Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

terça-feira, 26 de outubro de 2021

STF segue posicionamento do Ministério Público Federal e nega recurso de Roberto Jefferson, que permanece preso

Terça, 26 de outubro de 2021

Do MPF
Em decisão no Plenário Virtual, colegiado rejeitou agravos apresentados por deputado federal Daniel Silveira, também preso cautelarmente

O Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, rejeitou agravo regimental (no Habeas Corpus 205.655) apresentado pela defesa do ex-deputado federal Roberto Jefferson e manteve a medida de prisão preventiva, anteriormente imposta ao político. A decisão foi tomada no Plenário Virtual da Corte em conformidade com parecer do Ministério Público Federal (MPF). Na mesma modalidade de votação, o colegiado também rejeitou oito recursos do deputado federal Daniel Silveira (PSL/RJ), deliberando pela necessidade da manutenção da prisão cautelar determinada pelo STF.

Segundo o relator do processo envolvendo Roberto Jefferson, ministro Edson Fachin, o ex-parlamentar não apresentou argumentos capazes de invalidar a decisão anterior que já havia negado sua soltura. O ministro acrescentou ainda não ser cabível habeas corpus contra decisão monocrática proferida por ministro do STF e que o pedido viola a Súmula 606. Conforme o dispositivo "não cabe habeas corpus originário para o Tribunal Pleno de decisão de Turma, ou do Plenário, proferida em habeas corpus ou no respectivo recurso”.

GDF vai privatizar gestão do Cine Brasília e da Cultura FM

Terça, 26 de outubro de 2021
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

Gestão do Cine Brasília será entregue à instituição privada. Foto de Tony Winston/Agência Brasília

Além de uma remuneração paga pelo GDF, as entidades escolhidas para gerir as duas unidades culturais poderão captar patrocínio. Não há qualquer exigência de as organizações sociais civis escolhidas invistam recursos próprios ou captados junto a terceiros no projeto. Segundo o secretário de Cultura, Bartolomeu Rodrigues, os atuais servidores lotados no Cine Brasília e na Rádio Cultura não continuarão atuando nesses espaços e retornarão para os quadros da secretaria de Cultura.

Por Chico Sant’Anna

De uma só tacada, numa mesma semana, a secretaria de Cultura do DF lança dois editais que na prática visam a privatização da gestão do Cine Brasília e da Rádio Cultura. Depois do Hospitais de Base e de Santa Maria, seis UPAs, do Complexo Desportivo do Mané Garrincha e da CEB, essa é mais uma demonstração da falta de compromisso do atual governo com o patrimônio de Brasília. Um governo liderado por quem prometia não privatizar.

A criatividade engenhosa do Buriti batizou a privatização com o nome de “gestão compartilhada com um organização da sociedade civil (OSC)”. No caso do Cine Brasília, que a própria secretaria denomina “tradicional templo do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro”, serão destinados a organização escolhida R$ 2 milhões para cuidar da programação e gestão durante 14 meses.

Já pra Cultura FM, o valor é de R$ 1,5 milhão para cobrir durante um ano as despesas de operação, produção, transmissão multimídia e integração em redes colaborativas culturais. A organização selecionada deverá apresentar projeto com ações de modernização para a Rádio Cultura, incluindo o fomento a novas formas de produção de conteúdo e definição de estratégias de aproximação da emissora com o público.

MPF e dez instituições defendem investigação patrimonial nas forças de segurança pública

Terça, 26 de outubro de 2021
Arte: Secom/MPF

GT Defesa da Cidadania ressalta importância do procedimento em processos disciplinares de servidores

Do MPF

O Grupo de Trabalho (GT) Interinstitucional de Defesa da Cidadania – formado pelo Ministério Público Federal (MPF) e outras dez instituições do sistema judicial e da sociedade civil (veja abaixo) – emitiu uma nota técnica sobre investigação de possíveis evidências de enriquecimento ilícito de servidores públicos ou sua evolução patrimonial incompatível com a remuneração recebida. O grupo afirma que a subutilização desse instrumento de investigação é um dos fatores que possibilitam a infiltração do crime organizado na administração pública, principalmente nas forças de segurança pública.

MPDF quer unidade canina no Sistema Socioeducativo para inibir a entrada de drogas e outros itens proibidos

Terça, 26 de outubro de 2021

Promotoria de Execução de Medidas Socioeducativas ajuizou ação civil pública nesta terça-feira, 26/10. Objetivo é inibir a entrada de substâncias entorpecentes e outros itens proibidos nas unidades de Internação e semiliberdade 

A Promotoria de Justiça de Execução de Medidas Socioeducativas ajuizou ação civil pública (ACP) com obrigação de fazer para que o Distrito Federal realize parceria entre o Batalhão de Cães (BPCães) da Polícia Militar e o Sistema Socioeducativo da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus/DF). A proposta é utilizar a estrutura do BPCães dentro e nos arredores das unidades de semiliberdade e internação do Sistema Socioeducativo do Distrito Federal. O objetivo é impedir a entrada de substâncias entorpecentes e outros itens proibidos nos estabelecimentos, já que o uso de scanners não tem sido suficiente para evitar a entrada desses objetos.

Enquanto governo do DF e Iges-DF dormem de touca, 25 por cento dos leitos de UTI do HRSM são fechados por falta de médicos e enfermeiros. Se isso não é caos, que zorra é caos?

Terça, 26 de outubro de 2021

UTI 3 do HRSM esvaziada. Por falta de médicos e enfermeiros. Ou seria por falta de "Gestão Estratégica"?. Foto de 23/10/2021. 

Tá ruço! O sistema de saúde pública do DF está a cada dia que passa se tornando num caos maior. 

Na rede falta medicamentos, materiais de consumo, médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares em enfermagem, equipamentos, gestão, um quase tudo.

O Hospital Regional de Santa Maria (DF), o HRSM, fechou neste final de semana (no sábado, dia 23 de outubro), de uma cacetada e em definitivo, a UTI 3. Nas três UTIs que possuía (agora só duas) havia 40 leitos. Foram fechados 10 desses leitos que tanto são necessários ao povo. Isso significa 25 por cento de leitos que foram fechados. E porque fecharam? 

