“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 1 de julho de 2014

CLDF: Bolo e droga no contribuinte

Terça, 1º de julho de 2014
É, está esquisita a coisa lá pras bandas da Câmara Legislativa do DF.
Ontem (30/6) o DFTV da Rede Globo noticiou que deputados alugam veículos (e com o dinheiro do contribuinte, claro) em locadoras com sedes em padaria, farmácia, residência e até no próprio escritório político do distrital.
Como está tudo atravessado, pode ser que ao ficarem com fome e com vontade de saborear um gostoso pão cacetinho (é assim que chamamos o pão francês na Bahia) suas excelências deem um pulo até a locadora do português da esquina. O que farão também ao sentirem dor de barriga, pois enjoo quem sente é o eleitor brasiliense.
Pela reportagem do DFTV ficamos sabendo que o deputado Robério Negreiros (PMDB) alugou, com a nossa grana, dois carros. Um em empresa com sede numa farmácia. E olha que o carro não é nenhuma droga. É de luxo. O outro carro foi alugado numa empresa onde funciona só uma loja de bolo. É massa!
Já o deputado Paulo Roriz (PP)…aluga uma caminhonete em que a locadora tem como endereço de funcionamento o mesmo do escritório político do distrital. A caminhonete tem um motor potente, mas talvez os cavalos sejamos nós, os contribuintes—eleitores.
O outro veículo alugado por Paulo Roriz é uma van, cuja locadora tem como endereço uma residência. Não adianta querer falar com a locadora pelo telefone constante na nota fiscal. É que é inexistente.
Depois os deputados se queixam do desembargador do TJDF que fez pesadas críticas à CLDF. Desse jeito fica difícil defender a Casa.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Procuradoria da República Eleitoral no DF é favorável à perda do cargo dos distritais Paulo Roriz e Washington Mesquita

Segunda, 28 de abril de 2014
Da PRE/DF
Deputados do DF podem perder mandato por desfiliação partidária
Dois deputados distritais podem perder o mandato por infidelidade partidária, caso a Justiça Eleitoral acate os pareceres da Procuradoria Regional Eleitoral do DF. As ações de perda de cargo eletivo foram propostas contra Paulo Roberto Roriz (PP) e Washington Gil Mesquita (PTB) pelos Diretórios Regionais do Democratas (DEM/DF) e do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB/DF), respectivamente.
Paulo Roberto Roriz
O parlamentar foi eleito pelo DEM como suplente do deputado Raad Massouh em 2010, mas abandonou a legenda por desfiliação em julho de 2012.  Com a cassação do titular em outubro de 2013, Paulo Roriz foi empossado na vaga. À época, estava filiado ao Partido Progressista (PP).
No parecer enviado ao Tribunal Regional Eleitoral do DF, a Procuradoria Regional Eleitoral defende que o DEM pode pleitear a perda do cargo de Paulo Roriz para preencher a vaga com parlamentar integrante do próprio Democratas, já que “o mandato eletivo conquistado nas eleições proporcionais pertence ao partido político.”
O deputado alega que desfiliou-se do partido por ter sofrido grave discriminação pessoal, porque, após o pleito de 2010, não participou de qualquer propaganda partidária do DEM/DF e foi excluído das discussões partidárias. A alegação do deputado se encaixa nas exceções que permitem ao candidato desfiliar-se sem perder o mandato, previstas na Resolução 22.610/2007 do TSE. De acordo com o parecer da PRE/DF, no entanto, “não há nos autos qualquer demonstração de que o requerido tenha sofrido discriminação pessoal ou que o programa partidário do DEM tenha sido substancialmente mudado ou desviado.”
Ainda não foram ouvidas testemunhas arroladas pelo deputado em Luziânia e no Piauí, pedido que também está pendente de aceitação pelo TRE/DF.
Petição 136-42.2013.6.7.0000
Washington Gil Mesquita
A ação proposta pelo PSDB contra o deputado alega que o parlamentar utilizou de “manobra” para desfiliar-se do partido sem sofrer a sanção da perda do cargo. Isso porque Gil desligou-se da legenda para fundar outro partido, o PSD. Segundo a Justiça Eleitoral, a hipótese da criação de novo partido exclui a sanção da perda do mandato por desfiliação. No entanto, 2 anos após a fundação, Gil filiou-se ao PTB.
Em sua defesa, o parlamentar argumenta que sofreu grave discriminação pessoal, uma vez que não foi nomeado para compor o órgão de direção regional, tampouco foi convidado a participar da propaganda partidária no segundo semestre de 2013.
O procurador regional eleitoral do DF, Elton Ghersel, manifestou-se a favor da perda do mandato do  deputado e defendeu que, ao se desfiliar do partido que ajudou a fundar, o mandato retorna para o partido responsável pela sua conquista, no caso, o PSDB. “Ao sair do PSD, com ou sem justa causa, o parlamentar deveria ter retornado ao partido pelo qual foi eleito, salvo se houvesse justo motivo para não fazê-lo”, acrescenta.
Caso semelhante a esse é do o deputado distrital Israel Batista, cassado no mês passado pelo TRE/DF, por infidelidade partidária.  O parlamentar foi eleito em 2010 como candidato do PDT, mas deixou o partido em 2012 para fundar o PEN. No ano seguinte, Batista ingressou no PV sem justo motivo, conforme entendeu a Justiça Eleitoral. A decisão atendeu a parecer da Procuradoria Regional Eleitoral do DF.
Petição 124-28.2013.6.7.0000

