“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 17 de maio de 2026

Emenda pix de Bia Kicis sob suspeita de ter ido pra filme de Bolsonaro

Domingo, 17 de maio de 2026

Emenda pix de Bia Kicis sob suspeita de ter ido pra filme de Bolsonaro

Data: em 15/05/2026 este artigo foi originalmente publicado no portal Brasília por Chico Sant'Anna



Quatro parlamentares do Partido Liberal, dentre eles a deputada federal Bia Kicis (DF), enviaram emendas pix para que uma produtora de São Paulo realizasse uma mini série documental trazendo uma visão conservadora sobre a história do Brasil. A séreie “Heróis Nacionais – Filhos do Brasil que não se rendem” não se materializou. A produtora envolvida também participa da produção Dark Horse, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O STF atendendo a representação da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) investiga agora se os R$ 2,6 milhões das emendas pix foram desviadas para a produção do longa-metragem Dark Horse. Kicis nega irregularidades.

Por Chico Sant’Anna

A deputada Bia Kicis (PL-DF) — que é pré-candidata ao senado pelo Distrito Federal -, destinou R$ 150 mil em emenda pix para a produção da série documental “Heróis Nacionais — Filhos do Brasil que não se rendem”, que versaria sobre a colonização do Brasil. Além dela, também os deputados federais Alexandre Ramagem (RJ), Carla Zambelli (SP), Marcos Pollon (MS), todos do PL, destinaram emendas pix. Juntos totalizaram R$ 2,6 milhões para a produção. A verba que saiu do orçamento da União, antes de chegar à produtora responsável pelo projeto documental, a Academia Nacional de Cultura (ANC), fez uma escala na secretaria de Cultura do Estado de São Paulo do governo de Tarcísio de Freitas. A ANC, criada em 2020, não tinha histórico de projetos na área do cinema e audiovisual, segundo informa o Portal Uol.

Em janeiro deste ano, em um levantamento sobre emendas pix autorizadas por parlamentares federais do Distrito Federal, esta coluna identificou que cinco, dos oito deputados federais de Brasília, haviam movimentado, em 2024 e 2025, R$ 25.967.792,00 em “transferências especiais”, as chamadas emendas Pix. No Portal da Transparência, algumas dessas emendas não tinham clareza de propósito e eram destinadas a outros estados ou a “múltiplos destinos”. Dentre elas, estava a emenda nº 202439190003, datada de 2024 e de autoria de Bia Kicis. Naquele mês de janeiro, consultada, Bia Kicis não informou o motivo de enviar R$ 150 mil para São Paulo. Agora, com base na investigação do portal Uol, constata-se que o objetivo era custear uma produção cinematográfica.

Leia a íntegra do artigo de Chico Sant'Anna clicando no link

sexta-feira, 11 de abril de 2025

IR: isenção de R$ 5 mil beneficiará 235 mil brasilienses

Sexta, 11 de abril de 2025





Cerca de um, entre cada quatro, brasilienses assalariados no Distrito Federal deverão ser beneficiados com a lei que isenta o imposto de renda até R$ 5 mil mensais. Projeto depende, contudo, da concordância da maioria dos deputados e senadores, inclusive dos onze que representam Brasília. Foto de Marcello Casal Jr/Agência Brasil.

Por Chico Sant’Anna

Caso venha ser aprovado pelo Congresso Nacional, o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para R$ 5 mil mensais vai beneficiar cerca de 235 mil contribuintes no Distrito Federal. Segundo informações da Receita Federal referentes a 2023, cerca de 148 mil brasilienses possuem renda de até R$ 5 mil mensais e assim deixariam de pagar imposto. Ficariam 100% isentos. Um outro grupo, estimado em 87 mil pessoas na capital do país, teria descontos progressivos, por estar na faixa de R$ 5 mil a R$ 7 mil.

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Brasília não pode ficar de fora da nova Rota de Seda

Quarta, 20 de novembro de 2024

Governos de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e mesmo o da Bahia tem agido fortemente para fazer com que os trilhos passem por seus estados, trazendo, acima de tudo, desenvolvimento. Até aqui, pelo o que se sabe, o Distrito Federal não tem dado atenção a esse projeto. Um erro estratégico, de quem não olha pro futuro.

