Quarta, 16 de agosto de 2023

A Marcha das Margaridas é organizada a cada quatro anos pela Contag - Nane Camargos
A manifestação acontece a cada quatro anos e homenageia a sindicalista Margarida Maria Alves, assassinada em 1983
Cristiane Sampaio e Gabriela Moncau
Brasil de Fato | Brasília (DF) | 16 de Agosto de 2023 às 15:12
Brasília amanheceu, nesta quarta (16), com 100 mil mulheres caminhando em passeata até o Congresso Nacional. Com chapéus de palha e roupas de cor lilás dando o tom estético do ato, a sétima edição da Marcha das Margaridas — composta por agricultoras, ribeirinhas, quilombolas, indígenas, marisqueiras, entre outras — tem como tema "Pela reconstrução do Brasil e pelo Bem Viver". Participam, ainda, representantes de movimentos populares de 33 países.
A agricultora Neri dos Santos viajou do Acampamento produtivo Dom Tomás Balduíno, em Formosa (GO), para participar do ato, cujas atividades começaram na terça (15). "Estou aqui lutando pela terra", ressalta ela, que há oito anos espera que sua comunidade seja regularizada como assentamento da reforma agrária.
"É difícil, mas quem quer as coisas tem que correr atrás. A gente tem filho, tem neto, e a gente precisa de uma terra para morar e sobreviver dentro dela. Na cidade não dá para viver", diz a camponesa. Para Neri, que participa do ato há anos — "em todas as Margaridas eu estou dentro" — o fim da violência contra as mulheres é ponto central da luta das mulheres da cidade, do campo, da floresta e das águas.
