“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

domingo, 4 de outubro de 2026

Quem controla o sistema de transporte do DF, e para quem?

Domingo, 4 de outubro de 2026


O Observatório das Metrópoles é um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), sediado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que trabalha de forma sistemática e articulada sobre os desafios metropolitanos colocados ao desenvolvimento nacional. Atualmente organizado em 21 núcleos pelo Brasil, o Observatório das Metrópoles tem como um dos eixos centrais a incidência no debate público de forma a contribuir para a democratização do conhecimento, sempre de forma articulada à excelência acadêmica e ao compromisso com o desenvolvimento econômico e social do país.

Quem controla o sistema de transporte do DF, e para quem?

BRASIL DE FATO — Brasília (DF)
Matéria originalmente postada no BdF de 2.out.2026

Metrô-DF atende diariamente cerca de 170 mil passageiros | Crédito: Renato Araújo/Agência Brasília
Quanto à qualidade do transporte público, em 2026 o sucateamento do metrô ficou mais evidente com interrupções no serviço e redução na frota
Diferentemente do que ocorre na disputa à Presidência da República, nas eleições para o Governo do Distrito Federal (GDF) a mobilidade urbana tem se destacado nos debates e nas campanhas dos candidatos. Em um território caracterizado pelo histórico espraiamento urbano, pelos constantes aumentos de tarifas de ônibus e pela priorização do deslocamento rodoviário, não são poucas as críticas possíveis ao modelo de organização vigente.

Nesse sentido, um questionamento surge em meio aos problemas diários enfrentados pela população e às promessas de campanha: quem controla o sistema de transporte do DF, e em benefício de quem?

Eleições: A ameaça invisível das big techs

Domingo, 4 de outubro de 2026

Eleições: A ameaça invisível das big techs

A um passo das urnas, resta um ponto cego: qual será o papel das redes sociais, turbinadas por IA? Corporações têm meios técnicos para desviar votos manipulando os medos e desejos de cada eleitor. Para impedi-las, é preciso ação política. Haverá?

Por Reynaldo Aragon e Eden Cardim* | Arte: Claudius Ceccon

A Eleição Invisível

A eleição brasileira de 2026 já começou — e ela não está acontecendo no território físico, mas no território cognitivo. Enquanto o debate público olha para pesquisas, candidatos e alianças partidárias, a disputa real se desenrola em outra camada da realidade: a arquitetura invisível das plataformas digitais, onde algoritmos e capital privado constroem aquilo que chamo de gerrymandering digital. Trata-se de uma técnica sofisticada, capaz de reorganizar o eleitorado não por regiões geográficas, como no gerrymandering clássico, mas por regiões emocionais, grupos de comportamento, padrões de vulnerabilidade psicológica e tendências de engajamento afetivo. Em vez de redesenhar distritos no mapa, as plataformas redesenham o mapa mental do país.

O funcionamento é simples e brutal. Cada pessoa, ao interagir nas redes, deixa um rastro contínuo de sinais: medos, crenças, preferências, horários de maior fragilidade, temas que provocam raiva, conteúdos que geram prazer imediato, assuntos que disparam indignação moral. Esses sinais são processados por algoritmos que segmentam milhões de indivíduos em distritos cognitivos, grupos invisíveis definidos não pela rua onde moram, mas pelo perfil emocional que apresentam. Assim, uma pessoa que engaja com vídeos de violência urbana, notícias policialescas e conteúdos religiosos tende a ser colocada em um distrito mental do medo. Esse distrito recebe, de maneira sistemática, um fluxo contínuo de mensagens sobre “caos”, “invasões”, “corrupção das instituições”, “guerra cultural” e “necessidade de força”. O objetivo não é informá-la — é manter seu estado emocional ativado para direcionar sua percepção política.

sábado, 3 de outubro de 2026

Brasil amplia Margem Equatorial com base em decisão da ONU

Sábado, 3 de outubro de 2026

Brasil amplia Margem Equatorial com base em decisão da ONU

Nova área acrescida na Margem Equatorial brasileira para explorar petróleo equivale ao tamanho da Alemanha.

Da AEPET
Publicado em 02/10/2026
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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciou que a Margem Equatorial, tida como promissora nova fronteira de produção de petróleo, ganhou mais 11 setores exploratórios, que somam 380 mil quilômetros quadrados (km²).

