“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."
(Millôr Fernandes)
quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Flávio Bolsonaro & família: as perguntas que a Pública já respondeu e você precisa saber
Quarta, 21 de outubro de 2026
Flávio Bolsonaro & família: as perguntas que a Pública já respondeu e você precisa saber
REPORTAGEM
Flávio Bolsonaro & família: as perguntas que a Pública já respondeu e você precisa saber
Rumor? Exagero? Mentira? Reunimos um guia de questionamentos que estão na cabeça do eleitor para nossas investigações
Originalmente postada em 20 de outubro de 2026 às 20h31
Por Duda Sousa
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PODER
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou à disputa pela Presidência da República carregando um sobrenome que dispensa apresentações, e uma série de controvérsias que vão muito além dos seus discursos de campanha. O filho 01 de Jair Bolsonaro tenta transformar a herança política do pai em votos, enquanto episódios que marcaram a trajetória política de sua família voltam ao centro do debate eleitoral na disputa do segundo turno das eleições de 2026.
Mas você sabe o que realmente aconteceu? Qual é a relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro? O senador defendeu um policial acusado de matar uma menina de cinco anos? Seu pai, Jair Bolsonaro, sabia do plano para assassinar Lula? Reunimos o que você precisa saber sobre o candidato, o que é fato e o que é mentira, para te ajudar a esclarecer dúvidas antes de ir às urnas no domingo, 25 de outubro.
1. Jair Bolsonaro mandou matar Lula? O que era o plano Punhal Verde Amarelo?
O plano Punhal Verde e Amarelo previa o assassinato das três autoridades antes da posse de Lula, em janeiro de 2023. Sua execução envolveria militares das Forças Especiais do Exército, conhecidos como kid pretos, treinados para operações de alto risco.
O plano foi descoberto durante as investigações sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, e detalhado em reportagem da Pública de abril de 2025. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o documento foi elaborado pelo general da reserva Mário Fernandes, ex-integrante do governo Bolsonaro.
De acordo com a denúncia da PGR, Fernandes apresentou o plano a Jair Bolsonaro. As investigações da Polícia Federal também identificaram reuniões clandestinas, compra de celulares para comunicação entre os envolvidos e operações de monitoramento a Alexandre de Moraes.
terça-feira, 20 de outubro de 2026
Desafio Lula reúne milhares entre Petrolina e Juazeiro e diz que ‘vida podre’ impede Flávio Bolsonaro de abrir sigilos
Terça, 20 de outubro de 2026
Desafio
Lula reúne milhares entre Petrolina e Juazeiro e diz que ‘vida podre’ impede Flávio Bolsonaro de abrir sigilos
Presidente também atacou projeto do adversário para o Bolsa Família e convocou multidão a chamar mais eleitores
Brasil de Fato — São Paulo (SP)
Redação

Lula reúne milhares entre Petrolina e Juazeiro e diz que ‘vida podre’ impede Flávio Bolsonaro de abrir sigilos
Presidente também atacou projeto do adversário para o Bolsa Família e convocou multidão a chamar mais eleitores
Milhares de pessoas fazem caminhada na ponte que separa Petrolina de Juazeiro. | Crédito: Ricardo Stuckert/PRDurante um ato que reuniu milhares de pessoas em Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), nesta terça-feira (20), o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse que o senador e candidato do PL, Flávio Bolsonaro, não “tem coragem de abrir seu sigilo fiscal e telefônico”, porque sua “vida é podre em se tratando de honestidade”.
Milhares de pessoas fazem caminhada na ponte que separa Petrolina de Juazeiro. | Crédito: Ricardo Stuckert/PRDurante um ato que reuniu milhares de pessoas em Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), nesta terça-feira (20), o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse que o senador e candidato do PL, Flávio Bolsonaro, não “tem coragem de abrir seu sigilo fiscal e telefônico”, porque sua “vida é podre em se tratando de honestidade”.
“Ele [Flávio] certamente não vai ter coragem de abrir o sigilo dele, nem telefônico, nem conta bancária, nem pessoa física, nem pessoa jurídica, porque ele sabe que a vida dele é podre em se tratando de honestidade”, disse o petista.
A crise histórica e o aparecimento dos “monstros"
Terça, 20 de outubro de 2026
Por Roberto Amaral*
A crise histórica e o aparecimento dos “monstros”
“Com a ‘marcha sobre Roma’ [1922], que pressiona a monarquia, os fascistas chegam ao governo, com a nomeação de Mussolini para a chefia do gabinete. Começa para o PCI [Partido Comunista Italiano]um período de ilegalidade de fato. No Partido, como Trotski recordará em 1932, ninguém admitia a possibilidade de uma ditadura fascista ‘salvo Gramsci’.” (“Cronologia da vida de A. Gramsci”. In:Cadernos do Cárcere, vol. 1.Civilização Brasileira, 2004).