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Paulo Roriz, rua!

Sexta, 25 de outubro de 2013
Camaleão da política brasiliense, o suplente de distrital Paulo Roriz foi exonerado nesta sexta (25/10) do cargo —quase que decorativo— de secretário de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Distrito Federal. Outro camaleão, o vice-governador, substituindo Agnelo que viaja, Tadeu Filippelli o exonerou, assinando o decreto publicado no Diário Oficial do DF desta sexta, página 24.

No mesmo ato foi nomeado para responder interinamente, sem acúmulo de vencimento, o petista de Valparaíso de Goiás, Arquicelso Bites Leão Leite, que já é comissionado no governo de Agnelo/Filippelli. Arquicelso é tio do tenente-coronel Rogério da Silva Leão, chefe da Casa Militar do governo do DF.

Num lampejo de sinceridade (coisa muito rara em políticos do DF), ou apenas de oportunismo, Paulo Roriz andou apontando algumas feridas do governo Agnelo. Em reuniões políticas pras bandas do Entorno Sul do DF ele criticou o descalabro que atinge o Hospital Regional de Santa Maria, nos limites entre DF e Goiás. Disse que Arruda gastou na época R$120 milhões na construção do hospital, que hoje “está aí parado”. E bateu mais. Lembrou que a população vê gastarem R$1,5 bilhão para construir o Mané Garrincha, quando essa dinheirama daria para construir cinco ou seis hospitais. Arrematou que “essas coisas nos revoltam”.

O camaleão Paulo Roriz surfou tranquilo nos governos de Roriz, seu tio, Arruda, Rogério Rosso e, depois, no do petista Agnelo Queiroz. Mesma surfada de Tadeu Filippelli.

Paulo, caiu da prancha agora. Filippelli ainda, ainda, está agarrado com unhas e dentes. Mas se a onda mudar, pula fora com a maior tranquilidade. Está no DNA político do vice-governador.

                                                       Imagem da internet
Um já caiu. O outro continua surfando. Enquanto controla a maré, vai em frente. Até quando?





segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Deputado do DF é alvo de ação de perda de mandato assinada por próprios servidores da Câmara

Segunda, 29 de outubro de 2012
Paulo Roriz: bombardeado por assessores de seu gabinete
Se a política no Distrito Federal não é fácil, a Câmara Legislativa se serve de covil para algumas armações de “bem intencionados”. Se não, vejamos: ...
 