A inclusão é baseada em uma decisão da Organização das Nações Unidas (ONU), que ampliou a plataforma continental brasileira.

A decisão foi aprovada nesta sexta-feira pela diretoria da ANP, agência reguladora da indústria do petróleo e vinculada ao Ministério de Minas e Energia. Pela manhã, a Petrobrás anunciou a segunda descoberta de petróleo na Margem Equatorial.

Os 11 novos setores incluem 501 blocos de exploração. Essa nova área é equivalente ao tamanho de um estado como o Mato Grosso do Sul (357 mil km²) ou a um país, como a Alemanha. Os novos setores foram classificados pela ANP comoNova Fronteira Exploratória.

CARTA À MILITÂNCIA DO PSOL

Sábado, 3 de outubro de 2026
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CARTA À MILITÂNCIA DO PSOL

Companheiras e companheiros,

Escrevo esta carta pra agradecer a cada uma e cada um que tem se dedicado nos últimos meses a construir nossas campanhas e lutar para que nosso partido supere a cláusula de barreira e a gente reeleja o presidente Lula.

Mais uma vez, estamos diante das eleições mais importantes das nossas vidas. Impedir que a extrema direita golpista retome o poder no país é a tarefa mais importante que já foi imposta à nossa geração.

Pra nós do PSOL, a responsabilidade é em dobro. Porque a nossa luta é pelo futuro do Brasil e pelo futuro da esquerda no país. Pelo fortalecimento de um projeto de esquerda comprometido com a democracia, com a transformação profunda da sociedade e conectado com as necessidades e anseios reais do povo brasileiro. Que reconhece nossas limitações, mas que sabe também da nossa importância na história recente do Brasil.

VOZES EM DISPUTA —‘A grande mídia pratica uma tirania contra as teses que interessam aos trabalhadores’, diz Beto Almeida sobre cobertura eleitoral

Sábado, 3 de outubro de 2026

VOZES EM DISPUTA
‘A grande mídia pratica uma tirania contra as teses que interessam aos trabalhadores’, diz Beto Almeida sobre cobertura eleitoral

Jornalista e diretor da TeleSUR defende fortalecimento da comunicação e analisa cenário político na América Latina

Brasil de Fato — Brasília (DF)
Matéria originariamente postada no Brasil de Fato de 1.out.2026

Carlos Alberto “Beto” Almeida , jornalista e diretor da Televisión del Sur (TeleSUR) | Crédito: Kennedy Cruz/BdF DF

O jornalista Carlos Alberto “Beto” Almeida conversa com o Brasil de Fato DF sobre o papel da comunicação popular nas eleições, a cobertura da imprensa e os desafios políticos enfrentados pela América Latina diante do avanço da extrema direita.

Formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), Beto Almeida participou da fundação da Televisión del Sur (TeleSUR) e hoje integra a direção da emissora, onde apresenta o programa “Latitud Brasil”. Ao longo da carreira, o jornalista também se dedicou à comunicação popular e ao debate sobre integração latino-americana.

Beto Almeida argumenta que existe um desequilíbrio entre os tipos de mídia no Brasil e que o papel da comunicação popular é central no debate sobre a conjuntura política do país. “Fora da propaganda obrigatória oficial, os magnatas impõem a sua verdade, como a TV Globo e as outras televisões, que fazem uma completa prática de tirania midiática contra as teses que interessam aos trabalhadores”, observa.

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

CADÊ O DINHEIRO —Após espalhar faixas com questionamento sobre o BRB, manifestante é intimado pela Polícia Civil no DF

Sexta, 2 de outurbo de 2026

CADÊ O DINHEIRO
Após espalhar faixas com questionamento sobre o BRB, manifestante é intimado pela Polícia Civil no DF

Faixas, sem número ou sigla de partido, foram expostas em diferentes pontos de Brasília ao longo desta semana

BRASIL DE FATO — Brasília (DF)
Em 2.out.2026
Kennedy Cruz

Faixa com a mensagem “Celina Leão, cadê o dinheiro do BRB?” instalada na plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília | Crédito: Entre Nós Comunicação

Um dos participantes de uma manifestação que espalhou, na quarta-feira (30), faixas em diferentes pontos de Brasília com a pergunta “Celina Leão, cadê o dinheiro do BRB?” foi intimado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para prestar esclarecimentos nesta sexta-feira (2).