Por Chico Sant’Anna. Publicado simultaneamente no Correio Braziliense

Peru e China acabam de inaugurar o megaporto de Chancay, a 80 km ao norte de Lima, capital peruana. Construído a um custo de US$ 3,6 bilhões, esse porto de águas profundas (cerca de 18 metros) é o maior da América Latina, com capacidade de receber navios de grande calado. Em visita a Brasília, o presidente da China Xi Jinping assinará tratados com o Brasil, dentre os quais, deve estar a construção de uma ferrovia Pacifico-Atlântico, facilitando, assim, o transporte de mercadoria de toda região, em especial grãos e minérios do Brasil.

sábado, 26 de outubro de 2024

Cabos aéreos: o mal que se instala em Brasília

Sábado, 26 de outubro de 2024


Nem a área tombada do Plano Piloto está imune a existência de redes aéreas de energia e de telecomunicações. Cada vez mais, os cabos se espalham pelas vias traçadas por Lúcio Costa. Lei do PPCUB, avaliam especialistas, é falha em não proteger adequadamente a área tombada da cidade e deixá-la à mercê dos interesses das concessionárias.

Por Chico Sant’Anna

O apagão em São Paulo trouxe à tona mais uma vez a polêmica quanto à necessidade de as redes elétricas e de telecomunicações serem subterrâneas nas principais cidades. Os cabos aéreos são mais susceptíveis a descargas elétricas aéreas, raios e também a quedas de árvores, acidentes de trânsitos e furtos, dentre tantos outros fenômenos que podem afetar à integridade das redes. Brasília não está imune a esses riscos. Nas primeiras chuvas desse ano, árvores caídas sobre o cabeamento deixaram moradores do Lago Norte e do Guará sem luz. O mesmo aconteceu em outras RAs. Brasília, cujo céu já foi cantado em prosas e versos, vem pouco a pouco perdendo a condição de cidade exemplo do enterramento de redes. E a realidade tende a piorar, inclusive no Plano Piloto, onde o recém aprovado PPCUB flexibilizou as regras que impedem a instalação de redes aéreas.

Em tese, toda a rede de energia, bem como a de telecomunicações no Plano Piloto, deveria ser enterrada. A realidade, segundo dados da Neoenergia, é que nem a área tombada está preservada. No Plano Piloto (Asa Sul, Asa Norte, Setor Comercial, Setor Bancário e Noroeste) 74% dessa rede é subterrânea, o restante ainda é formado por cabos aéreos. Essa estatística não engloba os cabos de internet e rede de dados, cada vez mais visíveis nos céus de Brasília. Vias como a L.2, a W.5, as ruas de apoio nos fundos das quadras 600 e 900, estão sendo tomadas gradativamente por grandes corredores de cabos. Transversalmente, os fios também aparecem. Exemplo disso é a parte leste da Estrada Parque Setor Policial Sul, na medida em que se encaminha rumo à Vila Telebrasília. Grandes cabos energéticos também saem do Parque da Cidade rumo a W.5 e do Setor Bancário Norte, rumo a parte oeste da Asa Norte.

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Twitter: Izalci Lucas fura bloqueio do STF

Quinta, 19 de setembro de 2024


Nos dias que se seguiram à decisão judicial de suspenção, em todo o Brasil, do funcionamento da plataforma X, de Elon Musk, o parlamentar pelo PL do Distrito Federal não respeitou a decisão da 1ª Turma do STF e veiculou postagens, inclusive com críticas ao próprio ministro Alexandre de Moraes.

Por Chico Sant’Anna

Não é só Elon Musk, o bilionário sul-africano dono da rede social X, antigo Twitter que tem procurado burlar as regras do Supremo Tribunal Federal, que determinou a suspensão do X em todo o território nacional. Aqui em Brasília, a algumas centenas de metros do STF, o senador Izalci Lucas (PL-DF) tem publicado sistematicamente em seu perfil na rede social e até fazendo ataques ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo inquérito das redes sociais.

No dia 30 de agosto, Moraes determinou a suspensão do X em todo o Brasil. Na sua decisão, apontou um suposto incentivo de Musk e da plataforma a discursos extremistas e uma suposta prática de obstrução de justiça, além da falta de um representante legal no país como motivos para a suspensão. Alexandre de Moraes também determinou a aplicação de multa diária de R$ 50 mil para pessoas físicas e jurídicas que se valessem de “subterfúgios tecnológicos” para manter o uso do X, tais como o uso de VPN (Virtual Private Network), uma espécie de rede privada utilizada na internet, para escapar de restrições a sites suspensos.

Leia a íntegra