Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

terça-feira, 9 de junho de 2026

Tiro que matou soldado após assalto em Sorocaba (SP) partiu da própria PM, indica perícia

Terça, 9 de junho de 2026


Tiro que matou soldado após assalto em Sorocaba (SP) partiu da própria PM, indica perícia

09/06/2026 5h06 Paulo Batistella

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Investigação já apurava possível “fogo amigo” contra Matheus Almeida Rodrigues, seja de modo acidental ou em tentativa de colegas de forjarem confronto. Vídeo e relatos conflitantes de PMs já derrubavam hipótese de tiroteio com assaltantes

Matheus, ao centro da imagem, foi baleado quando os disparos já haviam cessado | Foto: Reprodução

Uma perícia feita pela Polícia Técnico-Científica indicou que o tiro que matou o soldado Matheus Almeida Rodrigues, de 28 anos, em uma ocorrência em Sorocaba (SP) em abril deste ano, partiu da própria Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP). A descoberta se junta a outras provas do caso de que o policial militar foi morto por “fogo amigo” — resta saber se isso ocorreu de modo acidental ou não.

Confirmada pela Ponte, a informação foi revelada pelo site Metrópoles, segundo o qual a Polícia Civil já investigava se Matheus pode ter sido atingido em uma tentativa dos colegas de forjarem um confronto.

A princípio, o caso era tratado com uma morte decorrente de um suposto confronto com assaltantes que roubaram uma farmácia na cidade naquela ocasião. No entanto, conforme publicou a Ponte, um vídeo da ocorrência registrou que Matheus só foi baleado um minuto depois de colegas policiais terem dado vários disparos contra quatro criminosos em um carro — três deles morreram no local.

Idec —⚠️ Tem marca te enganando e você precisa saber disso. De Olho no Greenwashing; c

Terça, 9 de junho de 2026

Idec —⚠️ Tem marca te enganando e você precisa saber disso. De Olho no Greenwashing; Nem tudo que parece sustentavel realmente é

Caso não esteja visualizando corretamente esta mensagem, acesse este link
Logo Idec - Instituto de Defesa de Consumidores

.................,

Você já teve a sensação de estar fazendo a escolha certa para o planeta…

e depois descobriu que era só marketing bem feito?

Pois é. Isso tem nome: GREENWASHING.

Empresas dizem que são responsáveis, conscientes, comprometidas com a natureza…

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Thomas Piketty vislumbra o pós-capitalismo

Segunda, 8 de junho de 2026

Thomas Piketty vislumbra o pós-capitalism

Relatório coordenado pelo economista sugere: é possível eliminar pobreza, reduzir jornadas de trabalho à metade e frear o aquecimento global. Pré-requisitos: ataque frontal à desigualdade e transformação política e econômica. Quais os caminhos?


OUTRASPALAVRAS                                              Desigualdades
Publicado 08/06/2026 às 19:48

Foto: Ed Calcock/“The New York Times”

Thomas Piketty, Anmol Somanchi e Gastón Nievas em entrevista a Thiago Gama

Só as lutas sociais podem produzir transformações nas estruturas de poder e de riqueza, sugere a História — mas onde está a centelha capaz de mobilizar as sociedades para tanto? Numa época em que a ordem capitalista está em crise, mas o vaticínio de Margaret Thatcher (“Não há alternativas”), ainda insuperado, produz angústia e desencanto, vale atentar para um trabalho lançado neste fim de semana pelo Laboratório Mundial das Desigualdades, liderado pelo economista francês Thomas Piketty.

Chama-se Relatório para a Justiça Global. Propõem objetivos que só podem ser classificados como pós-capitalistas — ainda que não tenham sintonia direta com os distintos programas socialistas dos séculos passados. Propõem basicamente três objetivos, que requerem transformar as relações políticas e econômicas hoje existentes — daí o caráter disruptivo e mobilizador da proposta.

