“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador entreguismo embraer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador entreguismo embraer. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de março de 2019

BYE BYE, EMBRAER. BYE BYE !

Domingo, 10 de março de 2019
Por

BYE BYE, EMBRAER. BYE BYE !

(Da equipe do blog) - A entrega da EMBRAER à BOEING por apenas 5 bilhões de dólares é o maior absurdo já cometido contra a soberania e os interesses brasileiros. 

Principalmente quando se considera que, desde o fim do governo do PT e ainda antes, temos 380 bilhões de dólares em reservas internacionais em caixa e ainda somos, depois da China  e do Japão, em 2019, o terceiro maior credor individual externo dos Estados Unidos.  http://ticdata.treasury.gov/Publish/mfh.txt

sábado, 22 de dezembro de 2018

A última do brasileiro, pá!

Sábado, 22 de dezembro de 2018

Por




(Da equipe do blog) - Em Lisboa, 19 horas.

Nuvens negras se acumulam para os lados da Praça Luis de Camões e relâmpagos brilham, sinuosos, sobre o Castelo de São Jorge.

Um conhecido, capixaba, que vem  descendo a pé o passeio, testemunha  inesperadamente o encontro de dois cidadãos portugueses,  perto da Tasca Maitai, na rua da Rosa.

-Tu por aqui, pá? E sozinho?

Como está frio,  cerca de 10 graus, com chuva e uma umidade de 81%, o primeiro parece estar tentando convencer o segundo a tomar uma taça de vinho, ou quem sabe algo mais forte, em um bar próximo, para esquentar o peito, e completa, incisivo, aumentando o tom de voz, com um apelo que lhe parece incontornável:

- Vamos, vamos, que quero comentar contigo a última do brasileiro!

Frase que, dita com tal ênfase, chama, naturalmente, aos brios, a curiosidade de nosso compatriota, que, não tendo nada melhor para fazer no momento,  resolve seguir os gajos para dentro de um lugar  pitoresco, ali por perto, lotado de gente apinhada em frente a um balcão cheio de espelhos, onde os dois prováveis lisboetas conseguem uma mesa em um cantinho e o Joaquim - à falta de outros usamos aqui os prenomes que sempre utilizamos no Brasil para identificar  clássicos personagens portugueses - já matreiro, tirando a capa molhada com um sorrisinho na boca, volta a fazer alusão à última “do brasileiro”.

- Mas qual delas, pá, qual delas? - pergunta nosso suposto Manoel - diz-me logo que já são tantas, mais de uma por dia, ultimamente !

- Ora, a dos aviões, pá, a dos aviões. Não viste que o Temer, no apagar das luzes, acaba de abrir as asas, ou melhor, as pernas, do mercado brasileiro de aviação de passageiros aos estrangeiros?

- Ora meu caro, isso já era de se esperar. Os brasileiros estão como umas cavalgaduras na sofreguidão por entregar o seu ao alheio. Não percebem que a aviação civil é um excelente negócio, desde que esteja estrategicamente ligado, até por uma questão de segurança, também ao Estado, atendendo aos interesses nacionais, ou, em alguns casos, até mesmo continentais, como por aqui é o caso.

- É verdade. Não foi por acaso que o nosso governo comprou mais ações da TAP no ano passado, completando agora os 50% - disse Joaquim, levando pela primeira vez a taça aos lábios, com nosso providencial capixaba  encostado ao balcão, meio de lado, com as orelhas em riste, acompanhando o  colóquio lusitano.