Dois advogados impetraram ação por infidelidade partidária contra o atual deputado distrital Paulo Roriz, por ter deixado o DEM para filiar-se ao PEN. Eles querem a vaga deixada momentaneamente por Raad Massouh, licenciado para ocupar a Secretaria de Micro e Pequenas Empresas do GDF.
 
Na justificativa, os advogados sustentam que Paulo Roriz teria deixado o partido para o qual fora eleito “sem justificativa” e fora do prazo. Até aí, tudo bem.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Becos do Gama. Continuam as irregularidades

Clique aqui para ver a reportagem do Jornal de Brasília e mais algumas informações.

Obras irregulares prosseguem nos becos do Gama, confirma reportagem do Jornal de Brasília

Terça, 10 de maio de 2011

Clique na imagem acima e veja, de modo ampliado, a reportagem da jornalista Bruna Sensêve no jornal de Brasília de ontem, dia 9 de maio. Quando a imagem abrir dê um novo clique sobre ela.
 
Reportagem de Bruna Sensêve tratando do grave problema enfrentado pelo Gama com as invasões das passagens de pedestres das quadras residenciais foi publicada ontem (9/5) no Jornal de Brasília. A reportagem ocupou toda a primeira página de “Cidades” e trouxe fotos das invasões.
 
A jornalista assinala em sua reportagem que “Obras continuam em andamento, de forma ilegal, em lotes doados a policiais e bombeiros militares do Distrito Federal”. Para os moradores do Gama, isso não é exatamente uma novidade. A coisa mais fácil de ver é obra irregular nas passagens de pedestres das quadras residenciais da cidade.


Projetadas para servirem de escoamento e absorção das águas pluviais; de espaço de lazer para crianças, jovens, adultos e idosos; de passagens para encurtar caminhos, dando maior conforto à população; para melhorar a ventilação nas ruas, os chamados “becos” foram doados a militares da PM e dos Bombeiros que, segundo a lei 780 de 2008, deveriam atender a todos os critérios previstos na lei que trata do Programa Habitacional de Interesse Social do Distrito Federal. Isso não aconteceu.


A lei número 780 de setembro de 2008 foi declarada, em 24 de novembro de 2009, inconstitucional pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF). Foi declarada nula desde a sua origem, isto é, 2 de setembro de 2008, o que forçosamente implicou na anulação de todo e qualquer documento gerado com base nela, desde os termos de uso dos espaços até mesmo os poucos alvarás de construção que foram concedidos. Foram menos de 150 alvarás concedidos. Assim mesmo, todos esses alvarás foram expressamente anulados pela Ordem de Serviço número 54 de 2010, assinada pelo administrador regional do Gama.


Quando da anulação da lei 780/2008 poucos eram os becos invadidos. Anunciada a decisão do Conselho Especial do TJDF, o Gama passou a ver uma frenética invasão dos “becos” não ocupados anteriormente. Não só a invasão com a construção de muros, mas com a construção de casas. E nada, ou quase nada, fizeram as autoridades do governo do DF que tinham a obrigação de impedir tal processo de ocupação irregular de áreas públicas.


As invasões foram, mesmo depois da decisão do TJDF, estimuladas, incentivas, impulsionadas, pela ação de autoridades do Executivo e de algumas do Legislativo. Pelo menos uma das autoridades que mais incentivou as invasões pagou caro. Não pelo crime de incentivar invasões, mas por outros motivos. Pegou 60 dias de Papuda e teve que, desmoralizado, deixar de ser o governador do DF.


Além da anulação da lei 780/2008 pelo TJDF, a Justiça, pela Vara do Meio Ambiente Desenvolvimento Urbano e Fundiário do DF, decidiu liminarmente, em processo de Ação Popular impetrado por cidadãos do Gama, e mais tarde no mérito, em fevereiro de 2011, que o governo do DF tem que recuperar os espaços para o patrimônio público. Os “becos” devem voltar ao estado anterior às invasões.