Juiz do TJDFT analisa papel do Formulário Rogéria na proteção da população LGBTQIA+ no ConJur

Segunda, 8 de junho de 2026

Juiz do TJDFT analisa papel do Formulário Rogéria na proteção da população LGBTQIA+ no ConJur

Do TJDFT
por DS sob supervisão de RM — publicado 08/06/2026

O portal jurídico ConJur publicou, na sexta-feira, 5/6, o artigo “Formulário Rogéria e papel do sistema de Justiça na proteção de direitos LGBTQIA+”, de autoria de do juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Fábio Francisco Esteves, conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no biênio 2026-2028 e doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), e coautoria do procurador da República e procurador regional dos Direitos do Cidadão no Acre, Lucas Costa Almeida Dias.

No texto, é analisada a relevância do Formulário Rogéria como instrumento para identificar situações de risco e fortalecer a atuação institucional voltada à proteção da população LGBTQIA+. O artigo também destaca o papel do sistema de Justiça na promoção dos direitos humanos e na construção de respostas mais efetivas para o enfrentamento da violência e da discriminação.

MPDFT recomenda aplicação obrigatória de protocolo antirracista nas escolas do DF

Segunda, 8 de junho de 2026


MPDFT recomenda aplicação obrigatória de protocolo antirracista nas escolas do DF

Do MPDFT
Publicado no site do MPDFT em 08/06/2026


Medida exige registro de casos de racismo, capacitação de gestores e inclusão de ações antirracistas no projeto pedagógico

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) expediu recomendação à Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) para que todas as escolas da rede pública do DF adotem o Protocolo Antirracista da Secretaria de Educação. A medida consta da Recomendação Conjunta nº 01/2026, assinada pelas Promotorias de Justiça Regionais de Defesa dos Direitos Difusos (Proregs), Promotorias de Justiça de Defesa da Educação (Proeducs) e Núcleo de Enfrentamento à Discriminação (NED).

O documento determina que as Coordenações Regionais de Ensino garantam a implementação de fluxos para identificação, registro, acolhimento e encaminhamento de casos de racismo no ambiente escolar. Segundo o MPDFT, nenhum episódio de discriminação étnico-racial deve deixar de ser registrado ou tratado institucionalmente.

Ação do MPDFT garante retomada da ecoendoscopia na rede pública do DF

Segunda, 9 de junho de 2026



Ação do MPDFT garante retomada da ecoendoscopia na rede pública do DF

Do MPDFT
Publicado originalmente no site do MPDFT em 08/06/2026

Serviço deve ser restabelecido em até 120 dias pela SES e Iges-DF

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) obteve decisão judicial que obriga o Distrito Federal e o Instituto de Gestão Estratégica em Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) a retomarem a realização do exame de ecoendoscopia na rede pública de saúde no prazo de 120 dias. Em caso de descumprimento, será aplicada multa diária de R$ 20 mil, limitada inicialmente a R$ 2 milhões. A sentença é de 19 de maio.

A sentença, proferida pela 6ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, é resultado de ação civil pública ajuizada pela 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) em novembro de 2025. Na decisão, o magistrado concluiu que a interrupção prolongada do serviço viola o direito fundamental à saúde assegurado pela Constituição Federal.

SEMANA CHEIA —Congresso terá semana de debates sobre direitos sociais e combate à intolerância; pressão pelo fim da 6×1 chega aos senadores

Segundo, 8 de junho de 2026

Semana cheia
Congresso terá semana de debates sobre direitos sociais e combate à intolerância; pressão pelo fim da 6×1 chega aos senadores

Na pauta: bolsa família, racismo religioso, cultura indígena, violência contra idosos e valorização do trabalho

Brasil de Fato — Brasília (DF)
8.jun.2026

Sede do Congresso Nacional, em Brasília | Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

A semana no Congresso Nacional começa com expectativa sobre os próximos passos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho e põe fim à escala 6×1. Sob pressão crescente de trabalhadores, sindicatos e da mobilização nas redes sociais, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deve ser cobrado a indicar qual será o andamento da matéria nos próximos dias.