Em texto com data provável de 1930, Antonio Gramsci observa o fenômeno crise histórica para afirmar que seu caráter está, precisamente, no fato de que o “velho morre e o novo não consegue nascer: nesse interregno verificam-se os mais variados fenômenos mórbidos”. Ou, na versão mais conhecida (retirada da tradução francesa), “o velho mundo está morrendo, o novo tarda a aparecer e, nesse claro-escuro, surgem os monstros”.
O autor de Cadernos do Cárcere está, evidentemente, a refletir sobre a Europa de então. Sua Itália já estava sob o jugo fascista (desde 1922), e na Alemanha o nazismo avançava marchando com botas de sete léguas. Hitler, como é sabido, conquistaria a chancelaria em 1933. O que se segue, inclusive entre nós, é história consabida, e nada edificante.
Em texto com data provável de 1930, Antonio Gramsci observa o fenômeno crise histórica para afirmar que seu caráter está, precisamente, no fato de que o “velho morre e o novo não consegue nascer: nesse interregno verificam-se os mais variados fenômenos mórbidos”. Ou, na versão mais conhecida (retirada da tradução francesa), “o velho mundo está morrendo, o novo tarda a aparecer e, nesse claro-escuro, surgem os monstros”.
O autor de Cadernos do Cárcere está, evidentemente, a refletir sobre a Europa de então. Sua Itália já estava sob o jugo fascista (desde 1922), e na Alemanha o nazismo avançava marchando com botas de sete léguas. Hitler, como é sabido, conquistaria a chancelaria em 1933. O que se segue, inclusive entre nós, é história consabida, e nada edificante.
sexta-feira, 16 de outubro de 2026
No Dia Mundial da Alimentação, baixe o ‘Inventário Cultural dos Quilombos do Vale do Ribeira’ e defenda a soberania alimentar!
Sexta, 16 de outubro de 2026


No Dia Mundial da Alimentação, baixe o ‘Inventário Cultural dos Quilombos do Vale do Ribeira’ e defenda a soberania alimentar!

No Dia Mundial da Alimentação, baixe o ‘Inventário Cultural dos Quilombos do Vale do Ribeira’ e defenda a soberania alimentar!Taciano,
Neste Dia Mundial da Alimentação e de Luta pela Soberania Alimentar, celebramos o reconhecimento do Sistema Agrícola Tradicional Quilombola do Vale do Ribeira como Patrimônio Cultural do Brasil, concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 2018.
Essa conquista representa um marco para as comunidades quilombolas e para a conservação do maior maciço de Mata Atlântica do país.
Essa conquista representa um marco para as comunidades quilombolas e para a conservação do maior maciço de Mata Atlântica do país.
O Dossiê “Sistema Agrícola Tradicional Quilombola do Vale do Ribeira”, publicado pelo ISA, demonstra como os conhecimentos e as práticas agrícolas tradicionais contribuem para a diversidade de espécies cultivadas e a conservação da biodiversidade.
Varoufakis: assim o Ocidente constroi sua ruína
Sexta, 16 de outubro de 2026
Varoufakis: assim o Ocidente constroi sua ruína
Elites do mundo eurocêntrico empenham-se agora em destruir os valores que asseguraram sua hegemonia. Democracia, direitos humanos, justiça, diversidade – tudo arde no altar do rentismo. Resta a China como alternativa? Aceitará o desafio?
Matéria originalmente postada no OutrasPalavras de 03/02/2025 às 20:16 - Atualizado 30/09/2026 às 17:55
Por Yanis Varoufakis
Imagem: Freepic
Por Yanis Varoufakis | Tradução: Antonio Martins
Após a vitória eleitoral de Donald Trump, um grupo heterogêneo de pensadores acredita, na Europa e no Sul Global, que o Ocidente está em declínio. Na verdade, nunca tanto poder esteve concentrado nas mãos de tão poucas pessoas no Ocidente, mas isso por si só significa que o poder ocidental está condenado?
Na Europa, há boas razões para abraçar esta narrativa. Assim como o Império Romano transferiu sua capital para Constantinopla para estender sua hegemonia por mais um milênio, abandonando Roma aos bárbaros, o centro de gravidade do Ocidente mudou-se para os Estados Unidos, deixando a Grã-Bretanha e a Europa à estagnação que as torna inertes, atrasadas e cada vez mais irrelevantes.
