Domingo, 7 de junho de 2026
O Almirante Negro rasga os mares do racismo brasileiro
Professor da Educação do Campo e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas da Universidade de Brasília (UnB).
Do Brasil de Fato DF
O Almirante Negro rasga os mares do racismo brasileiro

O espetáculo propõe uma reflexão sobre racismo, memória e resistência no Brasil. | Crédito: Ogãn Luiz Alves
O passado está em disputa e a Marinha Brasileira contestou o título de herói da pátria para João Candido
A Revolta da Chibata, episódio que ocorreu no Rio de Janeiro em 1910, é um dos atos insurgentes populares mais famosos da história brasileira. A rebelião iniciou quando marinheiros se apoderaram do navio militar Minas Gerais e outras três embarcações de guerra da Marinha para ameaçar com os canhões a ordem racista herdade do período escravocrata.
O movimento denunciou os maus tratos aos marinheiros negros de baixa patente, submetidos a chibatadas como prática disciplinar, péssimas condições de alimentação, de alojamento nos navios e batalhões, os soldos baixos, além de outras humilhações. João Cândido é o nome do líder da revolta e tramita no Congresso Nacional um projeto para que o nome dele conste no Panteão dos Heróis e Heroínas Nacionais.

