
“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."
(Millôr Fernandes)
quinta-feira, 26 de março de 2026
Gaza: Há luz no fim do túnel para o Ocidente?

quarta-feira, 25 de março de 2026
AXIOMAS: Uma proposição que é aceita como verdadeira na Venezuela sem necessidade de provas
Quarta, 25 de março de 2026
AXIOMAS: Uma proposição que é aceita como verdadeira na Venezuela sem necessidade de provas
Nestor Azuaje
Ao longo desses anos, nós, membros do PSUV, fomos motivados emocionalmente, organizacionalmente e politicamente por três axiomas fundamentais, que internalizamos profundamente como verdades inabaláveis. Esses três axiomas são:
"A unidade cívico-militar-policial “indestrutível e inequívoca”.
"Quem vier atacar a Venezuela poderá entrar, mas não poderá sair".
“Sempre leais, jamais traidores”.
Bem, acredito que nenhum desses três axiomas resistiu ao teste da madrugada de 3 de janeiro. Os três se provaram falsos. Vejamos:
– O axioma da unidade cívico-militar-policial:
Uma semana após aqueles eventos ignominiosos, encontrei dois camaradas do partido (cujos nomes não me recordo) no Parque Sanz. Em meio à raiva reprimida que todos sentíamos, perguntei o que havia acontecido com todos os nossos preparativos. Para onde tinham ido os quatro milhões de milicianos que se alistaram nas praças públicas deste país, supostamente para defender a pátria? Para onde tinha ido o nosso glorioso exército, herdeiro dos nossos libertadores? Quanto à polícia… bem. A resposta que recebi de um dos camaradas foi permeada de fria frustração: estávamos dormindo.
STF aprova tese que unifica teto salarial e extingue pagamentos extras para magistratura e MP
Quarta, 25 de março de 2026
STF aprova tese que unifica teto salarial e extingue pagamentos extras para magistratura e MP
Decisão estabelece limites para verbas extras, extingue auxílios criados por decisões administrativas e impõe transparência total na folha de pagamento
Em um julgamento concluído nesta quarta-feira (25), o Supremo Tribunal Federal (STF) fixou as balizas para o regime remuneratório da magistratura e do Ministério Público até que seja editada a lei nacional prevista no artigo 37, parágrafo 11, da Constituição Federal. A tese de repercussão geral aprovada reafirma o teto constitucional de R$ 46.366,19 e estabelece uma organização nas folhas de pagamento, proibindo a criação de auxílios e verbas indenizatórias sem lei federal específica aprovada pelo Congresso Nacional.
A decisão tem caráter estrutural e será acompanhada pela Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As novas regras começam a valer já no mês-base de abril, impactando a remuneração a ser paga em maio.
TJDFT mantém indenização por abuso de direito em denúncia contra criança de dois anos
MPDFT obtém decisão que suspende compra de aparelhos sem licitação pelo TCDF
Quarta, 25 de março de 2026
Do MPDFT
Corte de Contas pagava quantia mensal diretamente no salário de autoridades e servidores sem exigir comprovação dos gastos
A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) obteve decisão que proíbe o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) de repassar valores mensais para que seus integrantes comprem aparelhos de uso pessoal, como celulares, tablets e notebooks, com dinheiro público. A sentença, publicada nesta terça-feira, 24 de março, anula uma resolução interna que permitia a aquisição desses equipamentos sem licitação e sem a obrigação de devolvê-los ao órgão ao final do uso.
A norma anulada, a Resolução nº 377/2024, permitia a autoridades e servidores de alto escalão do TCDF comprar aparelhos e contratar serviços de internet e telefonia em nome próprio. Para cobrir os custos, o tribunal pagava uma quantia fixa mensal diretamente no salário dos beneficiários, sem exigir a apresentação de notas fiscais ou comprovantes de que o dinheiro foi realmente gasto com os equipamentos. Os itens passavam a pertencer permanentemente aos agentes públicos, integrando seus patrimônios particulares.
Tá na Mesa — Idec — Sua porção semanal de alimentação saudável e sustentável
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Brasil precisa de dono e China vence século de humilhações
Quarta, 25 de março de 2026
Brasil precisa de dono e China vence século de humilhações
Entre dependência histórica e projeto nacional, o contraste entre o Brasil e a China revela caminhos distintos de desenvolvimento, educação e soberania no século 21
Samuel Pinheiro Guimarães Neto, carioca, inicia, com as mesmas palavras que começo este artigo, seu capítulo “Quinhentos anos de periferia: a inserção”, de “Desafios Brasileiros na Era dos Gigantes” (2006).
Samuel (1939–2024) foi exonerado de suas funções de diretor da Assessoria de Cooperação Internacional da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) por resistir à interferência da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). Já o cearense Roberto Átila Amaral Vieira, Roberto Amaral, nascido no mesmo ano — ambos formados em Direito — foi ministro de Ciência e Tecnologia de janeiro de 2003 a 2004, no governo Lula, além de conselheiro do BNDES e da Itaipu Binacional, membro do Pen Clube do Brasil e da International Political Science Association, bem como da International Association of Judicial Methodology.
terça-feira, 24 de março de 2026
Como os EUA podem tornar-se potência obsoleta
segunda-feira, 23 de março de 2026
Dia Mundial da Água —Em Brasília, especialistas denunciam ‘desidratação planejada’ do Cerrado
Dia Mundial da Água
Em Brasília, especialistas denunciam ‘desidratação planejada’ do Cerrado
Kennedy Cruz
Ensino Superior —Tribunal de Contas investiga governo de Ibaneis por retenção ilegal de R$ 219 milhões da universidade do DF

