Quarta, 24 de junho de 2026
Como são os microcosmos do pós-capitalismo
Um número crescente de agrupamentos humanos opta por se afastar das relações regidas pela competição, individualismo e predação da natureza. Criam o novo ou escapam do combate real? O primeiro passo, para avaliar, é conhecê-los
OUTRASPALAVRAS Pós-Capitalismo
Por Débora Nunes
Publicado 24/06/2026
Imagem: Hugo McCloud
Título original:
Como vivem as comunidades do novo mundo?
MAIS:
Débora Nunes e Emerson Salles viajam, há duas décadas, para conhecer comunidades alternativas ao que chamam de “sociedade do colapso”. Visitaram ecovilas contemporâneas, mas também tribos indígenas, acampamentos do MST, fazendas regenerativas. Agora, resolveram contar o que viram, e compartilhar reflexões. Este é seu terceiro relato. Outras Palavras publica a série, intitulada Viagens ao Novo Mundo. Os dois primeiros textos podem ser encontrados aqui [1 2].
Visitamos dezenas de ecovilas e comunidades ancestrais nos cinco continentes registradas em pequenos vídeos de cada lugar que você pode acompanhar aqui. Como já foi evidenciado em outros textos desta série, seus modos de vida se diferenciam profundamente do velho mundo individualista, competitivo e destruidor da Natureza. O papel destas comunidades na construção do que chamo de “novo mundo” me parece evidente, pois elas materializam uma alternativa pós-capitalista por meio de infraestruturas compartilhadas, economia solidária, cultura comunitária e tecnologias sociais de convivência. Este texto destaca exemplos que evidenciam esta tese, mostrando as vantagens e perrengues de viver em comunidade, seus processos de formação e técnicas para manter vivo o coletivo. Falar de novo mundo aqui não é uma afirmação de princípio: é uma constatação experimental.