O tema ganhou ainda mais repercussão após declarações recentes de Alcolumbre defendendo que a proposta seja debatida com o setor empresarial antes de qualquer avanço, além de sinalizar que o tema precise passar por uma outra comissão além da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a fim de atrasar o debate. O senador também participou de encontros com representantes do empresariado, o que gerou críticas de parlamentares e movimentos favoráveis à redução da jornada, que acusam a cúpula do Senado de retardar uma discussão já respaldada por ampla mobilização popular.

A pressão nas redes sociais pela tramitação da proposta que extingue a escala 6×1 no Senado já começa a gerar desconforto entre parlamentares.

GUERRA —Irã interrompe retaliação contra Israel e diz que segue negociando fim da guerra

Segunda, 8 de junho de 2026

GUERRA
Irã interrompe retaliação contra Israel e diz que segue negociando fim da guerra

Teerã retaliou agressões israelenses contra o Líbano

Brasil de Fato — São Paulo (SP)
8.jun.2026

O comando das Forças Armadas iranianas anunciou, nesta segunda-feira (8), a suspensão dos ataques retaliatórios contra Israel, após ambos os países retomarem a ofensiva pela primeira vez desde o cessar-fogo de 8 de abril. Por meio de comunicado, o comando disse que o Irã “respondeu com veemência” aos bombardeios israelenses nos subúrbios do sul da capital do Líbano, Beirute, acrescentando que “consequentemente, a operação está interrompida”.

O comando advertiu que o Irã retaliará em caso de novos ataques israelenses no Líbano. Também nesta segunda, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país continua negociando o fim da guerra iniciada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro e que a prioridade de Teerã é “a segurança nacional e a paz do nosso povo”.

domingo, 7 de junho de 2026

DIVERSIDADE —Parada LGBT+ de São Paulo celebra 30 anos com defesa da memória, dos direitos e da participação política

Domingo, 7 de junho de 2026

Diversidade
Parada LGBT+ de São Paulo celebra 30 anos com defesa da memória, dos direitos e da participação política

Sob o tema '30 anos da Parada SP: a rua convoca, a urna confirma', ato reúne milhares de pessoas na Avenida Paulista

Brasil de Fato — São Paulo (SP)
7.jun.2026

Parada do Orgulho LGBT+ em São Paulo, que completa 30 anos, é realizada na Avenida Paulista | Crédito: @roberto.parizotti/Roberto Parizotti

A Avenida Paulista foi tomada por milhares de pessoas neste domingo (7) para a 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo. Sob o tema “30 anos da Parada SP: A rua convoca, a urna confirma”, a manifestação celebrou três décadas de história daquela que é considerada a maior parada LGBT+ do mundo, reunindo artistas, ativistas, parlamentares, famílias e representantes de organizações da sociedade civil.

O clima foi marcado tanto pela celebração quanto pela valorização da memória do movimento LGBT+. Ao longo do percurso, participantes relembraram conquistas históricas alcançadas nas últimas décadas, enquanto cartazes e discursos nos trios elétricos reforçavam a importância da participação política e da defesa dos direitos dessa população.

A movimentação foi intensa em toda a região das avenidas Paulista e Consolação, com grande presença de jovens, famílias, turistas e grupos organizados. Bandeiras coloridas, mensagens políticas e referências à trajetória da Parada marcaram o cenário da manifestação.

O Almirante Negro rasga os mares do racismo brasileiro

Domingo, 7 de junho de 2026

O Almirante Negro rasga os mares do racismo brasileiro

Professor da Educação do Campo e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas da Universidade de Brasília (UnB).

