Sexta, 5 de maio de 2017
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Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil
Exonerado hoje (5) da presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai), Antônio Fernandes Toninho Costa atribuiu sua saída do cargo à “ingerência política” e à incompreensão de setores do governo sobre o papel institucional da fundação. Em entrevista coletiva, Costa criticou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Osmar Serraglio, e o líder do governo na Câmara dos Deputados, André Moura (PSC-SE), e disse que foi impedido de executar o que estabelece a Constituição.
“Há uma incompreensão por parte do Estado, que não entende que o papel do presidente [da Funai] é defender as políticas indígenas. Foi isso que eu fiz desde meu primeiro momento no cargo. Creio que isso deve ter contrariado alguns setores”, afirmou Costa na entrevista, concedida na calçada em frente à sede da fundação, em Brasília.

