Segunda, 17 de junho de 2024
Um dos acusados é policial militar; caso a Justiça aceite a denúncia do MPF, acusados responderão por diversos crimes
Da Redação do Brasil de Fato Bahia*
Salvador | 14 de junho de 2024

Imagens feitas pelo terreiro Castelo Alto de Xangô à época dos crimes, em fevereiro de 2022 - Reprodução/Redes sociais
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou dois homens, um deles um policial militar, por ataques ao Centro Cultural do Candomblé Castelo Alto de Xangô e à Sociedade Floresta Sagrada Alto de Xangô, entidades religiosas que têm a posse e funcionam na Fazenda Santa Inês, no município de Brumado, sudoeste do estado.
Os dois são acusados de invadir e vandalizar áreas consideras sagradas pela comunidade de candomblé que frequenta a casa, emitir ofensas de cunho racista e ameaçar religiosos e religiosas, além de roubar objetos, depois revendidos a terceiros. Se a denúncia for aceita pela Justiça, eles vão responder pelos crimes de furto qualificado, racismo por motivo de intolerância religiosa, crime ambiental e dano qualificado.
Na denúncia, o MPF relata que, em fevereiro de 2022, os dois homens invadiram o Centro Cultural Castelo Alto de Xangô com tratores e caçambas, destruíram áreas de mata essenciais para a prática de cultos religiosos, vandalizaram objetos, emitiram ofensas de cunho racista e ameaçaram colocar veneno na caixa d’água que abastece o templo religioso. Também usaram o trator para derrubar a torre de internet do local, depois revendida como sucata, e destelhar a casa da Floresta Sagrada Alto de Xangô, com o objetivo de impedir as práticas religiosas no local.
