Ode ao 2 de Julho, com Tatau e Orquestra Sinfônica Juvenil 2 de Julho — Neojibá
Se você estiver usando celular, pode ser que o vídeo acima não apareça ou não abra. Se precisar use o link a seguir para acessar o vídeo: https://youtu.be/M7gkpWjKUzk
Hino ao 2 de Julho, pela independência da Bahia, gravado no Teatro Castro Alves, Salvador, Bahia, em maio de 2010. Arranjo do maestro Fred Dantas, executado Pela Orquestra Sinfônica Juvenil 2 de Julho — Neojibá, sob a regência do maestro Yuri Azevedo, Interpretado pelo cantor e compositor baiano Tatau. Projeto da Secretaria de Educação do Estado da Bahia, produzido pela Larty Mark Convergência Digital. Vídeo publicado no Youtube por Wiltonauar Moura.
A vitória do povo baiano sobre o colonialismo português, uma grande conquista que é comemorada no Estado, no 2 de julho, dia da Independência da Bahia, retrata o processo de luta contra a presença militar portuguesa, que mesmo após declarada a Independência do Brasil continuava a dominar o território baiano.
A data, que recentemente ganhou reconhecimento nacional como data histórica no calendário brasileiro, reconhece a importância da luta baiana no processo de Independência do Brasil.
'Esta é uma data máxima para a Bahia e uma das mais importantes para a nação, já que, mesmo com a declaração de independência, em 1822, o Brasil ainda precisava se livrar das tropas portuguesas que persistiam em continuar em algumas províncias'...
D. Pedro I, às margens do Rio Ipiranga, declara a independência do Brasil.
Porém, o que poucos sabem, é que aquele foi um grito de guerra; a independência não aconteceu naquele momento, pois uma boa parte da região Nordeste do país continuou sob o domínio dos portugueses.
Na Bahia, a guerra já começara 7 meses antes, e iria se estender por mais 10 meses, com as batalhas mais violentas que se tem registro no processo de independência de nosso país.
E foi o povo quem resistiu.
Nosso exército era um exército de voluntários. Vaqueiros com armas de caça e armaduras de couro; pescadores armados com facões na terra, ou improvisando uma frota marítima para enfrentar a esquadra de Portugal; mulheres vestidas de homens para poderem lutar como soldados; freiras levando a cabo a expressão "só passa por cima do meu cadáver".
O povo.
O povo não se entregou.
O povo não aceitou ser dominado por déspotas.
Os corações brasileiros nunca combinaram com tiranos.
E foi apenas na madrugada de 2 de julho de 1823 que, definitivamente, as tropas portuguesas fugiram pela Baía de Todos os Santos, libertando nosso país.
No 2 de julho de 1823, conta-se que o dia nasceu ensolarado, com o Sol mais brilhante, porque até Ele era brasileiro.
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O arranjo incrível é de Fabrício Cyem, e a produção das imagens e edição do vídeo foi a maravilhosa Eva Pires quem fez!
Na percussão, Rafael Bolotta; no piano e programação, Márcio Melgaço.
E, agora, assistam e compartilhem!!!
Feliz Dia da Independência do Brasil na Bahia!
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Catharina é Filósofa, Maestrina e Cantora, coordenadora do Conservatório de Música Integral e idealizadora do Projeto "Sou Uma Voz - Cantar Para Conhecer-se", que abre as portas do Canto para pessoas de todas as idades, utilizando a nossa voz como ferramenta de autoconhecimento.
Esta reportagem é parte de uma investigação especial da Agência Pública financiada pelos
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Em meio à guerra narrativa para a definição de “grupo terrorista” no projeto de lei conhecido como “PL Antifacção”, em 18 de novembro de 2025, dois discursos chamaram a atenção numa reunião horas antes da aprovação do texto. Naquele mesmo dia, enquanto o projeto mobilizava a atenção da imprensa, os deputados federais Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL), líderes de seus partidos na Câmara, levantavam coro contra outro projeto, o PL 5.473/25, de autoria de Renan Calheiros (MDB-AL), que propunha aumentar impostos sobre casas de apostas digitais, fintechs e bancos – o texto só foi aprovado duas semanas depois, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e, até o momento, não entrou na pauta de votação do plenário.