Ciências indígenas contra desinformação climática
Fortalecimento da Lei 11.645, de 2008, fornece subsídios para construção de rotas de fuga da crise climática
Luma Ribeiro Prado - Educadora e pesquisadora no ISA
Rosenilda Luciano - Do povo Sateré-Mawé, integrante do FNEEI e da ANMIGA

Conhecimento tradicional
Patrimônio
Política e Direito
Políticas públicas
*Artigo originalmente publicado no Mídia Ninja, no dia 17/03/2006
Em um cenário de emergência climática e disputa de narrativas acirrada pela polarização política e fundamentalismo religioso, a escola – lugar estratégico na formação de novas gerações – tem sido palco de desinformação sobre o tema, como apontou a agência Aos Fatos.
De um lado, a organização De Olho no Material Escolar (DONME) que, desde 2021, tem unido esforços para interferir na representação do agronegócio nos materiais didáticos, exercendo pressão sobre as principais editoras do Brasil para construir uma imagem ainda mais positiva do “agro”.
Assim, o lobby do DONME opera para a continuidade de um modo de vida no planeta que contribui para a situação de crise que vivemos: omitindo danos deste grupo econômico, como o desmatamento e as queimadas.
Do outro lado, o movimento indígena e socioambientalista, desde a década de 1970, vem trabalhando por uma educação que reconheça as ciências indígenas na promoção de práticas sustentáveis alinhadas à preservação do ecossistema e da biodiversidade, e represente a sociodiversidade brasileira de forma justa.
Uma conquista é a Lei 11.645/2008, que há 18 anos tornou obrigatório o ensino de histórias e culturas indígenas e afro-brasileiras em todas as escolas do país. Medida de reparação histórica, justiça curricular e que está em consonância com a urgência ambiental do século XXI, a Lei, no entanto, tem tido baixa implementação, como demonstrou o Diagnóstico Equidade, do Ministério da Educação.
domingo, 22 de março de 2026
Cerco econômico —Cuba não vive crise, vive ‘estado de guerra’, diz embaixador no Brasil
Domingo, 22 de março de 2026
Victor Cairo rebate declaração de Trump, revela três meses sem combustível e pede apoio material a aliados
Brasil de Fato — Brasília (DF)
Camila Araujo
Cuba completa três meses sem receber combustível, enfrenta a mais severa ofensiva dos Estados Unidos em 50 anos e vive uma situação de “guerra”, não de crise. O alerta é do novo embaixador cubano no Brasil, Victor Cairo, em aula inaugural na Universidade de Brasília (UnB) nesta terça-feira (17).
“Vivemos 60 anos de cerco econômico; agora vivemos uma guerra”, afirmou o diplomata durante a abertura do curso Processos históricos de Cuba e Contexto atual, promovido pelo Núcleo de Estudos sobre Cuba (Nescuba).
Atuando há menos de um mês no Brasil, após exercer a função diplomática no Panamá desde 2022, Cairo rebateu diretamente a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a ilha seria um “estado falido”.
“Cuba é um estado em guerra, não um estado falido”, declarou. Em recente fala, Trump chegou a dizer que tem o direito de fazer “qualquer coisa” com Cuba, ameaçando tomar o controle do território.
Segundo o embaixador, os Estados Unidos tentam, “pela primeira vez em 50 anos, agredir Cuba pela via armada”. O instrumento principal seria o que chamou de “cerco econômico, comercial e energético”, intensificado desde o final de 2025 com a promessa de sanções a países que vendam petróleo à ilha socialista.
“O cerco econômico, comercial e energético nos obriga a pensar que existe uma intenção do presidente dos EUA [Trump] e do secretário de Estado [Marco Rubio] hoje em sufocar e assassinar Cuba de fome, miséria e ruptura da vida, e crise humanitária”, denunciou.
A situação energética é particularmente grave no país caribenho. Com cerca de 80% da energia gerada por termelétricas alimentadas por combustíveis, a nova medida do governo Trump reduziu drasticamente a possibilidade de compra de petróleo no mercado global.
O quadro foi agravado pelo bloqueio naval dos EUA à Venezuela, implementado a partir do final de 2025. A Venezuela, aliada histórica de Cuba, era responsável por suprir grande parte da demanda energética da ilha em condições preferenciais. O bloqueio tornou-se, assim, um golpe direto na já fragilizada matriz energética cubana.