Saulo Dias Kalunga recebeu o documento da 38ª Delegacia de Polícia (38ª DP), que o convocou para uma oitiva na condição de “envolvido” na ocorrência policial. A intimação foi emitida nesta quinta-feira (1º) e determina que Saulo compareça à delegacia para prestar esclarecimentos nesta sexta (2). O documento não especifica qual fato está sendo apurado, nem faz referência às faixas, ao BRB ou à governadora Celina Leão (PP).

Na quinta-feira (1º), enquanto estendiam novamente a faixa na plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto, agentes do DF Legal recolheram a faixa, que mede 12 metros. Nesta sexta-feira (2), novamente, a manifestação do grupo foi interpelada por agentes do DF Legal e policiais militares.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

EM DISPUTA —PL e PP lideram ameaças à agroecologia no Congresso, enquanto PT e Psol encabeçam defesa, aponta estudo

Quinta, 1 de outubro de 2026

em disputa

PL e PP lideram ameaças à agroecologia no Congresso, enquanto PT e Psol encabeçam defesa, aponta estudo

Articulação Nacional de Agroecologia mapeou propostas entre 2023 e 2026 e revelou polarização em torno do tema


BRASIL DE FATO — São Paulo (SP)
Afonso Bezerra E Ana Rosa Carrara E Maria Teresa Cruz
Para financiar a agroecologia e o seu processo de transição, não basta adaptar superficialmente os instrumentos existentesPara financiar a agroecologia e o seu processo de transição, não basta adaptar superficialmente os instrumentos existentes | Crédito: Dowglas Silva

Um estudo da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) mapeou 783 propostas sobre agroecologia e temas transversais como agricultura familiar, alimentação, direitos das mulheres, povos, comunidades tradicionais e territórios, de janeiro de 2023 a junho de 2026. Em uma amostra de 107 proposições, 57% atuam em defesa da agroecologia, enquanto 43% representam ameaças de retrocesso socioambiental. As que colocam em risco a agroecologia foram, majoritariamente, propostas por parlamentares da direita.


Em entrevista ao É de Manhã, da Rádio Brasil de Fato, Sarah Luiza, do Núcleo Executivo da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), conta que o levantamento teve como objetivo tornar o tema da agroecologia mais palatável para o público em geral e que essas pautas estão em disputa no Congresso atualmente. Luiza destaca que já faz quatro eleições que a entidade faz esse tipo de incidência. “O objetivo central é, de fato, colocar o tema da agroecologia, da alimentação saudável, do bem viver no centro do debate eleitoral, tanto no diálogo com as candidaturas quanto no diálogo com eleitores e eleitoras”, explica.

ARTIGO —O caso Maduro e Cília Flores sob a ótica do direito internacional

Quinta, 1 de outubro de 2026
ARTIGO
O caso Maduro e Cília Flores sob a ótica do direito internacional

Igualmente lamentável é a falta de cobertura desses fatos, como se nada tivesse existido

Brasil de Fato
Matéria postada no BdF em 30.set.2026, mas originalmente postada no site MALLEUS em 28.set.2026

Em meio à degradação moral da Suprema Corte brasileira, escândalo que tem estarrecido o país há meses, pouco tem se falado em questões judiciais na América Latina que se relacionam diretamente ao imperialismo estadunidense em nosso continente.

Não faz muito tempo, o continente passou por uma fase de golpes políticos em diversos países contra governantes legitimamente eleitos, tendo como instrumento o direito. Processos judiciais forjados e investigações parlamentares derrubaram governos no Equador, Brasil e Paraguai.

No início deste ano, uma ação militar ocorrida em Caracas, capital da Venezuela, trouxe um elemento ainda mais complexo ao continente. Um país soberano é invadido, seu presidente sequestrado e levado para outro país na calada da noite, juntamente com sua esposa. A ação causou cerca de cem mortes, sendo capturados à força o então presidente Nicolás Maduro e sua esposa, a deputada Cilia Flores, transferindo-os para Nova York para enfrentarem julgamento federal.