Mas há uma razão mais profunda para o sentimento sombrio dos especialistas: a tendência de confundir o declínio do compromisso do Ocidente com seu próprio sistema de valores (direitos humanos universais, diversidade e abertura) com o declínio do Ocidente. Como uma cobra que troca de pele, o Ocidente está acumulando poder, ao abandonar um sistema de valores que sustentou sua ascensão durante o século XX, mas que não serve mais a esse objetivo.
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Na Bahia, fascista não se cria
Quinta, 15 de outubro de 2026
Na Bahia, fascista não se cria
Combativa e criativa, juventude cria movimento antifascista de baixo para cima, muito além dos partidos e suas direções. Um mote cada vez repetido entre os baianos chama a atenção para a necessidade de estender a política muito além das eleições
OutrasPalavras Crise Brasileira
Por Luiz Filgueiras e Graça Druck

Nesse segundo turno das eleições, os enormes atos e manifestações de massa em apoio à reeleição de Lula, que vêm ocorrendo em todo o Brasil, têm uma marca comum, qual seja: os jovens brasileiros são a “ponto de lança” dessas manifestações. A sua disposição de luta, combatividade e criatividade está criando um poderoso movimento antifascista de baixo para cima, que vai muito além dos partidos de esquerda e de suas direções, e que poderá produzir novas lideranças populares nos próximos anos.
A ameaça do fascismo chegar à Presidência da República mais uma vez, tendo em vista a trágica experiência dos quatro anos do Governo Bolsonaro e a ameaça de uma nova tentativa de um golpe de Estado, acendeu o alerta para amplos segmentos do povo brasileiro, em especial parte significativa de sua juventude. Esse protagonismo tem sido decisivo para a articulação das ruas com as redes sociais, uma nova forma de fazer política, que as gerações mais velhas de militantes têm dificuldade de entender e acompanhar, mas que estão aprendendo no calor da luta.
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OutrasPalavras: Na Bahia
Além do trabalho Vitória de Lula e do povo: PEC do fim da escala 6×1 é aprovada no Senado
Quinta, 15 de outubro de 2026
ALÉM DO TRABALHO
Vitória de Lula e do povo: PEC do fim da escala 6×1 é aprovada no Senado
Com 75 votos favoráveis, o Senado aprovou a semana de 40 horas e dois dias de folga após cinco meses de espera
BRASIL DE FATO — São Paulo (SP)

Manifestantes reivindicam o fim da escala 6×1 em São Paulo | Crédito: Elineudo Meira/@fotografia.75
O Senado Federal aprovou o fim da escala 6 por 1, em dois turnos, nesta quarta-feira (14). Bandeira histórica dos movimentos sindicais e populares e do presidente Lula, o projeto foi aprovado cinco meses depois de ter uma votação histórica na Câmara dos Deputados.
A partir da promulgação pelo Congresso Nacional, passa a valer o limite de 40 horas semanais de trabalho em cinco dias semanais e dois de descanso, com a manutenção dos salários. Para a adaptação das empresas, a medida terá uma transição, diminuindo para 42 horas dentro de dois meses e para 40 horas dentro de um ano.
Em primeira votação, a PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada com 75 votos a favor e um contra. O único voto contrário foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Não compareceram os senadores Rogério Marinho (PL-RN), Sergio Moro (PL-PR), Márcio Bittar (PL-AP) e Ciro Nogueira (Republicanos-PI). Antes da votação, o PL e o partido Progressista liberaram a bancada para que cada deputado votasse como desejasse. Os outros partidos orientaram pelo voto sim.