Não foi a primeira vez que Dr. Luizinho e Isnaldo Bulhões estiveram juntos à frente de acordos para impedir que casas de apostas pagassem mais impostos. Em fevereiro deste ano, a dupla também articulou para retirar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, a Cide-bets, do relatório do PL Antifacção. A relatoria estava a cargo de Guilherme Derrite (PP-SP), que havia se licenciado da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, apenas para assumir o papel no projeto. A contribuição de 15% foi retirada do texto final, num placar simbólico após acordo entre os partidos, preservando as empresas e jogos online e deixando de arrecadar estimados R$ 30 bilhões por ano para a segurança pública.
Ainda mais recentemente, em abril, a dupla também esteve unida em viagem à Ilha de Saint Martin, paraíso fiscal caribenho, da qual também participaram o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Os políticos estavam acompanhados do empresário “Fernandin OIG”, dono do avião, tido como um dos responsáveis pelo “Jogo do Tigrinho” e amigo de Nogueira. A viagem ganhou notoriedade após a Polícia Federal (PF) identificar que sete volumes de bagagem do voo passaram fora do raio x do aeroporto no retorno ao Brasil. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes arquivou a investigação sobre o caso após parecer da Procuradoria-Geral da República.
O Espaço Cultural Bagagem celebra reconhecimento como Ponto de Cultura com programação gratuita de teatro no Gama
Certificado pelo Ministério da Cultura, espaço retoma suas ações com apresentações abertas ao público na Praça das Artes, fortalecendo o acesso à cultura e a produção artística da região.
O Espaço Cultural Bagagem, sediado no Gama, inicia uma nova etapa de sua trajetória ao receber a certificação de Ponto de Cultura, concedida pelo Ministério da Cultura. Para celebrar esse reconhecimento, o espaço promoverá, durante o mês de julho, uma programação gratuita de teatro na Praça das Artes, reunindo espetáculos voltados para toda a família, oferecendo oficinas artísticas voltada ao público infantil.
A abertura da programação acontece no dia 04 de julho, às 17h, com a apresentação do espetáculo "O Circo Mulambo", da Bagagem Cia. de Bonecos.
Uma trajetória dedicada ao teatro e à formação cultural
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a integração sul-americana, em discurso realizado nesta terça-feira (30), durante a reunião de cúpula do Mercosul em Assunção, no Paraguai.
“Ninguém é dono do mundo. E ninguém é dono da América do Sul. Nenhum país do Mercosul ganhará mais liberdade de ação por meio de alinhamentos automáticos ou escolhas excludentes. Nossa força estará na capacidade de dialogar com todos, sem deixar de lado nossos interesses.
Emergência do Hospital Regional restringiu novos atendimentos após atingir o limite da capacidade de funcionamento. | Crédito: Breno Esaki/Agência Saúde DF
A rede pública de saúde do Distrito Federal voltou a ser alvo de denúncias após um comunicado sonoro anunciar a suspensão de novos atendimentos na emergência do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), na noite deste domingo (28). O aviso, registrado por pacientes que aguardavam atendimento, informava que, devido à superlotação da unidade, não seriam realizados atendimentos nas especialidades de Pediatria, Clínica Médica, Ortopedia e Cirurgia.
O anúncio gerou apreensão entre pacientes e acompanhantes que aguardavam atendimento havia horas e não receberam informações sobre alternativas imediatas para assistência. O episódio ocorre em meio a uma sequência de relatos sobre superlotação, déficit de profissionais e falta de insumos em hospitais da rede pública do Distrito Federal.
Planejamento estratégico do país se revelou decisivo em 2026. Enfrentou o choque dos preços do petróleo e construiu relativa blindagem econômica. País já não “esconde a força”: prevê conflito crescente com os EUA, e prepara-se para ele
“Subjugar o inimigo sem lutar é o acme da habilidade.”
–Sun Tzu, em A Arte da Guerra
Tomo a visita de 10 dias que fiz a Shanghai como ponto de partida para este artigo. Acabei de chegar e ainda luto com o fuso horário (a viagem de volta foi de 39 horas porta a porta). Assim, o artigo será talvez ainda mais incoerente do que de costume. Mas, enfim, vamos lá.
