Sábado, 12 de outubro de 2024
Para cientista político, o partido 'fracassou politicamente no seu projeto de construir uma direita ultraliberal'
Igor Carvalho
Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 12 de outubro de 2024

João Amoedo em encontro do Novo - Foto: Rosa Rovena/Agência Brasil
Às portas de completar dez anos de registro, o Novo não se confirmou como o partido representativo da direita e da elite financeira do país. Nas eleições deste ano, os números tímidos contrastam com o tamanho das pretensões da legenda que já disputou duas eleições presidenciais, mas tem patinado nas urnas com candidaturas pouco competitivas, cujos anseios e bandeiras dialogam com uma parcela ínfima da população.
Dos 58,4 mil vereadores eleitos do Brasil, apenas 263 são filiados ao Novo, ou seja, 0,5%. O partido que representa uma parte do empresariado brasileiro ficou atrás de duas legendas tidas como nanicas da política nacional, o Agir e Mobiliza.
Nas 26 capitais brasileiras, o Novo elegeu apenas 13 vereadores, sendo que 11 estão concentrados nos sete estados do Sul e Sudeste. Apenas dois parlamentares foram eleitos fora dessas regiões, ambos em Recife.
