Terça, 11 de julho de 2023
Arroz é produzido em assentamentos do MST no Rio Grande do Sul - Renan Mattos
Vereador bolsonarista da cidade mineira acionou o Judiciário para interrupção imediata da compra, mas pedido foi negado
Redação
Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ)
A Justiça de Minas Gerais negou pedido do vereador bolsonarista Sargento Mello Casal (PTB), de Juiz de Fora (MG), para suspensão da compra de arroz orgânico e leite em pó fornecidos pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para alimentação de estudantes da rede pública da cidade.
A compra dos produtos foi alvo do bolsonarismo nas últimas semanas. A prefeita da cidade mineira, Margarida Salomão (PT), sofreu ataques nas redes sociais e em sites alinhados à extrema-direita, muitas vezes com propagação de fake news.
Principal expoente da ideologia bolsonarista na Câmara dos Vereadores de Juiz de Fora, Mello Casal acionou o judiciário em busca de liminar para suspensão dos contratos assinados entre a prefeitura e os fornecedores ligados ao MST, sob alegações de que foram assinados em desacordo com a lei.
Em decisão publicada nesta segunda-feira (10), a juíza Roberta Araújo de Carvalho Maciel, da 1ª Vara da Fazenda Pública da cidade, negou o pedido, "considerando a situação de grave prejuízo ao interesse público" na suspensão do fornecimento, assim como a "ausência de elementos" para a suspensão.