A SAÚDE NÃO VAI BEM —GDF retirou R$120 mi do Fundo de Saúde para investir no BRB até o dia 5 de outubro

Quinta, 1 de outubro de 2026

A SAÚDE NÃO VAI BEM
GDF retirou R$120 mi do Fundo de Saúde para investir no BRB até o dia 5 de outubro

Movimentação foi denunciada por Leandro Grass (PT) durante debate; documentos comprovam movimentação milionária

Brasil de Fato — Brasília (DF)
Matéria postada no BdF em 30.set.2026

Celina Leão é ré na Operação Dracon, que investiga suposto esquema de propina envolvendo emendas parlamentares no DF. | Crédito: Felipe Ando/Agência CLDF

O candidato ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) afirmou que a governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), retirou recursos do Fundo de Saúde do Distrito Federal para aplicá-los no Banco de Brasília (BRB). Durante o debate entre as candidaturas ao GDF realizado pela TV Globo nesta terça-feira (29), Grass afirmou que R$ 120 milhões foram transferidos de uma conta do Fundo de Saúde no Banco do Brasil para o BRB.

“A Celina pegou o dinheiro do fundo de saúde, que era para estar investido em hospital, em unidades básicas de saúde. Sabe para onde ela mandou? Para o BRB. Para tentar tapar o rombo que o Ibaneis criou e o Gustavo também, que é o vice da Celina”, afirmou Grass.

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Justiça mantém candidata com TEA em concurso do Corpo de Bombeiros do DF

Quarta, 30 de setembro de 2026

Imagem ilustrativa


Justiça mantém candidata com TEA em concurso do Corpo de Bombeiros do DF

Do TJDFT
por BEA — publicado 30/09/2026

A 2ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) decidiu manter no concurso público do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) uma candidata com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que havia sido eliminada após avaliação biopsicossocial. O colegiado entendeu que a exclusão foi baseada em justificativa genérica e determinou que ela continue participando das próximas etapas do certame até o julgamento final da ação. 

A candidata concorre ao cargo de Enfermeira Emergencista nas vagas reservadas a pessoas com deficiência. Após ser aprovada nas provas objetiva, discursiva e no teste de aptidão física, ela foi excluída pela comissão responsável pela avaliação biopsicossocial, que concluiu pela incompatibilidade de sua condição com as atribuições do cargo. Inconformada, ela ingressou na Justiça para questionar o ato administrativo. 

Ao analisar o recurso, o relator observou que a eliminação de candidato com deficiência em concurso público exige fundamentação específica, concreta e individualizada, capaz de demonstrar de forma objetiva a incompatibilidade entre a deficiência apresentada e as atividades do cargo. Segundo o desembargador, o parecer da comissão limitou-se a registrar a existência de característica associada ao TEA, sem explicar de maneira detalhada como essa condição impediria o exercício das funções de enfermeira emergencista.

O SUS e o Brasil na encruzilhada histórica outra vez

Quarta, 30 de setembro de 2026

O SUS e o Brasil na encruzilhada histórica outra vez

Na abertura do seminário Da Reforma Sanitária ao Futuro do SUS, um resgate da luta pela Saúde no final da ditadura e a importância da mobilização popular. Hoje, diante dos novos e velhos perigos, como ampliar a base social disposta a lutar por transformações sociais?

OutraSaúde
SUS
Por Gabriel Brito

Matéria Publicada no OutraSaúde em 29/09/2026

                     Foto: Anannda Sampaio/ISC

A etapa Salvador do Seminário Da Reforma Sanitária ao Futuro do SUS: 40 anos da 8a Conferência Nacional de Saúde, começou. Após suas edições em Rio de Janeiro e São Paulo, o auditório lotado da reitoria Universidade Federal da Bahia (UFBA) foi aquecido em apresentação do grupo de percussão da Faculdade de Música e contou com a presença de importantes grupos do movimento sanitário brasileiro.

No ar e nos discursos, se entrelaçaram a defesa do SUS, o resgate da trajetória da Reforma Sanitária Brasileira (RSB) que o construiu e a inevitável análise de que as eleições presidenciais de outubro representam um momento decisivo de sua história.