Quanto à Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que resultou na anulação da lei 780/2008 pelo Conselho Especial do TJDF, todos os recursos protelatórios usados pelo Governo do Distrito Federal foram derrotados em julgamento dos desembargadores. A Adin encontra-se agora no Supremo Tribunal Federal. Em julgamentos de Adins semelhantes, as decisões do Supremo têm sido em confirmar a anulação das leis.


Já no que se refere à Ação Popular, houve recurso para o TJDF. Os autores da Ação pretendem que os desembargadores do TJDF tornem mais graves as multas previstas na decisão de mérito do juiz da Vara do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e Fundiário. Nessa decisão há determinação de que para cada passagem de pedestre não totalmente recuperada para o patrimônio do povo será exigida multa de dois mil reais.


Golpe
Além da lei 780 de 2008, a que ilegal, injusta, e inconstitucionalmente, tentou doar o patrimônio do povo (as passagens de pedestres das quadras residenciais do Gama) a militares da PM e dos Bombeiros do DF, houve outra lei, a de número 826 de 2010. Esta última, fajuta mais do que a anterior, serviu apenas para o discurso político em ano de eleição. Alardeou-se que ela regularizava as ocupações, as doações ilegais, o que efetivamente não faz.  Mas esta lei já sofre o combate do Ministério Público do DF, que entrou com uma Adin contra ela. Tal lei chega ao absurdo de "alterar" um artigo do Plano Diretor Local do Gama, artigo este que não existe no mundo jurídico brasileiro, visto que há muito foi declarado inconstitucional, nulo.


A Adin pela anulação da lei 826/2010 aguarda julgamento pelo Conselho Especial do TJDF. Cheia de falhas, fruto de uma articulação entre determinados deputados e o desastroso governador Rogério Rosso, a lei 826/2010 chega ao cúmulo de revisar o PDL (Plano Diretor Local) do Gama sem respeitar o interstício de quatro anos. Como não há justificativa de elevado interesse público —até porque houve apenas interesse eleitoreiro— o destino da lei será, possivelmente, o mesmo destino da lei que alterou o PDL de Taguatinga e que foi declarada, em 2010, inconstitucional pelo TJDF, exatamente pelo fato de que modificou o PDL antes dos quatro anos necessários.

Leia mais sobre às passagens de pedestres das quadras residenciais do Gama acessando os links a seguir.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Os campeões de multas eleitorais no DF


Quinta, 23 de setembro de 2010
Paulo Roriz (Dem), Pedro do Ovo (PRP) e Dr. Charles (PTB) são os campeões de multas por propaganda eleitoral irregular.

O distrital Paulo Roriz, aquele que deu “bananas” para manifestantes que se encontravam na galeria da CLDF,foi alvo até agora de 18 representações. Dessas, apenas uma foi arquivada. Ele foi multado em R$56 mil pelas irregularidades cometidas, além de mais R$13 em solidariedade com o Dem por ter descumprido as regras eleitorais de propaganda. Segundo o Ministério Público Eleitoral do DF, Paulo Roriz foi multado em R$28 mil como punição por sete muros pintados com sua propaganda. Isso em Santa Maria.

É possível que ele ainda seja denunciado e multado pelos muros que pintou no Gama onde, pelo menos um, foi sem autorização do proprietário da residência. Sem contar os seus irritantes carros de som que rodam também depois das 20 horas.

Também o Dr. Charles possui inúmeros muros pintados no Gama, o que poderá resultar em novas multas. Ele já foi multado até agora em R$11 mil.

Pedro do Ovo recebeu uma multa de R$53 mil por divulgação de pesquisa não registrada no TRE-DF.
No Gama a coisa está tão braba que até poste público está recebendo bandeira de partido político.

Dentre as modalidades de propaganda irregular encontram-se a pichação, colagem de cartazes ou pintura, em bens públicos, tapumes de obras, árvores, jardins públicos, ônibus, postes, abrigos, bem como em estabelecimentos comerciais.

