Seginda, 19 de agosto de 2024
Réus eram mandantes do esquema que enviava cocaína à Europa a partir da troca de etiquetas em malas no Aeroporto de Guarulhos
Foto: Agência Brasil
Do MPF
A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal condenou seis líderes de uma organização criminosa envolvida no tráfico de drogas à Europa por meio do Aeroporto de Guarulhos (SP). O grupo utilizou o mesmo método, de troca de etiquetas em malas de passageiros regulares, em pelo menos três episódios. Num deles, em março de 2023, a remessa de 40 quilos de cocaína resultou na prisão de duas brasileiras inocentes em Frankfurt (Alemanha), onde ficaram sob custódia por 38 dias.
A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal condenou seis líderes de uma organização criminosa envolvida no tráfico de drogas à Europa por meio do Aeroporto de Guarulhos (SP). O grupo utilizou o mesmo método, de troca de etiquetas em malas de passageiros regulares, em pelo menos três episódios. Num deles, em março de 2023, a remessa de 40 quilos de cocaína resultou na prisão de duas brasileiras inocentes em Frankfurt (Alemanha), onde ficaram sob custódia por 38 dias.
Os dois principais chefes do grupo receberam as penas mais altas, de 39 anos e 8 meses e 26 anos e 3 meses de prisão. Eles eram responsáveis pela aquisição da droga que seria enviada à Europa, aliciavam outros criminosos, realizavam pagamentos e cediam celulares para comunicação no interior do aeroporto. Segundo as apurações, ambos têm longa trajetória em atividades ilícitas e mantinham vínculos com facções criminosas.
Os demais réus, que também exerciam funções de comando, atuavam na logística para a remessa da droga ao exterior, coordenando e supervisionando desde a chegada do material ao aeroporto até sua acomodação nas aeronaves. Alguns deles trabalhavam em prestadoras de serviços no terminal e ficavam encarregados de aliciar colegas para a execução de tarefas como a recepção das bagagens com cocaína em áreas restritas e a realização da troca de etiquetas. As penas fixadas a eles variam de 7 anos a 16 anos e 4 meses de prisão.