Direto ao ponto, a professora Joilda Nery, diretora do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da UFBA, que coorganiza o evento ao lado do Outra Saúde e do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), fez a ligação entre o passado, o presente e o futuro: “Este encontro representa um processo de várias gerações e um momento de formação para aglutinar todos esses movimentos e ativistas sociais. Que seja uma oportunidade para juntar as pessoas, ganhar forças para as eleições e tudo que ela representa para o futuro”.

MPDFT garante na Justiça regularização de viaturas do sistema socioeducativo; Lutando contra o caos?

Quarta, 30 de setembro de 2026

MPDFT garante na Justiça regularização de viaturas do sistema socioeducativo


Do MPDFT

 Matéria originariamente publicada no MPDFT em 29/09/2026

Com a decisão, GDF tem 72 horas para colocar veículos em condições de uso para transporte e escolta de adolescentes custodiados

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) obteve, nesta segunda-feira, 28 de setembro, decisão da Justiça que obriga o Governo do Distrito Federal (GDF) a regularizar o serviço de transporte e escolta de adolescentes custodiados pelo sistema socioeducativo.

Jayati Ghosh ousa pensar o pós-capitalismo

Quarta, 30 de setembro de 2026

Jayati Ghosh ousa pensar o pós-capitalismo

Economista indiana provoca: ideias hoje “naturais”, como a ciência limitada por patentes, a hierarquia Norte-Sul e o trabalho não remunerado das mulheres, serão vistas no futuro como ridículas. É hora de encarar a crise da imaginação política

Entrevista a Thiago Gama

Poucos dias antes de os chefes de Estado desembarcarem em Nova Délhi para a cúpula do BRICS, uma das economistas que o Sul global está aprendendo a ouvir falou a Outras Palavras por quase uma hora, sem recusar uma só pergunta. No diálogo, Jayati Ghosh (leia seus textos já publicados pelo site) descreve mercados financeiros oligopolizados, nos quais a expectativa vira profecia e condena o devedor periférico antes de qualquer balanço; uma economia visível que se assemelha a um navio flutuando sobre um mar de trabalho não remunerado; um regime de patentes que precisa ser arrancado do caule aos ramos; e uma rota concreta para escapar do SWIFT, o sistema de pagamentos internacionais sob domínio do dólar e da Casa Branca.

Ao falar sobre a Índia, seu país, Ghosh é impiedosa: o crescimento – incensado pelo jornalismo econômico do Ocidente – é oco, e o governo que o anuncia ao mundo, diz ela, é fascista, opressor e incompetente. Nascida em 1955, formada em Délhi e doutorada em Cambridge, a economista lecionou por quase trinta e cinco anos na Universidade Jawaharlal Nehru e é, desde 2021, professora na Universidade de Massachusetts, em Amherst. Assinou ou organizou mais de vinte livros, entre os quais Never Done and Poorly Paid, sobre o trabalho jamais concluído e mal pago das mulheres na Índia globalizada; Demonetisation Decoded, em que disseca a “desmonetização” tocada por Modi; Women Informal Workers in the Global South; e o Handbook of Alternative Theories of Economic Development, no qual reuniu aquilo que a ortodoxia se recusa a ensinar.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Energia sustentável cresce no Brasil, mesmo com aumento na produção de petróleo

Terça, 29 de setembro de 2026

Energia sustentável cresce no Brasil, mesmo com aumento na produção de petróleo

País adicionou 1,68 GW de capacidade solar, eólica e térmica somente em agosto, elevando as adições previstas para 2026 a 4,85 GW e a capacidade instalada total para 221 GW, sendo 85% renovável.

Da 
Publicado na AEPET em 28/09/2026
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O Brasil continua expandindo sua capacidade de energia renovável graças a políticas nacionais favoráveis ​​e de investidores estrangeiros. O gigante sul-americano desenvolveu um setor de energia verde impressionante nos últimos anos, expandindo sua produção de petróleo e gás para fortalecer a segurança energética e consolidar sua reputação como um polo energético regionalE2025, o Brasil possuía uma matriz energética impressionantemente de baixo carbono, com cerca de 50% de sua energia proveniente de fontes renováveis, incluindo solar, eólica e bioenergia. O Brasil alcançou essa diversificação implementando políticas energéticas de longo prazo com foco principal na segurança energética. Suas emissões relacionadas à energia representaram menos de 20% do total de emissões de gases de efeito estufa do país em 2023, em comparação com a média global de cerca de 75%.