Segundo o MPE, denúncias sobre propaganda irregular podem ser feitas:
Na ouvidoria@prr1.mpf.gov.br
Em eleitoral@mpdft.gov.br
Em www.tre-df.gov.br
Por escrito, no Edifício Sede do TRE-DF, na sala S-103
Pelo telefone 3441-1000

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Pedro do Ovo é o campeão. Paulo Roriz o vice. De multas do TRE

Terça, 7 de setembro de 2010
Dos pedidos de multa para candidatos por propaganda irregular, Pedro do Ovo é o campeão. Paulo Roriz, aquele que deu banana para manifestantes na galeria da CLDF, fica com a segunda posição.

Do total de R$209 mil em multas aplicadas até 6 de setembro, Pedro do Ovo deve pagar R$53.200. Paulo Roriz vem logo atrás com R$53 mil. A multa de Pedro do Ovo é por ter ele divulgado pesquisa sem registro no TRE.

Já Paulo Roriz foi condenado nove vezes a pagar multas, existindo ainda dois processos em tramitação.

Os multados podem recorrer ainda ao Plenário do TRE-DF contra as multas.

Se o TRE-DF contasse com mais fiscais, certamente as multas por propaganda irregular seriam bem maiores. Basta dar uma passadinha pelas quadras residenciais do Gama para se constatar quanto de propaganda irregular existe.

Denúncias contra propaganda irregular podem ser feitas pelo site http://www.tre-df.jus.br

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Paulo Roriz derruba deputado da presidência da CCJ da CLDF

Quarta, 19 de maio de 2010
A guerra pelo poder agita a Câmara Legislativa do DF. O deputado Raad Massouh (Demo) foi retirado  contra a sua vontade  da presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a principal comissão permanente do Legislativo. Foi Paulo Roriz, líder da bancada do Demo, e a distrital Eliana Pedrosa, vice-líder, que arrancaram Raad da CCJ. Ele protestou, mas em nada deu o seu protesto. O desligamento de Raad saiu publicado hoje no DCL (Diário da CLDF).
Paulo Roriz possivelmente será eleito o presidente da CCJ. A mesma CCJ que vem aprovando, durante a vida da Câmara, um caminhão de leis inconstitucionais, a exemplo da de número 780 de 2008. Aquela que destrói as passagens de pedestres das quadras residenciais do Gama. E também as leis 774 e 775, também de 2008, que, igualmente a de número 780, também foram declaradas inconstitucionais pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). As leis 774 trata de  doações dos "becos" a militares da PM e dos Bombeiro, na cidade de Taguatinga. A 775, na Ceilândia.
Sobrinho de Joaquim Roriz, Paulo Roriz bandeou-se para o lado de Arruda, foi presidente da Codhab (Companhia de Desenvolvimento Habitacional) e também secretário da Habitação do governador envolvido no escândalo da Caixa de Pandora.
Há alguns poucos dias estourou um escândalo de “venda” de lotes a policiais militares no Gama e em outras cidades do DF. Um seu cabo eleitoral, Lester Sebastião da Silva, indicado por ele para a Codhab, foi preso pela polícia civil.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Recordar revigora

Quinta, 13 de maio de 2010
O Gama Livre coloca a seguir links que abrem várias postagens do blog sobre as passagens de pedestres e áreas verdes das quadras residenciais do Gama-DF. As postagens dão uma visão geral do problema que a famigerada (que palavra!) lei 780/2008 impingiu à população da cidade.
A comunidade do Gama espera agora, com a aplicação de multa às autoridades, que a destruição pare imediatamente. Uma tutela antecipada em Ação Popular foi concedida ontem (12/5) pelo juiz titular da Vara do Meio Ambiente. Hoje (13/5) ainda há construções em andamento. As multas deverão ser impostas aqueles que não cumprirem a decisão da Justiça.
A seguir os links
Justiça concede liminar em Ação Popular movida por moradores do Gama-DF contra ocupação por policiais da PM e Bombeiros das passagens de pedestres das quadras residenciais do Gama
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Anuência para coisa nenhuma
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Governador terá que cumprir decisão da Justiça
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Publicado hoje (14/4) o Acórdão que rejeitou os embargos de declaração do governador na Adin dos "Becos do Gama"
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Que sirva de aviso ao governador interino de Brasília
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Vergonha!
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Castigo dos Céus
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O governador interino tem que cumprir as decisões da Justiça
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Becos do Gama. A destruição continua, apesar das decisões da Justiça
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TJDF rejeita por unanimidade embargos de declaração impetrados pelo governo Wilson Lima referentes à declaração de inconstitucionalidade da Lei 780/2008, a Lei dos Becos do Gama
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Está chegando a hora
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Mais protestos. Arruda na berlinda
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Becos do Gama e becos do crack na Asa Norte
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Somos nós os bandidos?

