Ontem foi bastante repercutida a fala do Ministro da Previdência, Carlos Lupi, defendendo corretamente a revisão de “reformas” da Previdência anteriores, e discordando do dito “déficit”, tão falado pela grande imprensa, sempre usado como justificativa para a implementação de tais “reformas”. Este diagnóstico e proposta do Ministro são muito importantes, porém, ao mesmo tempo, é lamentável que outro ministro tenha discordado dessa proposta.
Todo ano, a ANFIP (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil) divulga a “Análise da Seguridade Social”, que mostra as receitas e despesas das áreas da Previdência, Saúde e Previdência (conforme manda a Constituição), incluindo todas as variáveis citadas pelo Ministro Carlos Lupi, ou seja, pelo lado das receitas, a Cofins, PIS, CSLL e outras receitas, e pelo lado da despesa, o BPC e outros benefícios.
Conforme mostra a última edição da publicação da ANFIP (pág. 40) , de 2005 a 2021 a Seguridade apresentou um superavit médio de R$ 16,3 bilhões por ano, ou seja, um superavit de R$ 277 bilhões acumulado nestes 17 anos. Obviamente, o governo divulga dados diferentes, propagandeando um grande déficit, pois inclui nas despesas vários itens estranhos à Seguridade, e retira parte das receitas (ver pág 51 do documento da ANFIP).
