Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 26 de novembro de 2017

Ex-Comandante e coronel da PM do Rio são indiciados por criticar política de segurança

Domingo, 26 de novembro de 2017
Da Ponte
Direitos Humanos, Justiça, Segurança Pública

Ibís Pereira, comandante no fim de 2014, e Robson Rodrigues, coronel da reserva, são investigados por manifestar críticas sobre a política de segurança pública do RJ

Ex comandante da PMERJ, Ibis Pereira
(à esquerda) e Robson Rodrigues foram
indiciados pela corporação | Foto: José
Cícero/Agência Pública e Stephan
Röhl/Heinrich-Böll-Stiftung
Um ex-comandante e um coronel da reserva da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) foram indiciados pelo atual comando da corporação por criticarem a política de segurança pública do Estado. A investigação envolve críticas feitas pela dupla à instituição e política de segurança pública adotada pelas polícias cariocas.

domingo, 29 de novembro de 2015

PMs são presos após morte de cinco jovens


Domingo, 29 de novembro de 2015
Cristina Indio do Brasil - Repórter Agência Brasil
Cinco jovens entre 16 e 25 anos da comunidade da Lagartixa, em Costa Barros, zona norte do Rio, foram mortos a tiros ontem (28) à noite. De acordo com a Polícia Civil, os PMs Thiago Resende Viana Barbosa, Márcio Darcy Alves dos Santos e Antônio Carlos Gonçalves Filho, acusados do crime, foram presos hoje (29), em flagrante, por homicídio doloso (quando há intenção de matar) e fraude processual.
Além deles, foi preso o policial Fábio Pizza Oliveira da Silva por fraude processual. 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Ex-PM é condenado a 18 anos de prisão pela morte do menino João Roberto

Quarta, 10 de junho de 2015
Da Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel
O ex-cabo da Polícia Militar (PM) Wiliam de Paula, acusado pela morte do menino João Roberto Amorim Soares, de 3 anos, em 2008, foi condenado a 18 anos de prisão em regime inicial fechado. O julgamento no 2º Tribunal do Júri da cidade do Rio de Janeiro terminou na madrugada de hoje (10).
Em 2008, William de Paula tinha sido absolvido do crime de homicídio e foi condenado à pena de prestação de serviços comunitários, pelo crime de lesão corporal, mas o Ministério Público pediu a realização de um novo júri, que resultou na condenação.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A quem foi dado o comando para reprimir as manifestações na época da Copa da Fifa? Chefe do Comando de Operações Especiais da PM é preso no Rio; MP e Secretaria de Segurança fazem operação para prender 24 policiais militares

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Segunda, 15 de setembro de 2014
Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), em conjunto com agentes da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (SSP), fazem, desde as primeiras horas de hoje (15), a Operação Compadre 2, com a finalidade de cumprir 25 mandados de prisão, sendo 24 contra policiais militares (PMs), entre eles, seis oficiais superiores, além de 43 buscas e apreensões.
Entre os presos está o coronel da PM Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira, atualmente chefe do Comando de Operações Especiais, a quem estão subordinados os batalhões de Operações Especiais (Bope), de Choque e de Ações com Cães.
A partir das investigações, ficou constatado o envolvimento de PMs e civis na cobrança de propina aos comerciantes, empresários e ambulantes da zona oeste da capital fluminense. A ação conta também com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais.
De acordo com as investigações, os policiais envolvidos na quadrilha prejudicavam o policiamento ostensivo no bairro de Bangu, deixando de servir à população, ignorando o combate ao transporte irregular de pessoas por vans ou kombis em situação ilegal, por mototaxistas, inclusive pelo uso de motocicletas com a documentação irregular, roubadas, furtadas ou com chassis adulterados.
A ação é um desdobramento da Operação Compadre, deflagrada pela Subsecretaria de Inteligência da SSP em abril de 2013, quando foram expedidos 78 mandados de prisão, 53 deles contra PMs, para desarticular   quadrilha que fazia cobranças de propina aos feirantes e comerciantes com mercadorias ilícitas.
De acordo com a denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MP, a quadrilha é formada por 24 PMs que integravam o 14° Batalhão. A denúncia foi encaminhada à 1ª Vara Criminal de Bangu.
Entre os denunciados estão seis oficiais que eram lotados no 14° BPM: o ex-comandante coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira e o ex-subcomandante major Carlos Alexandre de Jesus Lucas – ambos lotados atualmente no Comando de Operações Especiais –, os majores Nilton João dos Prazeres Neto (chefe da 3ª Seção) e Edson Alexandre Pinto de Góes (coordenador de Operações), além dos capitães Rodrigo Leitão da Silva (chefe da 1ª Seção) e Walter Colchone Netto (chefe do Serviço Reservado). Também são acusados de integrar a quadrilha18 praças e um civil.
Entre 2012 e o segundo semestre de 2013, os acusados e mais 80 pessoas, entre eles os policiais do 14° BPM, da 34ª DP (Bangu), da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial, além de PMs reformados, praticavam diversos crimes de concussão (extorsão cometida por servidor público).
A quadrilha exigia propinas que variavam entre R$ 30 e R$ 2.600. Eram cobradas diárias, semanal ou mensal, como garantia de não reprimir qualquer ação criminosa, seja na atuação de mototaxistas, motoristas de vans e kombis não autorizados, o transporte de cargas em situação irregular ou a venda de produtos piratas no comércio popular de Bangu.
De acordo com a denúncia, baseada em depoimentos de testemunhas, documentos e diálogos telefônicos interceptados com autorização judicial  compõem mais de 20 volumes de inquérito.
“O 14° BPM foi transformado em verdadeiro ‘balcão de negócios’, numa verdadeira ‘sociedade empresária S/A’, em que os lucros eram provenientes de arrecadação de propinas por parte de diversas equipes policiais responsáveis pelo policiamento ostensivo. A principal parte era repassada para a denominada ‘Administração’, ou seja, os oficiais militares integrantes do ‘Estado Maior’, que detinham o controle do 14º BPM, os controles das estratégias,  das equipes subalternas e do poder hierárquico”.
Os acusados responderão na 1ª Vara Criminal de Bangu por crime de associação criminosa armada, que não consta do Código Penal Militar. A pena é de dois a seis anos de reclusão. Os integrantes da quadrilha também serão responsabilizados, pelo Ministério Público, por diversos crimes de concussão, que serão apurados pela Auditoria de Justiça Militar Estadual.