UTI 3, leitos ociosos por falta de pessoal ou por falta de "gestão". Imagem de 22/10/2021

Vamos matutar um pouco sobre as razões do fechamento de tantos leitos de UTI no HRSM.

Não foi —se levarmos em conta o que afirmava enfaticamente o hoje governador do DF, enquanto nas vésperas das eleições de outubro de 2018— por falta de recursos. Dizia ele naquela época, que dinheiro tinha e muito para a saúde.

Se tem dinheiro, o caos na rede pública de saúde só pode ser explicado por ineficiência, ineficácia e inefetividade da gestão. E a gestão (seria gestão mesmo?) do HRSM é "tocada" pelo que achou-se denominar de Iges-DF, Instituto de Gestão Estratégica da Saúde do DF. Se tem dinheiro, e muito dinheiro como afirmava o candidato Ibaneis, o caos —é caos, sim, um hospital como o HRSM fechar leitos de UTIs—, fecha de uma cacetada só 25 por cento dos seus leitos. Fechar leitos de UTI do HRSM é colocar paciente da rede para perambular, penar mais ainda, à procura de um leito de UTI. Recorrer à Justiça para conseguir uma vaga em leito particular que, certamente, custará bem mais que os leitos na rede pública. A quem interessa um caos desse?

Se há dinheiro, e muito como dizia o governador enquanto candidato, o caos no HRSM só pode ser porque não houve/não há Gestão Estratégica do tal do Instituto. Ou coisa pior, sei lá!

Há tempos que servidores da área médica do HRSM vêm comentando, e estranhando, a redução do quadro de pessoal. Na semana passada teve enfermeiro que teve que se virar nos 30. Ops! Se virar nas 3, isto é, teve que atender no mesmo turno de trabalho as três Unidade de Terapia Intensiva que funcionavam.

Isso é coisa de ineficiência, ineficácia, inefetividade, ou o quê?

Responda quem quiser.

Um mês depois de denunciado aqui no Gama Livre, governo do DF e Iges-DF ainda dormem de touca. No HRSM se usa ‘propé’ na cabeça. E até propé falta em alguns setores

Terça, 26 de outubro de 2021


Propé —Imagem ilustrativa


É a cabeça, mano! Cabeça das organizações  em parafuso provoca corpos doentes.



Touca —Imagem ilustrativa

Taciano
Até simples e baratos materiais não têm reposição em tempo e em hora necessários no HRSM, Hospital Regional de Santa Maria. O  HRSM fica na Região Administrativa de Santa Maria, DF.

Será que estão esperando "o Dia D e a Hora H”?

Na semana passada e até hoje, terça (26/10), sequer havia em alguns setores do HRSM o propé, material usado nos pés por servidores e pacientes para reduzir o risco de contaminação do ambiente e também, claro, das pessoas. Sem touca, e agora sem propé. É ou não é um caos? Não basta a falta de pessoal nas equipes de saúde? A falta frequente de medicamentos? Agora, até uma simples touca e um simples propé também estão faltando. Durma-se com uma (ind)IGES(tão) dessa. Ou seria conGestão?


Resumindo o drama da falta das toucas e propés no Hospital Regional de Santa Maria, no DF.

Há mais de um mês no Hospital Regional de Santa Maria, DF, unidade de saúde “tocada” pelo monstrengo Iges-DF, monstrengo que o governo tenta justificar que é um Instituto de Gestão Estratégica (é pra rir ou pra chorar?) da Saúde do DF falta um material baratinho e que é encontrado inclusive em centenas de vendedores até pela internet. É a touca usada por servidores da saúde, pacientes, e também pessoal de limpeza e de outros setores do hospital. A falta da touca (não seria falta de gestão?) forçou o pessoal a usar na cabeça, não o material apropriado (a touca), mas um material específico para uso nos pés, e conhecido como propé. O nome já diz tudo, é propé, não é pracabeça. Pra cabeça é a touca. Agora, agora não, desde pelo menos a semana passada, tem setores que não tem nem pro pé e nem pra cabeça.

Propé, touca e chamex furado, mas na imagem só tem propé. Falta touca. E em alguns setores falta até o propé. Foto de 22/10/2021


Só propé. Foto de 22/10/2021



Seria ótimo que o governo do DF e o Iges-DF deixassem de dormir de touca. E que sonos profundos de toucas! Que acordassem e melhorassem, e teria que ser muito, a gestão e o desempenho do Hospital Regional de Santa Maria, o nosso HRSM.

O triste é que depois de o governo do DF e também o Iges-DF dormirem de touca e em sono profundo por mais de 1.000 dias, ninguém mais acredita muito que eles despertarão, que haja alguém que os tirem de tal sono pesado. Eles —governo do Distrito Federal e Iges-DF— sequer são príncipes transformados em sapos e à espera de um beijo de uma princesa. Eles são, na verdade, sapos dorminhocos.

No conto de fadas, o príncipe foi enfeitiçado por uma bruxa que o transformou em sapo. Certo dia uma princesa deu-lhe um beijo que, assim, quebrou o feitiço e voltou a ser príncipe. Final feliz, né?

Só que o Iges-DF foi feito sapo, e sapo que dorme profundamente, como se entocados na beira de uma lagoa.

Quando o governador do Distrito Federal, já na primeira semana de seu governo, no início de janeiro de 2019, decidiu criar o Iges-DF, demonstrou que não estava gerando um príncipe para administrar parte do Reino da Saúde do DF.

Como num conto de bruxos, não de fadas, colocou tudo de ruim —que ele mesmo acusou na campanha eleitoral— num tacho. O DNA do fracassado Instituto do Hospital de Base, criado no governo passado, foi o DNA defeituoso que Ibaneis, o governador atual, usou para gerar não alguma coisa boa, eficiente, eficaz, efetiva, para a Saúde Pública do DF. E no tacho o bruxo colocou algumas coisas a mais, todas, demonstra a história, de péssima qualidade. Mexeu o tacho, o caldeirão, misturou os “ingredientes” e soprou, com a ajuda subserviente da Câmara Legislativa do DF, e soltou no mundo o monstrengo Iges-DF. Um monstrengo que tinha tudo para não dar certo. Pelo menos para a saúde do DF. E como não tinha como dar certo, não deu, não está dando e possivelmente nunca dará. Além do desastre na condução do HRSM, desastre também em outras unidades de saúde em que “toca” a administração (Administração, é isso mesmo Arnaldo????)