Em agosto, o Brasil adicionou cerca de 1,68 GW de capacidade solar, eólica e térmica à rede elétrica, segundo a Aneel, órgão regulador do setor elétrico brasileiro. Vinte novas instalações foram conectadas à rede em agosto, incluindo 15 usinas solares, três usinas termelétricas e dois parques eólicos. Com isso, o total de novas instalações em 2026 chega a 4,85 GW, sendo 3,5 GW provenientes de energia solar. O Brasil possui agora 221 GW de capacidade instalada de geração de energia, dos quais quase 85% são provenientes de fontes renováveis.

Maria Lucia Fattorelli no Extra Classe: Às vésperas das eleições, mercado dita regras para manter o privilégio do sistema da dívida

Terça, 29 de setembro de 2026

Da Auditoria Cidadã da Dívida



O novo artigo de Maria Lucia Fattorelli ao Jornal Extra Classe acaba de sair do forno e revela como “Às vésperas das eleições, mercado dita regras para manter o privilégio do sistema da dívida”.

Na publicação, a coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) explica que “o Brasil poderia e deveria estar em um patamar de desenvolvimento muito superior, caso não priorizasse o enriquecimento ainda maior de super ricos, por meio do Sistema da Dívida”

Teatro de bonecos gratuito no Ponto de Cultura Espaço Cultural Bagagem; confira a programação deste sábado, dia 3 de setembro

Terça, 29 de setembro de 2026


Agenda Cultural



Teatro de bonecos gratuito no Ponto de Cultura Espaço Cultural Bagagem; confira a programação deste sábado (3 de setembro)

“O Despertar de Maricotinha” aborda a tradição oral, a ancestralidade e os saberes sobre as plantas

A programação do Ponto de Cultura Espaço Cultural Bagagem continua em outubro com atrações gratuitas para toda a família. Neste sábado, 3 de outubro, às 17h, a Praça das Artes, no Gama, recebe o espetáculo de teatro de bonecos “O Despertar de Maricotinha”.

A apresentação conta a história de Donana, uma anciã que transmite à neta Maricotinha seus conhecimentos tradicionais sobre as plantas, despertando na menina o interesse pela sabedoria e pela tradição de sua avó.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

O destino do país vai às urnas

Segunda, 28 de setembro de 2026

O destino do país vai às urnas

Artigo de Roberto Amaral*

Em artigo-ensaio recente (“O golpe continuado”), o professor e historiador Lincoln de Abreu Penna estuda como um só fenômeno a tragédia que se abateu sobre nós em 1º de abril de 1964 e que, pelos seus efeitos, todos danosos, chega até nossos dias, justificando as apreensões que medram em setores significativos do pensamento democrático brasileiro.

Lincoln ressalta que o golpe militar “não foi [só] contra um governo constitucional, eleito pelo povo, mas contra o Brasil como nação que aos trancos e barrancos se estruturava para promover o arranco desenvolvimentista conjugado com as Reformas de Base”. Foi tudo isso, mas foi ainda mais: para além dessa tragédia, fez por terra um processo democrático então caracterizado pela crescente ascensão das forças populares e pelo esforço coletivo para dar fim à miséria.

É preciso lembrar e relembrar a herança de 21 anos de uma ditadura luciferina, que não só desterrou as liberdades civis e políticas, não só fechou o Congresso e aviltou o Poder Judiciário, como impôs o terror, tanto o terror cultural a que se referia Alceu Amoroso Lima quanto o terror das prisões, da tortura e dos assassinatos ainda sem conta fechada.

Por que a ultradireita não tolera Nossa Senhora Aparecida

Segunda, 28 de setembros de 2026

Por que a ultradireita não tolera Nossa Senhora Aparecida

Chegou em chegança, como a Folia de Reis e as Festas do Divino, as mais generosas e utópicas. Confunde-se com a própria identidade nacional. Articula fé e colaboração comunitária, aproxima matrizes católicas, afro-brasileiras e profanas. Tornou-se negra. Por isso a odeiam tanto
.