Na segunda votação, a PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada com os mesmos 75 votos a favor e um contra. O único voto contrário foi novamente do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Piketty: o Brasil precisa vencer
Quarta, 14 de outubro de 2026
Piketty: o Brasil precisa vencer
Seria trágico sucumbir ao bolsonarismo, quando Trump se fragiliza. País e Lula podem ter grande papel na luta para mudar o sistema financeiro global. Mas sem enfrentar o rentismo e a injustiça tributária, governo sempre estará de mãos atadas
OutrasPalavras Crise Brasileira
Por Thiago Gama
Matéria postada originalmente no OutrasPalavras em 13/10/2026 às 18h15
Foto: Ed Alcock/The Guardian
Thomas Piketty em entrevista a Thiago Gama. Colaboração: Antonio Martins
Thomas Piketty defendeu a tese de doutorado aos vinte e dois anos e foi dar aula no Massachusetts Institute of Technology, de onde voltou à França convencido de que a economia estadunidense sabia muito de modelos e quase nada de história. Desde 2000 é diretor de estudos na École des hautes études en sciences sociales. Ajudou a fundar a Paris School of Economics, dirigiu a escola entre 2005 e 2007, leciona ali até hoje e passou pela London School of Economics como Visiting Centennial Professor. Ao lado de Lucas Chancel, Emmanuel Saez e Gabriel Zucman, codirige o World Inequality Lab e a World Inequality Database, o laboratório que reconstruiu, país por país e século por século, para onde foi o dinheiro do mundo. O capital no século XXI vendeu dois milhões e meio de exemplares em quarenta línguas. Vieram depois Capital e ideologia, Uma breve história da igualdade, Une histoire du conflit politique, escrito com Julia Cagé, e Nature, culture et inégalités. Em junho deste ano o laboratório lançou em Paris o Global Justice Report, que apresenta ao mundo uma estratégia para ser alcançada até 2100 com teto de 1,8 grau para o aquecimento global e rendas convergentes, financiada por um imposto global sobre as grandes fortunas.
Foi esse homem que o Outras Palavras ouviu por videoconferência na manhã de 9 de outubro, pela segunda vez em quatro meses, cinco dias depois de o Brasil acordar com Flávio Bolsonaro à frente de Lula no primeiro turno, 47,03% contra 45,16%, e com a maior abstenção desde 1998. Piketty conhece os números brasileiros de perto, porque é o laboratório dele que os produz. A conversa inteira girou em torno de 25 de outubro.
terça-feira, 13 de outubro de 2026
Master, filme, PIX e mais: as mentiras que Flávio Bolsonaro já contou
Terça13 de outubro de 2026
REPORTAGEM
Master, filme, PIX e mais: as mentiras que Flávio Bolsonaro já contou
Estratégia ou deslizes "humanos"? Mentiras e incoerências de Flávio Bolsonaro vão além de reação a denúncias
14 de maio de 2026
Por Dyepeson Martins
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PODER SOCIEDADE
Horas antes do vazamento de mensagens de áudio e texto que mostram o pré-candidato à presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociando com o banqueiro Daniel Vorcaro apoio ao filme Dark Horse, o parlamentar negou publicamente a relação entre o longa-metragem e o dono do Banco Master, preso pela Polícia Federal. “É mentira! De onde você tirou essa informação?”, respondeu ao repórter do Intercept Brasil, site que revelou as conversas nesta quarta (13).
A negação imediata ao ser questionado sobre a cinebiografia do pai, Jair Bolsonaro (PL), reflete uma conduta identificada também em outros episódios: a mentira sobre fatos consolidados. Ainda na noite de quarta, no próprio vídeo publicado por Flávio Bolsonaro para se defender das denúncias, ele admite e normaliza o que horas antes tentou negar e busca atacar a base governista com outra informação falsa, reiterada por apoiadores: que o filme não teria recebido recursos públicos.
Flávio Bolsonaro assumiu a missão de liderar a ultradireita na corrida eleitoral diante do impedimento de Jair Bolsonaro, condenado e preso por tentativa de Golpe de Estado. A Agência Pública identificou outros momentos recentes em que o congressista mente, uma estratégia negacionista que parece escalar em ano eleitoral.
Justiça decreta prisão preventiva de suspeito de duplo homicídio em Ceilândia
Terça, 13 de outubro de 2026
Justiça decreta prisão preventiva de suspeito de duplo homicídio em Ceilândia
Do TJDFT
por ML — publicado 13/10/2026
O Núcleo de Audiências de Custódia (NAC) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) decretou a prisão preventiva de João Victor Rodrigues Alves de Oliveira, suspeito de duplo homicídio qualificado, em Ceilândia/DF.
Durante a audiência, o juiz entendeu que a liberdade imediata não seria adequada, uma vez que "elementos constantes dos autos revelam a existência de fundada suspeita de autoria, suficiente para a continuidade das investigações e para análise da custódia cautelar".
A decisão aponta morte de duas vítimas por múltiplos disparos de arma de fogo, com grande quantidade de estojos e projéteis calibre 380 no local.
