Sexta, 5 de julho de 2024
Revista "A Turma do Curitibinha" foi distribuída nas escolas; sindicato denuncia conteúdo racista - Reprodução internet
Revista “Turma do Curitibinha” traz história em quadrinhos com personagens que abordam os direitos dos animais
Ana Carolina Caldas
Brasil de Fato | Curitiba (PR)
Uma revista intitulada A Turma do Curitibinha – Proteção Animal com objetivo de tratar sobre os direitos dos animais vem sendo distribuída nas escolas municipais de Curitiba. O Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac), no entanto, ao tomar conhecimento do conteúdo da história em quadrinhos, detectou que o material reforça estereótipos preconceituosos em personagens afrodescendentes, em contraposição aos personagens brancos, que recebem qualidades positivas tanto nas características físicas como nas falas.
Segundo a descrição do material feita na nota de denúncia do sindicato, a forma como os personagens negros e pardos estão representados reforça o racismo já fortemente presente em nossa sociedade.
“Enquanto o personagem principal, que dá o nome à turma, é branco e tem olhos verdes, e uma de suas amigas é branca, loira e de olhos azuis (o que reforça padrões de beleza), chama-se Graciosa e é descrita como meiga, delicada e dedicada aos estudos (comportamentos idealizados para meninas brancas), a outra personagem, que é negra, tem o apelido Zezé. Pior ainda é relegar ao menino que carrega características típicas de uma criança parda (visivelmente no nariz e no cabelo) o perfil de um mau-caráter. E ele ainda tem o nome de Fosco, que por si só é bastante negativo, afinal, o termo quer dizer apagado, sem brilho. Além disso, ele é o que tem comportamento inadequado, faz comentários distorcidos e, com frequência, é retratado como tendo menos inteligência,” diz a nota.