Do Brasil de Fato DF
O Almirante Negro rasga os mares do racismo brasileiro

O espetáculo propõe uma reflexão sobre racismo, memória e resistência no Brasil. | Crédito: Ogãn Luiz Alves

O passado está em disputa e a Marinha Brasileira contestou o título de herói da pátria para João Candido

A Revolta da Chibata, episódio que ocorreu no Rio de Janeiro em 1910, é um dos atos insurgentes populares mais famosos da história brasileira. A rebelião iniciou quando marinheiros se apoderaram do navio militar Minas Gerais e outras três embarcações de guerra da Marinha para ameaçar com os canhões a ordem racista herdade do período escravocrata.

O movimento denunciou os maus tratos aos marinheiros negros de baixa patente, submetidos a chibatadas como prática disciplinar, péssimas condições de alimentação, de alojamento nos navios e batalhões, os soldos baixos, além de outras humilhações. João Cândido é o nome do líder da revolta e tramita no Congresso Nacional um projeto para que o nome dele conste no Panteão dos Heróis e Heroínas Nacionais.

sábado, 6 de junho de 2026

FUTURO PLANTADO —O que são sistemas agroflorestais e como eles podem recuperar o solo degradado pelo agronegócio

Sábado, 5 de junho de 2026

FUTUR0 PLANTADO
O que são sistemas agroflorestais e como eles podem recuperar o solo degradado pelo agronegócio

Em Jarinu (SP), estudantes de assentamentos e acampamentos aprendem técnicas de agroecologia para restaurar a terra

BRASIlL de FATO —Jarinu (SP)6.jun.2026


Entre canteiros cobertos por palha, mudas de árvores e fileiras de hortaliças, estudantes de assentamentos e acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de diferentes regiões do país aprendem, em Jarinu (SP), uma das principais lições da agroecologia: recuperar a vida do solo é também recuperar a capacidade de produzir alimentos e reduzir a dependência dos insumos químicos caros do agronegócio.

No Centro Agroecológico Paulo Kageyama (CAPK), os sistemas agroflorestais aparecem como alternativa à degradação provocada por décadas de monocultivo, mecanização pesada e uso intensivo de agrotóxicos.

Em muitas regiões do país, nas terras conquistadas para a reforma agrária, o solo está compactado, empobrecido e com pouca capacidade de reter água e nutrientes. É para mudar essa realidade que os sistemas agroflorestais aparecem como possibilidade que conjuga produção e recuperação ambiental.

UM SENADO PARA ENVERGONHAR O BRASIL

Sábado, 6 de junho de 2026

UM SENADO PARA ENVERGONHAR O BRASIL



Artigo originalmente postado no dia 05 de junho no

Pedro Augusto Pinho*
O Senado Federal é composto por 81 Senadores, representando os 26 Estados e o Distrito Federal. Cada senador tem dois suplentes, assim o Senado tem registrados na sua folha 243 senadores, entre titulares e suplentes, embora estes últimos só recebam salários e vantagens quando em efetivo exercício.
Na atual composição, os partidos com representação no Senado, considerados apenas pelos titulares, são: 16 do PL, 14 do PSD, nove do MDB, nove do PT, sete do PSB, sete dos Progressistas, seis dos Republicanos, três do União Brasil, três dos PSDB, três do Podemos, dois do PDT, um do Avante e um do Novo. Em outubro serão eleitos 54 senadores, o que dá aos brasileiros a oportunidade de promover significativa mudança neste Senado.
O QUE NOS ENVERGONHA E SEUS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS
Transcrevemos da Agência Brasil, a matéria da jornalista Daniella Almeida, publicada em 3/6/2026, sob o título: Senado anula norma sobre aborto legal em crianças vítimas de estupro, vítimas de estupro.
Presidia o Senado Federal o senador Davi Alcolumbre (União-AP), sendo secretário-geral da Mesa do Senado Federal, o servidor de carreira do Senado, designado pelo Presidente Davi Alcolumbre, o consultor-geral Danilo Augusto Barboza de Aguiar.
“O plenário do Senado suspendeu, nesta terça-feira (2/6), a validade da Resolução nº 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) que trata do atendimento humanizado de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual e da garantia de seus direitos, entre eles, o aborto legal quando a gravidez é decorrente de estupro.”