Um encontro pequeno em que cabe um país inteiro. Foi em outubro de 1717, números que somam o infinito. Três pescadores, João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia, gente humilde, lançaram suas redes nas águas do rio Paraíba do Sul em busca de peixes. A pesca, porém, nada trouxe. Até que a rede voltou com o corpo de uma pequena imagem de barro cozido, sem a cabeça. Lançada novamente, alguns metros adiante, encontraram a cabeça que se encaixava perfeitamente ao corpo de mulher. Depois disso, a pesca farta.

– Um milagre! – disseram.

Assim começou uma das mais profundas histórias culturais do Brasil, não a história dos conquistadores, reis, cardeais ou generais, mas a história de pescadores e de uma imagem resgatada do fundo do rio. Não era uma imagem inteira, perfeita, pronta para ser venerada, não vinha coberta de joias, era uma Nossa Senhora quebrada, escura como a cor dos mamelucos, preta como a cor dos escravizados. Surge o mistério de Aparecida. O barro antes do nome, vindo do rio dos pobres para alimentar a casa dos pobres. Só depois surgiu o santuário. Nasceu primeiro como devoção de poucas famílias, depois, de um povo inteiro.

Palavras de Martha Medeiros

Segunda, 28 de setembro de 2026

Palavras de Martha Medeiros

Já votei em Lula contra Collor, já votei em Fernando Henrique contra Lula. Não tenho obsessão por nenhum politico ou partido, cada eleição acontece durante um momento específico do país e sigo minha intuição. O momento agora é de alerta máximo. Temos um candidato que defende milicianos (polícia paralela que cria as próprias leis, ligada ao crime organizado). Um sujeito que não é ninguém, nunca fez nada pelo país e chegou a falar em “equipe de transição” articulada com os EUA. O pai já era um desajustado: vamos entregar nosso destino ao Desajustado Junior? Nossa economia não vai bem, temos problemas, mas isso não pode servir de justificativa para colocarmos fogo no parquinho. Criei esse card e convido a espalharem-no. Não há plano B. Goste-se ou não do Lula, é o politico que tirou o Brasil do mapa da fome, que é respeitado pela comunidade internacional e que não é dado a fazer loucuras. Não há equivalência com seu opositor. Precisamos evitar o descalabro moral e ético de uma família de soldados lambe-botas cujo compromisso com a população é nenhum. A disputa não é pessoal, nem Lula nem Flávio perdem nada no próximo domingo. Quem perderá ou ganhará é o Brasil. É no país que temos que pensar. Sejamos responsáveis. 

 Martha Medeiros


Plataforma política Eleições: Movimento de luta antimanicomial cobra expansão da rede de saúde mental no DF

Segunda, 28 de setembro de 2026

Plataforma política

Eleições: Movimento de luta antimanicomial cobra expansão da rede de saúde mental no DF


Carta-compromisso reúne dez propostas para ampliar a rede de saúde mental e fortalecer o cuidado no DF

Brasília (DF)




Matéria originariamente postada no BdF (DF) de 25.set.2026 - 12:09
Participantes do ato do Fórum Revolucionário Antimanicomial do DF durante o lançamento da Carta-Compromisso em Defesa da Saúde MentalParticipantes do ato do Fórum Revolucionário Antimanicomial do DF durante o lançamento da Carta-Compromisso em Defesa da Saúde Mental | Crédito: Ana Gonçalves/Brasil de Fato

O Fórum Revolucionário Antimanicomial do Distrito Federal lançou nesta quinta-feira (24), em Brasília, a Carta-Compromisso em Defesa da Saúde Mental no Distrito Federal, com dez pontos dirigidos às candidaturas ao Governo do Distrito Federal para o período de 2027 a 2030. O documento reúne reivindicações para a ampliação da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), recomposição das equipes e fortalecimento do cuidado em liberdad

A carta aponta problemas como a baixa cobertura de Centros de Atenção Psicossocial (Caps), número insuficiente de leitos de saúde mental em hospitais gerais, falta de Serviços Residenciais Terapêuticos (SRTs) e ausência de Centros de Convivência. O Fórum também critica o déficit de profissionais e a precarização das condições de trabalho.

No documento, o Fórum destaca que a defesa da saúde mental como direito e exige o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), da Reforma Psiquiátrica Brasileira, além de Raps “pública, territorial, comunitária, intersetorial e orientada pelo cuidado em liberdade, pelos direitos humanos, pela Redução de Danos e pela participação social.”