Terça, 14 de junho de 2022
Fila na unidade do CRAS no Itapoã: fila para atendimento no CRAS é de cerca de 200 mil pessoas no Distrito Federal atualmente - Reprodução/TV Globo
Falta de servidores, estrutura precária e aumento da miséria explicam situação
Pedro Rafael Vilela
Brasil de Fato | Brasília (DF) | 14 de Junho de 2022
Cenas lamentáveis de pessoas passando a madrugada em filas para serem atendidas em unidades do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do Distrito Federal dominam o noticiário local nas últimas semanas.
Unidade pública de assistência social, o CRAS se destina ao atendimento de famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade e risco social. Entre os serviços mais demandados pela população, está a inscrição ou atualização no Cadastro Único (CadÚnico), que é a porta de entrada para o recebimento de benefícios sociais, como Auxílio Brasil, cartão Prato Cheio e outros.
O caos que se viu em CRAS de diferentes regiões administrativas da capital tem algumas explicações. Primeiro, a demanda de fato aumentou exponencialmente nos últimos anos, em meio à crise econômica decorrente da pandemia, que arrastou ainda mais gente para uma situação de miséria e fome.
Ao mesmo tempo, ao buscarem a assistência social, essas pessoas em situação de vulnerabilidade encontraram um sistema despreparado, com pouco mais de um terço do número de servidores necessários e uma estrutura física totalmente inadequada e insuficiente para atender o público com dignidade.


