“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Ninguém é sapo, mas na Praça do Cine Itapuã no Gama, a da recente "reforma", sentou no banco . . . molhou os pés

Terça, 21 de novembro de 2017
Clique nas imagens para ampliá-las. Fotos desta terça (21/11), cerca de uma hora após a chuva que caiu no Gama.
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Espelho d'água? Não, obra mal feita. Ou vai dizer que isso aí é coisa bem feita? Olha a imagem dos prédios!



O sapo não lava o pé
Não lava porque não quer
Ele mora na lagoa
Não lava o pé
Porque não quer



E o grande poeta popular Lourival Bandeira, lá no Céu, não deve estar gostando nada dessa 'lagoa' atrás da sua escultura.

E até agora não se sabe se o governo de Brasília já tomou alguma providência para que a empresa responsável pela 'reforma' da praça corrija as falhas.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Traque uma ova! É bomba mesmo. Tribunal de Contas do DF acata representação do PT Gama sobre reforma da Praca do Cine Itapuã; leia o documento do Tribunal

Terça, 14 de novembro de 2017
Clique na imagem para ampliá-la.

Aos que acusavam que o Gama Livre estava, em primeiro de agosto e também em 11 de outubro de 2017, divulgando um traque, pior, só cheiro de traque, cuidado que pode ser bomba. Tem cara de bomba, pavio de bomba, tubo de bomba, nome de bomba, e chama no pavio. Donde...tem tudo para explodir. 

E se for bomba mesmo, que exploda! 
Saiba mais sobre a bomba:

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Licitação da reforma da Praça do Cine Itapuã (Gama) sob suspeição; representação entregue ontem (10/10) ao TCDF requer auditagem no processo

Quarta, 11 de outubro de 2017

A representação entregue à Corte de Contas solicita o exame de todos os fatos envolvidos naquele processo de licitação/execução da reforma na histórica Praça do Cine Itapuã, no Gama (DF) e, se comprovadas irregularidades, que se instaure os procedimentos pertinentes

No documento protocolado na manhã desta terça (10/10) os seus autores requerem que o TCDF apure supostos indícios "de violação de dispositivos legais/constitucionais, quando da utilização de recursos financeiros empregados na Reforma da Praça Lourival Bandeira, localizada no Setor Leste, Área Especial do Gama, em frente ao Cine Itapoã".
Exatamente às 10h57 de ontem, a representação foi protocolada no TCDF

A representação foi entregue pelo Partido dos Trabalhadores —Zonal do Gama que, no item 14 do documento, salienta que trazia ao conhecimento da presidente do TCDF, conselheira Anilcéia Machado, e portanto ao Tribunal, "fatos violadores da ordem jurídica em razão da existência de possíveis irregularidades no processo em referência, tanto na fase interna do processo de licitação como na fase de execução contratual e aditivos".

Primeira página da representação apontando possíveis ilegalidades no processo licitatório da reforma da Praça do Cine Itapuã (Praça Lourival Bandeira)

A Zonal do Gama do Partido dos Trabalhadores faz referência ao Contrato nº 06/2016 e seus aditivos, assinados entre a Administração Regional do Gama (RAII) e a empresa Task Engenharia e Infraestrutura LTDA — ME, nos autos do Processo nº 131.000.215/2016.

Tal contrato e aditivos se referem às obras de reforma da Praça do Cine Itapuã “com pavimentação em blocos de concreto intertravado, execução de calçadas com acessibilidade, colocação de meios-fios e cordões de concreto; gramas, rampas de acessibilidade e demais especificações contidas neste caderno [página 91 A] e no projeto”.

São citados ainda fatos que, em tese, significariam indícios de ilegalidade do procedimento licitatório, vez que não foi observado prazo recursal, partindo-se imediatamente para a homologação, adjudicação, empenho e contratação, sem que se cumprisse os ditames do artigo 109, inciso I da Lei das Licitações, a Lei8.666/1993.

Salienta a representação entregue ao TCDF que além das prováveis falhas cometidas durante o processo licitatório, houve falhas na fase interna da licitação, especialmente no momento de uma das mais importantes fases. Isto é, a do planejamento da obra e elaboração do Projeto Básico, o que teria causado possíveis irregularidades na administração do dinheiro público.

