Quarta, 13 de outubro de 2021
![]()
Uma década já se passou desde a “crise do subprime”, originada em 2008
com estouro da bolha das hipotecas imobiliárias nos Estados Unidos da América (EUA), e, aparentemente, ninguém aprendeu coisa alguma.
É o triunfo da farsa ou da aporia, palavra grega, também dicionarizada em português, que significa situação sem saída ou incerteza filosófica, e foi usada por Yanis Varoufakis, ex-ministro das finanças do premiê Alexis Tsipras, na Grécia, em seu livro “O Minotauro Global – a verdadeira origem da crise financeira e o futuro da economia global” (tradução de Marcela Werneck da edição em inglês, de 2011, para Editora Autonomia Literária, SP, 2016).
Como as finanças, que a partir de 1990 dirigem a economia mundial, explicam estas crises, que se sucedem desde a última década do século XX e explodem por todo mundo: em continentes, em regiões, em países ou por setores ou segmentos econômicos? Uma resposta se impõe: jamais com a verdade, nunca apontando o erro e, por conseguinte, a correta solução.
No Brasil somos atingidos por três agressões, algumas recentes, outras seculares, que, no entanto, não tiveram respostas ou defesas definitivas ou de maior permanência, que superassem duas ou três gerações.
Diria que a menor delas é um governante que passado seu mandato se afastará. Mesmo os mais longevos, ou os que deixaram o nome na história, não vão além de seu tempo, como não ocorre com uma ideologia ou uma classe poderosa, com sucessores que mantém suas agressões por muitos anos, até por séculos, como os financistas anglo-israelenses.