‘Catástrofe humanitária’
Segundo o embaixador, a falta de combustíveis não é um problema setorial, mas uma catástrofe humanitária em curso. “Impacta a saúde, a educação, o transporte de alimentos, a cadeia de distribuição de medicamentos e o turismo, diminuindo a quantidade de aviões que podem chegar ao país”, enumerou.
Ao descrever o cotidiano dos cubanos, Cairo falou em hospitais que reduzem operações, em transporte público parado, em cadeias de distribuição de medicamentos rompidas. “Lutamos e trabalhamos com o mínimo recurso e temos que reduzir o transporte público, as horas de trabalho, as operações nos hospitais, tendo que parar o processo de produção”, revelou.
Como consequência direta da pressão norte-americana, os governos de Honduras e da Jamaica encerraram acordos de décadas que permitiam a atuação de brigadas médicas cubanas em seus territórios.
O Brasil tem um papel estratégico neste momento. “Se o Brasil joga forte, Cuba não estará sozinha”, declarou o embaixador, reconhecendo a posição do presidente Lula em defesa da soberania cubana e as doações brasileiras de medicamentos e alimentos, com a expectativa de uma nova remessa com soja, feijão e arroz. Cairo, no entanto, descreveu o limite da ajuda: o governo brasileiro não envia combustível à ilha, temendo os efeitos das sanções.
Solidariedade
O evento reuniu solidariedade internacional e vozes de diferentes gerações em defesa da soberania cubana.
A professora e fundadora do Nescuba, Maria Auxiliadora César, que visita Cuba desde 1994, trouxe a perspectiva histórica. Ela contou que nunca viu o país em uma situação tão preocupante como a de agora.
“Estive em Cuba na década de 1980, estive no período especial. Cuba conseguiu sobreviver porque, mesmo sendo um período muito difícil, a solidariedade cotidiana é algo maravilhoso. Agora, Cuba depende de uma batalha de ideias e uma batalha material. Cuba necessita muito mais.”

Na mesma linha, o representante da embaixada do Irã no Brasil, Ali Mir, prestou solidariedade ao povo cubano e reagiu a uma fala do embaixador. “Se a única coisa que resta para os Estados Unidos é o poder militar, acho que o Irã vai acabar com isso também”, disse, seguido de aplausos.
O venezuelano Freddy Meregote, que protagonizou uma resistência contra a tentativa de invasão à embaixada da Venezuela em novembro de 2019, afirmou: “Temos que fazer esforço, os povos do mundo, para retirar o bloqueio contra Cuba.”
Já a jovem Yara Flor, estudante do ensino médio, de 17 anos, representou a voz da nova geração. Ela afirmou que “é uma barbaridade e uma coisa terrorista que os Estados Unidos fazem em Cuba” e que é preciso “conscientizar as pessoas nas universidades e escolas, já que muitas pessoas não sabem o que está acontecendo”.
Flotilha Nossa América
Uma campanha de solidariedade tem mobilizado parlamentares, dirigentes sindicais e representantes estudantis brasileiros que participam de uma caravana internacional de solidariedade a Cuba. O grupo pretende levar mais de 20 toneladas de produtos para ajuda humanitária ao país caribenho.
A Flotilha Nossa América está marcada para partir no sábado (21), por via marítima, aérea e terrestre.
No sábado, 21 de março, mais de 20 toneladas de alimentos, medicamentos e insumos deixarão o Brasil em direção a Havana. A Flotilha Nossa América não leva apenas ajuda humanitária. Leva, nas palavras da professora Maria Auxiliadora, “a certeza de que a solidariedade cotidiana ainda é capaz de furar bloqueios”.
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Editado por: Flavia Quirino

Internacional
BrasíliaNo centenário de Fidel, Brasil celebra a revolução e presta solidariedade ao povo cubano
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“Vivemos 60 anos de cerco econômico; agora vivemos uma guerra”, afirmou o diplomata durante a abertura do curso Processos históricos de Cuba e Contexto atual, promovido pelo Núcleo de Estudos sobre Cuba (Nescuba).
Atuando há menos de um mês no Brasil, após exercer a função diplomática no Panamá desde 2022, Cairo rebateu diretamente a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a ilha seria um “estado falido”.
“Cuba é um estado em guerra, não um estado falido”, declarou. Em recente fala, Trump chegou a dizer que tem o direito de fazer “qualquer coisa” com Cuba, ameaçando tomar o controle do território.
Segundo o embaixador, os Estados Unidos tentam, “pela primeira vez em 50 anos, agredir Cuba pela via armada”. O instrumento principal seria o que chamou de “cerco econômico, comercial e energético”, intensificado desde o final de 2025 com a promessa de sanções a países que vendam petróleo à ilha socialista.