Neste sentido, é importante e esclarecedor transcrever adiante os textos dos itens 7, 8, 9, 10, 11, 12 e 13 da representação ao TCDF. Eles dão uma ideia das principais irregularidades apontadas pelo autor da representação, o PT do Gama.

7.   “É relevante mencionar que a Administração Regional  elaborou um Projeto Básico para contratação de empresa sem observar as normas de acessibilidade e segurança necessárias, sem o devido dimensionamento da área a ser reformada, sem a observância de normativos que garantem a acessibilidade, conforme se verifica dos documentos em anexo, bem como em afronta ao Termo de Ajustamento de Conduta – TAC, firmado entre a Defensoria Pública do Distrito Federal, o Ministério Público do Distrito Federal – MPDFT e a Administração Regional do Gama, datado de 11/04/2015, que trata da readequação de espaços para a acessibilidade de pessoas que tenham qualquer tipo de deficiência.”

8.   No entanto, conforme se vê, com base nas estimativas apresentadas no Projeto Básico fora entabulado o Contrato nº 06/2016 e aditivos contratuais ao argumento de que era necessário adequar as novas legislações urbanísticas (folhas 1682).

9.   Ocorre que tais fatos não poderiam ter sido fundamentos para o aditivo uma vez que as normas, bem com o sobredito Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre a Defensoria Pública do Distrito Federal, o Ministério Público do Distrito Federal – MPDFT e a Administração Regional do Gama são anteriores ao próprio Projeto Básico, de tal modo que na sua confecção deveriam ter sido considerados.

10.   Há de se ressaltar também que o próprio autor do Projeto Básico, consigna e reconhece às folhas 1689 para fins de aditamento sobre a necessidade de adequar o Projeto de Urbanismo para melhorar e aumentar o atendimento da legislação, inclusive complementar “itens não previstos na planilha principal, objeto da licitação”.

11.   Ademais, de acordo com o autor do Projeto Básico o dimensionamento se baseou em levantamento topográfico elaborado pela Administração Regional, dando a entender que o autor do referido projeto e a autoridade que aprovou, não detinham conhecimento da área que pretendia reformar e com isso causaram um acréscimo contratual na ordem de 33,87% (trinta e três vírgulas, oitenta e sete por cento) do seu valor inicial.

12.   Ora, restou evidenciado também, que no aditivo foram inseridos novos itens que sequer foram previstos na planilha inicial contendo erros de cálculos, como por exemplo o vultuoso acréscimo de 557,3 m 2 de cordões de concreto.

13.   Nesse contexto, em que pese a Lei 8.666/93 permitir alterações qualitativas nos contratos administrativos quando houver necessidade de adequação do projeto ou de especificações; e quantitativas, quando se fizer necessário o acréscimo da quantidade do objeto contratado (art. 65, inc. I, alíneas “a” e “b”), ficou impropriedades/irregularidades no Projeto Básico e consequente causando o aumento irregular dispostos nos aditivos.

Por fim, o documento requer que a presidente do Tribunal de Contas do DF, Conselheira Anilcéia Machado, “se digne, examinados os fatos e os elementos aqui trazidos, tomar as providência legais cabíveis, inclusive com abertura de procedimentos que se fizerem necessários, em nome da defesa da ordem jurídica.

Agora, a bomba está com o TCDF. Que poderá ou não confirmar se é bomba ou se é traque e, se for bomba, determinar as medidas administrativas e jurídicas cabíveis. Se for traque, também determinar que as irregularidades sejam sanada, se sanadas puderem ser.

P.S: Na modesta opinião do editor do blog Gama Livre, usar o termo que alguns poucos utilizam por aí, de que o que aconteceu com a Praça do Cine Itapuã foi uma “revitalização”, não é o termo mais adequado, condizente com a realidade.

Revitalizar seria dar nova vida a alguém ou a alguma coisa. Revitalizar, é vida, portanto. E a Praça do Cine Itapuã perdeu parte da sua vida. Perdeu, brutalmente e sem justificativas plausíveis, boa parte de suas árvores, de suas belas árvores, de sua cobertura de grama. De vida, afinal. Trocamos, melhor, trocaram vida por cimento.

Como era linda a minha praça!!! Processo de ‘revitalização’ da Praça do Cine Itapuã (Gama) sob suspeita de irregularidades. A bomba foi repassada ontem (10/10) para as mãos do TCDF

Quarta, 11 de outubro de 2017
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O antes

E o depois. O antes era muito mais bonito.


O antes...

