Terça, 2 de junho de 2026
REVISÃO
Comissão conclui que Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura: ‘Tornou-se um obstáculo’
Historiador André Fernandes define como 'acontecimento importante' o reconhecimento de que JK foi vítima de atentado
Brasil de Fato — São Paulo (SP)
Juscelino Kubitschek | Crédito: Arquivo
A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) e o Ministério Público Federal (MPF) apresentaram, nesta sexta-feira (29), o relatório que conclui que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura em 1976, contestando a conclusão da época de que ele teria sido vítima de um acidente automobilístico.
A principal conclusão foi de que a premissa na qual muitos se baseavam para justificar o acidente como fatalidade, ou seja, a batida de um ônibus na traseira do veículo, jamais ocorreu. Na coletiva, todas as provas serão detalhadas.
Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, André Fernandes, mestre em história pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), destaca que o acontecimento desta sexta-feira é importante por restabelecer a verdade dos fatos de um período marcado por muitas violações e, posteriormente, por versões falaciosas para sustentar a narrativa dos apoiadores da ditadura. “A gente sabe que é uma memória que está em constante disputa. A ditadura foi um regime brutal e muitas das mortes, desaparecimentos e afins foram ocultados pelo Estado, que tinha seu monopólio da violência, controlado pelos militares e com apoio dos setores econômicos”, pontua.