POR TRÁS DO NEGÓCIO —PF aponta interferência de Ibaneis Rocha na tentativa de compra do Banco Master
Terça, 13 de outubro de 2026
Relatório encaminhado ao STF aponta que decisões do banco público passavam pelo então governador
Brasil de Fato — Brasília (DF)
13.out.2026
Ibaneis Rocha | Crédito: Renato Alves / Agência Brasília
A Polícia Federal (PF) aponta que o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) teve participação direta nas articulações para a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 28 de setembro, no qual o sigilo foi retirado na sexta-feira (9), os investigadores afirmam que decisões estratégicas da instituição financeira pública eram submetidas previamente ao então governador.
O documento atribui a Ibaneis participação na autorização de valores para aumento de capital do BRB, na definição da estratégia de expansão do banco, na validação de decisões operacionais consideradas críticas e na articulação com agentes privados envolvidos no negócio. Entre os elementos analisados pela PF estão mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro, proprietário do Master, e Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB.
Em 25 de outubro de 2024, meses antes de o BRB anunciar a tentativa de aquisição do Master, Vorcaro e Paulo Henrique conversaram sobre a reestruturação do banco privado, a entrada de novos sócios e a estratégia de comunicação sobre a futura integração das instituições.
Cultura popular chega à Taquara, em Planaltina, com cortejo de bonecos gigantes e teatro gratuito. Será nesta quarta-feira (14 de outubro) às 16 horas
Terça, 13 de outubro de 2026
Divulgação de ação cultura
Agenda Cultural
Cultura popular chega à Taquara, em Planaltina, com cortejo de bonecos gigantes e teatro gratuito
Taquara, em Planaltina, recebe no dia 14 de outubro de 2026, a partir das 16h, uma programação gratuita do projeto Boneco na Vila, com cortejo de bonecos gigantes e apresentações de teatro de bonecos.
A programação conta com o cortejo de bonecos gigantes Bonecaço, inspirado em personagens da cultura popular. O cortejo percorrerá o local convidando o público a acompanhar as apresentações dos espetáculos Varal de Bonecos e O Vaqueiro e o Boizinho.
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Vídeo mostra homem negro amarrado em abordagem da PM em SP; BO omite uso de cordas
Segunda, 12 de outubro de 2026
Vídeo mostra homem negro amarrado em abordagem da PM em SP; BO omite uso de cordas
09/10/2026 6h10 Pedro Stropasolas
Na audiência de custódia, juíza registrou indicação de possível violência e determinou exame de corpo de delito. Ministério Público aponta lacunas na investigação e pede novas diligências
Homem negro com mãos e pés amarrados por cordas, cercado por policiais militares durante abordagem na Rua Major Sertório, no centro de São Paulo, em 27 de setembro de 2026. O boletim de ocorrência não menciona o uso de cordas | Foto: Reprodução
Da
Resumo
Vídeo obtido pela Ponte mostra um homem negro com as mãos e pernas amarradas durante uma abordagem da PM no centro de São Paulo. O uso de cordas não consta no boletim de ocorrência.
Preso por suspeita de tentativa de furto, o homem recebeu liberdade provisória. Na audiência de custódia, a Justiça registrou indicação de possível violência e determinou exame de corpo de delito.
O Ministério Público pediu novas diligências diante de lacunas da investigação. Especialistas alertam para os riscos da contenção com mãos e pés presos entre si.
Um homem negro deitado na calçada da Rua Major Sertório, no centro de São Paulo, com as mãos e as pernas amarradas. Ao redor dele, vários policiais militares.
RESPONSABILIDADE —Milton Hatoum: ‘Flávio Bolsonaro será pior e mais cruel que o pai dele’
Segunda, 12 de outubro de 2026
RESPONSABILIDADE
Milton Hatoum: ‘Flávio Bolsonaro será pior e mais cruel que o pai dele’
Escritor alerta para riscos de retrocessos e convoca a população a ir às urnas em defesa da democracia
Brasil de Fato
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Hatoum lançou recentemente o livro Dança dos Enganos, terceiro volume da trilogia O Lugar Mais Sombrio, série de livros que trata sobre o período da ditadura militar no Brasil | Crédito: TV Brasil
Desde o encerramento da apuração do primeiro turno das eleições, no último domingo (4), metade do Brasil que não quer o retorno do bolsonarismo na presidência procura entender o que está acontecendo. O resultado obrigou uma mudança dos rumos da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e as previsões do segundo turno variam entre a esperança de virar o jogo e o entendimento do retrocesso que um novo governo bolsonarista vai representar.
Ao Conversa Bem Viver, o escritor Milton Hatoum tem uma visão crítica sobre o cenário e, mais que isso, de um certo modo de um futuro desesperançoso. “De acordo com o que ele [Flávio Bolsonaro] tem falado ele será muito pior, muito mais cruel que o pai”, afirma.
