“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Sete países da América Latina investigam propina da Odebrecht

Sexta, 23 de dezembro de 2016



André Richter - Repórter da Agência Brasil (*)

Rio de Janeiro - A Polícia Federal e Receita Federal deflagraram os trabalhos da 30 fase da Operação Lava Jato, a operação Vício. Carros da PF chegam com malotes e computadores na sede do órgão, na região por
No Brasil, investigações da Operação 
Lava Jato contam com a participação
da Polícia Federal
Tânia Rêgo/AgênciaBrasil/EBC

Pelo menos sete países da América Latina anunciaram hoje (23) que vão investigar o suposto pagamento de propina de executivos da empreiteira brasileira Odebrecht, investigada na Operação Lava Jato, em troca de vantagens em contratos públicos.

As medidas foram tomadas em reação à divulgação de documentos nos quais o Departamento do Estado dos Estados Unidos confirmou que a Odebrecht pagou mais de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 3,3 bilhões, em propina a funcionários de governos em 12 países.
As informações foram divulgadas na quarta-feira (21) após a confirmação de que anúncio de que a empreiteira assinou acordo de leniência com autoridades do Estados Unidos, Suíça e do Brasil simultaneamente.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Odebrecht admite ter pago mais de R$ 3,3 bilhões em propina em 12 países

Quinta, 22 de dezembro de 2016
Ivan Richard Esposito - Repórter da Agência Brasil
Em acordo de delação premiada firmado com autoridades norte-americanas, a Odebrecht e uma de suas subsidiárias, a Braskem, admitiram ter pago mais de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 3,3 bilhões, em propina a funcionários do governo em 12 países, entre eles o Brasil, seus representantes e partidos políticos. De acordo com documentos divulgados hoje (21) pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, representantes da Odebrecht confessaram o pagamento de propina de US$ 788 milhões, desde 2001, enquanto a Braskem admitiu ter pago aproximadamente US$ 250 milhões, entre 2016 e 2014.

Em acordo firmado com autoridades brasileiras, norte-americanas e suíças, a Odebrecht e a Braskem, braço da empreiteira que atua no setor petroquímico, se declararam culpadas por várias fraudes e concordaram em pagar uma multa total de pelo menos US$ 3,5 bilhões em penas globais para resolver o que é considerado o maior caso de suborno estrangeiro na história.