A China está em pleno processo de redefinição das suas relações com o resto do mundo, com o Ocidente em particular. Nas primeiras três ou quatro décadas do período de reforma e abertura econômica iniciado por Deng Xiaoping em 1979, a China buscava uma “ascensão pacífica” no interior do quadro internacional estabelecido sob a égide dos Estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial. E foi inicialmente muito bem-sucedida nesse propósito. Evitava sistematicamente confrontações com os Estados Unidos e outras nações, posicionando-se com prudência e paciência estratégicas. Deng adotava como lema uma máxima chinesa clássica – “esconda a força, espere a hora”.
Como representante do Brasil em reuniões dos BRICS, na fase de formação do grupo de 2008 em diante, posso dar o meu testemunho de que os delegados chineses, sem exceção, obedecendo a um comando superior, evitavam a todo custo qualquer linguagem ou iniciativa que fosse mais agressiva em relação ao Ocidente ou que pudesse ser interpretada como tal. A China se posicionava como uma potência reformista – cautelosamente reformista, tanto na retórica como nas propostas. Às vezes, passava-nos a impressão de que dava precedência a um entendimento estratégico com os Estados Unidos – à formação de um G-2, como se dizia na época — mesmo que isso sacrificasse a articulação entre os BRICS.
O G-2 nunca viria a se constituir. Os Estados Unidos preferiram partir para uma política de contenção e confrontação, começando no primeiro mandato de Donald Trump, de 2017 a 2020, continuando com Joe Biden, de 2021 a 2024, e se intensificando de modo dramático no segundo mandato de Trump desde o ano passado.
Uma fraude do financismo veio à tona, e revelou as relações corruptas do rentismo. Muito mais grave é o que ainda não causa escândalo — dos juros altíssimos à privatização da infraestrutura e emissão de dinheiro para sustentar guerra. Como parar a máquina?
“Simplesmente os interesses dos muito ricos não são os mesmos que os interesses da nação.” – George Monbiot,The Guardian, 2022
O escândalo do Banco Master anima muito o debate. Em ano eleitoral, tentar colar a etiqueta de corrupto no opositor político faz parte do tiroteio, em particular porque, para as pessoas desinformadas, a etiqueta permite substituir a informação e o raciocínio. Ao longo da minha vida de economista, me dei conta de que quando gritam “pega ladrão” em geral vale a pena olhar para quem está gritando. No caso presente, é evidente que, quando um governo combate a corrupção, ela vem à tona, porque é revelada, enquanto o governo corrupto que a gerou e tolerou fez o tema sumir do mapa.
Um segundo ponto é que não se trata de coisa nova. O caso Lemann, Sicupira e Telles, que também envolveu dezenas de bilhões de reais, sumiu do mapa. A fortuna de Jorge Paulo Lemann é hoje de R$ 88 bilhões; a de Carlos Alberto da Veiga Sicupira atingiu R$ 39,1 bilhões; a de Max Van Hoegaerden Herrmann Telles, R$ 29,3 bilhões. Muito acima das Lojas Americanas, esse grupo pertence à 3G Capital, com sede em Luxemburgo, um paraíso fiscal, fora de alcance. Não é antigo: a Polícia Federal apontou que a fraude foi orquestrada pela antiga diretoria entre 2016 e 2022, resultando em operações contra ex-executivos. Foi o tempo ideal para as falcatruas, com Paulo Guedes e a autonomia do Banco Central. Foi também quando foi gerado o caso Master. Porém, aparece quando é combatido.
As fortunas continuam, mas as bandidagens em outra escala têm suficiente força para torná-las legais.
O sofrimento é ambíguo – e, cada vez mais, é enquadrado em categorias psiquiátricas. Isso limita a forma de interpretar a si e ao mundo. Talvez seja necessária uma expansão subjetiva para enxergar a diversidade da experiência humana…
Vivemos em uma época na qual emoções, comportamentos e experiências cotidianas são cada vez mais interpretadas através de diagnósticos psiquiátricos. Termos originalmente técnicos como ansiedade, depressão, T.O.C, bipolaridade, autismo, déficit de atenção e narcisismo, passaram a habitar conversas familiares, relacionamentos amorosos, ambientes de trabalho, redes sociais e narrativas pessoais.
Crescentemente, utilizamos tais classificações para dizer sobre alguém. Ou até mesmo para explicar quem somos, o que sentimos e por que sofremos.
