CHINA PACÍFICA E COOPERANTE E O BRASIL DO SÉCULO XXI
Pedro Augusto Pinho*
O Ocidente europeu deve muito à China, mas sendo constituído por povos belicosos, segregacionistas e, acima de tudo, vaidosos, jamais reconheceram esta dívida histórica.
Seria muito necessário, para compreensão humana, que o ensino da história começasse por noções de antropologia. Isso talvez evitasse a construção de desinformações como do “perigo amarelo”. Como uma nação iria construir esta maravilha do mundo, “a Grande Muralha da China”, se seu objetivo não fosse a defesa, mas o ataque? E, para que essa obra gastasse esforços e recursos ao longo de 1.800 anos, desde a Dinastia Qim (200 a.C.) até o fim da Dinastia Ming (1644).
E surgisse de um homem, Mestre Kong (Kong Fuzi), que os jesuítas latinizaram, ao levar para Europa nos séculos XVII e XVIII, para Confúcio, um pensamento que é, antes de tudo, humano, agnóstico e moral, engajado e voltado para todos, diríamos consagrado à arte de governar.
O que ensina Confúcio está em dois pictogramas chineses que significam “o bem que um homem pode fazer ao outro”.

Arte: policypress.cy

Paulo Freire aponta que um dos sentidos da educação é que os educandos aprendam a ler a realidade, e não só as palavras | Crédito: Arquivo/Instituto Paulo Freire


















