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terça-feira, 24 de setembro de 2024

Em colapso —Servidores do DF enfrentam precarização e sucateamento do Sistema Único de Assistência Social

Terça, 24 de setembro de 2024

Governo do DF trabalha com 37% do número de funcionários necessários no serviço de assistência social

Rafaela Ferreira
Brasil de Fato | Brasília (DF) | 24 de setembro de 2024 às 09:24

GDF possui 2.070 servidores ativos em seu quadro, e um total de 5.500 cargos - Foto: Reprodução/CLDF

Atualmente, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) do governo do DF (GDF) trabalha com 37% do número de funcionários necessários no Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Com isso, a pasta possui um déficit de um terço do número de servidores da assistência social necessários, sendo que a lei da carreira estabelece que é necessário ter atuado, no sistema, 5.500 pessoas. Além disso, os profissionais enfrentam a precarização e sucateamento do serviço, somado ao adoecimento destes profissionais.

A informação foi apresentada pelo presidente do Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do GDF (Sindsasc), Clayton Avelar, durante audiência pública realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) nesta segunda-feira (23). Segundo ele, os servidores atendem um número expressivo de pessoas, e muitas vezes, sem condições de trabalho, o que leva ao adoecimento dos profissionais.

Segundo dados disponíveis no Portal da Transparência do Distrito Federal, com referência em agosto de 2024, o GDF possui 2.070 servidores ativos em seu quadro, e um total de 5.500 cargos.

[Clique na imagem abaixo para melhor visualizá-la]
Pasta trabalha atualmente com apenas 37% do número de funcionários necessários. / Foto: Reprodução/Portal da Transparência-Sedes

“Quando falamos de condição de trabalho, não é apenas espaço físico [...] mas sim da quantidade de pessoal. Hoje estamos com 1/3 da quantidade de pessoal necessário. A nossa carreira toda tem pouco mais de 2 mil servidores e nossa lei de carreira fala que temos que ter 5.500. Quando falamos de condição de trabalho, é também falar de fluxo de atendimentos”, disse o presidente da Sindsasc durante audiência pública.