O DNA do Iges, fervido no tacho, infelizmente é de sapo ou de outros monstrengos qualquer encontrado no mundo das coisas erradas, das coisas que não dão certo. Na realidade o Iges já nasceu sapo e nunca acordou. Sapo continuará, é o que tem indicado os fatos. Não há quem faça, acredita-se, que eles acordem —Iges e o governo do DF. Coaxam muito, muito mesmo, fazem muito barulho, mas, estranhamente, dormindo sono profundo. E dormindo de touca. 

Nasceu, o Iges-DF, com a promessa de ser um príncipe na condução de parte da saúde pública do DF. Mas o bruxo que o criou, criou-o como um enfeitiçado sapo. De sapo não tem passado. E não passará. Que desculpem-me os sapos por essa comparação.

Ah! Ah, se alguém tivesse o poder da princesa e acordasse esses dois sapos-cururus, grandões, desengonçados, que incham muito para passar como fortes, mas só fazem barulho, pois coacham forte, e que no caso da realidade do HRSM, tirando o coachar, são muito fraquinhos.

Que abasteçam o HRSM de toucas e propés e de todos os materiais que lá faltam! O povo merece um HRSM de qualidade, de alto índice de eficiência, eficácia, efetividade.

Quanto à falta de muitas outras coisas no HRSM, de medicamentos a médicos, enfermeiros, auxiliares e tantas outras faltas, vamos com calma. Tem mais coisas a vir por aí, isto é, por aqui.

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

QUANDO OS RATOS ABANDONAM O NAVIO . . . . .

Segunda, 25 de outubro de 2021

Por

Pedro Augusto Pinho* 

Luiz Eduardo Soares. Extraordinário: os membros demissionários do ministério da economia aceitam conviver tranquilamente com a devastação da Amazônia, as ameaças à sobrevivência das sociedades originárias, o golpismo, o negacionismo, a abordagem criminosa da pandemia, o racismo, a fome, o desemprego, o desespero de milhões. Agora, romper teto  de gastos, isso não. Essa a moralidade de nossa elite. 

 (mensagem pelo whatsaap, em 22/10/2021)


Seria muito educativo, mas contrário à pedagogia colonial, se os donos das mídias comerciais, quase todos entreguistas, neoliberais, com enorme desprezo pelos brasileiros - um dos Marinhos, ao morrer, teve em seu necrológio, no jornal da família, como única referência “positiva”, o amor pela Inglaterra (!) - explicassem que o equilíbrio fiscal mata mais do que o covid. 


Mas seria desejar que o frio aquecesse, o sol iluminasse as noites, e os bilionários donos do Brasil, aprovassem “medidas estruturantes” para garantir emprego e renda digna para os brasileiros. 


Analisemos o significado das principais expressões que nossos caros leitores recebem, pelos olhos e pelos ouvidos, cotidianamente, desta mídia antinacional. 


Equilíbrio fiscal. É o primeiro mandamento do decálogo do Consenso de Washington: “disciplina fiscal, evitando grandes déficits fiscais em relação ao Produto Interno Bruto (PIB)”. No original: “fiscal policy discipline, with avoidance of large fiscal deficits relative to GDP”. 


Como sabem, o Consenso de Washington foi uma imposição das finanças internacionais, fortalecidas com as desregulações que o Reino Unido (UK) e os Estados Unidos da América (EUA) realizaram na década de 1980, para introduzir novas bases de dominação colonial.  


Transcrevo da Wikipédia: “O Consenso de Washington é uma conjugação de grandes medidas — que se compõe de dez regras básicas — formulada em novembro de 1989 por economistas de instituições financeiras situadas em Washington D.C., como o FMI, o Banco Mundial e o Departamento do Tesouro dos EUA”.  


Ou seja, empregados do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial (WB) e do Tesouro estadunidense passaram a ditar as políticas governamentais aos países subalternos conforme o interesse dos grandes grupos financeiros.  


E o Brasil, com uma constituição recém-aprovada (1988), iniciou logo a alterá-la, emendá-la, desfigurá-la conforme os desígnios destes senhores. 


Tivemos 111 emendas, a partir de 1992, sendo a última de 28 de setembro de 2021. Estas emendas extinguiram direitos trabalhistas e previdenciários, eliminaram ações governamentais nas áreas de energia e mineração, extinguiram empresas públicas, e numa delas, a Emenda Constitucional (EC) 95, de 15/12/2016, assinada pelos então presidentes da Câmara, deputado Rodrigo Maia, e do Senado, senador Renan Calheiros, dispunha em seu primeiro artigo que: “fica instituído o Novo Regime Fiscal no âmbito dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União, que vigorará por vinte exercícios financeiros, nos termos dos artigos 107 a 114 deste Ato das Disposições Constitucionais Transitórias” (Teto dos Gastos Públicos). 


O que é verdadeiramente o equilíbrio fiscal. Para todas as despesas que não sejam destinadas ao pagamento de juros, à renovação ou amortização de empréstimos ou custos financeiros, haverá um limite máximo de gastos. Este limite foi estabelecido, na Emenda Constitucional referida, por 20 anos. Trocando em miúdos: o Brasil fica congelado por 20 anos; não importa que regrida economicamente, social e educacionalmente, que falte atendimento a saúde, à proteção dos desvalidos e redução de emprego. Com a epidemia do covid tivemos inclusive a regressão populacional, mais pessoas morreram do que nasceram em estados brasileiros, no primeiro trimestre de 2021, conforme informação da Reuters/InfoMoney (05/04/2021).  


O equilíbrio fiscal só não tira, nem reduz, o dinheiro do governo que for destinado aos bancos, e vemos isto no crescimento do percentual das despesas financeiras nos orçamentos da Nação. Atualmente, elas já representam mais de 50% do que é arrecadado em impostos e pelas outras fontes de receita do Estado Brasileiro. 


