“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Entidades temem que nova regra reduza interesse de médicos em trabalhar em UPA

Sábado, 4 de fevereiro de 2017
Débora Brito – Repórter da Agência Brasil
Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Núcleo Bandeirante, em Brasília (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Núcleo
Bandeirante, em Brasília
Marcelo Camargo/Agência Brasil
A redução das exigências para garantir a abertura das unidades de Pronto Atendimento (UPAs) que estão construídas, mas sem funcionar, motivou críticas de instituições médicas e especialistas em saúde coletiva. Um mês depois de publicada a portaria que instituiu as novas regras, a Agência Brasil procurou especialistas no tema, visitou UPAs e conversou com gestores e pacientes para saber como as mudanças podem interferir no funcionamento desses equipamentos públicos.

sábado, 24 de dezembro de 2016

Temporão: Tempos sombrios para a saúde pública no Brasil

Sábado, 24 de dezembro de 2016

Em artigo para CartaCapital, o ex-ministro avalia o turvo futuro do Sistema Único de Saúde com o congelamento dos gastos sociais

Por José Gomes Temporão*- CartaCapital/ Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil/ Blog do Sombra

A emenda constitucional que impõe limites rígidos nos gastos públicos para os próximos 20 anos pode ser analisada de múltiplas perspectivas: econômica, política, de seu impacto nas políticas sociais e nas condições de vida da maioria da população, entre outros. Na realidade, ela expressa uma série de valores e de visões de mundo que se contrapõe radicalmente ao que Sérgio Arouca, utilizando um conceito de Norbert Elias, denominava de Processo Civilizatório, quando o Brasil abraçou nos anos 1980 o desafio de construir um sistema de saúde universal nos trópicos.

As propostas defendidas pelo governo federal apontam para um modelo de desenvolvimento econômico e humano perverso que afetará a segurança de milhões de brasileiros principalmente dos mais vulneráveis. O governo Temer propõe, como medida de longo prazo, estabelecer um “Novo Regime Fiscal”, que cria por 20 anos um teto para o crescimento das despesas públicas limitado à inflação.