Segunda, 21 de abril de 2025
Pontífice defendeu a população LGBTQIA+ e posicionou-se contra o racismo, machismo, xenofobia e guerras
Brasil de Fato — São Paulo (SP)
21.abr.2025
O papa Francisco é considerado um dos pontífices mais progressistas que já ocuparam o cargo máximo da Igreja Católica numa tentativa de modernizar a instituição. Ao longo de seus 12 anos no Vaticano, Jorge Mario Bergoglio saiu em defesa da população LGBTQIA+ e das mulheres, posicionou-se frontalmente contra o racismo e a xenofobia e fez apelos pelo fim de guerras mundo afora, como o conflito na Faixa de Gaza mais recentemente.
No ano passado, durante a conferência Mulheres na Igreja: Criadoras de Humanidade, no Vaticano, Francisco pediu o comprometimento contra a discriminação às mulheres. “No mundo, onde as mulheres ainda sofrem tanta violência, desigualdade, injustiça e maus-tratos — e isso é escandaloso, ainda mais para quem professa a fé no Deus ‘nascido de mulher’ — existe uma grave forma de discriminação, que está precisamente ligada à educação das mulheres”, disse.
“De fato, ela é temida em muitos contextos, mas o caminho para sociedades melhores passa justamente pela educação de meninas, moças e mulheres jovens, da qual o desenvolvimento humano se beneficia. Rezemos e nos comprometamos com isso”, concluiu o papa.
Em janeiro deste ano, Francisco nomeou a primeira mulher para chefiar o Dicastério do Vaticano para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica — o departamento de todas as ordens religiosas. A freira Simona Brambilla, assim, passou a ser a primeira mulher responsável por um dicastério ou congregação da Cúria da Santa Sé, o órgão central de governo da Igreja Católica.
O papa Francisco também se manifestou quando a polícia de Minnesota, nos Estados Unidos, matou George Floyd, de 40 anos, em 2020, desencadeando uma série de protestos contra o racismo. Na época, Francisco classificou o assassinato como “trágico” e disse que rezaria pela vítima e “por todos os outros que perderam a vida como resultado do pecado do racismo”.
“Queridos irmãos e irmãs nos EUA, eu tenho acompanhado com grande preocupação a perturbadora inquietação social em seu país nesses últimos dias após a trágica morte do sr. George Floyd. Meus amigos, não podemos tolerar ou fechar os olhos para o racismo e a exclusão de qualquer forma e ainda reivindicar defender a santidade de toda vida humana”, afirmou o papa.