Todos os jornalões, toda mídia comercial e antinacional, vêm estampando como escândalo, desde 21/10 até hoje, a saída de quatro pessoas em cargos de chefia e assessoramento do Ministério da Economia e as repercussões “nefastas” da “licença para gastar” no que fora congelado por 20 anos, ou seja, com os mais pobres. E sendo medida política, logo surge a eleição e os execráveis políticos como indesejáveis agentes ou motivação. 


Como seria melhor o mundo governado por banqueiros, que entre eles escolheriam o mandatário, e com proibição de aumento populacional e salários maiores do que os indispensáveis para fazer circular as mercadorias e proporcionar lucros aos varejistas! (sic). 


Porém nos EUA, o déficit fiscal é uma constante. Pelo Núcleo de Estudos de Controladoria e Contabilidade Tributária (NECCT) de São Paulo, somos informados que, em 2020, o déficit atingiu 12,4% do Produto Interno Bruto (PIB) estadunidense, embora inferior aos US$ 3,1 trilhões do ano anterior. 


Mas quem são estas pessoas que abandonaram o Governo, e de onde surgiram? Não vou personalizar, até por serem instrumentos de quem nem mesmo conhecem. Apenas chamo a atenção do leitor para o fato que, dos quatro demissionários, três deles cursaram universidades públicas, fizeram seu aprendizado em órgãos públicos e, agora, muito provavelmente, vão vender este conhecimento recebido dos nossos impostos para enriquecer às nossas custas os capitais apátridas residentes em paraísos fiscais.  


Mais relevante que o punhal em César foi a mão de Brutus. E O Estado de S. Paulo (25/10/2021) prossegue a saga da morte aos pobres, da redução populacional pela miséria, ameaçando o presidente que for eleito: “Drible no teto cria cilada para 2023” (página B1). 


Seria o caso de perguntar: que tanto mal a sociedade brasileira fez aos donos da mídia, televisiva, radiofônica, impressa e virtual, para que, com raríssimas exceções, eles se unissem contra o Brasil? 


Em live recente, no Jovens Cronistas, o doutorando, perspicaz e culto Felipe Maruf Quintas mostrava a diferença entre o Brasil e a quase totalidade dos países do mundo. Aqui, a natureza foi mãe carinhosa e rica, deu-nos tudo para constituirmos a civilização do futuro. No mundo não Europeu, de grande extensão territorial, ou foram mero transplantes socioculturais: EUA, Canadá, Austrália, ou abundante em áreas hostis, desérticas, frias, desprovidas de recursos para sobrevivência tranquila.  


E sabemos muito bem que não há sociedade globalizada. Cada povo, cada etnia, cada país é resultado das relações estabelecidas entre os habitantes e seu meio natural, as florestas, as águas, a abundância ou carência de caça e pesca, pelas dificuldades ou facilidades em obter os recursos para a sobrevivência e o desenvolvimento. 


E ainda fomos abençoados por constituir um povo mestiço, que prosseguimos criando, “na carne e no espírito”, capaz de desenvolver nova civilização, mas que por século, como escreveu o antropólogo Darcy Ribeiro, sem consciência de nós mesmos, afundados na “ninguendade”. 


E aquele gênio brasileiro concluiu que “o ruim aqui, e efetivo fator causal do atraso, é o modo de ordenação da sociedade, estruturada contra os interesses da população, desde sempre sangrada para servir a desígnios alheios e opostos aos seus” (Darcy Ribeiro, O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil, Companhia das Letras, SP, 1995).  


E que é o Teto de Gasto? quem determinou o decálogo do Consenso de Washington? nós brasileiros, por nossa vontade, ou os estrangeiros? Pior ainda, seus representantes aqui, corrompendo maus brasileiros, que se vendem barato, pois vendem o futuro de seus filhos e netos? do País rico que se empobrece e vive na miséria? 


Os que abandonaram o governo para trabalhar para os capitais apátridas, muitas vezes de origem ilícita, criminosa, e que tiveram sua formação, bolsas de estudo, oriundas dos impostos de todos nós, são verdadeiramente desprezíveis. Mas em nada diferente dos que, no executivo, no legislativo, no judiciário, prosseguem destruindo o Estado Nacional Brasileiro, se locupletando indevidamente com as migalhas que os gestores de ativos, os capitais especulativos deixam, com desprezo, em suas mãos perversas. 


Para que se construam “medidas estruturantes”, que tirem a população da miséria, que promovam a geração de emprego, distribuição de renda, que possibilitem a todos brasileiros a vida digna, é preciso estudar o Brasil, conhecer com profundidade nossa cultura, entender nossos valores, estabelecer nova estrutura de organização, sem cópia de qualquer modelo estrangeiro, pois sabemos que cada sociedade é única. 


E não será dos vendilhões da Pátria, desses neoliberais tremendamente evangélicos, que poderemos esperar estas “medidas estruturantes”. 


*Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado. 

O PDOT, o Park Way e as falácias

Domingo, 24 de outubro de 2021
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna
Nos fundos da quadra 13 do Park Way, onde deveriam existir chácaras de produção de hortigranjeiros, uma enorme invasão se consolida a cada dia.

Um tema que se destacou foi o das invasões. Desde a sua implantação, o Park Way é assediado por invasores, alguns já organizados em associações, representados por advogados e protegidos por políticos. Estes invasores ocupam áreas verdes, por vezes junto a córregos – que chegam a represar – e edificam sem qualquer respeito aos regulamentos de construção ou normas sanitárias.

Por Carlos Cristo*

No sábado, 24/10, a secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação realizou mais uma oficina sobre o novo Plano Diretor de Ordenamento Territorial – Pdot. O encontro virtual deste sábado foi entre GDF e moradores do Lago Norte, Lago Sul, Varjão e Park Way adotou técnicas de construção de futuro, mas de forma extremamente superficial, o que poderá, eventualmente ser usado para legitimar desejos do Governo.

Um estudo de futuro normalmente envolve um grupo pré definido de pessoas interessadas, a quem é apresentado o diagnóstico, para serem envolvidas nos paineis, onde especialistas irão discutir as variáveis relevantes, para, em seguida, opinarem sobre o comportamento futuro dessas variáveis.

