Quarta, 17 de maio de 2023
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Em audiência pública no Senado Federal, procurador denuncia o que chama de racismo ambiental e aponta falta de fiscalização como um dos principais problemas
D0 MPF
“Os agrotóxicos efetivamente são uma demonstração evidente do que nós chamamos de racismo ambiental, ou seja, o efeito desproporcional de impactos ambientais sobre as populações mais vulneráveis”. A afirmação é do procurador da República Marco Antônio Delfino, membro do Grupo de Trabalho Agroecologia da Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do Ministério Público Federal (4CCR/MPF), durante audiência pública realizada no Senado Federal nessa segunda-feira (15).
Promovido pela Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa, o evento teve como foco a pulverização aérea por agrotóxicos e as violações de direitos humanos à saúde, alimentação e ao meio ambiente. Além do MPF, participaram dos debates representantes dos trabalhadores rurais, de povos e comunidades tradicionais, das empresas de aviação agrícola, de entidades da sociedade civil e de órgãos públicos como o Ministério da Saúde e o Ministério Público do Trabalho, entre outros.
Durante sua participação, Marco Antônio Delfino ressaltou o efeito desproporcional dos agrotóxicos sobre as populações vulneráveis, incluindo populações periféricas, negras, indígenas e agricultores familiares. Ele mencionou um relatório da ONU que evidencia o impacto desproporcional dos agrotóxicos sobre esses grupos, configurando o que é conhecido como racismo ambiental.
