Pesquisa captou níveis de contaminação até 16 vezes maiores que os valores de referência estabelecidos pelo Conama
Redação
Brasil de Fato | Brasília (DF) | 26 de setembro de 2024 às 10:35

Brasil de Fato | Brasília (DF) | 26 de setembro de 2024 às 10:35

Incêndio consumiu uma área de 1.473 hectares, confirmados por imagens de satélite - Foto: Reprodução/Coordenação Comunicação ICMBio
O Projeto Prometeu, vinculado ao Instituto de Ciências Biológicas (IB) da Universidade de Brasília (UnB), identificou níveis severos de poluição da atmosfera da Asa Norte relacionados ao incêndio que atingiu o Parque Nacional de Brasília. A pesquisa, conduzida pelo professor Carlos Henke, do Departamento de Ecologia, registrou os dados em duas incursões de campo no dia 17 de setembro, utilizando uma sonda meteorológica móvel, três dias após o fogo atingir a região.
As chamas na unidade de conservação ambiental federal iniciaram, por volta, das 11h20 do domingo (15) e levaram cinco dias para serem controladas. O incêndio consumiu uma área de 1.473 hectares, confirmados por imagens de satélite, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Desta forma, vivenciando a situação, o professor da UnB realizou uma análise qualitativa dos dados obtidos, com objetivo de gerar compreensão sobre o cenário, provocar o debate sobre políticas de prevenção a incêndios e aprimorar a reação de autoridades em eventos futuros.
Qualidade do ar
No dia 16 de setembro, a UnB chegou a suspender as atividades presenciais na instituição em razão das condições climáticas adversas e da baixa qualidade do ar, decorrentes das queimadas no Parque Nacional de Brasília. O objetivo foi proteger a saúde e a segurança da comunidade acadêmica e administrativa.