Ativista por moradia popular denuncia perseguição no Distrito Federal (DF)

Segunda, 23 de outubro de 2021

Ativista Mona Lisa, do Coletivo Mais de Nós, denuncia ter sofrido perseguição após apoiar luta por moradia popular - Duda Gomes


Mona Lisa, do Coletivo Mais de Nós, foi perseguida por dois carros; ela atuou na luta para impedir despejo

Pedro Rafael Vilela
Brasil de Fato | Brasília (DF)
25 de Outubro de 2021 

A ativista Mona Lisa, do Coletivo Mais de Nós, denunciou neste sábado (23) que foi perseguida por dois carros desconhecidos nas imediações do Quinhão 23, em Santa Maria, região administrativa do Distrito Federal. Ela saiu de casa no início da manhã em um veículo Kombi, apelidado de KombAtiva, que é utilizado nos trabalhos de mobilização social pelo direito das mulheres e de famílias vulneráveis no DF. O destino era o Plano Piloto, onde Mona participaria de uma atividade. Logo no início do trajeto, ela notou uma movimentação estranha.


"Nessa manhã, quando eu saía de casa para encontrar com o Pastor Paulo e as meninas, para gente subir pra cá [Asa Norte], a KombAtiva foi perseguida por dois carros, desde a saída da minha rua, e me perseguiram por todo o Quinhão. Eu percebi aquela movimentação diferente, e eu não parei. E me afastei do ponto onde eu iria encontrar com eles", relata.

A crise das crises na saúde do DF. Para onde vamos?

Segunda, 25 de outubro de 2021
Professora Fátima Sousa

As crises do sistema de saúde no Distrito Federal não nos surpreendem mais. Muito menos a crise aguda provocada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) que, à época de sua criação, justificou-se pela necessidade de ser um Serviço Social Autônomo (SSA), que organizaria um serviço de Saúde de “alto padrão”, com efetividade, eficácia, eficiência, qualidade e humanização da assistência. Cujo compromisso era “salvar vidas”. Seria uma resposta ao caos estarrecedor que se alastra até hoje.

A rede hospitalar mais parece cenário de um campo de batalha, com pacientes em estado grave sendo atendidos em corredores e cadeiras, perambulando pela cidade em busca de socorro, por vezes indo ao encontro de suas próprias mortes, sem dignidade. Afinal, a ausência de quartos ou leitos, isso quando são atendidos, tornou-se discurso extremamente comum para justificar a terceirização da saúde pública como o caminho para a solução dos problemas.

Problemas esses que se agravam com a crise da pandemia do COVID-19. Portanto, o que temos hoje no DF não é uma “feridinha” à toa, que possa ser tratada com um pouco de mertiolate ou coberta com um esparadrapo. Há décadas a saúde, repito em todos os textos de que trato dessa situação, está em uma mesa de cirurgia, sem oxigênio, leitos de UTI, e com diagnóstico severo. O corte é profundo, órgãos vitais já foram atingidos, e o sangramento é dramático.

Afinal, o artigo 196 da CF/88[1] que afirma: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”, foi finalmente ferido de morte.

Estamos destruindo as últimas forças motrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), “filho dileto” do Projeto da Reforma Sanitária Brasileira (PRSB) em curso desde a metade da década de 70 do século passado, com capital político, intelectual, científico, de qualidade técnica, competência à formulação de políticas públicas de saúde integral rumo à construção de um outro modelo de cuidar dos processos de saúde-doença das pessoas o mais perto possível dos lugares onde vivem, trabalham e sonham os indivíduos, famílias e comunidades.

O Distrito Federal já experenciou as estratégias que podem reverter esse triste quadro de crises históricas, quando esteve a frente da Secretaria de Saúde, a ex-deputada Maria José Maninha. Perdemos essas sementes plantadas em todas as cidades, fruto do trabalho diário, de porta em porta, dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) em todo o DF, acompanhados pelas equipes ampliadas com médicos, enfermeiros, assistentes sociais e odontólogos.

As conquistas dessa época ainda se encontram na memória afetiva da população. Quem não se lembra do “Saúde em Casa”? Se a implantação dos ACS e da Estratégia Saúde da Família (ESF) não fosse interrompida, hoje, não estaríamos com a falência múltipla de todos os órgãos do SUS na capital da República, que poderia ser o farol a iluminar outras unidades da federação.

Uma ação de exemplaridade em como (re)estruturar os hospitais, fortalecer Atenção Básica/Primária em redes integradas nas diversas unidades e serviços: Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Centro de Atenção Psicossocial (CAPs), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), entre outros serviços do complexo assistencial. Sem falar de inciativas que poderiam construir Cidades/Territórios Saudáveis.

Ao invés disso, vem as falsas propostas ou promessas eleitoreiras. E assim correm soltas as privatizações, terceirizações, quarteirizações quase integrais da saúde pública, iniciadas com um dos maiores patrimônios da rede assistencial que deveria ser 100% SUS. Falo do Hospital de Base, que, ao ser privatizado, em nada contribuiu para enfrentar a crise no setor. Esse foi o pecado original.

Com a criação do Iges-DF (Lei nº 6.270/19), amplia-se o modelo do Instituto Hospital de Base (IHBDF), e com ele as doenças generalizadas que contaminam o Hospital Regional de Santa Maria, as UPAs de Ceilândia, do Núcleo Bandeirante, do Recanto das Emas, de Samambaia, de São Sebastião e de Sobradinho.

Não adianta eleger gestores que pouco ou nada sabem sobre o valor fundamental da saúde como um bem supremo do ser humano, que a saúde não é sinônimo de doença, que a prática de medicalização da sociedade é a maior prova que estão tratando “o paciente” com placebo, portanto, fracasso total do sistema. Quem de nós não sabia do estado de calamidade pública na saúde do DF? A olhos vistos carecemos dos insumos mais simples, como gases, soro, agulhas, lençois, medicamentos básicos, até o mais grave, a falta de humanidade e o desrespeito com as dores da nossa gente.

Isto posto, é preciso alertar a população para o fato de que a “ilha de excelência”, virou palco de dores com as medidas adotadas pelos tantos governos passados, que traziam consigo receitas certas: adiar o problema, sucatear a rede assistencial, e o mais grave, transferir mais e mais recursos públicos para entidades do setor privado, com a compra de serviços às entidades do complexo médico-industrial. Esses atalhos às regras da administração pública, o Distrito Federal já conhece há décadas, logo, onde residem as mudanças prometidas?