“A classe média ficará mais pobre, assim como vem acontecendo na Argentina que é o modelo que será adotado pela possível futura ministra da Fazenda do Flávio. A classe média vai ficar mais pobre e o pobre mais pobre ainda. Isso não é fake news, está sendo dito pela economista que Flavio vai indicar ao ministério caso ganhe”, aponta.
Ao alertar para o perigo de retrocessos democráticos, o escritor recupera sua memória dos impactos da ditadura militar e enfatiza que a privação da liberdade deixa marcas. “Porque eu vivi, a minha juventude e a da minha geração viveu durante mais de 20 anos sob a ditadura. E não é fácil, é horrível”. Para ele, qualquer tentativa de enfraquecer o Estado de direito ou tensionar as instituições compromete gravemente a estabilidade social e o desenvolvimento do país. “O investidor estrangeiro não está interessado em investir num país conflagrado, num país com tensões políticas fortes, num país em que as instituições são questionadas. O investimento estrangeiro no Brasil aumentou durante o governo Lula exponencialmente. As pessoas querem uma tranquilidade política e social”, pondera.
'NÓS PODEMOS' —Em vídeo, teólogo Leonardo Boff defende voto em Lula: ‘Se trata de ter lado’
Segunda, 12 de outubro de 2026
NÓS PODEMOS
Em vídeo, teólogo Leonardo Boff defende voto em Lula: ‘Se trata de ter lado’
Em leito hospitalar, escritor e teólogo defendeu a preservação de programas sociais, do SUS e da Amazônia
BRASIL DE FATO — São Paulo (SP)
10.out.2026
Teólogo, escritor e filósofo Leonardo Boff | Crédito: Divulgação
O teólogo, escritor e filósofo Leonardo Boff publicou um vídeo nas redes sociais neste sábado (10) em que manifesta apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das Eleições 2026.
“Nesse momento se trata de ter lado: votar em Lula para garantir todos os benefícios e ao mesmo tempo um Brasil aberto ao mundo, porque nós podemos, com as riquezas que temos na nossa terra, ser a mesa posta para as fomes do mundo inteiro, para a sede de milhões e milhões que sob aquecimento global vão sofrer. Então, votem em Lula número 13”, disse o teólogo.
Na gravação, Boff aparece deitado em um leito hospitalar e convoca eleitoras e eleitores a se posicionarem na disputa eleitoral. Até a publicação desta matéria, não foram divulgadas informações sobre a causa da internação ou o estado de saúde do escritor.
Ao analisar o cenário político do país, o intelectual afirmou que o pleito coloca em confronto projetos históricos distintos. Boff pontuou que forças democráticas de direita e de esquerda mantêm o diálogo civilizado e apresentam seus respectivos projetos, mas alertou para a ameaça representada por grupos extremistas que buscam desmantelar conquistas populares consolidadas, como a Farmácia Popular, o Sistema Único de Saúde (SUS), o Bolsa Família, o programa Pé-de-Meia, o Luz para Todos, as cotas universitárias para estudantes de baixa renda e as políticas de proteção da Amazônia e dos povos indígenas.
FÉ —Entre a urna e Nossa Senhora Aparecida: 12 de outubro ganha tom político com ameaças da extrema direita aos católicos
Segunda, 12 de outubro de 2026
FÉ
Entre a urna e Nossa Senhora Aparecida: 12 de outubro ganha tom político com ameaças da extrema direita aos católicos
Falas polêmicas, projetos antigos e ataques à Igreja Católica mobilizam debate religioso na reta final das eleições
Brasil de Fato — São Paulo (SP)
Imagem de Nossa Senhora da Aparecida | Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil
No próximo 12 de outubro, respeita-se o dia de Nossa Senhora Aparecida, que carrega o título de padroeira do Brasil. Neste ano, a data trará outros valores, para além do simbolismo religioso. Com os ataques recentes promovidos pela extrema-direita, em especial o bolsonarismo, à Igreja Católica, a efeméride ganha também um peso político.
Em setembro, foram veiculados nas redes sociais e na imprensa conteúdos que associavam o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a um projeto que previa a retirada de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do país.
