“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Arraes, um político que tinha lado

Quarta, 21 de dezembro de 2016
Por

“Pois que ninguém se iluda: assim como não conseguiram me transformar em agitador e incendiário, também não conseguiram e jamais conseguirão me transformar em um bom moço, acomodatício aos privilégios que sempre combati”.
(Do discurso de posse de Miguel Arraes no governo do Estado de Pernambuco, em 1963)

foto-arraes1Conheci o cearense Miguel Arraes nos idos de 1961, ele prefeito do Recife, mas nosso convívio, quase diário, só se daria a partir de 1990 quando, a meu convite e de Jamil Haddad, ingressou no PSB, partido que, também a nosso convite, presidiria até a morte, em agosto de 2005. Naquele primeiro encontro de 1961, era eu um jovem estudante, dirigente da UNE, que ia,  na Meca da esquerda brasileira, ao encontro de seu ícone que, ao lado de Leonel Brizola, recém-saído da resistência ao golpe parlamentar de 1961 e da ‘Cadeia da Legalidade’, era a maior liderança da esquerda brasileira. Tempos ricos aqueles em que o papel do presente era construir o futuro. Naquele então o Nordeste começava a tomar o destino em suas mãos e,  desse Nordeste, Recife era a capital irredenta dos prefeitos Pelópidas da Silveira e Miguel Arraes, de Celso Furtado e da Sudene, de Paulo Freire e Germano Coelho construindo o Movimento de Cultura Popular-MCP e novos métodos (revolucionários) de alfabetização de adultos, que logo galvanizariam o país. Era o Pernambuco de  Francisco Julião e suas Ligas Camponesas que começavam a escrever um capítulo exemplar na historia de resistência do povo brasileiro.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Socialista de Me . . . Governo de Me . . .

Terça, 26 de janeiro de 2016
Este foi um governador completo. Um socialista completo.
 Miguel Arraes — imagem da internet
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Coitado de Miguel Arraes, ex-governador de Pernambuco, exilado na ditadura, e que morreu como um socialista completo.

A estas horas deve estar se revirando no túmulo. Injuriado por tudo, ou quase tudo, que um governador eleito por seu partido, o PSB (PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO) tem feito em Brasília. Se ele estiver vendo as coisas de onde se encontra, está envergonhado. Puto da vida.
Jamais poderia o Velho Arraes imaginar que as bandeiras e o programa de seu partido fossem jogados na valeta, no esgoto, na sarjeta. No meio da rua.
E, quem diria ou poderia imaginar coisa feita por um governador do PSB e de Brasília? Pelo que se vê, um governador de Me...
Só um socialista de Me..., e um governador de Me..., poderia à frente do Executivo partir para privatização da saúde, mesmo que essa terceirização seja etiquetada, erroneamente, hipocritamente, por ‘terceirização’. É PRIVATIZAÇÃO!
Logo logo, o socialista de Me... vai querer chegar na privatização da educação.
Na sua prática que visa o privatismo, o socialista de Me... assinou no dia 25 de janeiro, ontem, um decreto qualificando duas entidades, chamadas de OS (Organizações Sociais?????) que poderão assumir os serviços da Saúde.
Por isso é que digo: um governo de Me...; um socialista de Me...
Esclarecendo os meus conceitos:
Um governo de MEIA-TIGELA.
Um socialista de MEIA-TIGELA.