Quarta, 8 de abril de 2026
Memorial da covid: quando a memória fala do futuro
No Dia Mundial da Saúde, Brasil inaugura monumento em honra às vítimas da pandemia. Ele não recupera as perdas, mas traz uma mensagem urgente perante o neoliberalismo, que destrói a solidariedade e o Comum. Como ampliar essa onda a favor da vida?
OUTRASPALAVRAS; OUTRASAÚDE
Publicado 08/04/2026
Créditos: Walterson Rosa/MS
Ontem, 7 de abril de 2026, Dia Mundial da Saúde, foi reaberto o Centro Cultural do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, com uma homenagem às vítimas da pandemia de covid-19. São três esculturas e um parquinho com símbolos do Zé Gotinha, entre os quais perfilaram representantes do movimento social, academia, artistas, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha e a ex-ministra Nísia Trindade.
Faltava até então um memorial que contasse o sofrimento das milhões de pessoas, e a morte de mais de 700 mil durante a maior tragédia sanitária do país. Há vítimas que continuam entre nós, mais de 100 mil órfãos, pessoas com sequelas, famílias que tiveram suas economias devastadas. A presença da pandemia é uma realidade para milhares, que carregam efeitos para o resto das suas vidas. Um lugar de memória não é feito para atualizar o que passou, mas lembrar do que levou àquela experiência trágica. Esse não esquecimento deve ser o salvo conduto para um futuro em que episódios como este nunca mais se repitam.