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A mídia e as áreas verdes do Gama
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Manifestação de moradores do Gama na CLDF
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Toma que o filho é teu
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† Necrológio †
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A morte anunciada
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A Lei 780 caiu do telhado
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A Lei 780 subiu no telhado
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Deixem também em paz o verde do Gama
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Ecos da audiência pública que pretendia aprovar a destruição de mais áreas verdes do Gama
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População do Gama contra a destruição de mais áreas verdes da cidade
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Não deixe o Gama perder mais áreas verdes. Reaja!
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“Vossas Excelências é que não entenderam. Ainda há juízes em Brasília”
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Como votou seu deputado?
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Tá amargando, tá amargando
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Gama 49 anos - Três distritais, três votos contra o Gama
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Gama 49 anos - Manifestação contra Arruda e deputados
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Cuidado! Homens trabalhando!
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Resistência
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Vândalos destroem o verde
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Por que te calas, ó deputado?
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Pergunta que não quer calar
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Anulação da Lei 780 de 2008
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Verde, jardim, flores...
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Verde, jardim, flores? Destruição!
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Destruiçao do verde e passagens de pedestres do Gama
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No meio do caminho colocaram um muro. Colocaram um muro no meio do caminho
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Destruição de uma área verde no Setor Leste do Gama
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Muitos cuidam dos jardins e passagens de pedestres. Outros destroem

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Foi só um pedido de mãe

Quinta, 15 de abril de 2010
Se mamãe, mesmo sendo a dos outros, pediu ele nomeia. O distrital Paulo Roriz, ex-presidente da Codhab e ex-secretário de Habitação do governador cassado, confessou ontem que o servidor Lester Sebastião da Silva foi indicado por ele.

O servidor foi um dos presos pela Polícia Civil na operação de ontem para desarticular quadrilha que atuava dentro da Codhab e que fazia trambiques para entregar lotes a militares que não tinham direito ao benefício.

Numa explicação que não convence ninguém, o distrital afirmou que nomeou Lester atendendo pedido da mãe do servidor e que não teria nada mais a ver com com ele.

As pessoas que vivem essa história de lotes aqui em Brasília, pessoal das cooperativas e coisas tais, receberam as declarações do distrital com galhofas. O servidor é tido como forte braço direito do distrital nessa história de lotes.

O deputado Paulo Roriz é aquele que de dentro do plenário da CLDF deu uma grande e vigorosa banana para manifestantes que se encontravam nas galerias da Câmara. É verdade que depois os manifestantes devolveram, literalmente, as bananas.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A podridão dos lotes

Quarta, 14 de abril de 2010
Demorou muito, muito mesmo, a explosão das irregularidades que ocorreram na distribuição de lotes a militares. Militares que receberam passagens de pedestre no Gama, por exemplo, mas que possuem renda familiar maior do que a exigida para que participassem do programa de habitação de interesse social. Outros que não tinham direito, em razão da mesma lei, tendo em vista que não moravam nos cinco últimos anos no Distrito Federal. A comunidade do Gama vinha denunciando isso há muito tempo. A OAB-DF, por provocação da comunidade do Gama chegou a pedir informações à Codhab, informações que desnudariam as tramóias. O pedido foi  no ano passado. Até hoje não há resposta. Seria uma ótima oportunidade para a OAB voltar a exigir a exibição de documentos públicos referentes ao programa. Muitas outras coisas poderiam surgir.

