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(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Rememorar: Ditadura não garantia acesso à saúde pública; SUS surge apenas na redemocratização; Período militar transformou a saúde num balcão de negócios altamente lucrativo

Quinta, 4 de abril de 2019
Redação Brasil de Fato 
São Paulo (SP), 4 de Abril de 2019

A saúde pública só passou a ser um direito universal com as mobilizações em defesa da democracia / Foto: Reprodução

Durante os 21 anos de ditadura militar, entre 1964 e 1985, a saúde não era considerada um direito. A definição de que ela “é direito de todos e dever do Estado” surge com a Constituição Federal de 1988. Foi então que surgiu o Sistema Único de Saúde (SUS), que garante acesso universal ao atendimento, desde procedimentos mais simples até tratamentos de alta complexidade.

Antes disso, a política dominante era de incentivo à privatização da saúde, como mostra o livro Na corda bamba de sombrinha: a saúde no fio da história, organizado por Carlos Fidelis Ponte e Ialê Falleiros. O livro mostra que houve um decréscimo da participação direta do Estado no atendimento à população na época da ditadura, que foi substituída pela rede privada. Apenas quem tivesse carteira de trabalho assinada tinha direito a assistência médica pelo Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps), criado em 1974. Os que estavam fora desse universo buscava atendimento em instituições filantrópicas ou privadas, e os mais pobres eram tratados como indigentes.