Quinta, 26 de outubro de 2023
Saulo da Cunha negou versão bolsonarista de falsificação de relatórios da Agência
Valmir Araújo
Brasil de Fato | Brasília (DF) | 26 de Outubro de 2023 às 15:54

Saulo é um dos últimos depoentes da CPI - Rinaldo Morelli/Agência CLDF
O ex-diretor adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Saulo Moura da Cunha prestou depoimento nesta quinta-feira (26) na CPI dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do Distrito Federal. O responsável pela Abin durante os atos do dia 8 de janeiro disse que repassou alertas e afirmou que a inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) também tinha informações antes dos acontecimentos.
No início do depoimento, o presidente da CPI, deputado Chico Vigilante (PT), questionou a versão apresentada por bolsonaristas de que o ex-ministro Gonçalves Dias teria falsificado relatórios. “Não estou falando em falsificação. Eu estou falando que o general G Dias determinou que a planilha que fosse apresentada contivesse apenas os contatos institucionais”, esclareceu Cunha, destacando que teria enviados outros alertas em mensagem de aplicativo para o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
O presidente da CPI também questionou o depoente sobre quais as informações que foram recebidas pela Abin na semana que antecedeu os ataques de 8 de janeiro. Segundo Cunha, na primeira semana de 2023 a Abin recebeu 33 alertas de inteligência e teriam sido inseridos em grupos do qual faziam parte representantes da SSP-DF.
“Quero ressaltar que a operação de inteligência era do GDF. A Abin estava colaborando do ponto de vista da inteligência estratégica”, afirmou Cunha. Segundo ele, no dia 7 de janeiro já havia a informação de que haviam mais de 100 ônibus no DF e na manhã do dia 8 já se tinha a confirmação de que essas pessoas estavam se preparando para um confronto com preparação de contra-medidas como máscara de vinagres no acampamento golpista.