Um mês antes, Flávio Bolsonaro, que é evangélico e se cerca de pastores e outras lideranças desse mesmo grupo religioso, afirmou que “quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”, causando um incômodo nos católicos do país.
domingo, 11 de outubro de 2026
APOIO DE 3 MILHÕES —Corregedor do TSE derruba decisão de Nunes Marques e mantém canal ‘Exército do Lula’
Domingo, 11 de outubro de 2026
APOIO DE 3 MILHÕES
Corregedor do TSE derruba decisão de Nunes Marques e mantém canal ‘Exército do Lula’
Criado pelo deputado federal André Janones, canal do WhatsApp reúne mais de 3,5 milhões de seguidores
Brasil de Fato — Rio de Janeiro
11.out.2026
Mobilização em São Paulo pela reeleição de Lula levou 1 milhão às ruas
Crédito: Ricardo Stuckert
O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, derrubou neste domingo (11) a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que suspendeu o canal “Exército do Lula”. A plataforma foi criada no WhatsApp pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O canal registra, neste domingo, mais de 3,5 milhões de seguidores.
No sábado (10), Vilas Bôas Cuêva, relator do processo, pediu que Flávio Bolsonaro, autor da ação, apresentasse esclarecimentos sobre o pedido em 72 horas. Na decisão, o corregedor-geral eleitoral considerou que a petição não tinha elementos suficientes para a suspensão do canal, sendo necessárias informações adicionais, por exemplo, sobre as irregularidades atribuídas a cada conteúdo citado na petição. O ministro também pediu a indicação sobre a possível sobreposição, com pedidos similares em outros processos.
Desconsiderando a posição do corregedor-geral, o presidente do TSE proferiu decisão neste domingo (11) sobre o mesmo tema e determinou a suspensão do canal. A censura, pela decisão de Kassio Nunes Marques, deveria permanecer até a homologação do resultado do segundo turno.
Vilas Bôas Cuêva, ao ser citado da movimentação de Nunes Marques, determinou, em caráter preliminar, o retorno do canal e a submissão do tema à apreciação do plenário do TSE. De acordo com Bôas Cueva, a questão deve ser analisada com base em “procedimento mais cauteloso”.
GOLPE ELEITORAL —Defesa de Vorcaro desconhece áudio; PF e PGR desmentem relato da Veja sobre Lula
Domingo, 11 de outubro de 2026
GOLPE ELEITORAL
Defesa de Vorcaro desconhece áudio; PF e PGR desmentem relato da Veja sobre Lula
Advogado do ex-banqueiro afirma ao ICL Notícias que desconhece gravação e supostos anexos; órgãos negam depoimento
BRASIL DE FATO
9.out.2026 - 16:44
Daniel Vorcaro após sua segunda prisão | Crédito: Reprodução
O advogado Daniel Bialski, responsável pela defesa de Daniel Vorcaro, afirmou ao ICL Notícias nesta sexta-feira (9) que desconhece a gravação e as acusações atribuídas ao ex-banqueiro pela revista Veja sobre um suposto financiamento irregular de um documentário a respeito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As declarações ocorrem no mesmo dia em que a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) divulgaram notas oficiais negando que Vorcaro tenha prestado o depoimento descrito na publicação.
“Desconheço a gravação e desconheço o teor dessa história”, afirmou Bialski à coluna.
O advogado também negou ter recebido ou mantido sob sua guarda o suposto HD e os anexos relacionados às acusações. Segundo ele, Vorcaro não prestou nenhum novo depoimento à Polícia Federal ou a qualquer outro órgão sobre o assunto.
“Eu não estava na defesa do Daniel Vorcaro quando foram apresentadas as propostas de colaboração e, o que posso afirmar é que ele não prestou nenhum novo depoimento à Polícia Federal ou a qualquer outro órgão discorrendo sobre isso”, declarou.
VIGILÂNCIA? Professores denunciam ordem para retirar cartazes sobre o caso BRB/Master das escolas do DF
Domingo, 11 de outubro de 2026
VIGILÂNCIA?
Professores denunciam ordem para retirar cartazes sobre o caso BRB/Master das escolas do DF
Memorando da Secretaria de Educação também orienta impedir novas afixações e comunicar a retirada às regionais
BRASIL DE FATO — Brasília (DF)

Cartaz expõe parlamentares que aprovaram compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) | Crédito: Sinpro-DF
O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) denunciou uma ordem do governo Celina Leão (PP) para a retirada de cartazes sobre o caso Banco BRB-Master das escolas públicas. A medida é objeto de um memorando da Secretaria de Educação do DF (SEEDF) que orienta as equipes gestoras a localizar o material e impedir novas afixações.