sexta-feira, 5 de junho de 2026

“Tenho menos armas que ela”, diz Luan Araújo ao saber de prisão em processo de Zambelli

Sexta, 5 de junho de 2026

“Tenho menos armas que ela”, diz Luan Araújo ao saber de prisão em processo de Zambelli


5 de junho de 2026

A Justiça paulista determinou a prisão, em regime aberto, do jornalista Luan Araújo por não pagar R$ 2.216,30 à ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). O valor refere-se a uma condenação por difamação movida por Zambelli após Luan publicar um texto afirmando que ela “faz parte de uma extrema direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte”.

A condenação vem 14 dias depois de Zambelli, condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão, conseguir a liberdade na Itália, onde possui cidadania, escapando à extradição para o Brasil.

Nada de bom! —‘Sugestão de substituir Pix de Eduardo Bolsonaro é descabida, subserviente e entreguista’, diz especialista



Sexta, 5 de junho de 2026

NADA BOM!
‘Sugestão de substituir Pix de Eduardo Bolsonaro é descabida, subserviente e entreguista’, diz especialista

Paulo Borba analisa movimentações da família Bolsonaro e aponta tentativa de interferência eleitoral

Brasil de Fato — São Paulo (SP)Ana Rosa Carrara E Camila Salmazio E Maria Teresa Cruz
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ). | Crédito: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

A sugestão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) de substituir o Pix pelo Zelle, uma plataforma de pagamentos instantâneos criada e mantida por um consórcio de bancos dos Estados Unidos, é descabida e totalmente política.

Essa é a avaliação de Paulo Borba, professor de Direito Internacional Público da Universidade de São Paulo (USP), em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato. A fala do filho 02 do ex-presidente Jair Bolsonaro aconteceu em entrevista à Rádio TCM, ocasião em que o ex-deputado defendeu que adotar o Zelle “demonstraria boa vontade” do Brasil em cooperar com os Estados Unidos.

✊ Uma vitória contra mentira verde para marcar a história

Sexta, 5 de junho de 2026

Cabeçalho | Por Dentro - Idec
Seu informe sobre cidadania e consumo
05 de junho de 2026
Destaque

✈️ 1ª sentença da Justiça por greenwashing no Brasil

Ação civil pública que movemos contra a Gol acaba de ser julgada procedente. A Justiça reconheceu que campanhas da companhia configuraram publicidade enganosa e greenwashing por anunciar compensação ambiental sem comprovação. Mesmo após suspender os programas, tentou argumentar que a ação não teria mais utilidade. Mas o tribunal entendeu diferente: a conduta violou o direito à informação, atingiu consumidores e merece reparação. Agora, a Gol terá que pagar R$ 5 milhões por danos morais coletivos. Mais que uma vitória do Idec, é um recado para o mercado: mentira verde tem consequência. Idec

De olho na luta

FINANCEIRO

✊ Banco terá que devolver cobrança indevida

Durante quase 16 anos, clientes do banco Itaú estiveram pagando seguros sem autorizar a cobrança.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

UFBA: um projeto para superar a universidade neoliberal


Quinta, 4 de junho de 2026

UFBA: um projeto para superar a universidade neoliberal

Em eleição inédita para reitoria, comunidade acadêmica reafirma recusa ao ideário travestido de “moderno” e “eficiente”. Propõe a luta pelo orçamento público, o resgate da mobilização permanente, a importância do convívio presencial e o sentido de soberania

Do OUTRASPALAVRAS                              Além da Mercadoria


Foto: Aristides Alves/UFBA

O resultado da primeira eleição direta para a Reitoria das universidades federais, realizada na Universidade Federal da Bahia (UFBA), conforme a nova regra que aboliu a lista tríplice a partir da qual o Presidente de República escolhia o seu indicado dentre os mais votados em uma consulta à comunidade universitária, consagrou a vitória de uma conquista democrática histórica, reafirmando a autonomia das universidades.

