Em municípios onde o investimento no Sistema Único de Saúde (SUS) e no Bolsa Família é maior, as mortes causadas pela recessão foram evitadas.
A contração da economia em cerca de 8%, entre 2014 e 2017, elevou o desemprego, a pobreza e, por consequência, o aumento da taxa de mortalidade
Foto: Vanessa Nicolav/Brasil de Fato
Pesquisadores do Brasil e Reino Unidos indicam que investimentos no SUS e Bolsa Família não podem sofrer cortes.
Por Redação*
A recessão econômica pode piorar a saúde em países de baixa e média renda, com mercados de trabalho precários e sistemas de proteção social fracos. Essa foi a observação de pesquisadores do Brasil e Reino Unido feita em artigo publicado na revista The Lancet Global Health, em 10 de outubro.
De acordo com o estudo, a recessão econômica no Brasil levou a um aumento da mortalidade em populações vulneráveis, no período de 2012 a 2017. Em municípios onde o investimento no Sistema Único de Saúde (SUS) e no Bolsa Família é maior, as mortes causadas pela recessão foram evitadas.

