Sexta, 27 de outubro de 2023
Ex-ministro e candidato a vice de Bolsonaro em 2022 era o interventor federal do Rio quando compra foi feita, em 2018
Mateus Coutinho
Brasil de Fato | Brasília | 27 de Outubro de 2023

Braga Netto foi o interventor federal no Rio na época da polêmica contratação - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Contratada pelo Gabinete de Intervenção Federal no Rio de Janeiro em 2018 para fornecer coletes balísticos com suspeita de sobrepreço de R$ 4,6 milhões que estão sendo investigados pela Polícia Federal, a empresa americana CTU Security propôs um acordo de leniência ao governo federal ainda na gestão de Jair Bolsonaro, no ano passado. O pedido está sob análise da Controladoria-Geral da União (CGU) desde junho de 2022 e o acordo ainda não teria sido fechado.
As informações foram confirmadas pela Casa Civil da Presidência da República, pasta à qual está submetida a Corregedoria da Presidência da República, órgão que apurava no âmbito administrativo as irregularidades envolvendo a contratação da empresa até a proposta de leniência ser apresentada à CGU.
Em paralelo a essa investigação administrativa, a Polícia Federal deflagrou em setembro a Operação Perfídia, que investiga as suspeitas de contratação indevida, dispensa ilegal de licitação, corrupção e organização criminosa envolvendo a aquisição dos coletes balísticos. Na época que os crimes teriam ocorrido o interventor federal era o general Braga Netto, que anos mais tarde assumiu os postos de ministro da Casa Civil e da Defesa de Bolsonaro e , em 2022, foi candidato a vice na chapa dele. Apesar de ser citado na investigação da PF, Braga Netto não foi alvo de mandados de busca e apreensão.