Até quando vamos assistir “passivamente” governos de paletó remendado, repetindo a mesma receita para velhas doenças? As consequências? Crise, sobre crises, até quando?


[1] BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. 1988.

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*Fátima Sousa
Paraibana, 42 anos dedicados a saúde e a gestão pública; 
Professora e pesquisadora da Universidade de Brasília;
Enfermeira Sanitarista, Doutora em Ciências da Saúde, Mestre em Ciências Sociais; 
Doutora Honoris Causa;
Implantou o ‘Saúde da Família’ no Brasil, depois do sucesso na Paraíba e em São Paulo capital; 
Implantou os Agentes Comunitários de Saúde;
Dirigiu a Faculdade de Saúde da UnB: 5 cursos avaliados com nota máxima;
Lutou pela criação do SUS na constituinte de 1988;
Premiada pela Organização Panamericana de Saúde, pelo Ministério da Saúde e pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.

MENOS MÉDICOS. Lançado há 2 anos, programa de Bolsonaro para substituir Mais Médicos nunca abriu edital

Segunda, 25 de outubro de 2021

Joice Hasselmann, Luiz Henrique Mandetta, Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão no lançamento do Médicos pelo Brasil, que ainda não saiu do papel - Marcos Correa / PR

Brasil depende de programa criado na gestão Dilma (PT), que segue em vigor apesar das promessas do capitão reformado

Daniel Giovanaz
Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 25 de Outubro de 2021

O programa Médicos pelo Brasil, criado por Jair Bolsonaro (sem partido) há quase dois anos sob a promessa de substituir o Mais Médicos, do governo Dilma Rousseff (PT), não saiu do papel.

Lançado em 1º de agosto de 2019 e instituído oficialmente pela Lei 13.958, de 18 de dezembro daquele ano, o programa de Bolsonaro nunca teve um edital de chamamento de profissionais de saúde.

O objetivo de ambos os programas, conforme descrito em lei, era o reforço da atenção primária de saúde no Sistema Único de Saúde (SUS) em municípios pequenos e remotos e em locais de vulnerabilidade.

O governo Bolsonaro jamais especificou tecnicamente em quais aspectos desejavam reformar o Mais Médicos, para além da criação de uma pessoa jurídica de direito privado que funcionaria como intermediário entre o Estado e os profissionais – a Agência para o Desenvolvimento da Atenção Primária à Saúde (Adaps).

Guerra a favor das drogas

 Outubro

26

Guerra a favor das drogas

Depois de vinte anos de tiros de canhão e milhares e milhares de chineses mortos, a rainha Vitória cantou vitória: a China, que proibia as drogas, abriu suas portas ao ópio que os mercadores ingleses vendiam.

Enquanto se incendiavam os palácios imperiais, o príncipe Gong assinou a rendição, em 1860.

Foi um triunfo da liberdade: da liberdade  de comércio.

Eduardo Galeano, no livro 'Os filhos dos dias'.  L&PM Editores, 2ª edição, página 338.

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Aproveite e leia também:

HSBC abrigou dinheiro ligado a ditadores e traficantes de armas

Segunda, 9 de fevereiro de 2015
Clique aqui e leia a reportagem de O Globo.

Leia no Blog do Fernando Rodrigues: HSBC abrigou dinheiro obscuro ligado a ditadores e traficantes de armas

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Do CADTM (Comitê para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo) leia "HSBC: um banco com passado pesado e presente sulfuroso"

Série: Os bancos e a doutrina «demasiado grandes para serem condenados» (parte 4)

HSBC: um banco com passado pesado e presente sulfuroso

domingo, 24 de outubro de 2021

11 DE SETEMBRO, VINTE ANOS DO ENGODO QUE ENREDOU O MUNDO

 Domingo, 24 de setembro de 2021

Pedro Augusto Pinho*

11 DE SETEMBRO, VINTE ANOS DO ENGODO QUE ENREDOU O MUNDO

 

A farsa do 11 de setembro e os trágicos eventos por ele suscitados deveriam abrir nossos olhos para entender melhor o mundo. Porém, sem medo de errar, perguntaria quem, fora do Instituto Rio Branco e das universidades públicas, relacionaria os países, com as capitais, que constituem a Ásia Central.


No entanto, a Ásia Central e seu entorno foram sorvedouros de vítimas humanas, estadunidenses e locais, recursos financeiros, materiais, tecnológicos dos Estados Unidos da América (EUA) e europeus nos últimos 30 anos.


A Ásia, tão pouco conhecida pelos brasileiros, é o continente onde os EUA mais colecionam derrotas: Coreia, Vietnã, Quirguistão, Afeganistão, Paquistão, Laos e Camboja. Isso para não incluir o Timor Leste (1999 a 2001) e a Filipinas (Operação Liberdade Duradoura (!), em 2002).


Desde 1990, quando as finanças internacionais passam a dominar o mundo ocidental e influenciar o oriental, os EUA atuam de duas maneiras.

Análise | A ciência brasileira e seus inimigos

Domingo, 24 de outubro de 2021

Paulo Guedes debocha dos milhões de miseráveis famélicos, levados a essa condição pela agenda econômica antipovo e antivida - Giorgia Prates


CIÊNCIA SOB ATAQUE
Análise | A ciência brasileira e seus inimigos
De maneira sorrateira, foram cortados 92% da verba do Ministério da Ciência e Tecnologia destinada a bolsas e projetos

Roberto Barbosa*
Brasil de Fato | Curitiba (PR) 

Contrariando o teórico da guerra Clausewitz, Foucault[1] afirma que a política é a guerra prolongada por outros meios e que impõe a “paz civil”, não para suspender os efeitos da guerra ou para neutralizar os desequilíbrios que se manifestaram na batalha final, mas para reinscrever perpetuamente essas relações de força, através de uma espécie de guerra silenciosa nas instituições e nas desigualdades econômicas, na linguagem e até no corpo dos indivíduos.