No dia 22 de maio, após dois dias de votação, com a participação recorde de 13.211 votantes, foi proclamada a vitória da chapa “Somos UFBA” formada pelos professores João Carlos Salles (Filosofia) e Jamile Borges (Educação), que obteve 68% do total de votos e foi vencedora nas três categorias, com o comparecimento de 77% dos docentes, 65% dos técnicos administrativos e 25% dos estudantes. As demais chapas concorrentes obtiveram a seguinte votação: 23,4% (chapa 1); 3% (chapa 3) e 4,4% (chapa 4); os votos nulos e brancos representaram 1,6%.

Chapa 2 “Somos Ufba” proclamada vitoriosa na eleição para os cargos de Reitor e Vice-Reitora da UFBA. Imagem: Reprodução/Ufba.br

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Gama: MPDFT denuncia homem por tentativa de feminicídio contra namorada

Quarta, 3 de junho de 2026

Gama: MPDFT denuncia homem por tentativa de feminicídio contra namorada



Do MPDFT
Publicado: 03/06/2026.  Denúncia

Crime ocorreu em maio de 2026. Acusado, que possui histórico de condenações por violência contra a mulher, está preso preventivamente

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou, nesta quarta-feira, 3 de junho, Felipe Helder Ferreira Santos, conhecido como "Trombada", por tentativa de feminicídio qualificado contra a namorada. O crime ocorreu na madrugada de 23 de maio de 2026, no Gama. O denunciado encontra-se preso preventivamente.

De acordo com a denúncia apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri e Delitos de Trânsito do Gama, Felipe tentou matar a vítima mediante golpe de faca desferido no pescoço.

VIOLAÇÃO —Especialistas da ONU acusam EUA de ‘práticas coloniais’ contra Cuba



Quarta, 3 de junho fr 2026

VIOLAÇÃO
Especialistas da ONU acusam EUA de ‘práticas coloniais’ contra Cuba

Relatores afirmam que sanções e ameaças de Washington à ilha violam princípios do direito internacional

Brasil de Fato — Havana (Cuba)
3.jun.2026

Bloqueio energético dos EUA tem levado Cuba a sucessivos apagões

Especialistas independentes em direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmaram que as pressões exercidas pelos Estados Unidos contra Cuba reproduzem práticas da era colonial, violam princípios fundamentais do direito internacional e representam uma ameaça à soberania da ilha. Em comunicado divulgado na terça-feira (2), os relatores instaram Washington a interromper imediatamente as medidas coercitivas e as ameaças dirigidas ao país caribenho.

O documento foi assinado por Ben Saul, relator especial sobre a promoção e proteção dos direitos humanos e das liberdades fundamentais na luta contra o terrorismo; Zaina Jallad, relatora especial sobre o impacto negativo das medidas coercitivas unilaterais; e George Katrougalos, especialista independente sobre a promoção de uma ordem internacional democrática e equitativa.

📚 Sistemas alimentares: o Brasil que existe no prato

Quarta, 3 de junho de 2026

Cabeçalho | Tá na Mesa - Idec - Sua porção semanal de alimentação saudável e sustentável

Quando falamos sobre alimentação, também falamos sobre território, cultura e relações de poder. No novo relatório do Idec, mostramos que existem muitos Brasis possíveis quando o assunto é construir sistemas alimentares mais saudáveis, justos, sustentáveis e conectados com a vida real das pessoas e com a preservação do meio ambiente.

GIF animado - Destaque

Sistemas alimentares: por que não existe uma solução única para o Brasil?

Quando pensamos em alimentação saudável e sustentável, é comum imaginar que existe um único caminho possível. Mas a realidade é muito mais complexa. O Brasil é atravessado por diferentes culturas, territórios, modos de vida e relações com a comida. E isso também significa que os sistemas alimentares no país são plurais.

