“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 20 de março de 2010

Quem dá...recebe. Bananas para Paulo Roriz

Sábado, 20 de março de 2010

Paulo Roriz (Demo), o deputado distrital que perdeu a postura no plenário da CLDF no último dia 17, chamando de palhaços os estudantes que protestavam nas galerias da Casa e, depois ao vivo, em cores e na frente das câmaras de filmagens, deu uma banana (não a fruta) para os estudantes, recebeu o troco.
Os agredidos deram o troco ontem (19/1). Compareceram ao gabinete do deputado e, solenemente, deram várias bananas. Um cacho de bananas.
Os estudantes aproveitaram a ida à CLDF e apresentaram uma reclamação formal, pedindo a abertura de processo contra o parlamentar, por quebra de decoro.
Tinha gente ontem na CLDF afirmando que a representação não deveria ter andamento, pois os estudantes se equivocaram no texto, registrando o nome “Pedro Roriz” ao invés de Paulo Roriz.  Isso foi apenas um erro material, que até na Justiça não impede o andamento de um processo.
Além do mais, na representação os estudantes relatam os fatos ocorridos no Plenário (gravados em imagens), e quem chamou os outros de palhaço e deu banana não foi ninguém com o nome de Pedro Roriz, mas Paulo Roriz. Querer invalidar um requerimento por tal erro material é dá outra banana para os estudantes. De qualquer forma, os estudantes darão entrada em novo documento, esse com o nome de Paulo Roriz. Pior para Pedro, melhor, Paulo Roriz. Na ocasião da nova entrega, mais mídia.
Como tem deputado perdidinho lá pela CLDF, faz sentido dar o nome exato.
Os estudantes, xingados de palhaços, entregaram as bananas, mas cometeram outro equívoco além do nome do deputado. Esqueceram de entregar o nariz de palhaço. Prometem voltar lá.

quinta-feira, 18 de março de 2010

A banana como companhia

Brasília, 18 de março de 2010
Foi dando banana que o deputado distrital Paulo Roriz (Demo) se dirigiu ontem aos estudantes que na galeria protestavam contra o estado de podridão que se encontra a política no Distrito Federal. O deputado não gostou dos cartazes colados nos vidros do plenário da CLDF e também das vaias (que sequer podiam ser ouvidas de onde ele se encontrava). Não gostar é uma coisa, dar banana para a platéia e pedir aos gritos para que a presidência dos trabalhos retirasse imediatamente aqueles “palhaços” é outra coisa. Pior, a presidência atendeu ao solicitado pelo deputado e determinou que os estudantes fossem retirados e os cartazes recolhidos.

Nos tempos bicudos de hoje os deputados só admitem protestos “a favor”. Não sendo "a favor" deles, os protestos só são admitidos fora do prédio da Câmara. E com a escolta da polícia.

A dúvida dos estudantes, diziam alguns deles enquanto eram enxotados das instalações da Câmara, era saber se a banana estava tão podre como alguns políticos de Brasília.

O panetone, que já havia entrado na vida política de Brasília, agora tem a companhia da banana.