“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 21 de junho de 2022

MARIA AUGUSTA RAMOS —Lava Jato levou o país ao desastre, diz diretora do documentário "Amigo Secreto"; assista

Terça, 21 de junho de 2022
Papel da imprensa em vazamentos seletivos de informações, é pano de fundo de "Amigo Secreto", documentário de Maria Augusta Ramos. - Reprodução/ "Amigo Secreto"

Lava Jato levou o país ao desastre, diz diretora do documentário "Amigo Secreto"; assista

Em seu novo filme, Maria Augusta Ramos conta como a imprensa foi decisiva no funcionamento e na derrocada da operação

Rádio Brasil de Fato
José Eduardo Bernardes | 21 de Junho de 2022

Na questão econômica, os prejuízos da Lava Jato foram infinitamente maiores do que os benefícios

Está em cartaz o documentário Amigo Secreto, da diretora Maria Augusta Ramos. O filme narra os últimos capítulos da operação de combate a corrupção, Lava Jato, conduzida pelo ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) e os procuradores da República do Paraná, desde a condução coercitiva do ex-presidente Lula (PT), a apresentação de um PowerPoint colocando o petista como o líder de uma suposta organização criminosa, até o momento em que o Supremo Tribunal Federal determina que o ex-juiz é suspeito para julgar Lula, revogando uma série de condenações proferidas por Moro.

O pano de fundo do filme é o vazamento de mensagens do Telegram, trocadas entre procuradores e Sergio Moro, no evento chamado Vaza Jato. O nome do filme, inclusive, faz uma alusão ao grupo de troca de mensagens, chamado "amigo secreto", onde eram combinadas intimações a possíveis testemunhas, ações para incriminar suspeitos, entre outras irregularidades. Os personagens principais são quatro jornalistas das redações do Intercept Brasil e do El País Brasil, que se debruçam sobre o vazamento e apontam as inconsistências das decisões da 13ª Vara Federal de Curitiba, que condenou o ex-presidente Lula e outras tantas figuras do mundo empresarial e político do Brasil.

“A intenção é, através desse distanciamento que o cinema promove, ajudar a pensar, refletir sobre o que nós queremos como sociedade, o que nós queremos como país e como nós chegamos até aqui, com ataques diários às instituições democráticas, ao Congresso, ao Supremo Tribunal Federal, que são pilares da nossa democracia moderna. Sem essas instituições, não existe democracia”, explica a diretora.