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(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 27 de setembro de 2024

ACUMULAM-SE EVIDÊNCIAS EM FAVOR DA ALIMENTAÇÃO MAIS NATURAL POSSÍVEL

Sexta, 27 de setembro de 2024


ACUMULAM-SE EVIDÊNCIAS EM FAVOR DA ALIMENTAÇÃO MAIS NATURAL POSSÍVEL

Aldemario Araujo Castro
Advogado
Mestre em Direito
Procurador da Fazenda Nacional
Brasília, 27 de setembro de 2024

Entre os vários livros que escrevi está um com o título “SAÚDE E BEM-ESTAR. MINHAS ANOTAÇÕES”. Nessa obra, a partir de inúmeras pesquisas em fontes especializadas, sustento que saúde e bem-estar consistentes e duradouros dependem de uma série de hábitos saudáveis, notadamente em relação à alimentação, atividade física, sono de qualidade, exposição ao Sol (ou suplementação de vitamina D), consumo adequado de água e equilíbrios espiritual, emocional e social (combatendo o estresse).

No mencionado livro, disponível gratuitamente na versão eletrônica (site: aldemario.adv.br), foi realizada uma forte crítica à indústria alimentícia. Destacou-se que o avanço dessa atividade econômica, particularmente nas décadas de 50 e 60 do século XX, coincide com a explosão de doenças como obesidade, hipertensão, diabetes (tipo 2), diabesidade, Alzheimer, Parkinson, câncer, autoimunes, asma, eczema, alergias, cardiovasculares, lúpus, esclerose múltipla, osteoporose, osteoartrite, doença pulmonar obstrutiva crônica, etc. A estreita relação entre os dois fenômenos não pode ser escondida ou minimizada.

É intuitivo que a conservação de alimentos por semanas, meses e até anos exige a adição de quantidades significativas de substâncias artificiais. Além da manutenção por longos intervalos de tempo, esses elementos pretendem acentuar sabores e produzir uma espécie de compulsão (vício ou dependência) voltada para o consumo continuado em grandes quantidades.

A maioria dos alimentos processados e ultraprocessados são verdadeiras “bombas químicas”. Boa parte dos ingredientes presentes nesses “alimentos” são provenientes de grandes petroquímicas e fábricas de químicos básicos (conservantes, acidulantes, aromatizantes, corantes, solventes, emulsificantes, realçadores de sabor, etc). Como o organismo humano reage a esses coquetéis cuidadosamente preparados pela indústria? É fácil compreender que o corpo humano responde negativamente a quase todos esses elementos. Uma das faces mais preocupantes dessa resposta é que ela ocorre a médio e longo prazos na forma das “doenças da modernidade”.