E o depois. O antes era outra coisa, beleza, não água suja.


O antes, mesmo com o abandono pelo governo, era mais belo do que o hoje.




sábado, 30 de setembro de 2017

Praça recém reformada do Cine Itapuã no Gama (DF) permite que você assista um show ou namore de modo inusitado. Sentado no banco e com os pés dentro da água

Sábado, 30 de setembro de 2017

Clique nas imagens para ampliá-las.
Modo criativo de assistir um show ou namorar. Não esquente a cabeça, irmão! Coloque os pés na água fria.

Isso aí é o resultado de uma chuvinha de uns 15 minutos que caiu na tarde deste sábado (30/9)


E o poeta, cantador, repentista maior, Lourival Batista, foi 'brindado' com uma 'lagoa'.


terça-feira, 1 de agosto de 2017

Gama: Bomba pode explodir a qualquer momento na Praça do Cine Itapuã causando grandes estragos e gemidos do governo de Brasília (republicação)

💣💣💣💥💥💥💣💣💣
Terça, 1º de agosto de 201
Postagem publicada originalmente ontem, segunda (31/7).

“A praça, a praça é do Povo! 
Como o céu é do Condor! 
É antro onde a liberdade 
Cria a águia ao seu calor!”  (Casto Alves)


O local é conhecido como a Praça do Cine Itapuã, apesar de ter recebido mais recentemente o nome do grande poeta repentista Lourival Bandeira, que morou e morreu no Gama. Tempos bons o do velho, e há muito tempo desativado, cinema que funcionou na praça. Filmes de aventuras, de ficção, fitas policiais, chanchadas, peças teatrais, boas histórias, e os sucessos dos filmes do Afonso Brazza, o cineasta brasiliense. Mas a cidade, e não só a cidade, e sim o DF inteiro, possivelmente assistirá um ‘filme realidade’, com tramas de deixar cair o queixo de qualquer viva alma deste Planalto Central.

Recentemente teve início uma tal revitalização da Praça do Cine Itapuã. Derrubaram árvores, arrancaram grama, ‘plantaram’ cimento. A praça não ficará tão bonita quanto era, afinal trocar vida por cimento é coisa triste. Mas aqui vamos tratar de outro assunto. Não das árvores nativas que foram serradas, da grama que foi arrancada, dos joões-de-barro que foram despejados de suas casas e fugiram. 

Esta pequena nota tem o objetivo de alertar a população para um estrondo que breve deve ser ouvido lá pras bandas da Praça do Cine Itapuã. Trata aqui da bomba que está prestes a estourar na praça. Estrondo que será sentido também numa outra praça. Na Praça do Buriti. Então, caros leitores, ao ouvir o estampido, não achem que chegaram os tempos dos trovões que vêm dos céus. Será o estampido dos subterrâneos.

Já dizia o poeta Castro Alves, que a praça é do povo como o céu é do condor. E sabemos que também é do povo o dinheiro usado em ‘revitalização’ de praças.

No processo da revitalização da Praça do Cine Itapuã, mais de DUAS MIL páginas. Quem já viu —e analisou—a documentação diz que enxergou possíveis irregularidades. Uma bomba!

A espoleta já está sendo aquecida e a bomba deve explodir brevemente, mais breve do que possamos imaginar, espalhando cacos pra tudo que é lado. Quem deve detonar o explosivo? O PT. O partido no Gama está de posse de cópia da íntegra do processo. Onde constam entre outras coisas, claro, os pagamentos já feitos a título de revitalização, coisa pra lá dos R$300 mil. Farejadores do PT estão debruçados sobre cada ponto, cada detalhe, analisando cada tijolo montado no processo. Farejando e olhando com lupa potente.

E há informações de que também já detectaram inúmeras possíveis irregularidades no contrato/execução da obra da praça do Cine Itapuã. O partido está elaborando um relatório sobre o caso e em breve,  e também mais breve do que se possa imaginar, divulgará uma nota à sociedade do DF e em especial, claro, à comunidade do Gama.

Aguardemos, então, o estrondo. E também o deslocamento de ar e, quem sabe, de pessoas.

Se vocês, leitores, não ouvirem o estrondo é porque aconteceu como na música 'As Profecias', do Maluco Beleza, o meu conterrâneo Raul Seixas: "Sem um estrondo, mas com um gemido". 
Foto: Taciano / Gama Livre — 28/7/2017