Segunda, 4 de julho de 2016
Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil
O pagamento de propinas ao ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira
teve como objetivo não somente irrigar as finanças do partido, como
também proporcionar vantagens pessoais a ele, disseram investigadores
responsáveis pela 31ª fase da Lava Jato, denominada Operação Abismo,
deflagrada hoje (4) pela Polícia Federal. Ferreira está preso desde o
dia 23 na superintendência do órgão em São Paulo, em decorrência da
Operação Custo Brasil, também da PF.
Os investigadores disseram
ter colhido provas de que Ferreira recebeu recursos desviados da
Petrobras. Ele usava contas de parentes para receber os recursos, um
blog no qual publicava notas favoráveis à sua atuação política e também
uma escola de samba de Porto Alegre para receber o dinheiro.