Segundo Márcia Gilda, diretora do Sinpro-DF, a orientação também estabelece o acompanhamento da circulação do material nas unidades. Os cartazes estavam fixados nos murais do sindicato desde o primeiro semestre. Para o sindicato, a orientação é eleitoreira, pois atinge a liberdade de expressão e a autonomia das comunidades escolares sobre um tema de interesse público.
Segundo Márcia Gilda, diretora do Sinpro-DF, a orientação também estabelece o acompanhamento da circulação do material nas unidades. Os cartazes estavam fixados nos murais do sindicato desde o primeiro semestre. Para o sindicato, a orientação é eleitoreira, pois atinge a liberdade de expressão e a autonomia das comunidades escolares sobre um tema de interesse público.
“O memorando orienta a retirar os cartazes, a não permitir a fixação de novos materiais e a comunicar à Regional de Ensino quais cartazes foram retirados das escolas. Também determina que seja observada a circulação desse material dentro das unidades escolares”, diz Gilda.
sábado, 10 de outubro de 2026
Tesouraço de Flávio pode ser mortal para o SUS
Sábado, 10 de outubro de 2026
Tesouraço de Flávio pode ser mortal para o SUS
Candidato propõe corte de R$250 bilhões. Ele nega, mas só conseguirá fazê-lo se comprimir aposentadorias, BPC e orçamento da Saúde – ignorando envelhecimento da população e crise climática. Analistas preveem retrocessos e militarização do Ministério
OutraSaúde
Por Glauco Faria
Artigo originalmente postado no OutraSaúde em 09/10/2026 às 12h05 - Atualizado 09/10/2026 às 19h20
Uma matéria do jornal Folha de S.Paulo, publicada nesta quarta-feira (7), mostra um apanhado das medidas que a equipe econômica do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) tem prometido à Faria Lima em um eventual governo. A meta seria realizar um ajuste inicial da ordem de 2% do PIB, o equivalente a cerca de R$ 250 bilhões.
Entre as iniciativas listadas para alcançar essa meta estão a desvinculação dos reajustes da Previdência Social e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) do salário mínimo, podendo receber abaixo do valor que o governo considera o básico para sobreviver. Também estaria nos planos o fim dos pisos constitucionais que estabelecem a obrigatoriedade de investimentos na Saúde e na Educação.
Oficialmente, o candidato nega. “Vocês (aposentados) vão ter reajuste, sim, acima da inflação das suas aposentadorias, que é uma coisa sagrada”, disse nesta quinta-feira (8). O que ele considera “sagrado” não foi respeitado durante o governo do pai, Jair Bolsonaro, que apenas repôs a inflação do salário mínimo e das aposentadorias, sem nunca ter dado aumento real. A fala também contrasta com o que disse o coordenador de campanha do candidato do PL em uma entrevista concedida em março. “O modelo está estourando. Só posso dizer que a gente vai ter que revisitar a Previdência”, disse o senador Rogério Marinho (PL-RN).
O novo Brasil que a política (ainda) ignora
Sábado, 10 de outubro de 2026
O novo Brasil que a política (ainda) ignora
Digitalização é cada vez mais dominante, mas convive com imensa desigualdade e condição subalterna do país. Não é mais possível transformá-lo sem examinar tudo o que muda na base da sociedade – e sem lutar por soberania tecnológica
OutrasPalavras Crise Brasileira
Por Marcio Pochmann
Artigo originalmente publicado no OutrasPalavras em 09/10/2026
Por Marcio Pochmann
O resultado eleitoral de 2026 pode ser lido para além da disputa entre candidatos e partidos. Ele revela uma sociedade que mudou profundamente nas últimas décadas e cuja transformação ainda não foi plenamente incorporada pela política, pelas instituições e pelas próprias categorias convencionais utilizadas para compreender o Brasil.
O país que vota hoje já não é mais o mesmo daquele para o qual foram desenhadas muitas das instituições econômicas, trabalhistas e políticas da Nova República. Durante grande parte do século XX, o desenvolvimento brasileiro foi pensado a partir da sociedade urbana e industrial, como fábricas, grande empresa, emprego assalariado, sindicato, estabelecimento comercial, jornada de trabalho, previdência e Estado regulador.
Esse mundo não desapareceu. Mas deixou de ser suficiente para explicar a totalidade do país. A economia brasileira tornou-se predominantemente de serviços, enquanto a digitalização modificou a própria forma de produzir e distribuir. A residência pode ser simultaneamente moradia, escritório, cozinha produtiva, loja, estúdio e espaço de prestação de serviços. O telefone celular transformou-se em instrumento de trabalho, comercialização, pagamento, publicidade e relacionamento com clientes.
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