na quarta edição da série ‘Tem Veneno Nesse Pacote’. Desta vez, voltamos nosso olhar para produtos destinados à primeira infância, um período em que a alimentação exerce papel fundamental no crescimento, no desenvolvimento e na formação dos hábitos alimentares dos bebês e das crianças.

'Ode ao Dois de Julho' (Castro Alves), nos (2xxx001) 204 anos da Independência da Bahia; Hino ao 2 de Julho

 


'Ode ao Dois de Julho' (Castro Alves), nos 201 2004 anos da Independência da Bahia; Hino ao 2 de Julho



 Quinta-feira, 2 de julho de 2026

'Ode ao Dois de Julho' (Castro Alves), nos 204 anos da Independência da Bahia; Hino ao 2 de Julho

 Ode ao 2 de julho

Era no Dous de Julho

A pugna imensa
Travava-se nos cerros da Bahia…
O anjo da morte pálido cosia
Uma vasta mortalha em Pirajá.
“Neste lençol tão largo, tão extenso,
“Como um pedaço roto do infinito …
O mundo perguntava erguendo um grito:
“Qual dos gigantes morto rolará?! …


Ode ao 2 de Julho, com Tatau e Orquestra Sinfônica Juvenil 2 de Julho — Neojibá
Se você estiver usando celular, pode ser que o vídeo acima não apareça ou não abra. Se precisar use o link a seguir para acessar o vídeo: https://youtu.be/M7gkpWjKUzk


Hino ao 2 de Julho, pela independência da Bahia, gravado no Teatro Castro Alves, Salvador, Bahia, em maio de 2010. Arranjo do maestro Fred Dantas, executado Pela Orquestra Sinfônica Juvenil 2 de Julho — Neojibá, sob a regência do maestro Yuri Azevedo, Interpretado pelo cantor e compositor baiano Tatau. Projeto da Secretaria de Educação do Estado da Bahia, produzido pela Larty Mark Convergência Digital. Vídeo publicado no Youtube por Wiltonauar Moura.

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Vídeo publicado no Youtube por hotecna71.      https://youtu.be/51eRo8yYKrY?si=wuj1t8ehxMTzIple
O vídeo acima mostra imagens de um desfile do 2 De Julho em Salvador

Se você estiver usando celular, pode ser que o vídeo acima não apareça ou não abra. Então, use o link a seguir para acessar o vídeo:

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Ode ao 2 de Julho
(Castro Alves, São Paulo, junho de 1868)

Era no Dous de Julho
A pugna imensa
Travava-se nos cerros da Bahia…
O anjo da morte pálido cosia
Uma vasta mortalha em Pirajá.
“Neste lençol tão largo, tão extenso,
“Como um pedaço roto do infinito …
O mundo perguntava erguendo um grito:
“Qual dos gigantes morto rolará?! …

Debruçados do céu. . . a noite e os astros
Seguiam da peleja o incerto fado…
Era tocha — o fuzil avermelhado!
Era o Circo de Roma — o vasto chão!
Por palmas — o troar da artilharia!
Por feras — os canhões negros rugiam!
Por atletas — dous povos se batiam!
Enorme anfiteatro — era a amplidão!

Não! Não eram dous povos os que abalavam
Naquele instante o solo ensangüentado…
Era o porvir — em frente do passado,
A liberdade — em frente à escravidão.
Era a luta das águias — e do abutre,
A revolta do pulso — contra os ferros,
O pugilato da razão — com os erros,
O duelo da treva — e do clarão! …

No entanto a luta recrescia indômita
As bandeiras — como águias eriçadas —
“Se abismavam com as asas desdobradas
Na selva escura da fumaça atroz…
Tonto de espanto, cego de metralha
O arcanjo do triunfo vacilava…
E a glória desgrenhada acalentava
O cadáver sangrento dos heróis!

Mas quando a branca estrela matutina
Surgiu do espaço e as brisas forasteiras
No verde leque das gentis palmeiras
Foram cantar os hinos do arrebol,
Lá do campo deserto da batalha
Uma voz se elevou clara e divina.
Eras tu — liberdade peregrina!
Esposa do porvir — noiva do Sol!…

Eras tu que, com os dedos ensopados
No sangue dos avós mortos na guerra,
Livre sagravas a Colúmbia Terra,
Sagravas livre a nova geração!
Tu que erguias, subida na pirâmide
Formada pelos mortos do Cabrito,
Um pedaço de gládio — no infinito…
Um trapo de bandeira — n’amplidão! ..

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ou
https://youtu.be/wiF7AaMqDic?si=M6Yj_-fQxxh37nZD

TV UFBA no ar (2013) - Dia 2 de Julho ganha importância nacional

A vitória do povo baiano sobre o colonialismo português, uma grande conquista que é comemorada no Estado, no 2 de julho, dia da Independência da Bahia, retrata o processo de luta contra a presença militar portuguesa, que mesmo após declarada a Independência do Brasil continuava a dominar o território baiano.
A data, que recentemente ganhou reconhecimento nacional como data histórica no calendário brasileiro, reconhece a importância da luta baiana no processo de Independência do Brasil.

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Clique aqui e conheça a história e a importância do 2 de Julho na Bahia

'Esta é uma data máxima para a Bahia e uma das mais importantes para a nação, já que, mesmo com a declaração de independência, em 1822, o Brasil ainda precisava se livrar das tropas portuguesas que persistiam em continuar em algumas províncias'...