Servidores envolvidos em esquema de favorecimento de lotes são presos durante Operação João de Barro

Quarta, 14 de abril de 2010
do Correio Braziliense
Débora Álvares - Correio Braziliense

14/04/2010 - A Polícia Civil do Distrito Federal desencadeou, na manhã desta quarta-feira (14/4), a Operação João de Barro. Pelo menos dois servidores do Governo do DF foram presos. No entanto, a divisão de Comunicação da Polícia Civil não confirma, ainda, a quantidade de mandados cumpridos.

De acordo com a Divicom, o objetivo da operação desta manhã é apreender objetos que comprovem o envolvimento de pessoas com o esquema de favorecimento de policiais militares e bombeiros na lista da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab-DF). As pessoas que passavam a lista de liberação dos lotes adiante devem ser presas.

A PCDF ainda não divulgou mais detalhes da operação. Equipes da Divisão Especial de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (Decap) da Polícia Civil participam da ação.

sábado, 20 de março de 2010

Quem dá...recebe. Bananas para Paulo Roriz

Sábado, 20 de março de 2010

Paulo Roriz (Demo), o deputado distrital que perdeu a postura no plenário da CLDF no último dia 17, chamando de palhaços os estudantes que protestavam nas galerias da Casa e, depois ao vivo, em cores e na frente das câmaras de filmagens, deu uma banana (não a fruta) para os estudantes, recebeu o troco.
Os agredidos deram o troco ontem (19/1). Compareceram ao gabinete do deputado e, solenemente, deram várias bananas. Um cacho de bananas.
Os estudantes aproveitaram a ida à CLDF e apresentaram uma reclamação formal, pedindo a abertura de processo contra o parlamentar, por quebra de decoro.
Tinha gente ontem na CLDF afirmando que a representação não deveria ter andamento, pois os estudantes se equivocaram no texto, registrando o nome “Pedro Roriz” ao invés de Paulo Roriz.  Isso foi apenas um erro material, que até na Justiça não impede o andamento de um processo.
Além do mais, na representação os estudantes relatam os fatos ocorridos no Plenário (gravados em imagens), e quem chamou os outros de palhaço e deu banana não foi ninguém com o nome de Pedro Roriz, mas Paulo Roriz. Querer invalidar um requerimento por tal erro material é dá outra banana para os estudantes. De qualquer forma, os estudantes darão entrada em novo documento, esse com o nome de Paulo Roriz. Pior para Pedro, melhor, Paulo Roriz. Na ocasião da nova entrega, mais mídia.
Como tem deputado perdidinho lá pela CLDF, faz sentido dar o nome exato.
Os estudantes, xingados de palhaços, entregaram as bananas, mas cometeram outro equívoco além do nome do deputado. Esqueceram de entregar o nariz de palhaço. Prometem voltar lá.

quinta-feira, 18 de março de 2010

A banana como companhia

Brasília, 18 de março de 2010
Foi dando banana que o deputado distrital Paulo Roriz (Demo) se dirigiu ontem aos estudantes que na galeria protestavam contra o estado de podridão que se encontra a política no Distrito Federal. O deputado não gostou dos cartazes colados nos vidros do plenário da CLDF e também das vaias (que sequer podiam ser ouvidas de onde ele se encontrava). Não gostar é uma coisa, dar banana para a platéia e pedir aos gritos para que a presidência dos trabalhos retirasse imediatamente aqueles “palhaços” é outra coisa. Pior, a presidência atendeu ao solicitado pelo deputado e determinou que os estudantes fossem retirados e os cartazes recolhidos.

Nos tempos bicudos de hoje os deputados só admitem protestos “a favor”. Não sendo "a favor" deles, os protestos só são admitidos fora do prédio da Câmara. E com a escolta da polícia.

A dúvida dos estudantes, diziam alguns deles enquanto eram enxotados das instalações da Câmara, era saber se a banana estava tão podre como alguns políticos de Brasília.

O panetone, que já havia entrado na vida política de Brasília, agora tem a companhia da banana.