“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 25 de novembro de 2025

Economista Miguel Bruno, doutor em Ciências Econômicas e referência em macroeconomia, desmonta argumentos contrários à ACD (Auditoria Cidadã da Dívida)

Terça, 25 de novembro de 2025


Alguns afirmam que os dados sobre a dívida pública brasileira já estariam todos publicados e transparentes, não sendo necessária uma auditoria. Porém, o Banco Central de um Estado burguês publica todos os dados e com a máxima transparência? Não é assim que o poder econômico-financeiro atua, especialmente num Estado capturado por um processo de financeirização usurária e subordinada às finanças internacionais ainda sob hegemonia do dólar. Onde estão os nomes dos grandes rentistas?


A importância da auditoria reside também no impacto conscientizador da população leiga no tema que lhe afeta o cotidiano e sua vida econômica, mas que desconhece os processos institucionais internos e os verdadeiros objetivos da gestão da política monetária no Brasil.

Alguns também dizem que “a auditoria já é feita com frequência”. Essa é outra forma de expressar ignorância. A auditoria realizada pelo TCU não é completa, ela não atinge todos aspectos do processo de produção de dívida pública como principal eixo da acumulação rentista-financeira no Brasil. De um modo geral, os economistas precisariam estudar mais contabilidade pública e financeira, que não dominam. E os não economistas estudarem mais a fundo as razões para as exorbitantes taxas de juros reais em nosso país.Em primeiro lugar, a dívida pública não é emitida apenas para controle de liquidez através do mercado aberto. Ela está por trás da plataforma de revalorização rentista-financeira em que o sistema bancário-financeiro privado se converteu a partir da estabilização da inflação com o Plano Real.