Guerra que, nos dias de hoje, se torna menos silenciosa, aliás, muito pelo contrário, se torna estrondosa, pois quem a faz, diz em alto e bom tom o que faz e contra quem. E entre as vítimas está a ciência brasileira, as universidades, os centros e os institutos de pesquisa públicos e os próprios pesquisadores/as.

Isso demonstra mais uma vez a visão retrógrada e antinacional de nossas elites, que novamente provam ser nossas inimigas

Isso posto, vale destacar que a ciência nacional como a conhecemos hoje é recente, estabelecida somente no início do século XX, por volta de 1909, resultado de quatro séculos de resistência da coroa portuguesa e da elite luso-brasileira em fundar universidades em território nacional.

sábado, 23 de outubro de 2021

ADVOCACIA: A PROFISSÃO DA SOLIDARIEDADE SOCIAL E DA EMPATIA

Sábado, 23 de outubro de 2021

Aldemario Araujo Castro

Mestre em Direito
Procurador da Fazenda Nacional
Coordenador-Geral do Observatório da Transparência e Combate à Corrupção no DF
Candidato à Vice-Presidente da OAB/DF pela chapa “Nossa ORDEM é DEMOCRÁTICA”
Brasília, 23 de outubro de 2021

        Divulguei, no dia 16 de outubro próximo passado, no grupo "OAB Jovem DF" no Facebook, o texto "RECUSA DE COMBATE À POBREZA MENSTRUAL MOSTRA A FACE MAIS PERVERSA DO GOVERNO BOLSONARO". [veja o texto]

        Entre os vários comentários registrados destaco os seguintes:

        "essa palhaçada de pobreza menstrual"

        "Pobreza menstrual? Putz! Kkkkk"

        "E a pobreza caganal?"

        "preferiu perder tempo escrevendo esse lixo"

        "Pobreza menstrual? Faltei a esta aula"

        Essa questão tem sido objeto de preocupações crescentes. Ressalto a seguinte menção feita pela UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância):

        "Discutir a saúde e os direitos menstruais publicamente é um dos compromissos do UNFPA e do UNICEF na resposta à pobreza menstrual, que afeta negativamente parte importante das pessoas que menstruam no país – como retrata este relatório. O tema explicita as vinculações entre a dignidade menstrual e o exercício dos direitos à água e ao saneamento adequados na escola e em casa. Os dados apresentados demonstram como, no Brasil, crianças e adolescentes que menstruam têm seus direitos à escola de qualidade, moradia digna, saúde, incluindo sexual e reprodutiva violados, quando seus direitos à água, ao saneamento e à higiene não são garantidos nos espaços em que convivem e passam boa parte de sua vida" (https://www.unicef.org/brazil/relatorios/pobreza-menstrual-no-brasil-desigualdade-e-violacoes-de-direitos)

        Trata-se, portanto, de um "assunto sério". A dor, os danos à saúde e a violação da dignidade de milhões de jovens e mulheres, no Brasil e no mundo, não admitem a formulação das “piadas” mais vis e desumanas.

        As reações retratadas ganham colorido especial quando partem de jovens advogados e advogadas. Afinal, o Estatuto aponta as seguintes finalidades para a instituição OAB e para a Advocacia:

        "defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado democrático de direito, os direitos humanos, a justiça social, e pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas" (art. 44, inciso I).

        Essa disposição está em linha com os seguintes comandos constitucionais (arts. 1o. e 3o.):

        "A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: (...)

        II - a cidadania;
   
        III - a dignidade da pessoa humana;

        "Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

        I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;

        II - garantir o desenvolvimento nacional;

        III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;

        IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação".

        Obviamente, como não sou dono da verdade, posso estar redondamente enganado em relação aos aspectos técnico-orçamentários apresentados no texto referido. Não me parece, sobretudo com a edição, a título de exemplo, da Lei n. 14.223, de 18 de outubro de 2021, pelo Presidente da República. Ali foram anuladas (de várias despesas) e realocadas (para outras despesas) dotações orçamentárias num montante de quase um bilhão de reais.

        Mas a contraposição exige um respeitoso debate de ideias. Não é possível ou razoável construir uma sociedade com base na violência física ou simbólica, xingamentos e desqualificações rasteiras. Imagina-se o exercício da advocacia nessas bases. Onde chegará o advogado ou advogada, e os direitos de seus clientes, com esses comportamentos?

        Uma coisa é certa, a título de fecho dessas linhas, a profissão da liberdade, também é a profissão da solidariedade social e da empatia (na fórmula da "justiça social" expressamente posta no Estatuto da OAB). Não pode, e não deve, o advogado e a advogada, permanecer insensível diante da marcha, como infelizmente se observa na atual quadra da sociedade brasileira, dos preconceitos, dos arbítrios e das desigualdades.

        "Se você sente dor, você está vivo. Se você sente a dor das outras pessoas, você é um ser humano" (pensamento normalmente atribuído a Leon Tolstói).

        "Ame o seu próximo como a si mesmo" (frase atribuída a Jesus Cristo em Mateus 22:39). 

Operação Faroeste: Relator revoga ordem de prisão de empresário denunciado na Operação Faroeste, mas mantém a de juiz

Sábado, 23 de outubro de 2021

Do STJ

Relator revoga ordem de prisão de empresário denunciado na Operação Faroeste, mas mantém a de juiz

Por considerar que não há mais risco para a instrução do processo, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Og Fernandes revogou a prisão preventiva decretada contra o empresário Adailton Maturino dos Santos no âmbito da Operação Faroeste, que apura esquema de venda de decisões judiciais relacionado à grilagem de terras no Oeste baiano. Na decisão, o ministro determinou a soltura do empresário, desde que não esteja preso por outro motivo.

Por outro lado, Og Fernandes – relator da Operação Faroeste no STJ – manteve a prisão preventiva do juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio. Nesse caso, o ministro entendeu que os fatos imputados ao acusado ainda dependem de melhor elucidação.

LIVE 25/10: PEC 23, Securitização e o desvio dos impostos que você paga; Participe!!!

