ENTREVISTA
Gaza: “Moralmente, a gente saiu intacto”, diz pediatra brasileiro sobre tortura por Israel
Médico relata sequestro de membros da missão humanitária da Flotilha Global Sumud que levava ajuda à Faixa de Gaza
31 de maio de 2026
Por Andrea DiP, Sofia Amaral, Ricardo Terto, Stela Diogo
A Marinha de Israel atacou ilegalmente, em águas internacionais, navios em missão humanitária que tentavam romper o bloqueio à Faixa de Gaza no dia 18 de maio. A ação resultou na apreensão dos barcos da Flotilha Global Sumud e no sequestro de ativistas de diversos países, incluindo o Brasil.
O médico pediatra Cássio Pelegrini, que atua no atendimento a imigrantes em São Paulo, era um dos integrantes da flotilha. Pelegrini é o entrevistado do Pauta Pública desta semana e faz um relato detalhado do horror físico e psicológico vivido nas mãos dos militares israelenses, incluindo momentos de espancamentos, choques, privação de água e exposição ao frio e ao calor.
No relato a Andrea Dip, o médico relembra as cenas de tortura e violência sexual, alguns confirmados por manifestações do próprio ministro de Segurança Nacional de Israel, que chegou a divulgar em seu perfil nas redes sociais vídeos de ativistas amarrados e ajoelhados, com a legenda “bem-vindos a Israel”.
Pelegrini diz que os ativistas seguem firmes no apoio ao povo palestino: “eles fraturaram muitos corpos e foram violentos com a gente psicologicamente, mas em nenhum momento tivemos dúvida de que era o correto estar ali. Então, moralmente, a gente saiu intacto”, afirma.
Leia o relato e ouça o podcast completo:








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