À primeira vista, isso pode parecer apenas um reflexo dos avanços no conhecimento sobre saúde mental. E em muitos aspectos, é. Reconhecer o sofrimento constitui uma condição fundamental para que ele possa ser acolhido. Nomear determinadas experiências pode favorecer sua compreensão, reduzir estigmas e ampliar possibilidades de cuidado.
Entretanto, esse cenário levanta questões mais profundas:
Em conferência que abriu seminário de Outra Saúde, Jairnilson Paim lembra: no horizonte daqueles que construíram o SUS estava, mais que reformar a saúde, construir o socialismo. Para mobilizar as forças do presente, será preciso resgatar aquela ação criativa
Publicado originalmente no OUTRASAÚDE em 26/06/202626/06/2026
Foto: Argel do Valle/Outra Saúde
Realizada nos dias 21 e 22 de maio na Faculdade de Saúde Pública da USP, a etapa São Paulo do ciclo de debates Da Reforma Sanitária ao Futuro do SUS, promovido por Outra Saúde, o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) e parceiros, foi iniciada com uma magistral conferência de Jairnilson Paim, professor emérito do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA e veterano do movimento sanitário. Em sua fala, ele apontou: apesar de constrangida por uma força conservadora que age no sentido de “mudar tudo para que nada mude” na sociedade brasileira, a Reforma Sanitária previa uma “totalidade de mudanças”, e não apenas uma reformulação dos serviços de saúde. Mobilizando as reflexões de líderes deste movimento, a exemplo de Sergio Arouca, Sonia Fleury e Nelsão Rodrigues, além de teóricos como Antonio Gramsci, Agnes Héller e Vladimir Lênin, ele cravou que este processo contra-hegemônico segue vivo, mas que é preciso “recriar utopias” e forjar uma “política do encanto” para que seu projeto socialista de sociedade seja implementado. Boa leitura! (G. A.)
Para sistematizar o que passou, o que está acontecendo e o futuro da Reforma Sanitária Brasileira (RSB), vou dividir minha exposição em duas partes. A primeira está relacionada com os estudos que eu realizei e, na segunda parte, vou trabalhar com as reflexões e as contribuições que estão sendo colocadas no presente, com vistas ao futuro, que é a grande convocação que esse movimento “Da Reforma Sanitária ao Futuro do SUS” coloca.
A Reforma Sanitária é uma expressão que está sendo retomada nos últimos anos.
Da Marquesa de Santos à Micheque, o público e o privado no Brasil
Fotos: Marquesa de Santos (reprodução)
Michelle Bolsonaro. (Foto: Isac Nóbrega/PR)
Por: Pedro Augusto Pinho*
Desde a Independência do Brasil, mulheres inteligentes, de moral duvidosa e com interesse em enriquecer e ter poder político, se aproximaram dos dirigentes usando seus dotes femininos. A primeira e das mais célebres foi a paulista Domitila de Castro Canto e Melo (1797-1867), a Marquesa de Santos, assim chamada por D. Pedro I para espicaçar os irmãos, nascidos em Santos (São Paulo), Andrade e Silva (José Bonifácio, Antônio Carlos e Martim Francisco).
Pedro II, seguindo o exemplo do pai, teve por amante a baiana de Santo Amaro, Luísa Margarida Portugal de Barros (1816-1891), Condessa de Barral, preceptora das princesas D. Isabel e D. Leopoldina, das mais vivazes figuras femininas brasileiras do século XIX e também da corte do rei Luís Filipe I, o Rei Burguês da França.
A República também manteve, com alguns presidentes, essa tradição monárquica como o último da República Velha, Washington Luís Pereira de Sousa (1869-1957), amasiado com a italiana Elvira Vishi Maurich, como relata a revista “Aventuras na História”, em 13/5/2020, transcrito a seguir.
Hospital é condenado por demora em cirurgia que levou paciente à morte
Do TJDFT
por ML
A 3ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) condenou o Hospital Anchieta Ltda. a pagar R$ 85 mil de indenização por danos morais à filha de uma paciente que morreu após demora injustificada na realização de cirurgia durante internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A paciente foi admitida na UTI do hospital em fevereiro de 2023 com quadro de dor abdominal e sangramento. Os médicos realizaram a cirurgia exploratória apenas três dias após a internação, quando identificaram uma perfuração de cerca de seis centímetros no cólon e contaminação generalizada da cavidade abdominal. O quadro evoluiu para sepse, e a paciente morreu em março do mesmo ano.