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(Millôr Fernandes)
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domingo, 16 de outubro de 2016

Produção global de alimentos precisaria aumentar 60% para garantir equilíbrio

Domingo, 16 de outubro de 2016
Aline Leal – da Agência Brasil
lavoura agricultura familiar
Aumento da produção é necessário para garantir segurança alimentar à população do planeta, que chegará a 9 bilhões em 2050 —Elza Fiúza/Agência Brasil 
Na data em que se comemora o Dia Mundial da Alimentação (16), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) destaca que, com as mudanças climáticas, o desafio de alimentar uma crescente população mundial aumenta. Segundo o representante da entidade no Brasil, Alan Bojanic, a seca fez com que o Nordeste do Brasil perdesse 50% de sua produção nos últimos cinco anos, se comparado com os cinco anteriores.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Pnuma e FAO lançam campanha para reduzir desperdício de alimentos no mundo

Terça, 22 de janeiro de 2013
Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A cada ano, 1,3 bilhão de toneladas de alimento são perdidas ou desperdiçadas no mundo. Diante da expectativa de alguns especialistas, que acreditam que essas perdas podem ser revertidas com mudanças de padrões de produção e consumo, representantes do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) lançaram hoje (22), em Genebra, uma campanha intitulada “Pensar, Comer, Preservar” para tentar estimular novas ações em todo o planeta.

Segundo o sub-secretário-geral e diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner, a proposta é revelar a situação atual e apresentar modelos que foram adotados com sucesso para minimizar o desperdício. Steiner acredita que essas informações podem estimular um novo debate no mundo e uma reflexão sobre o que deve ser feito para reverter o cenário.

O representante do Pnuma lembrou as projeções que indicam que a população mundial deve passar de 7 bilhões de pessoas para 9 bilhões até 2050, o que significa um crescimento da demanda por alimentos. “Não faz sentido, economicamente, ambientalmente e eticamente, desperdiçar alimentos”, disse, destacando o impacto do desperdício e da pressão pela maior produção de alimentos sobre o meio ambiente.

“São desperdiçados também recursos como água, terras cultiváveis, insumos agrícolas e tempo de trabalho, sem contar a geração de gases estufa pela comida em decomposição e pelo transporte dos alimentos. Para termos uma vida verdadeiramente sustentável, precisamos transformar a maneira como produzimos nossos alimentos”, acrescentou Steiner.

De acordo com dados divulgados por representantes da FAO, 20% de todas as terras do mundo já são cultivadas pela agricultura, que também responde pelo consumo de 70% da água doce do mundo. A organização também destaca que quase metade da comida descartada nas regiões industrializadas ainda poderia ser consumida. O volume de desperdício das nações mais ricas soma quase 300 toneladas por ano, quantidade que, segundo a FAO, é equivalente à toda a produção de alimentos da África Subsaariana e suficiente para alimentar 870 milhões de pessoas.

Diretora do departamento de Infraestrutura Rural e Agroindústrias da FAO, Eugenia Serova, defendeu uma profunda mudança nas formas de consumo e produção de alimentos. Ela lembrou que, apesar de os países desenvolverem diferentes padrões agrícolas, “todos desperdiçam comida, em maior ou menor volume”. Dados da FAO revelam que um terço dos alimentos produzidos no mundo é perdido durante os processos de produção e venda, o equivalente a US$ 1 trilhão.

O movimento lançado hoje pelos órgãos das Nações Unidas é resultado de debate que ganhou força durante a Rio +20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorreu em junho do ano passado, no Rio de Janeiro. Durante o encontro, os chefes de Estado que participaram das negociações concordaram em adotar iniciativas para mudar os padrões de consumo e produção em seus países.

A campanha reúne em um portal da internet informações em mais de quatro idiomas, incluindo o português, sobre ações organizadas em todo o mundo. O site destaca dicas para os consumidores sobre o que fazer para reduzir as perdas, como elaborar listas e comprar vegetais que, mesmo não atendendo o padrão dos mercados, estão plenamente adequados para o consumo. As orientações também são voltadas para comerciantes que podem medir melhor o desperdício e evitar algumas perdas.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Mais fome em 2011

Quinta, 6 de janeiro de 2011
Da Agência Pulsar*
Anúncio da FAO aponta para falta de cereais e mais fome em 2011

Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, divulgou relatório estimando que a necessidade de cereais em 2011 deve ser maior que a produção. O desequilíbrio pode gerar aumento da fome entre pobres.

A FAO destacou que no ano passado o preço já deu sinal de alta nos últimos meses. Em dezembro, o trigo ficou 47% mais caro em comparação com o mesmo período de 2009. No último mês de 2010, os preços dos alimentos atingiram o nível mais elevado em 28 meses.

Os dados geram preocupação, mas a FAO ainda não espera para este ano uma crise alimentar. Desde 2008 a agência indica que os países devem estimular a produção de alimentos porque eles poderiam faltar na década seguinte. Contudo, há muitos anos o mesmo órgão das Nações Unidas já admitia que a fome no mundo não é resultado da falta de alimentos, mas da má distribuição.

Entre os fatores que geraram a diminuição da produção e o aumento dos preços está o desequilíbrio climático, apontou o relatório. As chuvas escassas ou em excesso já desestabilizam a agricultura mundial.

O documento também garante que o açúcar e o milho puxaram os preços para cima. Coicidência ou não, os dois alimentos são usados em larga escala para a fabricação de agrocombustíveis, como o etanol do Brasil.
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* Agência Pulsar.