Sábado, 23 de outubro de 2021

Da Auditoria Cidadã da Dívida

A PEC 23/2021, conhecida como PEC dos Precatórios foi aprovada pela Comissão Especial da Câmara nesta quinta-feira. A proposta, que traz em seu texto a aprovação de limite no pagamento de precatórios e mudanças no teto de gastos, traz também um perigoso dispositivo que ataca a Constituição Federal: a securitização de recebíveis (derivativos, debêntures) de Dívida Ativa. Este esquema funciona de forma semelhante a um “consignado” onerosíssimo, desviando os recursos da arrecadação tributária durante o seu percurso pela rede bancária e fazendo com que parte dos tributos pagos por todos nós nem alcance os cofres públicos! Um verdadeiro absurdo!

Para debater este tema de extrema urgência e importância, a coordenadora nacional da ACD Maria Lucia Fattorelli dialoga com o advogado Cristiano Girardello na live da próxima segunda-feira (25), às 19 horas. Participe, é ao vivo no Facebook e no canal da ACD no Youtube!

Condenados por ocupar reitoria, estudantes da UFSCar lançam "vaquinha" para pagar indenização

Sábado, 23 de outubro de 2021

A advogada Bibiana Barreto Silveira, que assumiu a defesa dos estudantes, aponta o direito constitucional à livre manifestação, sobretudo por se tratar de uma ocupação pacífica - Wikimedia Commons


Manifestação pedia diálogo e redução do preço do "bandejão", que havia aumentado 122% em 2018

Mariana Lemos
Brasil de Fato | São Paulo (SP)

Corre em terceira instância a sentença dos sete estudantes condenados por liderarem a ocupação da Reitoria da Universidade Federal de São Carlos - UFSCar no ano de 2018.

Na época, cerca de 50 estudantes ocuparam pacificamente o local por dois dias sob a reivindicação de diálogo para a diminuição do preço das refeições do Restaurante Universitário. O valor havia subido, de uma só vez, de R$1,80 para R$4,00, ou seja, um reajuste de aproximadamente 122%.

Música e teatro do Gama em destaque

 Sábaddo, 23 de outubro de 2021


Do Portal Gama Cidadão

Por Israel Carvalho, em 22/10/2021

A 2ª Feira Cultural do Gama edição online apresentará grandes atrações de sexta a domingo (22/10 a 24/10)

De sexta a domingo (22 a 24/10), com estreias às 10h, a 2ª Feira Cultural do Gama edição online apresentará programações artístico-culturais para exibição gratuita no canal e nas redes oficiais da feira cultural do Gama (DF) com atividades de artes cênicas e música de agentes culturais atuantes desta região administrativa e convidados.  A 2ª Feira Cultural do Gama será realizada por meio de um Termo de Fomento da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, do GDF.

A cidade do Gama possui intensa produção cultural com destaque nas áreas do teatro e da música.  “A população superior a 130 mil habitantes possui pouca possibilidade acesso às produções culturais de sua própria cidade por falta de políticas públicas de acesso à cultural fora do Plano-piloto, pensado nessa situação de escassez de fruição artística na cidade foi idealizada a Feira cultural do Gama que consistirá em dois dias de intensa gravação de programação cultural para exibição gratuita no Youtube”, explica o coordenador do evento, Marco Augusto de Rezende.

Ele pontua que o projeto está contextualizado dentro do cenário cultural de Brasília, por prever contratar 100% de artistas e mão de obra do DF e entorno, apresentando os seguintes diferenciais: promoção de troca de experiências entre artistas experientes e novatos nos mesmos espaços de apresentação, e programação diversificada em linguagens artísticas e de faixa etária em horários adequados ao público infantil e adulto.

“O projeto vai contribuir para a política pública de cultura levando uma programação gratuita para população carente na cidade com pouca programação cultural apoiada pelo governo. Para fomentar a cultura e a Economia Criativa no Distrito Federal, o projeto está estabelecendo a 2ª edição da feira cultural do Gama com potencial de gerar outras edições. A sua Importância social é grande, pois cultura é um direito fundamental garantido na constituição brasileira”, diz Rezende.

Programação sem esquecer da acessibilidade
A democratização e descentralização do acesso aos bens e produtos culturais é a essência da feira cultural do Gama que contará com seis apresentações cênicas dez apresentações musicais a serem gravadas no Espaço Cultural Voar, com exibição gratuita no YouTube pelo período mínimo de um ano.

Marco Augusto revela que ainda serão exibidos quatro trabalhos audiovisuais, sendo que um deles, o documentário “Arte e Artistas do Meu Bem Querer”, de Tistá Filintro, terá duas exibições com acessibilidade, sendo uma com audiodescrição e outra em libras. Esses quatro documentários foram produzidos nos últimos cinco anos e serão disponibilizados por 30 dias gratuitamente no canal do evento, totalizando 20 atrações na 2ª feira cultural do Gama edição online. 

“O estabelecimento de parcerias culturais é estratégia fundamental para o sucesso do projeto. A sinergia da feira cultural do Gama Implica na identificação de interesses comuns entre as partes envolvidas, gerando renda para os artistas, técnicos do backstage tão penalizados pela pandemia”, finaliza o coordenador do evento.

SEXTA (22/10)
10h – Cia. Teatral Pilombetagem
12h – Documentário “Arte e Artistas do Meu Bem Querer”, de Tistá Filintro – com Audiodescrição
13h Bagagem Cia de Bonecos
17h – Lucas Rezende
19h- Jenis Bragança
21h Forró Caco de CuiaSÁBADO (23/10)
10h – Cia de Teatro Mendigos de Gravata
11h – João e o Pé de Feijão – Curta Metragem de Marco Augusto Rezende
13h- Zemiguel Rodrigues e Paulim Diolinda
17h- Cia Teatral Cidade dos Bonecos
19h- André e Adriano
20h Cleyson Batah e Banda
21h Taleta de Bambu
22h Documentário “Espinha de Peixe”, de Walter Sarça

DOMINGO (24/10)
10h Semente Grupo de Teatro
12h – Documentário “Arte e Artistas do Meu Bem Querer”, de Tistá Felintro – com LIBRAS
13h Amanda Maia
17h Voar Teatro de Bonecos
19h Banda Dona Cremilda
21h Som de Classe
22h Curta Metragem da 1ª Feira Cultural, de Walter Sarça
Arte e Artistas do Meu Bem Querer -curta -documentário https://www.youtube.com/watch?v=t6xLyMMbN6U&t=35s