É justamente essa reflexão que aparece no nosso novo relatório de experiências exitosas, construído a partir de iniciativas reais espalhadas por diferentes regiões do Brasil. Mais do que apresentar conceitos, o material mostra experiências exitosas concretas de transformação alimentar acontecendo nos territórios, conectadas à agricultura familiar, à cultura alimentar local, ao acesso à alimentação saudável e à mobilização coletiva.

Ao longo da pesquisa, nós reforçamos uma ideia importante: não existe transição verdadeiramente justa, saudável e sustentável dos modelos de produção e consumo alimentar sem considerar as desigualdades sociais, econômicas e regionais do país.

Alimentação também é território

terça-feira, 2 de junho de 2026

Senadores do DF assinam PEC que pode abrir caminho para escala 7x0

Terça, 2 de junho de 2026

RETROCESSO
Senadores do DF assinam PEC que pode abrir caminho para escala 7×0

Proposta permite contratação por horas trabalhadas e reduz peso das negociações coletivas

Brasil de Fato — Brasília (DF)

Damares Alves (Republicanos-DF) e Izalci Lucas (PL-DF) apoiam a PEC 12/2026, proposta que altera as regras da jornada de trabalho. | Crédito: Saulo Cruz e Waldemir Barreto/Agência Senado

Os senadores Damares Alves (Republicanos-DF) e Izalci Lucas (PL-DF) estão entre os 40 parlamentares que assinaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que altera as regras da jornada de trabalho no país e amplia a possibilidade de acordos individuais entre patrões e empregados.

O texto cria um modelo alternativo ao regime tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permitindo que trabalhadores optem por uma jornada flexível baseada em horas efetivamente trabalhadas. A proposta também estabelece que contratos individuais possam prevalecer sobre convenções e acordos coletivos em temas relacionados à compensação de horários e à redução da jornada.

Crescimento para poucos: a armadilha do capitalismo

Terça, 2 de junho de 2026

Crescimento para poucos: a armadilha do capitalismo

Roberto Amaral*

“O empresário tende inevitavelmente a se transformar em rentista e a dominar cada vez mais aqueles que só possuem sua força de trabalho. Uma vez constituído, o capital se reproduz sozinho, mais rápido do que cresce a produção. O passado devora a produção.” — Thomas Piketty, O capital no século XXI.

Ao contrário do que afirma Paulo Gala em seu excelente “Rumo a 2050” (Carta Capital, 27/05/2026), o crescimento da economia, por si, não altera a estrutura distributiva. Ao contrário, não apenas convive com alta concentração de renda, como a promove. 

Trata-se, simplesmente, de determinismo da lógica de acumulação do capitalismo, e sua consequência irrecorrível é a concentração da riqueza, na contramão da valorização do trabalho como um dos fatores da produção. Mesmo o aumento da produtividade não implica aumento proporcional dos salários. De um lado, os lucros do capital são reinvestidos, ampliando a escala do capital e, como em um círculo vicioso, reforçando sua concentração; doutra parte, o desemprego estrutural — alimento do exército industrial de reserva — pressiona os salários para baixo, quadro tendencial da globalização do capitalismo, a que se somam o desenvolvimento científico e as novas tecnologias, poupadoras de mão de obra e intensivas em capital, e a articulação de grandes e poucas corporações operando em escala global, de forma oligopolista, transitando para o monopólio, com níveis inéditos de concentração de mercado e de poder político, frequentemente avançando sobre as soberanias nacionais.

A história testemunha que o crescimento da renda per capita pode conviver com estagnação relativa ou perda do poder aquisitivo dos trabalhadores. Marx, no século XIX, explicou a contradição entre a expansão das forças produtivas e as relações sociais de produção. Tal disfunção se agrava na periferia do capitalismo contemporâneo, onde o desenvolvimento econômico se conjuga com setores altamente atrasados. Celso Furtado, ainda nos anos 1960, referia-se ao que denominou “difusão restrita do progresso técnico”: os ganhos de produtividade concentram-se em setores modernos, todavia sem irradiar para o conjunto da economia, acentuando as desigualdades.